Cortiça como elemento estrutural de sustentabilidade

Por a 26 de Fevereiro de 2020


A cortiça será um dos principais materiais utilizados na construção do Serpentine Summer Pavilion 2020, que irá albergar uma das mais importantes exposições de design e arquitectura mundiais e que decorre anualmente em Kensington Gardens, em Londres.

A Corticeira Amorim associou-se ao 20º aniversário da exposição e forneceu 200 m2 da matéria prima que estará em foco. Esta é a segunda vez que a empresa portuguesa surge associada à iniciativa, depois de uma primeira cooperação em 2012.

A celebrar o seu 20.º aniversário, a sustentabilidade e a ecologia são as temáticas centrais do Serpentine Summer Pavilion e que serviram de inspiração ao trabalho vencedor de Sumayya Vally, Sarah de Villiers e Amina Kaskar, o trio do estúdio de arquitectura sul-africano Counterspace.

Neste contexto, a escolha dos materiais para a infraestrutura do pavilhão teve em conta uma forte componente ambiental, que resultou na eleição da cortiça como uma das matérias-primas basilares. O facto de estarmos perante um produto 100% natural, ecológico, renovável, reciclável e reutilizável colocou a cortiça em vantagem face a muitas outras soluções.

As três arquitectas de 29 anos, que tencionam utilizar outros materiais sustentáveis como blocos de tijolo reciclado produzidos a partir de lixo da indústria da construção, tornaram-se na equipa mais jovem de sempre a desenhar o Serpentine Summer Pavilion. O conceito apresentado inspira-se nos principais espaços de convívio da cidade de Londres, com especial foco na vivência das comunidades migrantes, periféricas e suburbanas. Neste ambiente, a cortiça ficará exposta ao olhar dos visitantes, que serão convidados a ‘experienciar’ as distintas áreas através de rupturas estruturais, mudanças de gradiente e contrastes de cor, textura e densidade.
A inauguração do Serpentine Summer Pavilion está prevista para o dia 11 de junho de 2020, fechando portas 4 meses depois, a 11 de Outubro.

A parceria com a Serpentine Gallery, a galeria londrina responsável pela iniciativa, repete-se num ano muito especial para a Corticeira Amorim que está a celebrar 150 anos. A primeira vez foi, em 2012, no Sepertine Summer Pavilion projectado pelos arquitectos suíços Herzog & de Meuron e pelo activista plástico chinês Ai Weiwei. Nessa altura, a cortiça foi também um elemento transversal da instalação: com 80 m3 de matéria-prima os artistas criaram uma complexa estrutura circular e mais de 100 peças de mobiliário em aglomerado.


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