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Habitat Invest ajusta “light design” do Duque 70

Ao CONSTRUIR, o presidente executivo da ArtSolutions explica que “a intervenção passa pela da revisão a todo o projecto de iluminação do edifício, tendo como objectivo a melhoria do projecto e a optimização de custos

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Habitat Invest ajusta “light design” do Duque 70

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A Habitat Invest vai ajustar o design de iluminação do Duque 70, empreendimento que a companhia está a desenvolver na zona do Marquês de Pombal, em Lisboa, procurando assim conferir não só uma maior criatividade a um produto de excelência como responder aos desafios colocados pela optimização de custos.

Para tal, a promotora conta com a intervenção da ArtSolutions, empresa especializada em design de iluminação. "O conceito da ARTsolutions, novo em Portugal, envolve quatro áreas de negócios, todas directamente associadas à preservação e valorização do património cultural, artístico e arquitectónico. Podendo ser interligadas, ou não, de acordo com as necessidades do cliente", refere Tiago Gonçalves da Costa, CEO desta empresa.

Ao CONSTRUIR, o presidente executivo da ArtSolutions explica que "a intervenção passa pela da revisão a todo o projecto de iluminação do edifício, tendo como objectivo a melhoria do projecto e a optimização de custos. Está também a fornecer os exteriores onde a intervenção foi maior e será de maior destaque".

Costa explica ainda que "a iluminação exterior irá realçar e embelezar todo o estilo arquitectónico do edifício, ficando assim mais atraente tanto para os seus habitantes como para os passantes".

A ARTsolutions conta no seu portfólio com diversas participações na área de “lighting design” em mais de uma centena de obras emblemáticas em três continentes, como o SottoMayor Residências em Lisboa, o 8 Building em Lisboa, o Sky Towers em Luanda, Hotel InterContinental no Porto e em Cascais, o Hotel Epic Sana Algarve, o Hotel Epic Sana Luanda, consultoria para o Hotel Hilton Óbidos, Hotel Porto Bay Rio de Janeiro, Hotel Tivoli Lisboa, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), entre vários outros projectos.

"A ARTsolutions vai ao encontro de soluções estudadas caso a caso e que proporcionem um valor acrescentado pela vertente emocional e da reacção comportamental na utilização do espaço arquitectónico. Procurando a melhor conjugação dos vários tipos de iluminação, técnica e decorativa de interior, bem como, de exterior, acompanhando as tendências da arquitectura, e sempre aliado à necessidade dos clientes. O objectivo da empresa é gerar emoções com a iluminação, melhorar o conforto no espaço e ajudar a dinâmica de vendas, da manutenção e dos custos de investimento" esclarece o presidente executivo da empresa.

O DUQUE 70 é o resultado da reabilitação de quatro edifícios históricos de traça tradicional, adaptadas às necessidades de conforto da vida moderna. O desfecho deste projecto abre as portas para um condomínio residencial fechado, com 52 apartamentos de luxo, com tipologias que variam entre o T0 e o T3 Duplex, com áreas que vão dos 70 aos 165 m2, decorados e com pormenores que revelam cuidado e singularidade, tão exigível nos padrões de alto segmento, um sereno jardim interior comum a todos os apartamentos, estacionamento, piscina e amplas áreas de circulação, cujos preços variam entre os 440 mil e um milhão de euros.
Localizado na Avenida Duque de Loulé, perto do Marquês de Pombal, no coração de Lisboa, este empreendimento da Habitat Invest tem a assinatura do gabinete Santa-Rita Arquitectos.

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CIUL: Encontros de Urbanismo regressam em Outubro

Ainda em formato online, a primeira sessão tem lugar no dia 21 de Outubro, pelas 18 horas, com o tema “O património cultural e a construção da identidade”

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O Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), organiza em 2021/2022 mais uma edição do Ciclo de Conferências Encontro de Urbanismo, que, para já, se irão manter no formato online.

Promovido anualmente, desde 2013, o ciclo centra-se na reflexão sobre Lisboa, na óptica do Urbanismo, abordando todos os anos um tema diferente.

Ao longo de seis sessões, uma por cada mês e ao final do dia (18h), um painel de técnicos e especialistas é convidado a apresentar experiências e perspectivas sobre as temáticas lançadas, abrindo-se espaço ao debate e à troca de ideias.

A edição deste ano convida-nos a descobrir o Património de Lisboa, através das questões: Como se define e por que é considerado património? Quem o conhece? Quem dele cuida? Quem o divulga? Que mecanismos existem para melhor salvaguardar o legado que Lisboa herdou das gerações passadas? Como intervir no edificado e que usos se podem compatibilizar com o património existente? Que património se constrói hoje para o futuro?

A primeira sessão, com o tema "O património cultural e a construção da identidade", tem lugar já no próximo dia 21 de Outubro, pelas 18 horas.

Neste encontro participam Paulo Pais (Câmara Municipal de Lisboa/Departamento de Planeamento Urbano), como moderador, e Ana Tostões (DoCoMoMo Internacional), João Carlos Santos (Direcção-Geral do Património Cultural) e Maria Calado (Centro Nacional de Cultura) como oradores.

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Intervenção na Bateria da Crismina devolve espaço ao público

A proposta de intervenção da Barbiniarquitectos resultou num novo espaço para restauração que encaixa entre os muros pré-existentes mantendo, desta forma, proporções e escala volumétrica

Cidália Lopes

A Bateria da Crismina faz parte de um conjunto de três fortes da antiga linha de defesa da costa de Cascais, construídas durante o reinado de D. José I, no ano de 1762, na sequência do conflito entre Portugal e Espanha. Entre 1830 e 1832 as baterias sofreram trabalhos de reparação incluindo o fecho da fortificação com um muro de gola.

A proposta de intervenção para a instalação de um espaço para restauração, insere-se neste recinto de muros com cerca de três metros de altura que se consideram ser o ponto de partida da composição arquitectónica e ao mesmo tempo elementos a consolidar e valorizar.

O resultado é um objecto arquitectónico de um só piso, de carácter abstracto em vidro e pedra, de geometria irregular, resultante dos principais alinhamentos das paredes e limites do forte, cuja cota de cumeeira alinha pela cota superior máxima dos muros à sua volta. Desta forma mantem-se as proporções e escala volumétrica do existente sem retirar protagonismo à história que as ruínas da bateria representam.

O espaço exterior entre muros, é constituído por dois pátios descobertos, um a sul e outro a nascente, ambos protegidos dos ventos predominantes, e por uma plataforma orientada a poente voltada para o Atlântico.

BIO

Flavio Barbini e a arquitecta Maria João Silva fundaram, em 1955, o atelier Barbiniarquitectos. Juntos desenvolveram a sua actividade em Portugal e Itália, envolvendo diferentes ambientes disciplinares como a transformação urbana, planeamento, arquitectura paisagística, projecto de arquitectura, arquitectura sustentável, design de interiores e design de mobiliário, obtendo prémios nacionais e internacionais.  Além da Bateria da Crismina, em Cascais, no seu portfolio constam projectos como a área desportiva do Colégio Maristas, em Lisboa (2020), o edifício de apoio à prática de pesca tradicional, em Viana do Castelo, e a Frente Marítima no Cabedelo, um modelo de eco cabana em cortiça, em Cascais (2007), o Largo Cidade Vitória, em Cascais (2007) e o Centro de Coordenação Operacional da Brisa, em co-autoria com Carrilho da Graça, em Carcavelos (2003).

Foram, também, vários, os prémios alcançados nos últimos anos, nomeadamente, o 2º prémio “for the Housing in Oeiras for elderly people”, o 2º prémio para o conjunto “in Oeiras”, o 1º prémio para a Frente Marítima no Cabedelo, em Viana do Castelo, o 3º Prémio para a Renovação da Frente Maritima e Praia de Almograve, o 2º prémio para a Escola Primária em Porto Covo, o 2º Prémio para o Teatro em in Ponte de Lima. O Barbiniarquitectos foi, ainda, distinguido por duas vezes, em dois projectos distintos, em Itália, com o 3º prémio para o conjunto habitacional "Living in Milano 2" e o 2º prémio para a reabilitação de parte do centro histórico e parque em Spilamberto.

Entre 2006 e 2012, o atelier marcou presença em diversas exposições, tanto em Portugal, como no estrangeiro, com destaque para a “barbiniarquitectos recent works”, na Ordem dos Arquitectos, em Março de 2006 e que voltaria a figurar na Cordoaria Nacional por ocasião da Trienal de Arquitectura de Lisboa de 2007.

“Portugal fora de Portugal”, levou o atelier até Berlim, em Fevereiro de 2009 e a exposição “Partire, restare, tornare”, até Selinunte, em Itália, em Abril de 2012.

Ficha Técnica

Cliente / Empreiteiro Geral: Imonómio

Projecto: 2005-2017

Obra: 2019-2021

Estruturas: Engº Luis Gião Marques

Instalações Eléctricas: GPIC Projectos, Consultadoria e Instalações

Águas e Esgotos: Engº Filipe Furtado

AVAC: GPIC Projectos, Consultadoria e Instalações

SCIE: Arqº Philip Kirkby

Acústica: Sopsec

Gás: Sopsec

Arranjos Exteriores: Arqº João Ceregeiro

Iluminação: Arqª Joana Forjaz

 

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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OA debate contratação pública e as suas alterações

A iniciativa terá lugar na sede da OASRN, no dia 24 de Outubro entre as 14h30 e as 18h30 e, embora seja gratuita, é necessário inscrição prévia

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Tendo em conta a entrada em vigor da Lei n.º 30/2021 de 21 de Maio, que veio introduzir novas dinâmicas aos procedimentos de contratação pública, a Comissão e Desenvolvimento Regional do Norte (CDRN), no seguimento do que já tinha sido feito em 2018, aquando das anteriores alterações ao Código de Contratação Pública (CCP), vai organizar a segunda edição de uma “Mesa Redonda”, no sentido de promover a apresentação e o debate sobre as medidas especiais de contratação pública e as alterações ao CCP. A iniciativa terá lugar na sede da OASRN, no dia 24 de Outubro entre as 14h30 e as 18h30 e, embora seja gratuita, é necessário inscrição prévia.

À semelhança do que aconteceu na primeira edição, a mesa redonda volta a contar com a presença de Fernando Batista, presidente do IMPIC. que fará uma breve apresentação da Lei e as suas alterações.

No debate irão também estar presentes representantes de entidades como o IHRU e o município do Porto, introduzindo na discussão visões e experiências multifacetadas, quer enquanto concorrentes, membros de júris, ou representantes da administração pública.

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Galbilec participa no AR&PA Bienal Ibérica de Património Cultural 

Tendo como tema principal “Jovens e Património”, esta edição de 2021, a decorrer entre 14 e 17 de Outubro, no centro histórico de Leiria, conta com uma vasta programação de seminários, cursos, actividades

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A Galbilec - Serviços Globais de Projecto, que actua nas áreas de engenharia e arquitectura, irá participar na AR&PA Bienal Ibérica de Património Cultural, entre 14 e 17 de Outubro, no centro histórico de Leiria.

Tendo como tema principal “Jovens e Património”, esta edição de 2021 conta com uma vasta programação de seminários, cursos, actividades de Educação Patrimonial, concertos, performances, workshops de Artes & Ofícios, visitas e roteiros, exposições, concursos digitais, entre outros. A bienal assume ainda um carácter digital, contando com a presença online de expositores do sector.

“A participação da Galbilec na AR&PA é de extrema importância, não só por ser uma feira de referência no sector do Património Cultural, mas também porque é uma excelente oportunidade para expor o mais recente projecto da nossa empresa, a Galbilec Património, visando a conservação e requalificação do edificado e o reconhecimento do seu legado histórico, bem como a potenciação do território, afirma Denise Campos, coordenadora de Comunicação.

A AR&PA – Bienal Ibérica de Património Cultural é organizada pela Spira - revitalização patrimonial, em parceria com o Ministério da Cultura / DGPC, o Ministério da Economia / Turismo de Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros / AICEP - Portugal Global, a Junta de Castilla y León - co-promotor espanhol – e a Fundação Millennium Bcp. Conta, ainda, com o Alto Patrocínio da Presidência da República e com o apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO.

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World Architecture Festival anuncia edição de 2021 totalmente digital

Organização justifica decisão com restrições nas viagens em alguns países devido à Covid-19. Edição de 2022 mantém formato híbrido em Lisboa

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tagsWAF

Em resposta às contínuas restrições de viagens do Covid-19, a organização do World Architecture Festival (WAF) anunciou que o evento de 2021 que se irá realizar em Dezembro irá passar para um formato totalmente digital, a par do evento INSIDE World Festival of Interiors.

Para já, fica confirmado o regresso do festival a Lisboa em 2022 num formato híbrido e com datas previstas de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, na FIL, no Parque das Nações.

O evento digital WAF 2021 consistirá em três dias de programas de conferência, prémios e eventos paralelos, com palestras dos principais pensadores da arquitectura global e personalidades da indústria transmitidas em live stream exclusivamente para os participantes no festival.

Além das conferências e palestras, o WAF inclui, também, a entrega de prémios de arquitectura, considerado um dos mais conceituados do Mundo e que conta uma equipa de jurados de renome internacional. A avaliação das categorias online será a pedra angular da edição digital WAF de 2021, com os finalistas para 'Construção Mundial do Ano', 'Projeto Futuro do Ano', 'Interior do Ano' e 'Paisagem do Ano' julgados ao vivo e transmitido em streaming para os delegados do festival em todo o mundo.

Os juízes confirmados para o Super Júri deste ano incluem Jeanne Gang, fundadora e sócia, do Studio Gang; Abdelkader Damani, director artístico, Frac Centre-Val de Loire | Biennale d'Architecture d'Orléans; Kim Herforth Nielsen, cofundador e direcctor, 3XN Architects e Christina Seilern, director, Studio Seilern.

Com 18 salas de crítica digital e 18 trios de jurados internacionais, o evento digital WAF 2021 pretende oferecer o acesso mais amplo da história do festival, lançado em Barcelona em 2008.

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João David Valério vence Prémio Fernando Távora

Arquitecto venceu concurso com a proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80”

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O arquitecto João David Valério foi o vencedor da 17ª edição do Prémio Fernando Távora com a proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80”.

A decisão, tomada por unanimidade, foi revelada em cerimónia pública realizada na sede da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte (OASRN), no Dia Mundial da Arquitectura, assinalado a 4 de Outubro.

A proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80” mereceu a distinção do júri por reconhecer que se trata de um trabalho inédito que contribui para o estudo da habitação colectiva em espaço de baixa densidade, na qual se “conjugam qualidades da casa unifamiliar, como os espaços verdes e um carácter de individualidade, com vertentes de comunidade e densidade urbana”.

Lançado em 2005, o Prémio Fernando Távora é organizado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) em parceria com a Câmara de Matosinhos, a Casa da Arquitectura e a Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva, contando com o patrocínio da Ageas Seguros nesta 17.ª edição.

Recorde-se que o arquiteto Fernando Távora (1923-2005) foi o grande impulsionador da renovação urbanística do Barredo, zona localizada no centro antigo do Porto, próxima à Ribeira.

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APRUPP promove “The Heritage Training Course”

Iniciativa decorre entre os dias 11 e 22 de Outubro, no Porto e conta com parcerias da European Heritage Volunteers, o Município do Porto, o Departamento Gallaecia da Universidade Portucalense, a Universidade de Aveiro e a Associação Centro da Terra

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A Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Protecção do Património (APRUPP) vai promover a realização, entre os dias 11 e 22 de Outubro, no Porto, do curso "The Heritage Training Course -  “Conservation of original elements to preserve the authenticity of Porto’s urban heritage”.

A iniciativa, que conta com a European Heritage Volunteers, o Município do Porto, o Departamento Gallaecia da Universidade Portucalense, a Universidade de Aveiro e a Associação Centro da Terra como entidades parceiras, inclui diversos workshops técnicos de reabilitação de elementos emblemáticos da arquitectura do Porto, visitas de rua, debates e seminários.

Esta iniciativa, pertencente ao conjunto das treze aprovadas e seleccionadas pela UNESCO no contexto Europeu e da América do Norte (e a única de carácter associativo) e constitui um momento excepcional e de grande visibilidade para a troca de experiências e conhecimento na área da reabilitação do edificado, agregando profissionais de diversos sectores da construção, que vão desde a arquitectura, a engenharia, a conservação e restauro, a arqueologia, técnicos de reabilitação, investigadores, estudantes, da administração pública, de entidades de gestão e do planeamento urbanístico e de entidades certificadoras e gestoras, uma vez que possibilitará trazer ao Porto 20 voluntários de dezasseis nacionalidades distintas (todos jovens com menos e 35 anos de idade).

Em função das restrições ainda em vigor, esta iniciativa não está aberta a inscrições, sendo a participação activa exclusiva para os voluntários da campanha e restantes elementos da UNESCO. No entanto estão pensadas algumas medidas para possibilitar o envolvimento dos nossos associados e demais interessados.

Nos workshops técnicos, que serão realizados numa tenda montada para o efeito no Cais da Estiva, na Ribeira do Porto, existirá uma área demarcada para os interessados poderem assistir com distanciamento às actividades previstas no programa. Já os seminários e debates serão transmitidos em plataforma digital, com possibilidade de participação via chat. As visitas de rua serão as únicas actividades de participação exclusiva dos voluntários da UNESCO.

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FAUP comemora centenário do arquitecto Mário Bonito

No ano em que se celebra o centésimo aniversário de Mário Bonito, a Faculdade de Arquitectura Universidade do Porto abre mostra sobre a obra e vida da figura relevante do panorama arquitectónico português do século XX

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No ano em que se celebra o centésimo aniversário de Mário Bonito (1921-1976), figura relevante do panorama arquitectónico português do século XX, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) abre com a mostra ‘Grande Composição (esbap 1951/57)’, o programa MárioBonito.1OOanos.

Com organização dos professores José Miguel Rodrigues e Hélder Casal Ribeiro e do arquitecto Pedro Borges de Araújo, 'Matéria.conferências brancas', o programa integra um conjunto de acções, que propõem discutir e projectar no presente o pensamento e obra multifacetada de Mário Bonito. Entre Setembro e Dezembro de 2021, o programa integra, entre outras acções, a Mostra na FAUP, sobre a sua docência na ESBAP (1951/57) com Carlos Ramos; uma mesa redonda com projecção de filme na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa; um ciclo de conversas multidisciplinares, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto; uma exposição e um ciclo de conferências internacionais na Casa das Artes, também no Porto; e uma programação paralela associada ao Teatro Experimental do Porto e ao Cineclube do Porto.

Com um percurso fortemente caracterizado pela vocação e acção multifacetada na actividade artística, política e sociocultural, a acção de Mário Bonito deixou marcas em diversas áreas e instituições. Participou no processo de transformação do ensino na arquitectura liderado pelo arquitecto Carlos Ramos na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) onde foi docente entre 1951 e 1957, após obter o seu diploma de arquitecto em 1948, sendo colega de Agostinho Ricca, Januário Godinho e Viana de Lima. Estabeleceu uma forte ligação ao cinema, tanto na crítica/debate como na divulgação, com uma participação decisiva na vida do Clube Português de Cinematografia - Cineclube do Porto entre 1950 e 1962. Interveio activamente no teatro através do Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto entre 1960 e 1962.

É autor, entre outros, do edifício do “Ouro” na rua Fernandes Tomás, uma das obras “manifesto” na cidade do Porto dos anos 50, e do Edifício de habitação com frente para a rua do Bonfim e para a rua António Carneiro, no Porto.
Segundo os organizadores do programa “os projectos construídos apresentam um fulgor e uma qualidade de resposta ímpar, representativos da importância de Mário Bonito para o enriquecimento da arquitectura portuense e para (re)construção do moderno português dos anos 50”.

Para além da FAUP, do seu Centro de Documentação e do seu Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo, o programa conta com a parceria da Direcção Regional de Cultura do Norte/Casa das Artes, da DOCOMOMO internacional, da Cinemateca Portuguesa, do Teatro Experimental do Porto, do Cineclube do Porto e da Câmara Municipal do Porto.
Mais informações em www.arq.up.pt e www.mariobonito100anos.com

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“Portugal, um mundo num país”

O “Pavilhão de Portugal” quer englobar “um mundo num país”. O atelier Saraiva + Associados traçou-lhe as linhas e os contornos e a construtora Casais tornou-o real e pode vê-lo na EXPO Dubai

A Expo 2020 Dubai arrancou oficialmente a 1 de Outubro, um ano de atraso imposto pela pandemia. Portugal é um dos 173 países representados, naquela que é a primeira participação numa exposição mundial, dez anos depois de Xangai. Uma participação com um forte desígnio o de querer englobar “Um mundo num país”. O tema é ambicioso e está “patente na obra do Pavilhão de Portugal de uma forma simbólica onde emergem duas linhas conceptuais”, explica a aicep na apresentação da obra.

Esses dois símbolos são, eles próprios, um marco, uma característica nacional. De um lado a Caravela “como símbolo maior da nossa ligação com o mundo num processo alargado de interacção”, ou como muitos a apelidam “a génese da globalização”. De uma forma mais conceptual, “materializa numa abstracção e síntese volumétrica evidenciando a horizontalidade do contacto com os oceanos e o sentido da trajectória da descoberta, e a verticalidade das velas reinterpretadas, tendo o vento como força motriz desta demanda”.

O segundo símbolo é mais uma característica de abertura, do gosto pelo encontro, do povo português: a Praça. Aqui uma expressão máxima “do espaço de encontro, de partilha, de junção de pessoas e culturas”. Aqui o espaço é aberto, prolongamento do espaço público e receptiva a todos os visitantes.

Arriscamo-nos a encontrar outros símbolos que nos transportam para o nacional, como seja a calçada portuguesa, a cortiça ou os azulejos. “A materialidade dos diversos espaços que compõem o Pavilhão de Portugal reflectem uma escolha que procura afirmar materiais que caracterizam Portugal, nomeadamente a cortiça, aqui associada a utilizações inovadoras como em mobiliário e zonas de estar exteriores, a utilização da pedra em cubo, transportando a calçada portuguesa para o exterior e o azulejo pintado”.

Neste tour pelo Pavilhão encontramos no piso térreo uma zona de espectáculos, a loja Portugal Concept Store, onde estarão à venda produtos de 40 empresas portuguesas, uma cafetaria e uma área protocolar, para a chamada “diplomacia económica”. “O nosso pavilhão irá ter a participação directa na loja de cerca de 40 empresas diferentes, mas “obviamente o portefólio de produtos é mais alargado”, explicam-nos.

“O primeiro piso encerra em si o percurso expositivo, com uma área de espectáculo multimédia imersivo”.
Continuando a visita, no segundo piso o espaço é dominado pela gastronomia do restaurante Al.Lusitano e por um imenso terraço voltado para o Jubulee Park, “onde irão decorrer os principais espectáculos da Expo. Neste segundo piso existe ainda um espaço multiusos, que pode assumir várias configurações.

A Expo 2020 Dubai vai decorrer no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 1 de Outubro de 2021 e 31 de Março de 2022, Exposição vai ter como tema principal “Connecting Minds, Creating the Future”, que se divide em três sub-temas - Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade -, criando um objectivo aos países de partilharem não só as suas experiências de desenvolvimento e inovação, difundir ideias e projectos sobre o futuro, mas também explorar em conjunto novas abordagens a estas temáticas.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Ateliers BAST +AgwA sobem ao palco do ‘Campo Comum’

O segundo evento do Campo Comum de 2021, centra-se na temática da Construção, “como etapa fundamental do processo de aprendizagem da arquitectura”. A conferência terá lugar no CCB, dia 13 de Outubro, pelas 18h30

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa apresenta o segundo evento do Campo Comum de 2021 e que se centra na temática da Construção, "quer na sua definição material, quer na sua representação, como etapa fundamental do processo de aprendizagem da arquitectura". A conferência terá lugar no Pequeno Auditório do CCB, dia 13 de Outubro, pelas 18h30.

Os convidados desta iniciativa são os ateliers AgwA, de Bruxelas, e BAST — Bureau Architectures Sans Titre, de Toulouse. Ambos vão apresentar lugares, procedimentos e coreografias laborais, bem como a sua atitude no mundo construído, a partir de uma série de obras de renovação na Bélgica e em França, com escalas e características variadas.

Apresentada em inglês, esta conferência é composta por uma apresentação de cada atelier e uma conversa moderada pela curadoria de Diana Menino e Felipe De Ferrari.

O AgwA é um atelier de arquitectura sediado em Bruxelas, fundado por Harold Fallon (arquitecto, doutorado e professor assistente na Universidade Católica de Lovaina), Benoît Vandenbulcke (arquitecto, doutorado e professor assistente na Universidade de Liège) e Benoît Burquel (arquitecto, professor assistente na Universidade Livre de Bruxelas). A sua prática analisa como é que as estratégias de desenho permitem abordar a estrutura e a arquitectura enquanto facetas de igual importância na ambição singular de cada projecto. Em 2019 editaram o livro Chantier / Construction Site.

O atelier Bast (Bureau Architectures Sans Titre), foi fundado em Toulouse no ano de 2013, com o objectivo de desenvolver um prática "em que se abandone a individualidade de cada parceiro para beneficiar a expressão do colectivo". É hoje uma sociedade cooperativa e participativa com três parceiros: Laurent Didier, Mathieu Le Ny e Louis Léger. A sua abordagem colectiva e não-formalista tem sido reconhecida; foram galardoados com o Prix Architecture Occitanie pela Casa M15 em Toulouse (2017), o albums des jeunes architectes et paysagistes (AJAP, 2018) e o prémio de arquitectura contemporânea Mies van der Rohe para arquitecto emergente pela cantina escolar em Montbrun-Bocage (2019). Foram finalistas em 2019 do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp.

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