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Arquitectura

Arquitectura industrial portuguesa distinguida no “Architecture MasterPrize 2020”.

Dois projectos com assinatura do arquitecto Nuno Capa foram distinguidos concurso internacional “Architecture MasterPrize 2020”. Ambos os projectos encontram-se no campus do dstgroup, em Braga.

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Dois projectos com assinatura do arquitecto Nuno Capa foram distinguidos concurso internacional “Architecture MasterPrize 2020”. Ambos os projectos encontram-se no campus do dstgroup, em Braga.

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Dois projectos com assinatura do arquitecto Nuno Capa foram distinguidos concurso internacional “Architecture MasterPrize 2020”. Ambos os projectos encontram-se no campus do grupo empresarial de Braga, dstgroup.
Com distinção máxima o projecto “Capela”, está implementado no jardim Teresa Gonçalves do complexo industrial da dstgroup. “A Capela repousa no terreno como um lugar de reflexão, de descanso espiritual e de contemplação da envolvente. Foi idealizado para ser um lugar de recolhimento individual, diferente de outros espaços que existem no campus, e a sua localização, isolada dos edifícios, obriga a um percurso a pé, numa alusão ao caminho percorrido por um peregrino em reflexão”, descreve o grupo em comunicado.

“Os dois volumes em betão aparente que a constituem estão afastados por uma incisão de atravessamento livre, separando assim o lugar do divino e o lugar humano. Não há qualquer ponto de contacto. No seu interior, os dois planos são habitados de forma tranquila, um por um banco para contemplação e o outro pela Cruz de Cristo suspensa, uma escultura cerâmica concebida pelo artista plástico Alberto Péssimo, professor da Cooperativa Árvore, que embora represente a religião cristã, se encontra num espaço de todos e para todos.” O ponto de partida deste projecto foi a obra do artista plástico, já que o mesmo nasceu com o propósito de a albergar. Mas do ponto de partida se chegou a um propósito o de construir simultaneamente um espaço de reflexão. “A [capela] aconteceu, porque me foi oferecido um Cristo de uma dimensão considerável, pelo artista plástico Alberto Péssimo e quando o vi decidi que tinha de o colocar em lugar de destaque. Como temos tido foco na espiritualidade e na meditação para nos tornarmos mais leves e competitivos, desafiei o Nuno Capa, arquitecto que tem uma grande sintonia com as minhas orientações estéticas, para desenhar, a partir de elementos de obras, uma capela. O resultado foi uma peça austera e muito simples. Acrescentámos apenas uma lamparina a azeite”, conta José Teixeira, CEO do dstgroup.

A utilização de materiais como o betão, o vidro, o aço e o tijolo caracteriza a matéria construtiva deste projecto, “tornando-os nobres, porque são materiais diariamente manipulados pelos trabalhadores do dstgroup”.

“Optámos pela construção em arquétipo de capela, com elementos modulares pré-fabricados que se repetem, encerrados nos topos nascente e poente por Uglass, actuando como vitrais para entrada de luz natural”, destaca Nuno Capa adiantando ainda que “a entrada é garantida pela subtracção de um dos módulos, aberta aos elementos naturais como a chuva, o sol, a neve e o vento habitualmente presentes no dia-a-dia dos trabalhadores. À noite, o feixe de luz que flui pela abertura e pelos extremos em Uglass, transforma estes blocos de betão numa matéria visualmente leve.”, descreve o arquitecto.

Bysteel fs conquista menção honrosa

Com menção honrosa, na categoria “Industrial Buidings”, a fábrica bysteel fs, do dstgroup, foi o segundo projecto de Nuno Capa premiado nesta edição. Inaugurada o ano passado, resultado de um investimento de 17 milhões de euros, a unidade conta com 7000 m2 de construção em dois pisos e uma nave de 6 700m2, onde a luz natural flui para um trabalho dedicado de fabricação e assemblagem de envelopes arquitectónicos de fachada.
José Teixeira sublinha que “os prémios que ganhamos e a que nos candidatamos são uma espécie de pauta de avaliação dos nossos trabalhos. E nós precisamos que os nossos trabalhos sejam avaliados por elementos neutros”. “Estes prémios são uma consagração do Nuno, com quem temos, de resto, ganho outros prémios”, reforça o responsável.
Em 2019 o arquitecto português foi reconhecido na categoria “Commercial Architecture”, com o projecto “Urbo Business Centre”, em Matosinhos, também promovido pelo grupo presidido por José Teixeira.

Sobre as distinções Nuno Capa considera que estas são “o reconhecimento do trabalho que tenho vindo a desenvolver para o dstgroup e do mérito das equipas de projecto, de gestão e de construção que demonstraram a mesma dedicação, quer em projectos de pequena escala como a Capela, quer em projectos de maior dimensão e complexidade como a unidade industrial da bysteel fs”, afirma. Estes são “dois projectos complementares no contexto de trabalho, já que a Capela representa a importância da pausa no tempo de trabalho como descanso e reflexão, uma simbiose fundamental na cultura empresarial do grupo que enriquece e reforça a importância da arquitectura em qualquer contexto”, considera.

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Archi Summit 2022 em destaque na TRAÇO

Depois de três edições em Lisboa e do interregno de dois anos provocados pela pandemia, a 6ª edição do Archi Summit regressa com um programa
histórico, Mas ha mito mais para ler

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Archi Summit 2022 regressa à origem: Porto
Depois de três edições em Lisboa e do interregno de dois anos provocados pela pandemia, a 6ª edição do Archi Summit regressa com um programa
histórico. O premiado estúdio MVRDV, da Holanda, Office, da Bélgica ou o Go Hasegawa, do Japão, juntam-se ao Pritzer Siza Vieira. Há ainda tempo para lançamentos de livros, visitas guiadas, exposições e um concurso de ideias

Archi Summit 2022 traz-nos “Impacto”

Com curadoria da dupla Moncada Rangel, o objectivo é que este seja um espaço “transversal e multidisciplinar”. À Traço, Francesco Moncada e Mafalda Rangel explicaram que as conferências pretendem explorar os “diferentes impactos” da Arquitectura, Design e Construção

“O que quisemos no projecto foi encontrar uma forma de contribuir, de sensibilizar,
mais do que manifestar”

O AO-LX, com sede em São Paulo e, mais recentemente, também com escritórios em Lisboa, foi o escolhido para guiar os participantes da 6ª edição do Archi
Summit pelo interior do Palácio Ford

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Primeira loja física da Google, com mobiliário de cortiça, galardoada nos NYCxDESIGN Awards

O projecto, desenvolvido pelo gabinete de arquitectura nova-iorquino Reddymade, venceu a categoria Impacto Ambiental. As peças, produzidas em cortiça fornecida pela Corticeira Amorim foram concebidas pelo também designer
americano Daniel Michalik

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(Créditos de foto:Paul Warchol Red)

A primeira loja física da Google em todo o mundo, cujo mobiliário é feito integralmente em cortiça portuguesa, foi galardoada nos NYCxDESIGN Awards 2022 ao vencer a categoria de Impacto Ambiental. Integradas no projecto desenvolvido pelo gabinete de arquitectura nova-iorquino Reddymade, as peças em cortiça foram desenhadas, concebidas e produzidas pelo também designer americano Daniel Michalik. Beleza, carácter e sustentabilidade foram algumas das premissas para a escolha da cortiça da Corticeira Amorim para equipar o novo espaço comercial do gigante tecnológico em Nova Iorque que cruza, assim, natureza, inovação, história, indústria e cultura.

Alcançar o status LEED Platinum, a certificação mais alta possível dentro do sistema de classificação de edifícios verdes «Liderança em Energia e Design Sustentável», era um dos propósitos basilares da Google. Nesse pressuposto, a opção pela cortiça, um dos materiais mais sustentáveis à face da terra, com características singulares em termos de retenção de CO2 e detentor de um inesgotável potencial de práticas circulares surgiu como uma preferência natural. Além do mais, a cortiça é leve, versátil, resiliente, suave ao toque e visualmente apelativa.

Um conjunto de mais valias ao qual Daniel Michalik junta o facto da cortiça revelar-se como «uma folha em branco, onde os clientes poderão eventualmente projectar as suas ideias, conceitos e experiências do material, interagindo num único espaço. Depois, e para além então da multiplicidade de atributos em matéria de sustentabilidade, a cortiça – sublinha o igualmente professor da Parsons School of Design – é uma matéria-prima saudável. Isto na perspetiva do sistema natural de saúde, na perspectiva do salário justo pago pelo trabalho e, finalmente, na perspectiva da saúde de quem utiliza objectos de cortiça».

Sofás, poltronas, estantes, cadeiras, balcões, bancos de bar e mesas de centro foram apenas algumas das peças de mobiliário criadas exclusivamente para a loja da Google em Nova Iorque. Uma coleção que inclui ainda objetos para um espaço infantil como camas, escrivaninhas e mesinhas de cabeceira. Tudo soluções funcionais em grande escala que combinam a cortiça nacional com o carvalho branco americano.

Uma aliança caucionada pela Amorim Cork Composites (ACC), a unidade de negócio da Corticeira Amorim que desenvolve produtos, soluções e aplicações para algumas das atividades mais sofisticadas do mundo, como serão exemplos as indústrias aeroespacial, automóvel, construção, desporto, energia ou design, e fornecedora da matéria-prima para este projecto na «Big Apple». De resto, a estreita cooperação entre a Amorim Cork Composites e Daniel Michalik tem um histórico que assenta, nas palavras do designer nova-iorquino, «no comprometimento da empresa com a inovação, na visão de futuro para o potencial de aplicações da cortiça em design, construção e arquitectura, e no profundo respeito pela cultura, história e sabedoria incorporadas na fileira da cortiça. A liderança mundial, a vanguarda na sustentabilidade e as preocupações humanas na indústria» contribuem também para cimentar a relação iniciada no dealbar do século XXI.

ACC Design Studio, o ponto de encontro da cortiça com a criatividade

Aliás, fomentar este género de colaboração é um dos primordiais intuitos do ACC Design Studio, uma infraestrutura que funciona como ponto de encontro da cortiça com a criatividade. Desenvolvimento de novos conceitos, acompanhamento e suporte técnico de projectos e formação e partilha de conhecimento elegem-se como os esteios que presidiram à fundação do ACC Design Studio. Um local onde uma equipa multidisciplinar, especializada e profissional estuda processos, investiga fórmulas e explora tecnologias sempre com o objectivo de potenciar ao máximo os inúmeros atributos da cortiça.

Os NYCxDESIGN Awards homenageiam o talento dos designers, arquitectos, artesãos, fazedores e fabricantes da cidade de Nova Iorque. A ideia é distinguir os seus produtos, projectos e concepções. A 7ª edição dos NYCxDESIGN Awards reuniu mais de 500 profissionais.

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Luís Ferreira Alves (1938-2022)

Entre as obras com as quais colaborou, Luís Ferreira Alves tem alguns dos seus trabalhos publicados nas páginas do Yearbook, publicações produzidas e geridas pela equipa do jornal CONSTRUIR

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Ficará para a eternidade o seu legado, a sua arte, entregue oportunamente à Casa da Arquitectura, mas a perda de alguém, para mais com a dimensão humana e profissional de Luís Ferreira Alves, deixa um vazio imenso.

Luís Ferreira Alves faleceu no passado sábado, 9 de Julho, aos 84 anos, vítima de doença prolongada. E são inúmeras as organizações e as personalidades que recordam o percurso de um dos mais reconhecidos fotógrafos da arquitetura moderna e contemporânea.

Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitectos, exprimiu a sua tristeza, mas também a sua admiração pelo legado de Luís Ferreira Alves: “É uma perda importantíssima, de um amigo também, de longa data, um grande fotógrafo de arquitetura, para não dizer o grande fotógrafo da arquitetura da sua geração, que está muito ligado, a partir dos anos 70, à divulgação da arquitetura, em Portugal mas também no estrangeiro, sobretudo no acompanhamento dos arquitetos da escola do Porto, como o Álvaro Siza, o Alexandre Alves Costa, o Fernando Távora, do Pedro Ramalho ou do Eduardo Souto Moura, entre outros, uma figura incontornável no domínio da fotografia de arquitetura, área em que foi pioneiro, tendo trabalhado com alguns dos nomes mais destacados da arquitetura contemporânea”.

Na sua página no Facebook, a Casa da Arquitectura, a quem Luís Ferreira Alves concedeu todo o espólio em Novembro de 2021, recorda “a figura incontornável no domínio da fotografia de arquitetura, área em que foi pioneiro, tendo trabalhado com alguns dos nomes mais destacados da arquitetura contemporânea”. Foi-­lhe atribuído a 8 de outubro de 2013, em Lisboa, o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos. Em julho de 2015 foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com a Medalha Municipal de Mérito -­ Grau Ouro. Em outubro de 2021 recebeu a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Ministério da Cultura, numa cerimónia realizada na Casa da Arquitectura.

Quer a FAUP, quer a autarquia do Porto dedicam publicações nas suas páginas oficiais a Luís Ferreira Alves, um fotógrafo que se dedicou à fotografia de arquitetura e património, trabalhando recorrentemente com alguns dos mais importantes arquitetos portugueses.

“Assumiu um importante papel de divulgador da arquitetura portuguesa, contribuindo para a sua visibilidade nacional e internacional”, refere a FAUP, acrescentando que o fotógrafo “manteve uma ligação de proximidade” a esta instituição, “sendo autor de diversos registos da Faculdade desde a sua construção até à recente reabilitação dos edifícios, em 2016”. Já a Câmara do Porto recorda que Luís Ferreira Alves trabalhou “recorrentemente com nomes como [os arquitetos] Fernando Távora, Eduardo Souto de Moura ou Álvaro Siza Vieira”. Segundo a autarquia, Luís Ferreira Alves foi o primeiro fotógrafo a ser distinguido como Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos.

Luís Ferreira Alves nasceu em Valadares, concelho de Vila Nova de Gaia, em 1938. Além da atividade como fotógrafo, realizou de vídeos de arquitetura e culturais, tendo dezenas de livros editados e exposições realizadas, algumas delas em co­autoria, dentro e fora do país. Entre as obras com as quais colaborou, Luís Ferreira Alves tem alguns dos seus trabalhos publicados nas páginas do Yearbook, publicações produzidas e geridas pela equipa do jornal CONSTRUIR.

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Archi Summit 2022: Revitalização do Palácio Ford e todo o quarteirão

Este será um marco na cidade do Porto, na medida em que esta área de mais de 50 mil metros quadrados em pleno coração da cidade esteve abandonado e sem qualquer utilidade

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Edifícios sustentáveis e novos arruamentos num processo de urbanização de todo o quarteirão, enquadrada num plano urbanístico e de desenvolvimento da cidade, é a premissa para o concurso de ideias que o Archi Summit 2022 lança este ano, para a revitalização do espaço devoluto onde foi o Palácio Ford e de todo o quarteirão.

A sessão de apresentação irá ocorrer no primeiro dia do evento e será levada a cabo pelo arquitecto João Paulo Rapagão, com a presença da Ordem dos Arquitectos e pelo promotor, a IME, onde serão revelados mais detalhes do concurso.

Este será um marco na cidade do Porto, na medida em que esta área de mais de 50 mil metros quadrados em pleno coração da cidade esteve abandonado e sem qualquer utilidade. Prevê-se um processo de urbanização de todo o quarteirão, com novos arruamentos e organização daquele quarteirão.

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Archi Summit 2022 regressa à origem: Porto

Depois de três edições em Lisboa e do interregno de dois anos provocados pela pandemia, a 6ª edição do Archi Summit regressa com um programa histórico. O premiado estúdio MVRDV, da Holanda, Office, da Bélgica ou o Go Hasegawa, do Japão, juntam-se ao Pritzer Siza Vieira. Há ainda tempo para lançamentos de livros, visitas guiadas, exposições e um concurso de ideias

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Um dos maiores eventos internacionais de arquitectura, em Portugal, regressa à cidade que o viu nascer: a Invicta. volta ao Porto nos dias 13, 14 e 15 de Julho e como habitualmente, vai ‘ocupar’ e dar “um novo corpo a um lugar peculiar”.
É no Palácio Ford que se vão receber os “pesos pesados” da arquitectura que sob o tema “Impacto” vão abordar de que forma a partir de situações de crise podem surgir oportunidades ou até estimular a criatividade.

O Palácio Ford encontra-se, actualmente, abandonado e devoluto, mas a pretexto do evento a secção regional do norte da Ordem dos Arquitectos vai lançar um
concurso de ideias para o quarteirão da cidade onde este edifício se encontra inserido e cujo anúncio está agendado para o primeiro do Summit.

Entretanto, o projecto de intervenção no espaço para receber os muitos arquitectos e empresas que irão marcar presença no evento foi elaborado pelos AO-LX, sediados em Lisboa e São Paulo.

Em edições anteriores, o Archi Summit já se instalou no Silo Auto e Matadouro Industrial do Porto e, em Lisboa, no Pavilhão de Portugal, Lx Factory e Carpintarias de São Lázaro.

Visão radical e criativa a pensar cidades futuras
O conceituado e premiado gabinete holandês MVRDV, fundado em 1993 por Winy Maas, Jacob van Rijs and Nathalie de Vries, em Roterdão (Países Baixos) está confirmado, sendo representado por Fokke Moerel. E, não fosse o tema deste ano “Impacto”, habituados a criar e construir espaços impactantes, sustentáveis e felizes, os MVRDV prometem contribuir para a reflexão. Já de Tóquio, a presença do japonês Go Hasegawa (cujo trabalho pôde ser apreciado na exposição “E depois, a história”, em 2018, em Serralves) pela primeira vez no Archi Summit. Antigo partner dos OMA, o italiano curador e arquitecto multidisciplinar Ippolito Pestellini também estará presente, assim como os portugueses OODA, Paulo Moreira, Fala, entre outros.
O programa foi elaborado pelos curadores Mafalda Rangel e Francesco Moncada, do atelier Moncada Rangel.

Lançamento de novo livro de Siza Vieira
Com um portfólio internacionalmente reconhecido, a curiosidade paira no ar, este ano, com o regresso de Siza Vieira, também, e o lançamento do livro “04 Textos – Álvaro Siza” e que conta com colaborações não só do próprio Álvaro Siza Vieira, mas também de Jorge Figueira, António Choupina e Carlos Campos Morais. O lançamento do livro estará, também, integrado no programa de conferências do evento.

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JUNG Portugal marca presença no Archisummit 2022

A JUNG Portugal vai apresentar as suas mais recentes propostas na edição deste ano do archisummit, o único Summit internacional de Arquitectura em Portugal, que se realiza entre 13 a 15 de Julho. Em debate estará o presente e o futuro da arquitectura, sem esquecer as inovadoras soluções construtivas do mercado, com a presença de… Continue reading JUNG Portugal marca presença no Archisummit 2022

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A JUNG Portugal vai apresentar as suas mais recentes propostas na edição deste ano do archisummit, o único Summit internacional de Arquitectura em Portugal, que se realiza entre 13 a 15 de Julho.

Em debate estará o presente e o futuro da arquitectura, sem esquecer as inovadoras soluções construtivas do mercado, com a presença de grandes nomes da arquitectura nacional e internacional.

O local eleito desta edição é o Palácio Ford na cidade do Porto – um antigo edifício abandonado e devoluto que foi stand e serviço de assistência a viaturas da marca “Ford“ durante a primeira metade do século XX. O Archi Summit nasceu no Porto, e seis anos depois, regressa à cidade que o viu nascer.

Iremos apresentar algumas das nossas principais novidades, destacando os novos acabamentos em branco e preto mate para as séries LS990 e LS1912 e
as tecnologias para o controlo inteligente de edifícios que a JUNG dispõe para o sector da habitação, hotelaria e escritórios.

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Trienal de arquitectura participa em novo programa europeu de cooperação

O primeiro evento do New Cross National Temporality tem lugar esta sexta-feira, 1 de Julho, em Berlim, onde a Trienal de Lisboa e a Bienal de Tbilisi se juntam para uma conversa sobre as convergências das temáticas dos respectivos festivais de 2022

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Abrimos agora um novo ciclo de cooperação europeia entre sete países, apoiada pelo programa Europa Criativa. Com o objectivo de fortalecer o sector cultural no continente, esta rede documenta, investiga e promove espaços temporários comuns, integrando micro-instituições e organizações de base, o que inclui a Trienal. O primeiro evento tem lugar esta sexta-feira, 1 de Julho, na Floating University, em Berlim, onde a Trienal de Lisboa e a Bienal de Tbilisi – parceiro principal responsável pela coordenação – se juntam para uma conversa sobre as convergências das temáticas dos respectivos festivais de 2022.

A candidatura do projecto New Cross National Temporality foi aprovada pelo programa de financiamento Europa Criativa até 2025 o que irá dar início a uma  programação conjunta com entidades culturais e instituições académicas de sete países europeus, entre os quais Portugal. Questionando as noções de permanência e estabilidade associadas à dimensão material e espacial da arquitectura, o foco dirige-se para as temporalidades quotidianas e efémeras dos seus processos.

O New Cross National Temporality promove o acesso e interacção de novos públicos através da co-criação, mediação e disseminação da cultura arquitectónica. A acção da Trienal dedica cada um dos quatro anos a um formato diferente: debate, seminário, residência urbana e lançamento de um livro, e o primeiro evento deste calendário tem lugar dia 1 de Julho.

Em contagem decrescente para Terra, a próxima edição da Trienal, e para a Bienal de Arquitectura de Tbilisi sob o tema What’s Next?, os dois festivais juntam-se para uma conversa sobre as convergências das suas temáticas e pensar em conjunto o papel destes festivais no contexto europeu.

A Bienal de Arquitectura de Tbilisi é o parceiro principal responsável pela coordenação, bem como por todas as actividades culturais na Geórgia e que contam, ainda, como parceiros a Universidade Barleti (Tirana, Albânia), a Dekabristen e.V. (Berlim, Alemanha), a Fundació Mies van der Rohe (Barcelona, Espanha) a APSS Institute (Podgorica, Montenegro), o Pavilion Kultury (Kiev, Ucrânia) e a Trans-Media-Akademie Hellerau e.V. (Dresden, Alemanha).

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Tour internacional da Trienal 2022 passou esta semana por Madrid e Berlim

As duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa reinventa-se de três em três anos como um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que transcende fronteiras disciplinares e geográficas e, em 2022, apresenta Terra, a sua 6ª edição: um apelo à acção face às perturbações climáticas, à pressão sobre os recursos e às desigualdades socio-económicas e ambientais.

Para antecipar a discussão pública sobre todas estas dimensões estreitamente relacionadas com a arquitectura proposta pelos curadores gerais, Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, a Trienal deu a conhecer o seu programa através de uma tour internacional. Com paragens em Madrid e em Berlim, as duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022.

A Fundación Giner de los Ríos (Paseo General Martínez Campos, 14), em Madrid, recebeu a Trienal esta quarta-feira, 29 de Junho, às 19h com a participação de Santiago Cirugeda, o arquitecto e activista que, juntamente com Cristina Veríssimo (curadora geral da Trienal 2022), explorau estratégias locais e desafios globais. O evento teve um primeiro momento de discussão aberta seguido de um cocktail de recepção.

A capital alemã acolhe uma discussão mais longa que reúne vozes de diferentes áreas geográficas: Tinatin Gurgenidze e Gigi Shukakidze, a direcção da Bienal de Arquitectura de Tbilisi, juntam-se a Cristina Veríssimo para uma conversa sobre o que é comum entre os dois festivais em extremos opostos da Europa, que abrem ambos portas este Outono. O campus da Floating University acolhe o painel de debate, moderado pela arquitecta Elena Markus, na sexta-feira, 1 de Julho, às 19h (Lilienthalstraße 32, Berlim).

A Trienal 2022 abre em Lisboa a 29 de Setembro, oferecendo um programa de três dias de entrada gratuita, com inaugurações, performances, entrega de prémios e uma festa comemorativa no jardim do Palácio Sinel de Cordes. A 6ª edição, que se prolonga até 5 de Dezembro de 2022, inclui quatro exposições nucleares, três prémios, três dias de conferências, 15 projectos independentes e uma colecção de livros.

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Visioarq destacado internacionalmente com MG Coudelaria (c/ galeria de imagens)

A sua sustentável integração na natureza valeu à MG Coudelaria o reconhecimento da Architizer A+ Awards. Com assinatura do gabinete Visioarq Arquitectos, o projecto de elege a madeira como material principal e a natureza como inspiração

Localizada em Vila Nova de Famalicão, a MG Coudelaria está inserida numa quinta de dez hectares onde a natureza e a paisagem do Minho foram mantidas intactas e quase intocáveis. A coudelaria dedicada ao ensino equestre e à criação de cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano, e todas as suas infraestruturas – picadeiros, cobertos e descobertos, redondéis, pista de equitação, boxes e paddocks – foi este ano distinguida pelo Architizer, com um A+ Awards, na categoria Details – Architecture + Wood.

O projecto de arquitectura tem a assinatura da Visioarq Arquitectos, fundado por Nuno Poiares, Pedro Afonso e Vicente Gouveia.  A intervenção da Visioarq teve como premissa principal o enquadramento do novo edificado com a envolvente ambiental. Assim, a madeira natural do pinho enquanto material principal e a madeira lamelada colada surgem naturalmente enquanto soluções a compor não só os revestimentos exteriores e interiores como a própria estrutura dos edifícios. “O uso da madeira impôs-se, desde logo, por uma questão de enquadramento paisagístico. Desta forma, a integração do volume na paisagem surge de uma forma muito mais natural”, revela Vicente Gouveia. Outro dos argumentos que convenceu o arquitecto e a sua equipa foi a sustentabilidade dos materiais a empregar em obra. Acresce que “sendo uma construção em CLT, o sistema construtivo dá-lhe uma estabilidade dimensional e uma resistência mecânica muito superior”, explica Vicente Gouveia

O projecto privilegiou os elementos estruturas enquanto protagonistas do edifício, a partir dos quais tudo o resto se desenvolve. “O esqueleto é base da forma e tudo o resto assume uma leitura acessória. Com esta hierarquização pretende-se, de alguma forma, que o natural não perca o protagonismo e a importância que merece crescendo ao longo do tempo, envolvendo e integrando cada vez mais o edificado proposto”. A utilização da madeira na fachada e vãos e o seu jogo de aberturas permite um maior controlo ao nível da iluminação e ventilação naturais, não descurando o conforto e a maior eficiência energética.

Em simbiose com a natureza

Independentemente de se se estar a construir uma casa ou uma coudelaria “existem dois momentos na metodologia do processo de arquitectura: um momento que tem a ver com o momento conceptual em que a ideia surge do ponto de vista volumétrico de integração na paisagem e um outro que é o momento de pragmatismo”, sublinha o arquitecto. A verdade é que deste encontro entre a ideia e a concretização do programa não resulta necessariamente um confronto, pelo contrário. No caso da MJ Coudelaria esta simbiose resultou na criação de dois núcleos distintos que permitem “diluir” a estrutura edificada no meio envolvente, que se quis quase que intocado. “São eles as cavalariças por um lado e o picadeiro coberto por outro, ambos complementados com uma guia eléctrica e um picadeiro exterior. Pretendeu-se com esta solução de fragmentação que cada unidade seja descoberta aos poucos e em momentos diferentes, à medida que se percorre a propriedade, valorizando-se o factor surpresa com a criação de vários momentos distintos”.

Mas este é também um projecto que privilegia o pormenor, ajustando o edifício à sua utilidade desportiva, aos seus utilizadores, humanos e outros, e às diferentes funções. Para isso foram essenciais os encontros “com quem vai utilizar o espaço, sejam tratadores, veterinários, treinadores e promotores que investem e necessitam de potenciar a qualidade da sua actividade”, resume Vicente Gouveia. Todas as ferragens e acessórios foram desenhadas originalmente para os picadeiros, “materializando a simplicidade pretendida para um espaço com uma identidade muito própria, onde o contacto com os protagonistas do mundo equestre se faz de forma vincadamente sensorial”.

MG Coudelaria integra-se assim entre os muitos projectos que este atelier já conta e onde predominam os muitos projectos residenciais desenvolvidos para o mercado nacional, e não só, e, mais recentemente, os projectos desenvolvidos para o sector hoteleiro, onde destacamos o novo Renaissance Park Hotel, no Porto, que resulta num investimento de 56 milhões de euros.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Archi Summit 2022 anuncia ‘um programa histórico’

O japonês Go Hasegawa, cujo trabalho pôde ser apreciado na exposição “E depois, a história”, em 2018, em Serralves, é uma das presenças confirmadas no Archi Summit, que conta ainda com a participação de Fokke Moerel (MVRDV), além dos portugueses OODA, Fala ou Nuno Brandão Costa

Ricardo Batista

O premiado estúdio MVRDV da Holanda, Office da Bélgica e Go Hasegawa do Japão juntam-se ao Pritzker Siza Vieira numa edição única do Archi Summit, no Porto.
Pesos pesados estão a ser anunciados no programa do Archi Summit de 2022. O conceituado e premiado gabinete holandês MVRDV está confirmado, tal como os belgas Kersten Geers e David Van Severen do gabinete OFFICE e do Japão, Go Hasegawa. Neste painel de luxo, nomes portugueses como os Fala Atelier, OODA ou mesmo o Pritkzer Álvaro Siza Vieira subirão ao palco para partilhar conhecimento, cultura e conteúdo, num evento que conta com o apoio do Jornal CONSTRUIR.

Uma visão radical e criativa a pensar cidades futuras
O premiado gabinete MVRDV, fundado em 1993 por Winy Maas, Jacob van Rijs and Nathalie de Vries, em Roterdão, Holanda, é uma das presenças internacionais de destaque nesta edição, representado por Fokke Moerel. E, não fosse o tema deste ano “IMPACTO”, habituados a criar e construir espaços impactantes, sustentáveis e felizes, os MVRDV prometem contribuir para a reflexão. Já de Tóquio, a presença do japonês Go Hasegawa (cujo trabalho pôde ser apreciado na exposição “E depois, a história”, em 2018, em Serralves) pela 1a vez no Archi Summit. Antigo partner dos OMA, o italiano curador e arquitecto multidisciplinar Ippolito Pestellini também
estará presente, assim como os portugueses OODA, Paulo Moreira, Fala, entre outros.

Lançamento do novo livro de Siza Vieira, “04 Textos”

Com um portfólio internacionalmente reconhecido, a curiosidade paira no ar, este ano, com o regresso de Siza Vieira, também, e o lançamento do livro “04 Textos – Álvaro Siza” (Álvaro Siza Vieira, Jorge Figueira, António Choupina, Carlos Campos Morais). O lançamento do livro estará integrado no programa de conferências do evento.

Bilhetes à venda em https://hello.last2ticket.com/event/4304

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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