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OODA assina primeiro projecto de Kevin Ho em Portugal

Empreendimento é promovido pelo Grupo KNJ, liderado pelo empresário macaense, e conta com assessoria da Predibisa

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Sob o mote “Skybound high life”, o primeiro projecto imobiliário em Portugal do Grupo KNJ Investment Limited, liderado pelo empresário macaense Kevin Ho, tem a assinatura da equipa de arquitectura portuense OODA. Apresentado oficialmente ao mercado português, o empreendimento é comercializado pela Predibisa.

Segundo Kevin Ho, administrador do Grupo KNJ, a escolha do Porto prende-se com “a  performance económica” que a cidade de registado, mas também “pela ligação histórica entre Portugal e Macau”. É também por estes motivos que pretendemos continuar a investir nesta cidade através de outros projectos icónicos, certo de que o Miramar Tower será um marco arquitectónico e uma referência entre os edifícios habitacionais”, acrescenta.

Traçado para quem aprecia a dicotomia da vivência diária entre as praias da Foz e a privacidade oferecida pelas extensas varandas e terraços, mas também para quem valoriza a proximidade e ligação a pontos urbanos de interesse cultural como o Jardim e Fundação de Serralves; Parque da Cidade; entre muitos outros), e ainda as escolas e universidades (Colégio Luso Internacional do Porto; Oporto British School; Lycée Français International de Porto, Colégio Nossa Senhora do Rosário; Universidade Católica do Porto, entre outras), o Miramar Tower assegura o equilíbrio entre o ritmo de vida urbano e a vida familiar.

Destacando-se pela singularidade e pontualidade na paisagem que se prolonga até ao mar e beneficiando de um quadro visual e sensorial único, a torre rege-se, na proporção e dimensão, pelas existentes na Pasteleira, implantadas a Norte, mas isola-se pela sua abordagem temática e linguística.

Com tipologias de T1 a T4 distribuídas por 15 pisos e com áreas brutas de 152m2 a 613m2, incluindo varandas, este edifício está inserido num condomínio fechado que oferece a todos os residentes um terraço comum localizado na cobertura.

Assim, no Miramar Tower todos os detalhes marcam pela diferença e reforçam a sensação de habitar numa verdadeira “Skybound high life” com uma paisagem visual perfeita, onde a natureza e a sofisticação se encontram.

A composição volumétrica é fruto do impulso e sensibilidade da arquitetura integrada com as sugestões do cliente e dos engenheiros, tendo a ambição de desenvolver tipologias de habitação com mais de 200 metros quadrados de varanda por piso.

No topo do pódio surge um volume vertical com 15 pisos, paralelo à estrada e aproximadamente com a mesma altura das torres daquela zona. Ao posicionar o edifício na parte mais central do terreno, garante-se um espaçamento máximo para todos os edifícios adjacentes.

Para João Magalhães, Chairman da Predibisa “(…) o Miramar Tower é um projecto diferenciador, dotado de franca personalidade, que alia a excelência da arquitectura com um estilo de vida moderno. Inserido numas das zonas mais procuradas da cidade e próximo de várias valências, este empreendimento permitirá a conjugação perfeita entre a qualidade de vida que a zona da Foz oferece e a azáfama da cidade. Esta comercialização é uma excelente oportunidade para quem pretende viver numa das melhores zonas do Porto e investir num produto imobiliário seguro. Estamos muito confiantes no seu sucesso”, conclui.

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Decoração d’A Padaria Portuguesa assinada por João Pombeiro e XXXI studio

De acordo com os arquitectos, o ponto de partida para esta mudança de visual foi o regresso à origem do que é, na sua essência, uma padaria, pelo que os responsáveis foram à procura de referências próximas ao imaginário tradicional português

As quase 60 lojas d’A Padaria Portuguesa foram intervencionadas em simultâneo e apresentam agora uma nova decoração, cujo resultado final ficou a cargo do arquitecto João Pombeiro e do XXXI studio. O ponto de partida para esta mudança de visual foi o regresso à origem do que é, na sua essência, uma padaria, pelo que os responsáveis pela transformação visual foram à procura de referências próximas ao imaginário tradicional português.

Para isso recorreram a materiais naturais e com origem em Portugal, como é o caso do mármore de Estremoz presente nos tampos de mesa e o uso de terracota do Algarve nas peças de revestimento de balcão e luminárias. Nas paredes foram ainda privilegiados azulejos em tom bege a lembrar as antigas padarias. A produção das novas peças é 100% portuguesa, com o projecto a reforçar, assim, o seu compromisso com a portugalidade.

No que ao mobiliário diz respeito, as cadeiras de interior foram desenhadas exclusivamente para A Padaria Portuguesa. Também os sofás, num modelo mais moderno e minimalista, as tapeçarias no interior, os toldos, que passaram a ser beges, os expositores de produto e o cavalete à entrada das lojas, em metal, são elementos novos na decoração.

Apenas foram reaproveitados o chão em mosaico hidráulico e os candeeiros em verga, por serem muito característicos da marca, bem como o mobiliário exterior (as mesas e as cadeiras), embora este tenha sofrido uma reformulação evidente: todo ele foi restaurado e pintado de laranja pela marca original, ADICO, de modo a garantir o máximo reaproveitamento possível dos materiais existentes.

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“É fundamental que os arquitectos voltem a aproximar-se dos centros de decisão”

Para a presidente do Conselho Directivo da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos, pelo papel e importância que os arquitectos têm na valorização do espaço público e numa estratégia de habitação condigna, estes têm de estar mais próximos dos centros de decisão

Ricardo Batista

“Os arquitectos afastaram-se da política e é fundamental que voltem a aproximar-se dos centros de decisão”. O alerta foi dado por Helena Botelho. A presidente do Conselho Directivo da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos alertou, durante a conferência “Arquitectura e Território”, para o facto de haver apenas um arquitecto entre os 230 deputados que compõem a XV Legislatura, sublinhando que “quando tomarmos consciência de que não temos arquitectos na política é que percebemos que muitos dos problemas de que nos queixamos resultam disso mesmo”.
No âmbito do Archi Summit 2022, que decorreu até 15 de Julho no Palácio Ford, no Porto – e do qual o CONSTRUIR foi parceiro de media-, Helena Botelho integrava um painel juntamente com responsáveis de várias outras secções regionais e dissertava sobre a importância de uma mobilização geral de arquitectos na defesa de uma melhor qualificação não apenas do espaço público, ordenamento do território, mas na defesa intransigente da melhoria de qualidade das políticas de habitação.

Pensar juntos

Ao CONSTRUIR, a presidente do Conselho Directivo da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos reconhece que não sabe de quem é a culpa, mas considera fundamental que “os arquitectos estejam próximos dos centros de decisão”. “Temos de ser chamados a participar e acredito que essa participação política é fundamental. O papel da Ordem enquanto organismo agregador pode ser determinante mas, para tal, os membros têm de estar mais unidos e mais próximos da própria Ordem”. Segundo Helena Botelho, “temos de pensar juntos, participar juntos. Somos muitos, em algumas zonas bastante dispersos mas se tivermos essa intervenção política será muito mais fácil de conquistar um território que ainda não conquistámos”. “Se olharmos para os arquitectos que têm agora 70, 80, 90 anos, eram arquitectos que eram activos politicamente, independentemente da sua filiação. E é importante que cada um, no seu território, no que conseguir, junto com a Ordem, lute por essa participação na medida em que cada um consegue mas conseguimos muito mais juntos”. Questionada sobre a possibilidade de este afastamento ser, de algum modo, reflexo de alguma desvalorização que a sociedade atribua ao papel do arquitecto, Helena Botelho recorda que “o arquitecto tem mérito reconhecido. Vale a pena dizer que, em Portugal, temos dois Pritzker. Isso significa que até internacionalmente a arquitectura portuguesa é reconhecida. Mas temos um caminho a percorrer nesta relação entre quem aprecia e quem projecta, para que consigamos estar na mesma sintonia na ideia de reconstruir melhores cidades, melhores paisagens, melhores territórios”. A presidente da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos alerta também para a legislação e o facto de esta ser um problema tanto para quem projecta como para quem avalia. “O papel activo de que falava também tem a ver com isto, para de alguma forma alterarmos alguma coisa. Não há arquitecto nenhum que não nos fale da importância de serem introduzidas alterações. Esse trabalho, essa reflexão sobre a legislação que temos em vigor, também devia ser feita”, acrescenta.

‘Clarificação’ de procedimentos
Helena Botelho revela ainda ao CONSTRUIR que está em marcha um trabalho conjunto com a Câmara de Lisboa para a sistematização das operações urbanísticas. “A ideia passa por apresentar um manual onde esteja prevista cada situação e procedimento urbanístico e, com isso, conseguirmos perceber o que é que podemos utilizar e quais são as particularidades que a Câmara de Lisboa define com cada bairro, algo que remete com o regulamento municipal”, salienta. A presidente da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos defende que as opções têm de ser claras, transparentes e iguais para todos. Não queremos que na mesma Câmara dêem pareceres diferentes. Isso não pode acontecer e descredibiliza o processo”, refere aquela responsável, para quem “importa definir critérios e princípios, que as normativas sejam transparentes e acessíveis a todos os técnicos”.

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O potencial da pedra portuguesa sob o olhar da arquitectura

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein

“A “Primeira Pedra” é um programa internacional de pesquisa experimental que explora o vasto potencial da pedra portuguesa. Ao longo dos últimos seis anos, após o lançamento do projecto na 15ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza em Maio de 2016, o programa convidou alguns dos nomes nacionais e internacionais mais consagrados nas áreas do design e arquitectura a produzir peças que homenageiam a versatilidade desta matéria-prima”, explica Célia Marques, vice-presidente da Assimagra.

Parte desse resultado pode ser visto, até Setembro, no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. São mais de 70 as peças criadas no âmbito da Primeira Pedra, da autoria de 36 designers, arquitectos e artistas nacionais e internacionais, oriundos de 15 nacionalidades, que reúne os primeiros seis projectos do programa com a segunda parte das temáticas “Expanded” e “Fragile Mode Fragile”.

“Os projectos mais recentes, apresentados ao público pela primeira vez no Museu dos Coches são da autoria de vários artistas reconhecidos quer a nível nacional como internacional como é o caso do Vhils, Ai Wei Wei, Philippe Starck, Aires Mateus, Michel Rojkind, Carla Juaçaba, R2, Jonhatan Olivares, Frith Kerr e Fernanda Fragateiro, sob o tema de colecção “Fragile, Mode, Fragile”, explica Célia Marques.

A Primeira Pedra 2016 I 2022 vai, assim, interagir com o complexo museológico desenhado pelo arquitecto Paulo Mendes da Rocha, quer nos espaços exteriores, nomeadamente a grande praça, quer nos espaços interiores, “permitindo uma multiplicidade de diálogos entre passado, presente e futuro”.
“O projecto Primeira Pedra é um projecto que alia design, inovação e qualidade às competências existentes no sector da pedra natural, a nível nacional. para o fortalecimento do valor da pedra portuguesa e da indústria que agrega nos patamares mais competitivos do mercado internacional, reforçando a imagem internacional de Portugal. A incorporação de design nas vertentes estratégicas de produto e de comunicação tem, no Projecto Primeira Pedra, um papel fundamental para optimizar o potencial da indústria extractiva e transformadora de pedra natural. Cada vez mais, é necessário fazer bem e diferente e, simultaneamente, comunicar entre os que são os principais protagonistas – arquitectos, designers e artistas – e os mais importantes media e opinion makers, numa perspectiva de internacionalização e utilização de networks globais”, avança Célia Marques.

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein.

Sete anos depois o balanço não podia ser mais positivo, como sublinha a vice-presidente da Assimagra. “Esta iniciativa permitiu a aliança entre a indústria e o design através do desenvolvimento de mais de 70 aplicações da pedra, que desde 2016, em duas edições de projecto, enaltecem a qualidade, durabilidade, versatilidade e a elegância cromática da pedra natural nacional e a ampla indústria que está ligada à sua extracção e transformação. Esta iniciativa, desde o seu início, teve um grande impacto nacional e internacional, tanto que a iniciativa Primeira Pedra, tem hoje um reconhecimento internacional parte de países que não nossos competidores, como a Itália, Brasil, através das associações sectoriais desses países, como exemplo da excelência de promoção do sector e de um país. Para além deste reconhecimento pelos “pares”, há ainda o enorme impacto directo junto dos autores que estiveram envolvidos e que, pelo reconhecimento internacional do seu trabalho, são actualmente autênticos embaixadores desta iniciativa e da pedra portuguesa. Contudo, o impacto não se fecha apenas juntos destes autores, mas também, junto de toda a comunidade criativa, sejam eles arquitectos, designers de produto, designers gráficos e artistas. De fundamental importância importa referir ainda o impacto directo ao nível sectorial e industrial, de todo um sector que é hoje amplamente reconhecido pela sua capacidade de fazer acontecer esta iniciativa tão distinta e distintiva”, aponta Célia Marques.

“Este esforço de internacionalização, conjugado com uma campanha de comunicação, transversal a todo o projecto, permitiu gerar novas relações entre a utilização, a produção e a criatividade. Os resultados atingidos demonstram não só um reforço significativo da imagem e do valor da pedra portuguesa, colocando-a na faixa dos “trendy materials”, como um estímulo ao aparecimento de novas oportunidades de novos projectos e novos negócios para este sector de actividade”, acrescenta a vice-presidente da Assimagra.

Este não é um capítulo que se encerra, antes pelo contrário. “Estão a ser preparadas algumas novidades, as quais serão divulgadas oportunamente após o fim da exposição, a 25 de Setembro”, revela Célia Marques.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Não é um barco, é um escritório

A Carmo Woods acaba de inaugurar os seus novos escritórios em Bordéus. Uma estrutura em madeira, com 600 metros quadrados, assente numa barcaça flutuante, representou um investimento em torno dos dois milhões de euros e, de acordo com os responsáveis do grupo, representa um projecto inovador do ponto de vista da
sustentabilidade e bem-estar dos colaboradores. O projecto de arquitectura é assinado pelos franceses 2PMA

Ricardo Batista

“Há uns barcos adaptados a escritórios, mas este foi desenhado de raiz para ser um escritório com dois andares e meio. Pode e tem de navegar por obrigações relacionadas com a manutenção mas não é um barco. É um escritório”. O statement do presidente do Conselho de Administração da Carmo Wood deixa claro o que esteve na origem do investimento de dois milhões de euros para a construção da nova sede da empresa em Bordéus, no novo bairro Bassins à flot, no Norte de Bordéus, junto à Cité du Vin. Os novos escritórios flutuantes em madeira foram apresentados formalmente num evento que contou com dezenas de convidados e onde Jorge Milne e Carmo explicou que a construção deste edifício, o primeiro do género em França, envolveu a perícia e know-how de 14 empresas (entre Portugal
e França), e uma multiplicidade de procedimentos administrativos, mas também um grande número de desafios técnicos, ambientais e estruturais.

Especialista no segmento de madeiras tratadas e com atividade tanto na área agrícola como de construção, a Carmo Woods dispõe agora de 600m2 de escritórios flutuantes, assentes numa barcaça de 30 metros por 11 metros, e que são, em si, uma atracção turística e ponto de interesse para todos os que visitam esta região da cidade. À Traço, Jorge Milne e Carmo explica que “estes escritórios nasceram de uma ideia que surgiu depois de uma conversa com um colaborador do grupo que tinha a ambição de construir uma casa flutuante. E eu pensei: “Se ele quer fazer uma casa, nós podemos fazer um escritório”.

A ideia motivou reuniões de trabalho com o ex-primeiro ministro e antigo presidente da Câmara de Bordéus, Alain Juppé, e envolveu as autoridades marítimas locais. “Tivemos de fazer um edifício o mais ecológico possível”, explica o presidente do grupo, promovendo o projecto de arquitectura do atelier 2PMA. “As paredes são feitas de uma mistura de terra crua e palha. A electricidade é gerada a partir de painéis solares e o ar condicionado aproveita a água do próprio lago onde estamos. É um edifício que recorre a materiais ecológicos e o isolamento, que não está à vista, é feito com recurso a lã de madeira”, refere. O edifício tem
uma pele exterior, de sombreamento, feita com postes de vinha, “pele que faz a ligação entre a nossa área da construção e a nossa área agrícola. São postes de madeira tratada usados nas vinhas, que simbolizam os mais de 40 anos de história da marca no mercado agrícola em França. Este novo espaço de
trabalho está equipado com a mais recente linha de mobiliário de escritório da marca e ainda soalho em pinho marítimo, igualmente lançado pela marca”, salienta Jorge Milne e Carmo.

Projecto inovador
“A inovação inerente a este projecto não se ficou pelo desafio de construir uns escritórios flutuantes em madeira, com esta dimensão e nesta região. Este é também um projecto inovador do ponto de vista da sustentabilidade e bem-estar dos colaboradores”, sublinha o presidente da Carmo Woods, que está agora de olho nas próximas oito licenças a serem lançadas. “A Câmara de Bordéus, que concedeu uma licença única, queria primeiro perceber o trabalho que seria feito. Conhecido o resultado do trabalho que desenvolvemos, tem preparadas mais oito licenças. Nós temos um know-how de tudo, desde o licenciamento à execução, projectos eléctricos, saneamento, etc. Estamos em posição privilegiada para concorrer a esses oito novos escritórios flutuantes que serão desenvolvidos”, assegura o responsável do grupo, que não descarta replicar o modelo em Portugal. “Essa hipótese está em cima da mesa, no Parque das Nações. Este projecto não representa apenas a nossa empresa como tem uma visibilidade fantástica em toda a França”, garante. “Estamos muito felizes com este novo projecto que é motivo de orgulho para a Carmo Wood e para todas as empresas que a constituem e que estiveram envolvidas, mas também para Portugal. Continuamos a fazer a diferença, como há 40 anos, num
mercado externo tão concorrencial como o mercado francês e a deixar bem claro que as empresas portuguesas podem e devem arriscar e desafiar-se a si próprias, dentro e fora de portas”, refere Jorge Milne e Carmo.

Sobre o autorRicardo Batista

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“É fundamental que os arquitectos voltem a aproximar-se dos centros de decisão”, alerta a presidente da OASRLVT

“O papel da Ordem enquanto organismo agregador pode ser determinante mas, para tal, os membros têm de estar mais unidos e mais próximos da própria Ordem”.

Ricardo Batista

“Os arquitectos afastaram-se da política e é fundamental que voltem a aproximar-se dos centros de decisão”. O alerta foi dado por Helena Botelho. A presidente do Conselho Directivo da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos alertou, durante a conferência “Arquitectura e Território” para o facto de haver apenas um arquitecto entre os 230 deputados que compõem a XV Legislatura, sublinhando que “quando tomarmos consciência de que não temos arquitectos na política é que percebemos que muitos dos problemas de que nos queixamos resultam disso mesmo”.

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Ao CONSTRUIR, a presidente do Conselho Directivo da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos reconhece que não sabe de quem é a culpa, mas considera fundamental que “os arquitectos estejam próximos dos centros de decisão”. “Temos de ser chamados a participar e acredito que essa participação política é fundamental.

“O papel da Ordem enquanto organismo agregador pode ser determinante mas, para tal, os membros têm de estar mais unidos e mais próximos da própria Ordem”. Segundo Helena Botelho, “temos de pensar juntos, participar juntos. Somos muitos, em algumas zonas bastante dispersos mas se tivermos essa intervenção política será muito mais fácil de conquistar um território que ainda não conquistámos”. “Se olharmos para os arquitectos que têm agora 70, 80, 90 anos, eram arquitectos que eram activos politicamente, independentemente da sua filiação. Eram pessoas que, do ponto de vista politico tinham um papel activo. E é importante que cada um, no seu território, no que conseguir, todos juntos com a Ordem, lute por essa participação na medida em que cada um consegue mas conseguimos muito mais juntos”.

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Porto: IME lança concurso de ideias para quarteirão da Oficina do Ferro

“Não será uma cidade dentro da cidade, mas antes uma nova parte da cidade”, reconhecem os promotores desta iniciativa, cientes dos desafios que os interessados, que têm agora 80 dias para a apresentação das suas propostas, têm pela frente

Ricardo Batista

A promotora IME lançou esta segunda-feira, por ocasião do Archi Summit, que até 15 decorre no Porto, um concurso de ideias com vista à requalificação do quarteirão da Oficina do Ferro, iniciativa que conta com assessoria da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos.

A promotora, que segundo o CONSTRUIR apurou, não espera investir menos de 45 milhões de euros – “considerando a volatilidade dos custos de construção e, naturalmente, dependendo das ideias recolhidas com este concurso” – procura assim a melhor solução para recuperar um terreno abandonado há várias décadas e onde contempla a instalação de um hotel de cinco estrelas, habitação turística, habitação a rendas acessíveis, espaços de fruição pública e serviços, tudo repartido por uma área de 52 mil metros quadrados. A promotora, com 28 anos de experiência no mercado e que conta, na sua carteira, com projectos como o Eurostars Heroismo ou o Hotel das Virtudes, promove a definiçao de um desenho unificador e qualificador de todo o espaço publico, com espaços verdes e acessos, além de estacionamento subterrâneo e de superfície.

O Palácio Ford, escondido atrás de uma entrada da Rua do Heroísmo, vai dar lugar a um novo quarteirão aberto à cidade e não a uma ilha fechada sobre si mesma. “Não será uma cidade dentro da cidade, mas antes uma nova parte da cidade”, reconhecem os promotores desta iniciativa, cientes dos desafios que os interessados, que têm agora 80 dias para a apresentação das suas propostas, têm pela frente. João Paulo Rapagão, autor do programa preliminar do concurso e membro do juri que vai avaliar as propostas, reconhece que esta é “uma zona de fronteira e transição entre o coração da cidade do Porto e o quarteirão de Campanhã”. “Está é, além de tudo, uma oportunidade única de debate público sobre o coração da cidade”, reconhece, acrescentando que conceitos como sustentabilidade, mobilidade ou factores de valorização das várias engenharias, que garante a valorização da solução, estão na base do regulamento.

Para garantir a transparência, as candidaturas, que decorrem até 14 de Outubro, serão anónimas. A proposta vencedora será premiada com 30 mil euros. Mais 20 mil euros serão distribuídos pelos restantes concorrentes que não forem excluídos.

Das antigas oficinas, que serão agora demolidas para a implementação do novo projeto saiu um de três carros que ali foram construídos para as mãos de Manoel de Oliveira (1908-2015), quando o cineasta ainda vivia a sua vida de piloto de competição, na década de 1930. Na mente dos promotores está também a envolvente, daí a importância da ligação do quarteirão com o Parque das Águas. Noutros tempos, recordam, os dois terrenos já estiveram ligados, quando faziam parte da Quinta das Oliveiras.

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Shortlist do WAF inclui cinco projectos portugueses

São cinco os projectos portugueses que integram a shortlist do World Architecture Festival 2022 divulgada esta semana. Os vencedores serão conhecidos em Lisboa de 30 Novembro a 2 de Dezembro

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Entre os 420 projectos escolhidos pelo júri do World Architecture Festival, entre as várias centenas de projectos oriundos de mais de 50 países, cinco são em Portugal. Na categoria “Completed Building” está a “Flores House”, do gabinete de arquitectura Ventura+ Partners (subcategoria House & Villa Urban/Suburban)), O “Parque das Nações Office Building”, do grupo Martinhal, concorre na subcategoria “Office”. Também nesta subcategoria concorre o “Porto Office Park”, do atelier Broadway Malyan. Este atelier integra ainda a shortlist com a Yoo Forest House (subcategoria House and Villa (Rural/Coastal), um projecto idealizado e construído para um cliente privado e localizado na cidade de Lechlade-on-Thames, no Reino Unido.

Com assinatura do atelier de arquitectura MJARC, o projecto do “Hotel Vinyard”, localizado no Douro, concorre entre os “Future Project” (subcategoria Leisure Led Development). Nesta categoria foi também seleccionado o projecto concebido pelo gabinete de arquitectura de Tiago Sá, “Gardabaer Kindergarten”, um projecto de jardim de infância na Islândia.

Os vencedores serão conhecidos em Lisboa, cidade que este ano recebe o World Architecture Festival, de 30 de Novembro a 2 de Dezembro. Três dias intensos de palestas, exposições e apresentações, num evento que marca o regresso ao encontro presencial depois da interrupção provocada pela pandemia. Talvez por isso o tema da edição de 2022 do World Architecture Festival seja “Together”.

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Archi Summit 2022 traz-nos “Impacto”

A 6ª edição regressa ao seu formato presencial e reúne um conjunto bastante diversificado de arquitectos. Sob o tema “Impacto”, o Archi Summit pretende mostrar um Mundo depois da crise, considerada sempre uma oportunidade para repensar o processo do design e de como habitar o Planeta

Cidália Lopes

Com curadoria da dupla Moncada Rangel, o objectivo é que este seja um espaço “transversal e multidisciplinar”. À Traço, Francesco Moncada e Mafalda Rangel explicaram que as conferências pretendem explorar os “diferentes impactos” da Arquitectura, Design e Construção

Depois de dois anos em que muitas iniciativas estiveram canceladas e em que houve
necessidade de repensar a arquitectura, o Archi Summit surge, de certa forma,
renovado. De que forma todo este período que passámos influenciou a edição deste
ano?

Definitivamente estávamos à procura de uma edição do Archi Summit em presença, que fosse palco de novas interacções intelectuais, e que de alguma forma, reactivasse os contactos cristalizados por dois anos. O Archi Summit ambiciona ser um espaço de encontro e debate, actualizado e sincronizado com as dinâmicas reais do mundo da Arquitectura, do Design e da Construção.

Segundo uma frase que consta na sinopse da apresentação da edição deste ano, “as crises foram sempre uma condição favorável para estimular a criatividade”. Que criatividade é esta que gostariam de ver durante os três dias do Archi Summit?
O objectivo desta edição do Archi Summit é ser mais transversal e multidisciplinar, espelhando a condição que estamos a viver, antecipando uma certa abertura a disciplinas como a Filosofia e Psicologia. As diferentes áreas do conhecimento tendem actualmente a cruzar-se mais do que a separar-se. O Archi Summit quer espelhar esta tendência. A criatividade existe em todas as áreas do conhecimento. Para esta edição foi importante cruzar gerações mais consolidadas com outras mais jovens.

Quais as vossas expectativas para a edição de 2022?
Esperamos uma grande afluência de pessoas, para as quais a interacção social é uma forma de crescer profissionalmente. Também esperamos criar alguma curiosidade porque o painel de oradores de este ano inclui nomes menos conhecidos à comunidade portuguesa, aos quais devemos dar voz e presença.

Durante a 6ª edição são esperados vários ateliers. Qual o tema ou o fio condutor que
une os diferentes ateliers e o que podemos esperar das suas intervenções?
O tema ‘Impacto’ é sem dúvida o tema que une todos os oradores. As suas conferencias vão explorar diferentes ‘impactos’ da Arquitectura, Design e Construção no nosso planeta, sob diferentes pontos de vista. O painel deste ano oferece uma visão internacional de práticas contemporâneas que reflectem sobre este tema de forma consciente e pro-activa.

No caso do atelier Moncada Rangel, qual o significado serem responsáveis pela
curadoria do Archi Summit?
O trabalho de curadoria é uma actividade que desenvolvemos desde a fundação do escritório em 2016/17. Começamos sempre com a eleição de um tema, que em inglês seria, umbrella theme, um tema abrangente que inclui sub-temas adjacentes. Este tema tem obrigatoriamente que reflectir a condição do mundo actual. Por exemplo fizemos duas edições de MADELABS.com com os temas ”Authenti-city (or the Unesco Paradox)’ em 2017, WELCOME (borderless visions on design, architecture and visual arts) em 2019 e Scarcity em 2020, que nunca aconteceu por razoes relacionadas com o covid. MadeLabs é uma iniciativa educacional que inclui workshops e conferencias, de forma a promover o conhecimento entre pessoas criativas.
O convite para fazer a curadoria do Archi Summit 2022 foi muito estimulante porque acontece numa cidade com um conhecimento arquitectónico muito consolidado, o Porto. Se por um lado queremos fazer parte dessa consolidação, também sentimos que podemos contribuir com o conhecimento de gerações mais novas europeias. è nessa essa aparente ‘contraposição’ entre uma cidade com a tradição da ‘Escola do Porto’ e ateliers mais ‘radicais’ que faz esta edição tao especial.

Falem-nos um pouco sobre o atelier: Como se definem e como tem sido o vosso
percurso?
O nosso background arquitectónico consolidou-se em Roterdão, com a experiência no escritório do Arq. Rem Koolhaas e Winy Maas (MVRDV), que influenciou definitivamente a nossa forma que pensar projectualmente.
A nossa actividade profissional desenvolve-se em vàrias areas do conhecimento como A Arquitectura, o Design, o Urbanismo Estratégico, o Ensino e a Curadoria, mas na verdade gostamos de pensar que a nossa visão é bastante transversal, sem fronteiras ou limites disciplinares. Todos os projectos que desenvolvemos são possibilidade de pensar o espaço, e de reflectir em como podemos mudar o mundo de forma positiva e radical. O que muda é a escala do projecto, mas a metodologia é a mesma.

BIO
Francesco Moncada
Nascido em Siracusa, Itália, em 1976, formou-se em arquitectura e, além de Itália, viveu em países como Espanha, Reino Unido, Portugal, Holanda, Noruega e Dubai. Entre outras experiências, trabalhou durante sete anos com o atelier OMA-AMO/Rem Koolhaas como responsável de projecto, onde projectou a transformação do Fondaco dei Tedeschi do século XVI em Veneza, a cenografia para o Teatro Grego de Siracusa na Sicília, o Knoll Pavilion 2016 no Salão de Milão e a flagship store da marca de joias Repossi na Place Vendome, Paris. Actualmente, é o director do programa de arquitectura do MADE Program em Siracusa e co-curador do programa educacional de Verão do MADE LABS junto com o Formafantasma. Em 2021 foi nomeado pela Câmara Municipal de Siracusa como director de Arte do Dionysian Wall Park para a instalação de cinco Pavilhões Arquitectónicos. Actualmente, está a frequentar o Doutoramento na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Mafalda Rangel
Nasceu no Porto em 1980 e em 2004 formou-se em arquitectura e em designer de iluminação, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP). Tem igualmente um Mestrado em Design de Iluminação pela KTH, de Estocolmo e é professora convidada na Universidade de Trondheim (NTNU) na Noruega. Trabalha há cinco anos no atelier OMA/Rem Koolhaas, no qual se encontra a acompanhar o processo de construção de dois grandes projectos (Timmerhuis, em Rotterdam, e Qatar Library, em Doha) e há dois anos no MVRDV como Project Leader em projectos urbanos em Shenzhen, China e Seul, Coreia do Sul. Actualmente, ela é, também, directora do programa de arquitectura do Programa MADE em Siracusa e co-curadora do programa educacional de Verão do MADE LABS junto com Formafantasma. Actualmente, frequenta o Doutoramento na FAUP.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Archi Summit 2022 em destaque na TRAÇO

Depois de três edições em Lisboa e do interregno de dois anos provocados pela pandemia, a 6ª edição do Archi Summit regressa com um programa
histórico, Mas ha mito mais para ler

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Archi Summit 2022 regressa à origem: Porto
Depois de três edições em Lisboa e do interregno de dois anos provocados pela pandemia, a 6ª edição do Archi Summit regressa com um programa
histórico. O premiado estúdio MVRDV, da Holanda, Office, da Bélgica ou o Go Hasegawa, do Japão, juntam-se ao Pritzer Siza Vieira. Há ainda tempo para lançamentos de livros, visitas guiadas, exposições e um concurso de ideias

Archi Summit 2022 traz-nos “Impacto”

Com curadoria da dupla Moncada Rangel, o objectivo é que este seja um espaço “transversal e multidisciplinar”. À Traço, Francesco Moncada e Mafalda Rangel explicaram que as conferências pretendem explorar os “diferentes impactos” da Arquitectura, Design e Construção

“O que quisemos no projecto foi encontrar uma forma de contribuir, de sensibilizar,
mais do que manifestar”

O AO-LX, com sede em São Paulo e, mais recentemente, também com escritórios em Lisboa, foi o escolhido para guiar os participantes da 6ª edição do Archi
Summit pelo interior do Palácio Ford

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interior de loja com móveis em cortiça
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Primeira loja física da Google, com mobiliário de cortiça, galardoada nos NYCxDESIGN Awards

O projecto, desenvolvido pelo gabinete de arquitectura nova-iorquino Reddymade, venceu a categoria Impacto Ambiental. As peças, produzidas em cortiça fornecida pela Corticeira Amorim foram concebidas pelo também designer
americano Daniel Michalik

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(Créditos de foto:Paul Warchol Red)

A primeira loja física da Google em todo o mundo, cujo mobiliário é feito integralmente em cortiça portuguesa, foi galardoada nos NYCxDESIGN Awards 2022 ao vencer a categoria de Impacto Ambiental. Integradas no projecto desenvolvido pelo gabinete de arquitectura nova-iorquino Reddymade, as peças em cortiça foram desenhadas, concebidas e produzidas pelo também designer americano Daniel Michalik. Beleza, carácter e sustentabilidade foram algumas das premissas para a escolha da cortiça da Corticeira Amorim para equipar o novo espaço comercial do gigante tecnológico em Nova Iorque que cruza, assim, natureza, inovação, história, indústria e cultura.

Alcançar o status LEED Platinum, a certificação mais alta possível dentro do sistema de classificação de edifícios verdes «Liderança em Energia e Design Sustentável», era um dos propósitos basilares da Google. Nesse pressuposto, a opção pela cortiça, um dos materiais mais sustentáveis à face da terra, com características singulares em termos de retenção de CO2 e detentor de um inesgotável potencial de práticas circulares surgiu como uma preferência natural. Além do mais, a cortiça é leve, versátil, resiliente, suave ao toque e visualmente apelativa.

Um conjunto de mais valias ao qual Daniel Michalik junta o facto da cortiça revelar-se como «uma folha em branco, onde os clientes poderão eventualmente projectar as suas ideias, conceitos e experiências do material, interagindo num único espaço. Depois, e para além então da multiplicidade de atributos em matéria de sustentabilidade, a cortiça – sublinha o igualmente professor da Parsons School of Design – é uma matéria-prima saudável. Isto na perspetiva do sistema natural de saúde, na perspectiva do salário justo pago pelo trabalho e, finalmente, na perspectiva da saúde de quem utiliza objectos de cortiça».

Sofás, poltronas, estantes, cadeiras, balcões, bancos de bar e mesas de centro foram apenas algumas das peças de mobiliário criadas exclusivamente para a loja da Google em Nova Iorque. Uma coleção que inclui ainda objetos para um espaço infantil como camas, escrivaninhas e mesinhas de cabeceira. Tudo soluções funcionais em grande escala que combinam a cortiça nacional com o carvalho branco americano.

Uma aliança caucionada pela Amorim Cork Composites (ACC), a unidade de negócio da Corticeira Amorim que desenvolve produtos, soluções e aplicações para algumas das atividades mais sofisticadas do mundo, como serão exemplos as indústrias aeroespacial, automóvel, construção, desporto, energia ou design, e fornecedora da matéria-prima para este projecto na «Big Apple». De resto, a estreita cooperação entre a Amorim Cork Composites e Daniel Michalik tem um histórico que assenta, nas palavras do designer nova-iorquino, «no comprometimento da empresa com a inovação, na visão de futuro para o potencial de aplicações da cortiça em design, construção e arquitectura, e no profundo respeito pela cultura, história e sabedoria incorporadas na fileira da cortiça. A liderança mundial, a vanguarda na sustentabilidade e as preocupações humanas na indústria» contribuem também para cimentar a relação iniciada no dealbar do século XXI.

ACC Design Studio, o ponto de encontro da cortiça com a criatividade

Aliás, fomentar este género de colaboração é um dos primordiais intuitos do ACC Design Studio, uma infraestrutura que funciona como ponto de encontro da cortiça com a criatividade. Desenvolvimento de novos conceitos, acompanhamento e suporte técnico de projectos e formação e partilha de conhecimento elegem-se como os esteios que presidiram à fundação do ACC Design Studio. Um local onde uma equipa multidisciplinar, especializada e profissional estuda processos, investiga fórmulas e explora tecnologias sempre com o objectivo de potenciar ao máximo os inúmeros atributos da cortiça.

Os NYCxDESIGN Awards homenageiam o talento dos designers, arquitectos, artesãos, fazedores e fabricantes da cidade de Nova Iorque. A ideia é distinguir os seus produtos, projectos e concepções. A 7ª edição dos NYCxDESIGN Awards reuniu mais de 500 profissionais.

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