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CaixaBI: “Parceria com a CCCC pode ser um ‘game changer’ para a Mota-Engil”

A CaixaBI sublinha que a recém-formalizada parceria com o gigante chinês pode abrir novos mercados à companhia portuguesa

Ricardo Batista
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CaixaBI: “Parceria com a CCCC pode ser um ‘game changer’ para a Mota-Engil”

A CaixaBI sublinha que a recém-formalizada parceria com o gigante chinês pode abrir novos mercados à companhia portuguesa

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Os analistas da Caixa BI consideram que a parceria estratégica assinada com a China Communications Construction Company (CCCC) pode ser um “game changer” para a acção da Mota-Engil pelo que, na nota de análise assinada pelo analista Artur Amaro, recomendam “comprar” acções da empresa, atribuindo-lhe um preço-alvo de dois euros por acção e uma avaliação que traduz um potencial de valorização acima de 45%.

No relatório designado “Golden Visa – o início de uma nova era”, a que o CONSTRUIR teve acesso, a CaixaBI sublinha que a recém-formalizada parceria com o gigante chinês pode abrir novos mercados à companhia portuguesa, assim como facilitar o financiamento, e como tal provocar uma total viragem na construtura.

No documento, o CaixaBI lembra que as empresas têm estado a trabalhar juntas ao longo dos últimos dois anos, com resultados interessantes para o negócio da Mota-Engil. E aponta, a título de exemplo, os projetos ganhos em Tren Maya, no México, e em Talasa, na Colômbia.

Acreditamos que esta aliança deverá continuar a trazer receitas adicionais e EBITDA para a empresa, nomeadamente na América Latina, permitindo uma importante desalavancagem do balanço”, sublinha o analista Artur Amaro

Para os chineses da CCCC a lógica desta aliança deverá ser o acesso a novos mercados como a Europa, reconhecendo a experiência da Mota-Engil e as boas relações que tem cultivado com os decisores locais ao longo da sua história, pode ler-se na nota do analista.

Apesar das boas perspectivas para esta aliança, o CaixaBI reviu em baixa as suas estimativas para as receitas consolidadas da empresa em 4% e em 4,2% para o EBITDA consolidado, para o período de 2021 a 2023

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Plano para os Olivais Sul inclui 310 habitações de renda acessível

A CML aprovou o modelo urbano para Olivais Sul o qual inclui a criação de 310 habitações de rede acessível e a regeneração urbana desta área da cidade

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A Câmara Municipal de Lisboa aprovou em reunião de Câmara “a delimitação da Unidade de Execução Olivais Sul, que abrange um conjunto de terrenos que totalizam uma área de 71.752,77 m², no Parque das Nações, entre a Av. Infante D. Henrique, a linha do Norte e a Rua da Centieira”.

A Unidade de Execução prevê a reconversão de parte da antiga zona industrial oriental e propõe uma solução de conjunto que promove a regeneração urbana desta área da cidade.

O modelo urbano proposto prevê a afetação de cerca de 25% de superfície de pavimento a uso habitacional, com a criação de um total de 310 habitações exclusivamente destinadas a renda acessível (256 vão ficar nos lotes privados e 54 no lote da CML), cuja atribuição às famílias arrendatárias será da responsabilidade da CML.

A introdução de habitação de renda acessível resultou de um acordo e negociação no âmbito dos instrumentos urbanísticos em vigor, conseguidos pela primeira vez com um privado em sede de unidade de execução.

A solução urbana de conjunto a desenvolver propõe a constituição de seis lotes, que totalizam uma superfície máxima de pavimento de 94.219,70 m2, com predominância de usos de serviços/actividades económicas, criando um novo centro de negócios, que se articula com a Estação do Oriente e a área central do Parque das Nações.

O modelo urbano aprovado prevê a concretização de um novo espaço verde a ceder ao município, com cerca de 28 mil m², “constituindo uma continuidade e reforço da estrutura verde urbana, articulando-se com o Jardim do Cabeço das Rolas fronteiro”.

Está prevista ainda a realização de um conjunto de obras de urbanização, onde se incluem “novos parqueamentos automóveis e novos arruamentos viários e pedonais, e a reabilitação dos edifícios industriais listados na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico, respectiva integração na nova construção e no novo jardim a criar”.

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Síntese AICCOPN: Consumo de cimento cresce 10,5% até Maio

Relativamente às licenças para obras de construção ou reabilitação de edifícios habitacionais, nos primeiros cinco meses do ano, regista-se um aumento de 20,4% face a igual período do ano passado

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Até ao final de Maio, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,58 milhões de toneladas, valor que corresponde a um aumento de 10,5%, em termos homólogos.

Esta é a leitura dos dados que constam da Síntese Estatística da Habitação revelada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que adianta ainda que relativamente às licenças para obras de construção ou reabilitação de edifícios
habitacionais, emitidas pelas Câmaras Municipais nos primeiros cinco meses do ano, regista-se um aumento de 20,4% face a igual período do ano passado, e uma variação de 15,4% nos fogos licenciados em construções novas, também em termos homólogos.

Ao nível do crédito bancário, nestes primeiros cinco meses de 2021, regista-se um crescimento do novo crédito concedido para aquisição de habitação, que atingiu 5.883 milhões de euros, mais 30,5%, em termos homólogos. No mês de Maio, o valor mediano da habitação para efeitos concessão de crédito bancário apresenta uma valorização de 8,8%, em termos homólogos. Nos apartamentos, o aumento homólogo foi de 8,6% e nas moradias de 6,5%.

Neste boletim, a associação destaca os indicadores da Região Centro, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses terminados em Maio de 2021 totalizou 5.359, o que traduz um aumento de 6,8% face aos 5.017 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 18,8% são de tipologia T2, 52,7% de tipologia T3 e 17,8% de tipologia T4 ou superior. Quanto ao valor de avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se, em Maio, uma variação homóloga de 3,7%.

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O supermercado “metálico” da Mercadona

A estratégia de expansão em Portugal da cadeia espanhola corre a bom ritmo, mas o que distingue a loja de Espinho são as características arquitectónicas do novo edifício

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A Mercadona inaugurou um novo supermercado em Espinho. A estratégia de expansão em Portugal da cadeia espanhola corre a bom ritmo, mas o que distingue esta loja de outras são, desde logo, as características arquitectónicas deste novo edifício.

“Para este novo espaço, a Mercadona procurou criar uma loja impactante e icónica para a cidade, com características únicas. Assim, a fachada deste supermercado possui perfis verticais metálicos cuja disposição cria dinamismo ao edifício, conferindo-lhe um carácter inovador e distinto”, referiu em comunicado

“O edifício Mercadona é diferenciador do ponto de vista arquitectónico e está implantado num local estratégico do concelho”, referiu Pinto Moreira, presidente da Câmara Municipal de Espinho. A nova loja da Mercadona tem uma localização privilegiada situando-se numa das principais entradas da cidade, “sendo importante que se apresente de forma diferenciadora”.

O mesmo responsável sublinhou ainda a importância do impacto deste investimento na economia local, o qual gerou 65 novos postos de trabalho. “É um investimento que gera emprego, cria mais competitividade e mais oferta comercial. Qualifica o acesso nascente à cidade e é mais um factor de atracção a Espinho”, afirmou.

“Estamos muito satisfeitos com a abertura desta loja em Espinho, numa localização estratégica de “porta de entrada” na cidade. É um importante local de passagem, mas também de fácil acesso aos visitantes da cidade, sendo Espinho um município com grande dinâmica de atracção e turismo”, referiu ainda Inês Santos, Diretora Regional de Relações Externas da Mercadona.

Para além das características arquitectónicas únicas, “o conceito de Loja 6.25 está já implementado neste novo supermercado e pretende transmitir aos clientes e colaboradores as acções que estão a ser levadas a cabo em relação à redução de plásticos e à gestão de resíduos. Este conceito está inserido na Estratégia 6.25 da empresa que tem o triplo objectivo de, até 2025, reduzir 25% do plástico, tornar todas as embalagens de plástico recicláveis e reciclar todos os resíduos de plástico gerados nas suas instalações”.

A empresa prevê abrir, ainda durante este ano, seis novos supermercados de acordo com o seu plano de expansão, estando a próxima abertura prevista para o dia 12 de agosto em Vila Nova de Famalicão.

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Tecnimont ganha contrato de 430M€ em Sines

A Repsol atribuiu um contrato de 430 milhões de euros aos italianos da Tecnimont para expandirem as suas instalações no complexo industrial de Sines

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A companhia italiana vai ser responsável pela construção das duas fábricas de materiais poliméricos no complexo da Repsol, anunciou hoje a casa mãe da empresa italiana, a Maire Tecnimont.

O contrato inclui os serviços de engenharia, fornecimento de materiais e equipamento e as actividades de instalação e construção. O projecto deverá estar concluído em 2025.

A expansão das suas instalações no complexo industrial de Sines foi avançada pela Repsol a 8 de Julho. Na ocasião a empresa anunciou a construção de duas fábricas de materiais poliméricos de alto valor acrescentado. Num investimento global de 657 milhões de euros que permitirá expandir a sua gama de produtos diferenciados e tornar o Complexo de Sines um dos mais avançados da Europa, devido à sua flexibilidade, elevado grau de integração e competitividade.

“Com este investimento, que foi acompanhado desde o início pela AICEP, o Grupo Repsol torna-se um dos maiores investidores nacionais. A ampliação do Complexo Industrial de Sines é o maior investimento industrial dos últimos 10 anos em Portugal. Permitirá, após o seu término, melhorar diretamente a balança comercial de Portugal”, sublinhou o grupo na altura em comunicado.

O projecto contempla a construção de uma fábrica de polietileno linear (PEL) e uma fábrica de polipropileno (PP), cada uma com uma capacidade de 300.000 toneladas por ano. As tecnologias de ambas as fábricas são as primeiras do seu género a serem instaladas na Península Ibérica. Durante a fase de construção, projeta-se a criação de uma média de 550 empregos diretos, com momentos que poderão chegar a mais de 1.000 pessoas. Uma vez em funcionamento, o aumento de pessoal será de cerca de 75 empregos diretos e 300 empregos indiretos.

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Revive: Lançado novo concurso para o Hotel Turismo da Guarda

O imóvel será agora concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de cerca de 35 M€

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O Programa Revive lançou um novo concurso para a concessão do Hotel de Turismo da Guarda. Encerrado há vários anos, este fez parte do lote inicial de 33 imóveis do Revive. Em Maio de 2018 chegou mesmo a ser assinado o contrato de concessão para a recuperação e exploração deste imóvel pelo consórcio composto pelas sociedades MRG Property, S.A. e MRG – Construction, S.A., mas o projecto não avançou, devido a dificuldades financeiras com que o grupo concessionário, entretanto, se defrontou. O contrato foi revogado, sendo agora lançado novo concurso que pretende dar, finalmente, uma nova vida a este emblemático edifício da cidade da Guarda, projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira.

O imóvel será agora concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de € 35.317,80. Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas que, além da recuperação do imóvel, promovam a sua valorização através da exploração turística e contribuam para atrair turistas para a região e para gerar novas dinâmicas na economia local.

O anúncio do novo concurso para a concessão do Hotel Turismo da Guarda aguarda publicação em Diário da República e no Jornal Oficial.

O programa REVIVE é uma iniciativa dos Ministérios da Economia, da Cultura, das Finanças e da Defesa, que conta com a colaboração das autarquias locais e a coordenação do Turismo de Portugal, e pretende recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atratividade dos destinos regionais.

O Hotel Turismo da Guarda é o 25º imóvel colocado a concurso no âmbito do Revive. Em 2019 foi lançada a segunda edição do programa, com a integração de 16 novos imóveis, e já em 2021 foram incluídos 3 novos imóveis de um terceiro lote que será anunciado até ao final do ano.

O programa integra, actualmente, um total de 52 imóveis, 22 deles em territórios de baixa densidade. Foi já adjudicada a concessão de 18 destes imóveis, representando mais de 138 milhões de euros de investimento privado na recuperação de património público e rendas anuais na ordem dos 2,4 milhões de euros.

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Borgwarner investe 25M€ para construir fábrica em Viana

Este será o terceiro investimento da multinacional americana no concelho, depois de o grupo ter seleccionado Portugal como futuro Centro Europeu para a expansão da electrificação

Ricardo Batista

A Borgwarner prepara-se para construir uma nova fábrica de 25 milhões de euros, que deverá criar mais 300 novos postos de trabalho em Viana do Castelo.

Face ao novo investimento da multinacional americana, a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, na última reunião ordinária de executivo, isentar a empresa de IMT pela aquisição de um terreno para a instalação da nova unidade de produção.

A Borgwarner vai, assim, adquirir à empresa Enerconpor – Energias Renováveis de Portugal uma parcela de terreno, com 78 mil metros quadrados, no Parque Empresarial de Lanheses, pelo valor de 4,3 milhões de euros.

Na apresentação da proposta de isenção de IMT, o vereador do Planeamento e Gestão Urbanística, Reabilitação Urbana, Desenvolvimento Económico, Mobilidade, Coesão Territorial e Turismo, Luís Nobre, justificou o apoio “com a dimensão do investimento e pelo número de postos de trabalho que vão ser criados”.

Este será o terceiro investimento da multinacional americana no concelho, depois de o grupo ter seleccionado Portugal como futuro Centro Europeu para a expansão da electrificação. A unidade, já em construção, vai começar a produzir motores eléctricos para o sector automóvel em 2023.

Em Abril, após a assinatura do contrato de investimento entre a Câmara Municipal e a Borgwarner, o gerente em Portugal, Ricardo Moreira, explicou que o novo investimento resulta da aposta na transição energética, estimando que em 2030 “45% do negócio da BorgWarner estará centrado na produção de motores eléctricos”.

O responsável adiantou que “a nova fábrica será a terceira na Europa deste sector de negócio e irá produzir motores eléctricos para clientes europeus do grupo”.

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Volume de Concursos de Obras Públicas abertos cai 18% até Junho

Os contratos de empreitadas celebrados e reportados no Portal Base, no âmbito de concursos públicos representaram 1.506 milhões de euros, ou seja, apresentam uma variação positiva de 66%

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Em Junho, e e face ao que havia sido apurado em igual período do ano passado, o volume total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos registou, pelo quarto mês consecutivo, uma variação negativa, situando-se em 2.201 milhões de euros, valor a que
corresponde uma quebra de 18% face a igual período de 2020.

Os dados, revelados esta segunda-feira no Barómetro das Obras Públicas promovido pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), mostram ainda que no primeiro semestre de 2021, os contratos de empreitadas celebrados e reportados no Portal Base, no âmbito de concursos públicos representaram 1.506 milhões de euros, ou seja, apresentam uma variação positiva de 66% em termos homólogos, mantendo a tendência verificada ao longo dos últimos meses.

Os contratos de empreitadas de obras públicas celebrados em resultado de Ajustes Directos e Consultas Prévias atingiram 277 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, mais 27% que o total registado em igual período do ano passado. No seu conjunto, o total de contratos celebrados ao longo do primeiro semestre de 2021 situou-se nos 1.893 milhões de euros, mais 47%(2) face ao período homólogo
de 2020.

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Porto: Garcia Garcia vai construir residência para estudantes no Bonfim

Gabinete Fragmentos assina este projecto, que agrega reabilitação e construção nova, está a ser construído numa antiga fábrica de materiais de construção, dando agora lugar a um moderno edifício residencial

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A Garcia Garcia foi a construtora escolhida pela joint-venture belga Cetim e Promiris para a execução dos trabalhos de construção de um projecto de oferta mista que combina uma residência para estudantes e um edifício residencial.

Designado Granjo, trata-se de um conjunto de seis blocos, um de habitação com 16 apartamentos, tipologias T1 e T2, e cinco blocos
destinados à residência de estudantes, com 212 quartos, cuja conclusão está prevista para Dezembro 2021 e que está a ganhar forma na Rua António Granjo, no Bonfim, centro do Porto.

Especializada em projectos industriais e logísticos, a Garcia Garcia tem vindo a reforçar a sua actuação noutras áreas, como a construção residencial e o hospitality, sendo eleita nos últimos anos para projectos cada vez mais relevantes, de investimento internacional, como é o caso do Granjo. Este projecto, que agrega reabilitação e construção nova, está a ser construído numa antiga fábrica de materiais de construção, dando agora lugar a um moderno edifício residencial. Com autoria do gabinete Fragmentos, o projecto de arquitectura prevê, em termos arquitectónicos, a manutenção dos traços originais de carácter industrial, conservando as linhas da fachada existentes e a imponente chaminé que marca o complexo.

A nova residência vem potenciar o espaço onde se insere, conferindo uma nova dinâmica e utilidade às instalações anteriormente devolutas. Permitirá ainda suprir de certo modo a crescente necessidade do mercado estudantil, que se depara com a carência de
alojamentos disponíveis na cidade, quer para os estudantes nacionais quer estrangeiros. A Garcia Garcia é responsável pela construção dos seis blocos do edifício, um de habitação com 16 apartamentos de tipologias T1 e T2 e cinco blocos destinados a residência de estudantes, com 212 quartos. A residência conta ainda com um amplo espaço verde, lavandaria, ginásio, salas de estudo e várias áreas sociais.

A fachada e a chaminé industrial existente no interior do complexo foram alvo de reabilitação e mantidas em conformidade com as respectivas versões originais. O resto do edifício foi concebido de encontro às linhas industriais que caracterizavam o local, mantendo assim assegurada uma linguagem arquitectónica industrial e moderna.

O Grupo Promiris, de origem belga, um dos promotores deste projecto em parceria com a empresa Cetim, actua em Portugal desde 2017, estando também presente no Luxemburgo e na Bélgica. Na carteira de investimentos estão contemplados todo o tipo de conceitos residenciais, entre os quais residências séniores (sem medicalização) e estudantis, condomínios residenciais, edifício de escritórios e projectos imobiliários mistos, sempre localizados em contextos urbanos de referência.

Actualmente, a Promiris está a desenvolver vários projectos em território nacional, marcando presença as cidades do Porto, Lisboa e Vila Nova de Gaia. A sua actuação é pautada pelo investimento na sustentabilidade, dando particular destaque à melhoria dos centros urbanos através da reabilitação de edifícios, assim como investindo em projectos que privilegiam a eficiência energética, a acessibilidade e a qualidade de vida.

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AICCOPN: Carteira na Reabilitação cresce 7% até Julho

A produção contratada situou-se em 9,3 meses, acompanhando a tendência recente verificada ao nível da carteira de encomendas

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O índice relativo à evolução da Carteira de Encomendas, que mede a opinião dos empresários quanto ao volume de obras previstas,
apresenta, em Junho, uma variação homóloga de 7%, superior aos 3,5% registados em Maio.

Os dados constam do Barómetro da Reabilitação promovido pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), segundo o qual “estas variações reflectem, em larga medida, um efeito base resultante das quebras verificadas nos meses homólogos do
ano passado, em resultado dos impactos iniciais da pandemia”.

Em Junho, de acordo com a informação recolhida no inquérito mensal da AICCOPN aos empresários do sector que actuam no segmento da
Reabilitação Urbana, o índice que mede a evolução do Nível de Actividade regista uma taxa de crescimento de 7,2%, em termos homólogos, praticamente igual aos 7,3% observados no mês anterior.

A produção contratada, ou seja o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, situou-se em 9,3 meses, acompanhando a
tendência recente verificada ao nível da carteira de encomendas.

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Concurso para nova travessia do Douro alargado até 20 de Agosto

A nova travessia será construída a montante da ponte de São João e a jusante da ponte do Freixo, ligando a zona de Quebrantões, em Oliveira do Douro, à marginal ribeirinha do Porto – Avenida Paiva Couceiro

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O prazo para a apresentação de candidaturas ao concurso público internacional para a empreitada de concepção-construção da ponte D. António Francisco dos Santos e acessos foi prorrogado para as 23h59 do próximo dia 20 de Agosto. As candidaturas deverão ser submetidas através da plataforma www.acingov.pt, onde poderão também ser consultadas as peças do concurso.

Em comunicado conjunto assinado pelas autarquias, Porto e Gaia asseguram que o concurso, lançado no passado dia 25 de Junho visa um Concurso Limitado por Prévia Qualificação, cuja primeira fase do procedimento consiste na qualificação prévia dos candidatos. O objectivo é seleccionar os candidatos que cumpram com os requisitos técnicos e financeiros mínimos estabelecidos no concurso. Numa segunda fase, os candidatos seleccionados serão convidados a apresentar propostas – num prazo de sete meses –, nas quais deverão incluir um Estudo Prévio da solução global da ponte que se propõem executar, cumprindo com os requisitos técnicos e outros impostos nas peças de concurso.

Terminada a fase de concurso, que culmina com a adjudicação ao concorrente vencedor, iniciar-se-á a fase de execução contratual, composta por dois momentos. A execução de estudos e projectos, durante os primeiros 12 meses, e a execução da empreitada nos 24 meses seguintes, acrescidos de dois meses de ensaios, levando assim a conclusão para o segundo semestre de 2025.

A nova travessia será construída a montante da ponte de São João e a jusante da ponte do Freixo, ligando a zona de Quebrantões, em Oliveira do Douro, à marginal ribeirinha do Porto – Avenida Paiva Couceiro. A Ponte D. António Francisco dos Santos, assim designada em homenagem ao falecido bispo da Diocese do Porto, terá uma extensão total aproximada de 625 metros, dos quais 300 metros se desenvolvem sobre o leito do rio Douro e os restantes 325 metros sobre terrenos de Vila Nova de Gaia. De destacar que o seu tabuleiro terá duas faixas de rodagem, com duas vias de circulação cada, um separador central, assim como passeios e ciclovias unidirecionais de ambos os lados.

Em Vila Nova de Gaia, o acesso à futura ponte será realizado através da construção de uma rotunda e de um novo arruamento com aproximadamente 590 metros de extensão, que por sua vez ligará à rotunda Gil Eanes. Esse novo arruamento será composto por duas faixas de rodagem, com duas vias de circulação cada, separador central, passeios, ciclovias e estacionamentos. A rotunda Gil Eanes será também objecto de intervenção de forma, a nela se incluir uma ciclovia em todo o seu perímetro. Em termos de acessos à nova travessia no Porto, prevê-se a construção de uma rotunda sobrelevada à actual avenida Paiva Couceiro, interligada a esta através de dois ramos de ligação em viaduto. Pretende-se, contudo, que a continuidade da avenida se mantenha, reservando a actual marginal, sob a rotunda, para usufruto pedonal e dos meios suaves.

O preço base do concurso de concepção-construção é de 38,5 milhões de euros e determina um prazo máximo de execução de 1.150 dias. O custo da obra, de elevada relevância para a região, será totalmente assumido pelos dois municípios.

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