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    O negócio da Round Hill, o novo ministro da Habitação, a Traçado Regulador e Bauhaus no Fundão no CONSTRUIR 504

    Round Hill desfaz-se das residências universitárias. Conheça o negócio numa edição onde lhe contamos quem é o novo ministro das Infraestruturas e Habitação e que tipo de negócio desenvolve a Imovendo. Mas há muito mais para ler na edição do CONSTRUIR

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    O negócio da Round Hill, o novo ministro da Habitação, a Traçado Regulador e Bauhaus no Fundão no CONSTRUIR 504

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    Os trabalhos
    de Pinto Luz

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    Dossier: Pavimentos e Revestimentos

    As metas são ambiciosas e impulsionam os departamentos de I&D a desenvolverem soluções cada vez mais inovadoras ao nível da sua produção

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    Câmara de Penafiel vai investir 4,7M€ na construção e requalificação de Centros de Saúde

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

    A Câmara Municipal de Penafiel vai investir 4,7 milhões de euros num conjunto de obras que procuram, de acordo com os responsáveis municipais, responder aos “importantes desafios associados à evolução das necessidades em saúde e ao aumento das exigências e expectativas da população”.

    Em comunicado, o executivo municipal explica que se trata da construção de mais um Centro de Saúde, junto à futura Central de Transportes, em Novelas, e requalificar o atual Centro de Saúde da cidade, junto à Escola D. António Ferreira Gomes, num investimento total de cerca de 4,7 milhões de euros, com financiamento Municipal e do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

    O futuro Centro de Saúde de Penafiel irá integrar a Unidade de Saúde Familiar de S. Martinho, o Centro de Diagnóstico Integrado (CDI), os serviços de Saúde Oral e ainda o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP). O valor total da obra é de cerca de 3 milhões de euros, com uma comparticipação PPR a rondar os 2 milhões de euros e um investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros.

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    Mota Engil – Eng. Carlos Mota Santos

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    Mota-Engil assegura contratos de 350M€ na América Latina

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core

    A Mota-Engil anunciou, esta quinta-feira, o reforço da sua carteira de negócios na América Latina por via da assinatura de dois novos contratos no Peru, avaliados em mais de 350 milhões de euros.

    Segundo adianta a empresa, em comunicado veiculado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as participadas naquele mercado celebraram dois novos contratos, no valor de cerca de 150 milhões de euros, com o
    estado peruano. Um dos contratos está relacionado com a construção de uma ponte rodoviária na província de San
    Martin, com um prazo de execução de 36 meses, sendo o segundo contrato relativo ao serviço de manutenção de
    uma rede viária na província de Juliaca – Puno com uma extensão total de 450 Km, tendo uma duração prevista de
    60 meses.

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core. Adicionalmente, a Mota-Engil angariou também diversos novos contratos de infraestruturas na região que totalizam 200 milhões de euros, reforçando assim a sua presença na América Latina, mercado estratégico e no qual o Grupo detinha, até Março, uma carteira de encomendas de 4,2 mil milhões de euros.

    A empresa fechou o primeiro trimestre com uma carteira de encomendas de 14,2 mil milhões de euros, revelou a Mota-Engil na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, em que obteve um lucro de 20 milhões de euros, o melhor resultado de sempre do grupo neste período.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Gaia Hills

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    Comercialização do ‘Gaia Hills’ avança ainda em Maio

    A morosidade do licenciamento e a conjuntura internacional levou-nos a ter de fazer ajustes ao valor de venda por m2. Vamos, contudo, colocar no mercado 251 apartamentos para a classe média, que é o principal core business da Thomas & Piron”, afirma David Carreira, da Thomas & Piron

    O empreendimento Gaia Hills, em Vila Nova de Gaia, vai começar a sua comercialização ainda no mês de Maio, com o início da construção apontada para o último trimestre do ano. Uma confirmação avançada esta quinta-feira, dia 23 de Maio, na ocasião da apresentação oficial do projecto, que decorreu no World of Wines, em Vila Nova de Gaia e que contou com a presença de António Miguel Castro, presidente da Gaiaurb, de Pedro Silveira, presidente do Grupo SIL, e ainda de arquitecto Paulo de Sousa, em representação do gabinete de arquitetura da Saraiva + Associados, responsável pelo projecto.

    Promovido pelos promotores Thomas & Piron e pela Promiris, o ‘Gaia Hills’ é um projecto direccionado para famílias e para o segmento médio / médio-alto que vai contemplar a construção de oito edifícios com 4 e 5 pisos, divididos em quatro lotes, num total de 251 apartamentos de tipologias de T1 a T5.

    “A morosidade dos processos de licenciamento levou a que só agora estivéssemos em condições de iniciar a construção do Gaia Hills, passados que estão seis anos da sua aquisição. Este facto a par da conjuntura internacional que bem conhecemos, levou-nos a ter de fazer ajustes ao valor de venda por metro quadrado (m2). Vamos, contudo, colocar no mercado 251 apartamentos para a classe média, que é o principal core business da Thomas & Piron”, afirma David Carreira, da Thomas & Piron.

    As dimensões dos apartamentos variam entre 62 m2 (T1) e 278 m2 (T5) e o preço médio de venda será de 4.800 €/ m2. Todas as fracções beneficiarão de áreas de terraço amplas com uma vista deslumbrante para o rio Douro, para a cidade do Porto ou para o Parque Urbano de Lazer a Sul.

    Com uma área total de construção a rondar os 30.500 metros quadrados (m2) será, numa primeira fase, construída uma área residencial de 16.200 m2, 640 m2 de área comercial e 9.100 m2 de parques de estacionamento subterrâneo, áreas técnicas e arrecadações, dos quais 1.600 m2 serão dedicados a um parque de estacionamento de uso público.

    Na segunda fase, será construída uma área total de construção residencial de 15 mil m2 e de 6.600 m2 subterrâneos para parques de estacionamento, áreas técnicas e arrecadações.

    O início da construção da primeira fase está previsto para o quarto trimestre de 2024 e a sua conclusão para o final de 2026. O início da construção da segunda fase está planeado para 2027, com previsão de início de comercialização cerca de três meses antes, e a sua conclusão em 2029.

    Situado em plena zona ribeirinha, entre um parque de aproximadamente três hectares e o rio Douro, está ainda prevista a construção de uma praça central denominada de Ágora. A Sul, as áreas verdes serão transformadas num parque natural, que será posteriormente cedido ao município para utilização pública.

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    Remax Portugal: Mês de Abril foi o que registou maior número de transacções

    Entre Janeiro e Abril, a rede mediadora alcançou um total de volume de preços na ordem dos 1,99 MM€, relativos às 21.422 transacções, com o mês de Abril a registar um incremento de 21% em volume de preços e 20% no número de transacções face ao período homólogo

    Nos primeiros quatro meses do ano, a Remax Portugal fechou com um volume de preços de cerca de 1,99 mil milhões de euros, relativos a 21 422 transacções. Destes valores, 4942, ou seja, 23.1%, corresponderam ao arrendamento e 16480, na ordem dos 76,9%, relativos a compra e venda de imóveis.

    Estes resultados permitiram à empresa fechar este período com um aumento do volume de preços, na ordem dos 9,5%, e no número total de transacções (5,5%) quando comparado com igual período homólogo. Destaca-se, ainda, o mês de Abril como o “mais dinâmico”, com um aumento de 20% no número de transacções e 21% em volume de preços.

    Neste período, assistiu-se a um reforço da participação dos clientes nacionais, com a Remax a transaccionar mais 9% do total de imóveis face ao ano anterior. Entre os investidores estrangeiros, os brasileiros reforçaram a sua posição de liderança entre aqueles que mais negoceiam em imobiliário. Destaque, ainda, para os clientes norte-americanos, já bem próximos de serem a segunda nacionalidade estrangeira. Nos primeiros quatro meses do ano, o número de transações imobiliárias com esta nacionalidade cresceu 3%.

    Numa análise por distrito e apenas considerando aqueles que registaram mais de 200 transacções, o distrito de Lisboa representou mais de um terço das transacções (35,1%) nos primeiros quatro meses do ano, o que demonstra bem o enorme peso que representa na rede.

    Coimbra e Braga foram outros dos distritos que registaram crescimentos acima dos 20%, concretamente 27,4% e 24%, respectivamente. Já Viseu cresceu 15,2% no número de transacções face a igual período de 2023 e o Porto foi o distrito que consolidou a segunda posição nacional com quase 2.900 transacções.

    Face ao período homólogo, registou-se um decréscimo do peso dos apartamentos nas transações da rede, colmatado pelo aumento verificado nas moradias, pelo que os imóveis habitacionais continuaram a representar cerca de 80% das transacções. Já os terrenos, tradicionalmente a terceiro tipo de imóvel mais movimentado, manteve o seu peso praticamente inalterado.

    “A julgar pelas tendências que vão sendo mais claras, esperamos que o ano de 2024 seja sinónimo de um reforço da posição de liderança no mercado por parte da nossa rede, com um crescimento na ordem dos dois dígitos, quer em facturação, quer em transacções”, afirma Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal.

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    Adecco Recruitment lança guia salarial para sector da construção

    “A nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais “harmonioso e produtivo””, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment director

    A especialista em soluções de Recursos Humanos, Adecco, divulgou esta quinta-feira, dia 23 de Maio, o seu Guia Salarial da área de recrutamento especializado, para o sector da Construção, para o ano de 2024.

    O documento apresenta uma análise detalhada das tendências salariais, em Lisboa e no Porto, para as várias funções dentro destes sectores, assim como, as competências e benefícios mais valorizados e as perspectivas do mercado de trabalho.

    Desta forma, este estudo foi desenvolvido em resposta aos desafios enfrentados desde 2023, incluindo a inflação elevada, a crise energética mundial e as políticas restritivas dos bancos centrais, factores esses que têm contribuído para uma desaceleração do crescimento económico global, prevendo-se uma redução de 3,5% em 2022 para 3% em 2023 e 2024. Neste contexto, as empresas enfrentam dificuldades significativas na atracção e fidelização de talentos, exigindo estratégias robustas para superar esses obstáculos.

    “Neste período de transformação acelerada, é essencial que as empresas adoptem estratégias inovadoras de empregabilidade. Este Guia não só destaca as tendências salariais, mas também fornece uma orientação clara sobre como as organizações podem atrair e fidelizar talentos qualificados, uma vez que a nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment Director.

    Neste sentido, o Guia identifica cinco tendências fundamentais às quais as empresas devem estar atentos. Em primeiro lugar, há um défice de competências persistente, com 38,5% dos candidatos a acreditarem que os empregadores têm requisitos irrealistas, enquanto seis em cada 10 trabalhadores precisarão de uma actualização de competências até 2027. A dimensão da Great Resignation continua a ser uma variável incerta, com 26% dos colaboradores a indicarem que pretendem mudar de emprego no espaço de 12 meses, sublinhando a necessidade de melhores estratégias de retenção de talentos.

    O trabalho híbrido, por sua vez, mantém-se como uma tendência forte, com 39% dos profissionais a trabalharem num ambiente híbrido até ao final de 2023, reflectindo a procura por um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

    O fenómeno do ghosting no mercado de trabalho também se destaca, com 62% dos trabalhadores a relatar terem sido alvo de ghosting por parte dos empregadores e 25% dos candidatos a emprego a admitirem ter praticado ghosting. Por fim, observa-se um crescimento do unretirement, com mais pessoas entre os 50 e os 64 anos a regressar ao mercado de trabalho, impulsionadas pela escassez de mão-de-obra e pela inflação.

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    Arquitectura

    Lisbon Design Week com ênfase na criação nacional

    Lisboa acolhe até 26 de Maio a segunda edição da Lisbon Design Week (LDW). Serão mais de 80 os espaços seleccionados que irão participar num evento que funde design, arte e ofícios. O programa a de actividades é extenso e terá como tema comum o design e os materiais de origem portuguesa

    Decorre até 26 de Maio a segunda edição da Lisbon Design Week. À semelhança da primeira edição, o evento quer mostrar o que de melhor se faz nas áreas do design e do artesanato contemporâneo em Portugal.

    Durante cinco dias, somos, visitantes e residentes, convidados a percorrer um roteiro extenso, que inclui 80 espaços espalhados pelos vários bairros da cidade, numa organização própria para atender à LDW: Estrela; Lapa & Santos; Infanto Santo & Alcântara; Campo de Ourique & Rato; Príncipe Real; Chiado & Bairro Alto; Alfama, Graça & Anos; Saldanha & Arroios; Avenida da Liberdade; e Belém.

    Para esta edição foram seleccionados atelieres, estúdios criativos, lojas, galerias, gabinetes de arquitectura e de design de interiores, escolas e hotéis. Numa multiplicidade de espaços e autores “desafiados a destacar peças de design português e materiais de origem portuguesa”, o que gerou colaborações únicas entre artistas, designers, artesões, arquitectos e marcas. Este “cruzamento entre o design e as artes e ofícios”, traduzir-se-á em exposições, masterclasses, talks, workshops, lançamento de novas peças e produtos.

    Atender à LDW obriga, pois, a aceitar um convite para palmilhar as ruas da capital e descobrir os diferentes espaços.

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    Construção

    NBS Summit com programa extenso

    Até ao final desta semana o NBS Summit Urban Edition trará à cidade do Porto alguns dos maiores especialistas, académicos e lideres do sector para debater temas como a conservação dos ecossistemas urbanos, as infraestruturas verdes, a eficiência energética ou a gestão da água 

    Durante os dois dias do evento, a 23 e 24 de Maio, a Super Bock Arena será palco de partilha e debate dos principais focos das metas europeias de sustentabilidade para o ambiente urbano construído. Um leque de especialistas, académicos e líderes do sector abordarão temas cruciais como a conservação de ecossistemas urbanos, infraestruturas verdes, gestão sustentável de águas pluviais, eficiência energética e energias renováveis, com o intuito de partilharem as suas ideias e soluções para tornarem as nossas cidades mais sustentáveis, biodiversas, resilientes e verdes.
    O arquitecto paisagista Kongjin Yu é o nome mais sonante. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis. Mas o evento trará “outros líderes visionários no campo das Soluções Baseadas na Natureza”, como Laura Gatti, co-autora do famoso Bosco Verticale, em Milão, ou Per Malmos, responsável pelo Copenhill, a cobertura verde que também é uma pista de ski e que está localizada em Copenhaga, na Dinamarca.

    Para além dos projectos, nacionais e internacionais, Luigi Petito, especialista em assuntos públicos europeus, abordará os últimos desenvolvimentos nas políticas e regulamentações relacionadas com a infraestrutura verde na Europa. O discurso de Petito será fundamental para a compreensão do contexto político em evolução na Europa, especialmente no ano de 2024, que marca um período com mudanças significativas previstas nas políticas e regulamentações que impactam directamente a sustentabilidade urbana. Entre estas destaca-se o acordo político entre os Estados Membros e o Conselho da UE sobre o Regulamento Restauro da Natureza e as revisões das directivas de Tratamento de Águas Residuais Urbanas (UWWTD) e de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), salientando-se, em todos os casos, o compromisso da UE em promover Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar desafios ambientais das cidades contemporâneas.

    O NBS Summit contará também com a presença de Martin Košťál e Jürgen Preiss que falarão das políticas a ser implantadas nas cidades europeias de Brno e Viena, respectivamente.

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    Nature Based Solutions em conferência

    Arranca hoje a NBS Summit Urban Edition. O evento trará ao Porto especialistas, investigadores e profissionais. Durante dois dias (23 e 24 de Maio) o debate e a partilha irão centrar-se nas soluções baseadas na natureza (Nature Based Solutions, NBS) e a sua importância no desenvolvimento urbano sustentável e no combate às alterações climáticas. A organização é da Associação Nacional de Coberturas Verdes, com o apoio do município através da Águas e Energia do Porto

    O NBS Summit Urban Edition pretende ser um palco para a partilha de conhecimento, de práticas e de exemplos de soluções para tornar as cidades mais sustentáveis. A urgência é real e este é um momento decisivo para começar a delinear cidades mais resilientes e capazes de se adaptar às alterações climáticas como nos conta Ana Mesquita, membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV), que em conjunto com o município do Porto, através da Águas e Energia do Porto organiza o encontro que durante dois dias reúne especialistas, investigadores e profissionais em torno de um tema cada vez mais vital.

    Ana Mesquita, , membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes

    Como é que surge a NBS Summit e qual a sua relevância para o momento actual?
    Este encontro nasce da relevância do tema para as cidades, que têm de se adaptar às alterações e ao stress que terão nas próximas décadas. A intenção é a de criar um evento que agrega todas as partes interessadas: os municípios, os projectistas, a indústria e os centros de investigação e as universidades. Surge também em sequência de um outro evento que realizámos com a Câmara do Porto, o Internacional Green Infrastructure Conference, em 2018, que contou com a presença de uma série de especialistas internacionais.

    Agora, seis anos depois, o palco do debate é o Superbock Arena, podemos fazer a analogia com o significado e a importância destes temas no momento actual?
    Estes temas estão no centro do debate e da discussão de hoje sobre as cidades do futuro e o futuro da urbanização. Estamos todos muito felizes por ir à praia em Abril, mas não temos noção do que é que isso significa, na verdade, não é? Há uma certa ingenuidade da nossa parte, quando estas situações devem-nos alertar.
    As coisas estão a mudar a uma velocidade maior do que aquela que era o expectável, e temos de alterar a forma como pensamos as cidades e desenhamos os edifícios, temos de perceber que já não é uma questão de combate às alterações climáticas, mas é uma questão de tentar adaptar-nos. De sermos resilientes. Este termo que está muito na moda, mas que é uma propriedade física dos corpos de sofrer um impacto, um stress, e voltar à sua forma original. E é isso que as cidades vão ter de conseguir fazer. Vão ter de conseguir lidar com temperaturas extremas e, de alguma forma, conseguir manter algum microclima dentro das ruas. Vão ter de conseguir lidar com grandes volumes de água em curtos períodos de tempo, sem riscos de inundações.

    Como é que em Portugal é percepcionada esta questão?
    Está a demorar a ser percepcionado quer pelas cidades, pelas entidades públicas e também pelos projectistas. E já nem falo pelos donos de obra.
    Eu diria que a indústria e os centros de investigação, as universidades, estão um passo mais à frente. A indústria está preparada para fornecer esse tipo de soluções, para dar apoio técnico à instalação desses materiais. Os grupos de investigação têm já dados e estudos que comprovam os benefícios e a viabilidade económica das nature based solutions. Onde é que esbarramos? Muitas vezes nos municípios, que estão a começar a acordar para o assunto, nos projectistas e profissionais que ainda têm algum receio, ou falta de conhecimento, mas sentimos que as coisas estão a mudar. O caminho que percorremos nos últimos 10 anos foi gigante, claro que ainda há um caminho a percorrer.

    Para além das coberturas verdes

    Que soluções falamos quando falamos em soluções baseadas na natureza? Em coberturas verdes?
    O summit não irá falar só de coberturas verdes, soluções de base natural são soluções que tentam simular e mimetizar os processos naturais, trabalhando com a natureza e não contra a natureza. Podemos usar as soluções de base natural em conjunto com as soluções de engenharia estática, que são aquelas que estamos mais habituados a fazer. Por exemplo, os túneis de drenagem que Lisboa está a construir. As soluções de base natural não são a única solução ou uma solução no singular, mas têm de entrar para a ordem do dia quando planeamos as cidades e, sobretudo, quando desenhamos edifícios.
    Porque se pensarmos no que vai acontecer nos próximos 30 a 40 anos e nos desafios que as cidades vão ter, que os edifícios vão ter, e se pensarmos que estamos a construir hoje os edifícios que vão existir daqui a 30 anos, percebemos que estamos a agir demasiado tarde. É hoje que temos de agir, não é daqui a 20 anos que vamos começar a pensar nisso, quando sentirmos os problemas na pele. É hoje porque estes são os edifícios que vão estar cá nas próximas décadas.

    E por isso o summit foca-se em soluções para as cidades.
    Porque são as cidades que vão sofrer esse impacto. Até 2050 estimamos que mais de 70% da população viva nas cidades e 2050 é quase amanhã. As cidades têm um impacto muito grande na natureza, são paisagens altamente artificializadas. Pegamos nas paisagens naturais e artificializamos em cidades. Para quê? Porque precisamos de um ambiente construído, para aquilo que são as nossas actividades económicas, sociais… e acabamos por ter um impacto muito grande nos ecossistemas, na natureza…

    Os casos práticos
    O NBS Summit irá focar-se muito em exemplos, que soluções nacionais estarão em destaque?
    Em termos de exemplos do que temos em Portugal, teremos o novo Terminal Intermodal da Campanhã
    É um excelente case study. Estamos a falar de uma zona da cidade que estava degradada e muito esquecida e o projecto alavancou toda uma nova urbanidade e mobilidade urbana, unindo ali três tipos de transporte públicos e isso também é um factor importante. Estamos a falar de perto de 13 mil m2 de cobertura verde, para além do parque urbano que não está sobre o edifício.
    Aliada à componente ambiental, o projecto teve também uma componente social e até estratégica para a cidade e para aquilo que é a vivência na cidade e a movimentação da população, da sua mobilidade.

    Que outros exemplos serão debatidos e estudados?
    Teremos várias visitas nestes dois dias de encontro que se irão centrar no Porto, que é a cidade onde o summit se realiza. Teremos a Praça de Lisboa, junto aos Clérigos, que é outro exemplo de uma área que esteve degradada e ao abandono e que mudou por completo com a instalação de uma cobertura verde que devolveu a natureza ao centro consolidado do Porto. Se perguntasse há uns anos, “é possível ter um jardim ao lado dos Clérigos, ao lado da reitoria, no meio da Praça dos Leões quase, um jardim com árvores, com oliveiras, com relevado, onde as pessoas possam estar?”. A resposta seria “não é possível”, a cidade do Porto está consolidada, a malha urbana está já completamente definida, portanto, não há espaço para trazer a vegetação. Mas, de facto, houve espaço, houve espaço para uma nature based solution. Lá está, uma cobertura verde. E isso também é algo importante, ou seja, em muitos locais, onde já não é possível pôr jardins e parques, as coberturas verdes podem ser a solução. Não queremos que seja percepcionada de alguma forma que as coberturas verdes são a única solução. De todo!
    Outro exemplo bastante emblemático da cidade do Porto, é a Escola do Falcão, que é uma escola que foi também renovada no ano passado e que tem uma série de nature-based solutions.

    Depois teremos também os exemplos internacionais. (Ver mais à frente)
    O nosso convidado mais especial é o Kongjin Yu, o reconhecido arquitecto chinês, criador do conceito das Sponge Cities, e que nos vem falar exactamente sobre este conceito e sobre a forma como nós lidamos com a água. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis.

    Este evento irá chegar a quantas pessoas?
    Esperamos casa cheia, cerca de 400 a 500 participantes. É essa a nossa expectativa. Não vamos abrir streaming, porque o objectivo foi trazer os especialistas, os profissionais, os investigadores ao local, para uma experiência muito mais imersiva.

    Os últimos dez anos foram importantes, mas como vê que estas questões venham a evoluir nos próximos cinco anos?
    Eu quero acreditar que daqui a cinco anos estamos a lidar com estas temáticas – com a vegetação, com as coberturas, com as paredes, com as soluções para a água – como quem lida com o resto das componentes de um edifício. Tem de ser. Como é que vamos lidar com a água neste edifício? Como é que vamos conseguir reter a água no edifício? Além da eficiência energética os edifícios têm de ser hidricamente eficientes e isso não é só focarmos na torneira, mas temos de pensar na grande torneira que vem do céu. Como é que aproveitamos a água? Como vamos retê-la para depois reutilizá-la? Como vamos reciclá-la? São grandes desafios!

     

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    A Ordem dos Engenheiros – Região Sul (OERS), promove, nos dia 3 e 4 de Julho, no auditório da OERS, em Lisboa, a conferência e formação complementar ‘Megaprojetos – Liderança e Governance’. Esta conferência, conduzida por Nuno Gil, professor da Universidade de Manchester, tem como objectivo “debater e aprofundar” a gestão de megaprojectos de infraestruturas como aeroportos, ferrovias ou centrais eléctricas e como “liderar” os mesmos por forma a garantir a sua legitimidade ao longo de todo o ciclo de vida.

    O evento contará com um painel de convidados do Reino Unido e de Portugal, com experiência no planeamento e execução de megaprojectos, nomeadamente Rita Moura, vice-presidente da OERS e directora de Inovação na Teixeira Duarte, Miguel Cruz, presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Mateus, vogal do Conselho de Administração da ANA Aeroportos de Portugal e José Moreira da Silva, sócio da SRS Legal.

    Face ao contexto actual, nomeadamente, a questão da construção de um novo aeroporto e da rede ferroviária, a gestão de megaprojectos ganha uma “relevância ímpar” e, desta forma, a OERS pretende continuar a promover o “entendimento e a inovação” na implementação de grandes infraestruturas.

    “Num contexto que se antevê de grandes projectos de infraestruturas em Portugal, com a tão aguardada decisão sobre a localização do novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete, a Terceira Travessia do Tejo, as Linhas de Alta Velocidade, bem como investimentos em obras portuárias e na expansão das redes eléctricas para suportar o crescimento das renováveis, é crucial uma abordagem inovadora para a concretização de grandes projectos”, refere Rita Moura.

    A forma como estes projectos são geridos actualmente, de um modo meramente técnico-financeiro, não permite maximizar o seu valor para a sociedade e com um melhor desempenho do ponto de vista ambiental.

    “É necessária uma mudança disruptiva ao nível da Liderança e Governance de Megaprojetos, que se irá discutir com personalidades envolvidas no design operacional de grandes projetos europeus, como sejam o Crossrail, High Speed 2, entre outros”, acrescenta.

    O evento irá começar com uma conferência, onde será traçado um paralelismo com a realidade actual portuguesa e como os gestores portugueses de megaprojectos podem lidar com os desafios nos ecossistemas financeiros, sociais e ambientais com que se vão deparar nas próximas décadas, seguido de uma formação prática opcional, dividida em dois dias, orientada por especialistas internacionais como Dev Amratia, cofundador e CEO da nPLan, Dan Doron, vice-presidente e director-geral da Fab Construction na Intel Corporation, e Cuong Quang, director executivo e co-fundador da Octant AI.

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    Vanguard avança com Terraços do Monte

    Nove anos depois de ter dado entrada com o projecto para licenciamento, finalmente, a Vanguard Properties recebeu luz verde para avançar com a construção dos Terraços do Monte, num investimento de 40M€. O projecto, localizado na Graça, foi lançado esta semana e a empreitada de fundações e contenções, a cargo da Casais, arranca na próxima semana. O projecto deverá estar concluído em 24 meses

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    A Vanguard Properties lança o seu novo projecto habitacional em Lisboa: os Terraços do Monte. localizado no icónico bairro da Graça, em Lisboa. Este empreendimento, que representa um investimento superior a 40 milhões de euros, promete tornar-se um dos edifícios mais exclusivos e emblemáticos da cidade.

    Com assinatura dos arquitectos Nuno Mateus e José Mateus da ARX Portugal Arquitectos e o interior design a cargo de Gracinha Viterbo, a mesma equipa responsável pelo premiado Castilho 203, Terraços do Monte oferece uma das vistas mais deslumbrantes de Lisboa, a partir da encosta da Senhora do Monte.

    O design do projecto é caracterizado por linhas simples e depuradas, materiais excelsos e intemporais e uma atenção minuciosa aos detalhes. Destaque para a utilização de cores suaves, da pedra e azulejo numa reinterpretação da tradição lisboeta, bem como para a qualidade e a durabilidade dos materiais, como as rochas ornamentais e as madeiras nobres maciças. Os fornecedores são nacionais e muitos dos elementos que compõem estes apartamentos foram desenhados de propósito para este projecto.

    Terraços do Monte conta com 15 apartamentos distribuídos por cinco pisos, com tipologias que variam entre T2, T3 e T5, incluindo duas penthouses com terraços privativos e áreas espaçosas. O empreendimento oferece também 55 lugares de estacionamento e um conjunto de amenities de excelência, como piscina interior e exterior, ginásio, banho turco, sauna, jardim e serviço de concierge.

    “Este projecto será um marco na paisagem de Lisboa devido à sua localização privilegiada, linhas arquitectónicas, serviço e qualidade dos materiais. Terraços do Monte vai proporcionar aos seus residentes uma qualidade de espaços e um conjunto de serviços únicos e de excelência. Trata-se, de facto, de um projecto inovador e inigualável em Portugal que marcará a diferença”, sublinha José Cardoso Botelho, CEO Vanguard Properties.

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