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Financiamento especializado recupera face a 2020 mas aquém de 2019

Os dados revelados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting relativamente ao período de Janeiro a Setembro evidenciam uma recuperação generalizada nos três sectores representados pela associação

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O financiamento especializado está a conseguir superar a forte contracção da economia, com recuperação generalizada no acumulado dos três trimestres de 2021. Os dados revelados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) relativamente ao período de Janeiro a Setembro evidenciam uma recuperação generalizada nos três sectores representados pela associação, mas ainda ténues quando comparados com os valores pré-pandemia.

“O Financiamento Especializado tem conseguido dar um apoio sustentado às empresas e famílias nesta fase pandémica, embora se registem ainda alguns indicadores inferiores ao esperado. Com o crescimento da economia previsto para 2022 e a ambicionada implementação dos fundos europeus, as associadas da ALF estão preparadas para reforçar a sua intervenção na economia nacional, assistindo as empresas na descarbonização das suas frotas, no investimento em infra-estruturas e equipamentos, no apoio à produção e internacionalização, e na gestão da sua tesouraria”, considera Luís Augusto, presidente da ALF.

Assim, o Factoring registou nos primeiros nove meses deste ano um crescimento de 8,9% nos créditos tomados relativamente ao período homólogo de 2020, alcançando 24,68 mil milhões de euros. Conforme revelam os dados compilados pela ALF, este é o sector com maior aproximação a 2019 no acumulado dos três trimestres, estando já em linha com a produção de 24,73 mil milhões de então.

O Confirming, modalidade em que a instituição financeira substitui o seu cliente no pagamento aos seus fornecedores (pagamentos que podem ser antecipados), registou um acréscimo de 978 milhões de euros, face ao período homólogo de 2020, totalizando 10,13 mil milhões de euros em créditos tomados, traduzindo-se num crescimento de 10,7%. Ainda neste sector, destaque para a produção de Factoring Internacional, que cresceu 13,3% face a 2020, para os 3,11 mil milhões de euros, mas mantém-se 400 milhões de euros aquém de 2019. No Factoring Doméstico, o valor dos créditos tomados no período em análise aumentou 6,3% na comparação com o ano passado, registando 11,44 mil milhões de euros, produção ainda inferior aos valores verificados no período pré-pandemia.

A Locação Financeira espelha igualmente o melhor desempenho económico, com investimentos financiados no valor de 1,77 mil milhões de euros, mais 6,5% que no período homólogo de 2020.

O Leasing Mobiliário registou 1,26 mil milhões de euros nos três trimestres de 2021, representando ganhos de 8,0% face a valores de Janeiro a Setembro de 2020. Contudo, registe- se, na comparação com o período homólogo de 2019, o Leasing apresenta uma quebra de 24,2% nos investimentos. O Leasing Mobiliário desagregou-se em 858 milhões de euros aplicados em viaturas ligeiras e pesadas e 404 milhões de euros em financiamento a equipamentos.

O Leasing Imobiliário, por seu lado, totalizou 512,5 milhões de euros de produção, reforço de 3,0% na comparação homóloga, mas cerca de 16,1% aquém da produção de 610,4 milhões de euros em 2019.

O Renting, com uma produção de 17.561 viaturas ligeiras, regista um decréscimo de 10,9%, com o valor dos novos contratos a alcançar os 404,2 milhões de euros. As viaturas ligeiras de passageiros totalizaram as 14.714 viaturas, menos 1.235 unidades que no período homólogo, enquanto as viaturas comerciais totalizaram 2.847, menos 903 que em 2020.

Apesar da redução na produção nova, a frota total gerida pelas Rentings aumentou 0,4% totalizando 119.587 viaturas ligeiras, com um valor contabilístico de 1,92 mil milhões de euros. A ligeira expansão das frotas geridas em Renting traduz parcialmente o prolongamento dos contratos existentes como forma de apoio aos clientes.

Segundo o responsável da ALF, “o Leasing, o Factoring e o Renting são todos produtos que acompanham de perto os activos subjacentes pelo que, para além das suas características, são produtos por excelência para dar resposta a algumas preocupações levantadas com a correcta aplicação dos fundos comunitários para os fins a que se destinam”.

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Remax Collection promove conferência sobre o futuro do mercado imobiliário

“Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, é a segunda conferência de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário de luxo em Portugal

A Remax Collection, especializada nos empreendimentos de luxo, organiza, no dia 15 de Fevereiro, a II Conferência “Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, o segundo de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário em Portugal. O evento em formato presencial, no Hotel Holiday Inn, em Gaia, contará com alguns dos principais responsáveis do sector para explicar as dinâmicas deste importante e actual tema.

O que esperar em 2023 do mercado imobiliário nacional, os principais desafios futuros que o sector enfrenta, as razões da atractividade do País no que respeita ao investimento internacional em imobiliário de luxo, entre outros, são alguns do temas que serão tratados no evento.

Na mesa-redonda participarão Beatriz Rubio, ceo da Remax Collection, José Cardoso Botelho, ceo Vanguard Properties, Paulo Caiado, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e Ricardo Guimarães, director do Confidencial Imobiliário.

Segundo Beatriz Rubio, “Portugal está, mais do que nunca, no radar de muitos investidores além-fronteiras, que veem no nosso país excelentes oportunidades, quer de construção nova, quer de reabilitação, quer de reconversão”. Neste sentido, “o mercado imobiliário de luxo tem dado provas de grande dinamismo, que se explica por uma maior resistência a dificuldades de origem económica e financeira, como as derivadas das subidas da inflação e das taxas de juro, assim como do contexto actual de alguma incerteza”.

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Imperial Brands muda-se para o Edifício Ramazzoti

A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres

A empresa especialista nos segmentos de charutos, cigarrilhas, cigarros electrónicos e tabaco de enrolar, Imperial Brands está a agora no Edifício Ramazzotti, em Carnaxide. A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres.

O novo escritório da Imperial Brands, com uma área de 580 metros quadrados (m2), encontra-se no segundo piso do Edifício Ramazzotti. Com um total de 14 mil m2, este edifício integra escritórios, retalho e armazéns, além de estar localizado perto do centro de Lisboa e das principais vias de distribuição rodoviárias, como a autoestrada A5.

“O novo escritório é estratégico para o negócio da Imperial Brands. Além de um espaço à medida e com excelentes acessos, principalmente ao centro de Lisboa, é a solução ideal para fixar os colaboradores da Imperial Brands e desenvolver novos modelos de trabalho e de relação com stakeholders”, destaca André Almada, senior director Offices Advisory & Transaction da CBRE Portugal.

“Os modelos de trabalho instituídos pelas empresa, bem como os locais de trabalho são factores decisivos para as novas gerações. O nosso propósito com o novo escritório é encontrar um espaço que promova o networking, as boas práticas de sustentabilidade, mas que seja, também, orientado para proporcionar “employee experience” a todos os colaboradores, de forma a que se sintam mais motivados num espaço mais colaborativo com várias zonas de trabalho e de lazer, focados sempre no bem-estar das nossas pessoas”, destaca Miguel Simões, market manager de Portugal & Andorra da Imperial Brands.

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ERA reforça presença no país com abertura de três novas lojas

Duas novas lojas na AML, em Rio de Mouro e no Montijo, e uma no Minho, em Viana do Castelo reforçam o plano de expansão da rede imobiliária

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No âmbito do seu plano de expansão, no qual pretende chegar até às 120 lojas até 2025, a ERA Portugal acaba de abrir este mês três lojas: duas na Área Metropolitana de Lisboa, ERA Rio de Mouro e ERA Montijo Rio, e uma no Minho, em Viana do Castelo, a ERA Viana Sul. “Estas lojas têm como objectivo responder à dinâmica do mercado nas respectivas regiões e aos desafios que o sector imobiliário apresenta em todo o território nacional”, assegura a marca.

Na Área Metropolitana de Lisboa, apesar da sua actual vasta cobertura (60 agências), a ERA continua a detectar novas oportunidades em diferentes concelhos devido à procura crescente de casas nas regiões próximas da capital.

No Montijo, em particular, a procura tem-se mantido constante e a construção de obra nova continua a ser forte. A proximidade a Lisboa, assim como a centralidade e facilidade de acessos, têm sido alguns dos factores para o crescimento da procura na região e justificam a abertura de uma segunda agência ERA. A maioria dos clientes são portugueses, mas têm surgido outras nacionalidades, sobretudo brasileiros e angolanos, a investirem na zona.

Em Rio de Mouro, a nova loja ERA pretende responder à oportunidade de mediação imobiliária da região que soma muitas transacções e onde a maioria dos clientes é de nacionalidade portuguesa. A procura crescente de clientes compradores nos últimos anos é justificada pelos valores praticados na zona, mais acessíveis a grande parte das famílias portuguesas, e pelo facto do arrendamento ter assumido valores substancialmente elevados, imprimindo uma necessidade maior de compra de casa.

Em Viana do Castelo, a abertura de uma segunda loja ERA surge com o intuito de trabalhar a proximidade e a captação de mais oportunidades num distrito de enorme potencial. A nova agência, situada na margem sul do rio Lima, está focada em dar resposta à procura dos clientes portugueses, que na sua maioria pretendem adquirir uma casa para habitação própria permanente, mas também dos clientes de países francófonos e, mais recentemente, americanos. A procura de moradias com espaços exteriores tem sido uma realidade em crescimento nesta região.

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Cushman & Wakefield vende sede da Bayer em Carnaxide

A venda ocorre após a mudança dos escritórios da farmacêutica alemã para o World Trade Center. O edifício de 5.600m2 foi vendido a um family office nacional

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A Cushman & Wakefield anuncia a venda da antiga sede da alemã Bayer, em Carnaxide, a um family office nacional.
A venda do imóvel surge após a farmacêutica ter anunciado, o ano passado, que ia realocar os seus colaboradores num novo escritório no World Trade Center, numa operação apoiada também pela consultora.

O edifício “stand-alone” de Carnaxide, tem 5.600m2, fica próximo de várias sedes de entidades internacionais e do centro comercial ALEGRO. Dispõe de 110 lugares de estacionamento e características técnicas de grande qualidade, como o uso de tinta à base de cortiça na fachada para garantir a maior eficiência do edifício. A par disso, algumas áreas específicas, como a recepção e a cantina, sofreram recentemente algumas remodelações, pelo que o imóvel encontra-se pronto para acolher um novo inquilino.

“Numa zona com alguma disponibilidade de escritórios de qualidade, o comprador percebeu que este imóvel reúne características muitíssimo interessantes e competitivas apesar de não ser novo, nomeadamente a localização e visibilidade, a eficiência dos pisos, o espaço verde exterior e o excelente estado de manutenção. Foi uma transacção simples e isto diz muito”, refere Carlos Oliveira, Partner da Cushman & Wakefield Portugal.

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Savills antecipa um “optimismo moderado” para o sector imobiliário em 2023

A consultora imobiliária apresentou os resultados de 2022 e as suas previsões para 2023 do mercado imobiliário. “Optimismo moderado” foi a expressão mais usada pelos analistas. A conjuntura é marcada pela incerteza mas a procura dos investidores estrangeiros pelo mercado português permanece em alta

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A palavra-chave escolhida, por unanimidade, para 2023 foi ‘optimismo moderado’. Apesar da conjuntura económica de inflação e da instabilidade política, da falta de oferta de activos e da previsão de aumento do valor das rendas do sector residencial, as perspectivas mantêm-se optimistas influenciadas pela procura de investimento estrangeiro no país, que continua forte em todos os segmentos.

“O mercado imobiliário tem grande visibilidade e é responsável por grande parte da atracção de investimento internacional no nosso país. Estamos confiantes e com um sentimento positivo para 2023”, sublinhou Patrícia Melo e Liz, CEO da Savills Portugal.

Com uma breve introdução de Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal, que contextualizou esta análise conjuntural do sector, a apresentação e moderação ficou a cargo da Head of Research & Communications, Alexandra Gomes, que partilhou dados dos vários mercados, desde o industrial & logística, escritórios, retalho, a residencial e investimento, contando ainda com a participação dos respectivos directores de agência, Pedro Figueiras, Frederico Leitão de Sousa, José Galvão, Miguel Lacerda e Alberto Henriques.

As questões de ESG e sustentabilidade também foram destacadas, dada a sua relevância para os investidores que procuram cada vez mais activos que cumprem os seus requisitos.

Análise do mercado de investimento
Após dois anos de pandemia, 2022 foi a confirmação da recuperação com uma nota muito positiva do mercado nacional de investimento imobiliário. No final de 2022, o volume de investimentos imobiliários comerciais atingiu 3,3 mil milhões de euros. Em contraste com um cenário de forte incerteza económica e política europeia, o mercado interno continuou a revelar-se um porto seguro e resiliente para os investidores. Após um primeiro semestre instável e a um ritmo mais lento, onde apenas 830 milhões de euros foram transacionados, durante o segundo semestre do ano o mercado acelerou, testemunhando as vendas de carteiras importantes.

Crow Portfolio (Hospitality), Connect Portfolio (Industrial & Logistics) e Move Portfolio (Student Housing) somaram mais de 1.200 milhões de euros no volume total de investimento contabilizado em 2022. No total, as vendas de várias carteiras em 2022 foram responsáveis por 50% do volume total de investimento em 2022 e demonstraram a confiança e o empenho dos investidores no mercado doméstico. Os investidores norte-americanos foram os principais atores em 2022, através da compra de activos nos segmentos Hospitality, Industrial & Logistics e Residential.

Em 2022, os sectores da Hotelaria, Escritórios e Logística destacaram-se, liderando a preferência dos investidores. A Hotelaria, através da venda da Crow Portfolio, registou uma quota de mercado de 37%, seguida de activos de escritório com 21% e logística com 13%. Os chamados segmentos tradicionais, o sector dos escritórios atingiu um total de 710 milhões de euros, um ligeiro decréscimo de 9% em relação a 2021. O ponto alto foi a venda da sede do Novo Banco na Zona Prime CBD ao promotor Merlin Properties, num total de 15.477 m2 pela soma de 112 milhões de euros. Em 2022, foram vendidos outros activos emblemáticos de escritórios, nomeadamente a antiga sede do Banco Popular e o edifício Liberdade 242, sede da Fidelidade, demonstrando o forte desejo dos investidores de ativos essenciais nas zonas prime, ou de imóveis com elevado potencial de reabilitação, correspondendo às actuais exigências da procura, tanto em termos de dimensão, como de especificações técnicas e sustentáveis, visando inquilinos de qualidade e contratos a longo prazo.

Mas o grande destaque pertence ao sector industrial & logístico. Após vários anos de estagnação total tanto no mercado de investimento como no mercado ocupacional, em 2022 este sector foi responsável por um investimento recorde de 567 milhões de euros no total através da venda de carteiras. Dos 15 negócios fechados ao longo do ano, 5 eram portfólios. O ano de 2022 foi também um ano de resultados positivos para segmentos alternativos, que ascendeu a mais de 300 milhões de euros. A venda da Portfolio Move to Round Hill Capital por 200 milhões é a prova de que os segmentos alternativos se tornaram uma peça fundamental no mercado imobiliário português. À medida que este tipo de activos começa a progredir em Portugal e a consolidar a sua posição, atrairá cada vez mais capital internacional de players que queiram alargar a sua carteira a outros mercados geográficos.

O capital transfronteiriço permanece dominante no investimento imobiliário no mercado português, com nacionalidades a alargarem-se ano após ano. Em 2022, para além da operação de Hospitalidade do Crow Portfolio, 38% do investimento internacional foi direccionado para os ativos de escritório e industriais & logísticos.

Em 2022, os investidores norte-americanos foram responsáveis por investir mais de mil milhões de euros. No entanto, este resultado deve-se inteiramente à transacção da Crow Portfolio adquirida pelo americano Davidson Kempner. Se retirarmos esta operação extraordinária da equação, os investidores dos mercados europeus lideram a tabela. Espanha foi responsável por 18% do volume de investimento com a aquisição de ativos no valor aproximado de 600 milhões de euros, seguida pelos investidores franceses, com um valor de investimento ligeiramente superior a 350 milhões de euros.

Os investidores nacionais representam uma quota de mercado de 15%, correspondente ao encerramento de 48 transações e um volume total de investimento de mais de 450 milhões de euros relacionado com a aquisição de activos de escritório e hotelaria, com um investimento médio de 10 milhões de euros. O pool nacional de investidores em 2022 foi liderado por Fundos de Gestão Imobiliária, Bancos, Promotores e também incluiu investidores privados.

As tendências para 2023

Para 2023, o cenário delineado pela actual situação económica deverá continuar durante todo o ano, com o aumento das taxas de juro a fim de equilibrar as taxas de inflação e os elevados custos de construção. Com a Euribor a aumentar as taxas e os spreads de risco de crédito mais elevados, as decisões de investimento a serem tomadas com mais cautela, com uma estratégia mais pronunciada de ‘esperar para ver’. O aumento dos custos de financiamento, afetando os valores de retorno esperados dos investidores, determinará se há espaço para a reprincing dos preços.

Será um ano de maior cautela e pensamento estratégico, altamente influenciado pela evolução da inflação e das taxas de juro. Uma maior diversificação das carteiras pode ser a estratégia adotada pelos investidores que desejem equilibrar o seu grau de exposição, tais como o investimento em segmentos residenciais e alternativos, nomeadamente os de senior living, health care e student housing, uma vez que existe uma falta de oferta existente no mercado. Os activos de escritórios vão sempre permanecer no topo das preferências dos investidores.

As classes de activos que evoluem em torno das tendências demográficas, beneficiarão também de alterações nos perfis geracionais e nos fundamentos do mercado que permanecem relevantes durante um longo período. Por outro lado, temos um mercado ocupacional que bate recordes históricos nos sectores de escritórios e logística, que são apoiados por uma procura que não mostra sinais de enfraquecimento e vai contra as previsões de declínio do mercado ocupacional.

Além disso, uma das principais tendências em 2023 será uma maior preocupação com as questões do ESG e da descarbonização. Portugal tem um parque imobiliário que necessita urgentemente de renovação a fim de se alinhar com os objectivos ambientais estabelecidos para 2030.

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Volume de vendas da Coldwell Banker aumenta 26% em 2022

Com um volume de vendas de 143 M€ em 2022, a rede imobiliária aumentou 26,55% em relação aos 113 M€ verificados no período homólogo

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O volume de vendas da rede imobiliária Coldwell Banker foi, em 2022, de 143 milhões de euros, o que significa um aumento de 26,55% em relação aos 113 milhões verificados no período homólogo.

Com um registo de três casas vendidas por dia em 2022, também neste indicador a imobiliária cresceu 30%. O valor médio de venda da rede a nível nacional foi 511,7 mil euros.

Já o valor médio de venda registado no segmento de luxo, onde também actua através da sua insígnia Coldwell Banker Global Luxury, foi de 1,7 milhões de euros.

As categorias mais vendidas foram os apartamentos (64,3%), as moradias (15,3%), as quintas (7,2%) e os terrenos (5%). Nos apartamentos as tipologias mais vendidas foram o T2 (27,6%), T3 (23,9%), o T1 (12%) e o T4 (9,6%).

Em 2022, a Coldwell Banker foi ainda protagonista da transacção do ano, com o valor mais alto por metro quadrado (m2). Tratou-se da venda de um apartamento para reabilitação, no Chiado, em Lisboa, com o preço por m2 a atingir os 27 mil euros, tendo sido vendido por 7,5 milhões de euros.

Em termos regionais o top 10 dos concelhos com mais transacções registadas foi liderado por Lisboa, Ponta Delgada e Sintra, seguindo-se Cascais, Almada, Porto, Setúbal, Loures, Ribeira Grande e Coimbra.

A nível nacional, a Coldwell Banker conta com 11 agências e tem 200 consultores associados.

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Athena Advisers e JLL transaccionam loja no Porto por 1M€

A transacção, realizada no início deste ano em plena baixa do Porto, resultou da aquisição por parte de um investidor privado estrangeiro de uma loja que tem como ocupante o restaurante Luzzo Pizzaria, instalado em dois pisos de um edifício reabilitado na Rua Mouzinho da Silveira

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O mercado de investimento em imobiliário comercial continua dinâmico e, além dos investidores institucionais, há cada vez mais privados a aplicar o seu capital em activos de rendimento. É o caso da transacção realizada no início deste ano em plena baixa do Porto, através da qual um investidor privado estrangeiro adquiriu por um milhão de euros uma loja que tem como ocupante o restaurante Luzzo Pizzaria, instalado em dois pisos de um edifício reabilitado na Rua Mouzinho da Silveira.

A transacção foi concretizada pela consultora internacional Athena Advisers, que actuou em nome do comprador no seu primeiro negócio no sector comercial em Portugal, e a JLL que representou o vendedor, também um investidor privado.

O espaço comercial ocupa uma área de 171 m² e está arrendado desde 2018, com um contrato de longo-termo, à Luzzo Pizzaria, uma cadeia nacional de restauração que opera em regime de franchising e conta já com 27 restaurantes em todo o país.

“Esta aquisição foi realizada por um cliente que já tínhamos acompanhado na compra de casa em Lisboa e que agora investiu connosco num activo comercial”, conta David Moura-George, director geral da Athena Advisers em Portugal. “É mais um exemplo que vem dar força a uma tendência que denotamos há algum tempo e que se prende com o facto de que, os estrangeiros que compram habitação no nosso país acabam por diversificar o seu portefólio, investindo em produtos do sector comercial. Isso será cada vez mais recorrente e, nos próximos tempos, os investidores brasileiros irão destacar-se neste tipo de investimento devido à insegurança no seu país e à instabilidade politica. Além disso, cada vez que estes compradores diversificam os seus negócios, fazem-no com tickets cada vez mais elevados, que em alguns casos podem chegar aos 30 milhões de euros”, defende David Moura-George.

De acordo com Salvador Leite Castro, head of Private Wealth Investment, Capital Markets JLL, “Esta transacção é um sinal claro de que o Porto está no radar dos investidores e que o imobiliário comercial continua a ser procurado numa estratégia de diversificação de capitais.”

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Famalicão lança Oferta Pública de Aquisição de 79 imóveis

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai lançar um procedimento de Oferta Pública de Aquisição, no valor de 10.5 milhões de euros, para a aquisição de 79 imóveis destinados a arrendamento no âmbito do Programa 1.º Direito

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A autarquia liderada por Mário Passos agiliza assim o arranque da execução do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação celebrado em parceria com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e que, no total, canaliza 62 milhões para a melhoria das condições de habitabilidade de mais de 800 agregados familiares do concelho.
A Oferta Pública lançada pela autarquia famalicense prevê assim a aquisição de 9 fogos habitacionais já edificados (4 de tipologia T2 e 5 de tipologia T3), em boas condições de conservação e prontos a habitar, sem necessidade prévia de realização de obras de reabilitação, e de 70 fogos a construir ou em construção (8 habitações T1, 21 de tipologia T2, 35 T3 e 6 de tipologia T4). Todos os fogos serão destinados aos beneficiários do Programa 1.º Direito/Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para o presidente da Câmara Municipal, a habitação é actualmente um dos grandes desafios do concelho e do país. “Este é um problema estrutural que merece uma resposta sólida e forte da nossa parte e esta Oferta Pública de Aquisição é um pequeno grande passo que estamos a dar nesse sentido. O nosso parque habitacional é insuficiente para a procura, o valor do arrendamento e de compra é muito alto e nós sabemos que isto tem sido um entrave para muitas pessoas, sobretudo para os jovens que não conseguem concretizar os seus projectos de vida”, disse Mário Passos.

De acordo com o edital, para efeitos de determinação do preço a pagar pela aquisição dos fogos propostos, o Município considerará o produto das respectivas áreas brutas previstas pelo último valor mediano das vendas por metro quadrado de alojamentos familiares novos, por concelho, divulgado pelo INE. Podem apresentar propostas de venda de fogos as pessoas singulares ou colectivas, de direito público ou privado.

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Proptech reforçam em 2023

A indústria proptech está a crescer e alterou significativamente todo o mercado imobiliário. Portugal não escapa à tendência. Uma análise do Statista posiciona o mercado nacional entre os que mais investimento imobiliário movimentou através de proptech

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O sector imobiliário testemunhou uma considerável transformação digital durante o ano de 2022. O primeiro ano da pandemia obrigou o sector a acelerar este processo e, desde então, a transição para um modelo 100% digital tem sido privilegiada todos os anos.

Neste contexto de digitalização, as proptechs tornaram-se um elemento essencial para qualquer actividade imobiliária. A compra e venda de casas, o aluguer, a sustentabilidade dos processos, a digitalização de edifícios e cidades e a segurança das casas requerem mais e melhor tecnologia para continuar a avançar.

Factores como a inflação, o aumento do custo energético e a falta de abastecimento devido à guerra na Ucrânia tornaram evidente alguma instabilidade no sector nos últimos meses. Apesar disso, os capitalistas de risco têm consciência que o momento actual é indicado para investir em proptechs.

Segundo uma análise do Statista, Portugal apresentou um volume de investimento de 164.2 milhões de USD, desde 2010 até ao 1º trimestre de 2022, através de proptechs, posicionando o mercado nacional em sexto lugar no ranking europeu.

A indústria proptech está a crescer e alterou significativamente todo o mercado imobiliário. A pandemia foi crucial nesta transformação, acelerando estes avanços tecnológicos, num sector que tradicionalmente era lento para se adaptar à tecnologia. As empresas proptech emergiram como verdadeiras transformadoras deste Marketplace e as novas plataformas tecnológicas agregadoras de valor trouxeram inovação ao mercado imobiliário, transparência, melhor ocupação e melhor comunicação entre todos os players do sector.

“Existem grandes oportunidades de digitalização no sector imobiliário e isto representa uma oportunidade de crescimento que precisamos de aproveitar”, diz Ana Villanueva, Co-Fundadora e CEO Iberia Tiko. A proptech espanhola tem escritórios em Madrid, Barcelona, Valência, Bilbau, Málaga, Sevilha, Zaragoza, Lisboa, Setúbal e Porto. Com um ambicioso plano de expansão para a Europa, o seu modelo baseia-se na aplicação de tecnologia ao sector imobiliário na apara que a compra e venda de casas. Em 2022 o iBuyer Tiko conseguiu alcançar um GMV (valor de todas as suas transacções e negócios) de 250 milhões de euros em 2022. Este ano tem sido um ponto de viragem para a empresa, que consolidou a sua posição com um crescimento anual de 230%.

“Vivemos numa época em que a tecnologia nos permite ser mais eficientes, mais rentáveis e mais sustentáveis. Como empresas de proptech, temos ao nosso alcance todas as ferramentas necessárias para melhor compreender as pessoas e, assim, poder oferecer aos utilizadores o melhor serviço”, refere a CEO da Tiko Iberia.

Ana Villanueva afirma que ainda há um longo caminho a percorrer e muito terreno para que estas empresas cresçam e continuem a revolucionar este sector. “Estamos certos de que este ano será decisivo para o sector imobiliário e a tecnologia será a principal protagonista”, conclui.

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Governo cria novo regime para o cadastro predial

O Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que cria o novo regime jurídico do cadastro predial. Este regime permitirá incrementar o conhecimento e cobertura sobre a propriedade do solo. Actualmente apenas 30% do território nacional tem cadastro predial

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O Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que cria o novo regime jurídico do cadastro predial, que define os princípios e as regras a que deve obedecer a actividade de cadastro predial, e que estabelece o Sistema Nacional de Informação Cadastral e a Carta Cadastral como registo único e universal de prédios em regime de cadastro predial, com vista à simplificação, agilização, desmaterialização e modernização dos respectivos procedimentos, aumentado assim, significativamente, o número de prédios cadastrados

Este regime, que altera o anterior em vigor desde 1995, permitirá incrementar o conhecimento e cobertura sobre a propriedade do solo. Trata-se de uma alteração legislativa relevante, uma vez que actualmente apenas 30% do território nacional tem cadastro predial.

O novo regime concretiza a possibilidade de juntar a informação que existe no cadastro com a que está na Autoridade Tributária e no registo predial do IRN, permitindo a interoperabilidade de dados entre estas entidades.

Por outro lado, o diploma promove a descentralização e a partilha de competências, deixando a Direcção-Geral do Território de ter a exclusividade na promoção das operações de cadastro, que passam a poder ser efectuadas nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e noutras entidades da Administração Pública, como as autarquias locais.

O Decreto-Lei aprovado assume o Balcão Único do Prédio (BUPi) como plataforma de interface com o cidadão em matéria de cadastro predial e plataforma integrada de comunicação entre as bases de dados e aplicações de entidades da Administração Pública.

O novo regime integra uma das metas da Reforma «Reorganização do sistema de cadastro da propriedade rústica e do Sistema de Monitorização de Ocupação do Solo (SMOS)», inscrita na componente «C8 – Florestas», do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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