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Portugal terá mais 1M de idosos em 2050 e precisará de mais 55 mil camas

Estudo desenvolvido pela CBRE analisa o sector dos cuidados de saúde e residências seniores em Portugal. O investimento em activos de saúde e residências seniores é ainda reduzido, mas deverá aumentar à medida que são desenvolvidos novos projectos

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De acordo com o estudo ‘Building a healthier and more thriving future’, divulgado pela consultora imobiliária CBRE, mais de um terço da população residente em Portugal em 2050 será sénior, o que equivale a um total de 3,3 milhões de pessoas (mais 1 milhão que os actuais 2,3), pelo que serão necessárias mais 55 mil camas em residências seniores, metade do que existe actualmente.

Esta é uma das principais conclusões do estudo desenvolvido pelo departamento de Research da CBRE, que analisa o sector dos cuidados de saúde e residências seniores em Portugal, destacando a atractividade destes activos para operadores e investidores.

O potencial de crescimento da procura é elevado

Portugal é actualmente o terceiro país na Europa com um maior peso de população idosa (+ 65 anos) e em 2050 será o primeiro. Consequentemente, o índice de dependência está previsto quase duplicar nos próximos 30 anos, tornando-se em 2050 o mais elevado na Europa, com uma estimativa de 63 idosos para cada 100 pessoas em idade activa.

Apesar de ser dos países com maior esperança média de vida na Europa, é também onde o número médio de anos de vida sénior saudável é menor.
O elevado preço das residências seniores tem sido um dos entraves ao crescimento da oferta, mas a população está mais consciente e começa a criar complementos à reforma

O valor de uma estadia numa residência privada é elevado para o rendimento médio dos portugueses, pois inclui elevados custos de pessoal associados a um acompanhamento 24 horas e a serviços médicos, tornando-se um dos principais obstáculos ao crescimento da oferta em Portugal.

Os preços em residências privadas variam consideravelmente consoante o grau de dependência do residente, cuidados médicos necessários e serviços adicionais (como actividades de lazer, cabeleireiro, etc.). O preço base médio numa residência privada com uma gestão profissionalizada é de aproximadamente 1.200 euros, o que representa um custo muito elevado face ao valor médio das pensões de reforma, que é de 5.811 euros/ano, ou seja, 484,25 euros/ mês, em Portugal, atingindo um valor máximo de 771,25 euros/mês em Oeiras.

Contudo, a população portuguesa, nomeadamente da classe média, está hoje mais consciente deste problema e utiliza soluções particulares de poupança, incluindo o esforço de aquisição de casa, cujo valor poderá ser monetizado ou rentabilizado na velhice para suportar o pagamento dos cuidados necessários na idade maior. Importa lembrar que em Portugal 75% das casas são propriedade do próprio ocupante e a venda ou o arrendamento da mesma permitirá complementar o valor da reforma.

Por outro lado, diversos factores como a segurança, o clima e os incentivos fiscais têm contribuído para a atracção de estrangeiros reformados para Portugal, os quais, de um modo geral, têm um valor de reformas muito superiores aos dos portugueses. O aumento de estrangeiros a viver em Portugal tenderá a reflectir-se num acréscimo da oferta de residências sénior de maior qualidade e com uma maior oferta de equipamentos e serviços.

A oferta residencial destinada à população sénior é ainda escassa e pouco qualificada. No entanto, estão a surgir novos operadores com ambiciosos planos de crescimento

Em Portugal, a oferta de alojamento para a população sénior integra as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e é complementada pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e por algumas residências para idosos independentes.

Existem actualmente cerca de 100.500 camas em ERPI, das quais apenas 23% pertencem a entidades privadas com fins lucrativos. Acrescem pouco mais de 10 mil camas na RNCCI, mais de metade geridas por Misericórdias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a oferta de camas em residências para seniores deve corresponder a 5% da população idosa. Deste modo, Portugal está actualmente com um défice de 4.500 camas e até 2050, deveriam ser criadas pelo menos mais 55.000, ou seja, metade do que existe actualmente. Tendo em conta a previsão de população acima dos 80 anos, a CBRE considera que as necessidades poderão ser muito superiores.

Para cumprir este objectivo, será necessária uma maior participação do sector privado. Diversos operadores de residências para seniores estrangeiros entraram recentemente em Portugal e têm já residências em funcionamento ou em projecto, como a Opera, a Domus Vi, a Domitys e a Clece; juntando-se a operadores portugueses como a UHub, a Amera, a BF, entre outras, também a expandir neste sector.

A CBRE tem conhecimento de mais de 20 projectos em construção ou em fase de licenciamento, compreendendo uma capacidade superior a 1.500 camas. Dada a escassez de oferta, prevê-se que possam surgir mais.

Investimento em Portugal é ainda reduzido, mas deverá aumentar à medida que são desenvolvidos novos projectos
O investimento em activos de saúde e residências seniores tem verificado um crescimento expressivo em muitos países europeus. Em Portugal, há poucas evidências de transacções realizadas sobre imóveis já a gerar rendimento, destacando-se algumas aquisições por parte do fundo francês Pierval Santé e a compra do Expo Living (que integra a Residência Montepio Parque das Nações) por parte da Square Asset Management.

No entanto, a CBRE acredita que o desenvolvimento de novos projectos e a entrada e expansão de diversos operadores irá impulsionar o investimento nesta classe de activos nos próximos anos, nomeadamente através de contratos de projectos e forward finance, onde o investidor acorda a aquisição do imóvel antes do mesmo se encontrar concluído.

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Construção

Portal da Construção Sustentável: Novo apoio à eficiência energética é “passo de gigante, mas para trás” 

Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis conta com nova categoria e reforço de15 M€. Contudo, “o recurso a materiais convencionais provenientes do petróleo”, quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”

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Portugal, recorrendo ao PRR e através do Fundo Ambiental, acaba de reforçar o Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, em 15 milhões de euros, incluindo uma nova categoria que visa a melhoria da eficiência energética e ambiental dos edifícios, recorrendo a materiais convencionais para isolamento.

Uma decisão que não foi bem recebida pelo Portal da Construção Sustentável (PCS), já que recorrer a materiais “convencionais para isolamento” quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”. Aline Guerreiro, CEO do PCS, considera que “este é um passo de gigante, mas para trás, na imperativa corrida a um desenvolvimento mais sustentável”.

Sendo o ambiente construído um dos mais poluentes, desde a extracção de matérias-primas até ao fim de vida útil de um edifício, o que significa mais de 40% das emissões, mais de 50% de resíduos, o consumo de cerca de 60% de recursos naturais e mais de 40% de energia, no mundo, “a forma de tornar os edifícios mais sustentáveis é começar pelo início, ou seja, pelas matérias-primas, que têm de deixar de ser provenientes do petróleo”, afirma a responsável pelo PCS.

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“Todo o material proveniente deste combustível fóssil já poluiu o bastante. Não esquecer que o CO2 liberado durante a queima de petróleo é o principal responsável pelo aquecimento global. O dióxido de enxofre, um dos poluentes também libertados na mesma combustão, é a causa principal da chuva ácida”.

A construção deve, por isso, optar por pré-fabricados, na medida em que esta opção pode representar uma poupança de 80% de energia, já que a eficiência energética não se refere apenas ao funcionamento de um edifício, mas também ao uso e aplicação de recursos materiais. “Os materiais convencionais e as técnicas tradicionais de construção são grandes consumidores de energia e geram resíduos sólidos que, na maioria das vezes, não são reciclados, como por exemplo, os materiais plásticos ou derivados de combustíveis fósseis. Construções modulares podem reduzir a produção de resíduos até 90%, (Waste & Resources Action Program) já que são realizadas em ambiente controlado”.

Isolar convenientemente os edifícios é outro aspecto fundamental e, também aqui, o tipo de isolamento escolhido deve ser tido em conta. “Os isolamentos devem ser naturais e não provenientes de petróleo, por todas as razões já descritas. No nosso País já temos produção e bons aplicadores de outro tipo de isolamento que não os combustíveis fósseis, como por exemplo, as lãs e a cortiça. Isolar um edifício diz também respeito às caixilharias: optar sempre por materiais duráveis e, mais uma vez, não provenientes de petróleo. Estes, aplicados a caixilharias tendem a deteriorarem-se, a alterarem a sua forma com o tempo sendo, mais uma vez, altamente poluidores”.

“Construir para desconstruir é o novo mote para uma construção mais sustentável. Se ao invés de aplicarmos colas e outros aglutinantes que dificultam a reciclagem e reutilização de materiais e optarmos por sistemas mecânicos de encaixe, estaremos a possibilitar novas vidas aos materiais quando o edifício atingir o seu fim de vida. É por isso que os projectos devem conter também as “instruções” de desconstrução”.

No mesmo sentido, “o edifício deve, no final da sua vida útil, ser desconstruído selectivamente”. Utilizando aqui, também, a regra do 3R’s – reduzir, reutilizar, reciclar – “todos os materiais devem ser separados por tipologias, os aptos a serem reutilizados e os aptos a serem reciclados. Só uma ínfima parte, senão nenhuma, deve ser considerada para aterro”.

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OA propõe reflexão sobre projectos apresentados no âmbito da New European Bauhaus

Iniciativa NEB.OA – conferência e mesa-redonda online, irá decorrer dia 7 de Dezembro, entre as 14h30 e as 18 horas, e pode ser acompanhada no canal de Youtube da Ordem

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A Ordem dos Arquitectos propõe uma reflexão sobre a New European Bauhaus (NEB), no seguimento do Colóquio que organizou no último dia 8 de Junho na Fundação Calouste Gulbenkian, From Our House to the New House, no âmbito das Conferências Europeias de Políticas de Arquitetura (CEPA). Neste sentido, irá decorrer dia 7 de Dezembro, a NEB.OA (New European Bauhaus – Ordem dos Arquitectos) – conferência e mesa-redonda online, entre as 14h30 e as 18 horas.

O programa consiste, para lá de um enquadramento inicial, em duas sessões de exposição de ideias e projectos inspirados no espírito da NEB, concluindo com uma mesa-redonda com os participantes da open call lançada pela OA e com a participação pública de quem assista à conferência.

A primeira sessão consiste na exposição de trabalhos distinguidos pelos prémios New European Bauhaus e New European Bauhaus Rising Stars. Na segunda sessão, os arquitectos que responderam à open call darão a conhecer os seus projectos que articulam, de maneira inovadora, a sustentabilidade, a estética e a inclusividade.

A conferência pode ser acompanhada pelo canal de Youtube da Ordem dos Arquitectos.

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Grupo Onires investe 20M€ na reabilitação do edifício Carvalhal

Edifício no centro histórico de Braga terá um total de 60 apartamentos e 10 fracções para comércio e serviços. Atelier Carvalho Araújo e Big Arquitetura assinam o projecto

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O Grupo Onires, através da sua participada OniRodrigues, acaba de confirmar um importante investimento imobiliário no centro histórico da cidade de Braga. A implantação do edifício Carvalhal engloba terrenos com frente para o Campo da Vinha, para a rua do Carvalhal e para o caminho pedonal que liga o Campo da Vinha ao largo de S. Francisco, num traçado próximo daquele que percorre o túnel que por aí passa no subsolo.

O projecto urbanístico “permitirá consolidar a actual malha urbana na zona do Campo da Vinha, reforçando a oferta habitacional no coração da cidade, bem como a oferta ao nível do comércio e serviços, potenciando a revitalização e o rejuvenescimento do centro histórico”, refere a promotora.

Com assinatura do atelier Carvalho Araújo e Big Arquitetura e especialidades a cargo da BO Associados, o edifício Carvalhal representa um investimento de 20 milhões de euros, e  permitirá, na fase de construção, criar cerca de 400 empregos directos, terá um total de 60 apartamentos habitacionais com lugares de estacionamento e 10 fracções destinadas a comércio e serviços. As obras já tiveram início.

De acordo com João Rodrigues Serino, administrador do Grupo Onires, “esta é, em valor de investimento financeiro e em potencial gerador de emprego, a maior obra de sempre ao nível da reabilitação urbana da cidade de Braga. O edifício Carvalhal, cujo projecto contempla a regeneração e a requalificação do espaço público envolvente, é uma aposta da OniRodrigues e acreditamos que se tornará numa referência da arquitectura Bracarense, será um verdadeiro ícone da cidade. Esta obra constitui uma mais-valia que proporcionará a Braga, uma cidade cada vez mais cosmopolita, a fixar locais e não locais e que está perfeitamente alinhada com o conceito de viver no centro histórico. Depois desta terrível pandemia que paralisou a economia e levou muitos ao desemprego, este é o projecto certo para assinalar o arranque de uma nova fase, com confiança no futuro”, conclui.

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Cowork: IDEA Spaces avança com quarto espaço junto ao El Corte Ingles

Até 2022 a rede de espaços de cowork pretende “duplicar” os espaços físicos, incluindo fora de Lisboa. Outro dos objectivos passa por gerar mais de 1 M€ de transacções entre os seus membros em 2022 e “globalizar” a sua comunidade de empreendedores

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A rede de espaços de cowork IDEA Spaces superou a previsão de resultados para 2021, com ocupação média superior a 95% desde Setembro e recuperou a facturação pré-pandemia, avançou a empresa. Com três espaços físicos localizados em Lisboa, um dos quais, “o mais recente e o maior”, o IDEA Spaces Saldanha, abriu em 2020, durante a pandemia, a empresa pretende  “duplicar”, até 2022, os espaços físicos, incluindo uma nova localização fora de Lisboa”. Ao CONSTRUIR, a empresa confirmou que a quarta localização IDEA Spaces ”será junto ao El Corte Ingles, num espaço com cerca de 5 mil m2, com rooftop”.

A rede de espaços de cowork tem sido a escolha de digital nómadas e PMEs, mas também de grandes empresas nacionais e internacionais, como a Bolt, Emma Sleep, Betclic, Lockwood, mostrando-se um aliado para a captação de investimento estrangeiro em território nacional. Para fortalecer esse papel, outro dos seus objectivos passa por gerar mais de 1 milhão de euros de transacções entre os seus membros em 2022 e “globalizar” a sua comunidade de empreendedores, indo muito além dos seus espaços físicos através de uma estratégia de expansão assente na sua Mobile App.

“Os últimos dois anos têm sido extremamente desafiantes, mas os que estão por vir não serão menos. Em 2022 o IDEA Spaces tem planos para duplicar o número de localizações, lançar-se numa nova cidade e desenvolver novas layers de negócio que nos permitam aumentar a facturação em 40%; tudo isto sem perdermos o foco na satisfação e retenção da nossa comunidade”, refere João Carlos Simões, CEO do IDEA Spaces. “Mais do que espaços de cowork, continuaremos a ser sobretudo uma comunidade; também entre os nossos objectivos está a conquista anual de um índice de satisfação acima dos 4.6 (em 5) e alcançar uma retenção média de três anos em 2024”, acrescenta.

Íris Matos, Rui Jorge e Vanessa Nunes são os nomes que agora integram a direcção e os cargos C-Suite da rede de espaços de cowork IDEA Spaces, juntando-se aos já membros da direcção e sócios: Diogo Fabiana, João Carlos Simões e Sónia Freches.

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Allianz: crescimento robusto e os riscos de uma “nova era” pós-Covid para a Construção

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos da Construção no pós-Covid, explora as tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector

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À actual escassez de materiais e mão de obra qualificada somam-se aos desafios de longo prazo em torno de novos projectos e métodos de construção orientados por sustentabilidade e estratégias de emissão zero. A análise da AGCS sobre os 11 bilhões de euros em sinistros de construção e engenharia, registados ao longo de cinco anos identifica as principais causas de perda por valor: incêndio e explosão (26%), projecto defeituoso / mão de obra ineficaz (20%) e riscos naturais (20%). Mas neste mundo em rápida mudança as empresas de construção precisam ter em atenção também a sua resiliência cibernética e a protecção do edificado contra enchentes e outros eventos extremos causados pelas mudanças climáticas e que são cada vez mais frequentes.

O mercado de construção global está a ser marcado para um período de forte crescimento no pós-Covid-19, impulsionado por gastos governamentais em infraestrutura e pela transição para emissão zero. No entanto, a mudança para edifícios e infraestruturas mais sustentáveis, a melhoria das instalações de energia limpa e a adopção de métodos de construção modernos a transformarão o cenário de risco. Esses desafios somam-se a outros, como sejam cadeias de abastecimento já afectadas, escassez de materiais e mão de obra e ao aumento dos custos, que há anos apresentam um cenário de margens apertadas para o sector mas que se agravam.

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos de Construção pós-Covid, explora tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector. “A Covid-19 trouxe uma nova era para a indústria da construção”, afirma Yann Dreyer, Líder do Grupo de Prática Global para Construção na equipe global de Energia e Construção da AGCS. “Os projectos continuaram durante a pandemia e espera-se um crescimento no sector, mas o ambiente geral mudou fundamentalmente. A indústria enfrenta novos desafios em torno da volatilidade da cadeia de abastecimento e do aumento dos custos de materiais, escassez de mão de obra qualificada e maior foco na sustentabilidade. Além disso, a implantação acelerada de estratégias de corte de custos, novas tecnologias e projectos podem resultar na aceleração de riscos para empresas deste mercado e também para seguradoras. O monitoramento contínuo de riscos e os controles de gestão serão importantes no futuro. A AGCS está comprometida com a indústria da construção como um sector-alvo chave para nossas iniciativas de crescimento”, sublinha o responsável.

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A forte perspectiva de crescimento para o sector é baseada em uma série de factores, como o aumento da população em mercados emergentes e investimentos significativos em formas alternativas de energia, como eólica, solar e hidrogénio, bem como em sistemas de armazenamento e transmissão. A mudança para o transporte eléctrico exigirá investimentos em novas fábricas de baterias e infraestrutura de carregamento. Não se espera somente que os edifícios melhorem sua pegada de carbono, mas também apresentem melhores defesas costeiras e contra enchentes, além de sistemas de esgoto e de drenagem mais eficientes, especialmente em regiões expostas a catástrofes decorrentes dos eventos climáticos extremos mais frequentes. Ao mesmo tempo, muitos países projectam grandes investimentos públicos em projectos de infraestrutura para estimular a actividade económica após a crise pandémica e conduzir a transição para o baixo carbono. Nos Estados Unidos, um pacote de investimento de mais de 1 trilhão de dólares em infraestrutura foi anunciado, contemplando desde pontes e estradas até a banda larga nacional, passando por sistemas de água e energia. Ao mesmo tempo, o país anunciou planos para investir em uma série de grandes projectos em todo o mundo no próximo ano em resposta ao ambicioso Belt And Road Initiative, que pode se estender do Leste Asiático à Europa. Espera-se que quatro países – China, Índia, Estados Unidos e Indonésia respondam por quase 60% do total de crescimento na construção ao longo da próxima década.


O lado negativo do boom da construção

O boom esperado traz benefícios, ao mesmo tempo que surgem desafios específicos. No médio prazo, são esperados aumentos repentinos na procura que podem colocar as cadeias de abastecimento sob pressão adicional e exacerbar a escassez existente de materiais e mão de obra qualificada, excedendo tanto os prazos como os custos de construção. Além disso, muitos actores no sector podem precisar acelerar a implementação de medidas de eficiência e controle de custos, se as margens de lucro tiverem sido impactadas pela Covid-19, o que muitas vezes pode prejudicar os níveis de qualidade e manutenção e aumentar a susceptibilidade a erros. A análise da AGCS mostra que defeitos de projecto e mão de obra ineficaz são uma das principais causas de perdas de construção e engenharia, respondendo por cerca de 20% do valor de quase 30.000 sinistros da indústria examinados entre 2016 e o final de 2020.

A sustentabilidade e o foco em zero emissões influenciarão fortemente o cenário de risco tradicional no sector de construção. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os edifícios e a indústria da construção são responsáveis por 38% de todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas com a energia. Para reduzi-las, as edificações existentes precisarão ser reabilitadas. Além disso, novos materiais e métodos de construção precisarão ser introduzidos no mercado em períodos de tempo relativamente curtos, o que aumentará o risco de defeitos ou acidentes. Por exemplo, como um material sustentável e de baixo custo, o uso de madeira na construção tem aumentado nos últimos anos. No entanto, isso tem implicações para riscos de danos por fogo e água. A análise de sinistros da AGCS mostra que os incidentes de incêndio e explosão já representam mais de um quarto (26%) do valor dos sinistros de construção e engenharia nos últimos cinco anos – a causa de perda mais cara.

Os dois lados da construção modular

Em última análise, a construção moderna e os métodos de produção têm o potencial de transformar radicalmente o mercado, transferindo mais riscos para fora do local e incorporando um maior uso de tecnologia. A construção modular, em particular, fornece muitas vantagens como gestão de qualidade controlada factory-based, menos desperdício na construção, um cronograma diminuído pela metade em comparação com os métodos tradicionais e menos disrupção no ambiente circundante. No entanto, também levanta preocupações de risco sobre cenários de perda repetitiva. “Há um risco maior de perdas em série com métodos modulares e pré-fabricados, pois a mesma peça pode ser usada em vários projectos antes que uma falha seja descoberta”, explica Daussin.

A escassez de mão de obra qualificada na indústria da construção provavelmente aumentará a tendência para a fabricação e automação. Ao mesmo tempo, a digitalização da construção cria exposições cibernéticas contra as quais as empresas de engenharia e construção precisam fortalecer suas defesas. Hoje, as inúmeras partes envolvidas num estaleiro de obras estão interconectadas por meio de várias plataformas de TI partilhadas, o que aumenta sua vulnerabilidade. Os riscos cibernéticos podem variar de tentativas maliciosas de obter acesso a dados confidenciais, a interrupção do controle do local do projecto e roubo associado, a interrupção da cadeia de abastecimento, a potencial corrupção dos dados de concepção do projecto, resultando em atrasos e, em última instância, em risco de reputação para as partes envolvidas.

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TPF Consultores lidera consórcio para Porto guineense de Buba

O porto de Buba será a maior obra de engenharia civil na Guiné-Bissau, terá 18 metros de profundidade e permitirá o escoamento de bauxite de Boé, no leste do país, e a atracagem, em simultâneo, de três navios de até 70 mil toneladas

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Foi assinado o contrato relativo aos estudos e projectos para a construção do Porto Comercial e Mineiro de Buba e sua Concessão, na Guiné Bissau. O estudo a cargo do consórcio luso-brasileiro, liderado pela portuguesa TPF Consultores, visa os aspectos técnicos, económicos, financeiros e ambientais do Porto de Buba, e insere-se no quadro do desenvolvimento do país.

O evento realizou-se em Bissau, e contou com a presença de Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Républica da Guiné-Bissau, personalidades do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), entidade financiadora, e membros da equipa do consórcio luso-brasileiro.

A instabilidade política que o país viveu tem atrasado o arranque do projecto, o qual contou, em 2019, com a financiamento de 1,77 milhões de euros, do BAD. O estudo de viabilidade económica do projecto deverá durar 10 meses.

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Se for construído, o porto de Buba será a maior obra de engenharia civil na Guiné-Bissau, terá 18 metros de profundidade e permitirá o escoamento de bauxite de Boé, no leste do país, e ainda a atracagem, em simultâneo, de três navios de até 70 mil toneladas.

Actualmente, o porto de atracagem de navios comerciais da Guiné-Bissau é o porto comercial de Bissau, com capacidade para receber navios de até 10 toneladas.

Umaro Sissoco Embaló acredita que a construção do novo porto irá potenciar um novo desenho da geografia económica do país com a criação de caminhos-de-ferro, estradas e um novo polo de desenvolvimento.

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Grupo Legendre obtém um financiamento de 150M€

O refinanciamento irá permitir ao Grupo prosseguir com a sua estratégia de desenvolvimento e de estruturação das actividades em França e nos mercados onde está presente e onde se inclui Portugal

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O grupo francês Legendre concluiu, com sucesso, a criação de um novo empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, bem como um empréstimo participativo de recuperação de 35 milhões de euros, destinados a refinanciar uma parte da sua dívida e a financiar os seus projectos de desenvolvimento em França e no estrangeiro. O grupo foi acompanhado e aconselhado nesta operação pela Hottinguer Corporate Finance.

“Estes diferentes financiamentos, que totalizam 150 milhões de euros, permitem aumentar significativamente os recursos do grupo para apoiar o seu desenvolvimento futuro, nomeadamente no sector imobiliário. Também oferecem mais flexibilidade para o seu funcionamento no dia a dia, tendo em consideração as especificidades associadas à diversidade das suas actividades, designadamente na construção (construção nova, reabilitação, construção civil, etc.), no sector Imobiliário (promoção imobiliária, exploração, hotelaria e gestão de activos) e energia (produção de energias renováveis e manutenção)”, refere comunicado do grupo.

“O resultado deste refinanciamento irá permitir-nos prosseguir a nossa estratégia de desenvolvimento e de estruturação das nossas actividades. O grupo regista um crescimento contínuo e esta operação irá permitir-nos acelerar a concretização das nossas novas ambições, reforçando, em simultâneo, a nossa liquidez”, comenta Grégoire Charmetant, director Administrativo e Financeiro do Grupo.

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O empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, 50 % maior do que o implementado em 2019, traduz-se numa expansão do consórcio bancário. Uma prestação específica de 8 anos foi subscrita na íntegra por um investidor privado: La Banque Postale Asset Management. Quanto ao empréstimo participativo de recuperação (35 milhões de euros), este foi criado pelos três coordenadores do empréstimo sindicado: Arkéa, Crédit Agricole Mutuel de Ille-et-Vilaine e LCL, com o apoio do BNPP AM e do Eiffel Investment Group.

A empresa familiar de Rennes, conta com mais de 2200 colaboradores e 770 milhões de euros de volume de negócios em 2021. Actualmente, o grupo centra a sua actividade em França e noutros países europeus, entre eles Portugal. O primeiro projecto no território nacional está localizado a norte: o Antas Build, simultaneamente em regime de co-promoção e co-construção. O edifício de sete andares de uso misto, localizado nas Antas, no Porto, compreende 93 unidades habitacionais, t1 e t3, espaços comerciais no rés-do-chão bem como 2 níveis de cave. Já este ano o grupo anunciou o lançamento do projecto residencial Parque Atlântico, em co-desenvolvimento com o atelier de arquitectura Arqsize e localizado no concelho de Cascais.

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Verdelago Resort antecipa segunda fase [c/galeria de imagens]

Apenas quatro meses depois do lançamento comercial do empreendimento, 80% das primeiras 102 unidades residenciais turísticas estão vendidas ou reservadas, obrigando a acelerar o projecto localizado no sotavente algarvio

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Localizado entre Altura e a Praia Verde, no Concelho de Castro Marim, o Verde Lago Resort assume-se como um resort de natureza e de luxo, inserido numa área de 85 hectares, onde o índice de construção é de apenas 8.7%. “A sua localização extraordinária, a forte aposta na sustentabilidade, o facto de privilegiarmos a natureza ao estarmos inseridos numa propriedade com mais de 85 hectares de enorme biodiversidade e com um índice de construção de apenas 8,7% e as características únicas de arquitectura sustentável fazem deste projecto um caso único no mercado”, refere Paulo Monteiro, director-geral do Verdelago Resort.

Acresce o facto de estar a 500 metros da praia e ter uma frente de mar de mais de um quilómetro de extensão. Factores que ajudam a explicar que apenas quatro meses depois do lançamento comercial do empreendimento, 80% das primeiras 102 unidades residenciais turísticas estão vendidas ou reservadas (1ª e 2ª fases). “A primeira fase de construção foi iniciada no final de 2020 e é constituída por um conjunto de unidades de alojamento exclusivo, onde se incluem 57 unidades residenciais turísticas que estarão concluídas para entrega já em 2022, dividindo-se em 24 apartamentos (T1, T2 e T3), 26 townhouses (V2 e V3) e 7 villas (V4 +1). 45 novas unidades, que estarão prontas antes do Verão de 2023, viram o seu início de comercialização antecipado face à enorme procura registada na 1ª fase do resort. Este novo lançamento procurou dar resposta à lista de espera de dezenas de interessados para a realização de visitas e novas reservas que tiveram acesso privilegiado aos 29 apartamentos (T1, T2 e T3) e 16 Townhouses(V3), que compõem a 2ª fase de comercialização”, refere o empreendimento em comunicado. Os preços situam-se, neste momento, a partir dos 500 mil euros para os apartamentos, 820 mil euros para as townhouses e 1,750 milhões de euros para as villas, que voltarão a estar disponíveis numa fase posterior do projecto.
O investimento, estimado na ordem dos 270 milhões de euros, é o maior alguma vez realizado nesta zona do Algarve. No total, o Verdelago Resort terá 340 unidades residenciais turísticas e um hotel de cinco estrelas com 197 quartos.

As tipologias mais exclusivas, com maiores áreas interiores e exteriores e também mais caras são aquelas que registam maior procura nesta fase, como é o caso dos apartamentos T3 (esgotados) com preços a partir de 920 mil de euros e das townhouses V3, (mais de metade vendidas ou reservadas) com preços a partir de 820 mil euros. E os portugueses são os principais compradores. “Os portugueses rapidamente se deram conta deste produto e rapidamente perceberam que era uma oportunidade também rara, não só para investimento, como solução para uma segunda casa junto ao mar”, refere o responsável. Para além dos portugueses outras nacionalidades, como holandeses, franceses e ingleses se têm interessado e adquiriram as suas fracções na 2ª fase de vendas do Verdelago. “Notamos que os clientes, nacionais ou estrangeiros, procuram a envolvência da natureza, áreas generosas, espaços facilmente adaptáveis a uma eventual necessidade de teletrabalho e à possibilidade de passarem longas temporadas afastados das grandes cidades, num novo paradigma de turismo residencial acentuado pelo contexto pandémico”, sublinha Paulo Monteiro. “As pessoas que nos procuram valorizam também a rentabilidade que este projecto oferece, uma vez que asseguramos taxas garantidas de até 5% ao ano, permitindo que os clientes usufruam do activo durante algumas semanas ou meses, arredando-o o resto do ano.”

O Verdelago é o primeiro Resort Turístico no país a aderir à Certificação Green Globe desde a fase da construção, uma das mais exigentes certificações internacionais de turismo sustentável e membro afiliado da Organização das Nações Unidas para o Turismo (OMT).

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Grupo Ramada cresce impulsionado pelo aço

Nos primeiros nove meses de 2021 o Grupo Ramada viu as suas receitas ascenderem a 102,6 milhões de euros, o que representa um crescimento de 37,1% face às receitas geradas em igual período do ano passado

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Nos primeiros nove meses de 2021 o Grupo Ramada viu as suas receitas ascenderem a 102,6 milhões de euros, o que representa um crescimento de 37,1% face às receitas geradas em igual período do ano passado.

De acordo com as informações apresentadas à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, no mesmo período os custos totais ascenderam a 86 milhões de euros, mais 30,6% que em 2020, e o EBITDA atingiu o montante de 15,7 milhões de euros, superior em 89,1% face ao registado no período homólogo de 2020. O resultado líquido consolidado do grupo no período foi superior a 10 milhões de euros.

A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois segmentos de negócio distintos: Indústria, que inclui a actividade dos aços especiais e trefilaria, e o imobiliário, vocacionado para a gestão de activos imobiliários. Grande parte do crescimento registado nos primeiros nove meses do ano está centrado no primeiro, período no qual “a actividade de aços registou um crescimento significativo comparativamente ao igual período de 2020, sendo relevante o contributo do sector da metalomecânica, que continua a destacar-se com índices de crescimento acentuados desde o início do ano”, reporta o grupo.

“A procura de aço mantém-se em alta, assim como se continuam a verificar constantes subidas de preços e escassez de materiais por parte de alguns fornecedores. A subida significativa da sucata e do minério de ferro que ocorreram a meio do primeiro semestre, o fecho das quotas de importação de países terceiros da União Europeia e as dificuldades, provocaram uma acentuada subida de preços de aço”, analisa a Ramada. A manterem-se estes factores “prevê-se que os preços de mantenham elevados e que persista a escassez de material nos próximos meses do ano”, vaticina o grupo.

Nos primeiros nove meses de 2021 as vendas de aço para o mercado externo representaram 9,2% do volume de negócios, registando um crescimento de 42% face a 2020. O crescimento das exportações tem sido gradual, sendo de salientar neste período a consolidação da presença do grupo no mercado espanhol.

O crescimento estendeu-se ainda à actividade de Trefilaria, em resultado de aumentos significativos de preços e do volume de produção. Maioritariamente vocacionada para o mercado externo, a operação de trefilaria representou 65,85 do volume de negócios, com as exportações deste sector a registarem um crescimento de 82%, face ao período homólogo. Espanha, Estados Unidos e França são os principais destinos.

Para o início de 2022 o grupo anuncia o arranque da produção do projecto Ramada Solar, justificado pelo impacto “significativo” que o aumento do preço da energia eléctrica e do gás natural terá na actividade do grupo. Mas já este ano, o grupo avançou com a instalação de uma central fotovoltaica de autoconsumo na Socitrel. A central iniciou a exploração no final do primeiro semestre. Contando com uma produção anual prevista de cerca de 1,2 GWh irá reduzir a factura energética da Socitrel em cerca de 7,2%.

Já no segmento imobiliário, o grupo registou um resultado líquido nos primeiros nove meses de 3,06 milhões de euros, registando um crescimento de 2%, relativamente ao período homólogo de 2020.

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Do sucesso comercial ao lançamento de novos projectos Kronos Homes reforça em Portugal

Os projectos imobiliários da Kronos Homes Portugal avançam a bom ritmo. A promotora anuncia um novo projecto residencial, no Paço do Lumiar, em Lisboa, e a aposta no built to rent, com a entrada no país da marca Stay by Kronos

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A primeira fase de vendas dos Signature Apartments do resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, um dos projectos da Kronos Homes em Portugal, vai terminar o ano 2021 com 100% das unidades, num total de 37, vendidas. Os apartamentos, desenhados pelos arquitectos catalães RCR Arquitectes e actualmente em construção, estarão finalizados na Primavera de 2022. De acordo com a informação disponibilizada pela promotora, entre os principais compradores estão as nacionalidades portuguesa (22%) e norte-americana (25%).

A segunda fase de vendas, que prevê a comercialização de 44 apartamentos, já arrancou com a venda das primeiras unidades. A etapa inicial do masterplan do resort, que visa um investimento global de 200 milhões de euros, continua a decorrer conforme previsto, com a inauguração do recém-premiado Clubhouse, em 2020, e o restaurante de fine dining AL SUD em Junho de 2021, com cozinha assinada pelo galardoado Chef com estrela Michelin Louis Anjos.

“É com uma enorme satisfação que vemos que muitos dos nossos clientes são portugueses, um dos objectivos assumidos no momento em que a Kronos Homes entrou no país. Cumprir este desejo não só é uma referência da máxima importância para o nosso negócio, como é sinal de que os portugueses confiam nos nossos projectos, reconhecendo a sua qualidade”, explica Rui Meneses Ferreira, sócio da Kronos Homes em Portugal. “A localização excepcional, com uma beleza natural ímpar junto ao mar, onde a baixa densidade de construção impera, e os apartamentos e outras infraestruturas do resort assinados pelos premiados RCR Arquitectes, fazem deste resort um lugar único e muito apetecível para os compradores”, justifica.

Em Palmares Ocean Living & Golf também estão em venda as Signature Villas, os projectos chave-na-mão da RCR Arquitectes, sendo que a primeira de oito foi concluída recentemente. Registou-se ainda um aumento da procura por lotes para construção de moradias à medida, estando estes mais de 50% vendidos – de um total de 103 – e denotando uma busca por um novo tipo de luxo, mais associado à natureza e à baixa densidade de construção. Para além da vista mar, os lotes têm áreas bastante generosas, o que se torna cada vez mais escasso em zonas premium.
O masterplan do resort prevê o desenvolvimento de 460 unidades, das quais 103 lotes para moradias exclusivas e 357 apartamentos. O resort inclui ainda um Boutique Hotel, o BEACH HOUSE HOTEL, com 20 quartos, e terá em breve um novo hotel de cinco estrelas, de uma marca internacional, que se encontra em fase de desenvolvimento, com um total de 172 quartos.

Quatro projectos em Portugal e de olhos no futuro

A operar em Portugal desde 2017, a Kronos Homes conta com mais três projectos em Portugal – o Amendoeira Golf Resort, no Algarve, e o DISTRIKT e o The One, os projectos residenciais em Lisboa.

No Amendoeira Golf Resort, onde a proximidade de escolas internacionais, a qualidade de vida e serviços do resort e a baixa densidade são factores muito valorizados, as famílias são os principais compradores. As vendas têm sido um sucesso, registando-se um aumento da procura por parte de famílias e clientes que procuram residir em Portugal ou ter uma segunda primeira casa no país.

Já no empreendimento residencial DISTRIKT, no Parque das Nações, já foram assinados contratos para a venda de 50 dos primeiros 81 apartamentos disponíveis. No que diz respeito às áreas comerciais, 80% já estão reservadas. Recentemente, foi também lançada uma nova fase de vendas com mais 41 apartamentos e 25% já se encontram vendidos.
Já em Lisboa, no The One, um projecto com assinatura do arquitecto Souto de Moura, anunciado em Maio deste ano e que irá localizar-se na Avenida João XXI, assegurou já 30% das vendas destes 65 apartamentos muito exclusivos.
No início do próximo ano, a Kronos Homes irá lançar um novo projecto residencial, no Paço do Lumiar, em Lisboa. No curto prazo, a promotora pretende ainda apostar no built to rent em Portugal, trazendo para o país a marca Stay by Kronos, que já opera em Espanha.

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