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Construção

Lançado o concurso público para a reabilitação da EN362

A obra, orçada em 2M€, decorrerá num troço com cerca de nove quilómetros, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, e visa a melhoria das condições de mobilidade e segurança rodoviária

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Lançado o concurso público para a reabilitação da EN362

A obra, orçada em 2M€, decorrerá num troço com cerca de nove quilómetros, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, e visa a melhoria das condições de mobilidade e segurança rodoviária

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Foi publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada de reabilitação do troço da EN362, que serve directamente a freguesia de Alcanede, no concelho de Santarém, com cerca de nove quilómetros.
A obra envolverá um investimento estimado em dois milhões de euros e pretende reforçar as condições de mobilidade e segurança da via, complementando a intervenção de reabilitação realizada anteriormente entre Alcanede (km 31,025) e Santarém (km 51,733), e que foi concluída em Março do ano passado.

No âmbito da obra está prevista a beneficiação integral do pavimento, a melhoria dos acessos da e para a rede viária local, o reforço e substituição da sinalização e dos equipamentos de segurança da via, e a reformulação dos sistemas de drenagem.

A EN362, entre os Km 22,433 e 51,733, constitui-se como um dos eixos rodoviários que assegura a ligação entre Santarém e Porto de Mós, atravessando a freguesia de Alcanede. O troço objecto da empreitada em concurso tem o início no limite de Concelho entre Porto Mós e Santarém (km 22,433) e termina em Alcanede (km 31,025).

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Câmara de Braga tem um orçamento de 165M€ para 2023

O Município de Braga vai gerir, no próximo ano, um orçamento na ordem dos 165 milhões de euros, que representa um aumento de cerca de 33 milhões de euros, relativamente ao ano anterior

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Os documentos fundamentais à gestão autárquica são apreciados esta Sexta-feira, dia 28 de Outubro, em reunião do Executivo Municipal. O orçamento para 2023, no valor de 165 milhões de euros, apresenta um aumento de cerca de 33 milhões de euros, relativamente a 2022. Um acréscimo que se deve, sobretudo, “à descentralização administrativa nas áreas da Saúde, Educação e Acção Social que irão receber mais 19 milhões de euros, assim como à comparticipação de Fundos Comunitários e do Plano de Recuperação e Resiliência, responsáveis por mais 10 milhões de euros adicionais”, explica o executivo camarário

“Comprometido com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2023 foram elaborados no cumprimento dos princípios orçamentais e contemplam os projectos, obras e iniciativas estratégicas e prioritárias para a concretização do projecto autárquico, tendo em conta o enquadramento macroeconómico nacional e internacional, a proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2023, as consequências da pandemia, da crise energética, da inflação e da guerra na Ucrânia”, sublinha nota da autarquia.

Neste sentido, o Orçamento do Município de Braga para 2023 é de 164.990.000 euros, as Grandes Opções do Plano ascendem a 111,9 milhões de euros, que compreende o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) no montante de 47,1 milhões de euros, e as Actividades Mais Relevantes, no valor de 64,8 milhões de euros.

“A proposta de orçamento assume um conjunto de medidas que visam dar resposta aos desafios da sustentabilidade ambiental e materializam iniciativas de apoio social articuladas aos recursos disponíveis para ajudar as famílias a enfrentar crises de origem diversa”, refere Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.
Estes instrumentos de gestão, “concretizam um conjunto de projectos e acções fundamentais para a prossecução do desenvolvimento do Concelho, de forma a afirmar Braga como Capital de Cultura, mas também a inovar e reforçar respostas sociais e educativas, a liderar nas políticas de sustentabilidade, a promover uma comunidade activa e saudável e a melhorar a rede de acessibilidades rodoviárias e a qualificar o espaço público”, considera Ricardo Rio.

Os projectos prioritários

Na agenda para 2023 consta projectos como o Festival Internacional Literário que está a ser desenhado para substituir a Feira do Livro, o lançamento da Musealização da Insula das Carvalheiras, bem como a conclusão da intervenção do Convento de São Francisco de Real. No próximo ano a câmara conta terminar a primeira parte da requalificação da escola Francisco Sanches e a sua transformação num Centro Cultural. Será ainda lançado o concurso para a construção do Media Arts Center, no antigo Cinema São Geraldo.

Ao nível dos apoios sociais o município pretende desenvolver em 2023 o programa municipal de Combate à Pobreza Energética. Dessa forma, o valor do RADA – programa de apoio de renda apoiada para famílias mais desfavorecidas irá duplicar em relação ao início do mandato (+ 200 mil euros em 2023, passando a totalizar 1,2 milhões de euros).
Ao nível do parque escolar, será reforçada a requalificação do parque escolar, para a qual está reservada uma verba de 7 milhões de euros. Com o executivo a prometer também “um maior investimento em parques infantis, no sentido de criar novas valências e substituir algumas antigas. Irá também ser terminada uma intervenção com vista à Regularização do Rio Torto/Variante Cávado, uma aspiração antiga desta parte do concelho, bem como a Requalificação das Margens da Ribeira de Castro, cerca de 1 milhão de euros.
No próximo ano irá avançar o programa faseado para a implementação da neutralidade energética nos edifícios municipais (incluindo escolas).

Em 2023, a Autarquia Bracarense irá prosseguir com a infra-estruturação do Concelho, com o término da requalificação do Pavilhão das Goladas, a requalificação da Piscina da Ponte ou com o início da construção do Pavilhão da Ginástica. Em 2023 será também realizado o projecto para a requalificação do Estádio 1º de Maio, e continuará a ser implementado o plano faseado de requalificação e certificação dos Parques Infantis.
Ao nível das intervenções estratégicas para o Concelho, destacam-se a requalificação do Túnel da Avenida, juntamente com a Avenida da Liberdade. O Município vai continuar a criar condições para uma mobilidade mais suave, com o lançamento de novas intervenções do “Eu Já Passo Aqui” e da criação de novas ciclovias, bem como dotar as ruas de melhores condições para os peões e pessoas com dificuldades motoras.

Não havendo nenhum imprevisto legal e ou administrativo, em 2023 a Câmara considera haver condições para avançar com a requalificação da antiga Fábrica da Confiança para uma Residência Universitária.

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Docapesca inicia obra de meio milhão de euros no Porto de Pesca de Aveiro

A obra de dragagem de fundos do Porto de Pesca de Aveiro vai permitir atingir as cotas de serviço estabelecidas, assegurando o reforço da segurança das embarcações, a capacidade de tráfego e o estacionamento de embarcações de maiores dimensões

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A Docapesca – Portos e Lotas, tutelada pelo ministério da Agricultura e Alimentação e pelo ministério das Finanças, iniciou a obra de dragagem de fundos do Porto de Pesca de Aveiro, que representa um investimento de cerca de 483 mil euros.

Esta intervenção vai permitir atingir as cotas de serviço estabelecidas, assegurando assim o reforço da segurança das embarcações, da capacidade de tráfego e o estacionamento de embarcações de maiores dimensões neste porto.

As operações vão decorrer entre a face norte da ponte-cais n.º 1 e o cais de abastecimento de combustíveis e junto ao cais de descarga da lota.

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“Queremos fazer da Decorhotel um evento nacional de relevância”

Depois de uma edição forte em 2021, a organização da feira espera “superar as expectativas” com a 5ª edição da DecorHotel. Um evento que irá “primar pela diferença e qualidade das empresas expositoras” e que espera vir a receber “mais de 15 mil visitantes profissionais”

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, José Frazão, administrador da Exposalão, falou sobre a evolução do sector, as dificuldades, mas também a facilidade de adaptação e resiliência. Além das marcas e os empresários que trabalham neste sector, a Decorhotel procura que, também, os arquitectos estejam cada vez mais presentes, pela forma empenhada como têm contribuído para a “requalificação e renovação dos espaços, garantindo intemporalidade e adaptação às novas tendências”

Depois do interregno provocado pela Covid e a edição do ano passado ainda com constrangimentos, que feira podemos esperar este ano? E que novidades?
Acreditamos que este é um evento que está em constante evolução e resulta de um esforço muito grande por parte dos arquitectos, que têm ao longo dos últimos anos trabalhado de forma muito empenhada nos novos projectos, oferecendo-lhes novo valor, e também na requalificação e renovação dos espaços, garantindo intemporalidade e adaptação às novas tendências. Estes são os profissionais que queremos que estejam presentes na Decorhotel.
Privilegiamos as oportunidades de negócio e acreditamos que essa é a principal matriz da Decorhotel. Todos os aspectos que visam melhorar o evento são tidos em conta. Ouvimos aquilo que são as expectativas das empresas expositoras e dos profissionais e tentamos responder-lhes da melhor forma possível.
Estamos a preparar a nova edição da Decorhotel há vários meses e percebemos desde o início, que este ano tínhamos de elevar a fasquia e chegar mais longe. A última edição em Lisboa foi um verdadeiro sucesso e mantemos a confiança de que vamos superar as expectativas acumuladas. Os expositores elogiaram, os profissionais também. Estamos certos de que temos as empresas mais prestigiadas do sector connosco e aquelas que despertam particular interesse aos visitantes, que participam em fóruns desta dimensão.

Superar a marca dos 15 mil visitantes
Qual o número de expositores esperado e que área irá ocupar esta 5ª edição?

Contamos com grande adesão do sector e isso deixa-nos muito confiantes em relação aquilo que será o evento. Este ano, a Decorhotel conta cerca de 300 empresas expositoras e mais de 500 marcas. Esperamos superar a marca dos 15 mil visitantes profissionais e o preenchimento prévio das acreditações para os profissionais do sector dão-nos já garantia de que teremos uma forte de participação da hotelaria e do turismo.
Se falarmos no evento de uma forma mais abrangente, incluindo as feiras Expoalimenta e Expocarne, falamos de um espaço com cerca de 16 mil m2, 500 empresas e quase 1000 marcas. Dois espaços a funcionar durante todo o dia para receber todos os profissionais que fazem parte da indústria e querem ficar a par das novas propostas do mercado e aprender para melhorar os seus negócios.

Apesar da sua ‘tenra idade’ a Decor Hotel tem já o seu espaço firmado no sector, não só como uma das feiras mais importantes, mas também como uma “incubadora de tendências”. Neste sentido, e pelo perfil de expositores que a feira vai ter, quais as principais tendências que podemos antecipar?
Temos um evento que serve as necessidades do sector e ainda acrescenta valor. Acreditamos que a Decorhotel prima pela diferença e qualidade das empresas expositoras. Actualmente, o sector tem mais desafios para responder e por isso há uma necessidade de encontrar novas soluções e propostas para cada cliente. As empresas que vão estar na Decorhotel estão preparadas para responder a todos os desafios que lhes forem lançados. Isto traduz a facilidade de adaptação e resposta por parte das empresas.
Em Portugal são produzidos produtos de grande qualidade, desenhados pelos nossos arquitectos e decoradores, que concedem qualidade e design, e os nossos eventos têm ajudado a prová-lo. As características da produção portuguesa são reconhecidas em todo o Mundo pela sua excelência. Temos profissionais qualificados de muita competência na linha da frente das cadeias de produção e por isso conseguimos garantir que aquilo que é feito em termos de design no nosso País é de elevada qualidade em qualquer parte do Mundo.

Depois de ter sido um dos sectores mais afectados com a pandemia, o turismo recuperou os números de 2019. Na vossa opinião e apesar dos custos dos materiais e de energia é expectável que o sector cresça? De que forma é que questões como a energia e a sustentabilidade poderão impactar o sector?
O sector já está a sentir inevitavelmente estes desafios dos tempos actuais e na verdade somam-se aqueles que têm marcado os últimos dois/três anos. O que podemos concluir é que embora haja dificuldades, há uma enorme resiliência e vontade da indústria hoteleira e dos profissionais que nela trabalham com grande empenho em melhorar o serviço. Não há dúvidas que Portugal sabe receber. Fazemo-lo de forma única e para quem chega pela primeira vez ao País e é surpreendido com um serviço de elevada qualidade e que supera quaisquer expectativas anteriores.
Enquanto empresário hoteleiro, acredito que essa filosofia vai manter-se no presente e no futuro, embora as actuais dificuldades sejam uma realidade. O espírito é positivo e o ambiente de trabalho quer-se igual. Se trabalharmos todos com o mesmo objectivo, conseguiremos com certeza superar todas as dificuldades que apareçam.

No que diz respeito à Decorhotel podemos contar com uma próxima edição em 2023 e em Lisboa? O sistema rotativo Porto – Lisboa irá manter-se?
A Decorhotel regressa a Lisboa em Outubro de 2023. A última edição na capital correu muito bem e ficámos de imediato com a certeza de que era importante voltar para atingir novos resultados. Agora, estamos focados e empenhados na organização na edição de 2022, que acreditamos que será um grande sucesso. Estamos ao lado das empresas e os seus empresários, que também contribuem para esta dinâmica. Queremos fazer da Decorhotel um evento nacional de relevância por isso a sua localização pode acompanhar as necessidades do mercado, dos expositores e dos próprios profissionais que visitam a feira.

Sobre o autorCidália Lopes

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Horizonte Urbano Group investe 85M€ em hotel no Douro

O projecto envolve a criação de uma unidade hoteleira de 5 estrelas e de 90 villas individuais, além da aquisição e ampliação da Marina Angra do Douro. As obras de urbanização estarão concluídas no primeiro semestre de 2023 e a construção do hotel e das villas será desenvolvido durante num período de 36 meses

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A Horizonte Urbano Group, empresa portuguesa de construção, reabilitação e promoção imobiliária, vai investir 85 milhões de euros na edificação do empreendimento “Porto Douro Marina & Villas” e na compra da Nordzee Náutica, empresa que actualmente explora a Marina Angra do Douro.

Com uma área de 213 mil m2 e localizado no concelho de Gondomar, nas margens do rio Douro, a montante da barragem Crestuma-Lever, o projecto prevê a construção de um hotel de 5 estrelas com 120 quartos, salas de conferência, SPA e piscinas. Contempla ainda a edificação de 90 villas, com áreas de construção compreendidas entre 250 e 500 m2, caracterizadas por uma arquitectura contemporânea e acabamentos de luxo.

A gestão e exploração da Marina de Angra do Douro e o aumento da sua capacidade de ancoragem em 40% – de 300 para 500 embarcações – fazem parte integrante do plano, pelo que a Horizonte Urbano acaba de formalizar a aquisição da Nordzee Náutica, empresa gestora da Marina.

As obras de urbanização estarão concluídas no primeiro semestre de 2023 e a construção do hotel e das villas será desenvolvido durante num período de 36 meses.

A 15 minutos do Porto e com ligação directa às principais vias de comunicação de entrada e saída da cidade, o empreendimento constitui-se como um grande atractivo para as famílias. “O projecto surge como uma excelente solução para quem quer viver fora dos grandes centros urbanos, mas dentro de um perímetro razoável, que permita aceder de forma rápida à oferta de produtos, serviços e cultura. Acreditamos que cada vez mais as pessoas procuram um tipo de vida tranquilo, em maior contacto com a natureza e rodeadas por uma bela paisagem. E a nossa oferta é, sem dúvida, uma resposta para esta nova postura de vida”, refere Nuno Esteves, CEO da Horizonte Urbano.

Para além da criação de emprego qualificado e outros benefícios para a comunidade em que se insere, esta construção trará inevitavelmente uma valorização ao local e à região e um natural aumento do turismo, dada a proximidade à cidade do Porto e à sua localização estratégica na rota da região do Douro.

A integração de todo o projecto com o meio ambiente, a preservação das características naturais do lugar e das espécies nativas, a utilização de materiais sustentáveis, a colocação de painéis fotovoltaicos e de vidros com protecção solar, as coberturas ajardinadas e a criação de amplas áreas verdes utilizáveis, são alguns exemplos de uma construção sustentável e que obedece a um conjunto de práticas que caracterizam de forma transversal a postura da empresa em toda a actividade que desenvolve.

“Não há outra forma de estar hoje neste sector. A sustentabilidade, juntamente com a inovação, o profissionalismo e a dedicação, faz parte integrante do ADN da Horizonte Urbano e é um dos valores que mais preservamos”, sublinha Nuno Esteves.

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GRUPO PUMA e a SUSTENTABILIDADE

Soluções inovadoras que melhoraram o impacto ambiental

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A inovação sustentável há muito se tornou o vetor transversal da ação do Grupo Puma. A busca contínua por soluções inovadoras que permitam gerir e melhorar o impacto ambiental e social, e influenciar diretamente na melhoria dos espaços habitados e no bem estar das pessoas.

Nesse caminho, o Grupo Puma associou-se no final de 2021 ao Pacto Mundial Red Espanhola e durante o ano de 2022 publicou o seu Primeiro Relatório Sustentável. Este marco representa um importante foco estratégico, pois nos desafia anualmente a estabelecer metas mensuráveis ​​para melhorar em todas as áreas da empresa. Trata-se de mostrar de forma pública e transparente a importância que o meio ambiente e a sustentabilidade têm para o Grupo Puma desde há muito tempo. Ser pioneiro no setor na ISO 9001, no desenvolvimento de DAPS para os produtos e em políticas de consumo de energia 100% renovável é reflexo do que falamos. Fomos os primeiros do setor a apresentar as DAPS de todos os produtos que fazem parte do nosso portfólio em 2016. As DAPS são declarações ambientais feitas voluntariamente, onde é apresentado o perfil ambiental do produto. É um documento que descreve o produto, o seu ciclo de vida e dados quantitativos e verificados de diferentes parâmetros ambientais estabelecidos.

O compromisso com o Pacto Mundial é trabalhar os ODS e as metas que mais impactam o dia a dia da empresa. Medir e planificar melhorias ano após ano, como o projeto de redução da pegada de carbono da empresa, é a resposta que o Grupo Puma oferece a um setor imerso em importantes desafios e mudanças. Os resultados mais significativos podem ser lidos no Relatório de Sustentabilidade 2021 encontrado em www.grupopuma.com.

Outra área de pesquisa que afeta diretamente a melhoria ambiental do planeta é o desenvolvimento de produtos comprometidos com a economia circular.

Avanços em sistemas como o ETICS, focados na poupança de energia, que vão mais longe tanto em isolamentos mais sustentáveis ​​e circulares, como a cortiça ou a lã de rocha. E nos acabamentos, trabalhando produtos com rendimentos e desempenhos melhorados.

Sistemas para pavimentos que permitem não demolir e ainda reabilitar pavimentos antigos.

A linha Pegoland Profissional de assentamento e rejuntamento cerâmico com tecnologia Tecno-Adapt focada em facilitar o assentamento para profissionais e com melhorias como 0 emissão de pó para não contaminar o ambiente.

Produtos de reparação e impermeabilização que prolongam a vida útil dos edifícios, reparando e protegendo estruturas e armaduras.

Um desafio baseado na promoção da construção saudável para as pessoas e para o planeta.

 

Para mais informações sobre qualquer um dos nossos sistemas ou produtos, o GRUPO PUMA
dispõe da Oficina Técnica:
Email: [email protected]
Web: www.grupopuma.com

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Coimbra candidata-se a 500M€ do próximo quadro comunitário

Se no caso da nova maternidade de Coimbra tudo está a correr tal como previsto no cronograma, já na área da justiça o presidente da Câmara aponta críticas à ausência de respostas do Governo para alguns investimentos fundamentais na cidade. “Fomos informados de que não há financiamento para o novo Palácio da Justiça

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A Câmara Municipal (CM) de Coimbra tem intenções de investimento de cerca de 500 milhões de euros para o próximo quadro comunitário, afirmou o presidente da Câmara de Coimbra, que assumiu funções há um ano.

Na página do município na Internet, que cita uma entrevista de José Manuel Silva à Lusa, o autarca sublinha que “há uma diferença significativa relativamente ao passado. Ao PT2020, a Câmara de Coimbra apresentou projetos no valor de 100 milhões de euros. Ao PT2030, a Câmara de Coimbra apresentou projetos no valor de 500 milhões de euros”, disse à agência Lusa José Manuel Silva, que tomou posse como presidente da CM de Coimbra há um ano. Segundo o presidente da Câmara de Coimbra, a autarquia tem “muitos projetos diferenciadores para a cidade”, sendo agora necessário “começarem as negociações” com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

“Algo que também é consensual na CIM [Comunidade Intermunicipal] é de que o desenvolvimento de Coimbra é fundamental para o desenvolvimento da região. É importante que Coimbra se assuma como motor de desenvolvimento de toda a região e, nesse sentido, os projetos são fundamentais para alavancar o desenvolvimento de toda a região”, realçou. Entre os projetos previstos, está um “plano Marshall” para a Baixa da cidade de aquisição e requalificação de prédios naquela zona da cidade, o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra e a transformação do antigo Pediátrico num espaço com valência de residências artísticas, mas que também acolha associações do concelho.

Nesse último caso, José Manuel Silva salientou que há abertura “total” do Governo para a transferência da dominialidade daquele antigo hospital para a Câmara de Coimbra. Questionado sobre a criação de um pavilhão para eventos de maiores dimensões, o autarca assumiu que Coimbra tem essa necessidade, mas a ideia inicial de o localizar “no espaço intramuros do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova” poderá não avançar face aos condicionamentos de utilização de parte daquele monumento para um projeto hoteleiro. Outra possibilidade, notou, será na construção da nova estação intermodal de Coimbra, já que o projeto inicial do arquiteto catalão Joan Busquets que o atual executivo recuperou previa “uma nave de eventos naquela zona”.

Em entrevista à agência Lusa, José Manuel Silva disse que a relação com o Governo tem sido “excelente”, apesar de não receber acolhimento de tudo o que é pedido pela autarquia.

Se no caso da nova maternidade de Coimbra tudo está a correr tal como previsto no cronograma, já na área da justiça o presidente da Câmara aponta críticas à ausência de respostas do Governo para alguns investimentos fundamentais na cidade. “Fomos informados de que não há financiamento para o novo Palácio da Justiça e não aceitaremos que Coimbra esteja à espera deste projeto há 50 anos e que o Governo considere na área da justiça qualquer outra obra prioritária que não o Palácio”, protestou. Relativamente à Prisão de Coimbra, o autarca também não aceita que a sua deslocalização seja “relegada para segundo plano”.

Questionado sobre o acordo de utilização do Estádio Cidade de Coimbra com a Associação Académica – Organismo Autónomo de Futebol, o presidente da Câmara referiu que, na revisão do acordo, que termina em 2024, estará “em debate o modelo de exploração” daquele espaço, nomeadamente um maior uso da infraestrutura para grandes eventos culturais e musicais. “Isso implica, desde logo, encontrar uma solução alternativa para a pista de ‘tartan’ e estamos a trabalhar nisso, num processo de triangulação com a Universidade de Coimbra e uma possível valorização do Estádio Universitário”, referiu.

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VGP Park Loures estará pronto no 1º semestre de 2023

O VGP Park Loures é o primeiro projecto dedicado à logística de last mile, depois da entrada do grupo belga em Portugal, em 2019. Este é já o segundo investimento do grupo em Portugal e o primeiro localizado na Área Metropolitana de Lisboa

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Foi lançada a primeira pedra do VGP Park Loures, o primeiro projecto dedicado â logística last mile que tem como promotor o grupo Belga VGP. O parque logístico está situado em Santo António dos Cavaleiros, junto ao nó das autoestradas A40/A9, muito perto daquele que será o novo entreposto logístico do Lidl em Loures, e a 15 minutos de distância do centro da cidade de Lisboa.

Num terreno com cerca de 53 mil metros quadrados e 20 mil metros quadrados de área bruta locável, totalmente dedicado à logística de última milha, o novo VGP Park Loures estará pronto no primeiro semestre de 2023, estando já cem por cento arrendado às empresas DPD e DHL, dois grandes players no panorama da logística mundial.

No dia em que foi lançada a primeira pedra, que assinalou o início da construção do VGP Park Loures, o presidente da Câmara Municipal de Loures, salientou que “este é o exemplo que queremos fazer”. “O que hoje aconteceu foi o resultado daquilo que é a função de uma Câmara Municipal. Alguém que escolheu Loures por aquilo que é, pela centralidade, pelas vias de comunicação e acessibilidades que tem. Somos um concelho que está no centro de tudo”.
Ricardo Leão agradeceu à VGP por ter escolhido Loures para fazer este investimento. “Este é um Município amigo do investimento privado. Encaro os parceiros privados como determinantes para o sucesso daquilo que é o objectivo de cada um dos concelhos, em particular, o de Loures. E é importante que o empresário sinta que valeu a pena escolher este território para investir”.

Segundo José Ferreira, country manager da VGP para Portugal, “este é o segundo projecto do grupo em Portugal, o primeiro na Área Metropolitana de Lisboa, neste caso, no concelho de Loures, e o primeiro cem por cento dedicado à logística de última milha”. “É um projecto desenvolvido essencialmente para duas grandes marcas mundiais, a DPD e a DHL, e que visa responder às preocupações ambientais de todos os intervenientes. Terá certificado Breem Excelente e será composto por materiais o mais sustentáveis possíveis, reduzindo a nossa pegada ecológica”, frisou.

Totalmente arrendado à DPD e à DHL, dois dos principais operadores logísticos mundiais, o VGP Park Loures pretende ser um exemplo da logística de last mile do futuro, de sustentabilidade e do uso de energias renováveis, estando dotado por um conjunto de infraestruturas rodoviárias e públicas para o funcionamento da logística de proximidade.

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Grupo Sacyr na fase final de concurso para hospital no Canadá

O Grupo Sacyr, do qual faz parte a empresa portuguesa Sacyr Somague, em consórcio com dois grupos locais, é finalista num concurso público em Ontário, no Canadá para a construção de um hospital no valor de 1000 milhões de dólares canadianos, aproximadamente 742 M€ à taxa de câmbio actual

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O vencedor do concurso será responsável pela concepção, construção, financiamento e manutenção da infraestrutura hospitalar de South Niagara, que será edificado próximo das famosas Cataratas do Niágara.
Este projecto faz parte do mais recente plano estratégico do Grupo multinacional, que consiste na expansão internacional, com um foco importante nos mercados anglo-saxónicos, nomeadamente o canadiano, onde no ano passado conquistou os seus dois primeiros contratos, com um valor de 50,5 milhões de euros, para expansão de um corredor ferroviário.

Posteriormente, o Grupo Sacyr conquistou também naquele país um projecto de 63 milhões de euros para o financiamento, concepção e construção de uma infraestrutura social para crianças com necessidades especiais, o Grandview Children’s Centre, também em regime de concessão.

O Grupo Sacyr tem no seu portfólio a construção ou renovação de mais de 60 hospitais, representando mais de 14.000 camas, em sete países. Através da subsidiária Sacyr Somague Concessões, destaca-se em Portugal por participar na gestão de três hospitais, que representam mais de 1.200 camas disponibilizadas e servem uma população de quase 2 milhões de utentes: Hospital de Vila Franca de Xira, Hospital de Braga e Hospital da Ilha Terceira.

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Novo Eurostars em Lisboa abre ao público em Dezembro

Com “alma portuguesa e vocação universal”, o hotel boutique inspira-se no conceito do famoso Elétrico de Lisboa. O design interior é rico em azulejos, veludos, mosaicos e tem até uma recriação da calçada portuguesa. O investimento rondou os 19 M€

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O Eurostars Baixa Lisboa 4*, na Rua da Prata, muito perto do elevador de Santa Justa e da Praça do Comércio, encontra-se num edifício clássico que ainda conserva a sua fachada original de estilo Pombalino. Esta é já a nona unidade hoteleira da Eurostars Hotel Company em Lisboa, a cadeia de hotéis do Grupo Hotusa e a 24ª em Portugal, cujo investimento rondou os 19 milhões de euros.

Em fase final de obra, o novo Eurostars Lisboa Baixa 4* tem previsto entrar em funcionamento ainda este ano, durante o mês de Dezembro.

Com “alma portuguesa e vocação universal”, o hotel boutique, inspira-se na cidade que o acolhe. O design interior é rico em azulejos, veludos, mosaicos e tem até uma recriação da calçada portuguesa, bem como fotografias que imortalizam a sua beleza nostálgica. O projecto de arquitectura tem assinatura do atelier espanhol TYPSA e o design de interiores da PF1 Interiorismo Contract.

Anteriormente conhecida como Rua Bella da Rainha, este enclave começou a albergar, no século XVIII, as oficinas dos ferreiros de prata e as lojas dos livreiros locais. Além disso, sob as suas típicas calçadas estão escondidas galerias romanas que foram descobertas após o terramoto de 1755.

A decoração do hotel, concebida em torno do conceito do famoso Elétrico de Lisboa, recorre a toda a história que o rodeia, permitindo aos hóspedes descobrir a capital portuguesa através dele.

O Eurostars Lisboa Baixa dispõe de 57 quartos (54 duplos, duas suites e um quarto adaptado para hóspedes com mobilidade reduzida) que combinam “tradição e modernidade”. Todos os quartos, onde predomina a utilização de madeira e mármore, têm janelas e murais inspirados nos azulejos tradicionais locais.

A unidade hoteleira inclui, ainda, um ginásio, restaurante e bar-cafetaria, estão equipadas com as últimas inovações tecnológicas.

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“É relevante para o Sector exigir uma adequada definição dos investimentos estruturantes e a respectiva calendarização”

Reis Campos lembra que este é o momento para um consenso político alargado em torno dos investimentos estruturantes para o País

Ricardo Batista

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário defende que este é o momento certo para promover consensos políticos alargados em torno dos projectos estruturantes para o País. Mas o Sector tem outros desafios pela frente, como explica Reis Campos em entrevista ao CONSTRUIR.

Mostrou-se recentemente ‘preocupado’ com a execução do PRR, nomeadamente pela calendarização das obras e pela falta de trabalhadores. Que medidas defende para responder a estas preocupações?
As empresas do Sector identificam, inequivocamente, enquanto principais constrangimentos operacionais, a anómala subida dos preços das matérias-primas, da energia e dos materiais de construção e a falta de mão-de-obra qualificada e, por isso, defendemos medidas orientadas para estas dificuldades. Uma primeira resposta por parte do Governo, foi a criação do novo Regime Excepcional de Revisão de Preços, publicado no passado dia 20 de Maio e que foi agora prorrogado até 30 de Junho de 2023, tratando-se de um importante mecanismo que tem de ser plenamente utilizado, mas há outras questões como, por exemplo, a necessidade de conferir maior celeridade às adjudicações já que é essencial assegurar a continuidade dos investimentos em curso e a execução daqueles que estão planeados. No que diz respeito à falta de mão de obra consideramos que é essencial reorientar a formação profissional, tirando partido dos centros formação de excelência do Sector, o CICCOPN e o CENFIC e, em simultâneo, promover uma maior mobilidade transnacional dos trabalhadores, questão a que o Governo tem procurado responder, tendo recentemente implementado alterações ao nível da legislação relativa à mobilidade e liberdade de circulação no espaço da CPLP. Estes são exemplos de medidas importantes, mas consideramos que é igualmente prioritário planear, calendarizar e contratualizar o investimento público que está previsto, quer no PRR, quer no PT2020 que encerra no final de 2023, já que esta definição é essencial neste contexto macroeconómico marcado pela incerteza e pelas pressões inflacionistas e, como temos afirmado, factores externos à dinâmica da produção do sector e não podem pôr em causa os investimentos planeados, sobretudo quando estamos perante um exigente calendário de execução.

Não há nenhum indicador, até ao momento, que aponte para uma recalendarização do PRR. Como avalia o risco de incumprimento dos compromissos assumidos e, por conseguinte, de perda de verbas destinadas ao Programa?
A perda de verbas é um cenário impensável, que não pode suceder e, como temos afirmado, há todas as condições para que os projectos sejam implementados como planeado e temos de trabalhar com a calendarização que foi apresentada à Comissão Europeia. É evidente que há riscos e isso exige uma acção firme, por parte do Governo, na implementação das medidas que temos vindo a identificar e um acompanhamento permanente da evolução desta conjuntura macroeconómica que está a ser profundamente marcada por elevados níveis de instabilidade. O Sector está, como sempre esteve no passado, preparado para responder aos desafios do País, pelo que reitero a importância de assegurar, como referi, o planeamento, a calendarização e a contratualização dos investimentos.

A alta-velocidade volta a estar na ordem do dia, depois da apresentação das linhas fortes do programa que vai executar as ligações entre Lisboa e Porto e ainda entre Porto e Vigo. Que avaliação lhe merece aquilo que foi apresentado?
Sempre entendi que o que é relevante para o Sector não é tomar posição sobre um qualquer projecto ou opção de natureza técnica ou política, mas sim exigir uma adequada definição dos investimentos estruturantes e a respectiva calendarização. Cabe ao Sector executar as obras que o País identifica como necessárias, pelo que a avaliação que faço é positiva, porque o Governo assumiu um conjunto importante de investimentos a realizar até 2030 e é muito importante para as empresas portuguesas saberem com o que podem contar. Esta ligação ferroviária de alta-velocidade representa, de acordo com o Governo, um montante total de 4,9 mil milhões de euros, mas recordo os demais projectos que integram o PNI – Programa Nacional de Investimentos 2030, o qual inclui os principais projectos em infra-estruturas e equipamentos a realizar entre 2021 e 2030, num total de 43 mil milhões de euros. Este é um momento em que, tal como sucede noutros países europeus, é indispensável a existência de um acordo de regime que assegure a estabilidade à execução destes investimentos estruturantes e o País não pode continuar a adiar o seu futuro pelo que este é o momento certo para que sejam assumidos os compromissos políticos firmes que são necessários e materializar os consensos suprapartidários que são indispensáveis a este nível.

Segundo a apresentação pública deste programa e olhando para a realidade ao ‘dia de hoje’, as empresas portuguesas estão capacitadas para ter uma parte activa relevante na alta-velocidade?
Claro que sim. A questão da capacidade técnica e da qualidade das empresas portuguesas não está em questão e temos provas dadas, quer no plano interno, quer nos mercados externos. O que é preciso é que as obras e os respetivos concursos sejam devidamente planeados e as empresas nacionais tenham oportunidade para se posicionarem de forma competitiva.
Olhando para o agravamento dos custos energéticos e mesmo da inflação, qual a expectativa para a evolução dos principais indicadores da Construção neste último trimestre?
Continua a ser uma expectativa positiva. Veja-se que, mesmo com as sucessivas revisões em baixa dos cenários macroeconómicos, continua-se a apontar para um crescimento do investimento e, recordo, o sector é responsável por 51,9% do investimento total da economia. A generalidade dos indicadores económicos mais recentes, continua a registar uma evolução positiva. O consumo de cimento no mercado nacional nos primeiros oito meses do ano apresenta uma variação homóloga de 2,1%, a área licenciada para habitação e para edifícios não residenciais aumentou, até Julho, respectivamente, 1% e 2,5% em termos homólogos e o número de fogos novos licenciados cresceu 3,2% no mesmo período. Os sinais que têm surpreendido pela negativa estão sobretudo associados aos volumes de contratos promovidos e celebrados e de empreitadas de obras públicas, que continuam em queda, trajectória que se espera que seja invertida, até porque temos de contratualizar o investimento público que está previsto.

Segundo os mais recentes barómetros, afectos à Reabilitação e Obras Públicas, o nível de actividade está em quebra (-4,6% na reabilitação), do mesmo modo que caíram os Concursos promovidos (-18%) e adjudicações (-47%). Que leitura faz destes números?
Não são números positivos, mas sabemos que o Orçamento do Estado para 2022 só entrou em vigor no final de Julho pelo que esperamos uma atitude diferente por parte das entidades públicas ao longo dos próximos meses, por forma a que sejam cumpridos os objectivos e as metas orçamentais que foram estabelecidos.

Que importância tem a extensão do regime de revisão de preços de contractos públicos até meados de 2023 e, já agora, que balanço faz da adopção desta medida, que remonta a Maio deste ano? Teve o efeito esperado? Carece de medidas complementares para potenciar o seu efeito? Quais?
É um mecanismo importante para as empresas e para os donos de obra pública porque permite fazer reflectir nos contratos as subidas anómalas dos preços das matérias-primas, da energia e dos materiais de construção que se tem verificado. Os parâmetros previstos são razoáveis atendendo à realidade actual, uma vez que basta verificar-se uma variação homóloga de 20% num qualquer tipo de material, de mão-de-obra ou equipamento de apoio que represente pelo menos 3% do total da empreitada para se poder aplicar este regime. Sobretudo, o que é necessário para potenciar este mecanismo é que os donos de obra pública sejam capazes de dar uma resposta adequada e célere às empresas e apliquem este instrumento na sua plenitude.

No contexto em que estamos e em que se desenvolve actualmente a actividade do Sector, que importância pode ter a chamada Construção 4.0?
A Construção 4.0. ou mais precisamente, a Construção e Reabilitação 4.0 representa o futuro do Sector e constitui um percurso essencial, que têm vindo a ser desenvolvido pelo tecido empresarial, mas que tem de ser intensificado e alargado à generalidade do tecido empresarial, em particular às micro e PME’s. Domínios como os novos materiais e processos construtivos, a construção industrializada, a reengenharia de procedimentos e a utilização de ferramentas digitais como o BIM – Building Information Modeling, são essenciais para promover maiores níveis de produtividade e de eficiência no uso de recursos, bem como soluções mais sustentáveis e competitivas e, consequentemente, são determinantes neste contexto de escalada de preços da energia e de todo o tipo de materiais utilizados no Setor. Por esse motivo temos defendido a criação de apoios à transição digital e tecnológica das empresas, já que estamos perante uma oportunidade única para desenvolver a formação em áreas de futuro, capazes de atrair os mais jovens e, também, de potenciar a inclusão de todos os trabalhadores, pelo que é imprescindível desenvolver uma agenda de mobilização e capacitação de todo o Sector.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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