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    Os efeitos do conflito na Ucrânia e das sanções à Rússia em destaque no CONSTRUIR 454

    O conflito na Ucrânia em destaque na edição 454 do CONSTRUIR, onde lhe apresentamos também a carteira da Coporgest, a estratégia da Tecnoplano e o plano de construção de residências universitárias. Mas há muito mais para ler neste número

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    “Os efeitos da guerra serão tremendos no abastecimento das matérias-primas”
    À margem dos efeitos nefastos sobre milhões de vidas, a invasão da Ucrânia por parte das forças militares russas terá sérias consequências nas economias europeias. Ao aumento das taxas de inflação generalizadas, os custos energéticos e o abastecimento de matérias-primas serão fortemente afectados. O CONSTRUIR procurou reacções junto dos sectores metalúrgico e corticeiro, dos mais expostos aos mercados russo e ucraniano

    Pipeline de residências chega aos 700M€
    O aumento das intenções de investimento em residências estudantis faz alavancar também o financiamento solicitado ao PRR para cerca de 570M€, Já houve 201 manifestações de interesse

    Tecnoplano reforça posição no Brasil
    Com 10 anos de actividade no Rio de Janeiro, a Tecnoplano expande a actividade para São Paulo. O objectivo é crescer acima dos 30% ao ano, nos próximos cinco anos

    Coporgest quer “mais qualidade” na Comporta
    “Os autarcas a região devem ser mais exigentes em relação à qualidade dos projectos turísticos e imobiliários em vez de permitirem projectos a metro sem qualidade”, defende o CEO da promotora

    Esp. Exteriores, Mobiliário Urbano e Piscinas
    O espaço exterior, seja como extensão da casa, ou em parques e jardins, passou a ser um local de eleição e, como tal, ganhou um destaque e uma relevância em termos de investimento

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    (@Ricardo Gonçalves)

    Arquitectura

    City Cortex desce à cidade (c/ galeria de imagens)

    De um programa de pesquisa que assume a cortiça como “paradigma de matéria-prima sustentável” nasce o City Cortex, onde um grupo de arquitectos e designers de renome internacional, desenvolveram um conjunto de projectos originais à escala urbana desenhados para as cidades do presente e do futuro. Esses projectos tomaram, finalmente, forma e poderão ser vivenciados, até Novembro, num circuito que começa em Belém e atravessa o Tejo até à Trafaria

    O City Cortex tem a chancela da Corticeira Amorim e já leva uns bons anos de desenvolvimento. Lançado em 2019 o projecto teve como objectivo central explorar o uso da cortiça em contexto urbano, tendo na altura sido lançado um desafio a vários gabinetes internacionais. A pandemia atravessou-se no caminho e a apresentação do projecto foi adiada, mas o trabalho de desenvolvimento ganhou um novo impulso.

    Seis anos volvidos, o City Cortex irá fez a sua apresentação, em Lisboa, num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas. Um contexto onde a cortiça ganha, naturalmente, protagonismo.

    Através do contributo de seis arquitectos e estúdios de design, com nome reconhecido internacionalmente –  Diller Scofidio + Renfro, Eduardo Souto de Moura, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Sagmeister & Walsh  e Yves Béhar – o City Cortex cria e oferece oito projectos originais para espaços públicos e semi-públicos, os quais exploram a relação deste material natural e sustentável com o design e a arquitectura.

    O programa encara a cidade como um organismo vivo e dinâmico, respondendo aos desafios urbanos do século XXI, onde questões como fruição, protecção, intergeracionalidade, coesão social, conforto, sustentabilidade e gestão de recursos são essenciais. Propondo, simultaneamente, uma experiência lúdica ao cidadão, transformando espaços urbanos comuns um espaço de interacção multidisciplinar e multicultural.

    O City Cortex é concebido e comissariado pela experimentadesign e tem o apoio à produção da ArtWorks.

    Uma proposta de circuito para experimentar a cortiça na cidade

    O proposto por City Cortex é colocar “a cortiça como mote para repensar a experiência do espaço público urbano, despertando o interesse para uma utilização de materiais sustentáveis, que possam fazer parte de uma economia circular e tenham um papel fundamental na activação participada e lúdica do espaço”, descreve a organização.

    Esta “experiência” propriamente dita arranca a 6 de Junho e irá unir, num circuito, a freguesia de Belém, em Lisboa, à Trafaria, em Almada. Arrancamos neste percurso com a “Life Expectancy”, que tem a assinatura de Sagmeister & Walsh, localizada na passagem pedonal, por baixo da via férrea, para o Padrão dos Descobrimentos. A proposta explora as propriedades de isolamento sonoro e térmico da cortiça, através da colocação de painéis deste material no tecto do túnel, “proporcionando uma melhor atmosfera sonora e experiência estética”.

    A segunda participação da equipa de designers da Sagmeister & Walsh neste projecto poderá ser vista no Museu de Arte Popular e transforma a cortiça em garrafas onde as rolhas são vidro. Abordando, com sentido de humor, os ruídos num espaço de lazer e a flexibilidade da manipulação deste material. Também com assinatura deste gabinete o “Humpbacks”, um colchão flutuante ecológico produzido a partir de esferas de cortiça, estará localizado no Espelho d’Água, na Av. Brasília.

    Avançamos um pouco mais adiante e na mesma margem do Tejo, junto dos jardins do MAAT, encontramos a instalação “Port_ALL”, do designer Yves Béhar, que tem como inspiração a Torre de Belém e a histórica ligação do local como ponto de chegada e partida da capital portuguesa.

    Do ponto de reflexão que “Port_ALL” oferece passamos, ainda nos jardins do MAAT, à paisagem sensorial que as esculturas urbanas que o estúdio de arquitectura e design nova iorquino Leong Leong criou, inspirado pela ideia da cidade como espaço lúdico e de recreio. O arquitecto recorre de um aglomerado natural de cortiça para criar elementos esculturais que definem uma nova paisagem micro‑urbana.  Uma reflexão sobre a utilização da cortiça nos equipamentos urbanos, como “forma de amenizar a dureza da paisagem da cidade, tendo em conta as diferentes exigências de cada corpo para se sentir confortável nos espaços urbanos”, justifica Leong Leong.

    Com assinatura do arquitecto Souto de Moura, a “Conversadeira”, surge do lado Oeste do MAAT, entre este e o Museu de Electricidade. Souto de Moura utiliza a cortiça “para criar um ambiente de calma e refúgio, possibilitando o encontro entre duas pessoas, quase privado originando um espaço quase privado, num local onde passam centenas de pessoas. O ângulo relativamente ao rio e as duas alturas dos assentos fazem com que cada uma das pessoas tenha uma perspectiva distinta sobre a mesma vista, promovendo também uma proximidade física invulgar entre as duas”. A cortiça não é um material estranha ao arquitecto que desde o início de actividade a usa. “Este protótipo vai funcionar como um teste para vermos o seu comportamento, que já sabemos que é altamente resistente e isolante, contra o tempo e o uso”, sublinha.

    Ainda na mesma margem do Tejo, no pequeno jardim público junto à Biblioteca Municipal de Belém, que integra também o projecto, encontramos a “Second Skin”. A peça criada pelo estúdio de design nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro foca-se na importância da leitura e da literacia, bem como na relevância dos espaços verdes nas cidades.

    “Second Skin” utiliza a cortiça como principal material para a construção de uma pequena biblioteca comunitária ao ar livre. O projecto cria uma segunda pele de cortiça que envolve o tronco das árvores, desenhando estantes e bancos.

    Quase a terminar este percurso precisamos de atravessar o Tejo, para a Trafaria, onde está localizada a intervenção do arquitecto e engenheiro Gabriel Calatrava e do colectivo CAL. A “Onda” utiliza a cortiça como componente central de um sistema de ocupação, temporário ou permanente, com o objectivo de criar um novo espaço colectivo num terreno público na Trafaria, a sul do Tejo.  “Onda” premeia o encontro e o convívio da comunidade local e dos visitantes da Trafaria e em parceria com uma associação local, a comunidade da Trafaria participa na instalação, trazendo de suas casas para o espaço expositivo cadeiras já sem uso que serão renovadas através de uma membrana de cortiça, não só numa óptica de reutilização e reciclagem, mas também com o intuito de que a população local se relacione emocionalmente com o espaço, criando as suas próprias referências.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Governo “acelera” resposta às primeiras casas financiadas pelo PRR

    Em causa estão projectos com um valor global de 328 M€, destinados à construção ou reabilitação de 2.871 fogos em 80 municípios, tendo como objectivo contribuir para o cumprimento da meta celebrada entre Portugal e a Comissão Europeia, no âmbito do PRR

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    No âmbito da estratégia para a habitação, o Governo dá início esta terça-feira, dia 11 de Junho, ao processo de assinaturas dos termos de responsabilidade com os municípios com vista a acelerar as candidaturas aos apoios financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A iniciativa que se prolonga até amanhã, dia 12 de Junho, conta com a presença de Miguel Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação e de Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial.

    A medida prevista no programa Construir Portugal, arranca com as assinaturas e homologação dos termos de responsabilidade celebrados com mais de 80 municípios das regiões do Alentejo, Algarve, Centro e Norte.

    Em causa nas quatro regiões estão projectos com um valor global de 328 milhões de euros, destinados à construção ou reabilitação de 2.871 fogos, tendo como objectivo contribuir para o cumprimento da meta celebrada entre Portugal e a Comissão Europeia, no âmbito do PRR, de entregar 26 mil casas às famílias até Junho de 2026.

    O termo de responsabilidade vai permitir às Câmaras Municipais avançarem na construção ou reabilitação de edifícios para habitação digna destinada às famílias mais vulneráveis, ficando a aprovação das candidaturas pelo Instituto de Habitação e Reabilitação (IHRU) para uma fase posterior.

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    Hospital Oriental de Lisboa: Tribunal de Contas condiciona ‘visto’ à inclusão de ‘protecção sísmica’ no projecto de execução

    “Este TdC irá conceder o visto, mas com uma firme, incisiva e solene advertência à entidade fiscalizada que está obrigada, dando cumprimento ao princípio da boa administração e ao princípio da tutela do interesse financeiro do Estado, a incluir no projecto de execução da obra, também, a solução de sistema de isolamento de base”, lê-se na decisão que pode implicar revisão de projecto, revisão dos preços e atrasos que comprometem financiamento do PRR

    Ricardo Batista

    O Tribunal de Contas concedeu o visto ao contrato de gestão do futuro Hospital de Lisboa Oriental em regime de parceria público-privada, tendo, no entanto, ressalvado que a decisão obriga a que, “no cumprimento da boa administração”, integre no projeto de execução da obra uma solução de isolamento sísmico de base, para além da garantia de um sistema rigoroso e eficaz de monitorização do projeto de estruturas e fundações.

    “Este TdC irá conceder o visto, mas com uma firme, incisiva e solene advertência à entidade fiscalizada que está obrigada, dando cumprimento ao princípio da boa administração e ao princípio da tutela do interesse financeiro do Estado, a incluir no projecto de execução da obra, também, a solução de sistema de isolamento de base” contra sismos, refere a decisão, divulgada na página do organismo liderado por José Tavares.

    O Tribunal considera que a ARSLVT deverá garantir também “um sistema rigoroso e eficaz de monitorização do projeto de estruturas e fundações, com as mais exigentes leges artis aplicáveis e sem prejuízo do estrito cumprimento e fiscalização dos Eurocódigos, Especificações Técnicas e Recomendações e Especificações Técnicas para o Edifício Hospitalar em causa)”.

    Os juízes conselheiros defendem que “deve estar inequivocamente demonstrado” – para este como qualquer outro hospital – que as mais rigorosas técnicas das leges artis “foram adotadas para a futura construção de uma infraestrutura crítica, como esta, que se manterá em funcionamento durante dezenas de anos e na qual a entidade pública irá instalar equipamentos médicos de grande valor económico e onde irá realizar-se uma atividade pública de tão grande relevância humana e social”.

    O Tribunal salienta que o cumprimento desta obrigação poderá ser objeto de análise em sede de fiscalização concomitante ou sucessiva.

    ​O Tribunal recomenda ainda à ARS de Lisboa e Vale do Tejo que, em futuros procedimentos, preveja “de modo mais claro, um mecanismo de alterações contratuais consideradas necessárias para a acomodação de uma linha de financiamento europeu no equilíbrio económico público e privado da parceria em causa, compatível com os princípios da igualdade de tratamento dos concorrentes, da não discriminação e da obrigação da transparência que subjazem ao princípio da estabilidade ou da imodificabilidade das peças procedimentais da contratação pública”.

    O ECO refere, esta sexta-feira, que esta decisão pode comprometer o acesso a fundos do PRR, desde logo porque esta intervenção vai implicar a revisão do projecto. De acordo com a publicação, as condições impostas deverão obrigar a mudar de forma material o projeto. O Hospital de Lisboa Oriental, nos termos contratualizados, tem previsto um total de 875 camas a ser construído numa área de 180 mil metros quadrados na zona de Marvila. Irá substituir seis unidades de saúde do centro da cidade de Lisboa, como o São José, Santa Marta, Santo António dos Capuchos, Dona Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa. O novo hospital deveria começar a funcionar em 2027, mas de acordo com duas fontes que acompanham este tipo de parcerias, o projeto terá de ser refeito, será necessário estimar o novo custo e o respetivo agravamento associado à manutenção e, neste contexto, terá de haver uma renegociação com o Ministério da Saúde. Se este processo seguir estes passos, o que parece inevitável, terá provavelmente de ser novamente submetido ao Tribunal de Contas. “Serão meses de atraso e os fundos associados ao PRR [que têm de ser executados até 2026] estarão irremediavelmente comprometidos“, admite outra fonte que conhece os mecanismos de execução dos fundos comunitários.

    O valor de investimento nos próximos três anos, segundo o acordo assinado com a Mota-Engil, ascenderá a cerca de 380 milhões de euros, enquanto a manutenção da infraestrutura ocorrerá durante um período de 27 anos e ascenderá ao montante global de cerca de 143 milhões de euros a preços constantes.

    ​​

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Pedro Matos Pinho (Tecnoplano) em entrevista, a CONSTRUMAT e os desafios no segmento das Portas, Janelas e Caixilharia em destaque na edição 508

    A aposta da Tecnoplano no Brasil em destaque numa edição do CONSTRUIR onde lhe contamos o que de mais relevante se passou na CONSTRUMAT (Barcelona), o que está previsto ser feito com os 2MM€ que o Governo promete contratualizar em Junho e quais os desafios que se colocam no segmento das Janelas, Portas e Caixilharia. Mas há muito mais para ler no CONSTRUIR 508

    CONSTRUIR

    “O ano de 2024 vai ver, possivelmente, os números dos quadros do grupo
    no Brasil ultrapassar os de Portugal”

    A Tecnoplano está a crescer nas diferentes latitudes onde está presente, mas o Brasil destaca-se. Depois do sector aeroportuário, os sistemas de energia, produção e transmissão, aceleram o ritmo de crescimento deste mercado, sustentado também pela existência de recursos humanos qualificados para dar resposta aos novos desafios. Ao CONSTRUIR, Pedro Matos de Pinho, CEO da Tecnoplano, fala sobre os diferentes desafios, tecnológicos e humanos, que se colocam nesta fase de crescimento

    Governo vai contratualizar 2MM€ de obras
    O ministro da Coesão adianta que serão contratos para a requalificação e construção de escolas, casas de habitação e centros de saúde, que terão de estar concluídas em Junho de 2026”

    City Cortex desce à cidade
    De um programa de pesquisa que assume a cortiça como “paradigma de matéria-prima sustentável” nasce City Cortex. Nele participaram um grupo de arquitectos e designers de renome internacional

    Pipeline logístico é insuficiente
    Portugal tem uma grande escassez de oferta de espaços logísticos de qualidade. Esta é uma das conclusões do estudo “Portugal Logistics Market: What’s next?”, elaborado pela Savills, que aponta que os projectos em pipeline não são suficientes

    Portas, Janelas
    e Caixilharia

    Com o objectivo da descarbonização, as empresas lideram o caminho das emissões zero até 2050. Preocupação com materiais e emissões no fabrico integram a nova versão da directiva sobre eficiência

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    Câmara de Viana adjudica Nova Travessia do Rio Lima por 19,5M€

    A obra conta com um prazo de execução de 510 dias e será suportada pelos orçamentos de 2024 e 2025

    CONSTRUIR

    O executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, esta terça-feira, a adjudicação e aprovação da minuta de contrato para execução da empreitada de “Construção da Nova Travessia do Rio Lima entre E.N.203 – Deocriste e a E.N. 202 – Nogueira” por um valor que ascende a 19,5 milhões de euros, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A obra conta com um prazo de execução de 510 dias e será suportada pelos orçamentos de 2024 e 2025.

    A nova Travessia sobre o rio Lima entre a Estrada Nacional (EN)203 – Deocriste e a EN 202 – Nogueira inicia junto ao campo de futebol da Torre, com a reformulação da intercepção giratória de acesso à área de localização empresarial de Nogueira e à autoestrada A27, no sentido Viana do Castelo-Ponte de Lima. A travessia desenvolve-se na maior parte do percurso em tabuleiro de betão pré-esforçado, numa estrutura que permite minimizar os impactos na galeria ripícola e habitats incluídos na Rede Natura 2000.

    A via termina na intercepção giratória da EN 203, zona industrial de Deocriste, junto à empresa de produção de papel DS Smith (antiga Portucel), permitindo desviar o tráfego de viaturas pesadas da estrada nacional que tem sofrido com o aumento de tráfego provocado pela crescente atividade industrial deste complexo. Esta nova via permitirá sobretudo que as empresas situadas nas áreas de localização empresarial abrangidas pela nova travessia possam aumentar a sua capacidade expansionista com os novos investimentos previstos, apoiando particularmente a DS Smith, empresa britânica do setor da embalagem à base de fibra de papel.

    O PRR vai ainda financiar a empreitada de Construção do Acesso Rodoviário da Zona Industrial do Vale do Neiva ao Nó da A28, também chamada de Nova Via do Vale do Neiva. Este acesso rodoviário corresponde a uma nova ligação entre o Vale do Neiva e a A28, com uma extensão de 5,2 quilómetros, tendo as duas faixas de rodagem uma largura de sete metros. A rodovia terá início no nó da A28, junto à rotunda da EN 13, na Zona Industrial do Neiva.

    A nova via irá dotar de segurança rodoviária e fomentar a competitividade empresarial das cinco freguesias do Vale do Neiva, composto por Alvarães, Vila de Punhe, Mujães, Barroselas e Carvoeiro, que representam 30% do tecido empresarial do concelho e permitirá uma ligação rodoviária rápida e segura que fomentará o desenvolvimento socioeconómico da região e acrescenta o seu contributo no panorama nacional, melhorando também os indicadores ambientais.

    A via rodoviária pretende eliminar pontos negros e a circulação condicionada para veículos pesados de logística no interior da freguesia de Alvarães, melhorando a segurança rodoviária em todo o Vale do Neiva. Nas freguesias de Vila de Punhe e Barroselas, os novos troços rodoviários propostos, para além de uma ligação mais fluída e segura à A28, vão melhorar, através dos seus nós de ligação, a mobilidade interna intrafreguesias, ligando estradas nacionais a vias municipais através de um novo corredor rodoviário.

    Estas empreitadas são, para o concelho vianense, investimentos cirúrgicos em fatores de competitividade que vão permitir desenvolver a atividade económica de Viana do Castelo, apoiar as empresas locais e facilitar a mobilidade de todos os vianenses.

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    Ovar aprova investimento de 3,9M€ para construção de habitação em Válega

    A escolha do Sargaçal para localização dos novos apartamentos prende-se com o facto de a autarquia já aí dispor de um terreno “com área suficiente para a construção de 30 fogos” e situado numa área “predominantemente habitacional”

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    A Câmara Municipal de Ovar revelou esta segunda-feira que vai abrir concurso público para arrancar, ainda em 2024, com a construção de 30 fogos de habitação acessível na freguesia de Válega, num investimento de quase 3,9 milhões de euros.

    Criar no lugar do Sargaçal 15 apartamentos de tipologia T3 e outros tantos T2 é o objetivo dessa autarquia do distrito de Aveiro que, ao longo das últimas décadas, tem apostado regularmente na criação de habitação social para famílias que viviam em condições precárias, sobretudo em bairros piscatórios.

    A data concreta para arranque da obra no Sargaçal ainda não está definida e dependerá do andamento do concurso para adjudicação da empreitada, mas o projeto de execução já foi concluído e aprovado em maio, prevendo a autarquia que, uma vez iniciados, os trabalhos tenham um prazo de execução de 18 meses.

    Integrando a Estratégia Local de Habitação, essa empreitada é financiada a 100% por verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por fundos do programa europeu Next Generation, destinado especificamente a dar resposta ao contexto económico e financeiro gerado pela pandemia da Covid-19.

    A escolha do Sargaçal para localização dos novos apartamentos prende-se com o facto de a autarquia já aí dispor de um terreno “com área suficiente para a construção de 30 fogos” e situado numa área “predominantemente habitacional”.

    A construção desses fogos junta-se assim a um conjunto de obras de idêntico cariz que a Câmara Municipal de Ovar tem a decorrer atualmente noutros pontos do concelho, com o mesmo propósito de aumentar as condições de habitabilidade das famílias com menos poder económico. Entre essas empreitadas inclui-se: a construção de outros 13 apartamentos na Rua do Seixal, em curso desde fevereiro de 2024; a edificação de 52 frações na Avenida Dona Maria II, que arrancou em maio; e a reabilitação de três fogos em São João de Ovar, “adjudicada recentemente”.

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    PRR: Governo vai contratualizar 2MM€ de obras até Junho

    Manuel Castro Almeida, por ocasião da conferência anual de balanço da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, adianta que “são contratos que vamos assinar com as autarquias para a requalificação e construção de escolas, casas de habitação e centros de saúde, obras de construção civil que terão de estar concluídas em Junho de 2026″

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    O risco de Portugal perder acesso às verbas previstas no Plano de Recuperação e Resiliência vai obrigar a que, em Junho, o Governo vá avançar com a assinatura de um conjunto de obras avaliadas em dois mil milhões de euros.

    A garantia foi dada pelo ministro da Coesão que sublinha que “muitas das metas do nosso PRR terão que ser contratualizadas imediatamente com os respetivos beneficiários finais, sob pena de não serem cumpridas dentro dos prazos a que nos obrigámos”. Manuel Castro Almeida, por ocasião da conferência anual de balanço da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, adianta que “são contratos que vamos assinar com as autarquias para a requalificação e construção de escolas, casas de habitação e centros de saúde, obras de construção civil que terão de estar concluídas em Junho de 2026″.

    Admitindo que não se trata de uma tarefa fácil, Castro Almeida lembra que “se os contratos para estes investimentos não forem assinados no início do verão e se os concursos para as empreitadas não forem lançados nos dias imediatamente a seguir não conseguiremos que as construções se iniciem no próximo Outono” e espera que “haja capacidade no nosso país para concretizar todas as obras até meados de 2026, que é o prazo limite para ter as obras concluídas”.

    “Peço diligência máxima às autarquias para pôr as obras a concurso. Trata-se de um esforço exigente de todos”, apela o ministro, que adianta que “a pressa é de tal ordem” que o Governo “está a fazer uma coisa que não é normal” nos casos das habitações e dos centros de saúde.

    De acordo com o ministro, o Governo vai dispensar a fase de análise dos serviços municipais em relação a alguns pressupostos das obras das candidaturas apresentadas pelos municípios, nomeadamente “se as áreas estão corretas ou não ou se as varandas são ou não mais largas”.

    “Os presidentes de Câmara assinam um documento em que a candidatura cumpre as leis e o regulamento do aviso do concurso, confiamos na palavra e vamos atribuir os contratos”, notou o governante, acrescentando que, “depois de a obra começar, haverá tempo de dizer se a candidatura está ou não em condições”.

    Castro Almeida admitiu que “possam ocorrer alguns pequenos erros, numa área a mais ou a menos”, mas adiantou que são passiveis de correção.

    “Corrige-se o contrato já com a obra em curso, pois esta é uma oportunidade única para aproveitar os fundos” do PRR, concluiu.

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    “Vamos continuar na Alta de Lisboa com um novo investimento de 300M€”

    Quase 10 anos depois de iniciarem a sua actividade, a Solyd Properties adaptou a sua estratégia às necessidades do mercado. Posiciona-se como um promotor de ‘mini-cidades’ para a classe média, com o foco no bem-estar e na qualidade. É também um dos primeiros promotores a ter políticas muito concretas de ESG e a criar uma estratégia de actuação em torno desses objectivos, onde acredita que a construção off-site vem dar respostas a muitos destes desafios

    Cidália Lopes

    Ao CONSTRUIR, Gonçalo Cadete, co-fundador da Estoril Capital Partners e chief executive officer da Solyd Property Developers revelou os investimentos previstos em novos projectos na Alta de Lisboa e em Loures, assim como a intenção de recuperar uma ideia já antiga – o Built to Rent

    Na promoção imobiliária desde 2015, ou seja, quase 10 anos depois de terem iniciado a vossa actividade, que balanço fazem?

    Na verdade, para ser mesmo correcto, começámos em 2014. E começámos como Estoril Capital Partners no dia 3 de Julho, sendo que, no entanto, o primeiro investimento só foi formalizado em Maio de 2015. Entretanto, em Portugal, estávamos a sair da crise depois de anos muito complicados como foram 2012, 2013 e 2014 e começou a haver alguma actividade de reabilitação. Já existiam pelo menos dois promotores mais especializados que tinham começado a comprar e a desenvolver projectos. E, nesse sentido, achamos que era uma área onde valia a pena investir.

    Começámos, então, em 2015, na reabilitação a fazer o percurso normal: comprar edifícios degradados ou em mau estado e depois reabilitá-los. Os primeiros projectos foram em Lisboa e no Monte Estoril.

    Houve, portanto, uma primeira fase da nossa existência, digamos assim, onde apostámos nesse tipo de projectos, até 2019. Entretanto, começámos a ter uma perspectiva de escala diferente e que não seria possível com projectos de reabilitação no centro das cidades, onde no, máximo, conseguíamos ter 40 apartamentos. Até porque o nosso parceiro, a Oaktree, enquanto investidor institucional, precisava de um volume de investimento, que se tornava mais difícil atingir apenas com projectos de reabilitação.

    Então, a partir de 2018, pensámos que o mercado estava a ficar um bocado saturado. Era um mercado que estava muito dependente dos compradores estrangeiros e dos Golden Visa. Foi quando pensámos: “Vamos diversificar”. Começámos, então, a olhar para construção nova, para o segmento médio, médio-alto. Havia muita disponibilidade de terrenos, custos de entrada bastante baixos e um desequilíbrio brutal entre procura e oferta.

    No fundo, isso acabou por ser um percurso natural do vosso crescimento também, não é?

    Sim. No fundo, perante uma análise dos diferentes segmentos de residencial, obviamente que nós começámos a desenvolver esta expertise. Na nossa equipa, todos tínhamos experiência, fosse na óptica do investidor, ou na óptica mesmo do promotor e do desenvolvimento ou da gestão imobiliária, mas, como empresa digamos, de promoção, não tínhamos.

    Começámos na reabilitação e depois, então, foi muito natural evoluir para a construção nova porque, lá está, em busca de escala, em busca de um segmento de mercado onde, estruturalmente, houvesse um maior desequilíbrio entre procura e oferta e onde pudéssemos investir com escala e com margem. E também, de alguma forma, responder a uma necessidade do mercado, que se irá continuar a verificar.

    Sim, até porque este tipo de projectos têm de ser pensados, também, a longo prazo…
    Sim. Isso é uma questão que nós temos tido no nosso País, enfim, e que agora temos esperança, que com o novo Governo e o Simplex estes processos possam ser melhorados. A verdade é que temos tido sempre uma instabilidade legislativa relativamente grande, à qual se junta a questão de processos de licenciamento muito longos.

    É curioso que quando começámos e, porque ainda havia poucos projectos a vir para o mercado ou em processo de licenciamento, as câmaras eram muito rápidas. Mas depois, rapidamente, entupiram e os processos começaram a demorar muito tempo e, obviamente, isso é muito frustrante na óptica do ciclo de desenvolvimento do projecto e que leva, muitas vezes, à necessidade de rever os planos de investimentos.

    Como se posicionam neste momento no mercado?
    A nossa estratégia tem sido ir ao encontro das necessidades do mercado. Iniciamos no segmento alto, com a reabilitação. Depois o empreendimento Mirear, em Miraflores é para um segmento, claramente, de classe média alta. O Altear é classe também média / média alta, eu diria, abaixo desta. E Loures, Santo António dos Cavaleiros, claramente, segmento mais médio.
    Mas o nosso desígnio é ir ao encontro, digamos, da maior massa de portugueses, que são famílias de classe média. E, portanto, estamos muito atentos aos programas todos das câmaras, do Governo, e o nosso desígnio é ir nesse sentido.

    Quando entraram no mercado da habitação nova começaram a ter projectos apenas em Lisboa ou na Grande Lisboa. O que procuram quando desenvolvem um projecto?
    Não temos muitas localizações, mas nas localizações onde estamos, temos uma dimensão significativa e, de alguma forma, dominamos ou somos o promotor preponderante nessa localização. E, sim, tem sido de facto uma estratégia.

    A ideia é escolher uma localização que vá ao encontro, digamos, das tendências, tendências estas que até acabaram por ser muito acentuadas com o Covid, ou seja, o facto de as pessoas passarem cada vez mais tempo nas suas casas.

    Não só em lazer, mas também a trabalhar, portanto, em inglês, ‘homification’, em que a casa passou a ter uma importância muito maior do que tinha.

    Para nós que fazemos habitação nova, esta tem que ser confortável e tem que oferecer uma série de infraestruturas que permitam também tornar essa vivência mais agradável. Por estes motivos faz-nos sentido apostar em projectos maiores.

    No fundo, como uma ‘mini cidade’ ou as chamadas cidades dos 15 minutos…
    Exactamente. Sim, no fundo é que tentamos recriar. Para a Solyd este conceito já é o presente. Temos de olhar para a localização e pensar no que se consegue criar nessa localização, tanto na nossa casa como na infraestrutura do condomínio e na envolvente.

    Por exemplo, o Mirear, aqui em Miraflores. De um lado temos um parque municipal, de outro lado temos Monsanto, perfeitamente acessível, porque tem uma passagem subterrânea. Ao mesmo tempo, no que diz respeito ao condomínio, temos uma série de infraestruturas que nos permite, se quisermos, sair de casa e estar a trabalhar no condomínio, ou ir dar um mergulho numa piscina, ou ir correr no ginásio, e depois, ao mesmo tempo, na nossa casa, temos varandas muito grandes, janelas com vãos também muito generosas e, portanto, eu estou em casa, mas tenho quase um prolongamento para a rua, obviamente, numa lógica de apartamentos, que é o que nós fazemos.

    Estamos sempre a olhar para novas localizações nesta lógica e em zonas que permitam, também uma lógica de continuidade, como é o caso da Alta de Lisboa, que se desenvolveu muito a partir do momento que começámos ali a construir, em particular porque estamos numa área que percepcionada como sendo pouco segura e que estava abandonada há anos.

    Em que fase se encontra actualmente o Altear?
    O Altear conta com 10 edifícios, dos quais sete já estão concluídos e entregues. Temos um que até ao final do ano ficará, também, concluído e depois vamos ter mais dois. São no total 536 apartamentos e 27 espaços comerciais e está praticamente todo vendido. Temos muito poucas unidades que restam no Altear Jardins 1 e 2, que são os últimos dois edifícios que ainda se encontram, digamos, numa fase intermédia de construção. A ideia é, que até ao próximo ano, consigamos entregar a totalidade dos dez edifícios.

    E prevêem continuar a investir na Alta de Lisboa?
    Sim, na realidade vamos avançar para uma segunda fase do Altear e que será ainda maior. Prevemos um investimento na ordem dos 300 milhões de euros [o do Altear I foi de 225 milhões de euros], porque se trata de um plano ainda maior, mas que neste momento se encontra em diferentes fases de licenciamento.

    Dado que o vosso plano de construção nova continua, que outras localizações vos poderiam, igualmente, despertar interesse?
    Eu diria que não somos um promotor do centro de Lisboa e indo ao encontro da ideia de fazer empreendimentos para o segmento de classe média alta e de classe média, com as tais características que já falámos, procuramos localizações na periferia, nomeadamente Área Metropolitana de Lisboa, tanto na margem Norte como na margem Sul.

    Zonas com uma boa rede de transportes, educação, saúde, serviços, que tenham escala e que permitam, no fundo, desenvolver de forma continuada, para o futuro, a localização.

    Neste sentido, ainda temos capacidade para desenvolver mais projectos tanto na Alta de Lisboa, como em Santo António dos Cavaleiros, onde temos o Élou.

    Como é que se processa essa continuidade?
    Vamos comprando lotes, vamos aprovando projectos e vamos desenvolvendo. Nós temos o desígnio, mas, enfim, como gostamos de fazer as coisas de forma
    sustentada e já analisámos várias oportunidades, mas nunca acabámos por concretizar, tanto na área Metropolitana do Porto, como no Algarve. Mas, portanto, vemo-nos nessas três localizações.

    Os vossos projectos têm, também, uma grande preocupação com sustentabilidade e a mobilidade. De que forma estes aspectos são hoje determinantes para o tipo de habitação que querem desenvolver?
    Tentamos, por um lado, que as infraestruturas de transporte sejam muito boas e depois também apostar em tudo o que é mobilidade eléctrica. Em todos os nossos empreendimentos temos pré-instalação para a instalação de carregadores eléctricos e gestão inteligente desses carregadores.

    Claro, hoje há todo um novo paradigma ao qual não é possível ficar alheio. Aliás, temos uma parceria com a EDP para termos acesso às soluções mais sofisticadas, tanto a nível de carregamento, como depois da gestão.

    E essa parceria está presente em todos os vossos empreendimentos?
    Sim, em todos eles. Há uma preocupação grande a vários níveis. Por um lado, com a eficiência energética e neste sentido, o Élou é NZEB. Não obstante, tratar-se de um projecto para a classe média, existe um conjunto de equipamentos como painéis solares, bombas de calor, elevadores de alto rendimento, com poupança de energia e que geram a sua própria energia no movimento descendente. Também os revestimentos, assim como as caixilharias com todas as janelas a apresentarem um comportamento térmico e acústico também de elevado desempenho.

    Por exemplo, o tema da água e da poupança da água é importantíssimo e neste capítulo temos uma parceria com a Grohe, já que é uma empresa que têm uma serie de sistemas com poupanças de até 70% do consumo de água. Por exemplo, os chuveiros têm injecção de ar para terem pressão e, ao mesmo tempo, consumir menos água, sem que se perca a experiência do duche.

    Depois, temos também uma preocupação muito grande ao nível dos resíduos, da utilização de materiais reciclados e que possam, por sua vez, ser também recicláveis. Este aspecto está cada vez mais presente nos nossos projectos, até porque somos dos poucos promotores com relatórios de sustentabilidade publicados e onde detalhamos tudo o que fazemos em termos de sustentabilidade e ESG.

    Como é que isso se traduz na prática?
    Por exemplo, todos os nossos contratos com os empreiteiros, com os fornecedores, têm uma série de cláusulas que obrigam à gestão de resíduos, a uma série de preocupações, também, com a mão de obra. Portanto, com todas as fases. Temos, também, promovido, a industrialização, tanto fora, como na própria obra. Para quê? Para termos menos resíduos, para aumentar o nível de reciclagem.

    Existe uma série de medidas que vão no sentido de fazer com que haja menos emissões, menos resíduos, um tratamento muito mais eficaz desses resíduos, uma incorporação muito maior de materiais reciclados e recicláveis.

    E, depois, uma série de componentes de eficiência energética, tanto ao nível da electricidade, como quanto à água. A incorporação de bombas de calor, painéis solares ou fotovoltaicos. Somos um promotor com uma grande preocupação técnica. Mais de metade da nossa equipa são engenheiros e arquitectos, o que acaba por nos dar outra visão dos projectos.

    O que é que muda?
    Temos muito cuidado com os projectos, com a contratação desses projectos, com o acompanhamento próximo dos empreiteiros e do produto final. O facto de fazermos parte de uma organização internacional, imputa-nos essa responsabilidade. Estamos agora a preparar o nosso terceiro relatório. Tudo isto é um processo, em que estamos continuamente a melhorar.

    Mas ter poucos projectos também nos permite ter um maior impacto, uma maior intervenção no próprio território. E trabalhar com as várias entidades. E fazer a diferença no fim do dia. É isso que nós queremos.

    Há aqui uma ‘democratização’ da qualidade?
    Exactamente. Ou seja, não estamos a fazer um produto diferente só porque tenho públicos-alvo diferentes, seja em termos de conceito arquitectónica, seja ao nível das comodidades, das áreas ou dos materiais. Queremos padronizar e julgo que neste caso a industrialização veio dar um importante impulso.

    Acompanhar as diferentes tendências, tanto em termos de materiais, como de industrialização e de padronização, permite ir nesse sentido?
    Porque é que para nós a escala é importante? Obviamente, é nesta perspectiva de criar cidade, mas também é no sentido de ter uma escala grande que permita diluir os custos e, portanto, permite-nos também ter um melhor produto.

    Sabemos que os custos de construção têm um peso enorme e que isso se reflecte no preço final. É muito mais difícil oferecer o produto de Loures ao preço que está, do que o preço em Miraflores. É por isso que poucos promotores investem nesse segmento.

    É necessário fazer uma grande gestão ao nível dos custos e a industrialização permite-nos isso. Por exemplo, no Élou o desafio foi criar um produto funcionalmente muito agradável e com padrão alto e por isso desenvolvemos um projecto em que determinados elementos pudessem ser padronizados. Isto acontece, por exemplo, ao nível de todas as grades das varandas ou com os armários ou, até, com as casas de banho que são pré-fabricadas e instaladas posteriormente.

    Há um conjunto de técnicas industriais e de escolha de materiais modernos que fazem com que a percepção seja de grande qualidade, tanto em termos de durabilidade e que, ao mesmo tempo, seja eficiente em termos de custos.

    Nós começámos os ensaios no segmento alto, mas queremos ir, cada vez mais, para um segmento popular, mas não é uma coisa muito fácil de fazer. É uma discussão que temos muitas vezes com as Câmaras, muitas vezes com os bancos e que todas essas entidades nos têm apoiado neste movimento, mas é um desafio.

    Sobre o Simplex, como olham para as alterações que este programa está a trazer?
    Estamos todos bastante optimistas. Mas da nossa parte, que temos projectos com dimensão e que, por isso, desenvolvemos uma relação relevante com as Câmaras, mas também com os bancos, que não se irá alterar com estes novos processos.
    Obviamente que, tudo o que diminua prazos de licenciamento, de regulamentações e de procedimentos é muito positivo para o mercado.

    Também ao nível da exigência de um maior acompanhamento da obra não nos parece problemático, até porque na maior parte dos financiamentos bancários, já tínhamos fiscalização externa alinhada com as entidades financiadoras.

    Mas isso já existe noutros países, já é assim noutros países, e de alguma forma também era o que a indústria pedia há muitos anos. No fundo, há aqui algumas ‘dores de crescimento’, mas que é normal.

    Ainda no residencial, que outros segmentos não descartam e que é uma possibilidade de investimento?
    Há um que é natural e que nós, no fundo, estamos a analisar. No passado até dissemos que gostávamos de entrar, que é o Build to Rent. Portanto, o desenvolvimento de projectos voltados para arrendamento.

    A rentabilidade desses projectos é mais baixa do que o Build to Sell, portanto, de projectos para venda. E, portanto, quer dizer, quando nós pesamos na balança, tem sido economicamente muito mais favorável. Mas é qualquer coisa que está no nosso radar e não descartamos, inclusivamente, fazer um piloto para ensaiar um projecto para arrendamento.

    E procuram alguma parceria para esse tipo de projecto?
    Não, não. Nós temos as competências para fazer. E depois o que acontece, tipicamente, é que esses projectos, depois de estarem feitos e com os apartamentos arrendados, são adquiridos por investidores institucionais, como seguradoras, fundos de pensões, esse tipo.

     

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

    Jornalista
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    Governo quer estudos para a ‘terceira travessia’ concluídos até Março de 2026

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade

    Ricardo Batista

    O Governo pretende que os estudos de viabilidade e técnicos sobre a construção da Terceira Travessia sobre o Tejo estejam concluídos até Março de 2026, tendo mandatado a Infraestruturas de Portugal para a execução dos trabalhos que vão sustentar a contratação e a gestão tanto da ponte como da linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A resolução do Conselho de Ministros, publicada em Diário da República, determina que a IP “apresente ao Governo, até final do segundo trimestre de 2026, uma proposta fundamentada [sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora] que permita uma tomada de decisão relativamente ao modelo de contratação e de gestão a adotar, que assegure um desenvolvimento eficaz e eficiente do projeto, com elevado nível de qualidade e, simultaneamente, comportável num quadro de boa gestão de finanças públicas”.

    Já antes, até ao final do primeiro trimestre de 2026, a IP deve “fazer os estudos de procura, resiliência às alterações climáticas, as análises de custo-benefício, os estudos prévios e os estudos de impacte ambiental” sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade.

    A resolução cria ainda um grupo de trabalho conjunto entre Infraestruturas de Portugal, Instituto da Mobilidade e dos Transportes e ANA – Aeroportos de Portugal para analisar as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias ao novo aeroporto de Lisboa, incluindo os municípios abrangidos no troço Lisboa-Poceirão-Évora.

    Para estes estudos, para o triénio 2025-2028, é autorizado um gasto máximo global de 4,0 milhões de euros (a que acresce IVA), sendo que há limitações aos gastos em cada ano (2,2 milhões de euros em 2025, 1,1 milhões de euros em 2026, 350 mil euros em 2027 e outros 350 mil euros em 2028). Estes encargos, diz o Governo, deverão ser financiados por fundos europeus em 1,98 milhões de euros, sendo o restante suportado pelo orçamento da Infraestruturas de Portugal.

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    Ricardo Batista

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    “Os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”

    O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, defendem que que a habitação pública é uma das principais soluções para resolver a crise habitacional. Para que tal aconteça, dizem, é fundamental que, por exemplo, a lei dos solos seja alterada para que o valor dos terrenos não seja, logo à partida, um óbice a que o preço das casas se ajuste a uma oferta mais acessível

    Ricardo Batista

    Taxativo. À sua imagem. “O problema da habitação pública é determinante para resolver o problema das famílias que precisam de casas, mas também para regular o mercado”, defende o presidente da Câmara de Cascais. Isaltino Morais, no Summit promovido pela CNN dedicado à habitação e integrado no Salão Imobiliário de Portugal, sublinha que “os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”. Ainda antes de serem conhecidas as 30 medidas preconizadas pelo Governo para dinamizar o mercado da habitação em Portugal, Isaltino mostrou-se critico com o estado a que chegámos em matéria de habitação em Portugal e, sobretudo, pela forma como há várias décadas um conjunto alargado de autoridades, entre autárquicas e administração central, foram descurando as necessárias medidas para que o parque público de habitação representasse mais do que 2% do edificado existente. No entender de Isaltino, nunca houve grandes incentivos “para se colocar casas em arrendamento” e os portugueses acabavam por ficar “escravos da banca durante 30 ou 40 anos”, e assim chegámos aos dias de hoje.

    “Oferta e procura funciona, mas…”
    Isaltino Morais considera, ao contrário do que muitos especialistas têm vindo a defender, que “a oferta e a procura funcionam”, mas apenas “para quem tem dinheiro para comprar casa”. Por esse motivo, considera que algumas das medidas propostas pelo novo Governo não fazem sentido, nomeadamente a redução do IVA na construção (que “vai para o bolso do promotor imobiliário, não vai para a família”) e a isenção do IMT para os jovens, pois não existem casas. “Se um jovem consegue pagar uma casa hoje em dia, é porque não precisa desta isenção”, referiu, lembrando os elevados preços das casas.

    Já o presidente da Câmara do Porto recorda que em Portugal há cerca de 15% de pessoas que vivem em situação de pobreza. “Esses 15% nunca vão resolver o seu problema através do mercado. Admitindo que algumas delas já têm o problema resolvido, as outras não conseguem. E há aqui uma enorme divergência e uma enorme distorção”. Para Rui Moreira, é a habitação pública um dos pilares para resolver a crise de habitação. Lembrando o “desequilíbrio entre a oferta e a procura” existente hoje em dia, recorda que, em média, a habitação pública na Europa é 7% e que Portugal já deveria estar, pelo menos, nos 5%. “No Porto já temos cerca de 12%”, revelou. Assim, o problema não é tanto para a classe baixa, mas para “as pessoas que estão no limiar da classe média”, que não conseguem pagar uma renda, mas que também não se incluem, tradicionalmente, na habitação social. E atirou às autarquias vizinhas: “à minha volta há municípios onde essa política [habitação pública] não é prioritária, onde a habitação publica é 2%, porque contam que [as pessoas] vão pressionar o Porto”. “Quando eu era jovem, nós sabíamos o que é que fazíamos. Íamos pedir um crédito de poupança à habitação, encontrávamos uma casa, endividávamo-nos, é certo, mas conseguíamos dedicar à habitação cerca de 20% a 25% do rendimento líquido da nossa família.

    Isso hoje não é verdade”, acrescenta Rui Moreira, lembrando que há um ‘problema’ entre os que são mais ricos “e têm o problema resolvido” e uma “trincheira em questão à geração dos meus filhos, que, de facto, encontram uma enorme dificuldade para encontrar a casa”. “Somos uma sociedade de proprietários”, admite Rui Moreira, uma teoria que mereceu resposta por parte de Isaltino. “O António Ramalho [antigo presidente do Novo Banco] diz que os portugueses gostam de ser proprietários. Não gostam nada. Os portugueses são forçados a ser proprietários. Nós temos que pensar a política de habitação que já no tempo do Salazar se fazia. Não havia incentivo, de facto, a que se colocassem prédios no mercado para arrendamento e, portanto, todo aquele fluxo migratório que vinha de todo o país para o litoral era obrigado a comprar casa”, refere Isaltino Morais.

    Autarquias não foram ouvidas

    Questionado sobre o papel das autarquias no pacote do anterior Governo para a habitação, o presidente da Câmara do Porto voltou a afirmar que “não foram ouvidas” e apelou a que se “dispa o pacote de tudo o que é ideológico”, nomeadamente na determinação “dos senhorios como inimigo público número um”. O autarca considera que “tudo o que foi montado foi no sentido de dizer que o proprietário vai quer ter o ónus social de disponibilizar habitação”, mas “se avançarmos por aí não temos mercado”. O problema do acesso à habitação, acredita, “resolve-se com mais habitação pública”. Paradoxalmente, Rui Moreira sublinha como “as autarquias que não recebem recursos são as que mais casas constroem” e, por isso, insta a que “seja imposto às que recebem transferências” maior esforço. Isto porque o presidente da Câmara do Porto diz não acreditar na capacidade do Estado, através do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, construir novas casas, se “nem consegue gerir o próprio parque habitacional”.

    Para ajudar as autarquias neste processo, Rui Moreira considera imprescindível o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em casos de habitações desocupadas ou em ruínas. “Se o proprietário não tiver dinheiro para reabilitar a casa, pode alugar como está para ser reabilitada por outros ou vender”, afirma o autarca. Apelidando de “comportamento oportunista” o que acontece no Centro Histórico do Porto, onde alguns proprietários esperam “que o imóvel valorize pela reabilitação feita pelos vizinhos e pela Câmara no espaço público à volta”, Rui Moreira defende a “forte tributação” destes casos. Como resposta à questão dos elevados preços dos terrenos, o presidente da Câmara do Porto referiu a recente revisão do Plano Diretor Municipal que permitiu “aumentar a densificação da cidade”, através da construção em altura. Com essa medida, tem vindo a ser possível atrair a construção de novos imóveis na cidade, com o compromisso de disponibilização de habitação para arrendamento acessível. Relativamente à isenção do IMT para os jovens, Rui Moreira considera “fácil dizer que se vai acabar com um imposto porque é municipal”. “Para dispor do dinheiro das câmaras, [os partidos] têm imensa imaginação”, acusa, sublinhando que “sem IMT, os municípios vão ter menos capacidade para construir habitação social”. Na CNN Portugal Summit, o presidente da Câmara do Porto reforçou: “precisamos de mais habitação pública e precisamos de não interferir no resto, deixar que o mercado funcione”. Esperando “que o parlamento não pense em mexer nas regras da habitação social”, Rui Moreira considera que “não faltava mais nada que qualquer pessoa em Portugal pudesse candidatar-se a habitação social no Porto”. “Gostamos muito que venho morar para o Porto, mas não para casas que o Município está a construir para os portuenses”, concluiu.

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    Director Editorial
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