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A estratégia da Vanguard para a Comporta, dst, Norman Foster e o suplemento ReCONSTRUIR na edição 457

O empreendimento Dunas, da Vanguard, entra numa nova fase e o CONSTRUIR conta-lhe a estratégia da promotora para a zona da Comporta. Nesta edição, que é acompanhada pelo suplemento dedicado à Reabilitação, contamos-lhe ainda as linhas da parceria da dst com o atelier de Norman Foster. Mas há muito mais para ler

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Investimento em imobiliário comercial quase duplica no primeiro trimestre

O investimento em imobiliário comercial atingiu os 380 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022, quase o dobro em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela CBRE

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Os segmentos de logística e escritórios figuram entre as classes de activos que atraíram o maior volume de investimento. No caso de logística, o investimento em activos começa a tornar-se mais expressivo, com seis transacções concluídas no trimestre, e os escritórios mantêm o seu interesse.

A forte procura por activos logísticos continua a exercer pressão sobre as prime yields, que diminuíram 25 pontos base em relação ao trimestre anterior, tanto em Lisboa como no Porto. Nuno Nunes, director de capital markets da CBRE Portugal, mostra-se, por isso, menos optimista face à evolução das yields. “Antecipamos um efeito de compressão, nomeadamente em logística, determinadas zonas de escritórios e retalho alimentar, suportada num expectável crescimento de renda decorrente de uma procura, em alguns casos, ainda superior à oferta disponível, que deverá ser monitorizado com atenção, pois existem vários factores de risco relevantes no horizonte”, alerta.

Já Cristina Arouca, directora de Research da CBRE Portugal, refere que: “apesar da subida das taxas de juro, existe actualmente uma elevada liquidez para investir no sector imobiliário. Não obstante, podemos ver o adiamento de algumas operações de forward funding e forward purchase devido à incerteza relacionada com o aumento dos custos de construção.”

A CBRE antecipa um forte volume de investimento ao longo do ano e prevê que o volume de negócios ultrapasse a referência dos três mil milhões de euros que se verificava antes da pandemia, podendo mesmo ser alcançado um novo recorde em 2022

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Ordem propõe ao Governo revisão para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública

Apoiar o Governo na sua adesão a Centros de Arbitragem, a criação da figura do engenheiro-orçamentista certificado e, ainda, promover durante o mês de Junho um grande debate nacional sobre a dinamização do PRR e PNI2030 são algumas das medidas propostas

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A Ordem dos Engenheiros propôs ao Governo a revisão de algumas propostas com vista à para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública. Mas não só. Em reunião com Mariana Vieira da Silva, Ministra da Presidência, Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros, transmitiu “a disponibilidade da Ordem em colaborar com o Governo em áreas estratégicas para o desenvolvimento do País”, nomeadamente sobre o tema da Contratação Pública e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para ajudar a enfrentar o problema da litigância nos contratos, o Bastonário disponibilizou-se a apoiar o Governo na sua adesão a Centros de Arbitragem aquando de contratação pública através da integração de engenheiros. O Bastonário defendeu, também, a criação da figura do engenheiro-orçamentista certificado, como solução para uma maior responsabilização técnica dos preços-base. Foram, ainda, discutidas metodologias de concepção-construção.

Fernando Almeida Santos manifestou, ainda, a intenção de promover, durante o mês de Junho um grande debate nacional sobre a dinamização do PRR e Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030).

Na audiência, estiveram, igualmente, André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Lídia Santiago, vice-presidente da Ordem.

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Vortal lança nova plataforma de compras dedicada ao sector da construção

VBuild é o novo mercado eletrónico totalmente dedicado à construção, lançado pela Vortal. O novo market place promete “trazer simplicidade, confiança, rapidez e inteligência às compras e vendas neste sector”

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Lançado pela plataforma de eSourcing e eProcurement, este novo portal vai permitir responder às dificuldades de empresas de todas as dimensões em receber propostas adequadas para os seus projectos ou obras, facilitando o processo de encontrar novos parceiros de negócios.

Numa altura em que o sector da construção enfrenta desafios relacionados com a sustentabilidade, a digitalização, a escassez de mão de obra e a pressão inflacionista, as empresas têm sentido a necessidade de rever e adaptar as suas estratégias para se enquadrarem num sector em constante mudança. O novo VBuild assenta em quatro pilares essenciais que permitem fazer face às dificuldades da realidade actual: uma rede alargada de fornecedores, qualificação dos mesmos, inteligência de mercado para conhecimento profundo da paisagem competitiva e a identificação de projectos em fase inicial, particularmente útil para os vendedores.

“Através da plataforma VBuild, 90% dos contratos são adjudicados a novos fornecedores, permitindo cobrir possíveis carências do mercado através do acesso a propostas mais competitivas e aos vendedores mais indicados para um determinado projeto. Por outro lado, os vendedores aumentam as suas oportunidades de potenciar os seus negócios”, assegura a plataforma.

Por ser totalmente dedicado ao sector, o VBuild permite a construção de uma rede alargada de fornecedores qualificados em diversas categorias. Por ser um processo de compra totalmente digitalizado, resulta ainda em poupanças significativas para as empresas – em média poupam 22% por ano –, redução do risco e gestão de todo o processo de forma eficiente, transparente, inovadora e sustentável.

“O VBuild permite às empresas melhorar o seu desempenho, diminuir os riscos e inovar nos seus processos e organizações. Compradores e fornecedores têm agora à sua disposição uma plataforma inteligente com oportunidades de negócio e de acesso simples e fácil”, afirmou Para Miguel Sobral, CEO da Vortal.

A Vortal integra o grupo Byggfakta, que tem a sua sede na Suécia e uma presença global, com cerca de 47 mil clientes listados, fornecendo informação a mais de um milhão de projectos no mundo. A plataforma Vortal tem uma presença em Portugal, Espanha e América Latina.

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Cabo Verde: Construção do novo Hospital Nacional arranca este ano

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal)

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O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou o lançamento, ainda para este ano, da construção do Hospital Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, uma das maiores obras públicas do país.

“Vamos ter uma reunião para podermos começar a fechar o dossiê técnico, o mecanismo de financiamento, para que ainda este ano possamos dar corpo a esta ambição que é dotar o país, a partir da Praia, de um hospital de referência”, anunciou Correia e Silva.

O chefe do Governo falava durante a inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Doutor Agostinho Neto, na capital, atualmente o maior do país.

“Claro que o Hospital Agostinho Neto irá continuar, com as suas funções, as suas valências, mas iremos acrescentar mais um hospital, construído, pensado e concebido de raiz, ao nível tecnológico mais avançado que pudermos trazer aqui para Cabo Verde e ao nível de competências mais elevadas que possamos assumir relativamente aos nossos profissionais de saúde”, acrescentou.

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal).

Depois disso foi criada uma equipa técnica interministerial para preparar os atos formais, conceptuais e técnicos para mobilização de financiamento, finalização do projeto e definição do modelo de gestão e de acesso aos serviços a prestar.

Conforme projeto apresentado hoje pelo diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, o hospital nacional deverá ser construído na zona de Achada Limpo, no concelho da Praia, com capacidade máxima de 134 camas, sendo 12 para os cuidados intensivos.

Ainda segundo o diretor nacional de Saúde, a futura infraestrutura de saúde não vai substituir os dois hospitais centrais públicos do país — Agostinho Neto, na Praia, e Batista de Sousa, em São Vicente — mais sim complementar a oferta disponível e maximizar os recursos.

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Imobiliário

Lisboa é uma “Rising Star” no segmento residencial europeu

São vários os factores de atração de Lisboa, uma cidade que entre 2019 e 2023, segundo estimativa da Savills, tem um pipeline 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Um número ainda assim insuficiente face à procura crescente

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Lisboa é, cada vez mais, um destino internacional residencial de peso. Uma cidade que se assume como um case study de sucesso e que a consultora Savills observou com “outras lentes” e que resultou no estudo “Lisbon Residential Market – A Rising Star”, apresentado, hoje, no segundo dia do Salão Imobiliário Internacional (SIL).

“Lisboa é um case study de sucesso, que se soube reinventar e manter o seu carácter e que tem ocupado uma posição cada vez mais preponderante no mercado residencial europeu”, sublinha Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal. De acordo com a responsável “muito mais do que analisarmos estatísticas neste estudo quisemos olhar para o Mercado Residencial de Lisboa como um todo e perceber que factores e racionais tornam Lisboa num caso de sucesso de transformação profunda e bem-sucedida. É muito interessante observar a extrema resiliência deste segmento, que chegou ao final de dois anos de pandemia, a atingir níveis recorde e com forecasts muitos animadores para 2022 que prometem dar continuidade à uma excelente performance”, afirma.

São múltiplos os factores que fazem da cidade da Lisboa um dos destinos residenciais mais apetecíveis e atrativos, competindo lado a lado com cidades de renome internacional. Desde logo a sua posição geográfica privilegiada, clima ameno, custo de vida acessível, segurança, estabilidade social, ecossistema empresarial internacional, história e cultura, destacam a cidade e contribuem para o título de cidade mais cool da Europa.

A cidade em números
A Área Metropolitana de Lisboa congrega 29% das famílias em Portugal sendo que, mais de 60% dos agregados familiares, são compostos por uma ou duas pessoas.

No que diz respeito ao parque habitacional, registou-se um ligeiro aumento de 1,7% nos últimos 10 anos, sendo que na Área Metropolitana de Lisboa, esse aumento situou-se abaixo do crescimento da população residente, colocando a oferta sob pressão. No último ano a pressão com os novos perfis de compradores internacionais que trouxeram um nono estilo de vida à cidade, uma nova forma de viver que já se traduz nos novos projectos que estão a nascer no parque habitacional de Lisboa. Entre 2019 e 2023 a Savills estima que o pipeline de novos projectos (incluindo aqui a construção nova e a reabilitação) ascenda a 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Cerca de metade deste número, 4 mil, estão já à data de hoje escoado. Os projectos de reabilitação “localizados no coração de Lisboa” contribui para uma parte significativa destes números, tal como os projectos no anel exterior da cidade onde os projectos têm áreas mais generosas e preços mais competitivos. Entre os 268 projectos, 124, correspondente a 2300 fogos, são dirigidos ao segmento de luxo. Onde as freguesias da Estrela e de Santo António são as preferidas para a localização destes projectos.

Mercado em Lisboa e zonas periféricas
Em 2021, o preço médio de venda por metro quadrado em Lisboa era de 3,973€, o valor mais alto dos últimos cinco anos, o que representa um aumento de 4% em relação a 2020 e de 6% em relação a 2019. O número de vendas acompanhou também o aumento dos preços médios de venda, com mais de 11.000 habitações vendidas, o que teve em consideração um crescimento de 17% em relação a 2020 e uma diminuição muito residual de 1% em comparação com 2019.

De acordo com o estudo da Savills, Lisboa superou os preços médios do segmento Prime de cidades como Madrid e Barcelona, e é esperado que este segmento siga a tendência de crescimento mundial (4,3%), mas a um ritmo mais moderado (1,9%), em comparação com anos anteriores. No final de 2021, Lisboa tinha disponíveis perto de 6.000 novas casas, o que representa 35% da oferta disponível na capital. Em comparação com o ano 2020, este número diminuiu cerca de 25%.

No que respeita à média de preço por metro quadrado, a zona do Chiado é a que apresenta o intervalo de valores mais elevado – entre os 8.000€ e os 12.000€. De seguida, está o Príncipe Real cujo preço por metro quadrado se inicia nos 8.000€ e pode ir até aos 11.000€ e, em terceiro lugar, encontra-se a Avenida da Liberdade cujo valor máximo pode chegar aos 10.000€.
Os municípios de Cascais e Oeiras têm ganho preponderância, complementando o mercado da região de Lisboa, uma vez que apresentam soluções de habitação de qualidade para quem procura estar perto de Lisboa e, ao mesmo tempo, viver com qualidade de vida e desfrutar de espaços verdes e fácil acesso à linha costeira.

O que mudou desde a pandemia?
Com a pandemia, a procura de habitação permaneceu elevada, mas com motivações diferentes. Os confinamentos e a obrigação de trabalhar remotamente, levou as famílias a reavaliar as suas necessidades quanto à habitação. Foi rapidamente percetível que a maioria dos imóveis não estava preparado para a realidade do trabalho à distância, não existindo uma divisão clara entre a esfera familiar e o espaço de trabalho. Casas maiores, espaço exterior e áreas convertíveis em espaços de trabalho, tornaram-se os requisitos prioritários na procura de um novo lar.

Para além disto, a pandemia trouxe também uma nova consciência quanto à eficiência e ao nível de sustentabilidade dos edifícios. Esta já não é uma escolha de cada proprietário, mas sim uma obrigação da sociedade para prolongar a vida de edifícios, aumentar a sua resiliência e melhorar os seus níveis de conforto com benefícios para a saúde.

Golden Visa: quais os impactos das alterações do sistema?
Entre outubro de 2012 e março de 2022, foram concedidas 10.515 autorizações de residência (ARI), com um investimento total de 5.604 milhões de euros. Em janeiro de 2022, o regime de atribuição de residência sofreu alterações sendo que, as novas regras redirecionaram o investimento para outras zonas do país, com menor densidade populacional.

Tendo em conta que o volume total de vendas residenciais em Portugal no período em análise foi de sensivelmente 156.000 milhões de euros, observamos que o peso do Golden Visa é bastante residual, na ordem de 3.5%. Desta forma, com as alterações que entraram em vigor este ano, espera-se um impacto reduzido nos mercados de Lisboa e Porto.

Leasing e Built-to-rent
Segundo os dados do Eurostat divulgados em 2020, apenas 26% da população portuguesa vive em casas alugadas. A cultura do proprietário está muito enraizada em Portugal, apoiada por um conjunto de factores como taxas de juro historicamente baixas e spreads competitivos que fazem com que a compra seja a opção mais vantajosa. A este racional, junta-se também uma oferta para arrendamento que não se revela competitiva, nem em número, nem em qualidade. Contudo, esta realidade está agora sob ameaça.

O aumento gradual da procura no mercado de arrendamento é uma resposta ao aumento exponencial dos preços de venda, assim como a alterações nos perfis demográficos.
Nos últimos dois anos, cerca de 110.000 novos contratos de arrendamento foram assinados na Área Metropolitana de Lisboa, o que representa mais de 30% do total nacional. No final de 2021, o valor médio dos novos contratos de arrendamento situava-se nos 11,18 euros/m2, revelando um decréscimo em relação ao valor médio observado em 2020, situado nos 11,69 euros/m2 e um decréscimo em relação a 2019 com um valor de 11,83 euros/m2.

De acordo com a plataforma SIR, o número de habitações para arrendamento registou um aumento de mais de 40% entre 2019 e 2020, com a entrada de cerca de 1.900 habitações. Subjacente a este aumento está a crise vivida no setor do turismo, que levou cerca de 15% dos proprietários de alojamentos locais a migrar as suas propriedades para o mercado de arrendamento tradicional.

Já o modelo Built-to-Rent, uma realidade consolidada em muitos mercados europeus, começa agora a captar o interesse de promotores e investidores internacionais em Portugal. Os fundamentos económicos e demográficos jogam a favor do desenvolvimento deste produto. Para além dos elevados custos de aquisição de propriedades, verifica-se uma mudança de paradigma provocada pelas novas gerações que promovem e defendem novos valores, como a mobilidade, a flexibilidade, o sentido de partilha e a comunidade. Actualmente, a aposta neste segmento ainda se concentra nos investidores e promotores internacionais que já estão presentes no mercado imobiliário e que pretendem diversificar os seus produtos.

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“Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”

Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Cidália Lopes

Em entrevista ao CONSTRUIR, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, destaca a resiliência do sector e o facto de, “apesar de todos os constrangimentos”, o Salão nunca se ter deixado de realizar. Mesmo com a incerteza provocada, actualmente, pela guerra na Ucrânia, com reflexos nas presenças internacionais, a responsável considera que esta edição superou todas as expectativas e, em menos de seis meses da última edição, conta já com um maior número de expositores e uma maior área de exposição. Outro “ponto alto” são as conferências, um espaço que permite aos profissionais do sector o debate dos temas da actualidade, organizadas em conjunto com a APPII.

A participação do Salão foi antecipado para Maio. Qual o motivo dessa decisão e de que forma isso poderá significar uma mais valia para o SIL?
A Fundação AIP decidiu antecipar o SIL para o primeiro semestre do ano, considerando que há uma maior apetência nesse período para aquisição de activos imobiliários. Para além disso, esta nova data alarga as potencialidades do Salão em segmentos específicos do sector, designadamente no sector Residencial Turístico. Este segmento, retirará maior retorno da participação no SIL, apresentando os seus activos quer para venda quer para aluguer temporário (Verão).
De referir que se mantém a simultaneidade com a Tektónica, salão líder da Construção em Portugal. Sendo os dois eventos complementares, existe um incremento de sinergias que irão beneficiar expositores e visitantes. O bilhete de acesso ao SIL é válido para a Tektónica e vice versa.

Quais as expectativas para a edição deste ano, depois de dois anos muito atípicos?
As nossas expectativas são que o SIL continue a ser o marketplace do sector, o ponto de encontro de investidores, empresários, técnicos, organismos públicos e público potencial comprador. Esperamos que, como salão líder do Imobiliário em Portugal, proporcione network, concretização de negócios e debate sobre as tendências e o futuro do imobiliário.
Estamos confiantes, na medida em que os indicadores do inquérito de satisfação realizado aos expositores da edição anterior foram muito gratificantes para a organização. Assim, 91,7% afirmaram ter atingido ou ultrapassado os seus objectivos e 83,3 % consideraram que a sua participação no SIL gerou retorno ou perspectivava que gerasse retorno nos próximos seis meses.

Qual o número de presenças esperado?
Nesta edição vamos ocupar os dois pavilhões da FIL, o Pavilhão Multiusos, a área exterior entre pavilhões e ainda o PT Meeting Center, onde vão decorrer as Conferências do SIL, iremos ocupar mais de 30.000 m2, num total superior a duzentos e cinquenta expositores, que mais uma vez voltam a juntar-se: Tektónica – Feira Internacional da Construção e SIL – Salão Imobiliário de Portugal.
Que temas vão estar em destaque nas conferências, que são sempre um ponto forte do Salão?
As conferências do SIL Investment Pro, são um dos pontos altos do salão, dedicadas aos profissionais do sector, teremos dois dias de reflexão e debate sobre os novos desafios que o sector enfrenta. No dia 12 de Maio iremos debater temas dedicados às Cidades, com a presença dos presidentes da Câmara de Lisboa, Porto, Funchal, Vila Nova de Gaia, Santarém e Alenquer. O 1º painel será sobre “O passado, o presente e o futuro das cidades” e o 2º painel sobre o “Business plan para uma cidade sustentável”. Teremos a participação cidades com características diferentes, mas que partilham as mesmas preocupações.
No dia 13 de Maio, no SIL Investment Pro powerd by APPII, serão debatidos os seguintes temas: “Como está o Imobiliário a lidar com as novas Directivas Europeias no desempenho energético?” e “ O Impacto geopolítico no imobiliário e o aumento dos custos na construção”.

Considera que esta edição poderá ser, de certa forma, a prova de fogo para que o SIL volte a acontecer de forma autónoma? Estamos ainda numa fase de transição, tendo em conta a fase pandémica recente?

O SIL nunca deixou de se realizar apesar de todos os constrangimentos gerados pela Pandemia. E já em 2021 o SIL se realizou de forma autónoma e foi considerado pelos participantes um grande sucesso. Vamos acompanhando edição a edição a evolução no mercado, somos resilientes, o sector continua dinâmico, e sabe que pode contar connosco para contribuir para a recuperação rápida da economia. Estamos optimistas com esta capacidade do sector imobiliário, que se reflectirá por certo no SIL, e podemos desde já destacar o incremento de expositores face à edição anterior, que se realizou há menos de seis meses.

Os recentes acontecimentos da guerra na Ucrânia e todos os efeitos que dela têm advindo em termos de instabilidade económica tem-se reflectido, pelos menos naquilo que poderiam ser um maior numero de presenças internacionais?
Este novo contexto geopolitico, tem efeitos na maioria dos sectores da economia e obviamente também se reflecte no sector e nas presenças internacionais, não estando assim o SIL imune aos efeitos da guerra na Ucrânia. Mas importa igualmente considerar que este cenário de guerra também gera novas oportunidades de investimento no sector imobiliário nacional por via da deslocalização de investimentos de outras geografias mais expostas ao conflito.

Sobre os vossos Prémios do Imobiliário quantos projectos estão a concurso, quais as categorias e quais as categorias a concurso este ano?
A adesão aos Prémios SIL do Imobiliário 2022 superou as nossas expectativas. Ultrapassámos a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando o mérito que os profissionais reconhecem a esta iniciativa do Salão.
Mantemos as categorias, na medida em que consideramos que são as que se inserem no mercado imobiliário actual. Assim temos as categorias da “Construção Sustentável e Eficiência Energética”, do “Melhor Empreendimento Imobiliário”, nas sub – categorias Comércio, Serviços e Logística, Habitação e Turismo, da “Reabilitação Urbana”, nas sub – categorias de Habitação, Turismo, Espaços Públicos, Escritórios e Comércio e Serviços. Iremos ainda atribuir o Prémio Personalidade e o Prémio Excelência.
Podemos, ainda, adiantar que atendendo à qualidade dos projectos apresentados iremos ainda entregar duas menções honrosas. No dia 12, serão revelados os vencedores na Cerimónia de Entrega de Prémios SIL do Imobiliário 2022.

Logo a seguir ao SIL irá acontecer o SIL Paris 2022. Pode falar-me um pouco deste evento? Como surgiu esta oportunidade, em que moldes vai acontecer, quais as expectativas?
A organização do SIL Paris decidiu adiar o mesmo para Setembro face ao contexto internacional e criando um intervalo de tempo mais confortável com o SIL em Lisboa que, sendo habitualmente em Outubro, foi antecipado para Maio. A próxima edição do SIL Paris será de 23 a 25 de Setembro próximo e é ainda possível as empresas interessadas reservarem o seu espaço na exposição.
O SIL sempre investiu na internacionalização do sector imobiliário português em diversos mercados, tais como Brasil, República Popular da China, Reino Unido, Angola e França. E, desde 2012, que apostamos no mercado francês, sendo parceiros na organização do evento em Paris.
O Salão em Paris, é um evento internacional exclusivamente português, criado em 2012, direccionado para o público francófono que quer residir, investir, empreender, estudar ou visitar Portugal. Na bagagem tem já um portfólio extenso de sucessos, tendo contribuído fortemente, desde a sua formação, para o ‘boom’ da procura francófona de bens imobiliários e de investimento em Portugal. Os franceses continuam no topo da lista de compradores de activos imobiliários em Portugal.

A nona edição do Salão vai contar com três dias de exposição, para um público de particulares e de profissionais. Desde 2012, o Salão já reuniu 75 mil pessoas e pretende receber nesta nona edição cerca de 10 mil visitantes. Com uma área de 5.000 metros quadrados, contará com a presença de cerca de 150 expositores. Além dos expositores, o Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris terá ainda um programa composto por 40 conferências e apresentações, com temas que vão do investimento às novas tendências do imobiliário, passando pela saúde, empreendedorismo, fiscalidade, sustentabilidade e turismo.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Especial Tektónica e SIL na edição 458 do CONSTRUIR

A Tektónica e o Salão Imobiliário de Portugal em grande destaque na edição especial do Jornal CONSTRUIR dedicada a duas feiras de referência

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Em entrevista ao CONSTRUIR, o novo gestor da Tektónica antecipa as linhas fortes da edição deste ano de uma das feiras de referência do Sector em Portugal. José Paulo Pinto sublinha o regresso de algumas empresas no sector do Banho e Cozinha e reforça a importância do evento enquanto plataforma de negócios do sector

Tektónica 2022 é para resilientes!
O CONSTRUIR foi ouvir o que pensam as empresas que vão marcar presença edição de 2022 da Tektónica, a forma como estão a adaptar a sua estratégia à nova realidade e o que esperam deste certame. Testemunhos marcados pela preocupação com a actual conjuntura económica, mas onde se destacam o espírito resiliente, a aposta na inovação e a vontade de crescer

Entrevista SIL: “Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”
Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Opinião
Manuel Reis Campos (AICCOPN)
Jorge Meneses (APPC)
Hugo Santos Ferreira (APPII)
António Carlos Rodrigues (Grupo Casais)
Paulo Caiado (APEMIP)
Rui Furtado Marques (HCI)
João Ferreira Gomes (ANFAJE)
José de Matos (APCMC)
Jorge Reis (APEB)
Francisco Bacelar (ASMIP)
Rui Horta Carneiro (Associação KNX Portugal)
Nuno Malheiro da Silva (Focus Group)
Francisco Horta e Costa (CBRE)
Diogo Guerra Abecasis (MAP Engenharia)
Carlos Baião (TPF Consultores)
Gonçalo Sousa Soares (afaplan)
Carlos Oliveira (DDN)

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“É nas crises que surgem novas oportunidades de negócio e novos mercados a explorar”

Em entrevista ao CONSTRUIR, o novo gestor da Tektónica antecipa as linhas fortes da edição deste ano de uma das feiras de referência do Sector em Portugal. José Paulo Pinto sublinha o regresso de algumas empresas no sector do Banho e Cozinha e reforça a importância do evento enquanto plataforma de negócios do sector

Ricardo Batista

O novo gestor da Tektónica, José Paulo Pinto, considera que a feira pode ter um importante papel enquanto plataforma de negócio numa altura marcada pela incerteza, incerteza essa que resulta das implicações do aumento dos custos energéticos e pelo conflito na Ucrânia. Novos espaços de partilha de contactos e de informação vão estar à disposição de expositores e visitantes.

A edição deste ano surge numa altura muito particular em que o conflito na Ucrânia parece longe do fim e as indústrias estão a braços com a escalada dos preços de matérias-primas e energia. Em que medida é que iniciativas como a Tektónica podem responder aos desafios colocados pelos expositores?
Efectivamente, com um evento desta natureza, às portas da Europa, que irá implicar várias alterações, quer na produção, no recurso a matérias-primas, logística de transporte e armazenamento, a situação para as empresas, pelo menos nesta fase, é de grande incerteza quanto a um futuro a curto e médio prazo. Estas diferentes situações já estão a impactar as empresas que operam em Portugal, principalmente as que dependem de fornecimento de matérias-primas oriundas da Europa de Leste. O aumento dos custos de energia, é igualmente, um factor de grande preocupação. Por outro lado, também é nas crises que surgem novas oportunidades de negócio e novos mercados a explorar e isso é também revelador da decisão em várias empresas, em manter a sua aposta na participação neste importante evento. Aliás, a Tektónica vai apresentar nesta edição, um crescimento de participações, com a entrada de novas empresas que participam pela primeira vez ou que retomam a sua participação após uma ausência em algumas edições, o que revela que o sector continua em actividade e a apostar na Tektónica como o Marketplace do sector, o espaço privilegiado para o network, o lançamento de novos produtos e inovações. É bastante revelador que tenhamos nesta edição a participação de 70% de novas empresas.

Enquanto organizadores, quais são as expectativas para a edição deste ano da Tektónica?
A adesão a esta edição de 2022 por parte das empresas está a decorrer de forma positiva e podemos mesmo afirmar que estão a superar as expectativas, em linha com a evolução prevista para o sector e tendo em conta principalmente que estamos a deixar para trás um período também ele muito complicado e com impacto na economia global. A evolução positiva que se tem sentido em termos de mercado reflecte-se directamente na presença de empresas na feira. Mesmo empresas que nas últimas edições estiveram afastadas dos eventos sectoriais estão a regressar e a marcar presença na edição deste ano, mostrando que estão activas e trazendo à feira novos produtos e equipamentos.

Apostam, este ano, no Tektónica HUB. Que necessidades identificaram para chegar a esta solução e o que esperam que venha a ser este espaço?
Face ao interesse e crescimento positivo que estamos a verificar e que se materializa num aumento de empresas a participar, o Espaço Tektónica HUB surge como uma necessidade de, junto das empresas e dos visitantes e compradores profissionais, oferecer um espaço de excelência dentro da feira, vocacionado para a partilha de conhecimentos, formação, network e gerador de novas oportunidades de negócio. Neste HUB, vão decorrer as Tek Talks, que privilegiarão intervenções técnicas e de menor duração, proporcionando maior proximidade e interacção entre oradores e assistentes, vão estar reunidos os Media sectoriais e especializados e os parceiros Institucionais, uma zona de Lounge para reuniões profissionais e também de network entre participantes e uma área especifica para reuniões B2B assegurando um match entre a oferta e a procura, nomeadamente no âmbito da participação de compradores estrangeiros.

Em relação à edição do ano passado, quais vão ser as grandes novidades?
O principal contributo da Tektónica sempre foi e continuará a ser a plataforma de negócios do sector, contribuindo para a divulgação de novos materiais, novos produtos, tecnologias e conceitos. Face a este enquadramento, as grandes novidades são-nos trazidas pelas empresas que apostam na sua participação. A fileira da construção está mais do que nunca a ser desafiada a apresentar soluções, materiais e propostas a esta crescente necessidade de vivermos mais e melhor. Na Tektónica todas estas novidades e tendências são apresentadas e acima de tudo são valorizadas e incentivadas. Exemplo disso o facto de se organizar o Prémio Inovação, onde se destaca tudo o que de novo as empresas expositoras estão a desenvolver e vão trazer à feira, sendo estes produtos e equipamentos colocados em evidência na exposição, avaliados por um júri constituído por elementos de reconhecido mérito, e aos quais serão atribuídos Prémios e Menções, por sector de actividade. Nesta edição contaremos com cerca de 25 empresas e produtos a concurso.

Olhando para a lista de expositores, e à imagem do que já tinha sucedido em 2021, é notória a ausência de alguns dos grandes players, nomeadamente em sectores como os Pavimentos e mesmo espaços de banho. No seu entender, isso é reflexo do papel atribuído às feiras em Portugal ou pode ser reflexo de um novo posicionamento das próprias feiras?
Este tipo de análise tem de ser feito tendo em consideração o passado recente, o enquadramento actual e as perspectivas internas e externas futuras. Todos estamos conscientes que as edições de 2020 e 2021 não reflectiram a realidade a que a Tektónica habitualmente oferecia, por via do passado recente em que todos, Portugal e o resto do Mundo, estivemos envolvidos. Daí, estas duas edições terem sido sempre identificadas como edições especiais. Posicionando-nos no agora, importa ter em consideração que na presente edição estamos aliás, a constatar o regresso de algumas empresas no sector do Banho e Cozinha e um crescimento considerável no sector dos Pavimentos e Revestimentos.

Quais são os grandes desafios que se colocam à organização na edição deste ano?
A Tektónica afirmou-se ao longo dos anos e é hoje, a feira líder do sector da construção em Portugal. É o evento representativo dos principais fabricantes, nacionais e internacionais, nos diferentes sectores em exposição que sempre reconheceram a importância deste Marketplace único no sector pelas suas características e dimensão. Também os representantes, distribuidores, grossistas e comerciantes habitualmente presentes, reconhecem à Tektónica o seu potencial de network essencial para os negócios assim como o local por excelência para o lançamento e apresentação de novos produtos ao mercado. Como evento de cariz internacional, procura também assegurar um match entre a oferta e a procura, identificando, neste momento, compradores de mercados de proximidade, que possam potenciar rapidamente, face ao enquadramento internacional que vivemos e ao aumento dos custos de contexto, a dinâmica de negócios dos expositores presentes na feira, quer pela qualidade dos seus produtos quer pela facilidade/competitividade logística decorrente do factor proximidade. A Tektónica diferencia-se ainda, por ser um palco de excelência para a partilha de conhecimentos e de tendências presentes e futuras. É fundamental para os profissionais presentes, quer por parte das empresas quer por parte dos profissionais que a visitam, a oferta de um programa de acções, desenvolvido em colaboração com as entidades profissionais do sector em que se evidencie a participação e partilha de novos ensinamentos.

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The Edge Group investe 45M€ no Beloura Business Campus Lisboa

Segundo José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group, “temos desde o início da criação do grupo e actualmente em curso investimentos imobiliários que ascendem a 400M€, sempre com um equilíbrio de capitais próprios e recurso a financiamento”

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O Beloura Business Campus, o mais recente projecto no segmento de escritórios da parceria do The Edge Group e Fundo Ardma FCR, já se encontra em comercialização e vem dar resposta às empresas que procuram localizações mais perto das zonas habitacionais e com preços mais competitivos, fora dos grandes centros urbanos.

O empreendimento, cujo investimento ascende a 45M€, consiste num edifício moderno de escritórios, que já se encontra pronto a ser utilizado por uma ou mais empresas, bem como uma área de futura expansão com um potencial construtivo acima de 11.000m2. O edifício actualmente disponível é composto por 3 pisos acima do solo e 3 pisos de estacionamento coberto subterrâneo. Tem cerca de 8.300m2 de área locável e está localizado junto à Quinta da Beloura, em Sintra. Inserido num lote com 27.300m2, o imóvel possui excelentes acabamentos, oferece um total de 563 lugares de estacionamento (409 em parque subterrâneo e 154 no parque exterior) e está pronto a utilizar, de acordo com as necessidades e dimensão de cada empresa. O lote compreende ainda uma parcela de terreno, com potencial construtivo adicional superior a 11.000m2, onde poderão ser projectados até 6 edifícios de escritórios, edificação de uma nave de logística de proximidade como complemento ao edifício de escritórios existente, ou outros usos dentro da indústria, comércio e serviços. O Beloura Business Campus conta ainda com uma excelente localização, uma vez que tem na área envolvente uma vasta gama de serviços, tais como: ginásio, hotel de 5 estrelas, campo de golfe, campos de ténis e padel, campo de futebol, spa, piscinas, escola de equitação, restaurantes, farmácias e supermercados, o que representa uma grande mais valia e qualidade de vida para quem ali trabalha.

Segundo José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group, “temos desde o início da criação do grupo e actualmente em curso investimentos imobiliários que ascendem a 400M€, sempre com um equilíbrio de capitais próprios e recurso a financiamento.” O CEO acrescenta ainda que “o Beloura Business Campus consolida a posição do Grupo no segmento de escritórios, agora em linha com a procura de algumas grandes empresas, nacionais e internacionais, por localizações com preços mais competitivos, fora dos centros urbanos e mais próximos do local de residência dos colaboradores. Como sabemos, Portugal está no topo das preferências das empresas para sediar as suas operações. E para dar resposta a esta procura, temos uma oferta diversificada de escritórios para todo o tipo de empresas e respectivas necessidades, seja a nível de localização, dimensão ou mesmo de renda.”

Para além do Beloura Business Campus, o The Edge Group tem actualmente em desenvolvimento alguns dos maiores projectos de investimento na área de escritórios a nível nacional, dos quais se destacam o edifício GC30, localizado na Av. Gago Coutinho em Lisboa, com uma área bruta de construção de 25.000m2, distribuídos por 5 pisos de escritórios no embasamento e 195 apartamentos de co-living nas torres; o Metropolis, localizado junto ao Norteshopping (Matosinhos), com uma área bruta de construção de 25.000m2 e também com uma oferta de escritórios, co-living e áreas para comércio e serviços ; e o Cinco District, um projecto de grande dimensão com início de construção prevista em 2022, com uma área bruta de construção de 38.000 m2, que consiste num empreendimento composto por uma torre e dois edifícios de escritórios, um hotel do grupo Marriott, rooftops ajardinados, skybar-restaurante e uma praça de eventos com serviços e retalho, localizado em frente à A5, em pleno nó Carnaxide/Linda-a-Velha.

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Investimento imobiliário na baixa e centro histórico do porto aumenta 30% para 197,1M€

As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados

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As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados. Trata-se de uma recuperação de 30% no montante investido nestes territórios face a 2020, ano em que o investimento tinha totalizado 147 milhões de euros.

A Baixa e Centro Histórico do Porto contribuíram com 48% de todo o investimento imobiliário concretizado no território composto pelas nove ARUs da cidade, conforme os dados do SIR-Reabilitação Urbana, apurados pela Confidencial Imobiliário.

Assim, no conjunto das nove ARUs da cidade, foram transaccionados em 2021 um total de €408,9 milhões de euros em 2021, montante que supera em 12% os 366,7 milhões de euros transaccionados em 2020. Esta evolução positiva é reflexo sobretudo da retoma verificada na Baixa e Centro Histórico, já que nas sete restantes ARUs da cidade do Porto a nota dominante foi de estabilização do investimento imobiliário. Em 2021 contabilizaram-se 211,8 milhões de euros investidos em imobiliário nas outras sete ARUs, quando em 2020 a actividade nesse território tinha ascendido a 219,7 milhões de euros.

A retoma do investimento foi acompanhada pela forte recuperação dos preços na Baixa e Centro Histórico. Em 2021, os preços de venda da habitação neste território aumentaram 13,7%, quebrando dois anos consecutivos de descidas, de acordo com o Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto. No final de 2020, os preços apresentavam um decréscimo de 4,8%.

De acordo com os dados do SIR-Reabilitação Urbana, em 2021 o preço médio de venda da habitação na ARU do Centro Histórico atingiu os 4.558€/m2, liderando em relação a todas as outras ARUS. Na ARU da Baixa, o preço médio de venda fixou-se em 3.763€/m2 em 2021.

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