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A estratégia da Vanguard para a Comporta, dst, Norman Foster e o suplemento ReCONSTRUIR na edição 457

O empreendimento Dunas, da Vanguard, entra numa nova fase e o CONSTRUIR conta-lhe a estratégia da promotora para a zona da Comporta. Nesta edição, que é acompanhada pelo suplemento dedicado à Reabilitação, contamos-lhe ainda as linhas da parceria da dst com o atelier de Norman Foster. Mas há muito mais para ler

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O empreendimento Dunas, da Vanguard, entra numa nova fase e o CONSTRUIR conta-lhe a estratégia da promotora para a zona da Comporta. Nesta edição, que é acompanhada pelo suplemento dedicado à Reabilitação, contamos-lhe ainda as linhas da parceria da dst com o atelier de Norman Foster. Mas há muito mais para ler

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Siza Vieira assina novo terminal do Cais do Cavaco

O premiado arquitecto português vai assinar o novo terminal para embarcações marítimo-turísticas do Cais do Cavaco, a Gare Fluvial do Cavaco, na margem sul do Rio Douro em Vila Nova de Gaia

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A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo anunciou que “está a desenvolver um projecto de construção de um Terminal de embarcações marítimo-turísticas na margem sul do Rio Douro, no limite poente do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, local designado como Cais do Cavaco”.

A infraestrutura deverá dispor de quatro postos de acostagem com capacidade para acolher quatro navios-hotel e a possibilidade de acostagem de um navio extra para efeitos de pequena manutenção, cargas ou outros. O terminal contempla ainda a instalação de um pequeno núcleo de recreio náutico com capacidade para cerca de cinco dezenas de embarcações de recreio. Peça central da nova infraestrutura, o “Edifício do Terminal” será integrado de forma natural na paisagem, procurando minimizar o seu impacto na marginal do rio Douro, “permitindo uma vista da encosta a tardoz”.

O projecto está a ser desenvolvido pela APDL, em consonância com a câmara municipal de Vila Nova de Gaia no que à “escolha do local, projecto, arquitecto e enquadramento urbanístico” diz respeito. Com o objectivo de dotar “esta área de novas valências no apoio às operações dos navios-hotel que cursam a Via Navegável do Douro e na dinamização turística, económica e urbanística do território”, sublinha nota da APDL.

Nesta fase, está em curso o estudo de impacte ambiental, processo de AIA coordenado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), sendo que no final deste processo a APDL fará a apresentação pública do projecto da responsabilidade do mais premiado arquitecto português, Álvaro Siza Vieira.

“A APDL, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e o Pritzker Siza Vieira procuram que a Gare Fluvial do Cavaco se relacione com a paisagem natural e com os demais edifícios, de forma a integrar-se ao local, sem perder o protagonismo e o carácter público que um edifício desta natureza deve ter”, refere a mesma nota.

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Construção metálica e mista bate recorde de exportações

As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2,3MM em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior. O sector está em franco crescimento como revelam também o aumento dos postos de trabalho directos e o volume de negócios

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“As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2.3 mil milhões de euros em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior”, anuncia em comunicado a Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, CMM.

Responsável por cerca de 35 mil postos de trabalho directos, “a construção metálica atingiu o valor recorde de 5,6 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 5,2% face a 2020. O aumento de volume de negócios, com um crescimento de 30% em relação a 2020, representa 2,6% do PIB”. Este crescimento é influenciado, sobretudo, pela forte procura externa. Segundo a CMM as exportações em 2021 cresceram 37%, face ao ano transacto, representando já 3,8% do tal das exportações nacionais.

“Os números do sector da Construção Metálica de 2016 a 2020 demonstram a evolução continua deste sector com crescimentos médios do volume de negócios de cerca de 5% ao ano e do volume de exportações de cerca de 1,5% ao ano”, sublinha Luís Simões da Silva presidente da CMM.

O mesmo responsável sublinha que o ano de 2021 “apresentou valores históricos, com crescimento de 30% do volume de negócios e 37% das exportações, em relação ao ano anterior. Estes dados demonstram a capacidade, o dinamismo e a resiliência do sector em enfrentar e ultrapassar os constantes desafios que a conjuntura internacional lhe tem colocado”.

Os resultados apresentados destacam-se, assim, pelo “crescimento histórico do sector da construção metálica em todas as vertentes, nomeadamente no número de postos de trabalho directos, no volume de negócios e no valor das exportações”.

Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.  Nos últimos anos o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil, a 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela CMM, e que + tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

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“Acabar com vistos gold é uma decisão incongruente”, defende APEMIP

Na opinião dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal “pensar, apressada e emotivamente, que erradicar o Programa é a solução para acabar com a corrupção ou a especulação imobiliária, é puro devaneio”

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“Pensar em acabar com um programa que em dez anos atraiu para o país cerca de 7.000 milhões de euros e foi catalisador determinante da reabilitação urbana e imobiliária empreendida nos centros históricos de Lisboa e Porto parece-nos uma decisão incongruente”, afirma a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) no comunicado enviado às redacções.

Na opinião dos representantes das empresas de mediação imobiliária “a avaliação que o Governo está a realizar de uma década do Programa “ARI” e que tem permitido o acesso temporário (dez anos) a um visto de residência, na sequência da aquisição de um imóvel de valor igual ou superior a 500.000 euros, justifica-se e, decerto, haverá mudanças e melhoramentos a realizar”. “Mas pensar, apressada e emotivamente, que erradicar o Programa é a solução para acabar com a corrupção ou a especulação imobiliária, é puro devaneio”, defendem.

A APEMIP vai mais longe e sublinha que “afirmar, como verdade incontestável, que o Programa é responsável pela alta generalizada dos preços das casas e, por isso, causador das carências generalizadas de habitação no nosso país, peca por desonestidade intelectual e alheamento da realidade”.

Ironizando a associação reconhece que “é um facto que os estrangeiros que adquirem imóveis que se encontram em localizações caras e com valores acima de meio milhão de euros vêm aumentar a pressão da procura nesse nicho de mercado. Só que não se entende quais são “as consequências sociais” desse facto, excepto para os Portugueses que pretendem adquirir imóveis de 600, 700, … ou um milhão de euros!”.

Relembrando que ao longo dos últimos 10 anos os imóveis transaccionados ao abrigo do programa dos vistos gold representaram apenas 0,6% das transacções realizadas nesse período em Portugal, “o programa determina um conjunto muito claro de regras que têm por objectivo assegurar a legitimidade da proveniência dos capitais utilizados na aquisição. Neste sistema de controlo estão o Banco de Portugal, o SEF, os Bancos Portugueses, os advogados, os notários, as imobiliárias e os promotores, sendo necessário e fundamental que todos cumpram o seu papel. Se não o fazem, ou o fazem imperfeitamente, a culpa poderá não estar no Programa mas naquilo que é uma velha ‘pecha’ portuguesa: fiscalização, vistoria, monotorização, regulação de cumprimento…”, argumentam os profissionais do sector.

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Grupo Sikla adquire terreno em Palmela para novo projecto logístico

A operação contou com a participação da doValue na venda do terreno por 1,700 M€

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A doValue Portugal, empresa gestora de créditos e activos imobiliários, comunica a venda de um terreno com projecto logístico aprovado de mais de 30 mil metros quadrados (m2) de Área Bruta de Construção (ABC), localizado em Palmela, no distrito de Setúbal.

A transacção, efectuada por 1,700 milhão de euros, foi concluída no passado dia 30 de Setembro e teve como comprador o grupo Sikla, conglomerado empresarial internacional que opera na área industrial, presente em Portugal e em mais de 35 países.

“A gestão do nosso portefólio de activos imobiliários está focada na geração transversal de valor, o que claramente acontece nesta operação, que pode traduzir-se na criação de oportunidades adicionais de investimento em Portugal”, salienta João Ribeiro, director de Real Estate da doValue Portugal, acrescentando que “o potencial de desenvolvimento e crescimento de um projecto logístico desta dimensão potenciará um enorme dinamismo económico-financeiro em toda a região envolvente, consolidando esta zona como referência logística incontornável em Portugal”.

Para a administração da SiklaLusa, “esta aquisição foi um passo muito importante”, que se traduz no “crescimento sustentável em diversos mercados, nomeadamente no português”.

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Investimento de 120M€ no Terminal de Contentores Alcântara apresentado esta quinta-feira

A Yilport Ibéria, concessionária do terminal, vai apresentar o investimento de 123 milhões de euros realizado na reconversão e expansão do Terminal de Contentores de Alcântara e onde se inclui a instalação de quatro novas gruas

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O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, marcará presença na apresentação pública do Investimento de Modernização do Terminal de Contentores de Alcântara, da gestora portuária Yilport Liscont, que se realiza no próximo dia 10 de Novembro, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa. O projecto de investimento de cerca de 123 milhões de euros inclui quatro novas gruas que chegaram no primeiro dia de 2022.

O evento tem como objectivo revelar o investimento privado de reconversão e expansão que foi feito no Terminal de Contentores de Alcântara, e no qual se inclui a instalação de quatro novas gruas, fabricadas pela empresa japonesa Mitsui, que chegaram a Lisboa, vindas do porto japonês de Oita, no dia 1 de Janeiro de 2022. O investimento engloba seis E-RTG (eléctricos e com operação remota), ECO – Reach Stackers, repavimentação de todo o pátio de contentores e novos edifícios: um para operações/manutenção e outro para inspecções de alfândega e PIF.

Este investimento permitiu introduzir melhorias significativas não só a nível ambiental, como no incremento de segurança das operações quer para os próprios trabalhadores, como para todos aqueles que diariamente prestam a sua actividade no terminal. Em específico, as novas gruas, totalmente eléctricas, vêm possibilitar a movimentação de mercadorias com menores impactos, nomeadamente a diminuição das emissões de CO2 durante as operações.
Estima-se que esta modernização permita aumentar a capacidade de recepção de navios de maior dimensão, reduzir os custos de transporte na cadeia logística, com ganhos nas exportações nacionais e assim atrair mais carga para serem movimentadas em Portugal.

“Este investimento terá um retorno muito revelante para a economia nacional e o hinterland do Porto de Lisboa. Vai permitir diminuir significativamente a emissão de CO2 e contribuir para a sustentabilidade ambiental da operação portuária. De igual forma, a operação remota e semi-automática de equipamentos vai melhorar as condições de trabalho e segurança dos nossos trabalhadores. Finalmente é nossa convicção que o investimento na modernização desta infraestrutura portuaria vai atrair novos serviços e escalas directas transatlânticas para o Porto de Lisboa, que vão por si só alavancar a vocação exportadora da economia nacional”, explica Nuno David Silva, director geral regional da Yilport Ibéria.

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Conheça os nomeados dos Prémios CONSTRUIR 2022 e vote até 17 de Novembro

Pelo 15º ano consecutivo, o jornal CONSTRUIR volta a promover a entrega dos troféus que distinguem a qualidade da obra materializada entre 1 de Janeiro de 2021 e 30 de Setembro de 2022, numa lista da exclusiva e inteira responsabilidade da equipa editorial do CONSTRUIR

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A espera acabou. Pode, desde já, votar nos seus favoritos para eleger os melhores projectos e empresas do último ano, numa votação que decorrerá na página oficial do evento, disponível em https://premios.construir.pt/

Pelo 15º ano consecutivo, o jornal CONSTRUIR volta a promover a entrega dos troféus que distinguem a qualidade da obra materializada entre 1 de Janeiro de 2021 e 30 de Setembro de 2022, numa lista da exclusiva e inteira responsabilidade da equipa editorial do CONSTRUIR.

Arquitectura, Engenharia, Construção e Imobiliário têm nomeadas obras e empresas que se destacaram pelo trabalho desenvolvido ao longo do período em apreciação; capacidade de inovação, visibilidade mediática, distinções nacionais e/ou internacionais, dados estatísticos oficiais, entre outros; Obra pública, obra privada, Internacionalização, Reabilitação, Sustentabilidade são apenas algumas das áreas que os leitores do jornal CONTRUIR vão poder distinguir.

O acesso ao formulário de votação será feito após introdução do endereço de email com que está registado como assinante do CONSTRUIR e/ou como subscritor da Newsletter do CONSTRUIR, sendo que não são aceites novos registos até à data de fecho de votações.

As votações decorrem até dia 17 de Novembro às 18h00. A entrega dos troféus aos projectos consagrados e empresas vencedoras decorre no Cineteatro Capitólio, em Lisboa, no próximo dia 21 de Novembro, a partir das 21h30.

Os Prémios CONSTRUIR 2022 contam com a Ledvance como mainsponsor. Bosch, Cimpor, Efaflu, Jung, KNX, OLI, Otis, Recer, Saint-Gobain, Umbelino Monteiro e Victoria Seguros são os patrocinadores da edição deste ano dos prémios que distinguem os melhores de 2022 naquela que é a única iniciativa a reconhecer as principais áreas da Fileira da Construção.

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Câmara de Lisboa cria Laboratório Urbano para “aproximar os que vivem e fazem cidade”

0 Projecto Smartdest, conduzido pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa é o primeiro desafio do LUL e está a ser implementado na freguesia da Misericórdia

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0 Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL) criou, recentemente, o Laboratório Urbano  de Lisboa (LUL). O objectivo passa por aproximar, cada vez mais, aqueles que vivem e aqueles que pensam e fazem cidade.

0 LUL é um espaço colaborativo de observação, auscultação, desenho, teste e validação de soluções para problemas urbanos, que promove a participação cidadã e a criação de uma ideia de cidade, que se quer actual, sustentável, resiliente, inclusiva e adaptada às necessidades da comunidade

Pretende, ainda, através das suas actividades experimentais, locais e de natureza participativa, criar e testar soluções urbanas inovadoras para o futuro das cidades e, ao mesmo tempo, contribuir para o aumento da literacia em Urbanismo.

0 Projecto Smartdest – “Cities as mobility hubs: Tackling social exclusion through ‘smart’ citizen engagement”, conduzido pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa é o primeiro desafio do LUL e está a ser implementado na freguesia da Misericórdia. Após uma primeira fase de estudo qualitativo aprofundado o LUL levou a cabo um conjunto de acçöes com vista à auscultação, debate e co-construção de soluções para os problemas identificados.

Entretanto, o programa prevê alargar a sua participação a outras áreas da cidade de Lisboa e encontra-se em fase de candidatura a novos projectos.

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Programa nacional de habitação vai ter investimento de 2.377 M€ até 2026

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei que prevê o Programa Nacional de Habitação. O PNH tem um horizonte temporal até 2026, uma dotação de 2.377 milhões de euros e contempla 22 medidas

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O Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei sobre o Programa Nacional de Habitação (PNH), previsto na Lei de Bases da Habitação e que congrega o quadro de políticas para o sector da habitação, identificando as principais carências, instrumentos e objectivos para a sua progressiva eliminação. O Programa tem um âmbito temporal de 2022-2026 e abrange todo o território nacional.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, referiu que os desafios actuais nas políticas de habitação consistem em «garantir que todos os agregados têm acesso a uma habitação digna e adequada aos seus rendimentos e à sua dimensão» e «garantir que, a médio prazo, o peso da oferta pública no mercado habitacional é capaz de dar resposta às necessidades e contribuir para a regulação do mercado».

O Programa Nacional de Habitação (PNH) é acompanhado de um compromisso orçamental plurianual, com reflexo já no ano de 2023, abrange todo o território anual, tem um âmbito temporal até 2026 e um investimento previsto de 2.377 milhões de euros. Como avançou o ministro da Habitação e das Infraestruturas, tem como objectivo central o alargamento do parque publico português, uma matéria onde Portugal “compara mal com o resto da Europa”. Apenas 2% do alojamento em Portugal é público quando em vários países europeus essa percentagem é de 30%.

Ao todo estão previstas 22 medidas, com o ministro a salientar aqueles que são os quatro pilares do programa. Entre eles está o 1.º direito, que visa apoiar as famílias mais carenciadas e contando com um envelope financeiro de 1.311 milhões de euros até ao final de 2026. Nesse contexto, o ministro sublinhou que “a esmagadora maioria dos municípios conta com estratégias locais de habitação”, soma já cerca de 300 pedidos de financiamento, respeitantes a 5600 habitações e a 65 municípios, das quais cerca de 1 200 casas já entregues.

Outra das medidas contempla o apoio a população de rendimentos intermédios, classe média, para a qual está a ser construído “um parque publico dirigido à população de rendimentos intermédios e aqui o objectivo principal é mobilizar imóveis do estado que estejam devolutos (incluindo edifícios e terrenos) destinados para a construção ou reabilitação de imóveis. Actualmente estão em curso 870 habitações em projecto em Lisboa, 1.250 em Almada, 200 em Matosinhos e 600 em Oeiras. “Este é um programa que arrancou e dará acesso a 6.800 famílias de classe média”, sublinhou o governante. O investimento previsto para esta alínea é de 859 milhões de euros.

O ministro disse também que 48 milhões de euros vão ser destinados à reabilitação do parque habitacional do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), bem como outros 159 milhões de euros “para aquisição de imóveis por parte do Estado”.

Um terceiro pilar destina-se “encontrar soluções temporárias para situações inesperadas sejam calamidades ambientais, fluxos migratórios ou violência de género”, onde se inclui a Porta de Entrada e a Bolsa de Alojamento Temporário. Neste âmbito serão construídos cerca de 2 mil imóveis, financiados pelo PRR.

O quarto pilar é o da “mobilização do sector privado” onde se inclui “um conjunto de incentivos à oferta privada e social de arrendamento a custos acessíveis”.

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Governo avalia fim dos ‘vistos gold’

“Há programas que nós estamos neste momento a reavaliar e um deles é o dos vistos gold, que, provavelmente, já cumpriu a função que tinha a cumprir e que neste momento não se justifica mais manter”

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primeiro-ministro, António Costa, avançou, esta quarta-feira, que o Governo está a avaliar a continuidade do regime de vistos gold para obtenção de autorização de residência em Portugal, admitindo que poderá não se justificar mais a sua manutenção.

“Estamos a avaliar e depois tomaremos decisões”, disse António Costa em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Web Summit, em Lisboa.

uestionado sobre o regime fiscal especial destinado aos chamados “nómadas digitais”, o primeiro-ministro defendeu a continuidade da política de atratividade de investidores em Portugal, sobretudo na área tecnológica, mas fez uma distinção em relação ao regime dos vistos gold, em que se obtém autorização de residência no país na sequência, por exemplo, da compra de um imóvel de elevado valor.

“Há programas que nós estamos neste momento a reavaliar e um deles é o dos vistos gold, que, provavelmente, já cumpriu a função que tinha a cumprir e que neste momento não se justifica mais manter”, declarou o líder do executivo, tendo ao seu lado o ministro da Economia, António Costa Silva. Perante os jornalistas, o primeiro-ministro não apontou ainda um calendário concreto para o possível fim dos vistos gold – uma medida que tem sido reivindicado pela esquerda política, principalmente pelo Bloco de Esquerda, que considera este regime um fator de agravamento dos preços da habitação e fonte de problemas de justiça por suspeitas lavagem de dinheiro.

“Quando se está a avaliar colocam-se todas as hipóteses. Depois de se completar a avaliação, então tomam-se decisões — e as hipóteses tornam-se decisões. Neste momento, estamos a avaliar se os vistos gold fazem sentido, mas há outros [regimes] que continuam a fazer sentido”, disse António Costa, dando como exemplo “o programa Regressar”.

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A New Chapter – Belfast campus. (Photo: Nigel McDowell/Ulster University)

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Sacyr Somague conclui projecto na Irlanda do Norte

A Sacyr Somague acaba de concluir e entregar o projecto de concepção e construção do novo Campus da Universidade de Ulster Greater Belfast na Irlanda do Norte, um edifício com 75.000 m2

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Já disponível para o ano académico agora iniciado, o novo edifício inclui cinco átrios e foram precisos mais de 22.000 metros quadrados de vidro para conferir-lhe uma grande luminosidade e permitir a vista para as colinas da cidade. Um dos espaços mais exclusivos do Campus é o jardim situado na cobertura do novo edifício, que dispõe de árvores plantadas em linha com o plano de reflorestamento urbano da cidade de Belfast.

As instalações do Campus incluem mais de 300 espaços de aprendizagem, uma aula magna com 350 lugares e uma sala de conferências com 250 lugares, 18 elevadores, uma biblioteca de dois andares e salas de estudo privadas com capacidade para 500 alunos, um laboratório biométrico e nove espaços de restauração, incluindo uma cafeteria localizada na cobertura do edifício.

Inspirado nas colinas de Belfast, este edifício de última geração é uma construção moderna que combina a inspiração vitoriana da arquitectura local, com materiais modernos e duráveis, resultando num edifício sustentável para mais de 15.000 alunos e funcionários da universidade. O projecto, assinado pelo atelier Feilden Clegg Bradley Studios Building foi finalista dos World Architecture Awards 2019.

Como parte do compromisso com a comunidade local, a Sacyr Somague Irlanda desenvolveu várias iniciativas para apoiar os desempregados de longa duração e criar oportunidades de estágio para estudantes. Durante a execução do projecto, foram proporcionados o equivalente a mais de 100 anos de actividades de formação e estágio.

Este projecto contou ainda com a participação directa de várias empresas portuguesas que aproveitaram a oportunidade de expandir a sua actividade para a Irlanda do Norte, o que em alguns casos significou a sua primeira experiência de internacionalização. O volume de negócios entregue a empresas lusas ultrapassou os 45 milhões de euros.

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