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Lisboa é uma “Rising Star” no segmento residencial europeu

São vários os factores de atração de Lisboa, uma cidade que entre 2019 e 2023, segundo estimativa da Savills, tem um pipeline 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Um número ainda assim insuficiente face à procura crescente

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Lisboa é uma “Rising Star” no segmento residencial europeu

São vários os factores de atração de Lisboa, uma cidade que entre 2019 e 2023, segundo estimativa da Savills, tem um pipeline 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Um número ainda assim insuficiente face à procura crescente

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Lisboa é, cada vez mais, um destino internacional residencial de peso. Uma cidade que se assume como um case study de sucesso e que a consultora Savills observou com “outras lentes” e que resultou no estudo “Lisbon Residential Market – A Rising Star”, apresentado, hoje, no segundo dia do Salão Imobiliário Internacional (SIL).

“Lisboa é um case study de sucesso, que se soube reinventar e manter o seu carácter e que tem ocupado uma posição cada vez mais preponderante no mercado residencial europeu”, sublinha Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal. De acordo com a responsável “muito mais do que analisarmos estatísticas neste estudo quisemos olhar para o Mercado Residencial de Lisboa como um todo e perceber que factores e racionais tornam Lisboa num caso de sucesso de transformação profunda e bem-sucedida. É muito interessante observar a extrema resiliência deste segmento, que chegou ao final de dois anos de pandemia, a atingir níveis recorde e com forecasts muitos animadores para 2022 que prometem dar continuidade à uma excelente performance”, afirma.

São múltiplos os factores que fazem da cidade da Lisboa um dos destinos residenciais mais apetecíveis e atrativos, competindo lado a lado com cidades de renome internacional. Desde logo a sua posição geográfica privilegiada, clima ameno, custo de vida acessível, segurança, estabilidade social, ecossistema empresarial internacional, história e cultura, destacam a cidade e contribuem para o título de cidade mais cool da Europa.

A cidade em números
A Área Metropolitana de Lisboa congrega 29% das famílias em Portugal sendo que, mais de 60% dos agregados familiares, são compostos por uma ou duas pessoas.

No que diz respeito ao parque habitacional, registou-se um ligeiro aumento de 1,7% nos últimos 10 anos, sendo que na Área Metropolitana de Lisboa, esse aumento situou-se abaixo do crescimento da população residente, colocando a oferta sob pressão. No último ano a pressão com os novos perfis de compradores internacionais que trouxeram um nono estilo de vida à cidade, uma nova forma de viver que já se traduz nos novos projectos que estão a nascer no parque habitacional de Lisboa. Entre 2019 e 2023 a Savills estima que o pipeline de novos projectos (incluindo aqui a construção nova e a reabilitação) ascenda a 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Cerca de metade deste número, 4 mil, estão já à data de hoje escoado. Os projectos de reabilitação “localizados no coração de Lisboa” contribui para uma parte significativa destes números, tal como os projectos no anel exterior da cidade onde os projectos têm áreas mais generosas e preços mais competitivos. Entre os 268 projectos, 124, correspondente a 2300 fogos, são dirigidos ao segmento de luxo. Onde as freguesias da Estrela e de Santo António são as preferidas para a localização destes projectos.

Mercado em Lisboa e zonas periféricas
Em 2021, o preço médio de venda por metro quadrado em Lisboa era de 3,973€, o valor mais alto dos últimos cinco anos, o que representa um aumento de 4% em relação a 2020 e de 6% em relação a 2019. O número de vendas acompanhou também o aumento dos preços médios de venda, com mais de 11.000 habitações vendidas, o que teve em consideração um crescimento de 17% em relação a 2020 e uma diminuição muito residual de 1% em comparação com 2019.

De acordo com o estudo da Savills, Lisboa superou os preços médios do segmento Prime de cidades como Madrid e Barcelona, e é esperado que este segmento siga a tendência de crescimento mundial (4,3%), mas a um ritmo mais moderado (1,9%), em comparação com anos anteriores. No final de 2021, Lisboa tinha disponíveis perto de 6.000 novas casas, o que representa 35% da oferta disponível na capital. Em comparação com o ano 2020, este número diminuiu cerca de 25%.

No que respeita à média de preço por metro quadrado, a zona do Chiado é a que apresenta o intervalo de valores mais elevado – entre os 8.000€ e os 12.000€. De seguida, está o Príncipe Real cujo preço por metro quadrado se inicia nos 8.000€ e pode ir até aos 11.000€ e, em terceiro lugar, encontra-se a Avenida da Liberdade cujo valor máximo pode chegar aos 10.000€.
Os municípios de Cascais e Oeiras têm ganho preponderância, complementando o mercado da região de Lisboa, uma vez que apresentam soluções de habitação de qualidade para quem procura estar perto de Lisboa e, ao mesmo tempo, viver com qualidade de vida e desfrutar de espaços verdes e fácil acesso à linha costeira.

O que mudou desde a pandemia?
Com a pandemia, a procura de habitação permaneceu elevada, mas com motivações diferentes. Os confinamentos e a obrigação de trabalhar remotamente, levou as famílias a reavaliar as suas necessidades quanto à habitação. Foi rapidamente percetível que a maioria dos imóveis não estava preparado para a realidade do trabalho à distância, não existindo uma divisão clara entre a esfera familiar e o espaço de trabalho. Casas maiores, espaço exterior e áreas convertíveis em espaços de trabalho, tornaram-se os requisitos prioritários na procura de um novo lar.

Para além disto, a pandemia trouxe também uma nova consciência quanto à eficiência e ao nível de sustentabilidade dos edifícios. Esta já não é uma escolha de cada proprietário, mas sim uma obrigação da sociedade para prolongar a vida de edifícios, aumentar a sua resiliência e melhorar os seus níveis de conforto com benefícios para a saúde.

Golden Visa: quais os impactos das alterações do sistema?
Entre outubro de 2012 e março de 2022, foram concedidas 10.515 autorizações de residência (ARI), com um investimento total de 5.604 milhões de euros. Em janeiro de 2022, o regime de atribuição de residência sofreu alterações sendo que, as novas regras redirecionaram o investimento para outras zonas do país, com menor densidade populacional.

Tendo em conta que o volume total de vendas residenciais em Portugal no período em análise foi de sensivelmente 156.000 milhões de euros, observamos que o peso do Golden Visa é bastante residual, na ordem de 3.5%. Desta forma, com as alterações que entraram em vigor este ano, espera-se um impacto reduzido nos mercados de Lisboa e Porto.

Leasing e Built-to-rent
Segundo os dados do Eurostat divulgados em 2020, apenas 26% da população portuguesa vive em casas alugadas. A cultura do proprietário está muito enraizada em Portugal, apoiada por um conjunto de factores como taxas de juro historicamente baixas e spreads competitivos que fazem com que a compra seja a opção mais vantajosa. A este racional, junta-se também uma oferta para arrendamento que não se revela competitiva, nem em número, nem em qualidade. Contudo, esta realidade está agora sob ameaça.

O aumento gradual da procura no mercado de arrendamento é uma resposta ao aumento exponencial dos preços de venda, assim como a alterações nos perfis demográficos.
Nos últimos dois anos, cerca de 110.000 novos contratos de arrendamento foram assinados na Área Metropolitana de Lisboa, o que representa mais de 30% do total nacional. No final de 2021, o valor médio dos novos contratos de arrendamento situava-se nos 11,18 euros/m2, revelando um decréscimo em relação ao valor médio observado em 2020, situado nos 11,69 euros/m2 e um decréscimo em relação a 2019 com um valor de 11,83 euros/m2.

De acordo com a plataforma SIR, o número de habitações para arrendamento registou um aumento de mais de 40% entre 2019 e 2020, com a entrada de cerca de 1.900 habitações. Subjacente a este aumento está a crise vivida no setor do turismo, que levou cerca de 15% dos proprietários de alojamentos locais a migrar as suas propriedades para o mercado de arrendamento tradicional.

Já o modelo Built-to-Rent, uma realidade consolidada em muitos mercados europeus, começa agora a captar o interesse de promotores e investidores internacionais em Portugal. Os fundamentos económicos e demográficos jogam a favor do desenvolvimento deste produto. Para além dos elevados custos de aquisição de propriedades, verifica-se uma mudança de paradigma provocada pelas novas gerações que promovem e defendem novos valores, como a mobilidade, a flexibilidade, o sentido de partilha e a comunidade. Actualmente, a aposta neste segmento ainda se concentra nos investidores e promotores internacionais que já estão presentes no mercado imobiliário e que pretendem diversificar os seus produtos.

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Sonae Capital vende activos do Troia Resort

Operação foi assessorada pelo departamento de Hotel Advisory da JLL. Valor transaccionado não foi revelado, mas consultora avança que comprador é um “player português”. Activos englobam Aqualuz Tróia Mar&Rio e The Editory By The Sea Tróia-Comporta, num total de 377 apartamentos

A Sonae Capital, através das suas participadas, vendeu um conjunto de activos hoteleiros em Tróia, tendo a operação sido mediada pela equipa de Hotel Advisory da consultora JLL. Este negócio é uma das maiores operações de investimento imobiliário em hotéis realizada no mercado português desde o início do ano. Embora valor transaccionado não tenha sido divulgado, a JLL informou tratar-se de um “player português”.

Nesta operação, a The Editory Hotels, unidade de negócio de Hospitality da Sonae Capital manterá a gestão destes activos.

Os activos incluem o Aqualuz Tróia Mar&Rio e o The Editory By The Sea Tróia-Comporta, num total de 377 apartamentos, além de espaços para reuniões e eventos – incluindo um centro de eventos com capacidade máxima para 600 pessoas – três restaurantes, spa, sala fitness, piscina interior e exterior e jardim, entre vários outros equipamentos e serviços.

Segundo Karina Simões, head of Hotel Advisory da JLL, esta operação vem confirmar que, actualmente, há um grande apetite em investir no sector hoteleiro em Portugal, e não apenas em activos de cidade ou destinos turísticos mais consolidados, como Lisboa, Porto ou o Algarve”.

“No entanto, apesar da solidez da procura e ainda que se diga que existem muitos hotéis para venda em Portugal, a verdade é que nem toda a oferta disponível no mercado consegue dar resposta aos critérios de investimento, pois muitas vezes são unidades de pequena dimensão, sem marca associada e com localizações secundárias. Por isso, quando surge no mercado activos como estes, o interesse dos investidores é imediato, dando início a um processo de venda muito disputado, como foi o caso”, acrescenta responsável.

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Estudo: “Reconectar é a nova tendência global”

Segundo o Savills Impact prevê-se uma diminuição global da procura de escritórios em toda a Europa entre 8-10% à medida que as empresas se adaptam às novas formas de trabalho

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2022 é o ano em que a Humanidade começa a emergir da pandemia, o ano em que o mundo começa a voltar ao normal. Ao mesmo tempo que as pessoas voltam à sua rotina, a Savills lança o seu estudo Impacts 2022que pretende explorar a nova tendência global – “Reconectar”.

Depois de dois anos em que a pandemia manteve as pessoas mais afastadas, 2022 representa o regresso a alguma normalidade, o ano em que as principais cidades do mundo estão a retomar a sua actividade e que as pessoas procuram uma reconexão ao seu local de trabalho exigindo, no entanto, uma maior qualidade de vida, flexibilidade e políticas de sustentabilidade. É este novo paradigma que a Savills pretende abordar no seu estudo Impacts 2022que explora nova tendência global – “Reconectar”.

Esta edição do Savills Impacts aborda perspectivas sobre a nova era do trabalho, o futuro das cidades resilientes, o comércio/retalho físico, as oportunidades do mercado imobiliário e a realidade actual da cadeia logística.

Uma nova era do trabalho

As pessoas estão a reconectar-se ao seu local de trabalho, mas também a exigir uma nova realidade. As novas tecnologias, alterações demográficas e o impacto da Covid-19 transformaram a forma como a sociedade global experiencia o mundo. As prioridades passaram agora a ser a tecnologia – potenciadora de trabalho remoto – a diversidade, o talento e o espaço de trabalho enquanto lugar que proporciona bem-estar e qualidade de vida. Perante os novos factores prioritários, as empresas deverão adaptar-se ao “novo normal” para atrair e reter talento, através da diversidade e do trabalho flexível, o que permitirá aumentar os níveis de satisfação e a integração dos colaboradores.

Como exemplo desta nova era do trabalho, a cidade de Lisboa foi recentemente eleita como o destino preferido dos nómadas digitais, oriundos de todo o mundo, e o Algarve conquistou a 4ª posição como destino favorito para os nómadas digitais trabalharem.

O inquérito Savills Office FiT 2021 concluiu que 12% dos trabalhadores revela interesse por espaços de coworking, em comparação com 3% verificados em 2020. Prevê-se que o tipo de espaço flexível se torne ainda mais diversificado, com localizações disponíveis no centro das cidades como em áreas suburbanas.

No entanto, a procura de espaço flexível é também susceptível de aumentar com o crescente número de pessoas que optam por trabalhar por conta própria. No Reino Unido, os pedidos de espaço flexível para escritórios aumentaram 82% em relação aos níveis pré-pandémicos. A Savills prevê uma diminuição global da procura de escritórios em toda a Europa entre 8-10% à medida que as empresas se adaptam às novas formas de trabalho.

Os green offices registam também uma tendência crescente à medida que as preocupações com as políticas de ESG são cada vez mais prementes. Os EUA e cidades como Londres, Paris, Pequim e Xangai são os locais que apresentam o maior número de escritórios com certificados verdes. Em média, 28% do stock total nas 20 principais cidades globais tem o certificado verde, o que significa que mais de 70% do stock existente deverá sofrer alterações no futuro.

Oportunidades e desafios para o sector imobiliário

O investimento global em apartamentos atingiu um valor recorde de mais de 478 mil milhões de dólares em 2021 e, no terceiro trimestre do ano, o investimento excedeu pela primeira vez o mercado dos escritórios.

Na maioria dos países, os retornos totais do investimento para a habitação em 2020 foram de 5,5%-8,3%. O aumento do investimento em habitações multifamiliares levou a que os rendimentos líquidos atingissem níveis mínimos de 3% ou menos, na maioria das geografias.

A procura de habitação para arrendamento, especialmente habitação acessível, pode aumentar durante períodos de incerteza, nomeadamente se os critérios de empréstimo mais rigorosos reduzirem a procura. A procura tem sido impulsionada sobretudo por jovens que se deslocam para centros urbanos para trabalhar e estudar e, neste sentido, é pouco provável que esta situação seja alterada pela Covid-19 a longo prazo.

Um outro desafio para os investidores é a crescente intensidade operacional dos activos para arrendamento. Numa fase pós-pandémica, os ocupantes passam mais tempo em casa e focam-se em aspectos como o bem-estar e a conveniência, sendo essencial uma divisão entre o espaço de escritório e a esfera familiar. Após a experiência de confinamento, os espaços exteriores e janelas de maior dimensão tornaram-se um pré-requisito, ao mesmo tempo que o interesse pela segurança e saneamento foi reforçado.

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Investimento em imobiliário comercial quase duplica no primeiro trimestre

O investimento em imobiliário comercial atingiu os 380 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022, quase o dobro em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela CBRE

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Os segmentos de logística e escritórios figuram entre as classes de activos que atraíram o maior volume de investimento. No caso de logística, o investimento em activos começa a tornar-se mais expressivo, com seis transacções concluídas no trimestre, e os escritórios mantêm o seu interesse.

A forte procura por activos logísticos continua a exercer pressão sobre as prime yields, que diminuíram 25 pontos base em relação ao trimestre anterior, tanto em Lisboa como no Porto. Nuno Nunes, director de capital markets da CBRE Portugal, mostra-se, por isso, menos optimista face à evolução das yields. “Antecipamos um efeito de compressão, nomeadamente em logística, determinadas zonas de escritórios e retalho alimentar, suportada num expectável crescimento de renda decorrente de uma procura, em alguns casos, ainda superior à oferta disponível, que deverá ser monitorizado com atenção, pois existem vários factores de risco relevantes no horizonte”, alerta.

Já Cristina Arouca, directora de Research da CBRE Portugal, refere que: “apesar da subida das taxas de juro, existe actualmente uma elevada liquidez para investir no sector imobiliário. Não obstante, podemos ver o adiamento de algumas operações de forward funding e forward purchase devido à incerteza relacionada com o aumento dos custos de construção.”

A CBRE antecipa um forte volume de investimento ao longo do ano e prevê que o volume de negócios ultrapasse a referência dos três mil milhões de euros que se verificava antes da pandemia, podendo mesmo ser alcançado um novo recorde em 2022

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CBRE contrata novo responsável para liderar zona Norte

A CBRE anuncia a contratação de Rui Moreira para a posição de head of Porto, para liderar a actividade da consultora afecta ao escritório do Porto e a toda a região Norte

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Rui Moreira tinha já trabalhado na CBRE entre 2012 e 2017, inicialmente como senior asset manager, mais tarde como associate director de capital markets e, no fim, como director – head of shopping centers, cobrindo todas as linhas de serviço desta classe de activos.

“Contamos com a experiência e empenho do Rui para desenvolver ainda mais a presença da CBRE no Porto. Nos últimos anos consolidámos a equipa nas diversas áreas em que operamos e sabemos que uma liderança experiente será um factor decisivo para alcançar os resultado ambiciosos a que nos propusemos na região Norte do país”, indica Francisco Horta e Costa, diretor-geral da CBRE Portugal.

“O imobiliário nacional está a passar por uma fase entusiasmante e o mercado do Porto é um dos motores deste dinamismo. A cidade conquistou uma agenda imobiliária própria e hoje em dia atrai investidores e ocupantes dos quatro cantos do mundo. Os nossos objectivos imediatos passam por consolidar, no Porto, uma equipa multidisciplinar de alta performance, capaz de amplificar a notoriedade da marca CBRE a Norte e apoiar de forma diferenciada os nossos clientes que pretendem entrar ou expandir o seu negócio na cidade invicta”, acrescenta Rui Moreira, o novo responsável pelo escritório do Porto da CBRE Portugal.

Licenciado em Economia pela Universidade do Porto, Rui Moreira, antes de se juntar novamente à CBRE, ocupou o cargo de vice presidente da área de asset management na Jamestown, sendo responsável pelo portefólio Ibérico da empresa. Com mais de 15 anos de experiência no sector imobiliário, dez dos quais em Madrid, foi senior asset manager em diferentes fases da carreira na Unibail Rodamco, Intu e CBRE. Durante este período geriu portefólios de grandes centros comerciais, incluindo quatro dos dez maiores activos de retail do mercado Espanhol, liderando projectos emblemáticos de expansão e reforma desses centros, tais como a Diagonal Mar, em Barcelona e o Intu Xanadú, em Madrid. Entre 2007 e 2011, trabalhou na Sonae Sierra como investment analyst, tendo começado a sua carreira como controller de crédito no Grupo Auto Sueco (Nors).

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Lançado portal para listar imóveis em criptomoeda

A Zome lançou esta segunda-feira, o Cryptohouses, o primeiro portal de uma rede imobiliária a listar imóveis integralmente em criptomoeda

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No novo site, será possível consultar todas as informações sobre imóveis disponíveis para permuta com activos virtuais, os respectivos valores de transacção convertidos nos vários criptoativos, e solicitar visitas. A Zome, em parceria com a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA, assegurará o acompanhamento próximo em todas as fases do processo, da pesquisa à escritura.

O anúncio foi feito no primeiro dia do evento anual Zome Summit2022, no Tróia Design Hotel, em Tróia. Um encontro que todos os anos reúne os colaboradores da empresa para partilha de resultados, conquistas e objectivos.

“O lançamento deste portal reforça a nossa vontade de estar na vanguarda das tendências do sector, e poder anunciá-lo a todos os colaboradores da Zome em Portugal e Espanha, é também uma forma de mostrar a cada um deles que são a nossa inspiração e motivação para continuarmos a evoluir. Acreditamos que os criptoativos farão parte do futuro e as plataformas digitais abrem um novo mundo de oportunidades para a mediação”, sublinha Patrícia Santos, CEO da Zome.

Este é mais um passo para a mediadora imobiliária portuguesa neste novo segmento do mercado da mediação. Recorde-se que a 4 de Maio, a Zome e a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA, montaram em conjunto a primeira escritura pública de venda em criptoativos, sem necessidade de conversão para euros antes do acto da escritura. A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga.

Todos os negócios que decorrem a partir do novo portal, serão acompanhados por especialistas do departamento de Crypto Negócios, criado pela Zome para assegurar toda a componente processual e legal das transacções, e todos os passos do processo de permuta de uma casa em criptoativos. O compliance legal de origem dos fundos activos de acordo com os requisitos legais em vigor, será assegurado pela sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA.

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Savills e JLL comercializam loja premium em Lisboa

O espaço está inserido num edifício contemporâneo misto (escritórios e residencial), localizado junto à Rotunda de Entrecampos, na zona do Campo Grande, num dos locais emergentes da cidade de Lisboa

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A Savills Portugal e a JLL estão a proceder ao arrendamento em co exclusividade de uma loja em Entrecampos, localizada no coração da capital. Com uma área bruta total de 606m², o espaço divide-se em 2 pisos – R/c e sobreloja, com áreas de 292m² e 314m², respectivamente. Esta loja tem ainda 5 lugares de estacionamento associados o que, nesta zona, se torna um factor bastante diferenciador.

O espaço amplo beneficia de luminosidade natural, pé direito generoso ao nível do R/c, fachada com cerca de 30 metros, rodeada de passeio largo, permitindo uma forte visibilidade viária e pedestre.

Sendo esta área considerada um dos “pulmões verdes” e mais centrais da cidade de Lisboa, com cerca de 11 hectares de espaços verdes, é também um dos locais mais procurados por famílias, pois permite usufruir de uma qualidade de vida superior. A proximidade das muitas escolas e colégios, desde o infantário até ao ensino superior, é também uma das principais razões para a fixação da população neste local. Todos estes factores constituem vantagens competitivas para o espaço a arrendar.

O espaço encontra-se num dos locais emergentes da cidade de Lisboa, uma vez que está prevista uma nova dinâmica económica e social com o Projecto Integrado de Entrecampos abarcando comércio, escritórios e habitação, nos terrenos da antiga Feira Popular, fazendo desta localização o novo ex-libris da cidade.

Para Maria Luísa Branco, agency retail associate da Savills Portugal, esta localização tem uma “forte visibilidade viária e pedestre, associada a um layout amplo, o que faz deste espaço um local ideal para actividades ligadas a serviços, comércio e restauração. Há hoje uma maior preocupação por parte dos operadores em tornar as suas marcas mais atractivas e funcionais. A tecnologia, a experiência e a localização, são factores essenciais para quem pretende criar uma maior conectividade entre a marca e o consumidor. Esta é uma oportunidade única para marcas que querem aproveitar o momento actual para expandir com novos conceitos ou entrar em Portugal”.

Por sua vez, Mariana Rosa, head of leasing markets advisory da JLL, destaca “o potencial da envolvente desta loja, onde actualmente já existe um enorme fluxo diário de pessoas entre residentes e população flutuante, e pessoas que trabalham ou estudam na zona, bem como as que ali trocam de transporte. Além disso, esta é uma zona com um projecto urbano muito promissor, e que vai criar uma nova centralidade habitacional em Lisboa, por isso, além do footfall actual, há uma capacidade de o exponenciar num futuro próximo. Tudo isto, num espaço com excelentes características a nível de dimensão e visibilidade, que certamente vai gerar muito interesse”.

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Mexto vende totalidade dos apartamentos do Maison Eduardo Coelho

Com arquitectura de João Tiago Aguiar, o desafio foi, desde o início, “alcançar a simbiose perfeita entre a história deste edifício e a arquitectura moderna”

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O empreendimento Maison Eduardo Coelho, localizado no Príncipe Real, em Lisboa, tem já a totalidade dos seus apartamentos vendidos. Segundo a Mexto Property Investment, promotora imobiliária focada no segmento da reabilitação residencial de luxo, “a venda a 100% do edifício foi realizada pelo valor solicitado e em apenas 6 meses após a colocação do empreendimento no mercado”.

Segundo Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto, “a venda da Maison Eduardo Coelho correu da melhor forma possível, num projecto de reabilitação bastante desafiante. Todos os materiais foram criteriosamente seleccionados para atender aos mais altos padrões de elegância e funcionalidade, respeitando sempre a história deste edifício, localizado numa zona nobre da cidade de Lisboa. Este projecto reflecte a visão da Mexto no segmento de habitação de luxo, com apartamentos de dimensões grandes, com acabamentos de elevada qualidade e sempre com atenção aos detalhes. Factores que colocam a Maison Eduardo Coelho ao nível de padrões internacionais.”

Constituído por sete apartamentos, a Maison Eduardo Coelho resulta da reabilitação de um edifício histórico do início do século XIX e da recuperação da fachada que revela toda a sua beleza original, de forma a preservar a sua memória.

Com arquitectura de João Tiago Aguiar arquitectos, o desafio na Maison Eduardo Coelho foi, desde o início, alcançar a simbiose perfeita entre a história deste edifício e a arquitectura moderna, seguindo os padrões de qualidade que caracterizam os projectos Mexto.

Disponíveis nas tipologias T1+1, T2, T3 e T3 duplex, com áreas entre os 84m2 a 343m2, todos os apartamentos dispõem de lugar de estacionamento privativo e arrecadação bem como acesso a varandas privadas. Ao nível do solo, o duplex inclui um terraço deslumbrante com jardim e piscina privativos.

Com um número de apartamentos muito restrito e uma excelente localização, a Maison Eduardo Coelho apresenta excelentes condições de privacidade e segurança. O empreendimento reserva, ainda, um apartamento muito especial com uso exclusivo de um amplo jardim e uma piscina.

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DS Private abre primeira loja em Esposende

Até ao final do ano, a rede pretende ter cerca de 30 de lojas abertas, o que se traduz em mais de 300 postos de trabalho a nível nacional

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A DS Private, rede do Grupo Decisões e Soluções, dedicado ao imobiliário de luxo, inaugurou a sua primeira loja em Esposende, na Avenida Visconde de São Januário 2117. Com nove colaboradores especializados no segmento de luxo, a DS Private Esposende apresenta um serviço premium e 100% personalizado a todos os particulares, investidores e empresas que pretendam adquirir um imóvel de luxo. A loja fornece, também, o serviço de intermediação de crédito e apoio na construção de imóveis.

Com “entusiasmo” pela novo segmento representado pela loja de Esposende, Nathalie Pereira, directora da DS Private Esposende, acredita “que através da carteira de imóveis e do serviço personalizado que disponibilizamos, vamos, certamente, conquistar diversos clientes”.

Também Adriano Nogueira Pinto, director coordenador Nacional da DS Private, considera que “o segmento do imobiliário de luxo continua a ter uma grande procura em Portugal, existem muitos investidores, principalmente estrangeiros, que procuram adquirir imóveis de topo” e, como tal, “esta insígnia vem dar resposta a esta necessidade do mercado imobiliário”.

“Temos vindo a alargar a rede e a capitalizar a nossa presença em localizações estratégicas sempre com o intuito de alcançar mais clientes. Até ao final do ano, pretendemos ter cerca de 30 de lojas abertas, o que se traduz em mais de 300 postos de trabalho a nível nacional”, acrescenta.

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Habita reforça estrutura organizacional

A empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional. João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio da empresa

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(na imagem: João Pedro Vaqueiro e André Tengarrinha)

A Habita, empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional com a entrada em funções de João Pedro Vaqueiro como novo director geral, função anteriormente exercida por Rita Apolinário, que abraçou um novo projecto na Câmara de Lisboa, e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio, da Habita.

João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita a convite da Administração do Grupo Himo, com o objectivo de reforçar o posicionamento da empresa enquanto player que contribui para a profissionalização do sector imobiliário, onde o talento, os serviços especializados e a relação de proximidade, marcam a diferença.

Com Licenciatura em Administração de Marketing pelo IPAM, um MBA pelo ISEG e um Programa de Direcção de Empresas pela AESE, João Pedro Vaqueiro tem um percurso profissional maioritariamente ligado à área do Marketing e Vendas. Iniciou a sua carreira na Unicre, e passou por marcas como Intermarché, The Phone House, Tintas Robbialac e Grupo Brisa.

Com formação em economia e uma experiência acumulada nas áreas comerciais, nomeadamente na Banca e no sector imobiliário, nas áreas de promoção, gestão de activos e mediação, André Tengarrinha assume a direcção de negócio, tendo como missão acelerar e fazer crescer a relevância comercial da Habita, através de uma estratégia pautada pela capacitação da força comercial, bem como de um portefólio de serviços robusto e especializado.

A reformulação organizacional incorpora a visão de uma transformação corporativa com recurso à digitalização e às novas metodologias de trabalho, capacitando a força comercial das melhores ferramentas, permitindo aos seus consultores um serviço cada vez mais assertivo, completo e diferenciado.

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“Este ano prevemos chegar aos 150 milhões de euros em volume de negócios”

A Home Tailors Real Estate fechou 2021 com um volume de vendas de 78 milhões de euros, o que se traduziu no “melhor ano de sempre” da marca. Mas, com um plano de expansão, que visa chegar às 30 lojas até 2023, a expectativa é que este montante duplique

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, David Carapinha, CEO e founder da Home Tailors Real Estate explica-nos de que forma a marca pretende colocar em prática o seu plano de expansão e quais as zonas prioritárias, cujo investimento é de 4,5 milhões de euros. Direccionados para o cliente do segmento médio / alto, assim como para o cliente estrangeiro, o responsável da marca sentiu que com a pandemia houve uma necessidade de se adaptarem aos mercados e à procura mais fora dos centros urbanos

A Home Tailors teve início há cerca de cinco anos e tem cinco lojas. São todas em sistema de franchising?
Neste momento temos duas agências próprias, as de Lisboa, Areeiro e Telheiras, e as restantes são em regime de franchising. Neste momento já chegamos as seis lojas. Abrimos recentemente a agência de Braga. As outras lojas que temos estão localizadas em Sesimbra, que foi a nossa porta de entrada para o distrito de Setúbal. Uma loja junto à praia que tem trabalhado muito o mercado internacional, um mercado bastante sazonal e que tem sido uma descoberta daquele que é o mercado da Margem Sul. Depois estamos em Mafra e na Ericeira.

São localizações muito distintas. Quando fala que têm como objectivo chegar às 30 lojas quais as principais cidades onde pretende instalar-se?
O objectivo é que a Home Tailors chegue de Norte a Sul do País e ilhas inclusive. Nesta primeira fase iremos reforçar a zona da grande Lisboa, com mais agências em Lisboa e na Margem Sul e no próximo ano contamos chegar à região Norte, depois de Braga chegar ao Porto, ao Centro e também no próximo ano chegar ao Algarve.

Até 2023?
Exactamente. O nosso plano de expansão, que já está em curso, que tem já várias unidades em análises, será para que este ano cheguemos às 15 agências e no próximo surjam novas 15 agências Home Tailors pelo País.
Dependendo da zona onde a loja se encontra, o objectivo será que cada loja se especialize num determinado mercado ou público específico?
Na verdade, há sempre uma adequação ao cliente tipo da região. O nosso target é cliente do segmento médio / alto. Ainda assim, a estratégia de comunicação em cada região é que irá ser adaptada ao tipo de cliente. Nós trabalhamos muito o cliente internacional, que representa quase metade do nosso volume de vendas, mas também trabalhamos bastante as famílias portuguesas e a classe média, daí que para nós seja importante o papel das construtoras, como das agências imobiliárias dar a conhecer Portugal no sentido de que o País não se limita apenas a Lisboa, Porto e Algarve. Nós conseguimos estar no Centro do País em muito pouco tempo e ajudar a descobrir outras regiões para estes clientes internacionais. Por outro lado, com a pandemia tivemos o outro fenómeno das famílias a querem afastarem-se dos centros urbanos. Embora estes continuem a ser o ponto de maior interesse e onde existe o maior volume de vendas, mas a procura para fora dos grandes centros urbanos também aumentou bastante, o que nos faz também adequar o nosso plano de expansão para estar próximo desses novos pontos de interesse.

É possível fazer o paralelismo do que era o mercado antes da pandemia e o que é agora? Houve uma diferença tanto em termos de mercado, como de produto disponível é isso?
O mercado adaptou-se. Nunca deixamos de trabalhar na pandemia, na verdade 2020 foi o nosso melhor ano, no qual tivemos um crescimento de 200%. Superou as expectativas muito por essa necessidade de adaptação que as famílias tiveram e que os investidores também acabaram por fazer. A ideia de que as pessoas iriam fugir todas para o campo acabou por não acontecer, mas acredito que pela primeira vez as pessoas viveram verdadeiramente as suas casas e isso fê-las perceber as necessidades que tinham de mais um quarto, uma sala maior, uma varanda ou terraço maior e por isso mesmo dentro dos centros urbanos houve esse fluxo de mudança. E após o Verão de 2020, quando todos nós percebemos que isto do Covid não ia ser algo que iria passar tão rápido como todos pensámos. Em 2021 essa diferença de procura foi muito marcante. Este fluxo de procura para casas com características diferentes levou com que os investidores tenham que fazer procuras diferentes, quem procura para reabilitar para colocar no mercado de venda ou arrendamento tem que dar resposta a esta procura. Ainda não podemos dizer que a maior procura é fora dos centros urbanos, não é verdade. Os investidores estrangeiros principalmente continuam focados nos pontos como Lisboa, Porto e algumas zonas do Algarve, mas umas das razões prende-se com a facilidade de infraestruturas, nomeadamente no que toca por exemplo aos transportes e rede viária, ou até saúde e cultura. Se estas estruturas de apoio não existirem não depois um grande investimento nessas regiões.

Mas os estrangeiros continuam a procurar mais as grandes cidades ou notam-se uma mudança neste paradigma com a pandemia e uma maior procura pelo interior do País?
Na verdade, depende do tipo de estrangeiro. Se for investidor ainda continua muito a apostar nos centros urbanos, mas surge cada vez mais o comprador estrangeiro que pensa ter o seu refúgio em Portugal e ai já começa claramente a procurar zonas como o Alentejo ou o Ribatejo, zonas até mais a Norte, próximas da fronteira com Espanha. Portanto, se for por uma questão se segurança do investimento ainda se olha para os centros urbanos de maior dimensão, quando pensamos na procura de um espaço para a reforma e para a qualidade de vida, uma segunda habitação, aí sim, o investidor estrangeiro que pensa um dia vir morar para Portugal já não está tão preocupado em estar no centro da cidade, pelo contrário.

Qual o investimento previsto para o plano de expansão da Home Tailors?
Se falarmos no plano de expansão completo estamos a falar num investimento na ordem de 4 milhões de euros, e grande parte passará pelo reforço da nossa comunicação e estruturas necessárias para que a rede se expanda. Ainda é uma rede bastante jovem, com cinco anos e a nossa estratégia de comunicação está em curso. Vamos chegar brevemente à televisão. E por outro lado, também pela formação das equipas, para que estas estejam preparadas numa maior escala de Norte a Sul do País.

Qual a perspectiva de crescimento para este ano?
2021 fechou com um volume de vendas de 78 milhões de euros e com crescimento de 21% face a 2020 e este ano vamos superar esse valor. Foi uma surpresa termos crescido tanto em 2020 e em 2021 voltar a crescer. No 1º trimestre deste ano já atingimos quase os resultados que tivemos no ano passado todo e se o mercado se mantiver como está, tudo indica que vamos duplicar esse valor este ano.
Primeiro porque teremos mais unidades em funcionamento, e por isso é uma consequência, porque a marca está a expandir-se e, portanto, o volume de clientes também aumenta e porque, este ano, se espera que seja um ano de retoma do investimento internacional, que não tendo parado, ainda assim, abrandou no seu ritmo e nas decisões e que agora começam a normalizar-se.
Obviamente, que a guerra na Ucrânia está a tornar os processos mais lentos, mas é um efeito normal perante uma situação destas, pelo menos ao nível das decisões por parte do cliente estrangeiro que está a observar com atenção o que se está a passar na Europa.

Internamente, a Home Tailors tem criado uma Academia para facultarem essa formação. Como é que se processa essa formação e o que é que a distingue?
Desde o primeiro dia da empresa apostámos sempre na formação, uma formação variada e de qualidade. Há dois anos surgiu a nossa Academia. Aliás, pouco tempo antes da pandemia surgir construímos um espaço com todas as condições e infraestruturas necessárias e quatro meses fomos para casa e tivemos que nos adaptar e em 10 dias a nossa Academia passou toda para o formato online. Nós temos formação interna e trabalhamos com muito outsourcing. este ano foi o ano em que atingimos o maior número de horas de formação – 600 horas – com uma clara aposta na área de vendas e de atendimento ao cliente, mas há depois muita formação na área legal, na imagem, no marketing, nas redes sociais, até no home staging e na área da motivação. É importante também referir que é muito trabalhado também o conceito de luxo e a forma como é vendido o imóvel.

Para quem queira abrir uma loja da Home Tailors como é que se processa e que tipo de apoio é que a marca dá?
No que diz respeito ao franchising, abrimos candidaturas em determinadas zonas e quando existe um processo de candidatura, com um business plan, com um apoio na área financeira, o candidato propõe-nos um ou dois espaços e depois existe todo o acompanhamento desde o plano de negócios até à montagem da unidade e o lançamento dessa unidade. Após a unidade estar em funcionamento, existe um acompanhamento permanente do Master e um estágio em lojas que já se encontram em funcionamento. Todos os funcionários passam por estágio pela nossa loja escola e onde, ao mesmo tempo, é iniciada a formação das equipas comerciais, com uma componente online e, numa fase inicial, também presencial.

Uma vez que trabalham muito com o cliente estrangeiro, a recente alteração do programa Golden Visa tem vos direccionado para outras zonas do País ou para outro tipo de produtos?
Existe mais procura do que oferta. muitas vezes essa é a dificuldade. E por isso é que é importante que exista realmente um estímulo para que os construtores e os promotores se instalem nestas regiões e que desenvolvam essas infraestruturas. Mas mais uma vez quem tem procurado imóveis no âmbito deste programa em regiões diferentes dos centros urbanos é na perspectiva de vir morar para Portugal, o que terá sido também a ideia do programa em si quando foi criado, para gerar riqueza e não apenas como um canal de entrada para a Europa. Acredito que este programa suscita realmente o interesse pelas regiões mais interiores para quem quer residir em Portugal, mas falta informação ainda. É certo que é uma mudança ainda muito recente e como tal não há ainda muita informação. Até porque o investidor estrangeiro não vê grande diferença quando lhe dizem que só pode investir fora dos centros urbanos e que essas áreas ficam apenas a 1h30, porque para o estrangeiro isso não é muito longe, por exemplo, para um brasileiro ou para um americano, o que falta efectivamente são infraestruturas, como os transportes, cuidados de saúde e de apoio que ajudem a fixar as pessoas.

Apesar da importância do mercado estrangeiro para a Home Tailors, o cliente nacional continua a ter um peso considerável. Sentem que o constante aumento do preço médio da habitação tem-se reflectido no vosso negócio?
A verdade é que com o aumento do preço da habitação nova, também o preço dos usados se torna mais competitivo e tende a acompanhar esta tendência. Ainda assim continua a existir uma procura muito superior à oferta e aqui é o mercado a auto regular-se e por isso os preços acabam por se balizar por cima. No caso da construção nova, a escassez de mão de obra qualificada, a falta de materiais ou os prazos de entregas muito prolongados têm sido um problema. Já em 2019, havia situações em que a construção usada atingia valores da construção nova. O comprador acabava por optar pela casa nova, com cinco anos de garantia. Actualmente, o preço aumentou porque a margem que os construtores tinham foi engolida para suprir o aumento dos custos dos materiais.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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