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AEP regressa ao Egipto com sector da construção

O sucesso alcançado na edição do ano passado da BIG 5 Construct EGYPT levou a AEP a organizar a segunda participação na feira

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O sucesso alcançado na edição do ano passado da BIG 5 Construct EGYPT levou a AEP a organizar a segunda participação na feira

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A AEP – Associação Empresarial de Portugal volta, esta semana, com cinco empresas nacionais, ao Egipto para participarem na BIG 5 Construct EGYPT, a mais importante feira da fileira da construção e materiais de construção, pedras e rochas ornamentais, tecnologias e ambiente, que acontece no Cairo, entre os dias 25 e 27 de Junho.

Para a AEP, que organiza a segunda participação portuguesa na BIG 5 Construct EGYPT, a deslocação, que tem como objectivo apoiar as empresas na diversificação de mercados para aumentar as exportações, é uma oportunidade para consolidar contactos feitos o ano passado e estabelecer outros com novos parceiros.

A AEP já desenvolve acções presenciais neste mercado desde 2010, através da organização de várias missões empresariais, mas o sucesso alcançado na edição do ano passado da BIG 5 Construct EGYPT, fez a associação regressar para realizar a segunda participação na feira.

Olhando para a economia do país, o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, recorda que “nos últimos seis anos, o governo egípcio tem mantido o investimento em novos projectos (New Mansoura City, New Administrative Capital, o comboio de alta velocidade) e que é o primeiro país da MENA a emitir green bonds, que permitem o desenvolvimento de projectos nas áreas da gestão de energia e transporte, saneamento e gestão de água e plataformas de energias sustentáveis.”

Na BIG 5 Construct EGYPT vão estar as empresas Balanças Marques (balanças industriais), Urbimagem (sistemas de arquitetura e construção), Catari (andaimes), Safina – Sociedade Industrial de Alcatifas (tapetes e carpetes) e Metalúrgica do Tâmega (centrais de britagem e crivos).

A edição de 2021 da feira contou com a participação de 196 expositores e 11 mil visitantes profissionais, oriundos de 16 países, fazendo da BIG 5 Construct EGYPT um evento à escala mundial e, por isso, uma oportunidade para abordar vários mercados e as potencialidades de negócio que apresentam.

O Egipto tem abundantes recursos naturais (petróleo e gás natural). A exploração do campo de gás natural de Zohr, a maior jazida do Mediterrâneo, veio consolidar o Egito como um importante exportador mundial.

O Canal do Suez – principal eixo de passagem dos fluxos de comércio entre a Europa, a bacia mediterrânica e o sudoeste asiático – é crucial para o desenvolvimento económico do Egipto.

Suportado pelo investimento e pela exportação de bens e serviços e ainda pelo bom desempenho dos sectores da energia, construção e turismo, entre 2019 e 2020, a economia do país sofreu o impacto da pandemia nos fluxos comerciais, no turismo e na procura interna. Para 2022, estima-se o aumento da procura global, das exportações e da retoma do turismo.

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APFAC defende a criação de regulamentação para a produção de Argamassas de Estaleiro

A associação colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria e vai apresentar, junto do Governo, proposta de criação de regulamentação para a produção de argamassas em obra

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A Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas e ETICS, APFAC, colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria. Pretende-se a garantia de condições de concorrência equitativas, e a criação de regulamentação própria para o fabrico de argamassas de Estaleiro, defendendo um maior controlo sobre o processo de produção, de forma a respeitar o ambiente, a qualidade e o bom desempenho da argamassa.

Em Portugal estima-se que cerca de dois terços das argamassas empregues na construção sejam produzidas em estaleiro de obra, não sendo por isso alvo do mesmo controlo e rigor de preparação das argamassas fabris. Uma realidade que a APFAC considera “inaceitável” quando a qualidade e a durabilidade são imperativos perante os desafios que se impõem num percurso de sustentabilidade e de controlo de qualidade exigido às empresas e à economia, e, “no mínimo muito incoerente quando, na era da digitalização e do desenvolvimento tecnológico acelerado, incontornavelmente se caminha para a normalização e maior controlo de processos, visando a eficiência e a melhoria contínua da qualidade em todas as actividades produtivas”, sustenta Luís Goucha, presidente da APFAC.

A utilização e comercialização de matérias-primas não controladas, em termos de qualidade, da sua proveniência e do seu armazenamento, para além de não garantirem requisitos de desempenho dos produtos seja ele físico, mecânico ou químico, vêm acompanhadas de outros motivos de preocupação, desde logo pelos danos ambientais causados com a extracção em locais não licenciados, assim como pela não garantia da higiene e da segurança dos trabalhadores e até dos cidadãos quando se assiste à ocorrência de descarga de matérias-primas em contacto com o meio ambiente, quer nas vias públicas quer nos estaleiros.

Assumindo como desafio as boas práticas do ponto de vista da sustentabilidade e controlo sobre o processo de produção de argamassas de estaleiro, a APFAC participou, junto do LNEC, numa proposta para alteração do status entre as duas argamassas. Pretende-se com este projecto diminuir o fosso legal/normativo/regulamentar, traduzido pela concorrência desleal que as argamassas produzidas em estaleiro não sujeitas a controlo nem fiscalização, impõem às argamassas fabris. Esta iniciativa está a ser articulada com uma proposta junto do governo, para a criação de regulamentação própria que estabeleça regras para a produção de argamassas em obra, nomeadamente a aplicação de sistemas de controlo, tais como os que vigoram para as argamassas de produção industrial e que decorrem do Regulamento Europeu dos Produtos de Construção, desenvolvido pelo CEN (European Committee for Standardization). O projecto em que a APFAC participou com o LNEC, visa acima de tudo a situação específica de utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria, ficando muitas outras argamassas fora do alcance do referido guia. Contudo, para a APFAC este seria um primeiro passo de um longo percurso que há para fazer pois entende que, sem uma regulamentação legal, qualquer especificação técnica não terá a mesma eficácia, continuando a existir uma situação de forte desequilíbrio, onde as argamassas fabris são largamente prejudicadas, com perdas para as empresas produtoras, para a economia, para a sociedade e para o ambiente.

Para tal, “é importante que ao longo da cadeia de valor da construção, as especificações técnicas mínimas sejam asseguradas na tomada de decisões dos agentes reguladores e do mercado, de forma a garantir, quer o desempenho das argamassas e a segurança das pessoas, quer as condições de concorrência equitativas, em particular num momento em que o tema do aumento dos custos de produção marca a actualidade”, defende a APFAC.

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Metro do Porto: Falta de qualificação da mão-de-obra preocupa e atrasa trabalhos

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal

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“A causa principal dos atrasos na obra do metro do Porto é a grande quantidade de trabalhadores não qualificados”, denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, que avança já ter pedido audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em causa estão os atrasos das obras de metro do Porto, que levaram inclusive o presidente da Câmara Municipal a fazer um ultimato à administração da Metro, pelos 215 dias de atraso na linha Rosa e no metrobus da Boavista, recusando assim autorizar novas empreitadas até à conclusão da linha mencionada.

Depois da notícia avançada na passada sexta-feira (11 de novembro), chega a vez da Construção desvendar os principais problemas que estão a implicar os sucessivos atrasos numa das maiores obras do norte do país.

Para Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, além das características arqueológicas da cidade, o problema reside, essencialmente, na falta de mão de obra qualificada. Entre operários e quadros superiores, diz o dirigente sindical que estão cerca de 800 trabalhadores alocados às obras do metro, a maior parte sem qualquer experiência prévia no setor da construção.

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal, o que levou o Sindicato a pedir uma audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a fim de encontrar solução para o setor.

A alternativa, diz o sindicalista, passa pelos centros de formação, que deveriam voltar a qualificar pessoal, para um setor cada vez mais envelhecido.

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Gaia terá o primeiro ‘Laboratório de Cidades relacionais ‘ em Portugal

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais

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Vila Nova de Gaia vai receber o primeiro Laboratório de Cidades Relacionais, um projecto pioneiro a nível nacional que decorre de um protocolo de cooperação entre a Gaiurb e o Instituto Padre António Vieira (IPAV) que será assinado esta quinta-feira, dia 17 de Novembro.

O Laboratório de Cidades Relacionais terá instalações na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, e marcará o arranque de uma articulação entre as duas entidades para um urbanismo mais orientado para as pessoas.

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais para analisar e impactar dinâmicas do quotidiano do urbanismo.

O modelo, já aplicado em Inglaterra, França ou Estados Unidos, chega agora a Portugal, onde “o desafio de pensamento híbrido será o ponto de partida para avaliar o impacto de projectos, medidas e soluções urbanas”.

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162M€ destinados à criação de 3000 fogos de habitação pública em Cascais

São 2.869 fogos nos quais vão ser investidos mais de 162 milhões de euros. Destinam-se a jovens e classe média do concelho e abrangem um total de 7.387 pessoas. O investimento é repartido entre administração central e local e o acordo foi assinado hoje pelo presidente do município, Carlos Carreiras, e o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos

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Destes 2.869 fogos, 929 vão ser construídos de raiz (800 em terrenos camarários já existentes e 129 em terrenos que a autarquia vai adquirir) e os restantes 1940 são ser alvo de total requalificação. Todos fazem parte da Estratégia Municipal de Habitação (EMH) e representam um acréscimo de 30% no actual parque habitacional de Cascais.
Do total dos 162.346.766,00€, 58.622.196,00€ são comparticipação do IHRU, 44.831.634,00€ vem de empréstimo bonificado e 58.892.936€ são investimento da Câmara de Cascais.

A reabilitação destes 1940 fogos consiste em efectuar melhoramentos nas fachadas dos prédios com aplicação de isolamento térmico, na alteração dos vãos envidraçados para novos vãos com corte térmico, substituição das colunas de abastecimento de água nas áreas comuns, na requalificação de iluminação das áreas comuns através da implementação de luz led e de sensor, na instalação de painéis fotovoltaicos para produção de energia para as áreas comuns e na reabilitação ou substituição de coberturas.

À parte destes investimentos comparticipados, o município de Cascais tem vindo a desenvolver projectos que visam a promoção de alojamento para estudantes (reabilitação do Mosteiro de Santa Maria do Mar em Sassoeiros com cerca de 50 camas), a promoção de residências para pessoas portadoras de deficiência em instituições como a Cercica e o CRID, para cerca de 100 pessoas, num total de investimento de 10M€. Ou ainda o apoio às Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI), neste momento com 400.

A finalizar, e face aos valores do mercado de arrendamento e tendo em conta a dificuldade de acesso para determinados profissionais deslocados, o município está a desenvolver um programa de promoção de alojamento para profissionais em funções essenciais, como polícias, bombeiros, profissionais de saúde e professores.

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Tétris conclui nova sede da Ferring no Lagoas Park

O projecto, da autoria da Openbook, que visou a expansão dos escritórios da farmacêutica, implicou duplicar a área ocupada, passando de um espaço de 700 m2 para os actuais 2.000 m2

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A Tétris, empresa de design e construção do grupo JLL, foi a responsável pela empreitada de construção dos novos escritórios da Ferring Pharmaceuticals, no Lagoas Park, que acolhem o centro de serviços partilhados da multinacional em Lisboa.

O projecto, da autoria da Openbook, surgiu no âmbito da expansão da presença da Ferring na capital portuguesa, que mudou as suas instalações do edifício 6 para o edifício 3 daquele parque de escritórios, no concelho de Oeiras. A expansão implicou duplicar a área ocupada, passando de um espaço de 700 m2 para os actuais 2.000 m2.

Já concluído, o novo centro de serviços da Ferring Pharmaceuticals no Lagoas Park acolhe actualmente cerca de 180 colaboradores, dos quais 70% são profissionais em diferentes áreas das tecnologias de informação e com funções de âmbito internacional. Os restantes estão integrados em equipas e estruturas globais nas áreas financeira, de compras, assessoria legal e de recursos humanos, entre outras. As novas instalações foram desenvolvidas para acompanhar a evolução da equipa da empresa no nosso país, onde tem actualmente em curso processos de recrutamento para mais de 20 novos postos de trabalho, contando superar os 200 colaboradores até ao final deste ano.

Segundo Carlos Cardoso, managing director da Tétris Portugal, este projecto reforça o actual dinamismo que a empresa tem tido no mercado de escritórios e que pauta por ser “cada vez mais desafiante”. “Espaços eficientes e adaptáveis à evolução das novas formas de trabalho e das necessidades das equipas”, assim como preocupações ligadas à sustentabilidade, são os principais desafios, a par com a necessidade de uma “selecção criteriosa de materiais, de processos utilizados em obra e, claro, timings bastante rigorosos”.

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Construção metálica e mista bate recorde de exportações

As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2,3MM em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior. O sector está em franco crescimento como revelam também o aumento dos postos de trabalho directos e o volume de negócios

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“As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2.3 mil milhões de euros em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior”, anuncia em comunicado a Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, CMM.

Responsável por cerca de 35 mil postos de trabalho directos, “a construção metálica atingiu o valor recorde de 5,6 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 5,2% face a 2020. O aumento de volume de negócios, com um crescimento de 30% em relação a 2020, representa 2,6% do PIB”. Este crescimento é influenciado, sobretudo, pela forte procura externa. Segundo a CMM as exportações em 2021 cresceram 37%, face ao ano transacto, representando já 3,8% do tal das exportações nacionais.

“Os números do sector da Construção Metálica de 2016 a 2020 demonstram a evolução continua deste sector com crescimentos médios do volume de negócios de cerca de 5% ao ano e do volume de exportações de cerca de 1,5% ao ano”, sublinha Luís Simões da Silva presidente da CMM.

O mesmo responsável sublinha que o ano de 2021 “apresentou valores históricos, com crescimento de 30% do volume de negócios e 37% das exportações, em relação ao ano anterior. Estes dados demonstram a capacidade, o dinamismo e a resiliência do sector em enfrentar e ultrapassar os constantes desafios que a conjuntura internacional lhe tem colocado”.

Os resultados apresentados destacam-se, assim, pelo “crescimento histórico do sector da construção metálica em todas as vertentes, nomeadamente no número de postos de trabalho directos, no volume de negócios e no valor das exportações”.

Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.  Nos últimos anos o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil, a 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela CMM, e que + tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

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Construção modular da Dstgroup integra Smart Studios Asprela

Além garantir os prazos de entrega da residência de estudantes, foi possível optimizar custos e reduzir os desperdícios e resíduos com esta opção. Esta foi a primeira experiência do Grupo,, mas a empresa tem plano de cinco anos para crescer nesta área

Cidália Lopes

A construtora Dst, empresa do Dstgroup, inovou e levou a cabo a adaptação do projecto da Smart Studios Asprela, no Porto, para construção modular, já com a obra em execução. Um projecto orçamentado em 8.600 milhões de euros e para o qual era necessário encontrar uma solução alternativa eficaz, face a constrangimentos de prazos, causados pelas dificuldades que o sector da construção.

“Acontecesse o que acontecesse, o empreendimento teria que estar a funcionar a tempo do início do ano escolar. Mais a mais, com a exigência de qualidade que esta cadeia se identifica – Smart Studios -, por um lado, sendo que por outro, a falta de recursos humanos que o sector da construção atravessa, estavam reunidas as condições ótimas para se propor ao dono de obra, o recurso a metodologias de construção modular”, explica ao Construir, Eurico Soares, administrador da Dst.

A opção encontrada permitiu a adaptação da construção das 221 casas de banho do edifício em monoblocos, “tendo o resultado superado todas as expectativas”, indicou Eurico Soares. Além de se “garantir o cumprimento do prazo de execução da obra”, foi ainda possível ”optimizar o custo fixo e reduzir os desperdícios e resíduos”. Como todo o trabalho foi realizado em fábrica foi, também, possível “controlar a qualidade e uniformização dos materiais, conjugando com o equilíbrio de logística de chegada dos materiais à obra”, indicou.

Em termos gerais, “a construção modular envolve a produção de componentes padronizados do edifício numa fábrica externa e, em seguida, uma montagem no local final da obra”.

Outro dado importante é o que distingue esta construção do que já se fazia em monoblocos: o facto de ser quase impossível perceber se a divisão foi feita em obra ou em fábrica, em resultado dos acabamentos de excelência.

Abordagem holística

Todo o processo de adaptação e alteração em fase de obra envolveu os diferentes intervenientes do projecto, desde arquitecto, projectistas das Especialidades, coordenador de projecto, fiscalização e, claro está, a dstgroup.

“Em termos técnicos, a adaptação do projecto base para alocação de instalações sanitárias executadas em fábrica, implicou um estudo holístico nos projectos de arquitectura e especialidade. Além da necessária montagem em obra dos elementos executadas em fábrica, foi necessário, também, coordenar a implementação de processos de fabrico em série em ambiente fabril, para que fosse possível optimizar os recursos, tanto humanos como materiais. Já na obra houve, ainda, necessidade de realizar ajustes das soluções de ligação das especialidades globais do edifício, às existentes nos elementos modulares de forma a conferir a integridade de execução em obra.

“Neste âmbito, um factor crítico de sucesso, foi recorrer à metodologia BIM, através da qual se procede à digitalização de todo o projecto, sendo o Modelo Digital a base de confiança entre todos os interlocutores, conferindo um poderoso meio de análise e simulação que sustentem as soluções que vieram a ser executadas em obra”, reforçou Eurico Soares.

Além da componente técnica, havia ainda que garantir “qualidade e conforto”, tal como numa solução tradicional. Este foi outro dos desafios, mas Eurico Soares acredita terem sido “bem-sucedidos com a solução encontrada”.

Facturação de 40 M€ em cinco anos

Embora já tivessem trabalhado anteriormente com a Smart Studios, este foi o primeiro projecto da Dstgroup em construção modular, mas irá participar também no próximo empreendimento da Smart Studios na Alta de Lisboa e, desta vez, para um conjunto de módulos combinados de instalações sanitárias e copa.

Na realidade, Eurico Soares, acredita que estes passos são o início de um projecto mais abrangente. “À semelhança do que acontece com as fábricas de automóveis, o futuro passa por termos um género de ‘Autoeuropa’ da construção, onde diferentes módulos, sejam, sanitários, cozinhas, quartos, salas, são montados e depois enviados para obra”.

Recorde-se que o dstgroup tem neste momento em desenvolvimento um projecto de construção modular em curso, com o arquitecto Norman Foster, que visa transformar o sector em Portugal. Consiste na criação de um Living Lab que irá desenvolver e promover soluções no campo da construção modular e pré‑fabricação, de modo a responder de forma eficiente às necessidades crescentes do mercado mundial. A concretização deste desafio representa uma área de construção de 4000 m2 e aproximadamente 100 unidades modulares habitáveis no campus do dstgroup, em Braga.

Com a aposta do grupo na construção modular, é expectável que, dentro de cinco anos, a facturação desta área de negócio já represente cerca de 40 milhões de euros, revelou, ainda, Eurico Soares.

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Cidália Lopes

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Construção sustentável entre os premiados do BfK Ideas

O projecto BOB – Bulding Out of the Box da Universidade da Beira Interior, foi um dos quatro vencedores do programa Born from Knowledge (BfK) Ideas, promovido pela Agência Nacional de Inovação (ANI), que visa impulsionar a transferência de conhecimento das Instituições de Ensino Superior para o tecido empresarial

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Nesta edição do concurso estiveram representadas 29 Instituições de Ensino Superior nacionais. A final decorreu, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, tendo sido distinguidos quatro projectos. Entre os vencedores esteve o projecto BOB – Bulding Out of the Box desenvolvido pela Universidade da Beira Interior.

Apesar de o sector da construção representar 13% do PIB mundial, a sua pegada ambiental e baixa produtividade constituem um calcanhar de Aquiles. Para os promotores do projecto BOB, a digitalização tem de chegar a este mercado, permitindo-lhe evoluir para materiais inovadores, redução de recursos utilizados e zero desperdício.

Para que tal aconteça, conceberam uma solução inovadora que irá actuar na indústria da construção civil em três vertentes: digitalização do processo comercial de empresas de impressão 3D de betão e outras argamassas; impressão 3D de vários elementos decorativos e estruturais, nomeadamente para projectos de renovação urbana e impressão de corais e outras estruturas baseadas na natureza; investigação e desenvolvimento de materiais de impressão através do aproveitamento de resíduos industriais, minas, entre outros.

A investigação, que está a ser feita através do C-Made, da Universidade da Beira Interior, já está no terreno, nomeadamente no município do Fundão, onde os promotores estão a scanear prédios devolutos e a desenvolver módulos para encaixarem nas estruturas existentes, quase como se de um “tetris” se tratasse.
O projeto BOB está ainda a desenvolver um tipo de betão absorvente de CO2.

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Preço dos materiais cerâmicos sobe 80%, face a 2021

Os custos de construção de habitação nova aumentaram em Setembro 13,4% em termos homólogos, um aumento influenciado pelo preço dos materiais que registaram uma variação de 18,6% face a igual período do ano passado

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Os números foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira no seu Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), e são referentes ao mês de Setembro. Para este mês o INE “estima que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 13,4% em termos homólogos, mais 0,9 pontos percentuais (p.p.) que o observado no mês anterior”. Ambas as componentes do índice, o preço dos materiais e o custo da mão de obra, influenciam este crescimento, em especial a primeira que registou uma variação de 18,6%, acelerando 2,1 p.p. face ao mês anterior e o custo da mão de obra aumentou 6,1% (6,8% em Agosto).

Segundo o INE, entre os materiais que mais influenciaram esta variação estão os produtos cerâmicos, com crescimentos homólogos dos preços de cerca de 80%. Já o gasóleo, o cimento, os aglomerados e ladrilhos de cortiça, as madeiras e derivados de madeira e as obras de carpintaria, os tubos de PVC e o consumo de produtos energéticos apresentaram crescimentos homólogos superiores a 20%.

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Sacyr Neopul conquista projecto na Alta Velocidade da Galiza no valor de 49,4M€

A Sacyr Neopul, empresa portuguesa do grupo Sacyr, é líder do consórcio que acaba de conquistar a adjudicação da pré-manutenção e manutenção das infraestruturas, vias e dispositivos de via das Linhas de Alta Velocidade da Galiza e Eixo Atlântico, projecto com um valor de 49,4 milhões de euros

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A empreitada, adjudicada pela ADIF e com um prazo de execução de 48 meses (mais 12 meses de extensão), consiste na realização de todas as actividades relacionadas com estes subsistemas, que visam garantir a segurança do tráfego, fiabilidade e conforto dos passageiros.

No que respeita aos contratos de manutenção, acresce a manutenção da linha AVE Madrid Norte, o contrato de manutenção da via convencional Sul e a manutenção da catenária convencional Noroeste.

“A vasta experiência da Sacyr Neopul em distintos mercados permitiram a esta empresa portuguesa acumular uma experiência e capacidade únicas no sector ferroviário, incluindo na Alta Velocidade, fazendo com que a mesma seja hoje em dia a especialista do Grupo Sacyr para trabalhos neste sector em todo o mundo”, comenta Marcos Rubio, director do Grupo Sacyr Somague Portugal.

Na Irlanda a Sacyr Neopul ganhou um ICE Award na categoria de serviços especializados, graças às práticas inovadoras na renovação do sistema de electrificação de tracção eléctrica (catenária) no Dublin Area Rapid Train (DART) na capital irlandesa.

A Sacyr Neopul tem actualmente em curso obras ferroviárias em vários mercados distintos como Portugal, Espanha, Reino Unido, Irlanda, Brasil e Uruguai.

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