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Dia Nacional do Arquitecto 22 presta homenagem a Helena Roseta

A escolha de Helena Roseta deve-se “ao seu intenso percurso” que deixou uma marca indelével no “permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política”, segundo o Conselho Directivo Nacional, pela voz do seu presidente Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura

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Dia Nacional do Arquitecto 22 presta homenagem a Helena Roseta

A escolha de Helena Roseta deve-se “ao seu intenso percurso” que deixou uma marca indelével no “permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política”, segundo o Conselho Directivo Nacional, pela voz do seu presidente Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura

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Depois dos tributos a Manuel Tainha (2010), Bartolomeu Costa Cabral (2011), Francisco Silva Dias (2012), Alcino Soutinho (2013), Raul Hestnes Ferreira (2014), Eduardo Souto Moura (2015), Gonçalo Byrne (2016), Nuno Portas (2017) e Álvaro Siza Vieira (2018), o Dia Nacional do Arquitecto de 2022, que se celebra a 3 de Julho, vai distinguir Helena Roseta. Está é a primeira vez que vez que uma mulher será distinguida.

No ano 2019 foi prestada uma homenagem colectiva aos arquitectos que tinham mais de 50 anos de vida associativa, sendo que em 2020 e 2021 a iniciativa foi suspensa em consequência da pandemia. Em breve será divulgada a data da Sessão Solene e o programa definido para a ocasião do Dia Nacional do Arquiteto de 2022.

O Dia Nacional do Arquiteto visa celebrar anualmente a função social, a dignidade e o prestígio da profissão de arquiteto em Portugal, assinalando a data de publicação do Estatuto da Ordem dos Arquitetos, a 3 de julho de 1998, assim como a data de revogação do Decreto n.º 73/73 com a publicação da Lei n.º 31/2009, a 3 de julho de 2009.

Segundo o Conselho Directivo Nacional, pela voz do seu presidente Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura, a escolha de Helena Roseta deve-se “ao seu intenso percurso” que deixou uma marca indelével no “permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política”.

De acordo com Gonçalo Byrne e Jorge Figueira, o papel de Helena Roseta foi determinante “em diversos contextos históricos e políticos”, onde “foi sempre a voz da arquitectura no plano social e urbano, cruzando como poucos, essa demanda com as exigências de uma vida política activa”, tendo mantido sempre “um timbre infatigável e generoso, a premissa de traçar a difícil intersecção entre a política e a arquitectura, assumindo frontalmente a sua condição de mulher, desde o início, e com isso fazendo também a diferença”, indica a Ordem dos Arquitectos em comunicado.

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A sublime integração com a Natureza [c/galeria de imagens]

Vencedor do concurso de arquitectura Concreta Under 40, o projecto do atelier Inês Brandão Arquitectura representa um elogio à natureza envolvente do montado alentejano e à sua arquitectura tradicional

O projecto da autoria do atelier da arquitecta Inês Brandão tem como pano de fundo a paisagem alentejana, inserido numa propriedade com 70 hectares, onde os carvalhos, as azinheiras, os sobreiros e as giestas povoam os diversos montes e criam uma paisagem idílica. Um projecto que privilegia o contacto com a natureza e que buscou na arquitectura tradicional alentejana um segundo foco de inspiração.

“Os clientes não sabiam ao certo o que é que queriam, para além de que queriam uma casa onde se usufruíssem ao máximo desta qualidade de vida de campo. Esse foi o nosso ponto de partida: privilegiar e, simultaneamente, explorar ao máximo a natureza envolvente”, conta Inês Brandão. Uma tarefa facilitada, ou não, pelo facto deste terreno estar isento de construções pré-existentes o que permitiu a escolha do lugar certo para este projecto, no alto de uma colina, com vista privilegiada para a lagoa e colinas circundantes.

A sua forma, em cruz, surge da adaptação da construção ao local e às suas preexistências naturais, contornando as árvores à sua volta, sem cortar nenhuma. A arquitecta recorre à imagem de uma bailarina para justificar a escolha da forma da construção, moldada, em torno das árvores. Desta forma, “permitiu-se que cada um dos seus quatros braços fosse inteiramente rodeado pela paisagem envolvente que penetra no interior de cada espaço, criando a ilusão de uma construção de escala mais reduzida”, descreve.

Os 400 m2 de casa estão, assim, repartidos, comungando com a natureza sem a ela se sobrepor, enquanto a alusão à arquitectura típica alentejana ganha relevo. “A nível formal uma das imagens de referência que tínhamos era a típica casa branca, com grandes chaminés, mas de dimensão mais pequena. Esta forma em cruz permite-nos uma ilusão quanto à real dimensão do projecto”, conta Inês Brandão.

Quase que escondida pela natureza, chega-se à Casa por um caminho que serpenteia o terreno desde a entrada da propriedade, situada a um nível mais baixo, “permitindo a quem aqui chega absorver a envolvente da região, não revelando de imediato toda a paisagem e a casa”, o que reforça a imagem de um refúgio/oásis.

O refúgio
O hall de entrada é o ponto de intersecção dos dois eixos que definem a organização espacial da casa, e a partir do qual se acede aos restantes espaços. “No volume adjacente à entrada, encontramos o espaço de refeições e a sala de estar, que se abre generosamente para a extensa vista sobre o montado de sobro. No final deste braço está o escritório, um espaço mais intimista separado do resto por um alpendre, e com uma relação mais “serena” com a paisagem.

No volume perpendicular ao anterior, a cozinha surge, a um nível inferior, com uma relação mais próxima com a piscina, que dela se avista, conferindo a este espaço um carácter lúdico e convivial. Uma vez que consideramos que a casa e a paisagem se fundem num único elemento, foi fundamental pensar o desenho paisagístico de forma coerente, escolhendo plantas adaptadas ao clima, com pouca manutenção e resistentes à seca, com o objectivo de criar ambientes de cada área (..)”, descreve.
Por fim, no lado oposto da cozinha, desenvolve-se, a um nível superior, o volume dos quartos, acessível através de uma escada, que se prolonga até ao corredor que dá acesso aos quartos e que é pontuado por um conjunto de aberturas que permitem a iluminação natural do espaço, mas que mantêm a privacidade desta área. Cada quarto tem uma relação independente com a paisagem, usufruindo de uma vista mais controlada, dada a topografia que os acolhe. Lavanda e outras pequenas espécies formam a fronteira junto aos alpendres dos quartos, reforçando a tranquilidade inerente a estes espaços.

Ao longo de toda a Casa foram criados alpendres, antecâmeras que funcionam como espaços de transição entre interior e exterior e que delimitam os diferentes espaços. “Esses espaços podem ser ocultados por persianas de aço corten perfuradas, uma reinterpretação do “muxarabi” – elemento da arquitectura vernacular árabe, que controla passivamente a temperatura dentro da casa, pois permite a ventilação constante desses espaços”.
Da varanda ao interior, as vigas de madeira e a materialidade do piso reforçam a continuidade espacial. O betão afagado foi o material escolhido para o pavimento de toda a casa, pela sua simplicidade e robustez. Em toda a casa, o armazenamento foi embutido nas paredes e escondido através de portas com núcleo de palha. Este sistema permite que os espaços interiores dos armários sejam permanentemente ventilados.

Ficha Técnica

Nome do Projecto: Casa no Crato
Ano de conclusão do projecto: 2021
Área bruta construída: 394m2
Localização do projecto: Crato, Alentejo, Portugal
Programa: Habitação Unifamiliar
Arquiteto Líder: Inês Brandão
Equipa de projecto: Ana Filipa Santos, Olivier Bousquet
Escritório de Engenharia: Equação PTV
Paisagismo: Inês Brandão Arquitectura
Empreiteiro Geral: Jorge Félix dos Santos
Director de Obra: Rui Chorinca
Serralharia: Proençafer – Indústria De Serralharia
Carpintaria: Carpintaria Alagoense
Equipa de jardinagem: Tiago Dias e João Mário Dias

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Decoração do novo Mosteiro de Santa Clara com assinatura da Vilaça Interiores

“Acreditamos que entrelaçar a história e a tradição ao requinte e contemporaneidade que nos caracteriza é a melhor forma de respeitar a nobreza do monumento”, afirma Rui e Tiago Vilaça

A Vilaça Interiores, empresa de design e arquitectura de interiores, inserida no mercado de luxo, assume a decoração do novo Hotel e Spa de 5 estrelas, nascido da recuperação de um dos mais icónicos monumentos nacionais, o Mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Uma operação que contou com um investimento entre os dois e os três milhões de euros.

A reconstrução do antigo Convento é um projecto do Grupo Arliz, que actua em várias áreas de negócio, nomeadamente a construção civil e a gestão hoteleira, e conta com a colaboração do arquitecto Carvalho Araújo, que liderou a componente estrutural e de renovação da obra.

De acordo com Rui e Tiago Vilaça, a dupla da Vilaça Interiores, “foi uma enorme honra em participar num projecto desta dimensão”. “Acreditamos que entrelaçar a história e a tradição ao requinte e contemporaneidade que nos caracteriza é a melhor forma de respeitar a nobreza do monumento”, afirmam.

Ocupando os primeiros três pisos estão os cerca de 90 quartos, sendo que o último é composto por quartos temáticos, pelos quais atravessa a magia das águas-furtadas. Responsável por torná-los requintados e confortáveis, a Vilaça Interiores recorreu quase integralmente a móveis de design próprio e fabricados em exclusivo para o hotel, deixando as paredes narrar a história do edifício através de fotografias e ilustrações do Mosteiro.

Além de um sofisticado serviço de alojamento, o hotel integra múltiplos espaços socias e culturais.

De acrescentar, ainda, que, no decorrer da obra, foi descoberto um piso subterrâneo sem registos anteriores, no qual está previsto um Centro Interpretativo, a abertura de um restaurante de luxo, não só para os hóspedes, mas também aberto ao público, acompanhado pela garrafeira onde irão habitar os vinhos a ser servidos aos clientes.

Paralelamente, numa construção em separado que avizinha o hotel, idealizou-se a concepção daquela que virá a ser a sua atracção primordial, o Spa e Wellness Center, que garante diversos serviços de lazer, entre os quais a sauna e a piscina interior.

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“The Clothed Home” ou como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados

A exposição de origem polaca “The Clothed Home: Tuning In To The Seasonal Imagination” evoca rituais de relação com o mundo natural e reflexão do ritmo das mudanças sazonais

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A exposição ‘The Clothed Home: Tuning In To the Seasonal Imagination’ está patente até ao final do mês de Novembro na Trienal de Arquitectura de Lisboa e explora as formas como os têxteis têm sido utilizados para reflectir o ritmo das mudanças sazonais nos interiores domésticos.

A ideia da exposição polaca, criada em 2021, revela uma surpreendente actualidade. Cada vez mais se começa a procurar formas de adaptar os interiores ao inverno que se aproxima – não só no contexto decorativo, mas também para fornecer isolamento adicional. Assim, a atenção volta-se para a sazonalidade, até há pouco tempo considerada parte marginal da vida, mas que agora se sente cada vez mais o seu impacto.

Enraizada nas antigas tradições têxteis polacas e nos rituais domésticos, a exposição procura restabelecer e cultivar uma relação mais atenta com o mundo natural e as suas contínuas mudanças. Na era pré-elétrica, antes que a acessibilidade do aquecimento central e do ar condicionado tornasse os moradores acostumados às condições externas, as casas funcionavam como ressoadores, ajudando-os a sentir o ritmo cíclico do ano.

Inspirações e soluções para as casas podem ser encontradas na tradição polaca dos têxteis, que é explorada e exibida pela “The Clothed Home”. A exposição recorda como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados, utilizando as tradições dos desenhos têxteis polacos anteriores à era da electricidade.

Os criadores de kilins tecidos à mão, revestimentos de parede e tecto, tapetes e outros têxteis utilizados para design de interiores, usam o significado e a temperatura das cores para recriá-los. Assim, indicam o ritmo que outrora foi marcado pelo ciclo das estações. A visualização destas salas “vestidas”, executadas por Alicja Bielawska, uma artista que cria obras espaciais com tecidos, inspira a re-sintonizar os ciclos da natureza e a refletir sobre o seu lugar no presente.

Małgorzata Kuciewicz e Simone De Iacobis do grupo Centrala – um estúdio de arquitectura e pesquisa de Varsóvia que lida com reinterpretações e intervenções espaciais destinadas a renovar a linguagem da arquitectura – são responsáveis pelo conceito e design da exposição. A curadora da exposição é Aleksandra Kędziorek, e a identidade visual foi desenhada por Anna Kulachek.

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As instalações dos Aires Mateus para a Bienal de Veneza em livro

A apresentação do livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations” é uma iniciativa da Livraria A+A e da editora Architangle e tem lugar no CCB no próximo dia 15 de Novembro

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A Livraria A+A e a editora Architangle apresentam, no próximo dia 15 de Novembro, o livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations”. A iniciativa terá lugar na Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém e será apresentada por Delfim Sardo.

Esta edição, que apresenta as cinco instalações de arquitectura criadas para a Bienal de Veneza pelos arquitectos Aires Mateus durante a última década, está dividida em cinco volumes singulares. Cada um dos quais dedicado a uma das cinco instalações e que reflectem como nelas o espaço é retratado de uma forma sensitiva, poética e até matemática.

Cada instalação possui um pequeno ensaio, escrito por filósofos, arquitectos e um crítico de arte, nomeadamente Ricardo Carvalho, Nuno Crespo, Sofia Pinto Basto, Paulo Pires do Vale e ainda Delfim Sardo. Inclui, ainda, textos introdutórios de Francisco e Manuel Aires Mateus.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Apresentação do projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours

A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos, vai receber no próximo dia 11 de Novembro a apresentação do Projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours

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A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos, vai receber no próximo dia 11 de Novembro a apresentação do Projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours.

A Plataforma Tours é uma componente do Programa “Turismo & Arquitectura” que resulta
de uma parceria entre a Casa da Arquitectura e o Turismo de Portugal.

O director-executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, e o Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, farão a apresentação do projecto. O encerramento da sessão será feita pela Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

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Trienal apresenta nova ronda de ‘Projectos Independentes’

A partir deste Sábado, dia 5 de Novembro, o novo ciclo arranca com a inauguração de três exposições no Palácio Sinel de Cordes, assim como mais dois espaços expositivos nas Carpintarias de São Lázaro e Galerias Municipais – Galeria Avenida da Índia

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A Trienal de Lisboa apresenta, a partir deste Sábado, dia 5 de Novembro, um novo ciclo de ‘Projectos Independentes’ que arranca com a inauguração de três exposições no Palácio Sinel de Cordes. 

The Clothed Home, exposição da artista Alicja Bielawska com curadoria de Aleksandra Kedziorek, organizada pelo Adam Mickiewicz Institute, explora as formas como os têxteis têm sido utilizados para reflectir o ritmo das mudanças sazonais nos interiores domésticos. A exposição foi recentemente apresentada no MAO, em Liubliana. 

Cidades (Des)Feitas por Infra-estruturas de Transporte Segregadas, da autoria de Filipe Temtem (Organização Elemental Chair, PUC Chile), apresenta um protótipo de um viaduto que funciona como infraestrutura retroactiva, no contexto de uma cidade chilena (des)feita por ferrovias e autoestradas. O projecto inclui ainda uma conferência a 25 de Novembro.

E, por fim, Terra-Collar Work, com curadoria de Gregg Tendai, Juaniko Moreno e Nastia Volynova é uma instalação criada a partir de um workshop realizado no Palácio dias antes da inauguração que aborda a urgência de reimaginar a concepção do trabalho no contexto das alterações climáticas.

Além destas três exposições, o Palácio Sinel de Cordes vai ainda acolher, esta sexta-feira, dia 4, e 25 de Novembro, o primeiro dia das duas últimas sessões do workshop Terra como Casa (que se estende à Casa da Cerca nos dias 5, 6, 26 e 27 de Novembro) e, a 22 e 23 de Novembro, o workshop Tracing Data Exhaust in Conflict Zones, que explora a relação dos seres humanos com a sua pegada digital, seguindo o rasto de metadados que expandem e condicionam as relações humanas.

O programa deste novo ciclo marca também presença em mais dois espaços de Lisboa. De 17 de Novembro a 30 de Dezembro vai estar patente a exposição River Somes nas Carpintarias de São Lázaro. Criada por um colectivo de autorias e colaborações, o projecto propõe a regeneração e renaturalização fluvial para interligar as diversas comunidades que habitam a cidade de Cluj-Napoca, na Roménia.

Nas Galerias Municipais – Galeria Avenida da Índia, será possível visitar, de 17 de Novembro a 26 de Março de 2023, a exposição Disquietude: Arquitectura e Energia em Portugal. Com curadoria de Lars Fischer e Kim Förster, esta aborda o emaranhado entre arquitectura e energia no século XXI, utilizando Portugal como exemplo e tendo em conta as transformações actuais

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Pedro Carrilho assina nova sede da RFF & Associados

“De forma a ir ao encontro da marca, apostámos numa palete de cores e materiais que reflectissem os valores da RFF & Associados e que consistem na conjugação da madeira, do branco ou dos apontamentos em aço corten”, refere o arquitecto Pedro Carrilho

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A Pedro Carrilho Arquitectos, atelier de arquitetura e urbanismo, especializado em reabilitação urbana, é responsável pela concepção arquitectónica dos interiores e estruturação funcional da nova sede dos escritórios da RFF & Associados, na emblemática Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Para quebrar com a linha arquitectónica de sobriedade comum a todos os espaços de circulação, de trabalho e de reunião, e também por se tratar de um espaço de pausa e convívio entre colaboradores, pretendeu-se criar um ambiente mais descontraído.

O espaço, com uma área de 500 m2, divide-se por dois pisos e foi pensado tendo por base a correspondência de diferentes tipos de funções. O piso superior é destinado à recepção principal, acolhimento dos clientes, salas de reunião sobre a Avenida e ainda algumas zonas de escritórios com vista para o Jardim do Torel. No piso inferior distribuem-se os restantes espaços de trabalho, divididos entre gabinetes comuns, espaço open space e ainda um espaço de copa que comunica com um terraço interior, muito acolhedor e agradável.

“De forma a ir ao encontro da marca, apostámos numa palete de cores e materiais que reflectissem os valores da RFF & Associados e que consistem na conjugação da madeira, do branco ou dos apontamentos em aço corten”, refere o arquitecto Pedro Carrilho.

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Arquitectura flutuante num futuro marcado pelas alterações climáticas

A Go Friday, empresa dedica à arquitectura flutuante do grupo Ecosteel em parceria com a Miami School of Architecture, lançaram o concurso “Floating House Design Competition”, que envolveu estudantes de aquitectura de diversos países

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(Na imagem: “The Lantern House”, da autoria de Lauren Elia, vencedora do concurso)

A competição teve como objectivo promover a investigação relacionada com importantes aspectos que têm contribuído para o desenvolvimento da arquitectura flutuante em todo o mundo. De que forma poderá a arquitectura flutuante contribuir para uma maior habitabilidade num futuro marcado pelas mudanças climáticas? Esta foi uma das questões que esteve na base deste concurso que colocou em evidência algumas das preocupações partilhadas pela Go Friday e pela Miami School of Architecture, SOA, como seja a adaptação ao calor extremo e o aumento do nível do mar.

Neste concurso, no qual participaram 16 alunos com trabalhos individuais e em grupo, foram apurados três vencedores, os quais, além de um prémio monetário, tiveram oportunidade de conhecer o departamento de I&D da Go Friday, em Portugal. “The Lantern House”, da autoria de Lauren Elia, foi o projecto vencedor, seguindo-se em segundo lugar “The Mangroon”, da dupla Vanessa Crespo e Anan Yu e, em terceiro lugar, “Aria”, de Tiffany Agam e Isacio Albir. As propostas apresentadas pelos jovens estudantes de arquitectura têm em comum a resposta a um desafio: criar casas flutuantes, projectadas a partir de estruturas capazes de fazerem face às alterações climáticas, adaptando-se ao meio ambiente.

“A ideia de morar em casas flutuantes é algo que devemos levar em consideração, principalmente morando em Miami”, relembra Veruska Vasconez, professora da Miami School of Architecture, acrescentando que “as inundações tendem a agravar-se e o desenvolvimento excessivo de arranha-céus é esmagador”, pelo que ”o bom arquitecto deve ser capaz de pegar no conceito de casa-barco e criar espaços que proporcionem qualidade de vida”.

A cerimónia que reuniu os alunos e professores da Miami School of Architecture contou ainda com a presença de José Maria Ferreira, CEO da Ecosteel, para quem “as casas-barco são a prova que há sempre espaço para inovar, nunca esquecendo as crescentes preocupações com soluções que primem pela eficiência energética e sustentabilidade ambiental”. Para José Maria Ferreira, as casas-barco da Go Friday são fruto do pioneirismo, abordagem visionária e de uma aposta no estabelecimento das melhores relações e parcerias na área da indústria, design, tecnologia e I&D.

“Acaba por ser gratificante assistir ao talento de jovens futuros arquitectos que acreditam naquele que é o conceito da Go Friday e no potencial que possui enquanto solução para viver e desfrutar em ambientes únicos como seja o rio Douro, em Portugal, o rio Mystic em Massachusetts, nos Estados Unidos ou as margens Porto Rico, cenário que surgiu de inspiração para um dos projectos vencedores”, acrescenta.

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Trienal: As Talks arrancam esta quarta-feira

As Talks, Talks, Talks, as conferências da Trienal, reúne diferentes vozes com um contributo fundamental para os temas de Terra, com figuras que vão da arquitectura à agricultura, antropologia ou ao activismo social. Acontece de 26 a 28 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian

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Porquê? Como? Para quem? São estas as questões orientadoras de três dias de apresentações e debates que enriquecem as temáticas desenvolvidas nas exposições centrais de Terra.

O arranque deste ciclo de conferências dá-se esta quarta-feira, dia 26 de Outubro, pelas 18 horas, com um trio de vozes com saberes disciplinares complementares para responder à questão: “Porquê construir uma visão transversal dos problemas que enfrentamos?”

Através de um diálogo irreverente e reivindicativo traça-se o diagnóstico e propõem-se modos de acção colectiva. Para este painel são chamados à acção Arjun Appadurai, antropólogo e professor, Alexander D’Hooghe, urbanista e investigador e Keller Easterling, arquitecta e escritora (que vem em substituição de Vandana Shiva que não poderá comparecer). A moderação está a cargo de Marta Sequeira, arquitecta e investigadora.

“Como reimaginar os instrumentos da arquitectura em prol da economia circular?” é o tema do segundo dia de Talks, dia 27 de Outubro. Esta sessão traz a debate investigações que se debruçam sobre contextos urbanos complexos. A comparação entre os lados opostos do actual sistema de extracção e exploração de recursos é o catalisador para uma nova geração de modelos alternativos. Marcam presença Marc Angélil, investigador e professor, Charlotte Malterre-Barthes, arquitecta e investigadora e Rahul Mehrotra, urbanista e professor. A moderação é do autor e curador, Pedro Gadanho.

O terceiro dia é dedicado às comunidades, através de três práticas que procuram recuperar o equilíbrio em ecossistemas sociais diversos, do Brasil aos Países Baixos e à Índia. Através da pergunta “Para quem são mais urgentes soluções arquitectónicas?” e de exemplo recentes procura-se encontrar pistas para uma verdadeira mudança à escala global. Para o debate do dia 28 estarão presentes Anupama Kundoo, arquitecta e professora, Erik Stenberg, arquitecto e professor e Ernst Götsch, agricultor e investigador, e Marc Leiber, agrónomo e consultor. Inês Dantas, arquitecta e investigadora, faz a moderação.

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Arquitectos portugueses distinguidos nos WATA 2022

O atelier Multiprojectus e o arquitecto Paulo Martins foram distinguidos nas categorias “Working” e ”Restoring Residential’, respectivamente. Os WATA são organizados pela Technal

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A segunda edição dos World Architecture Award (WATA) 2022 decorreu no passado dia 4 de Outubro, em Paris, e das nove categorias existentes, o projecto “Edifício Industrial”, projectado em Santo Tirso pela Multiprojectus, arrecadou o primeiro prémio na categoria  “Working”, enquanto que, o projecto “Casa Beira Mar”, em Aveiro, com assinatura de Paulo Martins, foi distinguido com a menção honrosa na categoria ”Restoring Residential’’.

Os WATA são um concurso bienal dedicado a arquitectos que premeia os melhores projectos recentes em termos de qualidade arquitectónica em que são utilizados produtos de caixilharia Technal.

Neste edição dos WATA foram distinguidos 17 projectos internacionais, seleccionados por um júri internacional composto por sete elementos, de renome mundial, nomeadamente, Brian Kleiver (SOM – Skidmore, Owings & Merrill, Dubai), Lucía Ferrater (OAB, Barcelona), Vasco Leónidas (NLA Arquitetos, Lisboa), Sylvie Bruyninckx, (VIVA ARCHITECTURE, Belgica), Moheb Marcos (ECG, Egipto), Afsar Mirza, (GENSLER, Reino Unido) e Patrick MITON (SOHO ATLAS IN FINE, França).

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