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    Entrevista ao CEO da COBA, Casais, Vanguard e TRAÇO na edição 462 do CONSTRUIR

    O CEO da COBA fala, pela primeira vez, sobre a indefinição em torno do novo aeroporto, numa edição onde lhe mostramos também a aposta sustentável da Casais, da entrada da Vanguard na área industrial, do projecto da SPMR em Almada. Mas há muito mais para ler

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    Grupo Hipoges fecha 2023 com mais de 1.3 MM€ de vendas em activos imobiliários

    Em linha com a tendência de crescimento do sector imobiliário, em 2023 o servicer registou um recorde de vendas a nível global. Portugal também verificou um aumento do valor de vendas, do número de activos sob gestão e de contratos assinados

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    A Hipoges, servicer de referência em Asset Management no Sul da Europa, acaba de revelar que encerrou 2023 com resultados “muito positivos” e que representam “um grande crescimento”. A nível global, o Grupo somou mais de 1.3 mil milhões de euros em vendas de imóveis, “consolidando assim a sua posição de liderança neste sector”.

    Também a nível nacional, o servicer conseguiu aumentar o volume de activos imobiliários em 3,5% comparativamente com 2022, tendo, ainda, registado um crescimento na ordem dos 30% de contratos assinados, quando comparado com o ano anterior.

    Em termos de tipologias vendidas, continua a destacar-se o sector residencial, representando mais de 80% das operações do departamento de Real Estate do grupo.

    Já o sector comercial apresentou, de forma geral no mercado nacional, um decréscimo em comparação com o ano anterior. Ao nível das operações do Grupo, verificou-se uma grande diferença entre o volume de transacções de ambas as tipologias, com o comercial a representar apenas 12% do total de activos imobiliários vendidos.

    Em termos de território, a Hipoges aponta Braga como a zona do País que mais se destacou ao nível do crescimento de vendas, com um aumento de 65% em comparação com 2022. Seguem-se Coimbra e Castelo Branco, com crescimentos de 35% e 38%, respectivamente.

    “Estes valores são resultado de uma tendência que se vem a estabelecer nos últimos tempos e que reflecte um maior interesse pelas periferias, com as grandes cidades do Centro e interior do País a ganharem mais peso ao nível das operações imobiliárias, que oferecem preços mais atractivos”, indicou Nuno Antunes, global chief Real Estate Officer.

    Recorde-se que, recentemente, o Grupo anunciou a venda de uma herdade na região de Estremoz e reforçou o seu compromisso em acompanhar esta tendência do mercado nacional e continuar a apostar neste tipo de activos em localizações estratégicas de Portugal.

    Ainda assim, em 2023, Lisboa continuou a ser a região onde o servicer registou um maior número de vendas, representando mais de 35% do total de operações. Neste pódio encontramos também Setúbal (16%) e o Porto (10%), cidades onde o Grupo continua a ter uma presença muito forte.

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    Investimento será de “retoma gradual no segundo semestre”

    Depois de quebras significativas na actividade de investimento imobiliário comercial, assim como no mercado ocupacional, particularmente no sector de escritórios na Grande Lisboa, 2024 deverá registar um crescimento de 7%

    Cidália Lopes

    O mercado imobiliário antecipa, para 2024, uma “evolução distinta” ao longo do ano e “influenciada pelas expectativas de redução das taxas de juro de referência pelo BCE” na Primavera”. De acordo a consultora da Cushman & Wakefield, “o primeiro semestre continuará a ser ainda caracterizado por alguma estagnação, seguido de uma retoma gradual no segundo semestre”.

    É, por isso, expectável que depois do “abrandamento” verificado em 2023, que “todos os sectores registem aumentos homólogos durante este ano”, indica o 42ª edição do Marketbeat Primavera, realizado pela consultora.

    O estudo destaca, ainda, a importância da sustentabilidade e dos critérios de ESG, transversais a todos os segmentos, que vão continuar a ser o maior enfoque dos intervenientes no mercado, aumentando a disponibilidade para pagar um valor green premium.

    “Efectivamente, ocorreram quebras significativas na actividade de investimento imobiliário comercial, assim como no mercado ocupacional, particularmente no sector de escritórios na Grande Lisboa, onde se atingiu o valor mais baixo de absorção da última década. Ainda assim, houve sectores a demonstrar uma evolução positiva, nomeadamente retalho, que registou uma retoma moderada, e hotelaria, com aumentos transversais para valores acima dos registados em 2019 (pré-pandemia)”, afirma Eric van Leuven, director geral da consultora em Portugal.

    Em 2023, a actividade de investimento imobiliário comercial registou uma “quebra homóloga expressiva” de 44%, com um volume de 1.690 milhões de euros, “em linha com outros mercados europeus” e caracterizado por uma “maior prevalência de transacções de menor dimensão, com o valor médio a reduzir para os 18 milhões de euros”.

    Dada a menor disponibilidade do capital estrangeiro, os investidores domésticos aumentaram a sua quota de mercado para 33% do volume total investido. A maioria do capital foi alocado aos sectores de hotelaria e retalho, que agregaram 38% do volume total investido cada.

    As estimativas actuais reflectem a expectativa de retoma gradual generalizada do investimento em imobiliário comercial na segunda metade de 2024, com o volume associado às transacções actualmente em diversas fases de negociação, e com conclusão prevista para este ano, na ordem dos 1, 8 mil milhões de euros, o que reflectirá um crescimento homólogo de 7%.

    O sector de escritórios deverá ser aquele que irá registar uma maior recuperação, agregando 47% do volume total, seguido da hotelaria com 27%.

    A este valor, a Cushman & Wakefield, antecipa, ainda, um valor acrescido de 1,1 mil milhões em transações, actualmente suspensas, mas com possibilidade de conclusão até ao final de ano, assim como as usuais operações off-market.

    Desta forma, apesar de as yields de referência de mercado poderem ainda sofrer alguma correção em alta durante o início do ano, no final de 2024 deve registar-se uma estabilidade homóloga, possivelmente com redução de yields, e consequente aumento de valor.

    Antecipa-se, ainda, uma retoma progressiva do protagonismo dos grandes investidores internacionais, assim como algum alívio no acesso à dívida bancária e refinanciamento.

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

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    Novo Vila Galé Collection Paço do Curutelo com investimento de 20M€

    Desenvolvido em parceria com o Grupo Madre, o novo projecto turístico prevê a criação de um hotel, enoturismo e produção de vinhos verdes, com data prevista de abertura para 2025

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    A Vila Galé está a desenvolver, em parceria com o Grupo Madre, um novo projecto turístico em Ponte de Lima. Em 2022, o promotor adquiriu o castelo de Curutêlo, datado de 1126 e localizado na freguesia de Ardegão, Freixo e Mato, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

    O novo projecto turístico prevê a criação de um hotel, enoturismo e produção de vinhos verdes, num investimento de 20 milhões de euros. A unidade tem data prevista de abertura para 2025.

    O Vila Galé Collection Paço do Curutelo será uma unidade com 69 quartos, piscinas exteriores para adultos e crianças, ‘satsanga spa & wellness’, salão de eventos para 600 pessoas, dois restaurantes, biblioteca, capela e um espaço museológico dedicado à história do local.

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    Hospital de Lisboa Oriental com apoio financeiro do BEI

    Projecto do novo hospital foi desenvolvido por um consórcio seleccionado no âmbito de uma parceria público-privada, que é composta maioritariamente por empresas do grupo Mota-Engil e conta com 875 camas de internamento

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    A construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental vai ser financiada em 107 milhões de euros pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), sendo o primeiro empréstimo dirigido a uma infraestrutura de saúde.

    O projeto para a construção do novo hospital, a cargo da Mota-Engil, está orçamentado em 380 milhões, podendo a contribuição do BEI “ascender a um máximo de 190 milhões de euros, num empréstimo a longo prazo”.

    O empréstimo concedido foi formalizado num acordo entre o BEI e o grupo Mota-Engil.

    O projeto do novo hospital foi desenvolvido por um consórcio selecionado no âmbito de uma parceria público-privada, que é composta maioritariamente por empresas do grupo Mota-Engil e conta com 875 camas de internamento.

    Ficará situado em Marvila, na zona oriental de Lisboa, substituindo as atuais instalações de cuidados de saúde situadas no centro da cidade.

    O BEI é a instituição de financiamento a longo prazo da União Europeia, cujo capital é detido pelos seus Estados Membros.

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    Mais de 53 mil novos apartamentos ficaram por concretizar

    Nos últimos cinco anos, 41% dos apartamentos com pedido de licenciamento não avançaram. Reflexo da conjuntura de instabilidade internacional, económica e política que se vive, refere análise da Confidencial Imobiliário

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    Entre 2019 e 2023, deram entrada nas autarquias de todo o Continente pedidos para o licenciamento de 128.800 novos apartamentos, revela a Confidencial Imobiliário. Deste universo de apartamentos projectados, contudo, apenas 59%, num total de mais de 75.550 fogos, foram efectivamente licenciados e entraram em obra, ficando em suspenso uma fatia de 41% da oferta potencial, num total de 53.200 apartamentos.

    Esta bolsa de oferta não concretizada equipara com o volume de apartamentos concluídos no mesmo período, e os quais foram totalmente absorvidos pela procura. De acordo com a análise da Confidencial Imobiliário, entre 2019 e 2023 terão sido concluídos 48.900 novos apartamentos no país, estimando-se que tenham sido totalmente vendidos, de acordo com as projecções de transacções realizadas a partir da base de dados do Sistema Residencial, SIR. Tal significa que, nos últimos cinco anos, teria sido possível duplicar a nova oferta residencial.

    Os dados resultam de uma análise da Confidencial Imobiliário aos dados dos pré-certificados emitidos pela ADENE, que reflectem as intenções de investimento da promoção imobiliária, e os dados do licenciamento de habitação do Instituto Nacional de Estatística (INE).

    “Estes dados mostram que há um hiato muito relevante entre as intenções de investimento e a obra efectivamente lançada. Para mais, este hiato tem vindo a agravar-se a cada novo ano, de tal forma que o rácio entre obras, que nos são dadas pelas licenças emitidas, e os projectos com pedido de licenciamento, dados pelos pré-certificados, reduziu-se de 74% em 2021 para 53% em 2023”, comenta Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

    “O congelamento de uma fatia tão importante da oferta planeada reflecte, sobretudo, o ciclo de instabilidade dos últimos anos, marcado pela pandemia, a guerra, a inflação, o aumento dos juros e, a nível nacional, o pacote Mais Habitação, contexto que, na prática, significou tirar 53 mil novos apartamentos ao mercado. Esta tem sido uma situação especialmente marcante no último ano, conforme mostra o inquérito Portuguese Investment Property Survey, que fazemos em parceria com a APPII, e cuja mais recente edição revela que a instabilidade e riscos políticos foram os factores que mais se agravaram e penalizam o aumento da oferta em 2023. Ao mesmo tempo que a falta de procura surge como a menor das preocupações do sector”, conclui ainda Ricardo Guimarães.

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    Universidade do Porto lança concurso para construção de novo edifício

    Avaliado em mais de cinco milhões de euros, o novo edifício será destinado a actividade de investigação e complementa as actuais instalações da Faculdade de Letras, na zona do Campo Alegre

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    A “Empreitada de Construção do Edifício FLUP 2 I&D UP” tem um valor base 5,060,000.00 euros e um prazo de execução de 540 dias. Destinado à investigação científica, o edifício, será situado no complexo da Faculdade de Letras da universidade do Porto. Com quatro pisos acima do solo e um piso no subsolo, o novo edifício “permitirá realizar um acrescento funcional às instalações existentes, colmatando áreas funcionais em falta, actualizando e modernizando as suas valências e inaugurando um novo conceito espacial, na área das instalações da produção e investigação científica”, lê-se na memória descritiva do projecto mencionada pelo Jornal de Notícias.

    No piso -1 “está prevista a construção de um auditório com 399 lugares e um palco elevado, assim como instalações sanitárias e áreas técnicas. O piso térreo será o átrio do edifício e no segundo piso está prevista a construção da cafetaria, criando “uma grande sala de refeições, assim como uma cozinha aberta”.

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    IP submete candidatura de financiamento para 1ª Fase da Alta Velocidade

    A Infraestruturas de Portugal submeteu a candidatura com vista à obtenção de 875 milhões de euros para o projecta da Alta Velocidade

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    A Infraestruturas de Portugal (IP) submeteu a 29 de Janeiro, a candidatura a financiamento comunitário no âmbito do Programa Connecting Europe Facility for Transport 2 (CEF 2) relativa ao desenvolvimento da primeira fase do projecto da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa (LAV Porto-Lisboa). O referido programa é um instrumento de financiamento comunitário que visa apoiar o desenvolvimento de novas infraestruturas de transportes no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) Principal, na qual se inclui a LAV Porto-Lisboa.

    A candidatura agora submetida pela IP visa a obtenção de 875 milhões de euros a alocar ao projecto da Alta Velocidade. Este valor inclui o montante do “envelope CEF Coesão” que, até à data da presente Call (Call 2023), está reservado, em regime de exclusividade, para Portugal, e que corresponde a um total de 729 milhões de euros. Para além do valor do “envelope CEF Coesão” adstrito a Portugal, a IP decidiu candidatar-se em paralelo a mais 146 milhões de euros, também no âmbito do “envelope CEF Coesão”, mas neste caso em regime concorrencial com os 15 Estados-Membros elegíveis para o Fundo de Coesão.

    Na referida candidatura assumiu-se a alocação de 480 milhões de euros à primeira parceria público-privada (PPP), referente ao troço da LAV entre Porto (Campanhã) e Oiã, cujo concurso público para a sua concessão foi lançado no passado dia 12 de Janeiro de 2024.

    Estes fundos, que provêm do “envelope CEF Coesão” afecto a Portugal, serão atribuídos à concessionária da referida PPP, durante o período de construção da infraestrutura da LAV, e visam cobrir os custos de investimento associados ao desenvolvimento dos projectos, das expropriações, das pontes, viadutos e obras de arte correntes.

    Está prevista a alocação do restante valor do “envelope CEF Coesão” afecto a Portugal, ou seja, um total de 249 milhões de euros, à segunda PPP, referente ao troço da LAV entre Oiã e Soure, cujo lançamento do concurso público para a sua concessão está previsto para o início do segundo semestre de 2024. Este valor visa cobrir os custos de investimento associados ao desenvolvimento dos projectos, das expropriações, das pontes e viadutos do referido troço.

    Ainda relativamente à segunda PPP, a IP solicita um montante adicional de financiamento comunitário de 146 milhões de euros, proveniente do “envelope CEF Coesão”, mas em regime concorrencial, com vista a subsidiar os custos de investimento associados à quadruplicação da Linha do Norte entre Taveiro e a entrada sul da Estação de Coimbra-B.

    Esta intervenção visa aumentar a capacidade ferroviária deste troço, que se encontra próximo do seu ponto de saturação, de forma a facilitar o acesso dos comboios de alta velocidade a Coimbra e a aumentar o número de canais ferroviários convencionais neste trecho da Linha do Norte.

    O desembolso destes fundos durante o período de desenvolvimento, reduz as necessidades de financiamento das concessionárias e, consequentemente, contribui para uma redução bastante significativa dos pagamentos de disponibilidade que serão devidos às concessionárias durante os primeiros 25 anos de exploração da infraestrutura da LAV Porto-Lisboa.

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    Escritórios: Depois da quebra em 2023 antecipa-se forte dinâmica em 2024

    Mercado de Escritórios nacional termina 2023 com quebra de 59%, refere análise da Savills. Mas, segundo a consultora, a prime rent em trajectória de subida indica que o mercado permanece solidamente atractivo e muito competitivo. Uma tendência partilhada pelas duas maiores cidades do país

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    No final de 2023, o mercado de escritórios de Lisboa somou um volume de absorção de 112.474 m2, o que equivale a um decréscimo de 59% face ao ano de 2022, refere análise da Savills. Segundo a consultora imobiliária, esta descida encontra-se em linha com o que foi observado noutros mercados europeus de escritórios, sendo fortemente impactada, ainda, pela estreita comparação com os números históricos e inflacionados de 2022, um ano onde foram registadas operações de grande dimensão em regime de pré-arrendamento. O ano de 2023 encerrou com 152 operações realizadas, com uma área média de 740 m2.

    A taxa de disponibilidade fixou-se nos 9,33%, número que reflecte uma subida tendo em conta os 8,25% observados no final de 2022, um crescimento decorrente da tendência flight to quality, com as empresas a procurarem melhores localizações e edifícios que apresentem determinados critérios de ESG & Sustentabilidade.

    A prime rent encerra o ano nos 28€/m2/mês, o que representa uma subida de 8% face a 2022. Este resultado é prova da solidez de todos os fundamentos de mercado que, ainda perante um ano extremamente desafiante, permaneceu atrativo e muito competitivo. Já a renda média para a zona Prime CBD encerrou nos 23,81€/m2/mês, que representa uma subida de 9% face a 2022.

    “O ano de 2023 foi um ano marcado pelo contexto macroeconómico desafiante nas várias geografias europeias, o que acabou por impactar o mercado imobiliário nacional. No entanto, foi também um ano marcado pelo dinamismo do segmento de Escritórios que, mesmo em clima de incerteza, permaneceu atractivo, inclusive com subida da prime rent”, considera Frederico Leitão de Sousa, head of offices da Savills. O mesmo responsável adianta que “ para 2024, prevê-se já uma estabilização dos indicadores económicos, o que se traduzirá numa maior dinâmica em termos de investimento. Por outro lado, espera-se que Lisboa receba, nos próximos dois anos, um pipeline de cerca 280.000 m2, um número que confirma o enorme potencial da capital portuguesa para este segmento”, considera.

    Comportamento do mercado por zonas
    A Nova Zona de Escritórios (Zona 3), o Parque das Nações (Zona 5) e o Corredor Oeste (Zona 6) foram responsáveis por mais de 60% do volume de absorção total.
    À excepção da Zona CBD (Zona 2) que manteve estável o seu volume de absorção relativamente ao ano 2022, todas as outras zonas de mercado observaram decréscimos de atividade com a Zona histórica & Ribeirinha (Zona 4) e a Zona Prime CBD a registarem as quebras mais acentuadas.

    As dez maiores operações de 2023 contribuíram para 31% do volume de absorção total do mercado, com os setores de TMT´s & Utilities e Farmacêuticas & Saúde a liderarem a tabela do top de maiores operações.

    Por sua vez, o pipeline para os próximos dois anos na capital conta com um total de 280.000 m2. Entre os maiores projetos de natureza especulativa, estão previstos a Torre Ocidente – Colombo; Oriente Green Campus; Campo Novo, WELL Be e República 5.

    Porto segue resiliente
    O mercado de escritórios do Porto registou, no final de 2023, um volume de absorção total de 50.048 m2, que se traduz numa descida de 14% face a 2022. Ainda assim, a cidade Invicta manteve um nível de actividade resiliente, contabilizando 64 operações, 12 das quais com áreas acima dos 1.000 m2.

    A zona CBD Boavista contribuiu com um volume de absorção total de 15.774 m2, um valor que reflecte uma subida muito expressiva de 56% face ao ano 2022. Já as zonas CBD Baixa e Out of Town verificaram os volumes de absorção mais baixos, com descidas homólogas de 45%.

    À semelhança do que se verifica em Lisboa, no Porto foi também o sector das TMT´s & Utilities que figurou no primeiro lugar da tabela em termos de volume de absorção, representando 30% do total.

    Por sua vez, a prime rent manteve-se estável nos 18€/m2/mês mas regista já uma trajetória ascendente em 2024. A renda média observou uma subida de 4%, situando-se, no final de 2023, nos 16,46€ (Zona CBD Boavista).

    Para os próximos dois anos, a cidade do Porto contará com um pipeline bastante expressivo ligeiramente superior a 90.000 m2, cujos principais projectos serão o Matadouro, o VIVA Offices e o Mutual.

    “O mercado de escritórios do Porto continua estável relativamente à ocupação de escritórios, ainda que se tenha verificado a redução de 8.000m2, 14% em relação aos números do ano passado. Uma redução justificada pelo desequilíbrio visível entre a procura e a oferta. Para 2024 os novos projectos em pipeline, pautados pelo seu elevado grau de exigência (certificação, conforto, sustentabilidade) e pela sua dimensão e localização, irão seguramente reunir uma forte atractividade. Espera-se também uma subida da prime rent, já que alguns dos novos projectos reflectem já uma renda asking de 20€/m2””, refere Graça Ribeiro Cunha, offices associate da Savills Porto.

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    A Vila Galé vai recuperar um hotel já existente, em Isla Canela

    Imobiliário

    Vila Galé vai abrir três hotéis este ano, um em parceria com o dono da Zara

    Num almoço com a imprensa, que serviu para a apresentação dos resultados do último ano, o presidente da Vila Galé anunciou que além da unidade em Espanha, em Abril vai também ser inaugurada a unidade da Figueira da Foz, naquela que é uma parceria com o multimilionário espanhol Amâncio Ortega

    Ricardo Batista

    O Grupo Vila Galé vai avançar com a abertura de três unidades hoteleiras este ano, uma delas assinalando a estreia de um novo destino. A abertura do Vila Galé Isla Canela, previsivelmente em Abril, vai permitir o alargamento da actividade do grupo liderado por Jorge Rebelo de Almeida a Espanha, juntando-se assim às actividades existentes no Brasil e Cuba. Esta unidade vai nascer junto à praia com o mesmo nome, na Costa de la Luz, Huelva, edifício com arquitetura e decoração de influência árabe, com total remodelação das áreas públicas de clientes em 2025 e em 2026 vai fazer a total remodelação dos quartos.

    Num almoço com a imprensa, que serviu para a apresentação dos resultados do último ano, o presidente da Vila Galé anunciou que além da unidade em Espanha, em Abril vai também ser inaugurada a unidade da Figueira da Foz, naquela que é uma parceria com o multimilionário espanhol Amâncio Ortega, fundador do grupo Inditex, dono de marcas como a Zara. A Vila Galé vai colocar a sua experiência na gestão do emblemático Grande Hotel da Figueira, após uma renovação profunda de quartos e áreas públicas. Contará com 102 quartos, dois restaurantes, bar, piscina exterior e Satsanga Spa & Wellness;

    Já para Dezembro está prevista a inauguração do Collection Sunset Cumbuco, no Brasil, ‘paredes meias’ com o Vila Galé Cumbuco, este inaugurado em 2010. Trata-se de uma unidade com 124 quartos, três restaurantes e bares, Satsanga Spa & Wellness, campo polidesportivo, centro náutico e clube infantil NEP com piscinas e escorregas, num investimento estimado de 80 milhões de reais (aproximadamente 15 milhões de euros à taxa actual de câmbio), numa localização privilegiada sobre a Lagoa de Cauipe e ‘pé na areia’, na praia do Cumbuco. A Lagoa de Cauipe é o paraíso do Kitesurf, onde decorre o campeonato internacional desta modalidade.

    Além destes investimentos, o Grupo tem também em marcha mais três unidades hoteleiras que serão inauguradas em 2025, nomeadamente o Vila Galé Casas de Elvas, o Paço do Curutelo (Ponte de Lima) e o Collection Ouro Preto (Brasil). Na mesma ocasião em que Jorge Rebelo de Almeida anunciou as propostas de alargamento da oferta da cadeia de hotéis, o presidente da Vila Galé assegurou que 2023 representou o melhor ano de sempre para as receitas do grupo, tendo atingido 275 milhões de euros. O Brasil representa 42% dos resultados apurados, em grande parte fruto da exitosa operação do Vila Galé Alagoas, o décimo empreendimento da rede no Brasil que foi inaugurado em 2022.

    Com 42 hotéis em Portugal, Brasil e Cuba, o grupo Vila Galé teve receitas totais 20% superiores ao que havia sido registado em 2022. Em Portugal, onde conta com 31 unidades, o grupo atingiu um volume de negócios de 158 milhões de euros, mais 16,77% do que no exercício anterior, incluindo o impacto dos quatro hotéis abertos no ano passado – Vila Galé Collection Monte do Vilar, Vila Galé Collection São Miguel, Vila Galé Nep Kids e Vila Galé Collection Tomar. No total, registaram-se mais de um milhão de quartos ocupados e 2,15 milhões de dormidas, com os clientes portugueses a pesarem 38% neste total. Seguiram-se o Reino Unido (14,5%), Alemanha (8%), Irlanda (5%) e Espanha (5%), EUA (2,92%) e Brasil (2,77%).

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Os planos urbanísticos para Porto, Gaia e Coimbra a reboque do TGV, o Congresso dos Engenheiros, o simplex e as perspectivas da CBRE para 2024 na edição 499 do CONSTRUIR

    Os planos de Joan Busquets para requalificar urbanisticamente as zonas das estações do Porto, Gaia e Coimbra a pensar na alta-velocidade em destaque numa edição onde lhe contamos as linhas fortes do Simplex urbanístico. Saiba igualmente quais as perspectivas da CBRE para o investimento neste ano de 2024. Mas há muito mais para ler na edição 499 do CONSTRUIR

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    Ferrovia: Alta Velocidade como oportunidade de requalificação urbanística
    As obras para a futura Linha de Alta Velocidade está a ser vista como uma oportunidade de requalificação do tecido urbano envolvente às estações de comboio e de criação de novas centralidades. Porto, Gaia e Coimbra são as cidades que contam já com Planos de Urbanização, com projecto do arquitecto catalão Joan Busquets

    Futuro discutido em congresso
    Habitação, o futuro da mobilidade, as políticas de educação e qualificação e a transição digital em destaque no encontro que decorreu no Porto e que reuniu mais de 1000 engenheiros

    Três projectos portugueses na corrida a Mies’24
    Entre os 40 projectos da shortlist, seleccionados de entre os 362 nomeados, três são portugueses: dois na categoria de Planeamento Urbano e o terceiro na categoria Utilização Mista

    Investimento em 2024 deve superar 1,8MM€
    A CBRE está “optimista” e acredita que os 1,6 mil milhões alcançados em 2023 serão ultrapassados podendo atingir os 1,8 mil milhões. Hotelaria de retalho irão continuar a ser os produtos ‘estrela’

    Dossier Construção Metálica
    Em Portugal, o sector da construção metálica dá mostra de um grande dinamismo impulsionado pela necessidade de crescer e de se expandir para mercados externos exigentes

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