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Entrevista ao CEO da COBA, Casais, Vanguard e TRAÇO na edição 462 do CONSTRUIR

O CEO da COBA fala, pela primeira vez, sobre a indefinição em torno do novo aeroporto, numa edição onde lhe mostramos também a aposta sustentável da Casais, da entrada da Vanguard na área industrial, do projecto da SPMR em Almada. Mas há muito mais para ler

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Comissão Técnica vai estudar cinco opções para o novo Aeroporto de Lisboa

Esta comissão independente deverá, até ao final de 2023, apresentar a sua avaliação ambiental estratégica e “os seus trabalhos serão acompanhados por uma comissão de acompanhamento que será presidida pelo Conselho Superior de Obras Públicas”

Ricardo Batista

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, um conjunto de diplomas, nomeadamente a criação de uma comissão técnica independente para proceder à avaliação ambiental estratégica do futuro aeroporto de Lisboa. Montijo, Alcochete e Santarém serão as localizações consideradas, podendo ou não ser complementadas com o actual Aeroporto Humberto Delgado.

Solução dual em que o Humberto Delgado será o aeroporto principal e o do Montijo complementar; Solução dual em que Montijo adquire progressivamente estatuto de aeroporto principal e o Humberto Delgado o de complementar; Aeroporto no campo de tiro de Alcochete e que substituiria de forma integral o aeroporto Humberto Delgado; Humberto Delgado com estatuto de principal e Santarém o de complementar; Novo aeroporto internacional em Santarém e que substitua de forma integral o Humberto Delgado. Estas são as opções a ser analisadas pela comissão técnica independente que, segundo o comunicado, “terá um coordenador geral que será designado pelo Primeiro-Ministro sobre proposta do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e do presidente dos Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Esta comissão independente deverá, até ao final de 2023, apresentar a sua avaliação ambiental estratégica e “os seus trabalhos serão acompanhados por uma comissão de acompanhamento que será presidida pelo Conselho Superior de Obras Públicas”, integrando ainda os presidentes das camaras municipais “de Alcochete, Benavente, Lisboa, Loures, Montijo e Santarém e outras que “entender acrescentar”.

Quanto às obras na Portela, o ministro salienta que “o novo aeroporto vai demorar, e nós temos urgência já hoje”. Assim, “as obras na Portela, não permitindo aumentar a capacidade, vão permitir aumentar a fluidez da operação e vai dar ganhos do ponto de vista dos atrasos“, por exemplo, sublinhou. Será preciso fazer a negociação com a ANA para as intervenções que são necessárias.

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Ricardo Batista

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Alta-velocidade: Lisboa e Porto ficarão a 1h15 de distância

A construção está dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028.

CONSTRUIR

A nova linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que pretende ligar as duas principais cidades do país em apenas uma hora e 15 minutos no serviço direto, não terá paragens e será construída em três fases.

“Esta linha estará totalmente integrada com o resto da rede ferroviária nacional. As cidades [do Porto e de Lisboa] serão servidas nas estações centrais”, disse Carlos Fernandes, do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal (IP).

Numa apresentação do projecto que decorreu esta quarta-feira em Campanhã, no Porto, Carlos Fernandes avançou que a nova linha de alta velocidade terá via dupla e ligará o Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos.

A construção está dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028.

Neste que é, disse o responsável, o “troço mais congestionado da Linha do Norte”, o tempo de percurso estimado será de uma hora e 59 minutos.

O segundo troço, entre Soure e Carregado, que deve estar concluído até 2030, e deverá diminuir o tempo de percurso para uma hora e 19 minutos.

A terceira fase, entre Carregado e Lisboa, “será construída mais tarde”, disse Carlos Fernandes, e permitirá atingir a duração final de uma hora e 15 minutos de toda a ligação.

Carlos Fernandes garantiu, ainda, que estão previstas “múltiplas ligações” entre a linha de alta velocidade e o resto da rede ferroviária.

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CONSTRUIR dedica “webinar” à Sustentabilidade a 29 de Setembro

O encontro decorre na próxima quinta-feira, pelas 11h, com transmissão em directo no Facebook do CONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais do que dissertar sobre a definição de “sustentabilidade”, tema que está na ordem do dia, o CONSTRUIR vai procurar, no próximo dia 29, pelas 11h, respostas sobre tendências e estratégias em torno deste conceito.

Que radiografia pode ser traçada em termos de ‘procura e oferta’ no que respeita a práticas sustentáveis? De que modo pode ser potenciado o retorno do investimento? Que papel cabe às ‘empresas de materiais’ na promoção de boas práticas? É tempo de reciclar a forma como pensamos um projecto de raíz? O dono-de-obra está ciente do potencial destas boas práticas?

Bento Aires (Presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Norte), Rita Bastos (Diretora de Marketing da Saint-Gobain Portugal – Isover, Placo® e Weber), Nuno Malheiro da Silva (Arquitecto, CEO do FOCUS GROUP) e um responsável da Schneider Electric serão os oradores convidados desta sessão.

Acompanhe o encontro em directo no Facebook do CONSTRUIR

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Construção

Rui Moreira defende dupla utilização para nova ponte no rio Douro

“Uma ponte de dupla utilização faz mais sentido, em termos de interesse público. A população não compreenderia que fossem feitas duas estruturas autónomas”, defende o presidente da autarquia portuense, em véspera de apresentação, por parte do Governo, da nova linha de Alta-Velocidade

CONSTRUIR

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, defende uma dupla utilização – rodoviária e ferroviária – para a nova ponte no rio Douro, projeto que o Governo deverá apresentar, na próxima quarta-feira, no Porto. “Faz mais sentido para o interesse público que a nova ponte culmine numa dupla utilização”, garante.

“Vamos ver o que nos vai ser apresentado esta quarta-feira. O primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas vêm cá [ao Porto]. Vamos ver se, de facto, houver a possibilidade de construir uma ponte de dupla utilização provavelmente faz mais sentido para o interesse público”, afirmou Rui Moreira, à margem da reunião do Executivo municipal.

O Jornal de Notícias revela, na sua edição de hoje, que António Costa e Pedro Nuno Santos vão apresentar na próxima quarta-feira, na estação de Campanhã, a nova linha de alta velocidade (TGV) entre o Porto e Lisboa. “A proposta da Infraestruturas de Portugal ainda não chegou à Câmara do Porto, mas, numa reunião com o ministro Pedro Nuno Santos, o secretário de Estado e as câmaras do Porto e Gaia, fomos avisados de que estava a ser pensado um percurso diferente à solução inicialmente proposta para a ponte de alta velocidade”, observou Rui Moreira.

E acrescentou: “Do lado do Porto não há grande alteração porque vai manter-se o percurso por Campanhã. Uma ponte de dupla utilização faz mais sentido, em termos de interesse público. A população não compreenderia que fossem feitas duas estruturas autónomas”.

Esta solução encontrada pelo governo levará a que o concurso de conceção e construção da ponte rodoviária D. António Francisco dos Santos possa vir a ser cancelado e, de acordo com o autarca portuense, os concorrentes venham a ser indemnizados. O prazo para a apresentação dos projetos foi prorrogado até meados de outubro.

“Começámos a pensar que o que estávamos a fazer relativamente à ponte [D. António Francisco dos Santos] – e, de facto, está bastante avançado – tem de ser analisado em função do que possa vir a ser uma decisão sobre a ponte ferroviária, porque não faz sentido as pontes cruzarem”, referiu.

Sobre o eventual investimento, caso o governo avance para uma ponte com dupla utilização, Rui Moreira foi perentório: “Porto e Gaia não vão, com certeza, construir a ponte ferroviária”.

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Mapei adquire a Profilpas

“Com a nossa entrada no grupo Mapei, estamos convencidos de que se abrirão novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento

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A Mapei anunciou esta terça-feira que chegou a acordo para a aquisição da Profilpas que, assim, passa a integrar o grupo da empresa , especialista na área de adesivos, impermeabilizantes e produtos químicos para a construção.

A lógica desta operação é entendida, pelos responsáveis da companhia com “a sua estratégia de crescimento e com o objetivo de expandir a sua gama de produtos e soluções para a indústria da construção em benefício dos seus cliente”. Já no entender dos responsáveis da Proflpas, A Profilpas é hoje uma empresa multinacional com mais de 160 empregados, especializada na produção e venda de perfis para revestimentos de pavimentos e parede e acessórios de assentamento.

O grupo Profilpas produz em Itália e Polónia nas suas duas fábricas de Cadoneghe e Kutno e tem filiais come rciais em França, Espanha, Portugal, Alemanha, República Checa, Rússia e Emirados
Árabes Unidos.

Marco Squinzi, administrador-delegado da Mapei, defende que a gama exclusiva de produtos, a Profilpas, que inclui perfis técnicos e de acabamento, ralos de duche, espaçadores e sistemas de nivelamento para pavimentos e paredes, a Mapei amplia a sua oferta, tornando-se ainda mais um
ponto de referência para projetistas, aplicadores e distribuidores”.

Barbara e Marco Pasquali, diretores da Profilpas, declaram que “com a nossa entrada no grupo Mapei, estamos convencidos de que se abrirão novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento. O osso objetivo é levar a marca e as tecnologias Profilpas para o mundo”.
Veronica Squinzi, administrador-delegado da Mapei, conclui que “a aquisição da Profilpas e das suas filiais está em linha com a nossa estratégia de crescimento, também através de aquisições específicas que reforçam o nosso grupo em termos de mercados e produtos. Em particular, com a adição de duas fábricas em Itália e na Polónia e com a presença de empresas locais, estamos a aumentar a nossa capacidade de responder às necessidades do mercado e de estar cada vez mais perto dos nossos clientes”.

Graças a esta aquisição, a Mapei reforça a sua presença interrnacional e está agora presente, a nível mundial, com 100 filiais distribuídas por 57 países e 86 fábricas, para um total de mais de 11.000 empregados.

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Os projectos em carteira da Room007, emprego na Construção, os planos de Coimbra para o Mosteiro de Santa Cruz em destaque no CONSTRUIR 467

Saiba onde a cadeia Room007 planeia executar os seus próximos investimentos, numa edição onde lhe contamos em que consiste o contrato da bysteel com o CERN e o que projectou a FOCUS GROUP em Loures. Mas há muito mais para ler nesta edição do CONSTRUIR

CONSTRUIR

Room007 com plano de investimento de 200Ma até final do ano
A operadora espanhola de hostels e hotéis boutique está a reforçar a sua operação em Espanha e Portugal e deverá entrar em Itália até ao final do ano. Lisboa e Porto concentram as atenções e o investimento da Room007 no País. Na capital, o primeiro hostel da marca ficará localizado no Cais do Sodré. No Porto, a operadora adquiriu um novo activo e novas aberturas estão já previstas

Coimbra: Mosteiro convertido em Centro de Artes
A proposta, promovida pelo município, procura instalar o novo Centro de Arte Contemporânea no Mosteiro de Santa Cruz, valorizando património votado à degradação

Contrato com o CERN impulsiona Bysteel
O acordo assinado entre a empresa do Grupo dst e o CERN vai permitir reforçar a posição da empresa nos mercados externos. Carteira de encomendas ronda os 120M€

Vanguard e CUF assinam acordo para a Comporta
Memorando estabelece as linhas de abertura de uma clínica de proximidade no projecto “Terras da Comporta”. Acordo está avaliado em dois milhões de euros

Isolamento e Impermeabilização
Mesmo perante um cenário de dificuldades devido ao custo da energia e dos materiais, o mercado da construção mantém-se dinâmico e com um grande potencial pelas suas necessidades de melhoria. Iniciativas sucedem-se

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© Luis Ferreira Alves

Arquitectura

FAUP lança curso de estudos avançados em território e gestão urbanística

Com financiamento através dos fundos do programa «Next Generation EU» do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do “Programa de Formação Multidisciplinar da U.Porto – Impulso Jovens STEAM & Impulso Adultos”, o curso permitirá a atribuição de três bolsas individuais

CONSTRUIR

Face aos desafios atuais de planeamento e gestão do território na sociedade contemporânea, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto lança este ano letivo 2022/2023 o Curso de Estudos Avançados em Território. Com duração de um ano lectivo, o curso vai decorrer de 4 de Novembro de 2022 a 14 de Julho de 2023, às sextas-feiras, na FAUP. As candidaturas para integrar o curso decorrem até dia 3 de Outubro de 2022.

Com financiamento através dos fundos do programa «Next Generation EU» do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do “Programa de Formação Multidisciplinar da U.Porto – Impulso Jovens STEAM & Impulso Adultos”, que permitirá a atribuição de três bolsas individuais, o novo curso, com a duração de um ano, visa proporcionar uma formação de aprofundamento e actualização nas áreas de planeamento territorial, gestão urbanística e projecto urbano, com uma forte componente prática e estreita relação com os desafios e práticas quotidianas de planeamento e gestão urbanística.

O curso dirige-se a profissionais, técnicos e investigadores de diferentes áreas disciplinares relacionadas com o planeamento e os estudos urbanos – arquitectura, arquitectura paisagista, engenharia, geografia, ciências sociais, economia, direito, entre outras formações – tendo como principal foco aqueles que têm a sua actividade associados às áreas de planeamento urbano, gestão urbanística e projecto urbano, com diferentes tipos de práticas – técnicos municipais, profissionais liberais e académicos.

O CEAT estabelece ainda uma estreita ligação com o PDA – Programa de Doutoramento em Arquitectura da FAUP, sendo que a frequência do curso garante equivalência a parte substancial da componente letiva do PDA.

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Aeroporto: PSD pede Avaliação Ambiental “imediata” para Alcochete e Montijo e não descarta alternativas

O sucessor de Rui Rio à frente dos sociais-democratas reitera a importância de um diálogo “maduro, leal e eivado exclusivamente da prossecução do interesse nacional”, rejeitando, no entanto, qualquer responsabilidade do PSD “na actual situação” em que se encontra o processo

Ricardo Batista

O presidente do PSD, Luís Montenegro, entregou esta quarta-feira ao primeiro-ministro uma carta onde consta um conjunto de medidas a adoptar de imediato e que constituem uma base fundamental para as conversações entre o Governo e o principal partido da oposição com vista a uma solução para o Novo Aeroporto de Lisboa.

No documento, o sucessor de Rui Rio à frente dos sociais-democratas reitera a importância de um diálogo “maduro, leal e eivado exclusivamente da prossecução do interesse nacional”, rejeitando, no entanto, qualquer responsabilidade do PSD “na actual situação” em que se encontra o processo.

Na missiva, além de criticar o PS pelo “impasse de sete anos”, Luís Montenegro propõe “a realização imediata de uma Avaliação Ambiental Estratégica, sobre as localizações do Montijo, Alcochete, e qualquer outra que o Governo ou a estrutura encarregue de fazer a AAE decidam fundamentada e tecnicamente incluir” ou então “a transmissão de imediato à concessionária da autorização e exigência para iniciar, desde já, as obras de requalificação do aeroporto Humberto Delgado e definição das medidas mitigadoras dos impactos das mesmas”.

Para os responsáveis do PSD, é fundamental atender ao “aproveitamento e valorização da capacidade aeroportuária instalada no país, seja a dos aeroportos que servem a região Norte e Algarve, seja o aeroporto de Cascais (na área do tráfego de aviação executiva e ligeira da região de Lisboa), questão ainda mais premente enquanto decorrerem as obras de requalificação a que o aeroporto Humberto Delgado está necessitado.

Na lista de propostas está igualmente a atribuição da condução da Avaliação Ambiental Estratégica, que deve concluir-se no prazo máximo de um ano, a personalidades de reconhecido mérito técnico, académico e científico, a indicar preferencialmente por entidades independentes ligadas à academia (nelas se incluindo os protocolos com Universidades estrangeiras, como por exemplo o MIT) e às áreas do conhecimento económico e da engenharia aeronáutica e civil; ou a autonomização, dentro ou fora da AAE, de uma análise comparativa dos custos e prazos de execução de cada uma das localizações em estudo, aí se integrando todas as infraestruturas conexas, complementares e requeridas para o bom e integral funcionamento do novo aeroporto.

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Escritórios: Primeiros oitos meses do ano com ocupação recorde em Lisboa

Ainda a quatro meses do final do ano, o take-up acumulado de 207.300 m2 já faz de 2022 o melhor ano dos últimos dez, para o mercado de Lisboa. No Porto o desequilíbrio face à oferta tem levado a um crescimento mais contido

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O mercado de escritórios de Lisboa atravessa o melhor momento de sempre, registando até Agosto uma ocupação acumulada de 207.300 m2, revela a JLL no seu mais recente relatório mensal deste sector. Ainda a quatro meses do final do ano, este take-up já torna 2022 como o melhor ano dos últimos dez, para o mercado de Lisboa.

“Ao longo do ano, foram negociados uma média de 25.000 m2 de escritórios por mês em Lisboa. A manter o ritmo que vimos até agora, a ocupação até final do ano tem condições para ultrapassar os 230.000 m2”, sublinha Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL. “Para mais”, acrescenta a responsável, “não temos qualquer expectativa de que o mercado perca dinâmica. A procura está elevadíssima e é muito direccionada para áreas de grande dimensão. O único desafio à absorção de mais espaço tem sido a falta de capacidade da oferta em responder. Daí que uma boa parte dos negócios sejam num modelo de ocupação futura, com várias operações de pré-arrendamento e de ocupação-própria”.

De acordo com o Office Flashpoint de Agosto, o ano soma já 141 operações em Lisboa, com uma área média de 1.470 m2, sendo o Parque das Nações o destino mais procurado (32% do take-up acumulado) e as empresas de Serviços Financeiros as que mais absorveram espaço (4442% do take-up). Agosto contribuiu com 20.500 m2 para o take-up anual, igualmente liderado pelo Parque das Nações (53% da ocupação mensal), mas com protagonismo das empresas de TMT’s & Utilities (83% do take-up mensal).

No Porto, Agosto foi um mês de pouca actividade, com cerca de 1.000 m2 ocupados, dos quais 63% na zona CBD-Boavista e 88% ocupados pelas empresas de TMT’s & Utilities. Em termos acumulados, o mercado do Porto soma 33.400 m2, volume que supera em 30% o absorvido em igual período do ano passado. Até Agosto concretizaram-se 42 operações, com uma área média em torno dos 800 m2. No acumulado do ano, a zona do CBD-Baixa é líder (40% do take-up anual) e a procura teve especialmente ativa entre as empresas de TMT’s & Utilities (50% da área).

Sofia Tavares sublinha que “não há falta de procura no Porto, onde sentimos muita pressão de empresas em busca de novos escritórios. Neste mercado é ainda mais evidente o desequilíbrio face à oferta, o que tem levado a um crescimento mais contido. Mas existem diversos projectos novos a vir para o mercado e o próximo ano vai ser particularmente importante para o take-up do Porto”.

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