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A nova vida da antiga LUFAPO, onde estarão as novas camas para estudantes, a carteira da Socicorreia na edição 464 do CONSTRUIR

Conheça a nova vida do Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, os projectos que a Socicorreia tem em carteira pela voz do seu CEO e os desafios que os Municípios têm pela frente na edição 464 do CONSTRUIR. Mas há muito mais para ler

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Construção

Antiga LUFAPO ‘renasce’
como “Hub criativo e inovador”

O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro pretende recuperar a memória da antiga fábrica de cerâmica. Com base nos conceitos arquitectónicos New European Bauhaus, o ‘novo’ LUFAPO Hub irá ter como premissas a inovação, sustentabilidade e inclusão. O espaço vai recuperar, ainda, o espólio da antiga LUFAPO, que se encontra na Universidade de Coimbra

134 propostas avançam para financiamento
É o maior investimento na criação e modernização da rede de alojamento de estudantes do ensino superior, o que corresponde a um investimento de 375 milhões de euros

Quadrante na Nigéria com obra de 1,85 MM€
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‘Dubai na Madeira’ pela mão da Socicorreia
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Dossier: Municípios
Habitação, redes de água e descentralização. Muitos são os desafios que as autarquias têm pela frente, ora porque têm verbas adicionais disponíveis, ora porque têm maiores responsabilidades

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Imobiliário

Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia

Inserido no Troia Resort, a renovação teve como objectivo o reposicionamento da oferta para o segmento de luxo. O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra. Já as obras de arte contemporânea, com assinatura de Tamara Alves, envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino

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A Sonae Capital investe na renovação do The Editory by The Sea, inserido no Troia Resort, com objectivo de reposicionar a oferta para o segmento de luxo. A unidade, com 132 apartamentos, contou com um investimento de cerca de 1,5 milhão de euros, e inclui a transformação dos espaços e o investimento em arte contemporânea, sabe o Construir.

O novo cinco estrelas, o antigo Tróia Lagoa numa, conta com 16 pisos, onde a natureza é a anfitriã dos recantos, influenciando as intervenções artísticas e interferindo na conceptualização de espaços de fruição natural que se expressam para lá das janelas. Entre tons neutros, madeiras claras e plantas, a decoração é sofisticada ao mesmo tempo que aconchega cada pausa numa espécie de jardim interior que inspira a relaxar.

O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra.

São nove tipologias que se dividem entre 65 estúdios e 67 suites de linhas modernas e funcionais, com kitchenette equipada, varanda privada, room service disponível 24 horas, wifi e chromecast.

Com piscina interior aquecida e piscina exterior, The Editory by The Sea dispõe ainda de um ginásio aberto 24 horas por dia, Wellness Center e duas salas de reunião com capacidade até 100 pessoas. Programas de passeio, aluguer de bicicletas, observação dos golfinhos, trilhos pedestres, entre tantas outras propostas, são uma declaração de amor à Península e a todos os seus segredos naturais.

À chegada, é impossível ficar indiferente ao mural da artista plástica Tamara Alves que, em parceria com a Underdogs, desenvolveu três trabalhos para The Editory by The Sea. “Eco de um corpo na cal viva” é o título de uma obra emblemática que faz o acolhimento em pleno lobby, transmitindo a perspectiva de que o hotel é uma montra do paraíso natural que é Tróia: “a vegetação cobre este local onde cresce, o silêncio ocupa-nos, pássaros pernoitam no nosso coração melancólico e percorremos pela última vez com o olhar o quarto de hotel, sobre aquilo que deixamos para trás”, destaca Tamara Alves.

A artista desenvolveu ainda as aguarelas Troia I e II, enquanto interpretação da experiência de Tróia, “trazendo um pouco do que deixamos ao entrar no hotel, um pouco do que podemos observar e reconhecer, guardar na memória, não só as cores, mas os cheiros. Uma pequena experiência imersiva que sensibiliza o observador a ficar mais consciente do que tem a sua volta”, refere.

Com assinatura de Tamara Alves, as obras de arte contemporânea envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino e em toda a sua herança de ecossistema único, preservado e para respeitar. Ao longo do ano, exposições temporárias reforçam a mensagem de pacto sustentável, presente em todo o hotel.

O foco na sustentabilidade posiciona The Editory by The Sea como embaixador do combate ao desperdício, da redução dos consumos energéticos, passando pela alteração de procedimentos para melhores certificações energéticas. Destaca-se a aposta numa maior integração da economia circular e em pequenas acções diárias que, em articulação com cada Cliente, influenciam consciências e atitudes que contribuem para um projecto conjunto de protecção ambiental.

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Empreendimentos habitacionais lançados em 2022 já estão 48% vendidos

Nos primeiros seis meses do ano foram lançados 280 novos empreendimentos residenciais no país, num total de 12 mil novos fogos, metade dos quais já estão vendidos. Algarve, a Margem Sul e Oeiras (na AML) têm os melhores desempenhos

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Nos primeiros seis meses de 2022 foram lançados em venda cerca de 280 novos empreendimentos residenciais no país, os quais englobam um total de mais de 12.000 fogos. Os dados resultam da nova base de dados “Edifícios em Comercialização” produzida pela Confidencial Imobiliário, que estima que 48% desta oferta chegada ao mercado este ano esteja já vendida.

Lisboa destaca-se como o mercado com maior volume de oferta em venda, com cerca de 1.800 fogos em comercialização, registando uma taxa de comercialização de 36%, um dos ritmos de absorção menos robusto da região metropolitana. No contexto regional, destacam-se Oeiras, com uma taxa de absorção de 72% para um universo de 650 fogos lançados este ano; bem como Loures e Amadora, na coroa de Lisboa e com taxas de absorção em torno dos 50%; e Seixal e Barreiro, na Margem Sul, com vendas a superar os 80%. Estes são mercados que contabilizam entre 400 e 800 fogos em venda.

No Porto, a oferta lançada este ano soma 1.225 unidades, das quais 46% se estima estarem vendidas. Gaia tem indicadores semelhantes, com os mesmos 46% vendidos para um universo superior, em torno dos 1.450 fogos. Matosinhos tem um stock para venda muito menor, em torno dos 200 fogos, assim como a Maia (105 fogos), mas apresentam desempenhos idênticos, garantindo o escoamento, respectivamente, de 43% e 41% das carteiras.

Alargando o foco a outras cidades do país, pode ver-se que a procura por novos fogos está também especialmente activa. Em Aveiro, onde se identificaram cerca de 650 fogos em comercialização, 81% estão já vendidos, uma taxa alcançada também em Guimarães, cuja escala é menor, em torno da centena de fogos. Na capital algarvia, os cerca de 200 fogos identificados estão praticamente todos escoados, apurando-se uma taxa de comercialização superior a 90%.

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Aprovados 236M€ para infraestruturas das forças de segurança

A verba faz parte do pacote de investimentos, no valor global de 607 M€, aprovado pelo Governo, e que será canalizado para o reforço das infraestruturas e equipamentos das forças de segurança a realizar até 2026

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O Conselho de Ministros aprovou um «compromisso plurianual de investimento em infraestruturas e equipamentos das forças de segurança de mais de 607 milhões de euros», até 2026.

O anúncio foi feito na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, em Lisboa. O plano agora aprovado inclui 236 milhões de euros para infraestruturas, 250 milhões para sistemas de tecnologia de informação e comunicação, 64 milhões para compra de novos veículos, 11,5 milhões para aquisição de novas armas mais adaptadas às ameaças e riscos, 22 milhões para equipamentos para funções especializadas e 5 milhões para equipamento de apoio à actividade profissional. Este ano serão investidos 76 milhões de euros deste programa, que se prolongará até 2026.

Este é «o maior volume de investimento de sempre na modernização, requalificação e dignificação das condições de trabalho e de melhores indicadores de operacionalidade das forças e serviços de segurança», destacou José Luís Carneiro ministro da Administração Interna.

O investimento agora aprovado «dá continuidade a um programa que se iniciou em 2017 e que culminou em 2022, e permitiu a execução de mais de 340 milhões de euros na melhoria das infraestruturas e na modernização dos equipamentos de apoio», disse.

José Luís Carneiro apontou ainda o investimento em curso, «de mais de 40 milhões de euros para o alojamento de agentes da PSP e guardas da GNR e suas famílias, e o pacote de medidas de apoio social sobre o qual temos vindo a dialogar com os municípios, nomeadamente das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

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Escritórios: Sector das telecomunicações potencia crescimento no CBD Baixa, Boavista e Matosinhos

Segundo a Predibisa, o sector de TMT’s & Utilities representou 46% da área total colocada no 2º semestre de 2022 na cidade do Porto

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O sector das telecomunicações – TMT`s & Utilities – motivado pela necessidade de mudança de instalações e expansão de área para espaços superiores a 500 metros quadrados (m2), potenciaram o crescimento do mercado de escritórios, na região do Grande Porto, sobretudo no Central Business District (CBD) da Baixa e da Boavista, mas também Matosinhos, ao longo do último trimestre com um aumento de 50% no total de operações registadas (35 no total) e um crescimento de 100% no volume de área contratada (30.287 m2)

“Apesar da conjuntura actual e depois de dois anos extremamente desafiantes (2020-2021) assistimos agora ao aumento de área colocada; número de operações realizadas e área de superfície média contratualizada, face ao período homólogo, o que nos faz perspectivar um ritmo de recuperação positivo para o segundo semestre de 2022 na cidade do Porto”, segundo o director do departamento “corporate” da Predibisa, João Leite de Castro.

“Verificamos que estes novos projectos, quer pela sua eficiência, quer pela sua sustentabilidade e dimensão, serão uma mais-valia na cidade do Porto, enquanto “destino” empresarial, sobretudo no sector de TMT’s & Utilities, que continua a expandir-se com 46% da área total colocada (14.050 m2) comparativamente a outros sectores, como os “Serviços a Empresas” (7.165 m2), os “Serviços Financeiros” (4.347 m2) e as empresas ligadas ao sector “Outros Serviços” (2.634 m2)”, conclui.

A dinâmica na construção de novos projectos e na reabilitação de espaços de escritórios, cada vez mais eficientes e sustentáveis na cidade, impulsiona o ritmo de procura e a rápida absorção, valorizando também o investimento em zonas estratégicas.

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IPS constrói residências no Barreiro e Sines e amplia unidade em Setúbal

As candidaturas, apresentadas no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, foram recentemente aprovadas e homologadas, tendo obtido o financiamento do PRR num montante de cerca de 9 M€

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O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vai avançar com “a ampliação e remodelação da residência de estudantes de Setúbal” e a “construção de duas novas, em Sines e no Barreiro”, passando a dispor de “um total de 476 camas”, avançou o jornal O Setubalense. O IPS prevê que as novas residências possam começar a ser ocupadas a partir de Dezembro de 2023.

De acordo com o IPS, “as candidaturas, apresentadas no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, foram recentemente aprovadas e homologadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, obtendo assim financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) num montante de cerca de 9 milhões de euros”.

Os três projectos correspondem a um reforço de “182 novas camas” ao nível da oferta de alojamento estudantil, o que permitirá “proporcionar uma melhor qualidade de vida aos estudantes deslocados e, por outro lado, dar resposta de alojamento temporário a alguns investigadores e docentes em mobilidade”, sublinha Ângela Lemos, presidente do IPS.

Em comunicado emitido pelo IPS, para a Residência de Estudantes de Santiago, em Setúbal, está prevista “a renovação do edifício existente e a sua ampliação”, sendo que a intervenção deverá estar concluída “até Fevereiro de 2025”. Este alojamento ganhará “85 camas adicionais”, aumentando a sua capacidade para um total de “379 vagas”.

No Barreiro, onde o IPS tem instalada a Escola Superior de Tecnologia, vai ser construída de raiz em terreno cedido pelo município uma área residencial “com capacidade para 50 camas”.

Em Sines será construída uma residência “que pretende servir os estudantes da nova Escola Superior a erigir no Alentejo Litoral”, para acolher 45 alunos. O terreno para a construção foi cedido pelo município siniense.

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Obras de construção da nova Secundária de Cascais arrancam em 2023

Com a construção da nova escola, o Município de Cascais assume, assim, o objectivo de modernização da infraestrutura e equipamentos da Escola Secundária, que vai poder acolher um maior número de alunos e dispor de melhores serviços

Ricardo Batista

Está em marcha o concurso público, promovido pela Câmara de Cascais, com vista à construção da nova escola secundária, um procedimento avaliado em 24,5 milhões de euros que vai, desde logo, dar uma solução definitiva às antigas instalações, provisórias há mais de 40 anos.

Eu reunião de câmara, o executivo liderado por Carlos Carreiras assegura que este será “um passo importante”, mas ressalvando que “após este passo ainda muitos outros virão”. Apesar de ter as instalações muito deterioradas, “é a escola pública do concelho melhor valorizada nos rankings nacionais”, garantem os responsáveis autárquicos.

Para atingir este objectivo e na sequência de um programa preliminar elaborado em estreita articulação entre a Câmara Municipal de Cascais e a Comunidade Educativa que, como refere o presidente da autarquia, “foi essencial ser o mais participativo possível, ou seja, neste caso, em concreto, ouvindo a comunidade escolar, desde professores aos alunos, aos pais em sessões de esclarecimento”, nas quais estiveram presentes “os próprios técnicos e a comunidade escolar para manifestarem as suas sensibilidades”.

Com a construção da nova escola, o Município de Cascais assume, assim, o objectivo de modernização da infraestrutura e equipamentos da Escola Secundária, que vai poder acolher um maior número de alunos e dispor de melhores serviços, permitindo a esta comunidade escolar usufruir de um programa educativo contemporâneo com as respectivas valências.

Se tudo correr como previsto, a obra iniciar-se-á no final do primeiro trimestre 2023, em simultâneo com as actividades lectivas, e decorrerão dois anos até que o edifício escolar esteja concluído (primeira fase). Seguir-se-á uma segunda-fase com cerca de ano e meio de duração, para demolição da escola existente, construção do pavilhão desportivo e arranjos exteriores que englobam o pinhal adjacente, o qual ficará disponível para usufruto da população.
Esta operação de requalificação decorre em paralelo com o processo de recuperação de outras escolas: Fernando Lopes Graça, Parede, S. João do Estoril e Ibn Mucana, Alcabideche.

Projecto de Matos Gameiro
O concurso agora lançado vai materializar um projecto assinado pelo arquitecto Matos Gameiro e Bugio II, que ganharam, em 2019, o concurso de ideias promovido pelo município.

O júri que avaliou as propostas destacou a “grande coerência tipológica e morfológica, apresentando uma clara separação dos núcleos funcionais, mantendo uma forte e eficaz ligação entre a totalidade os espaços”. O Júri acrescenta ainda que “a aparente simplicidade da proposta – baseada num pátio central, com galerias exteriores em torno deste, através das quais se acede às salas de aulas nos pisos superiores – é enriquecida pela disposição dos volumes no piso térreo onde se instalam as áreas comuns”.

De acordo com o projectista, a estratégia de projecto funda-se na criação de um páteo que se constitui como o centro da escola – um espaço quadrangular de 60x60m, definido por um corpo elevado de dois pisos que revela e enfatiza um conjunto arborizado que, em boa verdade, já existe e aqui se salvaguarda. Este conjunto de plátanos, emoludurado, é assim reinventado, ganhando uma nova e muito intensa vivência, possibilitando a sombra e o resguardo e dando enquadramento ao páteo.
Por outro lado, as copas frondosas contribuirão para a vibrante reflexão de luz indirecta nas salas, suscitando um ambiente plácido e vívo, favoráveis a uma atmosfera colhedora a tranquilizante.

E se o páteo se funda como o novo centro da escola, originando a principal área de recreio e de distribuição do edifício, também o facto de poder facilmente abrir-se à comunidade contribui para que a escola, no seu conjunto, se constitua como a nova centralidade urbana desta área. Pela natureza própria do desenho do edifício e pela permeabilidade que dele resulta, o páteo central poderá converter-se numa praça do bairro, assim a circunstância o suscite. Nessas ocasiões todo o páteo poderá comunicar com as ruas adjacentes, gerando um amplo espaço público e aproximando a escola e as suas actividades da vida da comunidade.
Quando assim ocorrer, o carácter introspectivo do páteo e o seu desenho garantirão, ainda assim, a privacidade e a autonomia dos espaços de ensino, com assinaláveis vantagens para a gestão do edifício e controle de segurança.

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Ricardo Batista

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Espanha: Construtoras alertam que 90% dos contratos ficam fora do regime de revisão de preços

À semelhança do que sucedeu em Portugal, em que o Estado adoptou um regime excepcional e temporário de revisão extraordinária de preços, em Espanha, ‘regras’ da implementação da legislação está a gerar preocupação entre as construtoras

Ricardo Batista

Atendendo à situação excepcional verificada nas cadeias de abastecimento resultantes da crise global na energia, a pandemia da doença COVID-19 e a guerra na Ucrânia, verificam-se aumentos abruptos dos preços das matérias-primas, dos materiais e mão de obra, com especial relevo na construção, uma situação que tem gerado, nos últimos meses, particular preocupação na fileira pela instabilidade provocada pela incerteza.

À semelhança do que sucedeu em Portugal, em que o Estado adoptou um regime excepcional e temporário de revisão extraordinária de preços, em Espanha, ‘regras’ da implementação da legislação está a gerar preocupação entre as construtoras, que asseguram que 90% dos contratos de obras públicas em vigor ficam de fora do regime de excepção e, por conseguinte, impossibilitadas de promover a revisão de preço.

Dados apurados pela Confederação espanhola da Construção apontam para crescimentos de preços na ordem dos 33,2% face ao registado no primeiro semestre do ano passado. Os dados médios são, desde logo, superados em alguns materiais como o alumínio (cresceu 55%) ou energia (um aumento de 84%). Apesar de o Governo ter aprovado dois decretos para mitigar as perdas assumidas pelos donos de obra públicos, procurando evitar tanto concursos desertos como obras abandonadas a meio, as construtoras alertam para a ineficácia de boa parte das medidas assumidas. A Confederação da Construção alerta para o facto de os organismos públicos estarem a fazer uma interpretação da lei demasiado restritiva, o que deixa de fora do regime de revisão de preços entre 90 e 95% das empreitadas.

Entre as queixas das construtoras está a introdução de alterações entre o primeiro decreto aprovado e o segundo. Ao estabelecer as condições para que as empresas procedam à revisão de preços, foi adoptada a ideia de que no cálculo de inflacionamento dos materiais, o período não pode ser inferior a um exercício anual nem superior a dois exercícios anuais. No caso da Confederação, a interpretação do diploma prevê que a revisão de preços possa ser aplicada a concursos de 2021 e 2022 (os dois exercícios), ao passo que alguns donos-de-obra públicos fazem uma interpretação diferente: para que possa ser revista, a obra não pode ter uma duração inferior a 12 meses, algo que em Espanha deixaria de fora 80% dos contratos de obra pública.

“A resposta falhou”, lamentam as construtoras, que garantem que, na prática, o número de contratos que podem ser revistos é manifestamente irrisório. A organização patronal defende, assim, a adopção de um novo decreto, que não só clarifique as circunstâncias da aplicação das normas como responda, efectivamente, às preocupações das construtoras. A Confederação recorda, por exemplo, que a actual normativa é de adopção voluntária, o que se traduz no facto de alguns dos municípios não o adoptem, e exige que a obra esteja, actualmente, em curso – o que deixa de fora obras concluídas antes da introdução do diploma (6 de Março) mas que tenham já sido afectadas durante o ano de 2021. A Confederação sublinha ainda que a fórmula de cálculo do encarecimento dos materiais contemple apenas materiais siderúrgicos, betuminosos, alumínio e cobre, deixando de fora, por exemplo, os custos energéticos.

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Lisboa: Plano de Drenagem vai avançar; Investimento ronda 250M€

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma proposta da Câmara para a contratação de um empréstimo, até 90 milhões de euros, junto do Banco Europeu de Investimentos, para aplicação exclusiva ao Plano Geral de Drenagem. O objectivo visa proteger a cidade de Lisboa de inundações nos próximos 100 anos

Ricardo Batista

A Câmara de Lisboa acaba de dar mais um passo em direcção à tão aguardada execução do Plano de Drenagem, depois de ter sido aprovada, em Assembleia Municipal, uma proposta para a contratação de um empréstimo, até 90 milhões de euros, junto do Banco Europeu de Investimentos, para aplicação exclusiva ao plano.

Na apresentação da proposta, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), disse que a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo junto do Banco Europeu de Investimentos (BEI) é para a concretização do Plano Geral de Drenagem, “uma das obras mais importantes para Lisboa” no âmbito do combate às alterações climáticas, nomeadamente para preparar a cidade contra cheias de grande dimensão.

“Obra única”
Carlos Moedas reforçou que o Plano Geral de Drenagem é uma obra “extraordinária e única em termos europeus”, indicando que o empréstimo é para financiar a 100% a construção dos dois túneis previstos neste âmbito, que chegam a ter uma profundidade de 70 metros. “É uma obra que é invisível ao olho, porque é em profundidade, mas é sem dúvida a obra mais importante para a cidade para nos prepararmos para as mudanças climáticas”, reforçou o presidente da Câmara de Lisboa, explicando que um dos túneis vai implicar cinco estaleiros, nomeadamente na Avenida da Liberdade, Rua de Santa Marta, Avenida Almirante Reis, Santa Apolónia e Campolide.

Relativamente à escolha pelo BEI, o autarca referiu que, depois de consultadas várias entidades bancárias, “foi este o banco que trouxe as melhores condições”. Segundo a proposta, a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo junto do BEI é “até ao montante de 90 milhões de euros”.

O contrato é para “aplicação exclusiva ao Plano Geral de Drenagem”, nomeadamente a implementação de duas das suas obras estruturantes, o túnel Monsanto – Santa Apolónia, com cerca de cinco quilómetros de extensão e 5,5 metros de diâmetro, e o túnel Chelas – Beato, com cerca de um quilómetro de extensão e igual diâmetro, “numa solução pensada para resolver, entre 70% a 80%, os riscos de inundações na cidade de Lisboa e, portanto, com forte impacto na resiliência da cidade e protecção dos seus habitantes e futuras gerações”, lê-se na proposta da câmara.

Percursos distintos
Os túneis são compostos por dois percursos: Monsanto – Santa Apolónia (TMSA) e Chelas – Beato (TCB). Têm 5,5m de diâmetro interno e desenvolvem-se a uma profundidade média de 30-40m (muito abaixo das edificações da cidade. Apenas em três zonas de atravessamento de vales na cidade e junto ao rio essa profundidade é menor). Estes túneis irão captar a água 11 recolhida nos 2 pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação, ao longo do seu percurso, nomeadamente Av. da Liberdade, Sta. Marta e Av. Almirante Reis, conduzindo todo esse volume de água ao rio (Sta. Apolónia e Beato). Desta forma é desviada a água que provocaria cheias e inundações, nos locais críticos de Lisboa, em picos de chuva.

O Túnel Monsanto – Santa Apolónia tem cerca de 5Km de extensão. O Túnel Chelas – Beato tem cerca de 1Km. O Plano Geral de Drenagem de Lisboa, com o período de execução 2016-2030 é, segundo a autarquia, “a obra invisível” que vai proteger a cidade para os impactos das alterações climáticas, nomeadamente evitar cheias e inundações, permitir a reutilização de águas e diminuir a factura da água potável, avançam os responsáveis municipais.

A conclusão da obra está prevista para o início de 2025, num investimento total de 250 milhões de euros. Para além de minimizar os impactes sociais, económicos e ambientais das cheias e inundações, a construção dos túneis de transvase de bacias, associadas a bacias antipoluição, trarão outras vantagens. Estas bacias antipoluição irão captar e armazenar as primeiras águas da chuva (as mais poluídas por trazerem os resíduos deposita dos na superfície dos pavimentos) conduzindo-as posteriormente às fábricas de água (ETARs), já com um prévio tratamento de decantação. Desta forma será possível aumentar significativamente os volumes de água já tratada que são conduzidas ao rio Tejo, minimizando os seus níveis de poluição. Outra vantagem na construção destas estruturas será a possibilidade de se utilizar água reciclada para lavagem de pavimentos, regas e incêndios. Isto será possível porque, nos túneis, será construída tubagem que conduzirá a água reciclada (das fábricas de água até às bacias antipoluição em sentido inverso ao da drenagem). Esta água reciclada será reservada em depósitos independentes, dentro das bacias antipoluição que por sua vez alimentarão os marcos de água reciclada a instalar na cidade (estruturas de cor roxa, distintas dos actuais hidrantes vermelhos, abastecidos com água potável).

Longo historial
As situações de inundações são frequentes na cidade de Lisboa, em particular em zonas críticas como a Baixa e Alcântara. Estes fenómenos têm tendência a agravar-se devido à crescente ocupação do território e ao efeito das alterações climáticas. Segundo adiantam os responsáveis municipais, face a esta realidade é de extrema importância implementar soluções que eliminem ou reduzam os impactes sociais, económicos e ambientais associados às cheias e inundações. Em 2004, a Câmara Municipal de Lisboa, por iniciativa do então presidente, António Carmona Rodrigues e através da Empresa Pública Municipal de Águas Residuais – EMARLIS, deu início ao processo de lançamento do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), que foi adjudicado ao consórcio Chiron/Engidro/Hidra em Fevereiro de 2006.

Em 2008, foi aprovado o primeiro Plano Geral de Drenagem. Nesta versão, para controlo de cheias, considerava-se a construção de reservatórios e um tempo de recorrência de 10 anos (ou seja, a maior chuvada que, estatisticamente ocorre de 10 em 10 anos). Por falta de capacidade financeira, este Plano de 2008 não foi implementado. Em 2015 foi actualizada a versão do Plano Geral de Drenagem de 2008, evoluindo para uma solução que contempla a construção de dois grandes colectores (túneis), bacias de retenção/antipoluição e um tempo de recorrência de 100 anos. Esta versão foi aprovada, por unanimidade, em Reunião de Câmara em Dezembro de 2015. Em 2021 foi celebrado contrato com o consórcio Mota Engil / SPIE Batignolles Internacional para a concepção/construção dos túneis de drenagem de Lisboa.

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Mondego: Arranca a construção da Linha do Hospital

A empreitada tem um valor associado de 15,5 milhões de euros e um prazo de execução de 18 meses, que será executada pela Cimontubo – Tubagens e Soldadura. A construção envolve a Linha do Hospital, Aeminium – Hospital Pediátrico e a remodelação das Redes de Drenagem de Águas Residuais

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Numa cerimónia realizada no dia 22 de Julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra, foi assinado o auto de consignação da empreitada, acto que marca o início da obra, pela IP e pela Águas de Coimbra, entidades adjudicantes, e pela empresa Cimontubo – Tubagens e Soldadura, que irá executar a obra. A empreitada tem um valor associado de 15,5 milhões de euros e um prazo de execução de 18 meses.

A empreitada envolve a construção da Linha do Hospital, Aeminium – Hospital Pediátrico e a remodelação das Redes de Drenagem de Águas Residuais, sendo que no âmbito da IP será construído um canal com 3,5 quilómetros de extensão e com largura de sete metros, apto para o futuro serviço Metrobus. Serão, ainda, criadas nove estações para passageiros, uma nova zona terminal de carregamento eléctrico e serão realizadas intervenções em cinco rotundas e 20 intersecções. A ligação mecânica através de elevador será também feita entre a estação dos Hospitais da Universidade de Coimbra e a Avenida Bissaya Barreto, assim como a remodelação do espaço público do eixo viário existente, compatibilizando o mesmo com as infraestruturas subterrâneas e o mobiliário urbano.

No que concerne às Águas de Coimbra, esta entidade irá promover a remodelação das redes de abastecimento de agua e de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais.

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