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1.ª fase do Antas Atrium atinge os 75% de unidades vendidas

Cerca de 75% dos 176 apartamentos que compõem a primeira das seis fases do Antas Atrium, foram já comercializadas. Promotora antecipa o lançamento da próxima fase

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Cerca de 75% dos 176 apartamentos que compõem a primeira das seis fases do Antas Atrium, foram já comercializadas. Promotora antecipa o lançamento da próxima fase

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Promovido pela Albatross-Quantico, 75% dos 176 apartamentos que compõem a primeira das seis fases do Antas Atrium, foram vendidas. O empreendimento, que se localiza no Porto, iniciou a sua comercialização em Abril 2021. A construção, que começou em setembro 2021, tem a entrega da primeira fase já marcada para o último trimestre de 2023, com a obra a correr dentro do programado, atingindo já a estrutura o último piso do edifício.

As diversas fases a serem desenvolvidas resultarão num empreendimento em condomínio fechado e privado com um extenso centro verde e de lazer, com cerca de 15 500 m2, onde se poderão encontrar desde espaços infantis, áreas de lazer, hortas comunitárias, espaços para exercício ao ar livre, entre outros.

A elevada procura permitiu que se esteja já a programar o lançamento das próximas fases. Segundo o administrador Carlos Vasconcelos “tem sido surpreendente a reacção do mercado a este projeto, 75% vendido num ano é, sem sombra de dúvida, um indicador que prova claramente que o projecto foi pensado e desenhado com a aposta nos vectores diferenciadores. Estamos já a programar o lançamento da segunda-fase”, afirma.

O primeiro edifício a ser colocado no mercado conta com 176 apartamentos e quatro áreas comerciais, distribuídos em tipologias de T0 a T4, com amplas varandas e terraços privados, estacionamento para todas as unidades, bem como arrecadação e pontos de carga para carros eléctricos. Cada fase é composta pelas suas próprias amenities interiores como piscina, ginásio, área infantil, área de lavandaria e parque de bicicletas e uma área verde própria (2 300 m2) com parque infantil exterior, horta comunitária e zonas de relaxamento e bem-estar. Nesta fase, serão ainda colocadas no mercado quatro áreas comerciais, num total de cerca de 1 000 m2 de área bruta de construção.

Uma das vantagens competitivas do empreendimento é a sua localização. Esta área pretende assumir-se como um novo centro do Porto, perto de tudo, desde áreas comerciais, do centro comercial Alameda Shopping, estádio do Dragão, Loja do Cidadão, clínicas médicas, escolas, entre outros inúmeros serviços e opções de suporte ao dia a dia das famílias. A proximidade da ligação à VCI e à rede de transportes públicos que alimenta toda a zona das Antas torna o projceto de fácil acesso.

Posiciona-se em dois grandes mercados: as famílias residentes nacionais e os investidores que procuram soluções de rentabilidade interessante como alternativa de investimento. “No mercado internacional temos sentido um aumento crescente da procura quer para a opção de primeira habitação, quer e para segunda habitação em Portugal”, refere.
A Albatross-Quantico gere actualmente em Portugal projectos num valor superior a 1 000 milhões de euros, incluindo 6 000 unidades residenciais, 50 unidades comerciais e mais de 600 000 m2 em promoção imobiliária.

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Mais de 10M€ foi quanto custaram duas penthouses do Promenade

As duas penthouses integram empreendimento desenvolvido pela promotora imobiliária AM|48 e foram vendidas a investidores estrangeiros. O empreendimento está concluído mas aguarda ainda a emissão da licença de utilização para entregar as casas

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O valor comercial dos dois imóveis supera os 10 milhões de euros, tendo as penthouses sido vendidas a investidores estrangeiros, que representam cerca de 80% dos compradores do Promenade, recentemente concluído na Avenida 24 de Julho.

No interior dos apartamentos de luxo, com uma área de 670 m2 e de 970 m2, respectivamente, as janelas amplas permitem usufruir da luminosidade da cidade de Lisboa e da vista panorâmica para a frente ribeirinha, onde a qualidade de vida surge naturalmente da proximidade com o Tejo.

Nas penthouses todos os detalhes e características reflectem requinte e exclusividade. Reúnem acabamentos e equipamentos de elevada qualidade que permitem uma experiência de conforto e modernidade, entre eles, o acesso directo e exclusivo à cobertura do edifício onde se encontra o terraço particular com piscina, os mármores e cozinhas Gaggenau, os pisos aquecidos, o sistema de domótica que torna estas casas inteligentes. Todos os quartos são suites e alguns incluem closet. A penthouse maior é composta por seis suites, mais uma pensada para servir o staff, sala de estar e jantar com cerca de 90m2 e o um terraço na cobertura com piscina exclusiva com cerca de 355m2.

Privilegiando o conceito de privacidade, estes apartamentos contam com a existência de boxes de estacionamento até seis carros, que, através de um elevador privado, permitem acesso directo desde a box até ao interior de cada uma das unidades. Para além dos lugares de parqueamento, este espaço dispõe de uma copa totalmente equipada, casa de banho e carregador de veículos eléctricos tornando-se o espaço ideal para algum conceito diferente: uma sala de estar, um salão de jogos ou outra qualquer utilização que se adapte à dinâmica familiar.

No total dos cinco pisos habitacionais o Promenade dispõe de 36 apartamentos e quatro penthouses, de tipologia T1 a T6. O empreendimento possui ainda um exclusivo SPA com ginásio e piscina interior, idealizado num estilo de arquitectura contemporânea.

Com o empreendimento concluído, apenas se aguarda a emissão da licença de utilização, requerida há mais de um ano, para que as casas possam ser entregues aos seus compradores.

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Predibisa comercialização novo empreendimento Natura

Com assinatura do gabinete VisioArq, o Natura estará numa área verde de aproximada 30 mil m2, cujo projecto paisagistico coube à PROAP

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O edifício Natura, o primeiro a ser construído no terreno da antiga fábrica Efanor, em Matosinhos, já se encontra em comercialização, que ficará a cargo da consultora portuense da Telhabel.

De arquitectura “sóbria e contemporânea”, com a assinatura do gabinete VisioArq, o Natura estará numa área verde de aproximada 30 mil m2, cujo projecto paisagistico coube à PROAP. Perto de restaurantes, cafés, parques infantis, escolas, colégios, universidades e duas estações de metro, o empreendimento preserva a privacidade dos moradores.

“Com 4 blocos comunicantes entre si, através dos pisos inferiores, a excelência dos espaços de tipologia T1 a T4, com varanda ou jardim privativo, está assegurada pela qualidade de construção e materiais utilizados para preservar o carácter próprio da arquitectura do edifício, que sustém a beleza de toda a envolvente natural e a ligação privilegiada, entre o interior e o exterior, através de extensos painéis de vidro, generosas varandas com vistas desafogadas e jardins privativos, que convidam a desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer”, reforça Ana Jordão, responsável pela gestão do projecto na Predibisa.

Em suma, o design intemporal conciliado com os atributos estéticos dos acabamentos, reforça a vivência cosmopolita possível de alcançar no Edifício Natura, a poucos minutos do NorteShopping, da estação do metro e da linha de praia de Matosinhos.

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Estoril Vintage Hotel abre portas renovado

O projecto de design de interiores ficou a cargo de Graça Viterbo, que assegurou a manutenção da identidade arquitectónica e cultural do edifício. A gestão da unidade hoteleira cabe à Amazing Evolution

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Inserido numa casa de família secular, o Estoril Vintage Hotel abriu portas recentemente, depois de um período de soft opening.  Depois de passar pelas mãos de outros proprietários, o Estoril Vintage reabre agora como boutique hotel de charme, numa atmosfera requintada. O projecto de design de interiores ficou a cargo de Graça Viterbo, que assegurou a manutenção da identidade arquitectónica e cultural do edifício. A gestão da unidade hoteleira cabe à Amazing Evolution.

O palacete foi encomendado em 1917 por Alfredo da Silva, um empresário visionário, ligado ao desenvolvimento industrial de Portugal, e que dá nome à própria rua do hotel. Galardoado com o prémio de arquitectura Valmor em 1921, o projecto foi entregue ao premiado arquitecto e pintor Tertuliano Marques, que desenhou o edifício em estilo barroco.

O hotel disponibiliza 18 quartos, com áreas generosas e uma decoração de época estilizada e actualizada, diferente em cada um dos alojamentos, bem como inúmeros serviços: um spot exclusivo na praia das Moitas para todos os hóspedes, com serviço de bar, que funciona como uma extensão do hotel; motorista privado sob requisição; tours culturais por Lisboa, harmonizados com o tradicional fado; passeios pelas mágicas e encantadoras paisagens de Sintra; provas de vinhos nacionais; provas de azeites de produção própria do hotel; roteiros históricos e artísticos, entre outros.

O Estoril Vintage Hotel apresenta, ainda, um restaurante, aberto também ao público em geral, onde é possível desfrutar de experiências gastronómicas com paladares nacionais. O bar, com frescos originais, assinados pelo célebre pintor João Reis, parece desenhado para elevar a outro patamar o chá das cinco, um ritual diário oferecido a todos os hóspedes.

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Portefólio de propriedades portuguesas da GuestReady quadruplicou

O portefólio da empresa especialista na gestão de alugueres a curto e médio prazo cresceu e tem hoje quatro vezes mais propriedades do que no último ano pré-pandemia

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O alojamento local este Verão registou um crescimento significativo em Portugal com a GuestReady a registar 15 vezes mais reservas do que em igual período de 2019. O portefólio da empresa especialista na gestão de alugueres a curto e médio prazo também cresceu e hoje tem quatro vezes mais propriedades do que no último ano pré-pandemia.

“Este Verão foi definitivamente uma consolidação do regresso à normalidade,” afirma Rui Silva, managing director da GuestReady em Portugal e em Espanha. “Recebemos muitos hóspedes franceses, espanhóis e norte-americanos, mas também portugueses, que representaram 12% de todas as reservas feitas em Portugal” sublinha o responsável.

Este Verão, na cidade do Porto, a GuestReady recebeu principalmente hóspedes de Espanha (19%), de França (17%) e ainda inúmeros portugueses (10%). Já em Lisboa as propriedades abriram portas principalmente a norte-americanos (15%), que regressaram após 2 anos de grandes restrições, mas também a franceses (13%) e espanhóis (10%).

Este ano, durante os meses de Junho, Julho e Agosto a ocupação foi em média 15% superior ao Verão de 2019 e até atingiu números recorde: em Portugal a ocupação média ao longo do verão foi de 90%. A média de Portugal superou, aliás, a média global da GuestReady a nível global.

A GuestReady está presente em mais de trinta cidades, em dois continentes, a empresa viu este Verão o número de reservas quadruplicar a nível global, no mesmo período o número de unidades registadas cresceu para o dobro, por comparação ao ano de 2019. Em Agosto, a GuestReady atingiu a marca global das 18 mil reservas efectuadas, das quais mais de um terço tiveram lugar em Portugal, o que representa um crescimento de 12% na taxa de ocupação global por comparação ao mesmo período de 2019.

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Volkswagen Financial Services estaciona novo hub tecnológico na Lionesa

As instalações da empresa alemã ocupam um total de 1.100 metros quadrados e têm capacidade para receber cerca de 130 colaboradores

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A empresa alemã escolheu Lionesa Business Hub, em Leça do Balio para instalar o seu hub tecnológico.
As instalações da empresa alemã ocupam um total de 1.100 metros quadrados e têm capacidade para receber cerca de 130 colaboradores, num centro empresarial que acolhe 120 empresas, a maior parte multinacionais e do sector tecnológico. A operação foi mediada pela consultora CBRE.

“O Centro Empresarial Lionesa tem vindo a crescer e a criar cada vez mais e melhores condições para atrair e reter empresas internacionais no norte do país, como é agora o caso da Volkswagen Financial Services, que procurava uma morada para instalar o seu novo hub tecnológico. Com foco no futuro e nos novos modelos de trabalho, o centro empresarial soube adaptar o espaço do escritório, mas também toda a envolvente, ao manter um equilíbrio entre trabalho, cultura e bem-estar. Por outro lado, o projecto da Lionesa para duplicar o seu complexo até 2025 e a vontade de ali criar uma autêntica cidade empresarial foi igualmente importante na decisão da Volkswagen Financial Services, até porque a empresa pretende continuar a investir em Portugal”, explica André Almada, diretor de offices advisory & transaction services da CBRE Portugal.

A Volkswagen Financial Services está em Portugal desde 2011 e é a maior entidade no mercado de financiamento automóvel na Europa, assumindo a coordenação das actividades financeiras do grupo Volkswagen em todo o mundo. A empresa prevê contratar 150 novos colaboradores até ao final de 2024.

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Vanguard Properties e CUF projectam clínica de proximidade na Comporta

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas”, ficará situada num espaço destinado à cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, e de acesso alargado a todos, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024

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A Vanguard Properties e a CUF acabam de celebrar um Memorando de Entendimento (MoU) com vista à abertura de uma clínica de proximidade no projeto “Terras da Comporta”. A formalização da iniciativa decorreu esta quarta-feira, dia 21 de Setembro, com a assinatura do MoU entre José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties e Rui Diniz, CEO da CUF.

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas” ficará estrategicamente situada num espaço do empreendimento destinado a cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, por forma a garantir uma acessibilidade alargada a todos os que necessitem de procurar cuidados de saúde.

Localizada próxima do Carvalhal, a clínica estará vocacionada para dar resposta às necessidades de saúde da população local e dos clientes do empreendimento, assegurando serviços de saúde de elevada qualidade, que caracterizam a prática clínica da CUF, contribuindo, deste modo, para o aumento da oferta de cuidados de saúde nesta região do País.

A oferta disponibilizada pela clínica – com consultas médicas, serviços de telemedicina, cuidados de enfermagem e análises clínicas – acompanhará a evolução das necessidades e do crescimento do empreendimento, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024.

Alinhada com a estratégia de sustentabilidade que caracteriza o projeto “Terras da Comporta”, a clínica será implementada num edifício NZEB – net zero emission building – inteiramente construído em madeira, garantindo, também, o máximo conforto para clientes e profissionais de saúde.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “o projecto ‘Terras da Comporta’ alicerça- se na sustentabilidade e, dentro desta, na melhoria da qualidade de vida. Com esta clínica, apoiamos as comunidades locais, garantindo que todos – residentes locais e dos empreendimentos, assim como turistas – tenham acesso a cuidados de saúde permanentes e de qualidade”.

Para Rui Diniz, presidente da Comissão Executiva da CUF, este projecto inserido na agenda de crescimento da marca na prestação de cuidados de saúde de qualidade em Portugal, “representa mais um passo na consolidação da rede CUF a nível nacional e o reforço da sua proximidade com as populações”.

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A década de maior disrupção nas cadeias de distribuição

A Cushman & Wakefield identificou seis tendências que irão marcar as redes de logística e impactar o mercado imobiliário. Portugal não foge à tendência

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Perante várias alterações significativas, sobretudo, com a pandemia, as cadeias de distribuição passaram por diversas mudanças, que provocaram perturbações nas dinâmicas da indústria, com os players a terem dificuldade em assegurar abastecimento, inventários e gerir as encomendas dos clientes.
Contudo, esta mudança trouxe também oportunidades de negócio, nomeadamente para os proprietários e investidores de imóveis industriais e logísticos. Como tal, a Cushman & Wakefield analisou a situação actual e potencial do sector, tendo identificado algumas tendências.

Ascensão do Onshoring
O comércio internacional continua a crescer em termos absolutos, mas a quantidade de mercadorias que circulam entre regiões continua a diminuir (28.1% em 2007 para 22.5% em 2017), enquanto o onshoring (prática de relocalização de processos empresariais para locais de baixo custo dentro das fronteiras nacionais) aumenta.
Como tal, espera-se um aumento da partilha das cadeias de distribuição em todas as regiões – o que está a criar mais oportunidades de crescimento em certos mercados e uma urgência contínua por edifícios industriais e logísticos.

Aumento dos custos de transporte de contentores
Actualmente, estima-se que os custos de transporte de contentores são quase cinco vezes superiores do que no cenário pré-pandémico. Embora o onshoring e o near- shoring (subcontratação, ou terceirização, de serviços específicos a partir de outro local, geralmente um país próximo, a um custo mais baixo) ajudem um número crescente de empresas a mitigar estes custos, para as que fazem envios para o estrangeiro, as projecções do aumento dos custos continuam a ser difíceis de calcular. Isto leva a uma forte procura de propriedades industriais que se localizem em espaços estratégicos, e como consequência os níveis de vacancy deste tipo de propriedades nunca esteve tão baixo o que provoca um aumento das rendas – que crescem ao dobro dos níveis de inflação. Como resultado, os imóveis portuários alternativos, menos congestionados, estão a tornar-se muito mais atractivos.
É incerto de que forma os promotores vão reagir a esta falta de produto e têm, até à data, se demonstrado conservadores na abordagem, principalmente devido às lições resultantes da crise financeiras de 2007. Na altura, vários projectos foram desenvolvidos numa base puramente especulativa e esses espaços demoraram vários anos até que fossem ocupados. Este facto não quer dizer que não existam promotores que construam numa base especulativa, mas antes que existe pouco apetite para fazê-lo. Em alternativa, vários promotores preferem operar numa base de “build to suit”, construindo à medida das necessidades de cada cliente – seja a nível de configuração do activo seja em relação à sua localização.

O comércio online não é equitativo
Uma das questões que é muitas vezes ignorada é que o e-commerce não é equitativo. Por exemplo, no Reino Unido, 96% da população afirma que fez uma compra online (fonte: Metapack), mas dessa potencial base de clientes, 70% do volume de encomendas é destinado a apenas 10% da população. Se os retalhistas precisam de efectivamente entregar as encomendas a esses 10% de clientes, os restantes 90% também esperam receber as suas encomendas de forma rápida e efectiva – mas é uma balança difícil de gerir.
O “Amazon Effect” mudou para sempre a forma como consumimos. Os clientes compram cada vez mais no digital e esperam uma entrega rápida – consequentemente as empresas têm de criar cadeias de distribuição que ofereçam este serviço de forma rentável, normalmente, através da aposta em unidades de logística de last-mile.
Isto leva a que os retalhistas tenham de compreender onde estão esses clientes e como fazem compras. Como resultado, as localizações de activos logísticos não têm o mesmo significado para cada operador, e cada ocupante. Torna-se portanto fundamental analisar, cuidadosamente, o uso de cada activo e quando é que este se torna um produto de investimento. Este facto é particularmente importante para operações de last-mile, onde nem todas as cidades e subúrbios serão igualmente impactados.

Novas alternativas de Gestão do Tempo
Por norma, é necessário implementar mecanismos de registo e recolha de encomendas mais perto dos consumidores para conseguir diminuir os prazos de entrega. Contudo, começam a destacar-se outras formas de abordar a gestão do tempo dentro da cadeia de distribuição tais como inteligência artificial, análise preditiva, automatização de armazéns e sistemas inteligentes de transporte – que não dependem, unicamente, da instalação de unidades de logística de last-mile (em que o custo é, por norma, mais elevado). Estas iniciativas têm por isso um impacto directo nos custos de abastecimento / stock dessas unidades – 10% a 12% do GVM (Gross Merchandise Value) – que é um número muito semelhante ao do comércio dito tradicional.
Os players estão a criar soluções a partir da tecnologia para reduzir custos, bem como a desenvolver uma sinergia crescente entre armazéns e lojas de retalho para dar resposta ao volume de pedidos através das lojas. Os armazéns de muitos locais de venda tradicional estão a ser utilizados como centros de operação – onde são tratadas e enviadas as encomendas directamente para o cliente, o que poupa tempo e dinheiro às cadeias de distribuição.

Maior preocupação com a redução das emissões de carbono
São cada vez mais os negócios que olham com especial atenção para as políticas ambientais praticadas nas cadeias de distribuição, nomeadamente para as práticas e ética dos seus fornecedores. O impacto das práticas anti-éticas pode ser significativo, e os consumidores e investidores estão a recompensar marcas e empresas que são vistas como amigas do ambiente.
Como tal, os gestores da cadeia de distribuição estão agora a ser incumbidos de reduzir as emissões de carbono para poder dar resposta aos objectivos do ESG. Uma vez que o transporte é o que mais contribui para as emissões de carbono – até 80% do total de emissões das empresas de produtos de consumo – as necessidades deste estão a ser reduzidas e o interesse por imóveis industriais e logísticos que demonstrem uma preocupação ambiental começa a aumentar. O preço pago por investidores por imóveis mais sustentáveis é notório – podendo chegar até mais 21% em activos considerados premium / core.

Automatização e oportunidade de trabalho à distância
Com as crescentes exigências dos consumidores e a redução do custo da automatização, a sua implementação é uma forte resposta à gestão dos custos crescentes da mão de obra, bem como à garantia da rapidez, precisão e eficiência necessárias para satisfazer os clientes e atingir crescimento.
Isto faz com que as ramificações do trabalho de armazém à distância em imóveis industriais possam ser substanciais, e, levar a uma menor necessidade de contratação de mão de obra, aumentar o espaço disponível para a logística de stocks e gestão de encomendas e, também, mudar a tipologia de imóvel necessário para as operações.

“O mercado de industrial e logística está a sofrer várias alterações, ainda provenientes da mudança de paradigma durante a pandemia e, também, devido ao impacto que a guerra da Ucrânia está a ter na cadeia de distribuição”, sublinha Sérgio Nunes, Head of Industrial, Logistics & Land da Cushman & Wakefield Portugal. O mesmo responsável reforça ainda que “as empresas e cadeias de distribuição estão à procura de soluções para responder a estes desafios.

E são vários os exemplos no mercado nacional. Sobre as alternativas para gestão de tempo e entregas eficientes, os CTT criaram cacifos que ajudam na recolha das encomendas dos clientes. Neste momento têm parceiros como a Decathlon, H&M, Springfield, etc. Esta ferramenta vem dar resposta às exigências dos compradores online em obter o produto de forma eficaz e prática.

Estão também a ser mais procurados pelos operadores logísticos, os armazéns de proximidade ou last mile para dar suporte aos grandes armazéns (big boxs). São estes armazéns que irão dar resposta às necessidades de entregas rápidas nas empresas e no consumidor final. As zonas de Loures, Sintra, Oeiras e Lisboa são bastante apetecíveis. No Porto, Maia e Matosinhos são as zonas claramente mais atractivas para as operações de logística urbana.

Sobre as preocupações ambientais, existem empresas a equacionar alterar a sua frota de carrinhas de entrega de combustão para veículos eléctricos de forma a reduzir as suas emissões de carbono para o nível zero. Por outro lado, temos investidores preocupados em verificar o estado dos edifícios industriais para conversão de forma a estar em conformidade com as normas ESG. “É uma fase desafiante mas que irá trazer grandes oportunidades ao mercado, na reabilitação de edifícios logísticos para naves modernas e mais eficientes, na procura de edifícios energeticamente sustentáveis de forma a conseguir conquistar novas contas ou operações logísticas dos seus clientes”, refere a consultora.

No diz respeito aos custos de transporte de contentores, assistimos mundialmente à criação por parte de algumas empresas da sua própria rede de contentores para reduzir esses mesmos custos.
A aposta neste sector é forte, a Medway do grupo MSC está a investir em novos terminais. É de salientar o caso do projecto de grande escala em Famalicão que dará resposta a esta tendência de crescimento da logística de transporte de mercadorias. Este novo terminal será um grande motor das exportações nacionais.
“Desta forma”, assume Cushman & Wakefield, “podemos concluir, que este sector tem vindo a sofrer inúmeras alterações na forma como actuava e por quem era procurado. No nosso entendimento, quem conseguir mais rapidamente se adaptar a estas transformações será quem mais rapidamente ganhará quota de mercado e as melhoras localizações”, conclui.

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Estoril recebe a 6ª edição da Portugal Real Estate Summit

Decorre até 22 Setembro a 6ª edição da Portugal Real Estate Summit, a qual irá acolher cerca de 400 investidores, nacionais e internacionais, para debater as melhores oportunidades de investimento no país, bem como o contexto económico e político nacional e internacional

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Organizado pela Iberian.Property, a Portugal Real Estate Summit tem o duplo objectivo de fornecer informação qualificada sobre o mercado imobiliário português à comunidade internacional de investidores e facilitar o encontro entre os principais decisores da indústria.

Estado da Nação debatido no primeiro dia
O primeiro dia de trabalhos conta com a intervenção de Pedro Siza Vieira. O ex-ministro da Economia e da Transição Digital apresentou os “Novos Horizontes Económicos para Portugal”. Seguindo-se uma mesa de debate com investidores, integrando um dos operadores internacionais de maior protagonismo no mercado nacional, a Merlin Properties, além da South. O estado dos diferentes segmentos imobiliários foi apresentado pelas consultoras Cushman & Wakefield, CBRE e Savills, sucedido de um debate com investidores nacionais e internacionais da Fidelidade, Blackbrook Capital, Europi Property Group e Nhood.

Porto e Lisboa mostram vantagens no segundo dia
No segundo dia, o Porto e Lisboa apresentam os seus factores de atractividade aos investidores pela voz dos responsáveis autárquicos Joana Almeida, Vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, e Ricardo Valente, Vereador da Economia da Câmara Municipal do Porto. Sucedendo-se uma mesa de debate com investidores da Sonae Sierra, Square, Ageas e Explorer.
Em ambos os dias, além das intervenções principais vão decorrer sessões paralelas sobre os temas que mais impactam o setor imobiliário.

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Teixeira Duarte e Architect Your Home juntas no empreendimento ‘Sobral de Palmela’

As 34 villas de integra o projecto, formam um novo bairro e que ocupam uma área de 13 hectares junto à vila de Palmela. A arquitectura é da AYH e a comercialização está a cargo da Teixeira Duarte

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Desenvolvido em parceria entre a Teixeira Duarte e o atelier Architect Your Home (AYH), o empreendimento ‘Sobral de Palmela’ consiste num conjunto de 34 villas, que formam um novo bairro e que ocupam uma área de 13 hectares junto à vila de Palmela.

A aquisição do lote inclui o projecto de Licenciamento de arquitectura, que se encontra em apreciação na Câmara de Palmela e em fase de venda. Os lotes são comercializados pela Teixeira Duarte, onde se inclui um projecto de arquitetura que garante a harmonização do bairro como um todo. A construção das moradias é uma contratação feita de forma autónoma pelo cliente.

“Perfeitamente inseridas na Natureza, mas sem descurar a modernidade e o conforto, as Villas do Sobral privilegiam os espaços exteriores, a vida em família e as zonas sociais, com materiais que inspiram a natureza”, explica Mariana Morgado Pedroso, arquitecta responsável pelo projecto e directora-geral do AYH Portugal.

As moradias, de tipologias T4, geminadas ou isoladas, têm todas piscina e jardim privativo. Em torno do empreendimento existe, ainda, uma zona verde de sobral que permite uma vida ligada à natureza, sendo que os acessos têm ligação às principais vias rodoviárias da zona.

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Escritórios: Primeiros oitos meses do ano com ocupação recorde em Lisboa

Ainda a quatro meses do final do ano, o take-up acumulado de 207.300 m2 já faz de 2022 o melhor ano dos últimos dez, para o mercado de Lisboa. No Porto o desequilíbrio face à oferta tem levado a um crescimento mais contido

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O mercado de escritórios de Lisboa atravessa o melhor momento de sempre, registando até Agosto uma ocupação acumulada de 207.300 m2, revela a JLL no seu mais recente relatório mensal deste sector. Ainda a quatro meses do final do ano, este take-up já torna 2022 como o melhor ano dos últimos dez, para o mercado de Lisboa.

“Ao longo do ano, foram negociados uma média de 25.000 m2 de escritórios por mês em Lisboa. A manter o ritmo que vimos até agora, a ocupação até final do ano tem condições para ultrapassar os 230.000 m2”, sublinha Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL. “Para mais”, acrescenta a responsável, “não temos qualquer expectativa de que o mercado perca dinâmica. A procura está elevadíssima e é muito direccionada para áreas de grande dimensão. O único desafio à absorção de mais espaço tem sido a falta de capacidade da oferta em responder. Daí que uma boa parte dos negócios sejam num modelo de ocupação futura, com várias operações de pré-arrendamento e de ocupação-própria”.

De acordo com o Office Flashpoint de Agosto, o ano soma já 141 operações em Lisboa, com uma área média de 1.470 m2, sendo o Parque das Nações o destino mais procurado (32% do take-up acumulado) e as empresas de Serviços Financeiros as que mais absorveram espaço (4442% do take-up). Agosto contribuiu com 20.500 m2 para o take-up anual, igualmente liderado pelo Parque das Nações (53% da ocupação mensal), mas com protagonismo das empresas de TMT’s & Utilities (83% do take-up mensal).

No Porto, Agosto foi um mês de pouca actividade, com cerca de 1.000 m2 ocupados, dos quais 63% na zona CBD-Boavista e 88% ocupados pelas empresas de TMT’s & Utilities. Em termos acumulados, o mercado do Porto soma 33.400 m2, volume que supera em 30% o absorvido em igual período do ano passado. Até Agosto concretizaram-se 42 operações, com uma área média em torno dos 800 m2. No acumulado do ano, a zona do CBD-Baixa é líder (40% do take-up anual) e a procura teve especialmente ativa entre as empresas de TMT’s & Utilities (50% da área).

Sofia Tavares sublinha que “não há falta de procura no Porto, onde sentimos muita pressão de empresas em busca de novos escritórios. Neste mercado é ainda mais evidente o desequilíbrio face à oferta, o que tem levado a um crescimento mais contido. Mas existem diversos projectos novos a vir para o mercado e o próximo ano vai ser particularmente importante para o take-up do Porto”.

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