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‘Together’ em Lisboa

Lisboa recebe, no próximo mês de Novembro, o 15º World Architecture Festival. Uma edição que traz a concurso e destaca mais de quatro centenas dos projectos de arquitectura. Destes, quatro são em Portugal e outros tantos têm a assinatura de arquitectos portugueses

Manuela Sousa Guerreiro
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‘Together’ em Lisboa

Lisboa recebe, no próximo mês de Novembro, o 15º World Architecture Festival. Uma edição que traz a concurso e destaca mais de quatro centenas dos projectos de arquitectura. Destes, quatro são em Portugal e outros tantos têm a assinatura de arquitectos portugueses

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O World Architecture Festival 2022 está agendado para 30 de Novembro a 2 de Dezembro e terá como palco Lisboa. Este é a segunda vez a capital portuguesa está designada para receber aquele que é considerado um dos maiores eventos internacionais, anuais, da arquitectura.

Em 2021 a pandemia trocou, uma vez mais, os planos e o evento acabou por ser digital, tal como já tinha acontecido em 2020.  Por isso o tema desta edição de 2022, “Together”, tem um duplo sentido.

Em meados de Julho a organização anunciou a sua shortlist que inclui cerca de 420 projectos, aos prémios WAF e Inside. Prémios que reúnem os projectos de arquitectura mais inovadores e surpreendentes. Mas este leque de projectos, que poderão ser vistos e discutidos em Lisboa no final deste ano, assumem, também, algumas das maiores mudanças que a sociedade enfrenta, como a maior preocupação com a sustentabilidade e a ligação com a natureza.

Em 2021 o projecto de um hotel e adega de Tabuaço, do atelier Sérgio Rebelo, venceu então o prémio do WAF na categoria de projectos de lazer, tornando-se candidato a “edifício do ano”. Para esta edição encontramos vários arquitectos e gabinetes portugueses entre os finalistas ao prémio WAF 2022.

Shortlist do WAF com projectos portugueses  

Entre os 420 projectos escolhidos pelo júri do World Architecture Festival, de entre as várias centenas de projectos oriundos de mais de 50 países, cinco são em Portugal. Os projectos distribuem-se por três grandes categorias, Completed Buildings, Future Projects e Landscape, e, depois, por mais de uma dezena de subcategorias.

Nova sede Grupo Ageas Portugal

A nova sede da seguradora Ageas Portugal, desenhado pelo arquitecto Eduardo Capinha Lopes para o Martinhal Group, está localizada no Parque das Nações, em Lisboa, e concorre na categoria de edifício de escritórios. O projecto desenvolve-se em 17.400 m2, distribuído por 12 pisos. A sua fachada, através dos seus volumes permite um jogo constante de sombras. Mais do que um escritório, o edifício foi pensado para albergar uma comunidade de trabalho, um conceito que a pandemia veio reforçar. Distingue-se também pela inovação tecnológica e pela preocupação ambiental, consubstanciada na certificação BREEAM.

Também nesta subcategoria concorre o “Porto Office Park”, do atelier Broadway Malyan. Localizado na zona da Boavista o empreendimento é composto por dois edifícios, cada um com 15.544 m² distribuídos por 9 pisos acima do solo, e áreas amplas por piso de 1.850 m². Entre as suas valências contam-se restaurante, ginásio e três campos de padel, que se desenvolvem em três edifícios de pequenas dimensões, além de um auditório de 150 lugares e cafetarias nos dois edifícios principais. As duas torres são revestidas a vidro e lâminas de alumínio com sistema de sombreamento.

Este atelier integra ainda a shortlist com a Yoo Forest House (subcategoria House and Villa (Rural/Coastal), um projecto idealizado e construído para um cliente privado e localizado na cidade de Lechlade-on-Thames, no Reino Unido.

Na categoria “Completed Building” encontramos também a “Flores House”, do gabinete de arquitectura Ventura+ Partners (subcategoria House & Villa Urban/Suburban)). Uma vivenda familiar na aldeia de São Félix da Marinha, em Vila Nova de Gaia. Um projecto que se destaca pelo seu “programa habitacional simples para uma moradia de três quartos, de áreas amplas, fluídas”, que teve como ponto de partida uma “volumetria que se desconstrói e se adapta a elementos pré-existentes no terreno – os sobreiros”. Salvaguardar as árvores era “mandatório” e assim o edifício, de apenas um piso, se foi desenhando. Dois elementos são contantes, o primeiro, a luz natural que através de generosos vãos, pátio e clarabóias, beneficia todas as divisões, e a pala, de contornos angulares que unifica espaços e reúne alinhamentos.

Projectos futuros

Com assinatura do atelier de arquitectura MJARC, fundado por Maria João Andrade e Ricardo Cordeiro, o projecto do “Hotel Vinyard”, localizado no Douro, concorre entre os “Future Project” (subcategoria Leisure Led Development).

Esta futura unidade hoteleira enquadrada no Vale do Douro pretende combinar a experiência rural de produção de vinho com as comodidades de destino de lazer. Para além dos quartos com vista sobre a vinha e o vale o seu programa contempla restaurantes, SPA, ginásio e piscina exterior, para além de uma adega onde será possível vivenciar pate do processo vinícola.

A sua inserção tira partido do local e das suas fontes de energia renováveis, geotérmica e solar.

Mas a preocupação com a eficiência reflecte-se no uso da água. A água da chuva é filtrada e utilizada para as necessidades de águas cinzentas do edifício, 100% da água negra será posteriormente tratada por uma estação de tratamento de águas residuais.

Nesta categoria foram também seleccionados dois projectos concebidos pelo gabinete de arquitectura de Tiago Sá, o “Gardabaer Kindergarten”, um jardim de infância projectado para a Islândia. E na vertente Civic um parque comunitário, em Leiðarhöfði, ambos na Islândia. Apesar de programas distintos ambos os projectos têm em comum o facto de tirarem partido da natureza que os circunscreve, de privilegiarem materiais sustentáveis e locais e de terem uma capacidade de se adaptarem e crescerem com a comunidade que servem.

Ainda nesta categoria encontramos o projecto para o complexo do Hospital Universitário da Corunha, em Espanha, concebido pelo atelier ARC, em conjunto com a Abalo, Intecsa + GIS, e, na vertente cultural o projecto Wonderlab: The Bramall Gallery at the National Railway Museum, York, do atelier De Matos Ryan, da dupla José Esteves De Matos e Angus Morrogh-Ryan.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Natixis no Porto inaugura conceito inovador de espaço de trabalho

Novo escritório vai permitir aos colaboradores ‘viajarem’ pelos quatro Continentes e 12 cidades. As Villages foram criadas com o apoio da Tétris, a empresa de arquitectura e construção da JLL em Portugal

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A Natixis em Portugal desenvolveu um conceito inovador de espaço de escritório que vai transformar a experiência do modelo de trabalho híbrido, potenciando a partilha, a criatividade, a inovação, a agilidade e a colaboração. As Villages ocupam dois pisos da sede da empresa no Porto e “recriam 12 cidades, tirando partido da mais recente tecnologia para criar uma experiência imersiva, que inclui sons e cheiros  e que afirma este espaço enquanto exemplo pioneiro dos escritórios do futuro”.

“Percebemos que a maior parte dos colaboradores da Natixis em Portugal se deslocava ao escritório para momentos de colaboração com as suas equipas e para momentos de socialização. Acreditamos que, numa nova era de trabalho, o modelo híbrido é o que tem uma maior capacidade de criação de valor para as pessoas e para as organizações. Foi nesse pressuposto que este projecto se desenvolveu”, afirma Etienne Huret, diretor-geral da Natixis em Portugal.

A partir de agora, os colaboradores da Natixis em Portugal vão poder ‘viajar’ pelas cidades de Manaus, Santiago, Dakar, Paris, Porto, Mascate, Cidade do México, Shanghai, Tóquio, Londres, Bangalore e Brooklyn. O conceito ocupa dois pisos e um total de mais de 3.800 m2, com uma lotação de perto de 200 pessoas. As Villages foram criadas pela Natixis em Portugal com o apoio da Tétris, a empresa de arquitectura e construção da JLL em Portugal. O projecto teve a duração de dois anos, da idealização à concretização da obra.

“Numa altura em que se colocava em questão o fim dos escritórios, devido à generalização do teletrabalho durante a pandemia, a Natixis, antecipou-se e percebeu que o futuro passava por transformar o espaço de trabalho colectivo ao invés de acabar com ele. Antes da pandemia, os escritórios eram, sobretudo, espaços de conveniência. Actualmente, caminha-se para que sejam espaços de experiência. As Villages são a prova de que conceitos inovadores, imersivos e focados no bem-estar dos colaboradores são fundamentais para o sucesso das empresas”, afirma Carlos Cardoso, managing director da Tétris.

Todas as salas das Villages estão equipadas com tecnologia que ajuda a otimizar o trabalho colaborativo e contribui para um trabalho mais ágil e eficiente. Cada Village é dividida em três zonas principais: Workstations (espaços de trabalho individuais); Meeting Rooms (espaços abertos e fechados para atividades de colaboração que necessitam de privacidade visual e acústica); e Cowork (locais para tarefas de colaboração e reuniões informais, cabines insonorizadas, zonas de silêncio, livraria, zona de refeições ou uma área lounge). Todos estes pontos estão equipados com as melhores ferramentas tecnológicas, para que os colaboradores possam trabalhar com as suas equipas e com outros colegas da Natixis no mundo.

O Centro, com sede no Porto, conta atualmente com 1.800 colaboradores de perto de 30 nacionalidades, que formam as equipas de Tecnologias da Informação, Atividades de Suporte à Banca e Compliance e trabalham de forma integrada, inclusiva e transversal, suportando todas as linhas de negócio e plataformas do grupo. O projeto no Porto é um dos maiores investimentos em recursos humanos já feitos pela Natixis em todo o mundo.

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FAUP lança curso de estudos avançados em território e gestão urbanística

Com financiamento através dos fundos do programa «Next Generation EU» do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do “Programa de Formação Multidisciplinar da U.Porto – Impulso Jovens STEAM & Impulso Adultos”, o curso permitirá a atribuição de três bolsas individuais

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tagsFAUP

Face aos desafios atuais de planeamento e gestão do território na sociedade contemporânea, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto lança este ano letivo 2022/2023 o Curso de Estudos Avançados em Território. Com duração de um ano lectivo, o curso vai decorrer de 4 de Novembro de 2022 a 14 de Julho de 2023, às sextas-feiras, na FAUP. As candidaturas para integrar o curso decorrem até dia 3 de Outubro de 2022.

Com financiamento através dos fundos do programa «Next Generation EU» do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do “Programa de Formação Multidisciplinar da U.Porto – Impulso Jovens STEAM & Impulso Adultos”, que permitirá a atribuição de três bolsas individuais, o novo curso, com a duração de um ano, visa proporcionar uma formação de aprofundamento e actualização nas áreas de planeamento territorial, gestão urbanística e projecto urbano, com uma forte componente prática e estreita relação com os desafios e práticas quotidianas de planeamento e gestão urbanística.

O curso dirige-se a profissionais, técnicos e investigadores de diferentes áreas disciplinares relacionadas com o planeamento e os estudos urbanos – arquitectura, arquitectura paisagista, engenharia, geografia, ciências sociais, economia, direito, entre outras formações – tendo como principal foco aqueles que têm a sua actividade associados às áreas de planeamento urbano, gestão urbanística e projecto urbano, com diferentes tipos de práticas – técnicos municipais, profissionais liberais e académicos.

O CEAT estabelece ainda uma estreita ligação com o PDA – Programa de Doutoramento em Arquitectura da FAUP, sendo que a frequência do curso garante equivalência a parte substancial da componente letiva do PDA.

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Fórum da Maia reflecte sobre trabalhos do arquitecto João Álvaro Rocha

A conferência intitulada Premiar o Compromisso Social e o Lugar da Arquitectura, proferida pela arquitecta Sofia Aleixo, tem lugar dia 21 de Setembro e visa divulgar, também, o Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha

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No âmbito da divulgação do Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha, terá lugar no dia 21 de Setembro, às 18 horas, no Fórum da Maia, a conferência intitulada Premiar o Compromisso Social e o Lugar da Arquitectura, proferida pela arquitecta Sofia Aleixo.

Durante o evento, a arquitecta fará uma reflexão a partir da alteração de foco que este Prémio implica, ao centrar-se no período de utilização das obras de arquitectura e na sua função basilar de resposta às actividades humanas.

O prémio, cujas candidaturas se encontram a decorrer até 31 de Outubro, visa distinguir Edificações e Espaços Públicos, localizados no município da Maia, cujas obras tenham sido realizadas no período entre os três e oito anos anteriores e “que se destaquem não só pela sua qualidade arquitectónica e urbanística, mas sobretudo pela sua função social, cultural e inserção urbana, sendo dado por isso relevância ao período pós-construção e à capacidade de resposta demonstrada pela obra ao propósito que presidiu à encomenda”.

O prémio, de natureza não pecuniária, consiste na edição de uma publicação, de um vídeo, de uma conferência e de uma visita guiada, podendo ser atribuídas até quatro menções honrosas.

A Câmara Municipal da Maia atribuiu o nome do arquitecto João Álvaro Rocha (1959 – 2014) ao Prémio Municipal de Arquitectura como reconhecimento do seu trabalho em prol da qualidade da arquitectura e do urbanismo, uma parte significativa realizada no concelho da Maia, e com o objectivo da integridade e autenticidade da sua obra servir como referência.

De iniciativa da autarquia, o prémio com periodicidade bienal, é organizado pela APJAR – Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha, com o apoio da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte.

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Metro de Lisboa: Paisagistas defendem relocalização da nova estação de Campo de Ourique

De acordo com a informação disponibilizada na página da internet do Metropolitano de Lisboa, a futura estação de Campo de Ourique ficará localizada sob o Jardim Teófilo Braga, e que a estação “representa um grande desafio do ponto de vista construtivo, considerando a malha urbana apertada”

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Os arquitetos paisagistas enviaram uma carta aberta ao presidente da Câmara de Lisboa pedindo a alteração da localização da estação do metro de Campo de Ourique, no âmbito do prolongamento da linha Vermelha, prevista para o jardim da Parada.

Na carta aberta, publicada na página da associação na Internet, a APAP começa por explicar os motivos de preocupação de “vizinhos do bairro e de cidadãos atentos à cidade e ao espaço público”, tendo em conta a proposta da estação prevista para o Jardim Teófilo Braga, mais conhecido por Jardim da Parada.

“É unânime a consecução do plano de acessibilidade da cidade de Lisboa, onde se integra a rede de metro e o prolongamento da linha Vermelha”, pode ler-se na carta, que refere tratarem-se de projetos que têm “por base contratos de financiamento ao abrigo do PRR [Plano Recuperação e Resiliência], com escassos prazos de execução, relativamente ao normal andamento dos processos”.

No entanto, tendo em conta “os contornos sensíveis do traçado e aos impactes gerados e identificados nos debates públicos, seria expectável uma nota explícita sobre a revisão do traçado da linha”.

De acordo com a informação disponibilizada na página da internet do Metropolitano de Lisboa, a futura estação de Campo de Ourique ficará localizada sob o Jardim Teófilo Braga, e que a estação “representa um grande desafio do ponto de vista construtivo, considerando a malha urbana apertada, com arruamentos com uma única faixa de circulação por via e com falta de alternativas de estacionamento”.

A estação terá uma profundidade de 31 metros e três pontos de acesso.

Não querendo entrar na “problemática da avaliação de impactes”, João Ceregeiro explica na missiva ser “fundamental esclarecer” que se está “perante uma unidade de paisagem, constituída pelo perímetro do Jardim Teófilo Braga, e não somente pelos três exemplares arbóreos classificados de interesse público no interior do jardim, como o estudo pretende fazer recair a atenção, reduzindo aqueles, à matéria sensível do espaço em apreço”.

O responsável lembra já ter sido apontada uma solução pelo movimento criado por vizinhos e cidadãos, de uma alternativa a 300 metros do ponto previsto para a localização da futura estação, entre a igreja do Santo Condestável e a rua Saraiva de Carvalho, “o qual nos parece constituir uma alternativa racional, talvez a única, face às contingências observadas”, sublinhou.

“Este local apresenta clara aptidão, relativamente aos danos ambientais e paisagísticos, com profundas afetações sociais e urbanísticas que a variante atualmente em curso evidencia sobre o Jardim da Parada. Curiosamente, este ponto, segundo o estudo do ML, já tinha sido avaliado pelos técnicos. Pelos vistos prevalece ainda, bizarramente, o Jardim como centro da obra”, apontou.

Considerando que as obras de “excecionalidade também devem constituir uma forma participada da população reencontrar no seu espaço uma oportunidade de busca e preservação da sua identidade, cultural, antropológica e biofísica”, a missiva apela à intervenção do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD).

“Contamos com o presidente e o cidadão Carlos Moedas e a sua capacidade para melhor observar e analisar este processo, de forma a se encontrar um melhor prolongamento da linha Vermelha do metro, onde a mobilidade e os valores da paisagem possam coabitar naturalmente, abrindo novas formas de desenhar e viver a cidade”, pode ler-se no documento.

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“Acho que a abordagem para mitigar a crise climática precisa ser radical”

“A arquitectura, os arquitectos e toda a indústria da construção têm responsabilidade para com uma sociedade equitativa. Como profissão criativa temos a capacidade de reimaginar e reinventar formas de usar a arquitectura como ferramenta social”, assegura à TRAÇO a arquitecta e investigadora Marina Tabassum, vencedora do Prémio Carreira Trienal de Lisboa 2022

Cidália Lopes

Em entrevista à Traço, a Marina Tabassum aponta o importante papel da selecção de materiais e estratégias ambientais na definição do tecido do edifício como forma de minimizar os efeitos das alterações climáticas e acredita que a abordagem precisa “ser radical”. Da mesma forma, considera que a arquitectura deve assumir “um papel de agente de mudança” no que diz respeito ao trabalho junto de comunidades locais mais desfavorecidas. Uma prática que deve sobrepor-se “a um mercado orientado para o lucro”. O caminho já começou e, com este prémio, Tabassum pretende estimular, ainda mais, discussões sobre o papel da arquitectura na mudança de pensamentos e valores.

Qual é a importância desta distinção?
Os reconhecimentos são importantes, pois trazem para o foco questões e buscas que são relevantes para o nosso tempo e contexto. Estamos a viver um momento muito interessante de mudança de paradigmas. Espero que distinções como esta da Trienal de Lisboa estimulem discussões sobre o papel que a arquitectura pode ter na adaptação da paisagem à mudança dos nossos pensamentos e valores.

Qual a importância do papel da arquitectura como veículo/ferramenta social?
A indústria da construção civil, da qual nós arquitectos somos parte integrante, é um dos maiores contribuintes da crise climática, aumentando o stock de resíduos e o acesso desigual a um ambiente de vida de qualidade.

Se considerarmos o contexto actual do nosso tempo em que o ambiente natural habitável está ameaçado pelo excesso de extracção da matéria-prima e produção com o foco único no crescimento económico, isso criou uma enorme disparidade nas condições de vida tanto no contexto urbano quanto no rural. Quão responsável será nossa profissão se o continuarmos a negligenciar? A arquitectura, os arquitectos e toda a indústria da construção têm responsabilidade para com uma sociedade equitativa. Como profissão criativa temos a capacidade de reimaginar e reinventar formas de usar a arquitectura como ferramenta social.

A urgência de cuidar da ‘Terra’ leva a uma mudança radical na forma como a arquitectura é projectada e feita. Quais são as principais mudanças que já se fazem sentir?
A Terra pode curar-se sem intervenção humana, se reduzirmos as nossas actividades antropogénicas. Cuidar da Terra é, na verdade, cuidar do nosso ambiente habitável. Testemunhámos durante a pandemia, quando entrámos em confinamento, como a natureza se cura quando as actividades humanas são reduzidas. Precisamos restaurar o ecossistema, limpar o ar e a água, reduzir os resíduos antropogénicos não apenas para a Terra, mas para a nossa própria existência. Porque é que construímos edifícios revestidos de vidro em regiões de climas quentes, onde a temperatura pode chegar a 55°C. Deveria ser crime desperdiçar energia na refrigeração destes edifícios.

Em vez de construir novos, precisamos nos concentrar no ambiente construído que criamos e trabalhar em estratégias de adaptação que sejam amigáveis ao meio ambiente, fazendo uso dos recursos naturais como luz do dia, vento, sombra-sombra respondendo aos contextos e reduzindo nossa dependência sobre combustível fóssil. Precisamos abordar a vegetação e a segurança alimentar, que por si só pode actuar como acção restauradora.

Como prevê que sejam os próximos anos em termos de como o planeta enfrentará a crise climática? E que acções devem ser tomadas a nível global para que a profissão de arquitecta desempenhe um papel cada vez mais activo?
Em Bangladesh, já estamos a enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Os padrões climáticos imprevisíveis estão a perturbar a ecologia agrícola. A subida do nível do mar, induzida pela crise climática aumentou as inundações, a erosão das margens dos rios e afectou também a biodiversidade das zonas costeiras. Um grande número de pessoas tornou-se ‘migrantes climáticos’.

Condições climáticas extremas na forma de secas, inundações, furacões, deslizamentos de terra, incêndios florestais estão a acontecer de forma global e a afectar um grande número de pessoas. Estes fenómenos vão aumentar nos próximos anos.

Acho que a abordagem para mitigar a crise climática precisa ser radical. A arquitectura precisa de se concentrar apenas em edifícios e construções essenciais. Pelo menos durante uma década, a arquitectura devia focar-se na recuperação do desequilíbrio ambiental. Construir para os desfavorecidos e para as vítimas mais vulneráveis às alterações climáticas é mais importante do que construir apartamentos e escritórios de luxo. Mas um mercado orientado para o lucro não se concentrará em abrigar esta população. Neste sentido, os arquitectos podem assumir o papel de agentes de mudança.

Mas a nível global, não deve ser difícil reduzir a extracção, a superprodução de edifícios e materiais de construção. Podemos reduzir as longas cadeias de fornecimentos adquirindo materiais localmente, com o foco em pesquisas colaborativas sobre como transformar em materiais de construção utilizáveis os resíduos. Cada edifício deve ser resiliente ao clima e optimizar o uso de energia e isso pode ser exigido por lei. A reutilização adaptativa deve ser incentivada em vez da substituição completa dos edifícios existentes.

A forma de fazer arquitectura difere do contexto, do país, das condições socioeconómicas. O que podemos aprender com o que está a ser feito em Bangladesh e nos países vizinhos?
Nem tudo que está sendo feito em Bangladesh e na região são exemplares que podem ser replicados. Mas há muitos arquitectos e escritórios de arquitectura que abordam a profissão com mais responsabilidade do que os outros. Grande parte de nossa arquitectura pretende ser ‘climate responsive’ e ao contexto e são menos dependentes de meios artificiais de controle climático. Também procuramos que os materiais utilizados sejam, normalmente, provenientes do país. Além disso, recorremos à força de trabalho local para trabalhar no sector da construção. Isso gera economia local.

Temos comunidades de jovens arquitectos que não seguem a forma convencional da prática, mas com foco no trabalho com comunidades menos privilegiadas através de processos participativos de design e construção. Mesmo quando não há clientes ou financiamento, os arquitectos estão a criar projectos e a envolver pessoas para construir os seus próprios ambientes de vida. São novas formas de práticas que se estão a mostrar muito impactantes para as comunidades de baixos rendimentos.
Quais os projectos que destacaria e porquê?

É difícil destacar projectos, pois cada um é diferente devido ao seu contexto, programa e narrativa. A mesquita Bait ur Rouf é o primeiro projecto que chamou a atenção para a nossa prática. É um projecto único onde todas as minhas preocupações arquitetónicas se manifestaram através do design.

Os projectos nos campos de refugiados são únicos pelo contexto e narrativa difíceis e também pelas restrições impostas à construção que nos obriga a procurar formas inovadoras de construção. Os projectos são o resultado do envolvimento da comunidade no design e na sua própria construção.

Por exemplo, a unidade de habitação modular móvel Khudi Bari é a nossa resposta à preparação climática para as comunidades marginalizadas de Bangladesh. Este é, também, um projecto único que ajudou a salvar as vítimas das cheias, incluindo os seus vizinhos na recente enchente de 2022.

A ‘bio’ de Marina Tabassum

Arquitecta e investigadora e docente natural do Bangladesh, Marina Tabassum fundou a Marina Tabassum Architects, com sede em Dhaka, em 2005, depois de 10 anos como sócia e cofundadora do URBANA, também em Dhaka. No seu trabalho, que vai do institucional ao multi-residencial e ao cultural, Marina Tabassum procura “estabelecer uma linguagem de arquitectura que seja contemporânea, mas reflexivamente enraizada no lugar”.

Marina Tabassum é directora académico do Bengal Institute for Architecture, Landscapes and Settlements, uma plataforma intelectual para aqueles que estão empenhados a imaginar e moldar futuros ambientais na região. Leccionou na Harvard University Graduate School of Design, Technical University, Delft, University of Texas at Arlington e BRAC University, tendo sido, também, agraciada com um doutoramento honorário da Universidade Técnica de Munique.

A sua contribuição no campo da arquitectura rendeu-lhe honras e elogios, incluindo Prémios Aga Khan para Arquitectura, o Prémio Memorial Arnold W. Brunner, da Academia Americana de Artes e Letras, a Medalha de Ouro da Academia Francesa de Arquitectura, a Medalha Soane de Sir John Soane Museum e o Prémio Jameel do Victoria and Albert Museum.

Marina Tabassum está, igualmente, envolvida na organização de comércio justo Prokritee como membro do Conselho, capacitando mulheres de Bangladesh através da exportação de objectos artesanais. Iniciou, também, projectos de habitação de baixo custo em cidades ao redor de eco-resorts actualmente em construção no sul de Bangladesh e criou a FACE, com o objectivo de procurar soluções de vida resilientes ao clima para as vítimas vulneráveis às mudanças climáticas.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Arquiteturas Film Festival mostra-se no Porto pela primeira vez

Organizada pelo INSTITUTO e sob direcção do arquitecto Paulo Moreira, o cinema dá lugar a debates e exposições, sob o tema Slow Down!, entre 27 de Setembro e 1 de Outubro

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A 9ª edição do Arquiteturas Film Festival faz a sua estreia na cidade do Porto retomando a discussão e disseminação da produção arquitectónica através do filme. Organizada pelo INSTITUTO e sob direcção do arquitecto Paulo Moreira, esta é uma edição onde o cinema dá também lugar a debates e exposições, tudo em torno do tema Slow Down!

Ao longo de cinco dias — 27 de Setembro a 1 de Outubro — o festival será estruturado em quatro eixos que exploram a ideia de “abrandamento”, ainda que isso implique demolir, reduzir, reutilizar, ou subtrair a arquitectura.

O mote ‘Slow Down’ é lançado pelo Programa Oficial, com curadoria da arquitecta e jornalista Catarina de Almeida Brito, e pelo director do festival, Paulo Moreira. O programa inicia na sessão de abertura, no Cinema Passos Manuel, com o filme ‘Landscape Healing’, de Richard John Seymour. Após a sessão, juntam-se ao realizador o arquitecto norueguês fundador do atelier 3RW arkitekter, Haakon Rasmus Rasmussen, e a arquitecta e fundadora do atelier DK-CM Cristina Monteiro, para uma conversa com moderação da gestora de projectos e de programação do INSTITUTO, Raquel Pais.

A edição deste ano deixa de abrigar um país convidado e passa a ter uma instituição convidada. O Centre for Documentary Architecture (CDA), fundado pela alemã Ines Weizman, junta arquitectos, cineastas, artistas, programadores digitais, historiadores e outros amantes da arquitectura para reflectir sobre a noção de arquivo, através da apresentação de filmes, debates e uma exposição na Fundação Instituto Marques da Silva (FIMS).

O programa Experimental terá lugar na sede da organização do festival, o INSTITUTO. O programa está a cargo da arquitecta e curadora Mariana Pestana, e apresenta pela primeira vez em Portugal uma selecção de filmes da série ‘Critical Cooking Show’, produzidos para a 5ª edição da Bienal de Design de Istambul, em 2020, que teve a curadoria da portuguesa.

Da Open Call, que recebeu cerca de 200 submissões de 50 países, foram seleccionados 23 filmes, de 17 nacionalidades. Os filmes são exibidos em oito sessões na Casa Comum, espaço cultural integrado no edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Às já habituais categorias de premiação — Documentário, Ficção, Filme Experimental, Talento Emergente e Prémio do Público — junta-se uma nova, a categoria de Consciência Social.

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Ordem dos Arquitectos promove Observatório da Profissão

Até 15 de Outubro está a decorrer um inquérito dirigido a todos os membros da Ordem dos Arquitectos, cujo principal objectivo é conhecer a prática da profissão, bem como o estado da Arquitectura, em Portugal

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A Ordem dos Arquitectos (OA), está a promover o Observatório da Profissão. Esta iniciativa, “assente num forte compromisso de valorização da Arquitectura”, visa entender a realidade da profissão, em Portugal, e as perspectivas para o futuro.

O inquérito, desenvolvido por investigadores do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) decorre até 15 de Outubro. O objectivo é a recolha sistemática e continuada de dados relevantes, para responder aos desafios que se colocam, à Arquitectura e aos arquitectos.

“Auscultar a opinião dos arquitectos sobre o estado da profissão é determinante e os resultados obtidos farão a ponte para o futuro, com bases sólidas que poderão facilitar, entre outros temas, a tomada de decisão por parte dos agentes do sector”, justifica a OA.

“O sucesso do Observatório da Profissão está nas mãos de cada um de nós, profissionais do sector e a participação de todos os membros neste primeiro inquérito é essencial, para conseguirmos fazer um diagnóstico fidedigno, capaz de traçar o perfil dos arquitectos portugueses, compreender o estado actual da profissão e que, posteriormente, permita ainda definir algumas linhas estratégicas determinantes para o futuro e valorização da Arquitectura no nosso país”, afirma Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitectos.

Numa segunda fase, o inquérito será também alargado a arquitectos, diplomados em Arquitectura, que não estão inscritos na OA, a quem a instituição reconhece “fundamental dar voz e perceber, nomeadamente, o que fazem no mercado, se trabalham na área, entre outras questões que permitam apontar algumas directrizes”. As conclusões obtidas nos dois inquéritos vão ser conhecidas, no primeiro trimestre de 2023.

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Arquitectos: Revisão do CCP é “lesiva do interesse público”

A redacção da iniciativa legislativa, no entender dos responsáveis da Ordem, “é francamente lesiva do interesse público por uma arquitectura de qualidade, qualidade essa que o legislador propõe passar a desconhecer, pois a escolha do melhor projecto que serve o interesse público não será, em primeira instância, feita pelo Estado”

Ricardo Batista

O projecto de Decreto-Lei 32/XXIII/2022, relativo às novas alterações propostas para o Código dos Contratos Públicos (CCP), cuja consulta pública decorreu até ao passado dia 16 de Agosto, continua a gerar críticas por parte dos arquitectos.

Em comunicado, a Ordem dos Arquitectos (OA), através do seu Conselho Directivo Nacional (CDN), considera que o actual documento “vem na senda da inicial Proposta de Lei n.º 41/XIV/1.ª (GOV)”, cuja gravidade sublinhámos em sede de audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação (CEIOPH), no dia 29 de Setembro de 2020″, por se pretende estabelecer como regra um regime que é de excepção. Essa proposta viria então a ser retirada em favor de um texto de substituição, que recuava na alteração proposta ao regime de concepção-construção. Deste modo, a OE encara com “redobrada apreensão” as consequências do actual diploma, nomeadamente, “as suas graves implicações para o território e a paisagem edificada, bem como para o exercício da profissão de arquitecto, estando em causa questões da maior relevância para a salvaguarda da Arquitectura e do interesse público”, na medida em que a nova leitura volta a propor um procedimento dito especial face àquilo que é regra, de acesso excepcional à modalidade de concepção-construção. “Verificamos que, na verdade, não existe excepção, mas antes a possibilidade do encomendador, de forma livre, arbitrária, generalizada e definitiva, recorrer ao regime de concepção-construção, hoje consagrado como excepcional e de âmbito claramente (e bem) restringido. E por que razão? Possibilitar a eliminação de dispêndios de tempo e recursos desnecessários, por parte da entidade adjudicante, nos casos em que esta considere que o mercado está em melhor posição de elaborar um projecto de execução de determinada obra, concluindo que tal prerrogativa concorrerá para uma pretendida agilização procedimental”, explica a OE no mesmo comunicado.

Desburocratizar sim, mas…
Ainda que se entenda a necessária “desburocratização e flexibilização”, estas “não podem justificar preterir os mecanismos que melhor protegem o interesse e os recursos públicos”. “Ora, a solução que se apresenta é especialmente gravosa e fortemente limitadora do acesso à encomenda de projecto, sendo preteridos serviços de dezenas de milhares de projectistas – arquitectos e engenheiros – em favor de construtoras de maior dimensão e de maior capacidade técnica e financeira”, salienta. Considerando que “o projecto não é um dispêndio desnecessário”, mas antes um investimento elementar na boa aplicação do dinheiro público, a Ordem considera que “através da solução que agora se discute, abre-se a porta, mais do que à simplificação e à eliminação de tempos e recursos desnecessários, à própria extinção de procedimentos, e fecham-se as janelas à transparência e livre concorrência”. “Insistimos na defesa da solução que separa a actividade de projecto da actividade da construção e da preservação do livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”, já que “com a proposta que agora se apresenta não descortinamos qualquer passo em frente no que toca ao bom uso dos dinheiros públicos e combate à corrupção”, nem que a mesma “assegure um benefício efectivo para a generalidade dos trabalhadores de toda a fileira económica da construção, mas apenas e tão só para alguns (poucos) dos seus actores”, assim como “não se antecipa que resulte numa contribuição positiva para a paisagem do país e, nessa medida, para a futura qualidade de vida dos portugueses”. Neste sentido, a Ordem solicita nova alteração do Projecto de Decreto-Lei “em favor de uma redacção que garanta o interesse público por uma arquitectura de qualidade e mantenha as condições de livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”.

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Candidaturas ao Prémio Concreta UNDER 40 prorrogadas até 3 de Outubro

A inciativa pretende avaliar e premiar obras construídas em território nacional, da autoria de arquitectos portugueses, com idade média de 40 anos

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Promovida pela Exponor – Feira Internacional do Porto e com o apoio técnico do conselho directivo regional do Norte (CDRN) da Ordem dos Arquitectos encontra-se a decorrer mais uma edição dos Prémio Concreta UNDER 40. Em fase de apresentação de candidaturas, o prazo foi prorrogado até ao dia 3 de outubro de 2022.

A 3ª edição do Prémio Concreta UNDER 40 é lançada com o objectivo de promover e reconhecer o trabalho desenvolvido pelas novas gerações de arquitectos, cujo patamar de idades não ultrapassará, em média, os 40 anos.

Pretende-se avaliar e premiar obras construídas em território nacional, da autoria de arquitectos portugueses que, com criatividade, profissionalismo e mestria, se adaptaram à realidade da sua época, e desenvolveram projectos que se destacam pela capacidade criativa e de inovação, aliadas à qualidade técnica.

Será atribuído um prémio, de natureza pecuniária, ao concorrente classificado em primeiro lugar, no montante de dois mil euros e ao concorrente classificado em segundo lugar, no montante de mil euros.

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Arquitectos da ‘Geração de 22’ em colóquio dia 24 de Setembro

Organizado pelo Colégio de Património Arquitectónico (CPA), o colóquio “Geração de 22”, decorrer na Escola António Damásio, em Lisboa e conta com a apresentação de Diana Roth e João Appleton, assim como de outros inúmeros arquitectos portugueses

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O Colégio de Património Arquitetónico (CPA) organiza no próximo dia 24 de Setembro o colóquio “Geração de 22”, a decorrer na Escola António Damásio, em Lisboa. À conversa com dois dos membros da organização do evento, Diana Roth e João Appleton, do CPA, procuramos explicar as razões da importância dos arquitectos da Geração de 1922, responsáveis por uma abordagem à arquitectura que ainda hoje é pertinente e que temos todo o interesse em reforçar.

A ideia do CPA é que todos possam conhecer não só a obra de alguns arquitectos que marcaram a “Geração de 22”, mas também os seus muitos interesses por saberes de outras esferas do conhecimento.

Assim, cada um dos quatro arquitectos escolhidos para abordar neste colóquio, a saber: Nuno Teotónio Pereira, Manuel Tainha, Victor Palla e Francisco da Conceição Silva, terá pelo menos duas pessoas a explanar o seu legado, não só no campo da arquitectura, mas também noutros campos onde cada um deles multiplicou o seu trabalho e saber.

Desta forma, sobre Nuno Teotónio Pereira estarão os oradores Gonçalo Byrne e José Pedro Croft, sobre Manuel Tainha, Alexandre Marques Pereira e Manuel Botelho, sobre Victor Palla os convidados serão João Palla e Henrique Cayatte e sobre Francisco Conceição Silva  as arquitetas Ana Tostões, Inês Marques e Suzana Barros Querubim.

Haverá igualmente espaço para um debate moderado por Fernando Sanchez Salvador, membro da Comissão Executiva do CPA, um momento dedicado à ligação entre a Arquitetura e o Cinema, proposto por Luís Urbano, estando a sessão de encerramento a cargo de Pedro Alarcão, presidente da Mesa da Assembleia do CPA.

O colóquio “Geração de 22” termina com uma visita à Escola António Damásio, projectada e requalificada por Manuel Tainha e que será guiada por Alexandre Marques Pereira.

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