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Grupo CVM vai investir 140M€ até 2024

O grupo nortenho Construções Vila Maior (CVM) anuncia o investimento de 140 milhões de euros, a realizar até 2024, com vista ao desenvolvimento de vários projectos imobiliários para o segmento residencial que irão criar 825 novas fracções. Os investimentos concentram-se a Norte

Manuela Sousa Guerreiro
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Grupo CVM vai investir 140M€ até 2024

O grupo nortenho Construções Vila Maior (CVM) anuncia o investimento de 140 milhões de euros, a realizar até 2024, com vista ao desenvolvimento de vários projectos imobiliários para o segmento residencial que irão criar 825 novas fracções. Os investimentos concentram-se a Norte

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Manuela Sousa Guerreiro
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Do total previsto, 425 fracções estão já em desenvolvimento/construção e as restantes quatro centenas irão iniciar-se até ao final de primeiro trimestre de 2023, como conta ao CONSTRUIR Severino José Ponte, CEO do Grupo CVM.

O grupo CVM foi fundado em 1999, dedica-se à construção e promoção imobiliária e centra a sua actividade essencialmente entre Espinho e Leça da Palmeira. Uma concentração geográfica que irá ser reforçada nos próximos dois anos. O objectivo do grupo é “consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos”.

O grupo é já um forte player na área da construção, reabilitação e promoção, com soluções que abrangem diversas dimensões, desde a construção de habitação prime, à reabilitação integral de edifícios, tendo, nos últimos 10 anos, construído 900 fracções no Porto e Vila Nova de Gaia. Em 2021, o grupo CVM facturou 24 milhões de euros e estima atingir os 32milhões de euros em 2022.

A empresa lançou, recentemente, sete novos projectos imobiliários no valor de 49,7 milhões de euros. Que projectos são estes, dirigidos para que segmentos de mercado?
Todos os projectos lançados e que estão em construção e em fase de comercialização são de habitação e destinam-se ao segmento de mercado médio-alto. Temos o empreendimento Pedras da Mare, em São Félix, Vila Nova de Gaia, está em fase de obra e será um edifício com 34 fracções de habitação de tipologia T1, T2, T3 e T4 e está já 90% vendido. O empreendimento Rua Trinta e Seis, em Espinho, está em fase de obra e será um edifício com 20 fracções de habitação. Ainda em Espinho, o edifício Rua Cinco está em início de construção e tem 19 fracções de habitação.

Já o edifício Aires Ornelas, localizado em pleno centro do Porto, está em início de construção e tem 16 fracções. O edifício Encosta do Infante 2ª fase, em Vila Nova de Gaia, terá 65 fracções.

As Casas da Marinha vão nascer em São Félix da Marinha e serão contempladas por 4 Moradias T4 e T5. O início de obra está previsto para Outubro 2022. Depois temos o edifício Pacífico, em Vila Nova de Gaia, com 62 fracções, também deverá arrancar em Outubro deste ano, tal como o edifício Encosta do Infante 3ª fase, em Vila Nova de Gaia, que terá 48 fracções

No último ano, Vila Nova de Gaia foi um dos concelhos que mais investimento imobiliário captou. Sendo este também um dos locais onde a empresa está mais activa, pergunto-lhe quais os factores por detrás deste boom?
O conhecimento do mercado de Vila Nova de Gaia, resultado da nossa actividade nos últimos anos nesse concelho, associado ao reconhecimento da nossa marca pelos clientes levaram a nossa empresa a reforçar o investimento não só no centro da cidade como também na zona litoral. Gaia é historicamente um bom mercado com elevada procura de habitação de qualidade. Neste momento verificamos além da procura de habitação própria também a existência de clientes nacionais e internacionais que procuram investimentos seguros.

Essa procura estendesse a outros concelhos do grande Porto. São mercados onde a empresa vai actuar?
Porto, Matosinhos e Espinho são mercados que pela proximidade da nossa zona de intervenção também despertaram o nosso interesse para investimento. Neste momento mantemos a nossa presença no Porto com o projecto de Aires Ornelas, em Matosinhos com um novo projecto com arranque previsto para o início de 2023 e em Espinho com três projectos novos, Espinho 36 (1 e 2 fase), Espinho 5 e um outro projecto ainda em estudo prévio.

Qual o valor do investimento a realizar nos próximos dois anos?
Na verdade, pretendemos investir 140 milhões de euros, até 2024, na construção de quinze edifícios, o que corresponde a 825 fracções. Deste total, 425 já estão em curso e as restantes 400 irão iniciar-se até final do primeiro trimestre de 2023.
O objectivo do grupo é consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos.

Que projectos vão nascer? E onde?
Além dos projectos que já mencionei, estão programados para arrancar no primeiro trimestre 2023 os seguintes projectos imobiliários: o da Rua 36 2ª fase, em Espinho, o projecto para 15 apartamentos está em fase de; o da Rua de Brito em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, o projecto para 35 apartamentos; o da Rua D João I em Matosinhos Sul, o projecto para 9 apartamentos. Todos eles estão em fase de licenciamento. E temos previsto mais um projecto de 75 fracções na Avenida da República, em Vila Nova de Gaia.

A CVM estará sozinha nestes projectos ou em parceria com outras entidades? Como está estruturado este investimento?
Do total do investimento a realizar de 140 milhões de euros, a área de promoção imobiliária do grupo, a Dunaplana, que é detida a 100% pelo grupo, assumirá 60 milhões de euros, os restantes 80 milhões de euros serão realizados através de empresas participadas do Grupo CVM.

Todos estes projectos destinam-se ao segmento residencial?
Nem todos eles serão residenciais. O grupo CVM está a investir também na área do arrendamento industrial, onde investirá até final de 2023 quinze milhões de euros em Santa Maria da Feira no Parque Empresarial A32, um empreendimento que terá 25.000m2.

É uma estratégia ambiciosa. Este volume de investimento destina-se a aproveitar o bom momento do mercado?
O nosso grupo de empresas tem como base a empresa de construção, Construções Vila Maior, uma empresa com mais de 30 anos de experiência e que nos permite garantir a execução dos empreendimentos com qualidade e prazo propostos. O volume de projectos que temos em curso é resultado de uma estratégia que foi traçada nos últimos anos, com a compra de terrenos e com a realização de parcerias estratégicas com outras empresas de promoção imobiliária. A CVM acredita que a união faz a força e as parcerias que fizemos são prova disso mesmo.

Não teme um abrandamento da procura no mercado da construção nova no Grande Porto?
O objectivo do grupo ao avançar com todos estes projectos é, na verdade, antecipar as mudanças de fundo que surgirão a cinco anos no mercado em Portugal. Desta forma, estamos a reposicionar-nos fortemente para combater as actuais dificuldades que o sector enfrenta com os preços das matérias-primas e com a escassez de mão de obra qualificada.

A curto prazo construir será ainda mais difícil, devido à falta de mão de obra qualificada, e mais caro, resultado do crescimento de preços que se verifica não só nos materiais, mas também nos terrenos. Verificamos que os terrenos bem localizados são cada vez mais escassos.
Acreditamos que este é o momento de crescer e aproveitar desta forma a nossa capacidade construtiva que será certamente uma vantagem para a colocação do nosso produto no mercado.

Construir para a classe média é um desafio? De que forma os altos preços das matérias-primas condicionam (ou não) a vossa actividade?
Estamos certos de que o aumento de preços vai continuar a sentir-se e terá de se reflectir no preço final da habitação. Trabalhamos de forma a optimizar soluções para que o preço final se enquadre no nosso mercado.

O nosso modelo de negócio traz muitas vantagens para que o produto seja competitivo, uma vez que participamos activamente em todas as fases do desenvolvimento dos projectos. Os projectos são pensados e desenvolvidos do zero o que nos permite colocar todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, as soluções arquitectónicas e construtivas são estudadas de forma que o produto final seja o pretendido pelo cliente.

O grupo CVM trabalha muito para investidores estrangeiros, mas o nosso mercado principal é o mercado nacional. A nossa preocupação é sempre o custo final das habitações, obviamente que não podemos desligar-nos dessa preocupação quando desenvolvemos um projecto.

Os investimentos que realizaram e que pretendem realizar obrigaram ao reforço da estrutura? Em que sentido?
Para podermos realizar os projectos em curso a empresa teve a necessidade de crescer nos últimos anos quer ao nível de mão de obra qualificada e quadros técnicos como no investimento de equipamentos e novas instalações.

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Mota-Engil vai construir mais três linhas de metro no México

Em consórcio com a China Railway Rolling Stock Corporation, CRRC, a Mota-Engil México assinou um contrato para a realização de um projecto ferroviário avaliado em 1,3 mil milhões de euros

A Mota-Engil informa que a sua participada Mota-Engil México, em consórcio com a CRRC, assinou um contrato para a realização de um projecto ferroviário no montante de 1,3 mil milhões de euros.

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercados de Valores de Capital, o projecto “consiste na construção das linhas 4, 5 e 6 do Metro de Monterrey, com uma extensão de 36 km, apresenta uma duração prevista de 5 anos e irá contribuir para melhorar as soluções de mobilidade na cidade de Monterrey”, refere o grupo.

Com a adjudicação deste projecto, “a Mota-Engil consolida a sua posição no México como um dos maiores players no segmento ferroviário”, afirma nota do grupo

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Mafra lança concurso de 5,1M€ para instalação do Museu Nacional de Música

A autarquia aprovou a abertura de procedimento, por concurso público, para a empreitada referente à instalação do Museu Nacional da Música no Palácio Nacional de Mafra , com um preço preço-base de cerca de 5,1 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor

Para a execução desta intervenção, foi celebrado um contrato interadministrativo que estabelece as condições de cooperação entre a Direcção-Geral do Património Cultural e o Município de Mafra, estando o apoio financeiro para a realização do investimento previsto no contrato de financiamento celebrado entre o Município de Mafra e o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.

Esta empreitada visa a implementação do projecto vencedor do concurso público de concepção para a elaboração do projecto de instalação do Museu Nacional da Música no Palácio Nacional de Mafra. O referido projecto visa potenciar a colecção existente no Museu com a sua ligação à condição de Mafra como edifício-instrumento. Como a intervenção tem a particularidade de ser um museu dentro de um palácio, pretende-se que o espaço de exposição, proporcionando experiências e actividades pedagógicas, possa permitir a descoberta dos conteúdos musicais, mas também a contemplação do magnífico edifício que é Património Mundial da UNESCO.

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NURON – A NOVA PLATAFORMA HILTI SEM FIOS QUE VAI REVOLUCIONAR O MERCADO DA CONSTRUÇÃO

A Hilti lançou uma nova plataforma sem fios, a Nuron, que simplifica radicalmente o trabalho em obra, melhora a gestão do parque de ferramentas, impulsiona o desempenho para níveis muito superiores e melhora a proteção da saúde do operador. A Nuron é baseada num único sistema de bateria que abrange todas as aplicações relevantes desde as mais ligeiras às mais intensivas.

Nos estaleiros, os clientes muitas vezes deparam-se com o problema da necessidade de diferentes fontes de energia para as suas ferramentas. Existem plataformas sem fios com diferentes tensões para várias aplicações, ferramentas com fio e ferramentas alimentadas a gasolina. Isso leva à procura das ferramentas e baterias certas, implicando múltiplos carregadores, passar cabos e combustível de mistura. Com a Nuron, a Hilti propõe acabar com estes e outros problemas em obra.

Uma só plataforma com um desempenho inigualável

Todas as baterias e carregadores podem ser usadas em todas as ferramentas Nuron, o que é fundamental para otimizar os parques de ferramentas e reduzir os custos das empresas. A plataforma sem fios de 22 volts oferece um desempenho sem precedentes, o que também permite aplicações intensivas que antes se restringiam a sistemas com fio, alimentados a gasolina ou com baterias de alta tensão. A base para isto é a interface da bateria completamente inovadora, exclusiva e patenteada que assegura uma transferência de potência superior à da rede elétrica com fio e, assim, maior desempenho.

As baterias Nuron são mais duradouras e incluem um compartimento novo e robusto, reforçado com fibra de vidro e amortecedores de choque externos o que oferece proteção extra mesmo nas condições mais difíceis. A eletrónica está completamente selada para proteção contra a humidade, poeira e outros contaminantes do local de trabalho.

Ligação à nuvem para aumentar a produtividade

Além disso, a Nuron traz a inteligência para o centro da plataforma – todas as ferramentas geram dados que são armazenados nas baterias e enviados de forma segura para a nuvem em cada carregamento sem interação do operador. Os dados recolhidos incluem informação sobre a utilização da ferramenta, local de carregamento e estado de saúde da bateria, assegurando que os operadores trabalham com baterias em condições ideais. Esta informação pode ser usada para alertar de imediato as pessoas, se for necessária qualquer ação ou pode ser acedida a pedido conforme necessário e ser disponibilizada nas plataformas móvel e de computador através do software de gestão de ativos ON!Track. Juntamente com alguns serviços Hilti, como a Gestão de Frota, os dados da ferramenta podem ser usados para reduzir os períodos de inatividade e otimizar a utilização das ferramentas, aumentando a produtividade do cliente.

Novas funcionalidades para aumentar a saúde e segurança no local de trabalho

O Sistema de Remoção de Pó (DRS) e o Controlo Ativo de Binário (ATC) da Hilti estão agora disponíveis com todas as ferramentas relevantes. A Redução Ativa da Vibração (AVR), outra funcionalidade-chave para o conforto e proteção da saúde, foi expandida para muitas mais ferramentas da plataforma Nuron. Além disso, a conceção de todas as 70 ferramentas que estarão disponíveis no lançamento, a ergonomia, peso e robustez foram otimizados e compatibilizados com as correias de segurança para evitar que as ferramentas caiam ao trabalhar em altura.

As parcerias da Hilti com os profissionais da construção, permitiram desenvolver duas novas tecnologias para segurança acrescida com rebarbadoras ou ferramentas de corte/desbaste. O sistema “3D ATC” desliga a ferramenta e ativa o travão de disco quando existe um movimento súbito, descontrolado em qualquer direção. A mesma função de redução de risco é incluída com o novo sistema “SensTech”, que deteta quando a mão do operador é removida, p. ex., quando a ferramenta cai acidentalmente.

Os produtos da Nuron já estão à venda em Portugal e podem ser encontrados numa loja física ou online, em www.hilti.pt.

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Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis reforçado em 39M€

O Governo aumentou em 39 milhões de euros a dotação orçamental da 2ª fase do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, que passa agora a ter uma dotação global de 135 milhões de euros

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Este aumento, o quinto desde que foi lançada a 2ª fase do programa de incentivos destinados a financiar medidas que promovam “a reabilitação, a descarbonização, a eficiência energética, a eficiência hídrica e a economia circular”, visa dar resposta à elevada adesão ao programa e “assegurar o financiamento das candidaturas elegíveis”, refere-se no Despacho n.º 11510/2022, de 28 de Setembro.

Segundo dados disponibilizados pelo Fundo Ambiental, a 2ª fase do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis recebeu 106.133 candidaturas, das quais já foram pagas mais de 56 mil.

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Mafra lança concurso para construção de habitação municipal

A construção de 17 fogos, enquadra-se no âmbito da Estratégia Local de Habitação. O preço base do concurso é de 2,5 milhões de euros, acrescido de IVA

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A Câmara Municipal de Mafra vai lançar um concurso público, destinado à construção de 17 fogos de habitação municipal, no âmbito da Estratégia Local de Habitação, projecto este inserido em candidatura do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Para este procedimento, considera-se um preço-base de cerca de 2,5 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

Com a construção destes fogos, a autarquia pretende apoiar agregados familiares do Concelho de Mafra em situação de carência habitacional, assim contribuindo para a promoção do desenvolvimento social coeso e inclusivo.

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Comissão Técnica vai estudar cinco opções para o novo Aeroporto de Lisboa

Esta comissão independente deverá, até ao final de 2023, apresentar a sua avaliação ambiental estratégica e “os seus trabalhos serão acompanhados por uma comissão de acompanhamento que será presidida pelo Conselho Superior de Obras Públicas”

Ricardo Batista

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, um conjunto de diplomas, nomeadamente a criação de uma comissão técnica independente para proceder à avaliação ambiental estratégica do futuro aeroporto de Lisboa. Montijo, Alcochete e Santarém serão as localizações consideradas, podendo ou não ser complementadas com o actual Aeroporto Humberto Delgado.

Solução dual em que o Humberto Delgado será o aeroporto principal e o do Montijo complementar; Solução dual em que Montijo adquire progressivamente estatuto de aeroporto principal e o Humberto Delgado o de complementar; Aeroporto no campo de tiro de Alcochete e que substituiria de forma integral o aeroporto Humberto Delgado; Humberto Delgado com estatuto de principal e Santarém o de complementar; Novo aeroporto internacional em Santarém e que substitua de forma integral o Humberto Delgado. Estas são as opções a ser analisadas pela comissão técnica independente que, segundo o comunicado, “terá um coordenador geral que será designado pelo Primeiro-Ministro sobre proposta do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e do presidente dos Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Esta comissão independente deverá, até ao final de 2023, apresentar a sua avaliação ambiental estratégica e “os seus trabalhos serão acompanhados por uma comissão de acompanhamento que será presidida pelo Conselho Superior de Obras Públicas”, integrando ainda os presidentes das camaras municipais “de Alcochete, Benavente, Lisboa, Loures, Montijo e Santarém e outras que “entender acrescentar”.

Quanto às obras na Portela, o ministro salienta que “o novo aeroporto vai demorar, e nós temos urgência já hoje”. Assim, “as obras na Portela, não permitindo aumentar a capacidade, vão permitir aumentar a fluidez da operação e vai dar ganhos do ponto de vista dos atrasos“, por exemplo, sublinhou. Será preciso fazer a negociação com a ANA para as intervenções que são necessárias.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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Sintra investe 1,5 M€ na melhoria das infraestruturas

O município Sintra aprovou, em reunião de executivo, a abertura de concursos e adjudicação de empreitadas a realizar em vários pontos do concelho que representam um investimento de 1,5 milhões de euros

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Com intervenções previstas por todo o concelho, as empreitadas são referentes à modernização e requalificação de infraestruturas, acessos e sinalização do concelho, num esforço conjunto em prol do bom funcionamento e organização do tráfego, dando prioridade à segurança.

“As intervenções em causa assumem-se como medidas de prevenção e segurança”, sublinha Basílio Horta, presidente da autarquia, acrescentando que “este é o caminho para mantermos as melhores condições para os munícipes e para quem nos visita em matéria de segurança rodoviária”.

Na reunião do executivo, foi adjudicada a Empreitada de Fornecimento e Colocação de Sinalização Vertical e Horizontal e Guardas Metálicas de Segurança, que tem o valor de 452 mil e 500 euros e está dividida em 3 lotes que se definem nas áreas de Intervenção Ocidental, Oriental e da totalidade do Município de Sintra.
Deu-se início ao desenvolvimento de processo para adjudicação da Empreitada de Execução de Lombas Redutoras de Velocidade, com o valor total de 200 mil euros. Esta intervenção irá decorrer em 2 lotes numa área que abrange todas as freguesias do concelho.

A Empreitada de Melhoria e Reconversão de Espaço Público, outro procedimento para adjudicação que terá início, é um investimento de cerca de 850 mil euros, com intervenções divididas em 11 lotes, cada um referente a uma freguesia do concelho.

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Alta-velocidade: Lisboa e Porto ficarão a 1h15 de distância

A construção está dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028.

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A nova linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que pretende ligar as duas principais cidades do país em apenas uma hora e 15 minutos no serviço direto, não terá paragens e será construída em três fases.

“Esta linha estará totalmente integrada com o resto da rede ferroviária nacional. As cidades [do Porto e de Lisboa] serão servidas nas estações centrais”, disse Carlos Fernandes, do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal (IP).

Numa apresentação do projecto que decorreu esta quarta-feira em Campanhã, no Porto, Carlos Fernandes avançou que a nova linha de alta velocidade terá via dupla e ligará o Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos.

A construção está dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028.

Neste que é, disse o responsável, o “troço mais congestionado da Linha do Norte”, o tempo de percurso estimado será de uma hora e 59 minutos.

O segundo troço, entre Soure e Carregado, que deve estar concluído até 2030, e deverá diminuir o tempo de percurso para uma hora e 19 minutos.

A terceira fase, entre Carregado e Lisboa, “será construída mais tarde”, disse Carlos Fernandes, e permitirá atingir a duração final de uma hora e 15 minutos de toda a ligação.

Carlos Fernandes garantiu, ainda, que estão previstas “múltiplas ligações” entre a linha de alta velocidade e o resto da rede ferroviária.

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Castro Marim vai alocar 4,6M€ à Estratégia Local de Habitação

A ELH de Castro Marim articula diferentes esforços para o objetivo comum de promover habitações condignas para 109 famílias, um universo de 282 pessoas

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O município de Castro Marim, no Algarve, estabeleceu um acordo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) com vai permitir o acesso ao financiamento do programa “1º Direito”., mais concretamente 4,6 milhões de euros dedicados à Estratégia Local de Habitação (ELH).

Com este financiamento, o município algarvio vai promover habitações condignas para 109 famílias, um universo de 282 pessoas, ao abrigo do Programa 1.º Direito, no período de 2022-2025.

Por forma a abranger os agregados familiares sinalizados em situação de vulnerabilidade, a Câmara Municipal de Castro Marim vai investir 4,6 milhões de euros até ao final de 2025, repartidos entre a reabilitação e a construção de novas habitações. Paralelamente, sublinhou a vice-presidente da autarquia Filomena Sintra, o Município procura encontrar soluções para as famílias que, embora não fragilizadas, também não conseguem aceder à habitação, mediante a situação imobiliária que o país atravessa. Assim, a política de habitação de Castro Marim privilegia também um novo regulamento de benefícios fiscais municipais, a construção de habitação para a venda a custos controlados, o Programa Arrendamento Acessível e a venda de lotes para construção de habitação a custos controlados.

O presidente da autarquia, Francisco Amaral, destacou a importância da criação de instrumentos de apoio à criação ou reabilitação de habitações num município que é dos que “mais segundas residências tem no país”, com cerca de “65% do parque habitacional”, e onde os preços das casas “quase duplicam” os de outras regiões do país, à exceção de Lisboa.

“Castro Marim não é exceção à região do Algarve, que é a segunda do país onde é mais caro comprar ou arrendar cassa, só Lisboa nos supera, nas restantes regiões do país, à exceção de Lisboa e Madeira, os valores de compra ou arrendamento são, em média, menos de metade. Esta realidade cria grandes assimetrias territoriais e constrangimentos”, afirmou o autarca.

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