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Pedro Nuno Santos demite-se: a queda do ‘super ministro’ com a pasta da ferrovia e habitação

Pedro Nuno Santos era, até agora, considerado um dos homens fortes do executivo de António Costa, confiança atestada pelos sete anos que leva de Governo (em várias funções) mas também por representar o braço político de ligação do Governo à ala mais à esquerda do PS

Ricardo Batista
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Pedro Nuno Santos era, até agora, considerado um dos homens fortes do executivo de António Costa, confiança atestada pelos sete anos que leva de Governo (em várias funções) mas também por representar o braço político de ligação do Governo à ala mais à esquerda do PS

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Resistiu à revogação, decidida pelo primeiro-ministro, do diploma em torno da localização do novo Aeroporto de Lisboa, apenas um dia depois de ter sido publicado em Diário da República. Resistiu à investigação em torno da empresa do pai e dos negócios feitos com o Estado ou mesmo a nomeação da sua mulher para o cargo de chefe de gabinete do secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Não resistiu ao caso da polémica indemnização paga pela TAP a Alexandra Reis, poucas semanas antes de a antiga vogal do Conselho de Administração da transportadora aérea assumir a presidência da NAV, empresa pública responsável pela navegação aérea.

Pedro Nuno Santos era, até agora, considerado um dos homens fortes do executivo de António Costa, confiança atestada pelos sete anos que leva de Governo (em várias funções) mas também por representar o braço político de ligação do Governo à ala mais à esquerda do PS. Tão criticado quanto elogiado pela sua “frontalidade” e “coragem” política, o agora ex-ministro das Infra-estruturas e da Habitação demite-se do Governo e protagoniza a primeira saída de um ministro com inequívoco peso político neste executivo. Pedro Nuno Santos não sai sem deixar para trás algumas polémicas acumuladas, mas nem por isso deixará de ter o apoio das bases do partido.

Na memória estão ainda dois quentes dias de Junho quando o Ministério das Infraestruturas anunciou uma nova solução para o reforço da capacidade aeroportuária na região de Lisboa, prevendo a construção de um aeroporto na atual Base Áerea n.º 6 do Montijo até 2026 e outro no Campo de Tiro de Alcochete, para entrar em funcionamento em 2035, que substituiria o Humberto Delgado. Foi mesmo publicado um diploma em Diário da República. Menos de 24 horas depois, António Costa acabou por revogar esse diploma. “O primeiro-ministro reafirma que a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República”, lê-se no comunicado enviado pelo Gabinete do primeiro-ministro. O ministro assumiu “a inteira responsabilidade” pelos “erros de articulação e comunicação” no processo com o Governo, pedindo desculpa, mas afirmando que esta “falha” não “manchava” a sua relação com António Costa.

Saída ‘inevitável’

A notícia foi conhecida ao início da madrugada desta quinta-feira, através de um comunicado do Ministério dos Transportes enviado às redações. A nota oficial revela que o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, também pediu para deixar o Governo. O até agora ministro Pedro Nuno Santos diz que apresenta a demissão ao primeiro-ministro devido às onda de choque do caso da indemnização paga pela TAP à ex-secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis. “Face à percepção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno deste caso, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, entende, neste contexto, assumir a responsabilidade política e apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro”, refere o comunicado.

O Correio da Manhã noticiou que Alexandra Reis recebera uma indemnização de 500 mil euros por sair antecipadamente do cargo de administradora executiva da TAP. Ao cabo de meses, seria nomeada pelo Executivo para a presidência da NAV – Navegação Aérea de Portugal.

No início desta semana, os ministros das Finanças, Fernando Medina, e o demissionário Pedro Nuno Santos, solicitaram à administração da companhia aérea de bandeira “informações sobre o enquadramento jurídico do acordo” firmado com Alexandra Reis.

O teor dos esclarecimentos da TAP foi conhecido ao início da noite de terça-feira: segundo a transportadora, Alexandra Reis começou por pedir 1,4 milhões de euros de indemnização para cessar funções, tendo acabado por receber 500 mil euros.

“Como contrapartida pela cessação de todas as referidas funções contratuais, e não obstante a pretensão inicial de AR [Alexandra Reis] se cifrar em 1.479.250 euros, foi possível reduzir e acordar um valor global agregado ilíquido de 500 mil euros a pagar”, indica o documento da TAP. O Governo enviou o esclarecimento da TAP para a Inspeção-Geral de Finanças (IGF).

No comunicado enviado esta madrugada às redações, o Ministério das Infraestruturas adianta que autorizou um pedido da administração da TAP para avançar com a rescisão de contrato com a administradora Alexandra Reis. A gestora deixou a companhia aérea em fevereiro deste ano, depois foi trabalhar para a NAV e mais tarde para o Governo.

“No seguimento da alteração acionista da TAP S.A. e da TAP SGPS que resultou na saída do acionista privado Humberto Pedrosa, a CEO da TAP solicitou a autorização do Ministério das Infraestruturas e da Habitação para proceder à substituição da administradora indicada pelo acionista privado por manifesta incompatibilização, irreconciliável, entre a CEO e a vogal do Conselho de Administração”, começa por explicar a nota oficial.
“Para preservar o bom funcionamento da Comissão Executiva e, portanto, o sucesso da implementação do Plano de Reestruturação, foi dada autorização para se proceder à rescisão contratual com a Engª Alexandra Reis”, adianta o Ministério até agora liderado por Pedro Nuno Santos.

A TAP iniciou, em janeiro de 2022, um processo de rescisão contratual com Alexandra Reis.

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Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou

A comemoração dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa foi pano de fundo para o lançamento do concurso público de concepção-construção da expansão da Linha Vermelha do Metro até Alcântara. A empreitada terá um custo de 405M€, com financiamento via PRR

O Metropolitano de Lisboa lançou hoje, 27 de Janeiro, o Procedimento de Contratação Pública com Publicidade Internacional de Empreitada de Concepção e Construção da Extensão da linha Vermelha a Alcântara.

Este é um novo passo rumo à concretização deste projecto inserido no Plano de Expansão e Modernização, depois do projecto ter recebido a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Com uma extensão total de cerca de quatro quilómetros, o prolongamento da Linha Vermelha São Sebastião/Alcântara iniciar-se-á a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça. Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas – Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique e Infante Santo – e uma estação à superfície – Alcântara.

A conclusão deste prolongamento está prevista para o ano 2026, estando enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026, com um financiamento no montante de cerca de 405 milhões de euros.

“Enquanto projecto estruturante para a Área Metropolitana de Lisboa, o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objectivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, justifica a empresa pública.

O lançamento do concurso da empreitada teve como “palco” a sessão comemorativa dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa, no Terreiro do Paço, que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do presidente da Câmara, Carlos Moedas, e do ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro.

António Costa alertou para a necessidade de se cumprir o calendário do Plano de Recuperação e Resiliência. “No âmbito e no calendário do PRR, esta obra ou está concluída até às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2026, ou então teremos um sério problema para pagar esta obra. Como não queremos problemas, só temos uma coisa a fazer: Cumprir este calendário”, reforçou.

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82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela

Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis

A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) vai reabilitar 700 imóveis, distribuídos pelos seus 15 municípios, num investimento superior a 82 milhões de euros. Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis.

A reabilitação dos imóveis destina-se ao Arrendamento Acessível e surge no âmbito de um protocolo de cooperação com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, o parque habitacional é um dos grandes problemas da Comunidade Intermunicipal. “Infelizmente, temos nas nossas cidades e vilas cada vez mais imóveis abandonados, outros em estado avançado de degradação e alguns em ruína. Ao mesmo tempo, falta-nos mercado de arrendamento, ou é muito diminuto nos nossos territórios”, refere. O responsável da CIMBSE sublinha que “muitos jovens são obrigados a deixar a região e quem pretende fixar-se por cá enfrenta muitas dificuldades para arranjar casa”.

Os municípios que integram a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) entendem ser fundamental a disponibilização de habitações com rendas acessíveis, como forma de combater a dificuldade de acesso à habitação e o consequente despovoamento nestes territórios.

Na assinatura do protocolo, o Primeiro-Ministro António Costa defendeu que a habitação tem “um papel fundamental na atracção e fixação de jovens” em territórios de baixa densidade, realçando a importância de as políticas de habitação chegarem ao interior, nomeadamente à CIMBSE. O protocolo de cooperação foi assinado no Fundão, entre Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, e Isabel Dias, Presidente do IHRU, e na presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e da Ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

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BAU regressa ao centro de exposições de Munique

Com data marcada de 17 a 22 de Abril, Portugal aumenta o número de participações, o que “reflecte o forte interesse da indústria portuguesa dos materiais de construção em participar na feira mundial e chegar a novos mercados”

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Depois de uma pausa forçada de mais de quatro anos, devido ao contexto de pandemia, a feira internacional de arquitectura, materiais e sistemas de construção, BAU, regressa ao centro de exposições de Munique de 17 a 22 de Abril este ano.

“As novas datas da BAU foram muito bem aceites pelas empresas expositoras, que corresponderam e vão ocupar uma área total de 200 mil metros quadrados e irão compor a oferta que se estende por 19 pavilhões de exposição”, indica Tânia Mutert Barros, representante da BAU em Portugal.

A edição de Abril irá contar com mais de dois mil expositores, vindos de 45 países, que esperam visitantes profissionais de todo o mundo, grande parte proveniente de gabinetes de arquitectura e de engenharia.

Portugal aumentou o número de empresas presentes. São 18 as empresas portuguesas, comparativamente às 15 que marcaram presença em 2019, que irão ocupar mais de mil metros quadrados na BAU 2023, com propostas que vão desde as áreas de revestimentos, pavimentos e ferragens até às madeiras, alumínio, vidro, janelas e portões.

Segundo Tânia Mutert Barros, “este aumento reflecte o forte interesse da indústria portuguesa dos materiais de construção em participar na feira mundial e chegar a novos mercados”.

As empresas Alualpha, EM Living, Flexidoor, Flexpur, Gardengate, Gres Panaria Portugal, JNF J. Neves & Filhos, Otiima, Panoramah, Polo JCP, Sosoares e Viroc confirmaram a sua participação na BAU 2023, bem como as associações ABIMOTA (Portugal Building Hardware) e APICER (Portugal Ceramics) que se estreiam em Munique.

Também as quatro empresas da A Cimenteira do Louro, EPW, Fátima Stones e S-Vitech participarão igualmente com stands individuais e contam com o apoio da Associação AEP, no âmbito do programa PORTUGAL2020 e Compete2020. Outras empresas de Portugal aguardam ainda por vagas para se estrearem na feira.

Estratégias e tecnologias para correspondermos a conceitos de vida modernos e acessíveis, serão abordadas na BAU 2023, com “o claro propósito de fazer frente à escassez e subida dos preços da habitação, dos materiais e da energia”.

Sobre esta temática serão levados à discussão temas como “O Desafio das Alterações Climáticas”, “A Transformação Digital” e “O Futuro da Habitação”, assim como o tema da “Construção Modular”, que serão apresentados e debatidos no Centro Internacional de Congressos (ICM) e no Hall B0 com o espaço Innovation Hub.

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Governo prepara nova legislação sobre Habitação

O anúncio foi feito esta semana pelo Primeiro-Ministro, António Costa. A nova legislação versará sobre a necessidade de existirem “mais solos urbanos para que possa haver mais construção”, de “recolocar no mercado da habitação fogos que estão retirados do mercado” e de promover o arrendamento

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A actividade do Plano de Recuperação e Resiliência na construção de habitação tem de ser complementada “com outras medidas de política”, avançou o Primeiro-Ministro. “Tenho estado a trabalhar com Ministra da Habitação para brevemente apresentarmos uma lei que responda a várias necessidades”, sublinhou António Costa.

Em cima da mesa de trabalho do Primeiro-Ministro está a nova legislação que versará sobre a necessidade de existirem “mais solos urbanos para que possa haver mais construção”, de “recolocar no mercado da habitação fogos que estão retirados do mercado” e de adoptar “um conjunto de medidas fiscais que dêem os incentivos adequados para que os proprietários, com segurança, coloquem mais casas no arrendamento”, precisou António Costa.

O Governo “está a executar a todo o vapor o Plano de Recuperação e Resiliência”, sublinhou o Primeiro-Ministro, reafirmando as metas de construir “26 mil novos fogos para 26 mil famílias que vivem em situação carenciada e que não têm acesso a habitação condigna» e de reforçar a habitação acessível para jovens e famílias da classe média”.
António Costa falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo empreendimento de habitação do Alto da Montanha, em Carnaxide, Oeiras, que decorreu esta semana, marcando o arranque oficial dos Novos Programas de Habitação no âmbito do PRR. O edifício do Alto da Montanha prevê a construção de 64 casas e implica um investimento de 12,8 milhões de euros.

Presente na cerimónia, a Ministra da Habitação, Marina Gonçalves, referiu “a oportunidade que o PRR representa para o sector da habitação”, sublinhando a importância da sua aplicação em todo o território e em articulação com o poder local.

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O Palco-Altar e os outros custos da JMJ

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa justificou os investimentos a realizar no Parque Urbano Tejo-Trancão, principal palco das Jornadas Mundiais da Juventude, os quais terão um custo global de 21,5 M€ e onde se inclui o Altar-Palco

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O projecto foi apresentado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, que afirmou que esta é uma estrutura que “não tem nada a ver com outro palco feito em Portugal”, preparada para receber 2 000 pessoas, equipada com dois elevadores, uma escadaria central, numa área de 5.000 metros quadrados.

A empreitada terá um custo de 4,24 milhões de euros, atribuída por ajuste directo à Mota-Engil, em face da “excecionalidade do evento”, assegurando a “preocupação” por parte da autarquia no sentido de que o processo decorra de forma “mais transparente”.

“Foram feitas três consultas de mercado”, adiantou aos jornalistas Filipe Anacoreta Correia, “a primeira delas a sete empresas, com valores de propostas entre 4,4 milhões e 8,4 milhões de euros”, referiu o responsável.

Após o evento, que vai decorrer de 1 a 6 de Agosto, o palco poderá ser “utilizado para futuros eventos” musicais e culturais. “A grande parcela de todo o investimento que é feito não se esgota, vai além do evento e fica no futuro da cidade”, justificou o autarca.

Ao todo, e de acordo com as contas apresentadas pela Autarquia o Parque Urbano Tejo-Trancão terá um custo total de 21,5 milhões de euros, dos quais: 1,6 M€ em estudos, projectos e fiscalização; as obras de reabilitação do aterro sanitário de Beirolas, a cardo da Oliveiras, têm um custo de 7,1M€; ensaios e fundações custarão 1,6 M€; as infraestrururas e equipamentos (incluindo saneamento, abastecimento de água e electricidade) estão avaliadas em 3,3M€. Acresce à lista de investimentos a construção da Ponte Pedonal sobre o Rio Trancão avaliada em 4,2 M€.

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CPCI vê com “bastante preocupação” a actual execução dos projectos do PRR

Questionado pelos deputados sobre eventuais atrasos nos licenciamentos ou outros procedimentos necessários à execução dos projectos financiados pelo PRR, como estudos de impacte ambiental, o responsável da CPCI confirmou que a confederação “receia” atrasos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), lembrando que, nomeadamente, “nos projectos de natureza hídrica” tal atraso pode comprometer os projectos

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A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) alertou esta terça-feira para a execução “bastante baixa” dos projectos mais relevantes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com impacto na construção, demonstrando aos deputados “bastante preocupação” com o estado actual de concretização do PRR.

Ouvido sobre o ponto de situação do PRR, pela subcomissão para o acompanhamento dos fundos europeus e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o vice-presidente da CPCI, Ricardo Gomes, começou por ressalvar que a confederação “não consegue” escrutinar todos os projectos financiados pelo PRR, por falta de informação, assegurando que o ponto da situação dos projectos conhecidos, até quinta-feira, é motivo de “bastante” preocupação. Mostrando aos deputados dados sobre a execução do PRR, até 19 de Janeiro, Ricardo Gomes afirmou: “A situação geral, em termos de montantes, é aquela que ali está (…) com uma execução que, atendendo ao espaço temporal de execução do PRR, que todos conhecemos, nos preocupa bastante”.

Entre as razões do que está “a enfermar” a execução de projectos financiados pelo PRR, segundo Ricardo Gomes, estão o custo desadequado de candidaturas, não actualizados face à subida de preços, e que acabam por gerar “concursos desertos”, e outra razão é a de “pensar-se tarde sobre as coisas”, que demoram tempo a concretizar-se. A CPCI defendeu ainda, na audição, que o planeamento atempado pelas empresas “é relevantíssimo” e salientou que “há uma questão de planeamento que tem de ser integrada” pelas empresas, nomeadamente as candidatas a apoios do PRR.
“A mensagem geral é que, de facto, em tudo o que tem a ver com os projectos mais relevantes do PRR com impacto na construção, estamos de facto num ponto bastante baixo de execução”, concluiu o vice-presidente da CPCI, na intervenção no parlamento.

Questionado pelos deputados sobre eventuais atrasos nos licenciamentos ou outros procedimentos necessários à execução dos projectos financiados pelo PRR, como estudos de impacte ambiental, o responsável da CPCI confirmou que a confederação “receia” atrasos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), lembrando que, nomeadamente, “nos projectos de natureza hídrica” tal atraso pode comprometer os projectos. Gerido pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal, com um período de execução até 2026, o PRR tem fundos repartidos por três dimensões: resiliência (11.125 milhões de euros), transição climática (3.059 milhões de euros) e transição digital (2.460 milhões de euros).

De acordo com o último ponto de situação operacional do PRR, os beneficiários do PRR receberam, até 18 de Janeiro, 9% da dotação total, equivalente a 1.448 milhões de euros, destacando-se nos pagamentos as entidades públicas (469 milhões de euros), as empresas públicas (289 milhões de euros), as escolas (212 milhões de euros), as empresas (157 milhões de euros) e as famílias (129 milhões de euros), entre outras. As aprovações, nessa data, ascendiam a 11.564 milhões de euros (69%), sendo que 3.995 milhões de euros referentes a entidades públicas, 2.830 milhões de euros a empresas e 2.209 milhões de euros a empresas públicas. Até 18 de Janeiro, foram submetidas 147.032 candidaturas e aprovadas 93.320.

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Reabilitação: Carteira de Encomendas ‘cai’ 6,2% até Janeiro

O indicador que estima a produção contratada em meses, ou seja, o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, diminuiu, fixando-se em 8,7 meses em Dezembro.

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No mês de Dezembro de 2022, tendo em consideração os dados obtidos no inquérito mensal à Reabilitação Urbana realizado pela AICCOPN aos empresários do setor que atuam
neste segmento de mercado, observa-se uma redução menos intensa, em termos homólogos, do índice que mede o nível de atividade, apurando-se uma variação de -3,4% (foi de -6% em
novembro e de -10,4% em outubro).

No que concerne ao índice Carteira de Encomendas, que mede a opinião dos empresários quanto ao nível das obras em carteira, verifica-se uma redução de 6,2% em dezembro, o que traduz uma melhoria face à variação de -6,7%, apurada no mês anterior.

O indicador que estima a produção contratada em meses, ou seja, o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, diminuiu, fixando-se em 8,7 meses em dezembro.

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IP e Câmara de Coimbra apresentam Plano de Pormenor da futura estação

A futura estação, que irá integrar a Nova Linha de Alta Velocidade Porto – Lisboa, “terá um carácter multimodal agregando várias valências, e constituir-se-á como o centro de um novo polo de actividade social e económica da cidade”

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No âmbito da Nova Linha de Alta Velocidade Porto – Lisboa, a Estação de Coimbra B será objecto de uma intervenção para integrar o novo serviço de alta velocidade e reforçar a sua centralidade, logo na Fase 1 – Porto – Soure da Linha de Alta Velocidade (LAV), cujo início de operação se encontra planeado para 2028.

Neste contexto, a futura estação “terá um carácter multimodal agregando várias valências, e constituir-se-á como o centro de um novo polo de actividade social e económica da cidade”, de acordo com o Plano de Pormenor (PP) da Estação de Coimbra B, apresentado esta semana no Salão Nobre do Município e onde assinado o protocolo entre a Câmara Municipal de Coimbra e a Infraestruturas de Portugal, para o desenvolvimento dos estudos necessários para a concretização deste projecto.

Os estudos urbanísticos do Plano de Pormenor, que abrange a área da estação e respectiva zona envolvente num total de 143 hectares, foram adjudicados ao gabinete do professor Joan Busquets, BLAU-B Landscape arquitectura y Urbanisme, urbanista catalão com experiência em planos de desenvolvimento urbano associados a grandes projectos de infraestruturas ferroviárias.

O âmbito dos estudos inclui igualmente o apoio à IP na definição do programa preliminar da estação que integrará o caderno de encargos do procedimento de concurso da Fase 1.

As reuniões de trabalho com o urbanista e Câmara Municipal de Coimbra permitiram já estabelecer linhas orientadoras no que diz respeito à rede viária, mobilidade suave, conceito geral da estação, áreas de expansão urbana e integração paisagista.

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Grupo Casais assina pacto para apostar no emprego jovem

A construtora assinou hoje o “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e tem como objectivo operar uma mudança real no actual contexto de vulnerabilidade associado ao emprego dos jovens

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A iniciativa decorre do “Livro Branco Mais e Melhores Empregos para os Jovens” e é promovida pela Fundação José Neves e pelo Governo, através da Secretaria de Estado do Trabalho. Com esta parceria, o Grupo Casais compromete-se, até 2026 e através de um conjunto de metas fixadas, a reforçar a aposta em diversos indicadores, nomeadamente a contratar e a reter jovens trabalhadores, a garantir emprego de qualidade para os jovens, a formar, desenvolver e a dar voz aos jovens.

“Esta é uma parceria que eleva a qualidade do nosso serviço. Contar com jovens na nossa equipa, é contar com a vanguarda das técnicas e do conhecimento aplicada ao nosso trabalho, conseguindo assim oferecer aos nossos clientes o melhor resultado final. É com muita honra que o Grupo Casais se associa a uma causa tão nobre quanto a valorização e emancipação jovem, acreditando que estamos a dar um contributo importante para a concretização deste projecto”, sublinha António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais

Em 2022, o Grupo Casais contratou, em Portugal, 125 jovens até aos 29 anos, empregos que continuam activos. O total de admissões em 2022, ainda activas, chegou às 552. Se recuarmos a 2016, o total de admissões ainda activas é de 1395.

Carlos Oliveira, Presidente Executivo da Fundação José Neves, realça que este “é um acordo muito importante para o país, que une as empresas e entidades públicas para responder a uma realidade com que o país se debate há demasiados anos: a vulnerabilidade do emprego dos jovens, mesmo dos mais qualificados, que tendem a estar mais expostos ao desemprego e a ter salários baixos. É preciso fazer algo para mudar o estado das coisas e o Pacto assinado vai permitir medir o impacto e os resultados do mesmo. Esperamos ainda que muitas mais empresas se juntem. Estamos a fazer acontecer e o papel das empresas é fundamental para uma alteração estrutural desta situação”, refere.

Para além do Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, da Fundação José Neves e da Secretaria de Estado do Trabalho, são ainda Entidades Associadas ao Pacto a Associação Business Roundtable Portugal, o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e o Observatório do Emprego Jovem, que é responsável pela monitorização do Pacto.

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“Domaine de Vilamoura” com investimento de 47M€

A Nexity Portugal e grupo AEGIDE lançam hoje a primeira pedra do “Domaine de Vilamoura”. O investimento de 47 M€, irá criar 159 apartamentos a pensar no turismo sénior

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A Nexity Portugal e o Grupo ÆGIDE conceberam este projecto, delegando depois a sua operação no Grupo Domitys. O projecto de apartamentos turísticos foi vendido ao grupo Perial Asset Management. O montante de investimento global é de 47M€ euros e deverá estar concluída dentro de dois anos.

“Este projecto representa bem um dos objectivos do desenvolvimento da Nexity em Portugal, procurando diversificar a oferta residencial e turística, aproveitando as excelentes condições do nosso país para atrair mais investimento e mais visitantes e residentes, procurando com isso desenvolver as economias locais”, afirma Fernando Vasco Costa, director-geral da NEXITY Portugal.

Localizado em Vilamoura, na região do Algarve, o “Domaine de Vilamoura” faz parte de um grande projecto de requalificação urbana de uso misto que incluirá edifícios residenciais, alojamento turístico, compras e lazer. Com uma área de cerca de 13.000 m², o edifício de apartamentos turísticos, com a certificação ambiental BREEAM Very Good, terá 159 apartamentos, desde estúdios a T3, que vão de 40m² a mais de 100 m².

Para Vilamoura, concelho de Loulé e para a economia local, esta representará uma dinâmica importante e gerará mais de cinquenta postos de trabalho directos.

Estes Apartamentos Turísticos destinam-se principalmente a estadias longas de seniores, que valorizam a natureza e o convívio, num alojamento equipado com modernidade e que oferece um ambiente seguro.

O “Domaine de Vilamoura” oferecerá serviços hoteleiros de alta qualidade, (serviços à medida, concierge, serviço de quarto, etc.), projectados para facilitar a vida diária, graças à experiência do Grupo AEGIDE neste segmento. O grupo é o criador da marca Domitys, que ficará com a responsabilidade da operação, quando a obra estiver concluída.

Os clientes também poderão desfrutar de muitas áreas de relaxamento, com acesso gratuito, mas também serviços, incluindo uma área de bem-estar com spa, duas piscinas (interior e exterior), um ginásio, dois bares, um dos quais no rooftop, e um restaurante.

“A nossa ambição na DOMITYS sempre foi pensar de forma diferente sobre a habitação, permitindo que os idosos vivessem em casa, em total liberdade. Para encorajá-los nesta direcção, o DOMITYS convida-os a viajar, a mudar de ar. É neste contexto que este projecto em Vilamoura parecia óbvio. A construção destes apartamentos turísticos resulta de uma parceria de alta qualidade com o Grupo Nexity e a Perial ASSET Management. Estamos muito orgulhosos com este projecto, que vai ao encontro das necessidades e expectativas do município e dos compromissos do grupo ÆGIDE-DOMITYS em prol da qualidade de vida dos nossos clientes,” diz Frédéric Walther, CEO associado do Grupo Domitys.

O lançamento da primeiro pedra reuniu Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, presidente da freguesia de Quarteira, José Miguel, presidente da Inframoura, Julien Claude, director de Desenvolvimento Imobiliário Internacional do grupo ÆGIDE, Eric Agnesa, director da Nexity International, Fernando Vasco Costa, director-geral da Nexity Portugal, e Yoann TURPIN, gestor de Investimentos da Perial Asset Management.

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