Edição digital
Assine já
Imobiliário

Domingos Névoa adquire Shopping Cidade do Porto por 28 M€

Este é o terceiro investimento do grupo empresarial bracarense no espaço de um ano, depois da compra do Braga Retail Center e do Mira Maia Shopping, no final de 2021. Nos “próximos meses” será apresentado o projecto de renovação do espaço

CONSTRUIR
Imobiliário

Domingos Névoa adquire Shopping Cidade do Porto por 28 M€

Este é o terceiro investimento do grupo empresarial bracarense no espaço de um ano, depois da compra do Braga Retail Center e do Mira Maia Shopping, no final de 2021. Nos “próximos meses” será apresentado o projecto de renovação do espaço

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade
Engenharia
UHU lança nova gama para profissionais
Empresas
Dupla Rafael Montes e Miguel Acosta assinam ‘novo’ Quarteirão da Oficina do Ferro
Arquitectura
Famalicão lança Oferta Pública de Aquisição de 79 imóveis
Imobiliário
Jungheinrich em processo de aquisição do grupo Storage Solutions
Empresas
Intervenções de conservação e restauro no Mosteiro da Batalha vão continuar agora via PRR
Construção
Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou
Construção
Proptech reforçam em 2023
Imobiliário
A estratégia da AFAVIAS, a nova vida de Coimbra B e o investimento do Grupo Ferreira Martins para os antigos estaleiros da SdC na edição 475 do CONSTRUIR
Edição Digital
82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela
Construção

O Shopping Cidade do Porto entrou em 2023 com um novo dono. Trata-se do Grupo Domingos Névoa, que adquiriu ao Grupo Teixeira Duarte 100% da empresa proprietária e gestora do centro comercial portuense, numa operação orçada em 28 milhões de euros.

É o terceiro investimento do género do grupo empresarial bracarense no espaço de um ano, depois da compra do Braga Retail Center e do Mira Maia Shopping, no final de 2021, onde foram aplicados mais de 20 milhões de euros. Juntam-se aos activos em carteira situados em Beja e Darque, no Viana do Castelo.

“No ano passado, sinalizámos a intenção em sermos protagonistas neste segmento de negócio. A aquisição do Shopping Cidade do Porto e do seu parque de estacionamento é uma etapa importante na estratégia traçada, não só pelo que representa empresarialmente como para a própria dinâmica socioeconómica da Invicta”, sublinhou Bruno Névoa, ceo e accionista do Grupo Domingos Névoa.

Empresa multissectorial de âmbito nacional, com base em Braga, o Grupo Domingos Névoa opera nas áreas da distribuição automóvel (concessionários da Mercedes-Benz, Smart, Jaguar, Land Rover e Ford), promoção imobiliária, construção civil, centros comerciais (gestora e proprietária), ambiente (águas e resíduos), parques de estacionamento e hotelaria.

Inaugurado em 1994, a poucos metros da rotunda da Boavista e da Casa da Música, o Shopping Cidade do Porto, está integrado num complexo imobiliário constituído por escritórios, hotel e parque de estacionamento coberto com 560 lugares e encontra-se próximo de importantes símbolos de referência cultural e turística, núcleos residenciais, universidades e de importantes eixos rodoviários.

O centro comercial tem cerca de 15 mil metros quadrados de área locável, distribuídos por quatro pisos, e integra um total de 90 lojas, entre as quais se encontram “âncoras” como a Zara, Supermercado Froiz, Decathlon, Fitness Hut, Livraria Bertrand, Cortefiel, McDonald’s e outras marcas de renome nacional e internacional.

O centro comercial recebeu em 2022 um global de 3,4 milhões de visitas, o que representa um acréscimo de 48,6% face ao ano pandémico de 2021.

Nos “próximos meses”, revela Sousa Ribeiro, director-geral do Grupo Domingos Névoa para esta área de negócio, “será trabalhada a renovada visão” para o centro comercial que será apresentada “oportunamente”, refere o mesmo responsável.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade
Engenharia
UHU lança nova gama para profissionais
Empresas
Dupla Rafael Montes e Miguel Acosta assinam ‘novo’ Quarteirão da Oficina do Ferro
Arquitectura
Famalicão lança Oferta Pública de Aquisição de 79 imóveis
Imobiliário
Jungheinrich em processo de aquisição do grupo Storage Solutions
Empresas
Intervenções de conservação e restauro no Mosteiro da Batalha vão continuar agora via PRR
Construção
Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou
Construção
Proptech reforçam em 2023
Imobiliário
A estratégia da AFAVIAS, a nova vida de Coimbra B e o investimento do Grupo Ferreira Martins para os antigos estaleiros da SdC na edição 475 do CONSTRUIR
Edição Digital
82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela
Construção
Engenharia

Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade

CONSTRUIR

A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Economistas assinaram, esta sexta-feira, uma posição pública sobre os investimentos previstos em Alta Velocidade, defendendo, desde logo, uma “aprofundada reflexão” sobre a ligação entre Lisboa e Madrid por alta velocidade, considerando que “não está garantido que o traçado atualmente pensado seja o que melhor serve os interesses do País”.

A iniciativa conjunta defende como “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa”, considera “fundamental, aproveitando o eixo central da Alta Velocidade Portuguesa, ligá-lo à Europa através de verdadeira(s) linha(s) de Alta Velocidade para escoamento internacional” e sustenta a necessidade de aprofundar estudos que sustentem as alterações necessárias para viabilizar o investimento.

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade. Até chegar a Évora, o comboio não irá superar os 220 km/h; entre Lisboa e o Pragal não poderá superar os 60 km/h por causa da travessia da ponte 25 de Abril.

Do lado espanhol, apenas está pronto um troço de 150 quilómetros entre Badajoz e Plasencia – embora sem eletrificação. Para que a ligação entre as duas capitais ibéricas demore menos tempo, será preciso construir a terceira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa e ainda que Espanha ponha em funcionamento os troços Madrid-Oropesa e Oropesa-Plasencia, que só devem ser totalmente postos ao serviço em 2030.

Para as entidades lideradas por Fernando de Almeida Santos e António Mendonça, “a rede ferroviária de Alta Velocidade deve assegurar prioritariamente as ligações de interesse nacional que concorram para uma maior coesão territorial, tornando-a competitiva quando comparada com outras formas de mobilidade, nomeadamente a rodoviária”, ao mesmo tempo que defendem que é “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa, o eixo das grandes cidades portuguesas de negócios, que serve cerca de 8 milhões de habitantes, o que permitirá impulsionar e dar escala à economia nacional, privilegiando o máximo de ligações diretas”.

No entender das Ordens dos Engenheiros e dos Economistas, “a ligação de Alta Velocidade Ferroviária prevista entre Porto – Braga – Vigo deve ter o mesmo tratamento de traçado exclusivo, cujos tempos médios não devam ser prejudicados face aos restantes traçados”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Dupla Rafael Montes e Miguel Acosta assinam ‘novo’ Quarteirão da Oficina do Ferro

A proposta vencedora para a revitalização do espaço, que inclui o antigo Palácio Ford, no Porto, destacou-se pela “criatividade e inovação”, assim como pela “sustentabilidade económica e ambiental”, segundo o júri

Cidália Lopes

Edifícios sustentáveis e novos arruamentos num processo de urbanização de todo o quarteirão, enquadrada num plano urbanístico e de desenvolvimento da cidade, foi a premissa para o concurso de ideias, lançado por ocasião do evento Archi Summit 2022 e que conta com a assessoria da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN).

Localizado na zona do Heroísmo, no Porto, o quarteirão Oficina do Ferro, ou como ainda hoje é conhecido, o Palácio Ford, tem um historial intimamente ligado ao sector industrial desde os anos 20 do século XX. Propriedade da promotora IME – Imóveis e Empreendimentos, a ideia passa por revitalizar o espaço devoluto das antigas instalações do Palácio Ford, como , também, dar uma nova vida ao espaço envolvente.

“Este será um marco na cidade do Porto, na medida em que esta área de mais de 50 mil metros quadrados em pleno coração da cidade esteve abandonado e sem qualquer utilidade. Prevê-se um processo de urbanização de todo o quarteirão, com novos arruamentos e organização daquele quarteirão”, refere a empresa.

Funcionalidade e sustentabilidade

Entre os critérios avaliados pelo júri, a proposta escolhida destacou-se pela sua “criatividade e inovação”, assim como pelos elementos de “sustentabilidade económica e ambiental” que integra.

Mas não só. A dupla Rafael Montes & Miguel Acosta apresentaram uma proposta com “uma forte concentração programática” na medida em que concentra um conjunto de soluções que procuram optimizar temas como “a funcionalidade e sustentabilidade, mas também do ponto de vista económico, especificamente na partilha de serviços entre usos e na racionalização de circulação e distribuição no interior do quarteirão”.

Em termos programáticos pretende-se a concepção de um hotel, de apartamentos turísticos e de habitação acessível, nos termos do estabelecido no Programa Preliminar do concurso. Atendendo à envolvente e aos seus condicionalismos, torna-se necessária, importante e relevante uma inserção e agregação urbana eficaz. Deseja-se, ainda, uma definição e distribuição funcional justa, associada à cidade, com um desenho urbano agregador e articulador com o existente, com a localização e caracterização de acessos, distribuições e circulações, disposição e proporção dos volumes dos diversos usos previstos, organigramas de distribuição e circulação comum para os diferentes usos e diferentes pisos que tomem em consideração a melhor gestão de domínios por diferentes entidades ou condomínios no futuro.

A área de intervenção agrega três parcelas. A maior pertence à IME, Imóveis e Empreendimentos Hoteleiros, com acesso pelo número 291 da Rua do Heroísmo. As restantes estão directamente relacionadas com a Rua do Barão de Nova Sintra e estão destinadas à abertura de uma via a implantar e viabilizar pelos concorrentes. Uma, igualmente pertencente à IME, integra a antiga fábrica Dunil e tem acesso pelo número 433. A outra, localizada entre os números 409 e 417, pertence à empresa municipal Águas e Energia do Porto.

A história do espaço

A área de intervenção integrou anteriormente a Quinta de Vilar dos Oliveiras, mais conhecida como Quinta dos Oliveiras. Em 1917, a Empreza Ferro Esmalte, decide edificar uma fábrica e todas as estruturas de apoio como, por exemplo, a chaminé, vocacionando a parcela para usos industriais, de armazenamento e fornecimento de matérias-primas. A Companhia Metalúrgica do Norte, procede em 1920 e 1922, respectivamente, a alterações da entrada pela Rua do Heroísmo e à demolição de paredes e construção de pilares. Mais tarde, em 1934, as instalações inicialmente criadas, agora ampliadas e actualizadas, são transformadas e adaptadas pela Manuel Alves de Freitas & Companhia, a Palácio Ford, com motores de automóveis, camiões e aviões, para além de tractores, com Super Serviço da Ford Motor Company em oficinas e outros serviços complementares. Das suas instalações saíram os três Ford V8 conduzidos por Manoel de Oliveira (Carro 1), o cineasta, Giles Holroyd (Carro 2) e Eduardo Ferreirinha (Carro 3). A CAMO, Carroçarias Modernas, realiza ampliações em 1965 e legalizações em 1966, localizadas a Poente da parcela.

Propostas passam ‘ao lado’ do desafio

Não obstante ter sido a solução escolhida, a OASRN destaca a “fragilidade” de todas as propostas apresentadas, as quais “revelam um fraco entendimento do lugar, não estabelecendo relações com o tecido urbano envolvente”.

Seja no campo disciplinar da arquitectura, pela oportunidade que representa para a cidade, seja pela transformação e evolução futura, na medida em que “o Quarteirão Oficina do Ferro apresenta motivações várias capazes de potenciar conceitos e ideias com elevada qualidade”, as propostas apresentadas, de uma forma geral, “não correspondem ao desafio lançado”, indica o júri.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Construção

Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou

A comemoração dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa foi pano de fundo para o lançamento do concurso público de concepção-construção da expansão da Linha Vermelha do Metro até Alcântara. A empreitada terá um custo de 405M€, com financiamento via PRR

CONSTRUIR

O Governo lançou hoje, 27 de Janeiro, o Procedimento de Contratação Pública com Publicidade Internacional de Empreitada de Concepção e Construção da Extensão da linha Vermelha a Alcântara.

Este é um novo passo rumo à concretização deste projecto inserido no Plano de Expansão e Modernização, depois do projecto ter recebido a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Com uma extensão total de cerca de quatro quilómetros, o prolongamento da Linha Vermelha São Sebastião/Alcântara iniciar-se-á a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça. Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas – Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique e Infante Santo – e uma estação à superfície – Alcântara.

A conclusão deste prolongamento está prevista para o ano 2026, estando enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026, com um financiamento no montante de cerca de 405 milhões de euros.

“Enquanto projecto estruturante para a Área Metropolitana de Lisboa, o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objectivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, justifica a empresa pública.

O lançamento do concurso da empreitada teve como “palco” a sessão comemorativa dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa, no Terreiro do Paço, que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do presidente da Câmara, Carlos Moedas, e do ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro.

António Costa alertou para a necessidade de se cumprir o calendário do Plano de Recuperação e Resiliência. “No âmbito e no calendário do PRR, esta obra ou está concluída até às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2026, ou então teremos um sério problema para pagar esta obra. Como não queremos problemas, só temos uma coisa a fazer: Cumprir este calendário”, reforçou.

A aposta na mobilidade

Na cerimónia, o ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, disse que o Governo está “a robustecer a oferta de transportes colectivos”. “Estamos a executar ou temos comprometidos investimentos, até 2030, de cerca de 4,3 mil milhões de euros, que incluem o prolongamento das linhas de metro em Lisboa e no Porto, o financiamento de autocarros de elevada performance ambiental, a compra de embarcações eléctricas para a travessia do Tejo, a aquisição de composições e de sistemas de sinalização e segurança para os metros, a construção de ciclovias e apoios à compra de viaturas eléctricas”, enumerou Duarte Coelho.

De acordo com o Ministro, no ano passado, o metropolitano transportou 136 milhões de passageiros, valor 63% superior ao de 2021, mas ainda 26% aquém dos valores de 2019, quando a operação dos transportes colectivos não havia sofrido o impacto da pandemia. “Só com investimento que capacite e aumente a oferta podemos promover uma maior utilização do transporte coletivo”, referiu.

Nesse sentido, as obras da linha circular, cuja conclusão está prevista para 2024, “avançam a bom passo, com um investimento global de 331 milhões de euros”, disse, acrescentando que o prolongamento da rede, que contará com duas novas estações, é cofinanciado pelo Fundo Ambiental, pelo Fundo de Coesão e pelo Orçamento do Estado.

Segundo estimativas do Metro, no primeiro ano após entrada em exploração, a linha circular vai permitir mais 47,8 milhões de novos clientes para o Metro de Lisboa e mais de 30,8 milhões de passageiros para a rede de transportes. Por outro lado, evitará a emissão de 5 mil toneladas de dióxido de carbono.

“Mas, hoje, assinalamos o início de um novo projecto. A linha Vermelha, cujo concurso lançamos aqui, terá quatro novas estações e uma extensão de quatro quilómetros. Prevê-se que capte, num ano, mais 25 milhões de passageiros, que evite 1,9 milhões de viagens de automóvel e a emissão de 24 mil toneladas de dióxido de carbono”, destacou o Ministro.

Igualmente financiado pelo PRR e decisivo para a mobilidade na área metropolitana, “o concurso para o metro de superfície em Odivelas e Loures deverá também ser lançado este ano, estando já a decorrer a consulta pública ambiental do projecto”, referiu Duarte Cordeiro. Estima-se que, num ano, a operação da linha Violeta permita o transporte de cerca de 10 milhões de passageiros e evite a emissão de mais de 4 mil toneladas de dióxido de carbono.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela

Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis

CONSTRUIR

A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) vai reabilitar 700 imóveis, distribuídos pelos seus 15 municípios, num investimento superior a 82 milhões de euros. Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis.

A reabilitação dos imóveis destina-se ao Arrendamento Acessível e surge no âmbito de um protocolo de cooperação com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, o parque habitacional é um dos grandes problemas da Comunidade Intermunicipal. “Infelizmente, temos nas nossas cidades e vilas cada vez mais imóveis abandonados, outros em estado avançado de degradação e alguns em ruína. Ao mesmo tempo, falta-nos mercado de arrendamento, ou é muito diminuto nos nossos territórios”, refere. O responsável da CIMBSE sublinha que “muitos jovens são obrigados a deixar a região e quem pretende fixar-se por cá enfrenta muitas dificuldades para arranjar casa”.

Os municípios que integram a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) entendem ser fundamental a disponibilização de habitações com rendas acessíveis, como forma de combater a dificuldade de acesso à habitação e o consequente despovoamento nestes territórios.

Na assinatura do protocolo, o Primeiro-Ministro António Costa defendeu que a habitação tem “um papel fundamental na atracção e fixação de jovens” em territórios de baixa densidade, realçando a importância de as políticas de habitação chegarem ao interior, nomeadamente à CIMBSE. O protocolo de cooperação foi assinado no Fundão, entre Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, e Isabel Dias, Presidente do IHRU, e na presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e da Ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

BAU regressa ao centro de exposições de Munique

Com data marcada de 17 a 22 de Abril, Portugal aumenta o número de participações, o que “reflecte o forte interesse da indústria portuguesa dos materiais de construção em participar na feira mundial e chegar a novos mercados”

CONSTRUIR

Depois de uma pausa forçada de mais de quatro anos, devido ao contexto de pandemia, a feira internacional de arquitectura, materiais e sistemas de construção, BAU, regressa ao centro de exposições de Munique de 17 a 22 de Abril este ano.

“As novas datas da BAU foram muito bem aceites pelas empresas expositoras, que corresponderam e vão ocupar uma área total de 200 mil metros quadrados e irão compor a oferta que se estende por 19 pavilhões de exposição”, indica Tânia Mutert Barros, representante da BAU em Portugal.

A edição de Abril irá contar com mais de dois mil expositores, vindos de 45 países, que esperam visitantes profissionais de todo o mundo, grande parte proveniente de gabinetes de arquitectura e de engenharia.

Portugal aumentou o número de empresas presentes. São 18 as empresas portuguesas, comparativamente às 15 que marcaram presença em 2019, que irão ocupar mais de mil metros quadrados na BAU 2023, com propostas que vão desde as áreas de revestimentos, pavimentos e ferragens até às madeiras, alumínio, vidro, janelas e portões.

Segundo Tânia Mutert Barros, “este aumento reflecte o forte interesse da indústria portuguesa dos materiais de construção em participar na feira mundial e chegar a novos mercados”.

As empresas Alualpha, EM Living, Flexidoor, Flexpur, Gardengate, Gres Panaria Portugal, JNF J. Neves & Filhos, Otiima, Panoramah, Polo JCP, Sosoares e Viroc confirmaram a sua participação na BAU 2023, bem como as associações ABIMOTA (Portugal Building Hardware) e APICER (Portugal Ceramics) que se estreiam em Munique.

Também as quatro empresas da A Cimenteira do Louro, EPW, Fátima Stones e S-Vitech participarão igualmente com stands individuais e contam com o apoio da Associação AEP, no âmbito do programa PORTUGAL2020 e Compete2020. Outras empresas de Portugal aguardam ainda por vagas para se estrearem na feira.

Estratégias e tecnologias para correspondermos a conceitos de vida modernos e acessíveis, serão abordadas na BAU 2023, com “o claro propósito de fazer frente à escassez e subida dos preços da habitação, dos materiais e da energia”.

Sobre esta temática serão levados à discussão temas como “O Desafio das Alterações Climáticas”, “A Transformação Digital” e “O Futuro da Habitação”, assim como o tema da “Construção Modular”, que serão apresentados e debatidos no Centro Internacional de Congressos (ICM) e no Hall B0 com o espaço Innovation Hub.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Sonagi adquire mais de 70% do Edifício Jean Monnet

Os cerca de 8.770 m2 vão agora “ser alvo de uma profunda remodelação, ficando disponíveis dentro de um ano”. A operação foi assessorada pela Worx

CONSTRUIR

A Sonagi concluiu recentemente a aquisição de mais de 70% do edifício Jean Monnet, junto à Avenida da Liberdade, em Lisboa, conhecido por ser a actual sede do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia em Lisboa.

Esta é a segunda aquisição de relevo na área do investimento imobiliário feita desde 2021 pela holding imobiliária Sonagi, que tem como accionista de referência a Sodim, holding da família Queiroz Pereira.

Os cerca de 8.770 m2 adquiridos pela Sonagi, vão agora ser alvo de uma profunda remodelação, ficando disponíveis dentro de um ano. Os pisos, com áreas de 790 m2, vêm dar resposta à escassez de oferta de espaços de escritórios desta dimensão que existe nesta localização, que se destaca pelas vistas sobre a cidade e sobre o rio, pela qualidade da sua renovação e pelas preocupações com a sustentabilidade e a eficiência energética dos espaços.

De acordo com Francisco Caldeira, da equipa de Capital Markets da Worx Real Estate Consultants, que assessorou a venda, “a transacção deste reconhecido edifício demonstra que, tal como a Worx tem afirmado, apesar da conjuntura mundial, o mercado nacional de investimento imobiliário permanece resiliente”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Promotores belgas investem em novo projecto em Lisboa

Com 200 unidades, o empreendimento Arcoverde, em Paço d’Arcos, deverá estar concluído em 2024

CONSTRUIR

Arcoverde é o mais recente empreendimento promovido pela Krest Real Estate investments e da Revive. O projecto, dos dois promotores imobiliários belgas, está situado numa área em reabilitação em Paço d’Arcos, no município de Oeiras e é composto por oito edifícios, totalizando 200 unidades com estacionamento subterrâneo e unidades comerciais. Além disso, haverá um conjunto de amenities para os residentes e para a comunidade em geral.

O desenvolvimento desta área está no epicentro de uma iniciativa de renovação da Câmara Municipal de Oeiras e visa promover a biodiversidade e a natureza da área em que se encontra. A sustentabilidade é o lema do projecto que procura beneficiar a eficiência energética dos edifícios, permitindo uma redução do custo da energia.

“Estamos muito entusiasmados por iniciar este primeiro projecto conjunto com a Revive em Portugal. Este projecto segue o objectivo Krest de contribuir para o bem-estar social, ambiental e económico. Arcoverde irá contribuir para a qualidade de vida de toda a comunidade envolvente. É isto que nos move: investir e desenvolver projectos sustentáveis que criem valor para a área e para as comunidades”, diz Claude Kandiyoti, ceo da Krest.

Alexandre Huyghe, ceo da Revive, acrescenta que “este será um dos nossos primeiros projectos na área da Grande Lisboa, que irá criar novas formas de vida e de interacção, sempre focalizado nas pessoas e no ambiente. Estamos muito ansiosos por ver o resultado final e contribuir para a regeneração desta área do concelho de Oeiras, que tem tanto para oferecer aos seus residentes e potenciais residentes”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Mercado de escritórios em Lisboa regista o melhor ano de sempre em 2022

Capital portuguesa assinala a absorção histórica de 272 mil m2 e Porto mantém uma performance positiva com absorção de 60 mil m2, revela análise da CBRE

CONSTRUIR
tagsCBRE

A CBRE registou uma absorção recorde de 272 mil metros quadrados em 2022, tornando-se este um valor histórico para o sector de escritórios em Lisboa.

Por sua vez, a cidade do Porto verificou um forte dinamismo com uma absorção de 60 mil metros quadrados, que se mantém em linha com os anos anteriores, e mostra o caminho de consolidação que a cidade invicta tem feito. Num total de 158.071 metros quadrados transaccionados por agentes no mercado de escritórios nacional, em 2022, cerca de 68 mil foram assessorados pela CBRE, o que resultou numa participação de mercado de 43%.

A consultora registou nesta área o seu melhor ano de sempre com um crescimento de 87% face a 2021, tendo participado em transacções emblemáticas, como a colocação da Galp, que irá ocupar 20 mil metros quadrados no ALLO – Alcântara Lisbon Offices -, localizado na frente ribeirinha. Esta transação foi a maior operação de arrendamento em 2022. No mesmo empreendimento, a consultora foi também responsável pelo arrendamento de 8.500 metros quadrados à EY e de 6 mil à Cloudflare.

“Estivemos activamente envolvidos em quatro das cinco maiores transacções do mercado de escritórios de Lisboa, o que certamente contribuiu para a consolidação da nossa liderança de mercado. O sector dos escritórios, em 2022, teve uma performance incomparável, e se havia dúvidas sobre o fim dos escritórios, em consequência das alterações nos formatos de trabalho resultantes da pandemia, as mesmas estarão totalmente dissipadas. Também o poder de atracção de Portugal como um mercado de excelência para se viver e trabalhar voltou, como em anos recentes, a ser um factor muito relevante no resultado alcançado pelo mercado de escritórios“, sublinha André Almada, Senior Director de Advisory & Transactions Offices da CBRE Portugal.

No segmento de FLEX Offices, a CBRE revela que o mercado se tem mostrado bastante dinâmico e que os operadores deste tipos de espaços mantêm o interesse nas duas principais cidades portuguesas, muito sustentado pelo estilo de vida que as mesmas oferecem e a competitividade do talento encontrado localmente.

Nesta área, a consultora assessorou as três operações mais relevantes no mercado, nomeadamente com a colocação de 5.800 metros quadrados referentes ao primeiro espaço da WeWork em Portugal, no edifício Alexandre Herculano 50, e do LACS, no edifício 24 de Julho, ocupando a totalidade do imóvel com 4.400 metros quadrados, ambas em Lisboa. No Porto, acompanhou também a colocação de 5 mil metros quadrados para a Spaces, no edifício Joana D’Arc, sendo este o primeiro espaço do operador na zona Norte do país.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

O Palco-Altar e os outros custos da JMJ

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa justificou os investimentos a realizar no Parque Urbano Tejo-Trancão, principal palco das Jornadas Mundiais da Juventude, os quais terão um custo global de 21,5 M€ e onde se inclui o Altar-Palco

CONSTRUIR

O projecto foi apresentado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, que afirmou que esta é uma estrutura que “não tem nada a ver com outro palco feito em Portugal”, preparada para receber 2 000 pessoas, equipada com dois elevadores, uma escadaria central, numa área de 5.000 metros quadrados.

A empreitada terá um custo de 4,24 milhões de euros, atribuída por ajuste directo à Mota-Engil, em face da “excecionalidade do evento”, assegurando a “preocupação” por parte da autarquia no sentido de que o processo decorra de forma “mais transparente”.

“Foram feitas três consultas de mercado”, adiantou aos jornalistas Filipe Anacoreta Correia, “a primeira delas a sete empresas, com valores de propostas entre 4,4 milhões e 8,4 milhões de euros”, referiu o responsável.

Após o evento, que vai decorrer de 1 a 6 de Agosto, o palco poderá ser “utilizado para futuros eventos” musicais e culturais. “A grande parcela de todo o investimento que é feito não se esgota, vai além do evento e fica no futuro da cidade”, justificou o autarca.

Ao todo, e de acordo com as contas apresentadas pela Autarquia o Parque Urbano Tejo-Trancão terá um custo total de 21,5 milhões de euros, dos quais: 1,6 M€ em estudos, projectos e fiscalização; as obras de reabilitação do aterro sanitário de Beirolas, a cardo da Oliveiras, têm um custo de 7,1M€; ensaios e fundações custarão 1,6 M€; as infraestrururas e equipamentos (incluindo saneamento, abastecimento de água e electricidade) estão avaliadas em 3,3M€. Acresce à lista de investimentos a construção da Ponte Pedonal sobre o Rio Trancão avaliada em 4,2 M€.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Greenvolt desenvolve Comunidade de Energia Renovável em Setúbal para empresas do Grupo Sapec.

O Parque Industrial Sapec Bay vai receber um total de 298 painéis solares fotovoltaicos numa área de cerca de 1.500 m2. Estes painéis terão uma capacidade total de mais de 162 kWp, sendo capazes de gerar 238 MWh anualmente

CONSTRUIR

A Greenvolt Comunidades, empresa do Grupo Greenvolt, vai criar uma Comunidade de Energia Renovável (CER) com várias empresas do Grupo Sapec que desenvolvem a sua actividade no Parque Industrial Sapec Bay na Zona Industrial da Mitrena, em Setúbal. Posteriormente, o objectivo é alargar os benefícios da CER a outras empresas.

Vão ser instalados 298 painéis solares fotovoltaicos numa área de cerca de 1.500 metros quadrados. Estes painéis terão uma capacidade total de mais de 162 kWp, sendo capazes de gerar 238 MWh anualmente. A energia gerada permitirá alimentar a unidade de produção de sulfato de alumínio e outras actividades da Sapec, proporcionando uma independência face à energia da rede de cerca de 22%, numa primeira fase, sendo que o projecto terá mais UPAC’s no futuro.

“Este é um projecto particularmente relevante para a Greenvolt Comunidades já que está localizado no Parque Industrial Sapecbay. Proporcionaremos energia mais barata e limpa às empresas do Grupo Sapec, mas sabemos que essa mesma energia chegará tanto a outras empresas do grupo como às restantes, instaladas num parque e zona altamente industrializada”, refere José Queirós de Almeida, ceo da Greenvolt Comunidades.

Numa fase inicial serão instalados painéis em duas das empresas do Grupo Sapec, que desenvolvem a actividade no Parque Industrial Sapecbay, onde recentemente foi também anunciado o projecto Aurora (Galp/NorthVolt). A Greenvolt Comunidades e a Sapec têm como objectivo alargar esta comunidade a outras empresas presentes na Península da Mitrena, desde que localizadas num raio até 4 km.

“Com este projecto, o Grupo Sapec pretende, na sequência dos investimentos nas suas actividades tradicionais e em novos negócios que recentemente tem integrado no seu portfolio, continuar a reforçar o seu contributo para a sustentabilidade”, diz António Marques, CEO da Sapec.

A Greenvolt Comunidades, que resulta da decisão estratégica do Grupo Greenvolt de apostar na promoção da geração distribuída de energia renovável, tanto para autoconsumo como através do conceito de comunidades de energia, actua no mercado desde Abril de 2022, com mais de 40 projectos de norte a sul do país, correspondendo a mais de 30MWp.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.