Edição digital
Assine já
    PUB
    Imobiliário

    Transacções superam 34 MM€ no mercado imobiliário português em 2022

    JLL estima crescimento de 14% face ao período homólogo de 2021 e um novo tecto de mercado. O imobiliário residencial dá o maior contributo. Em 2022 foram transaccionadas mais de 168 000 casas

    CONSTRUIR
    Imobiliário

    Transacções superam 34 MM€ no mercado imobiliário português em 2022

    JLL estima crescimento de 14% face ao período homólogo de 2021 e um novo tecto de mercado. O imobiliário residencial dá o maior contributo. Em 2022 foram transaccionadas mais de 168 000 casas

    CONSTRUIR
    Sobre o autor
    CONSTRUIR
    Artigos relacionados
    Lagoas Park produzirá a sua própria energia nos próximos dois anos
    Imobiliário
    Paços de Ferreira vai ter nova ETAR; obra ascende a 22M€
    Construção
    Siemens implementa “Sustainable & Smart Campus” em Alfragide
    Empresas
    Osborne+Co e Adriparte desenvolvem novo projecto de escritórios do Porto
    Imobiliário
    Interdecoração está de regresso de 22 a 25 de Fevereiro
    Empresas
    Simon Mood & Loop: uma composição de luz personalizada
    Empresas
    Antigas instalações do Arco Têxtil dão lugar a um novo Retail Center
    Construção
    Alojamento Local: GuestReady recebeu mais de 85 mil reservas em Portugal
    Empresas
    Bankinter Investment e Sonae Sierra lançam ORES Alemanha
    Imobiliário
    Goparity abre campanha de investimento com o foco na habitação acessível
    Empresas

    As profundas alterações macroeconómicas e geopolíticas não travaram o mercado imobiliário português, que deverá terminar 2022 com mais de 34 mil milhões transaccionados, de acordo com as estimativas da consultora imobiliária JLL. Este montante não só apresenta um crescimento na ordem dos 14% face aos 30.000 milhões de euros de imóveis vendidos em 2021, como estabelece um novo tecto de mercado. As transacções incluem imobiliário residencial e comercial, adquirido quer por particulares quer por empresas e institucionais.

    O imobiliário residencial dá o maior contributo, com vendas que podem atingir os 31.000 mil milhões, de acordo com a JLL, que projecta a transacção de mais de 168.000 casas este ano. A confirmar-se, este valor apresenta um aumento de 10% face aos €28.100 milhões transaccionados em habitação em 2021, os quais já tinham estabelecido um volume nunca antes visto em vendas residenciais.

    No imobiliário comercial, a JLL confirma a concretização de operações no valor de 3.300 milhões de euros em 2022, reflectindo um aumento anual de 66% face aos 1.950 milhões investidos em 2021 e uma aproximação a outros anos, nomeadamente 2018 e 2019, quando foi ultrapassada também a marca dos 3.300 milhões euros. Acrescem ainda cerca de 350 milhões de euros em transacções de activos para promoção imobiliária, os quais incluem terrenos e prédios para construção nova ou reabilitação.

    Na ocupação, o mercado de escritórios de Lisboa atingiu números recorde, estimando-se uma absorção de 275.000 m2, superior em quase 20% ao anterior máximo de mercado, em 2008. No Porto, a actividade de escritórios deverá somar cerca de 53.500 m2, em linha com o ano anterior. Já o imobiliário de industrial e logística deverá registar uma ocupação de 450.000 m2, abrandando em 25% face a 2021, em reflexo, sobretudo, da falta de produto disponível. Esta continua, aliás, a ser uma característica transversal aos diversos segmentos de imobiliário, quer para ocupação quer para investimento, o que tem sustentado a subida consistente dos níveis de preços e rendas.

    “Iniciámos 2022 a pensar que seria um ano marcado pela recuperação pós-covid, mas o panorama mudou com um clima de guerra na Europa, inflação em níveis que não são vistos há 30 anos e taxas de juro a aumentar depois de anos negativas. Estas novas realidades têm, obviamente, impactos, incluindo a redução do poder de compra das famílias e das empresas e aumento dos custos de financiamento. Mas o facto é que o imobiliário português volta a ter um desempenho surpreendente numa conjuntura adversa. Destaco a absorção de habitação e de escritórios, mas também um ano recorde com volume de transacções tanto a nível residencial como no imobiliário comercial”, avança Pedro Lancastre, CEO da JLL Portugal.

    Para o responsável, “este desempenho foi possível porque, por um lado, Portugal está no centro do radar para os investidores (privados e institucionais), e por outro, porque o mercado imobiliário português sofre de escassez estrutural de oferta. No entanto, a adversidade macroeconómica e a incerteza geopolítica começam já a afectar a dinâmica do mercado imobiliário, notando-se nos últimos meses do ano, que tradicionalmente são mais fortes, sinais de algum abrandamento”. Pedro Lancastre acrescenta que “é o facto de partirmos de uma base bastante considerável de investimento, vendas e ocupação, sustentados em níveis sólidos de preços e rendas, que nos faz encarar o ano com optimismo. Além disso, não se espera que a reposição de oferta acelere. Pelo contrário”.

    “Encaramos por isso 2023 com moderado optimismo, apesar da conjuntura económica adversa e da perda de poder de compra de empresas e famílias, vamos continuar a ter um mercado onde a oferta existente não responde claramente às necessidades da procura, mesmo que essa procura possa abrandar. Além disso, os perfis de procura são muito mais diversificados que antes. Entre consumidores particulares e empresariais de casas, escritórios ou lojas, temos portugueses e estrangeiros com poderes de compra muito variados e capacidades de endividamento muito diferentes. Olhamos, assim, para 2023 com a cautela que a pressão inflacionista e os outros constrangimentos económicos exigem, mas com o optimismo de termos um mercado bem posicionado internacionalmente, com fundamentais que permanecem robustos em todos os segmentos, com níveis de risco bastante atractivos quando comparados com outros mercados e com um volume de liquidez bastante elevado”, termina Pedro Lancastre.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Artigos relacionados
    Lagoas Park produzirá a sua própria energia nos próximos dois anos
    Imobiliário
    Paços de Ferreira vai ter nova ETAR; obra ascende a 22M€
    Construção
    Siemens implementa “Sustainable & Smart Campus” em Alfragide
    Empresas
    Osborne+Co e Adriparte desenvolvem novo projecto de escritórios do Porto
    Imobiliário
    Interdecoração está de regresso de 22 a 25 de Fevereiro
    Empresas
    Simon Mood & Loop: uma composição de luz personalizada
    Empresas
    Antigas instalações do Arco Têxtil dão lugar a um novo Retail Center
    Construção
    Alojamento Local: GuestReady recebeu mais de 85 mil reservas em Portugal
    Empresas
    Bankinter Investment e Sonae Sierra lançam ORES Alemanha
    Imobiliário
    Goparity abre campanha de investimento com o foco na habitação acessível
    Empresas
    PUB
    Imobiliário

    Lagoas Park produzirá a sua própria energia nos próximos dois anos

    Esta medida insere-se no plano de investimentos de 25 milhões de euros que pretende tornar o Lagoas Park não só “o maior parque empresarial de Portugal, mas também um dos mais sustentáveis” da Europa

    A Henderson Park, gestora de fundos de investimento imobiliários privados, que adquiriu o Lagoas Park em 2020, anunciou que nos próximos dois anos pretende desenvolver o seu próprio sistema de produção de energia.

    Esta medida insere-se no plano de investimentos de 25 milhões de euros que pretende tornar o Lagoas Park não só “o maior parque empresarial de Portugal, mas também um dos mais sustentáveis” da Europa. O plano tem vindo a ser implementado em várias áreas do parque, centrado na reabilitação dos edifícios de escritórios, na melhoria das infraestruturas existentes e na criação de novos sistemas e equipamentos que optimizem a gestão e a eficiência operacional global e que tem como objectivo reposicionar a oferta do parque, melhorando a experiência dos milhares de colaboradores que ali trabalham, mas também atrair e reter inquilinos nacionais e internacionais.

    Entre as principais medidas destinadas a esta optimização em termos de sustentabilidade, o Lagoas Park passará a dispor de um novo e mais eficiente sistema de rega, cujo objectivo é atingir o mínimo consumo de água necessário. A fonte de água a utilizar neste sistema será através de água de furo e do reaproveitamento de águas pluviais.

    No âmbito desta missão de criar um parque mais sustentável, está também em projecto a instalação de painéis fotovoltaicos no interior do parque, de modo que parte da energia consumida pelos edifícios provenha de fontes renováveis.

    Os projectos de eficiência energética em curso no parque estão a progredir de forma constante e têm sido bem recebidos pelos ocupantes que reconhecem a importância, tanto a nível comercial como de reputação, ao fazer parte de um parque empresarial empenhado em atingir objectivos ambientais ambiciosos. O investimento em iniciativas de sustentabilidade para nos tornarmos cada vez mais autossuficientes em termos energéticos e minimizarmos o consumo de recursos, enquanto fornecemos as melhores instalações, serviços e ambiente para os nossos ocupantes, garantirá que o Lagoas Park se mantenha entre os parques empresariais líderes na Europa no futuro”, considera Ronan Webster, director de Gestão de Activos da Henderson Park.

    A implementação destas medidas, em paralelo com uma estratégia de sustentabilidade, alinhada com os requisitos da avaliação BREEAM In-Use, desenvolvida entre a equipa de consultoria de ESG da CBRE e a Henderson Park permitiu a obtenção desta certificação para os primeiros dois edifícios, com um resultado de Excellent no final de 2023.  A intenção é concluir as certificações de mais quatro edifícios, até ao final de 2024.

    No âmbito deste projecto de intervenção, o Lagoas Park já implementou uma série de medidas para melhorar o seu desempenho e eficiência ambiental, incluindo a transformação de toda a iluminação em LED (interior e exterior), a instalação de painéis fotovoltaicos na cobertura de alguns dos edifícios (o que permite uma poupança de mais de 20% no consumo anual de energia), a substituição da utilização de gás para aquecimento em todos os edifícios de escritórios por equipamentos de origem energética mais eficientes, a instalação de torneiras de baixo consumo para reduzir o consumo de água, incluindo um sistema de alarme para monitorizar o consumo e evitar fugas, monitores para o consumo de energia, a redução da utilização de fontes e lagos decorativos, a substituição completa da rede de irrigação, a realização de estudos de biodiversidade e de impacto ambiental e, finalmente, a contabilização das taxas de resíduos e de reciclagem, bem como a avaliação e melhoria das questões relacionadas com o bem-estar.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Osborne+Co e Adriparte desenvolvem novo projecto de escritórios do Porto

    A CBRE e a JLL estão instruídas para comercializar em regime de co-exclusividade o novo projecto de escritórios Mutual, desenvolvido pela Osborne+Co e a Adriparte. O projecto de arquitectura tem a assinatura da Openbook

    CONSTRUIR

    O projecto de escritórios Mutual – Campo Alegre Offices nascerá na Rua do Campo Alegre (central business district da Boavista) através da reabilitação integral de um edifício de serviços com 10.300 metros quadrados (m2) distribuídos por sete pisos, desenvolvido através da joint-venture entre a Osborne+Co e a Adriparte. A CBRE e a JLL estão instruídas para comercializar o projecto em regime de co-exclusividade.

    Além da sua localização e dimensão, entre outras ammenities, destacam-se mais de 1.300m² de zonas exteriores, serviços de concierge, 144 lugares de estacionamento em cave e um amplo rooftop com uma vista panorâmica que permitirá momentos de lazer e bem-estar às equipas que diariamente viverão o novo lifestyle.

    A sustentabilidade é outro dos eixos centrais do projecto: A obra iniciou no final de 2023 e à data da sua conclusão, o edifício reunirá diferentes certificações, entre elas LEED e WELL, sustentadas pelo foco do projecto na saúde e bem-estar dos utilizadores bem como pela ambição de diminuir a sua pegada ecológica colocando a estratégia ESG no centro da intervenção. Neste âmbito, o projecto contará com a instalação de painéis solares, pontos de carregamento e estacionamento de bicicletas, incentivando a mobilidade sustentável e a ecologia.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Bankinter Investment e Sonae Sierra lançam ORES Alemanha

    O novo veículo de investimento alternativo direcionado a espaços comerciais no mercado alemão. O ORES Alemanha totalizou um investimento de 200 milhões de euros, com uma carteira de oito grandes superfícies comerciais com contratos de arrendamento a longo prazo e operadores líderes nos setores de alimentação e bricolagem e casa

    CONSTRUIR

    Bankinter Investment SGEIC, sociedade gestora de investimento alternativo do Bankinter, e a Sonae Sierra, acabam de lançar em conjunto o ORES Alemanha, um novo veículo de investimento alternativo destinado a investimentos em espaços comerciais no mercado alemão.

    Actualmente, o ORES Alemanha possui oito activos comerciais, sendo quatro destinados a espaços de supermercados e outros quatro destinados a espaços de bricolagem, formando assim uma carteira de activos conservadora e resiliente ao impacto de diversos ciclos económicos. Todos os activos possuem contratos de arrendamento com cumprimento obrigatório a longo prazo, formalizados com operadores líderes nos segmentos de alimentação e bricolagem e casa na Alemanha, como Edeka, Rewe, Aldi e Obi. O volume total do veículo alcançou um investimento de 200 milhões de euros.

    A ORES Alemanha proporciona aos seus investidores acesso a imóveis comerciais de alta qualidade no mercado alemão, ao mesmo tempo que oferece uma alta visibilidade de fluxos de caixa, gerando um dividendo recorrente e estável desde o primeiro ano de investimento. O Bankinter Investment será a entidade responsável pela gestão do veículo, enquanto a Sierra, já presente no mercado alemão, será responsável pela gestão da carteira de imóveis.

    O lançamento deste veículo destaca a importância estratégica da Alemanha como mercado principal para as actividades de investimento e gestão de activos a longo prazo da Sierra. Para o Bankinter Investment, representa a entrada do seu negócio de investimento alternativo neste país.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Mercado imobiliário mais optimista mas ainda em terreno negativo

    A recuperação da procura e a melhoria da conjuntura, marcada por um quadro de abrandamento da inflação e de uma possível inflexão na subida de juros, está a resultar um redireccionamento da oferta futura para a classe média e procura doméstica

    CONSTRUIR

    Os promotores imobiliários estão menos pessimistas quanto ao futuro do mercado residencial, animados pela melhoria na procura e pelas perspectivas mais optimistas quanto à trajectória da inflação e taxas de juro, indicam os mais recentes resultados do inquérito de confiança Portuguese Investment Property Survey (PIPS). Esta é uma iniciativa da Confidencial Imobiliário e da APPII que trimestralmente ausculta os principais promotores imobiliários.
    Embora mantendo-se em terreno negativo, o sentimento relativo à procura nos últimos 3 meses, considerando a evolução das vendas, melhorou significativamente, passando de -70 pontos no 3º trimestre para -44 pontos no 4º trimestre de 2023. Ao mesmo tempo, o sentimento quanto ao preço é de estabilidade, observando-se no 4º trimestre um saldo de +3 pontos.

    Em termos de expectativas para os próximos 3 meses, antecipa-se também uma clara redução da pressão sobre a procura, com o saldo deste indicador a passar de -64 pontos no 3º trimestre para -21 pontos no 4º trimestre. Relativamente aos preços, as expectativas são para que mantenham num registo de estabilidade.

    Esta melhoria de expectativas quanto à procura num quadro de estabilização de preços, reflecte também uma maior confiança na evolução dos indicadores macroeconómicos, num quadro de abrandamento da inflação e de uma possível inflexão na subida de juros. Deste cenário menos pessimista está a resultar um redireccionamento da oferta futura para a classe média e procura doméstica. O PIPS do 4º trimestre de 2023, mostra assim, uma redução do peso de Lisboa nos novos projectos em carteira (de 52% no 3º trimestre para 41% no 4º trimestre), em contraste com as áreas periféricas da Grande Lisboa, cujo peso aumentou de 30% para 44%. Ao mesmo tempo, há uma perda da quota dos empreendimentos dirigidos para a procura internacional (de 24% no 3º trimestre para 18% no 4º trimestre). Os empreendimentos direccionados a ambos compradores nacionais e internacionais também perdem quota (de 52% para 38%), ao contrário dos que são apenas focados na procura doméstica, que agregam 44% dos novos projectos (24% no 3º trimestre).

    “Este novo padrão representa um regresso ao registo que o mercado estava a observar antes do aumento dos juros, que levou ao refúgio dos operadores nos mercados “prime”, mais resilientes”, explica Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

    Sem prejuízo de estarem mais confiantes quanto ao futuro, os promotores continuam bastante preocupados com os obstáculos à sua actividade, encabeçados pela burocracia e licenciamento, que continuam a ser identificados como o maior entrave. Comparando com a situação há um ano, alguns factores desgravaram – caso dos custos de construção, talvez não por terem caído, mas por deixarem de ser uma fonte de incerteza na contratação de empreitadas – mas, em contrapartida, contudo, houve um agravamento decorrente da maior instabilidade legal e fiscal, assim como dos actuais riscos políticos. Assim, no cômputo geral, os obstáculos agravaram-se em +15 pontos, dificultando que o mercado reactive a actividade da mesma forma como o poderia fazer num cenário de estabilidade e previsibilidade.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Câmara de Lisboa avança com cooperativas de habitação

    A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou a proposta para a realização de operações no novo programa de “Cooperativas 1ª Habitação Lisboa” para habitação sem fins lucrativos

    CONSTRUIR

    O programa identifica património imobiliário com capacidade e potencial habitacional por desenvolver, no sentido de garantir preços acessíveis à habitação e aproveitando, em muitos casos, pequenos terrenos municipais.

    “A habitação é e continuará a ser a grande prioridade do nosso mandato. Nunca existiu na história da Câmara de Lisboa um valor que se comparasse de investimento nesta área e que irá alcançar os 800 milhões de euros até 2028. Tudo temos feito para procurar também novos caminhos e soluções para responder ao problema. Foi precisamente o que fizemos hoje ao aprovar uma proposta para o modelo de cooperativas na cidade”, salienta o presidente da CML. “Este é mais um caminho que queremos trilhar para aumentar a oferta de habitação acessível na cidade. O primeiro passo está dado e irá avançar na freguesia do Lumiar” acrescenta Carlos Moedas.

    A produção de habitação acessível por via da cedência de património municipal ao abrigo da figura jurídica do direito de superfície a cooperativas de habitação é uma solução que permite prosseguir o objectivo de alargar e acelerar a oferta habitacional acessível com base em património e apoio público.

    Foram já identificados terrenos vazios em património municipal com potencial de habitação em pequena escala e adequados a este programa de habitação sem fins lucrativos. Os terrenos estão mapeados na Carta Municipal de Habitação de Lisboa, estando alguns já com projectos de arquitectura em curso.

    Neste modelo a “CML assume os encargos dos projectos de arquitectura, licenciamento e execução retirando este encargo financeiro às cooperativas e procurando garantir assim uma diminuição considerável do prazo de execução da obra. As cooperativas que se candidatem e sejam seleccionadas podem de imediato iniciar a construção. Sabemos que o desafio é difícil, mas não baixamos os braços para procurar todas as respostas e soluções de habitação para quem vive ou ambiciona viver na nossa Lisboa”, defende o autarca.

    O modelo proposto dá a oportunidade a que as famílias possam participar ou organizarem-se em cooperativas para concorrem a terrenos municipais, com o direito de superfície por 90 anos, e assim terem acesso às suas casas, assumindo apenas os custos da construção.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Novo projecto em Marvila pode ser adquirido através de criptomoedas

    O projecto Atelier resulta da combinação de elementos industriais e da “delicadeza” do design a partir da “reimaginação” da antiga casa criativa do artista português Tomaz Hipólito num imóvel de oito lofts. A fase de vendas deverá arrancar ainda este ano

    CONSTRUIR

    O antigo espaço criativo do artista português Tomaz Hipólito, em Marvila, vai ser transformado em habitação. Promovido pelos franceses LFV des Vosges, o Atelier, que vai ser colocado à venda ainda este ano, vai poder ser adquirido com criptomoedas.

    Segundo a promotora, o projecto, que resulta da remodelação de um antigo estúdio em oito apartamentos, apresenta traços de arquitectura japonesa e uma fachada de dupla camada, de vidro e malha.

    Situado na Rua Afonso Annes Penedo, os apartamentos, em estilo loft com até quatro assoalhadas, contam com uma sala de estar, uma cozinha e um estacionamento subterrâneo privativo com capacidade para doze veículos. O rés do chão e o primeiro andar vão diferenciar-se pela coexistência de duas realidades complementares: uma varanda na fachada principal, com acesso à casa, e um jardim privativo de 100 m2, nas traseiras, que se vai assemelhar a um casulo verde. Adicionalmente, o edifício vai ser totalmente ecológico, com uma certificação energética de B+.

    “Este equilíbrio entre a dureza dos elementos industriais e a delicadeza do design levou à reimaginação da antiga casa criativa do famoso artista português Tomaz Hipólito num elegante refúgio de oito casas com uma configuração que ecoa o seu passado artístico” comenta Stanislas Maistre, CEO do LFV des Vosges.

    Com desenho da SIA Arquitectura, os apartamentos são marcados por um “design cuidado e uma estética simples”, que confere “calor e textura” a cada espaço. Paralelamente, os pavimentos em madeira natural e os tecidos “suaves e orgânicos” transmitem uma sensação de “tranquilidade” e “simplicidade” que funcionam como “uma tela em branco” para os moradores.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Kronos Homes lança ZEN

    Chama-se ZEN, é o quarto empreendimento residencial da Kronos Homes na capital, representa um investimento de 65 milhões de euros e irá adicionar ao mercado residencial mais 169 apartamentos, mais de 40% dos quais já está vendido

    CONSTRUIR

    A Kronos Homes, marca de promoção imobiliária residencial da Kronos, anuncia o lançamento de um novo projecto em Telheiras, ZEN, o quarto empreendimento residencial da empresa na região de Lisboa, que inicia agora construção, com 70 apartamentos já reservados.

    No âmbito de um investimento de 65 milhões de euros, este edifício exclusivo promete dinamizar e inovar o mercado imobiliário numa das áreas familiares mais cobiçadas de Lisboa, estabelecendo uma nova referência de qualidade e design, garantindo a integração estética e o respeito pelo meio ambiente envolvente.

    “Este é o nosso quarto projecto de primeira habitação em Lisboa e mais um passo na consolidação da nossa marca em Portugal. A preocupação por encontrar espaços que prezam o conforto e o equilíbrio aumentou e o ZEN é o lugar ideal para proporcionar essas experiências. Direccionado sobretudo a jovens famílias, é um edifício que vai procurar respeitar a natureza e transparecer os pontos mais fortes da sua envolvente, sem abdicar do design arquitectura especial da Kronos”, sublinha Rui Meneses Ferreira, CEO da Kronos Homes. “A localização central, a estética vanguardista e o conceito inovador, complementados por um maravilhoso jardim central e a zona social com piscina e ginásio, fazem deste um projecto único para quem procura um ambiente calmo e harmonioso apesar de urbano”, acrescenta.

    Com disposição por blocos paisagísticos, o ZEN vai reinventar a rede urbana tradicional com 3 blocos de 169 apartamentos de design distintivo e acabamentos de excelência, de tipologias T1 a T4, ao longo de 7 pisos. Os preços das casas variam entre 300.000€ e 850.000€. Para além disso, o empreendimento terá ainda um simpático pátio paisagístico, com uma grande piscina que funcionará como o centro da vida comunitária, assim como um ginásio totalmente equipado. A comercialização é co-exclusiva da Porta da Frente Christie’s e da JLL.

    Pertencente à freguesia do Lumiar, Telheiras é o local ideal para quem procura casa num centro urbano, sem renunciar à riqueza natural dos parques e zonas verdes. Num bairro próximo de comércio, escolas e equipamentos culturais, o ZEN terá acessos privilegiados, graças às linhas verde e amarela do Metro, bem como à estação de Campo Grande, a cerca de cinco minutos. Além disso, oferece diversas soluções de actividades para as pessoas com uma vida mais activa, sendo uma zona privilegiada para a prática de desporto ao ar livre, com um campo de golfe e um clube de ténis ao virar da esquina.

    A Kronos Homes conta, também em Lisboa, com três empreendimentos residenciais em desenvolvimento: The One, localizado na Avenida de João XXI, Distrikt, no Parque das Nações e Native, no Belas Clube de Campo.

    O portefólio de activos inclui ainda a gestão e desenvolvimento imobiliário de Vale do Lobo Golf & Beach Resort e a gestão das vendas imobiliárias do Salema Beach Village, Cascade Wellness Resort, Monte Santo Resort, Conrad Algarve, Salgados Palm Village e Salgados Dunas Suites. Este negócio representa um potencial de mais de 1.000 milhões de euros em vendas de propriedades, localizadas maioritariamente na região do Algarve. Um portefólio que coloca a Kronos Real Estate entre os principais gestores de resorts e promotores imobiliários em Portugal.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos

    AG8, em Domingos de Benfica

    Imobiliário

    Savills comercializa Edifício Alfredo Guisado 8

    A Savills apresenta o Alfredo Guisado 8 (AG8), um edifício de escritórios totalmente renovado, situado no animado bairro de São Domingos de Benfica, em Lisboa.

    CONSTRUIR

    Submetido a uma extensa remodelação antes da pandemia, o AG8, que era pouco utilizado, oferece agora um espaço de trabalho contemporâneo e confortável para os seus ocupantes. A sua comercialização foi entregue à Savills.

    Com uma área bruta total de 5.265 m2 distribuídos por dois blocos, o AG8 destaca-se pela sua versatilidade comercial. Disponível no 3º trimestre deste ano, este edifício pode ser comercializado como uma unidade única ou dividido em dois blocos independentes, proporcionando a opção de uma ocupação exclusiva por um único inquilino para todo o edifício ou duas ocupações distintas por dois inquilinos.

    “O edifício de escritórios AG8 é um excelente exemplo do nosso compromisso de integrar no portfólio Savills, soluções imobiliárias que satisfaçam as mais diversas necessidades dos clientes. Este activo não só oferece um espaço de trabalho moderno e flexível que responde à actual tendência de flight to quality, como também goza de uma localização estratégica em Lisboa. Acreditamos que o AG8 é uma excelente solução para as empresas que procuram centralidade e identidade, com valores de renda associados que não se encontram no segmento prime”, refere José Baptista, Offices Consultant da Savills Portugal.

    O AG8, com os seus 9 pisos, é o edifício ideal para atender aos requisitos exclusivos de uma única empresa, proporcionando espaços personalizáveis de acordo com as suas necessidades, ao oferecer grandes áreas por piso, incluindo terraço e rooftop. O  activo está equipado com 4 elevadores para garantir uma maior acessibilidade. O AG8 disponibiliza 39 lugares de estacionamento, oferecendo opções de estacionamento convenientes tanto para funcionários como para visitantes.

    Localizado em São Domingos de Benfica, o AG8 ocupa uma posição estratégica e é facilmente acessível a partir de vários pontos da cidade, seja de carro ou transportes públicos. Este bairro lisboeta oferece uma ampla variedade de comodidades e comércio local, incluindo restaurantes, supermercados, ginásios e instituições de ensino.

     

     

     

     

     

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Grupo Klépierre integra ‘A List’ da ONG ambiental CDP

    Jean-Marc Jestin, presidente do Conselho de Administração da Klépierre salienta que esta classificação “é um reconhecimento” do trabalho que temos feito, que tem como objectivo, “construir a plataforma de comércio mais sustentável até 2030”

    CONSTRUIR

    A especialista no desenvolvimento de centros comerciais, Klépierre, foi novamente reconhecida pela “liderança em transparência” e pelos “resultados ao nível das alterações climáticas” pelo Carbon Disclosure Project (CDP).

    A ONG ambiental incluiu o Grupo Klépierre pelo terceiro ano consecutivo na sua “A List”, que reúne as empresas com as práticas mais avançadas do mundo neste domínio.

    Desde 2018, a Klépierre reduziu o consumo de energia dos seus centros comerciais em mais de 40% e as emissões directas e indirectas de gases com efeito de estufa em 80%, em linha com os compromissos ambientais estabelecidos.

    Em Fevereiro de 2023, o Grupo deu um mais passo no compromisso com o lançamento do Act4Good, um programa que tem o objectivo de construir uma plataforma comercial mais sustentável com base em acções concretas contra as alterações climáticas, o desenvolvimento da actividade ao serviço das comunidades e territórios onde se situam os seus centros comerciais, a promoção da formação e do desenvolvimento de competências de colaboradores, parceiros e clientes e a promoção de estilos de vida sustentáveis.

    Jean-Marc Jestin, presidente do Conselho de Administração da Klépierre salienta que esta classificação “é um reconhecimento do trabalho que temos feito para reduzir a pegada de carbono gerada pela nossa actividade”, cujo objectivo, apresentado no programa de Responsabilidade Social Corporativa, Act4Good, visa “construir a plataforma de comércio mais sustentável até 2030”.

    A Klépierre Iberia também obteve a certificação ISO 50001 pelo seu compromisso com a eficiência energética, que reconhece os esforços da empresa para optimizar o consumo de energia e reduzir o impacto ambiental.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Amadora é um dos três finalistas da Semana Europeia Da Mobilidade 2023

    A Comissão Europeia divulgou as três localidades finalistas que concorrem ao prémio da Semana Europeia da Mobilidade 2023: Amadora, Budapeste e Innsbruck. Estas cidades foram eleitas por um painel independente de peritos em mobilidade e transportes

    CONSTRUIR

    Este Prémio tem como objectivo o reconhecimento de actividades extraordinárias desenvolvidas de 16 a 22 de Setembro, durante a edição 2023 da Semana Europeia da Mobilidade, cujo tema foi “Eficiência energética” e a sua promoção.

    A Amadora chamou a atenção do júri por “estabelecer parcerias com outras autoridades locais e regionais da Área Metropolitana de Lisboa e, também, com marcas como a IKEA e a Decathlon; por se juntar a campanhas à escala europeia, como o movimento internacional Kidical Mass, para promoção das deslocações a pé, de bicicleta e de transportes públicos; actividades e lançamento de medidas permanentes (como a criação de uma rede de ciclovias interurbanas) que mereceram uma forte campanha de divulgação e promoção tendo sido amplamente divulgadas, transmitidas na televisão e rádios locais, para além de serem amplamente partilhadas nas plataformas de redes sociais”, refere nota enviada à comunicação social.

    A Amadora concorre com Budapeste, na Hungria, e com Innsbruck, na Áustria. O vencedor do prémio será divulgado durante a cerimónia de entrega do galardão a 14 de Março de 2024, em Bruxelas, na Bélgica.

    É a terceira vez consecutiva que Portugal tem cidades nos 3 primeiros lugares, duas delas receberam o galardão, Braga em 2022 e Valongo em 2021.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB

    Navegue

    Sobre nós

    Grupo Workmedia

    Mantenha-se informado

    ©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.