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    Autarquias no centro da nova política de Habitação

    O ministro da Habitação há muito que vinha prometendo um conjunto de medidas estratégicas para promover a construção de habitação com que pretende resolver a crise no mercado. Entre as prioridades anunciadas por Pinto Luz para agilizar processos que permitam um aumento considerável de casas no mercado

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    O ministro da Habitação há muito que vinha prometendo um conjunto de medidas estratégicas para promover a construção de habitação com que pretende resolver a crise no mercado. Entre as prioridades anunciadas por Pinto Luz para agilizar processos que permitam um aumento considerável de casas no mercado

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    As autarquias vão ter um papel ainda mais importante naquela que é a Nova Estratégia de Habitação, um conjunto de medidas apresentadas pelo Governo de Luís Montenegro e que surgem como ajustamento àquilo que estava em vigor do governo anterior, o designado Mais Habitação.

    O ministro da Habitação há muito que vinha prometendo um conjunto de medidas estratégicas para promover a construção de habitação com que pretende resolver a crise no mercado. Entre as prioridades anunciadas por Pinto Luz para agilizar processos que permitam um aumento considerável de casas no mercado, está a instituição de um “termo de responsabilidade”, a ser assinado pelos municípios, para acelerar a execução dos fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    “Esse termo de responsabilidade garante a prossecução da candidatura e depois a avaliação corrente da candidatura será feita ‘a posteriori’”, indicou Miguel Pinto Luz, antes da apresentação formal da Estratégia para a Habitação.

    O governante justificou que isso vai permitir assinar contratos com os municípios “já”, para que possam “cabimentar a verba” e “lançar os concursos, seja para projecto, seja para obra, seja para o que entenderem” no âmbito das candidaturas ao PRR. “Os municípios têm que se responsabilizar por aquilo que entregaram”, sublinhou, explicando que a avaliação será feita mais à frente.

    Há outra grande medida proposta pelo Governo para aumentar a oferta de habitação, especialmente para os agregados com menores rendimentos. Trata-se de dar às câmaras a possibilidade de identificarem imóveis do Estado sem utilização e que possam se adaptados para essa finalidade. E requisitar a sua disponibilização, num curto espaço de tempo. Em relação a esta medida, o ministro não falou em “Ovo de Colombo”, mas antes “na inversão do ónus da prova”.

    ”Precisamente porque nós sabemos que o Estado pode demorar tempo demasiado” a fazer o levantamento do seu património disponível, nós invertemos o ónus e serão os senhores autarcas a detectarem esses imóveis, podendo, de forma semi-automática, aceder ao imóvel”, assegurou.

    Assim, o Governo “compromete-se, em letra de lei, a disponibilizar esses imóveis desde que não tenhamos nós, Estado, um projecto que esteja à mesma altura e com a mesma maturidade, a mesma capacidade de intervenção”, garantiu, reforçando que o Estado não vai à última da hora inventar um projecto para dizer… ‘temos aqui uma ideia’”.

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    Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos

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    Arquitectos apresentam estratégia de actuação para a próxima década

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que obras como o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo e a Alta Velocidade vão ter em diferentes sectores

    Tendo em conta os desafios que Portugal vai enfrentar na próxima década em termos de intervenções no território, onde se incluem o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo ou o comboio de Alta Velocidade, os arquitectos defendem uma “estratégia conjunta de actuação”, que envolva especialistas, universidades e centros de investigação.

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que as obras vão ter em diferentes sectores e que foi já entregue a Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação.

    Criar equipas especializadas de arquitectos com experiência relevante em matérias como infraestruturas, urbanismo, planeamento e instrumentos de gestão territorial, mobilidade urbana, transportes ou interfaces é um dos primeiros pontos do documento.

    No âmbito da arquitectura, criar um ‘Think Tank’ com diferentes personalidades que permita reflectir e desenvolver “pensamento estratégico” sobre as diferentes implicações na sustentabilidade urbana e do território nacional.

    Envolver as universidades nacionais de arquitectura e respectivos centros de investigação na introdução imediata de conteúdos para que os seus alunos, os seus docentes e os seus investigadores produzam conhecimento e reflexão já a partir do ano lectivo de 2024/2025 é outro dos pontos em destaque.

    O documento agora apresentado ao Governo será também entregue às entidades públicas envolvidas nestes projectos e aos partidos políticos.

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    Corpo Santo 13 comprado por investidores privados

    Investidores privados compram edifício de escritórios junto ao Cais do Sodré. O imóvel, com 4.020 m2, situa-se numa das esquinas mais movimentadas da zona ribeirinha da capital e é actualmente ocupado pelo Tribunal de Relação

    A zona ribeirinha junto ao Cais do Sodré, Lisboa, foi palco de uma nova transacção, com a compra do edifício de escritórios Corpo Santo 13 por um conjunto de investidores privados, representados pela consultora imobiliária JLL. O imóvel foi vendido com o apoio da consultora imobiliária Cushman & Wakefield enquanto assessor da parte vendedora.

    Em tempos sede da Companhia de Seguros Fidelidade, o icónico imóvel situa-se numa das esquinas mais movimentadas deste eixo do Cais do Sodré, em pleno Largo do Corpo Santo, e distingue-se, entre outros factores, pela sua visibilidade, ao dispor de três frentes de rua. O edifício é actualmente ocupado pelo Tribunal da Relação.
    Outro ponto forte do edifício agora transaccionado é a sua localização privilegiada, próxima de pontos de transporte de metro, comboio e barco, além de estar no epicentro de um bairro muito apelativo para trabalhar, viver ou usufruir em lazer e turismo, onde a oferta de hotéis, retalho e serviços tem vindo a crescer e qualificar-se.

    Para João Sacadura, co-head of commercial real estate investment na JLL, “este imóvel é um activo muito apetecível com um ocupante de excelência. Mas evidencia-se também pelo potencial de reconversão que tem. Dada a sua excelente localização numa das zonas de Lisboa mais dinâmicas em termos de requalificação urbana, é um imóvel com inúmeras possibilidades no futuro”.

    “Foi com enorme prazer que assessorámos o vendedor nesta transacção. Esta demonstra mais uma vez o interesse de investidores por edifícios de escritórios bem localizados, com inquilinos de qualidade, e que têm ainda a plasticidade de poder eventualmente ser convertidos para outros usos”, acrescenta, por sua vez, Cristina Machado, head of office investment da Cushman & Wakefield.

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    Lisboa recebe 61ª Capital do Móvel

    Arranca hoje a 61ª edição da “Capital do Móvel, uma iniciativa da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF). O certame, que começou por se realizar no Porto, decorre este ano em Lisboa e junta 30 marcas nacionais

    Pedro Reis, ministro da Economia, vai marcar presença na sessão de abertura da 61ª Capital do Móvel, que se realiza esta quarta-feira, 12 de junho, no Pavilhão Carlos Lopes. A abertura da feira conta ainda com a presença de Humberto Brito, presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, e Rita Pacheco, presidente da Associação Empresarial de Paços de Ferreira. O certame de mobiliário e decoração do país decorre até dia 16 de Junho e junta 30 grandes marcas para ditar todas as tendências do sector.

    Nos 40 anos da marca Capital do Móvel, o já emblemático certame vai contar com expositores de tamanho reforçado para melhorar a experiência do visitante.

    Este ano, o sector ultrapassou a recorde de 2 mil milhões de euros em vendas internacionais, e prepara-se para lançar a campanha “Portuguese Capital of Furniture”, que pretende levar o epicentro do mobiliário nacional além-fronteiras.

    A nível nacional o sector conta com 4 487 empresas de fabrico de mobiliário e de colchões, dando emprego a cerca de 36 268 pessoas.

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    Mota Engil – Eng. Carlos Mota Santos

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    Mota-Engil ganha nova obra de mais de 135M€ no Brasil

    Com este contrato, a Mota-Engil destaca continuar “a reforçar a sua presença na América Latina, através do sucesso na contratação de novos projetos de grande dimensão nos mercados ‘core’ na região”

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    A Mota-Engil anunciou ter celebrado um novo contrato no Brasil, em consórcio com duas empresas, num valor superior a 135 milhões de euros.

    Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo português de construção e engenharia avança que o novo contrato assinado pela sua sucursal no Brasil, no valor de cerca de 791 milhões de reais, está relacionado com a implantação do Veículo Ligeiro de Transporte ferroviário (VLT) de Salvador e Região Metropolitana trecho Águas Claras – Piatã, de 10,52 quilómetros (km) de extensão e com um prazo de execução de 50 meses.

    “O novo contrato […] tem por objeto a elaboração e o desenvolvimento dos Projetos Básico, Executivo e ‘As Built’, execução das obras civis e de urbanização, fornecimento e implantação dos sistemas de energia (rede aérea de tração e subestações) e trabalho Técnico Social para fins de desapropriação, visando a implantação do VLT” detalha.

    Com este contrato, a Mota-Engil destaca continuar “a reforçar a sua presença na América Latina, através do sucesso na contratação de novos projetos de grande dimensão nos mercados ‘core’ na região”.

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    Deocriste: Câmara de Viana do Castelo adjudica reconversão de antiga escola em creche por 1,5M€

    O presidente da autarquia, Luís Nobre, já classificou esta reconversão como “um projeto piloto inovador que visa contribuir para a coesão territorial e social”, numa ação direta de apoio social às famílias vianenses. A obra é apoiada no âmbito do programa de Requalificação e Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais do PRR

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    O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou, esta terça-feira, a adjudicação e a minuta de contrato para reconversão do edifício da antiga Escola do 1º CEB de Deocriste em creche para 42 utentes, na União de Freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã, por um valor que ascende a 1,497 milhões de euros, a que acresce o IVA à taxa legal, numa empreitada com prazo previsto de 360 dias.

    Recorde-se que o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, já classificou esta reconversão como “um projeto piloto inovador que visa contribuir para a coesão territorial e social”, numa ação direta de apoio social às famílias vianenses. A obra é apoiada no âmbito do programa de Requalificação e Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais do PRR.

    Neste âmbito, no ano passado foram assinados os protocolos com o Centro Paroquial e Social de Lanheses e a Associação Juvenil de Deão que permitiram alavancar a criação desta creche. Assim, através de Contrato de Comodato da Escola Básica de Deocriste, o Município cedeu gratuitamente o edifício ao Centro Paroquial e Social de Lanheses, por um período de 20 anos, podendo ser renovado desde que se mantenha em vigor o acordo. A cedência, para além do edifício, abrange ainda o equipamento de cozinha e copas de leite, o mobiliário e material didático necessário ao funcionamento da creche, instalados no imóvel pelo município.

    Já o Protocolo de Colaboração com o Centro Paroquial e Social de Lanheses e a Associação Juvenil de Deão é também válido por 20 anos.

    O Centro Paroquial e Social de Lanheses ficará responsável por “realizar a gestão, organização e funcionamento da creche e de todos os recursos humanos e materiais associados”, garantindo “o normal e integral funcionamento da creche para 42 utentes”.

    Já a Associação Juvenil de Deão irá “enquadrar no horário de funcionamento da creche o tempo necessário para a integração de metodologias de educação não formal no desenvolvimento das atividades por parte da equipa técnica e de toda a comunidade”, implementando ainda projetos de voluntariado juvenil nesta resposta social, com voluntários nacionais e europeus, dinamizando igualmente um plano de sustentabilidade a nível ambiental e alimentar.

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    (@Ricardo Gonçalves)

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    City Cortex desce à cidade (c/ galeria de imagens)

    De um programa de pesquisa que assume a cortiça como “paradigma de matéria-prima sustentável” nasce o City Cortex, onde um grupo de arquitectos e designers de renome internacional, desenvolveram um conjunto de projectos originais à escala urbana desenhados para as cidades do presente e do futuro. Esses projectos tomaram, finalmente, forma e poderão ser vivenciados, até Novembro, num circuito que começa em Belém e atravessa o Tejo até à Trafaria

    O City Cortex tem a chancela da Corticeira Amorim e já leva uns bons anos de desenvolvimento. Lançado em 2019 o projecto teve como objectivo central explorar o uso da cortiça em contexto urbano, tendo na altura sido lançado um desafio a vários gabinetes internacionais. A pandemia atravessou-se no caminho e a apresentação do projecto foi adiada, mas o trabalho de desenvolvimento ganhou um novo impulso.

    Seis anos volvidos, o City Cortex irá fez a sua apresentação, em Lisboa, num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas. Um contexto onde a cortiça ganha, naturalmente, protagonismo.

    Através do contributo de seis arquitectos e estúdios de design, com nome reconhecido internacionalmente –  Diller Scofidio + Renfro, Eduardo Souto de Moura, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Sagmeister & Walsh  e Yves Béhar – o City Cortex cria e oferece oito projectos originais para espaços públicos e semi-públicos, os quais exploram a relação deste material natural e sustentável com o design e a arquitectura.

    O programa encara a cidade como um organismo vivo e dinâmico, respondendo aos desafios urbanos do século XXI, onde questões como fruição, protecção, intergeracionalidade, coesão social, conforto, sustentabilidade e gestão de recursos são essenciais. Propondo, simultaneamente, uma experiência lúdica ao cidadão, transformando espaços urbanos comuns um espaço de interacção multidisciplinar e multicultural.

    O City Cortex é concebido e comissariado pela experimentadesign e tem o apoio à produção da ArtWorks.

    Uma proposta de circuito para experimentar a cortiça na cidade

    O proposto por City Cortex é colocar “a cortiça como mote para repensar a experiência do espaço público urbano, despertando o interesse para uma utilização de materiais sustentáveis, que possam fazer parte de uma economia circular e tenham um papel fundamental na activação participada e lúdica do espaço”, descreve a organização.

    Esta “experiência” propriamente dita arranca a 6 de Junho e irá unir, num circuito, a freguesia de Belém, em Lisboa, à Trafaria, em Almada. Arrancamos neste percurso com a “Life Expectancy”, que tem a assinatura de Sagmeister & Walsh, localizada na passagem pedonal, por baixo da via férrea, para o Padrão dos Descobrimentos. A proposta explora as propriedades de isolamento sonoro e térmico da cortiça, através da colocação de painéis deste material no tecto do túnel, “proporcionando uma melhor atmosfera sonora e experiência estética”.

    A segunda participação da equipa de designers da Sagmeister & Walsh neste projecto poderá ser vista no Museu de Arte Popular e transforma a cortiça em garrafas onde as rolhas são vidro. Abordando, com sentido de humor, os ruídos num espaço de lazer e a flexibilidade da manipulação deste material. Também com assinatura deste gabinete o “Humpbacks”, um colchão flutuante ecológico produzido a partir de esferas de cortiça, estará localizado no Espelho d’Água, na Av. Brasília.

    Avançamos um pouco mais adiante e na mesma margem do Tejo, junto dos jardins do MAAT, encontramos a instalação “Port_ALL”, do designer Yves Béhar, que tem como inspiração a Torre de Belém e a histórica ligação do local como ponto de chegada e partida da capital portuguesa.

    Do ponto de reflexão que “Port_ALL” oferece passamos, ainda nos jardins do MAAT, à paisagem sensorial que as esculturas urbanas que o estúdio de arquitectura e design nova iorquino Leong Leong criou, inspirado pela ideia da cidade como espaço lúdico e de recreio. O arquitecto recorre de um aglomerado natural de cortiça para criar elementos esculturais que definem uma nova paisagem micro‑urbana.  Uma reflexão sobre a utilização da cortiça nos equipamentos urbanos, como “forma de amenizar a dureza da paisagem da cidade, tendo em conta as diferentes exigências de cada corpo para se sentir confortável nos espaços urbanos”, justifica Leong Leong.

    Com assinatura do arquitecto Souto de Moura, a “Conversadeira”, surge do lado Oeste do MAAT, entre este e o Museu de Electricidade. Souto de Moura utiliza a cortiça “para criar um ambiente de calma e refúgio, possibilitando o encontro entre duas pessoas, quase privado originando um espaço quase privado, num local onde passam centenas de pessoas. O ângulo relativamente ao rio e as duas alturas dos assentos fazem com que cada uma das pessoas tenha uma perspectiva distinta sobre a mesma vista, promovendo também uma proximidade física invulgar entre as duas”. A cortiça não é um material estranha ao arquitecto que desde o início de actividade a usa. “Este protótipo vai funcionar como um teste para vermos o seu comportamento, que já sabemos que é altamente resistente e isolante, contra o tempo e o uso”, sublinha.

    Ainda na mesma margem do Tejo, no pequeno jardim público junto à Biblioteca Municipal de Belém, que integra também o projecto, encontramos a “Second Skin”. A peça criada pelo estúdio de design nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro foca-se na importância da leitura e da literacia, bem como na relevância dos espaços verdes nas cidades.

    “Second Skin” utiliza a cortiça como principal material para a construção de uma pequena biblioteca comunitária ao ar livre. O projecto cria uma segunda pele de cortiça que envolve o tronco das árvores, desenhando estantes e bancos.

    Quase a terminar este percurso precisamos de atravessar o Tejo, para a Trafaria, onde está localizada a intervenção do arquitecto e engenheiro Gabriel Calatrava e do colectivo CAL. A “Onda” utiliza a cortiça como componente central de um sistema de ocupação, temporário ou permanente, com o objectivo de criar um novo espaço colectivo num terreno público na Trafaria, a sul do Tejo.  “Onda” premeia o encontro e o convívio da comunidade local e dos visitantes da Trafaria e em parceria com uma associação local, a comunidade da Trafaria participa na instalação, trazendo de suas casas para o espaço expositivo cadeiras já sem uso que serão renovadas através de uma membrana de cortiça, não só numa óptica de reutilização e reciclagem, mas também com o intuito de que a população local se relacione emocionalmente com o espaço, criando as suas próprias referências.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Otovo e Grupo Volkswagen unem-se para criar soluções de carregamento doméstico

    A parceria entre as duas marcas tem por objectivo oferecer uma solução holística que combine energia solar limpa e mobilidade eléctrica, que permitirá aos proprietários de veículos eléctricos uma poupança de até 40% nos custos de carregamento

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    A Otovo, marketplace europeu de instalação de painéis solares e baterias para o mercado residencial, acaba de estabelecer uma parceria estratégica com a Elli, marca do Grupo Volkswagen para carregamento e energia, com o objectivo de oferecer uma solução holística que combine energia solar limpa e mobilidade eléctrica. As duas juntas pretendem criam um ecossistema  de mobilidade e energia sustentáveis.

    A combinação de energia solar e mobilidade eléctrica permite que ambas as empresas desenvolvam soluções personalizadas para o crescente mercado de veículos eléctricos. A partir do Verão de 2024 os clientes Volkswagen poderão adquirir um sistema fotovoltaico juntamente com o novo Elli Charger 2 e instalá-lo recorrendo a um instalador da rede Otovo.

    O carregador e a bateria de energia solar são coordenados para que os consumidores possam carregar directamente os seus carros com o excedente fotovoltaico e garantir uma poupança de até 40% em cada carregamento.

    Um dos principais benefícios desta parceria é a redução significativa do custo total de propriedade de veículos eléctricos através da utilização de sistemas fotovoltaicos. Os proprietários de veículos eléctricos passam a produzir a energia que necessitam, tornando-os independentes das flutuações de preço da electricidade.

    “Para avançar ainda mais na mobilidade eléctrica, precisamos tornar todo o ecossistema de carregamento mais acessível e rentável para os consumidores. Portanto, a parceria com a Otovo não é apenas um sinal importante para o negócio de carregamento e energia na Europa como também para a integração inteligente da mobilidade e da transição energética em casa. Estamos muito satisfeitos com este importante passo e cooperação pioneira”, explica Giovanni Palazzo, CEO da Elli.

    “Através desta parceria com a Elli e com o Grupo Volkswagen, as nossas soluções fotovoltaicas chegarão mais facilmente a cada vez mais consumidores. A poupança associada aos nossos sistemas será imediatamente visível e irá permitir-nos aumentar o valor para o cliente final através de maiores poupanças.”, considera Manuel Pina, director-geral da Otovo em Portugal.

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    C&W responsável pela modernização dos escritórios da Intelcia

    Para uma área de três mil m2, a obra passou por uma intervenção geral de arquitectura, rede de telecomunicações e componente eléctrica, uma nova área dedicada à administração com diversos gabinetes, salas de reunião e uma sala de videoconferência, assim como vários espaços de colaboração e descanso

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    A Cushman & Wakefield (C&W) foi o parceiro escolhido pela Intelcia para a execução da obra de transformação das suas novas instalações no edifício Espace, no Parque das Nações, em Lisboa. O projecto terminou com a entrega de um escritório “moderno e eficiente” num prazo recorde.

    Neste sentido, a consultora prestou serviços de Design & Build para uma área de três mil metros quadrados (m2), sendo que a obra passou por uma intervenção geral de arquitectura, rede de telecomunicações e componente eléctrica. Foi construída uma nova área totalmente dedicada à administração com diversos gabinetes e salas de reunião, incluindo uma sala de videoconferência totalmente equipada. Foram, também, desenhados vários espaços de colaboração e descanso, criando ambientes mais informais e acolhedores no escritório.

    “O desafio principal do projeto passou por executar uma obra com uma dimensão considerável num curto espaço de tempo, sem prejuízo da data estipulada para o início da operação”, afirmou Bruno Martins dos Reis, da equipa de Project & Development Services da Cushman & Wakefield Portugal, acrescentando, ainda, que “foram executados e incorporados neste prazo diversos trabalhos adicionais, respeitando as várias necessidades e requisitos do cliente”.

    Em Portugal desde 2018 e com 13 escritórios espalhados em território nacional, a especialista em contact centres anunciou, recentemente, a expansão da sua oferta e, além de prestar serviços de BPO (Business Process Operations), passou a trabalhar as áreas de Permanent Placement e RPO (recruitment process outsourcing), nomeadamente centrada nas funções de RH, Sales&Marketing, Finance&Banking e Customer Experience.

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    Solução solar para espaços interiores portuguesa vence Prémios Europeus de Energia Sustentável 2024

    Através da start-up Seenergy, a arquitecta portuguesa Rita Gomes está a desenvolver uma gama de mobiliário com capacidade para fazer o aproveitamento e o armazenamento da energia solar. O seu trabalho foi agora distinguido nos Prémios Europeus de Energia Sustentável 2024

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    A arquitecta portuguesa Rita Gomes é a vencedora do Prémio Europeu de Energia Sustentável 2024, na categoria de “Mulheres na Energia” (Woman in Energy), pelo trabalho desenvolvido pela sua start-up Seenergy, pioneira na utilização de soluções de energias renováveis integradas em peças de mobiliário.

    O projecto de Rita Gomes ficou em primeiro lugar numa votação pública online. A arquitecta portuguesa recebeu o galardão durante a cerimónia de entrega dos prémios da Semana Europeia da Energia Sustentável (EUSEW), que teve lugar no dia 11 de Junho, em Bruxelas.

    Com sede no Porto, o desafio da start-up de Rita Gomes é desenvolver uma gama de mobiliário, económico e ecológico, com capacidade para fazer o aproveitamento e o armazenamento da energia solar. “A nossa missão passa por criar soluções inovadoras em que possamos aplicar, à escala mundial, as vantagens desta tecnologia solar integrada no mobiliário, contribuindo assim para um futuro mais sustentável e ambientalmente mais responsável”, reforça a vencedora.

    A Seenergy utiliza células solares sensibilizadas por corantes que imitam o processo de fotossíntese nas plantas, convertendo a luz em electricidade. Ao contrário dos painéis solares comuns, as células solares podem ser utilizadas em ambientes fechados, dado que não precisam de luz solar directa. Uma vez recolhida, a energia é armazenada numa bateria que é integrada nas peças de mobiliário, podendo depois ser utilizada para carregar dispositivos ou acender luzes através de uma entrada USB.

    Rita Gomes é uma das três finalistas dos Prémios Europeus de Energia Sustentável 2024, na categoria de Mulheres na Energia. O prémio distingue mulheres que lideram projectos e actividades inovadoras que, quando replicadas, podem ajudar a promover a transição para a utilização de fontes de energias mais sustentáveis na Europa. É dada especial atenção ao contributo feminino nesta iniciativa, por forma a impulsionar a integração, em termos de género, e apoiar a igualdade de oportunidades no sector da energia.

    As outras finalistas são Françoise Réfabert da França, e ainda Karolina Attspodina da Alemanha. Françoise desenvolveu uma visão inovadora na área do financiamento acessível para renovações ao nível da energia doméstica. Karolina tem a missão de trazer a energia solar para as varandas dos espaços habitacionais, através de kits de bricolage.

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    Governo “acelera” resposta às primeiras casas financiadas pelo PRR

    Em causa estão projectos com um valor global de 328 M€, destinados à construção ou reabilitação de 2.871 fogos em 80 municípios, tendo como objectivo contribuir para o cumprimento da meta celebrada entre Portugal e a Comissão Europeia, no âmbito do PRR

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    No âmbito da estratégia para a habitação, o Governo dá início esta terça-feira, dia 11 de Junho, ao processo de assinaturas dos termos de responsabilidade com os municípios com vista a acelerar as candidaturas aos apoios financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A iniciativa que se prolonga até amanhã, dia 12 de Junho, conta com a presença de Miguel Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação e de Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial.

    A medida prevista no programa Construir Portugal, arranca com as assinaturas e homologação dos termos de responsabilidade celebrados com mais de 80 municípios das regiões do Alentejo, Algarve, Centro e Norte.

    Em causa nas quatro regiões estão projectos com um valor global de 328 milhões de euros, destinados à construção ou reabilitação de 2.871 fogos, tendo como objectivo contribuir para o cumprimento da meta celebrada entre Portugal e a Comissão Europeia, no âmbito do PRR, de entregar 26 mil casas às famílias até Junho de 2026.

    O termo de responsabilidade vai permitir às Câmaras Municipais avançarem na construção ou reabilitação de edifícios para habitação digna destinada às famílias mais vulneráveis, ficando a aprovação das candidaturas pelo Instituto de Habitação e Reabilitação (IHRU) para uma fase posterior.

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