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Miguel Araujo
Opinião

Como pode a tecnologia de informação potenciar a construção civil?

“Os ERPs, são uma mais-valia para a construção civil, uma vez que permite que os dados possam ser consultados a qualquer momento e por todos os departamentos da empresa, como também permite medições extra nos autos de cliente e/ou fornecedores”

Miguel Araujo
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Como pode a tecnologia de informação potenciar a construção civil?

“Os ERPs, são uma mais-valia para a construção civil, uma vez que permite que os dados possam ser consultados a qualquer momento e por todos os departamentos da empresa, como também permite medições extra nos autos de cliente e/ou fornecedores”

Miguel Araujo
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Miguel Araujo

Por mais que se tenha vindo a verificar uma maior aposta, nos últimos anos, no setor da construção, a verdade é que este tem vindo a atravessar períodos conturbados, marcados pela inconstância trazida pela pandemia e, mais recentemente, a guerra na Ucrânia.

Contudo, devido à elevada procura pelos serviços do setor, este tem verificado um aumento na falta de mão de obra qualificada, mais custos, dificuldade em gerir a matéria-prima e, até mesmo, em definir e cumprir timings – um aspeto crucial para o sucesso dos projetos de construção. Mas, será que não existem soluções para esta problemática?

Foi à procura destas soluções e com o objetivo de alcançar uma maior eficiência que os diversos players do setor exploraram os mecanismos de otimização de processos, tendo a transformação digital, e, sobretudo, tecnologias da informação ganho destaque na construção civil, uma vez que os os ERPs – Enterprise Resource Plannings – são um fator diferenciador, e vantajoso, para a otimização do setor.

Esta tecnologia é capaz de adaptar-se a cada modelo de negócio, agilizá-lo, torná-lo mais eficiente, aumentar a sua segurança, maximizar resultados e reduzir custos – tornando a gestão da empresa mais fácil e produtiva. A par disso, é capaz de auxiliar as organizações nos variados processos de gestão, uma vez que interfere em diferentes áreas – como clientes, finanças, stocks, ou recursos humanos -, trazendo vantagens a nível externo e interno da organização.

Posto isto, os ERPs, são uma mais-valia para a construção civil, uma vez que permite que os dados possam ser consultados a qualquer momento e por todos os departamentos da empresa, sejam diretores de obra ou colaboradores da área financeira, como também permite medições extra nos autos de cliente e/ou fornecedores. Para além disso, tarefas como criação de projetos e obras, organização de processos, elaboração e controlo de orçamentos ou a gestão de fornecedores e clientes tornam-se muito mais fáceis com a tecnologia ERP.

A melhor parte é que não é só no dia a dia que a tecnologia ERP faz a diferença, uma vez que reduz os custos de operação, potencia o saldo positivo no final dos projetos e, nas contas finais, ainda consegue atingir um EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) mais elevado. Feitas as contas este grande detalhe aumenta a rentabilidade da empresa, incrementa a eficácia e produtividade dos colaboradores e contribui para resultados positivos no EBITDA.

Em suma, é crucial que as empresas de construção civil comecem a ver a tecnologia como uma vantagem e não com estranheza – uma vez que a digitalização é fundamental em todas as áreas de negócio, devido à garantia, potencialização e adaptação que concede às organizações em diferentes cenários. Se o mundo evoluiu é necessário que evoluamos com ele e é isso que a tecnologia quer fazer na construção civil: ir mais além.

NOTA: O autor escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

Sobre o autorMiguel Araujo

Miguel Araujo

Gestor de projecto, especializado no sector da construção civil, da Winsig
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