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António Carlos Rodrigues
Opinião

Os Desafios da Construção

Avizinha-se um cenário de investimento público mais forte, mas associado à escassez de trabalhadores qualificados, antecipamos que a inflação será um dos nossos maiores desafios imediatos

António Carlos Rodrigues
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Os Desafios da Construção

Avizinha-se um cenário de investimento público mais forte, mas associado à escassez de trabalhadores qualificados, antecipamos que a inflação será um dos nossos maiores desafios imediatos

Sobre o autor
António Carlos Rodrigues

Enquanto empresa no ramo da construção civil temos consciência que estamos a servir uma sociedade e que esta precisa de uma construção responsável com profissionais competentes, orientados por uma vontade de impactar positivamente o mundo. Assim, todos os dias, identificamos desafios e oportunidade e criamos objetivos e estruturas para alcançar as metas.

Atualmente, são muitos os desafios do setor da construção… Desde a falta de mão de obra qualificada – que projetamos que seja ainda mais notada do que no período pré-covid -, a inflação e subida de preços das matérias primas, os índices de produtividade muito baixos e o elevado desperdício.

Alguns são velhos desafios que a Covid-19 veio exacerbar, destacando-se a baixa produtividade do nosso setor que desde a década de 1980 não conseguíamos aumentar. Ao fim de 30 anos muito mudou, permitindo-nos assumir como uma indústria dentro do conceito que todos conhecemos hoje: mais digital e mais sustentável.

Avizinha-se um cenário de investimento público mais forte, mas associado à escassez de trabalhadores qualificados, antecipamos que a inflação será um dos nossos maiores desafios imediatos. Os nossos projetos têm uma duração média de 12 meses, sendo que grande parte dos preços são fixados à data da contratação e muitos deles sofrem oscilações diárias.

Continuamos a viver, certamente, um desafio sem precedentes à escala mundial com consequências vastas nas nossas vidas pessoais e profissionais.

Estamos cientes que a nossa organização tem o dever de dar resposta às necessidades da sociedade e não nos devemos dedicar a um só segmento de construção, ultrapassando assim com maior facilidade os desafios deste setor.

Com vasta experiência e know-how na edificação de edifícios, temos vindo a apostar não só em parceiras, mas também na criação e desenvolvimento de produtos próprios para que os edifícios sejam mais saudáveis, mais confortáveis, mais sustentáveis e mais desejáveis. Uma das nossas apostas é a parceria com a CREE Buildings, a face visível que responde ao ODS13 (Ação Climática) e ODS15 (Proteger a vida Terrestre), através da descarbonização e da construção sustentável com utilização de soluções de construção híbrida com madeira. É uma abordagem diferente e inovadora para o setor da construção, construindo edifícios que proporcionam a redução de CO2, permitindo uma completa, simplificada e estandardizada industrialização do processo de construção, desde o planeamento inicial até à entrega do edifício.

Outra solução é a Blufab, uma unidade de construção off-site, que está a abastecer as obras da Casais com elementos fabricados e montados em fábrica. A procura pela utilização de materiais que incorporem o verdadeiro espírito da economia circular, que possam ser adaptados, reaproveitados é uma forte aposta da organização. Este é o contributo da organização para o ODS09 (Indústria, Inovação e Infraestruturas) e ainda para o ODS13 (Ação Climática).

A industrialização é a ferramenta para aumentar a eficiência e será essencial para a transição da construção onde, cada vez mais, veremos produtos e sistemas pensados e produzidos de uma forma integrada, permitindo assim transformar a construção num processo de montagem de componentes que podem ser configurados de diferentes formas para atingir o resultado final contratado. A falta de trabalhadores só pode ser combatida com o aumento da produtividade e com uma maior qualificação. O ambiente industrial permite realizar a formação e qualificação com mais facilidade, é mais limpo, mais seco e mais atrativo para os jovens, ao mesmo tempo mais inclusivo, com uma maior participação do género feminino, abrangendo ainda trabalhadores de todas as idades.

A nossa mais recente aposta, a Fioblu, plataforma digital de venda de produtos e soluções de construção sustentáveis que permitem melhorar a eficiência construtiva e energética dos espaços e contribuir para o desenvolvimento de edifícios mais saudáveis. Todas as soluções oferecidas são desenvolvidas internamente ou com parceiros nacionais e internacionais. Este é mais um passo na nossa missão de acrescentar valor, enquanto organização empenhada em contribuir para a sociedade e na construção de um planeta melhor para todos.

Conscientes do papel essencial que o setor desempenha na economia, o Grupo Casais, com impacto global, tem como missão desenvolver pessoas e comunidades mais fortes, estando ainda no início. Mobilizamos pessoas que são portadoras de competências, capazes de capacitar e de serem capacitadas. Entre regiões e países, transferimos produtos e serviços criando riqueza e valor acrescentado. Geramos uma rede de conhecimento que circula livre, viaja à velocidade da luz e passa fronteiras sem necessidade de visto ou certificados Covid. O nosso investimento regional produz riqueza, que se espalha sob a forma de rendimento (os salários) e conhecimento (as competências) para a comunidade local e são estes que, eventualmente proporcionam acesso a uma casa, água potável, energia, conectividade, educação e saúde.

Na consciência que a nave espacial “Planeta Terra” é o nosso único habitat, enquanto tripulantes, a nossa missão é e será construir um Mundo Melhor.

 

NOTA: O Autor escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

Sobre o autorAntónio Carlos Rodrigues

António Carlos Rodrigues

CEO Grupo Casais
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