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    Um Futuro com Princípios

    Os desafios que, o sector da construção e da disciplina de arquitectura enfrentam, não são maiores nem menores que outras épocas, são sim os actuais. A arquitectura é e deverá ser, sempre, um mecanismo de resposta, ou parte desta, a reptos de uma contemporaneidade em contínua evolução e desenvolvimento

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    Um Futuro com Princípios

    Os desafios que, o sector da construção e da disciplina de arquitectura enfrentam, não são maiores nem menores que outras épocas, são sim os actuais. A arquitectura é e deverá ser, sempre, um mecanismo de resposta, ou parte desta, a reptos de uma contemporaneidade em contínua evolução e desenvolvimento

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    Enfrentar adversidades, adaptar-se a novos contextos, dar respostas à imprevisibilidade, deverão ser premissas basilares da condição humana. Nesse sentido, entendemos quase como redundante a avaliação de uma qualquer actividade económica face à sua incerteza futura.

    A história tem-nos ensinado que é na necessidade que o Homem alcança alguns dos seus maiores feitos e que as épocas de menor fulgor inventivo e evolutivo são contemporâneas a períodos de pretensa estabilidade e acomodação, promotores de estados de hibernação criativa.

    Os desafios que, o sector da construção e da disciplina de arquitectura enfrentam, não são maiores nem menores que outras épocas, são sim os actuais. A arquitectura é e deverá ser, sempre, um mecanismo de resposta, ou parte desta, a reptos de uma contemporaneidade em contínua evolução e desenvolvimento. Esta, a arquitectura, é essencialmente uma disciplina social, através da qual se impulsionam as condições físicas e ambientais em que habitamos, no limite diríamos que é a alma da construção, que lhe confere emoção, singularidade, que cria a empatia entre o inerte e o Homem.

    De uma forma mais ou menos empírica, todos nós de uma forma geral, estamos familiarizados com parte dos desafios que o sector da construção e da produção arquitectónica enfrentam, questões como a sustentabilidade, problemas da habitação, a crise energética, os elevados custos de produção, escassez de mão de obra qualificada, enfim, uma série de constrangimentos que ao invés de serem encarados como inibidores de uma actividade, deverão demonstrar-se como oportunidades, reclamando um olhar diferente e que vá para além do que nos era, até então, apreensível.

    É sob este olhar, optimista e inconformado, que devemos alimentar o nosso anseio de respostas, procurando exaustivamente apoiar-nos nas diversas especialidades, disciplinas científicas, artísticas e sociais, como forma de encontrarmos as respostas necessárias que a actualidade reclama.

    Os problemas da habitação passam necessariamente pelos estímulos sociais e apoios dos decisores políticos, contudo deverão ser alicerçados numa resposta arquitectónica destemida, que se demonstre adaptada às novas formas e organizações sociais, novos modos de habitar e co-habitar.

    Os problemas associados à sustentabilidade, não poderão ser apenas resolvidos pela ciência e pelos seus avanços tecnológicos. O progresso industrial, o desenvolvimento de materiais alternativos, ecológicos e reutilizáveis e a cada vez mais presente optimização construtiva, deverão andar acompanhados de uma consciencialização e uma necessária racionalização dos recursos físicos e espaciais, inseridos num conceito de “sustentabilidade espacial”.

    Da mesma forma, os problemas que assolam o sector da construção, nomeadamente, a escassez de mão de obra qualificada não poderão ser colmatados apenas com o fenómeno da emigração e captação de mão de obra externa. A alteração de paradigmas na educação e formação profissional, acompanhado de uma valorização e dignificação da actividade são essenciais para o crescimento, estímulo e boa prática do nosso sector.

    As actividades económicas são todas elas susceptíveis a períodos de maior e menor fulgor, associado sempre à fenomenologia da incerteza futura. Requerem da parte dos seus autores, promotores e decisores, coragem, vontade e atrevimento por forma a posicionarmo-nos num lugar cimeiro de evolução e responsabilidade social.

    NOTA: Os Autores escrevem segundo o Antigo Acordo Ortográfico

    Sobre o autorGrupoZegnea

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    Hugo Lobo e Mariana Rodrigues, CEO e COO do Grupo Zegnea
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