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Refer responsabiliza Câmara de Matosinhos por atrasos na construção de apeadeiros

Em resposta a pedidos de esclarecimento da agência Lusa, a Refer garantiu ter concluído os projectos e lançado concursos para as empreitadas, acrescentando que os trabalhos só não avançaram porque a Câmara ainda não cumpriu integralmente o acordado

Ricardo Batista
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Refer responsabiliza Câmara de Matosinhos por atrasos na construção de apeadeiros

Em resposta a pedidos de esclarecimento da agência Lusa, a Refer garantiu ter concluído os projectos e lançado concursos para as empreitadas, acrescentando que os trabalhos só não avançaram porque a Câmara ainda não cumpriu integralmente o acordado

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A Rede Ferroviária Nacional (Refer) responsabilizou esta sexta-feira a Câmara de Matosinhos por atrasos no processo de construção de dois novos apeadeiros na Linha de Leixões, cujas obras estavam anunciadas para o passado mês de Abril.

Em causa estão paragens previstas para as imediações do hospital de São João e para a Arroteia, fundamentais para atrair mais passageiros à Linha de Leixões, tendo em conta que se situarão nas proximidades de uma estação de metro que garante ligação ao centro do Porto.

Em resposta a pedidos de esclarecimento da agência Lusa, a Refer garantiu ter concluído os projectos e lançado concursos para as empreitadas, acrescentando que os trabalhos só não avançaram porque a Câmara de Matosinhos ainda não cumpriu integralmente o protocolo celebrado com a empresa gestora das linhas de caminho de ferro.

“Para a total materialização da segunda fase torna-se igualmente necessário assegurar, através de terreno municipal, as respectivas acessibilidades àquelas novas infraestruturas ferroviárias, sem as quais não será possível a Refer dar início à sua construção”, explicou a empresa.

Ainda de acordo com a Refer, este processo referente às acessibilidades “aguarda, desde 24 de Setembro de 2009, decisão por parte da Câmara Municipal de Matosinhos, entidade responsável por esta componente do projecto”, nos termos do protocolo celebrado pelas partes.

Na sequência de uma reunião com responsáveis da CP/Porto, a associação de utentes dos comboios de Portugal Comboios XXI lamentou, em comunicado, que a construção das paragens da Linha de Leixões nas imediações do Hospital de São João e na Arroteia continue por fazer, apesar de as obras terem sido prometidas para Abril passado.

A linha ferroviária de Leixões, que durante 43 anos serviu apenas o transporte de mercadorias, passou a dispor de serviço de passageiros em Setembro do ano passado.

Nesta primeira fase, o serviço abrange apenas um traçado de 10,6 dos 19 quilómetros da ferrovia e somente com paragens nas estações de Ermesinde, Sangemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio. Mais tarde, será estendido a Leixões, imediações da estação terminal da linha de Metro de Matosinhos.

A construção de novos apeadeiros junto ao “São João” e na Arroteia foi desde logo anunciada como forma de facilitar a interligação com a rede de metro e aumentar a procura da Linha de Leixões, que tem sido residual.

Contactada pela Lusa, a Câmara Matosinhos não adiantou uma posição sobre esta matéria, alegando que precisa clarificar previamente alguns detalhes junto da presidência da Refer e que o não tem conseguido.

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AICCOPN: Concursos de obras públicas caem 8% no primeiro trimestre

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021

O volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos no primeiro trimestre deste ano baixou 8% face aos primeiros três meses de 2021, atingindo os 892 milhões, divulgou esta quinta-feira a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN)

Segundo a associação, e de acordo com o Barómetro das Obras Públicas, a variação entrou em terreno negativo depois de uma variação nula no mês anterior.

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021, “prolongando-se uma variação negativa em termos homólogos acumulados que se regista desde Dezembro”.

Os contratos de empreitada celebrados no âmbito de concursos públicos, neste período de análise, por sua vez, situaram-se em 315 milhões de euros, valor inferior em 52% ao observado em igual período do ano anterior.

Já os contratos celebrados através de ajustes directos e consultas prévias recuaram 36% em termos homólogos, para 79 milhões de euros, conclui a associação do sector.

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Braga recebe congresso sobre digitalização da indústria da construção

“Até aqui fazíamos desenhos para construir casas, pontes e outros edifícios, mas a tendência internacional é fazê-lo através de modelos, navegáveis por realidade virtual, onde se vê muito além das paredes, como as redes hidráulicas e até as propriedades dos materiais

Braga recebe, entre 4 e 6 de Maio, o 4º Congresso Português de Building Information Modelling (ptBIM), iniciativa promovida pelas Escolas de Engenharia e de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, com o apoio das universidades do Porto e de Lisboa. A meta é debater, divulgar e adequar directrizes sobre construção virtual, em especial nos países lusófonos, que vão estar bem representados no evento que se realiza no Espaço Vita.

A sessão de abertura realiza-se no dia 4, às 9h, com intervenções previstas do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, do vereador do Urbanismo de Braga, João Rodrigues, dos directores da Região Norte da Ordens dos Arquitectos e dos Engenheiros, respectivamente Conceição Melo e Bento Aires, e do coordenador do congresso, Miguel Azenha.

O programa inclui sessões plenárias e paralelas, seminários, reuniões e um prémio a melhor tese de mestrado na área, entre outros. Os oradores principais são o norte-americano Patrick MacLeamy (BuildingSMART International), a canadiana Susan Keenliside (House of Commons), o francês Christophe Castaign (European Federation of Consulting Associations), o esloveno Veljko Janjic (Bexel Consulting) e o português Décio Ferreira (Foster+Partners). As inscrições estão abertas em www.ptbim.org. Neste site também se pode ver, por curiosidade, a representação 3D ou BIM dos espaços do congresso.

“Até aqui fazíamos desenhos para construir casas, pontes e outros edifícios, mas a tendência internacional é fazê-lo através de modelos, navegáveis por realidade virtual, onde se vê muito além das paredes, como as redes hidráulicas e até as propriedades dos materiais. Esses benefícios vão reduzir muitas despesas de mau planeamento, aproximar os vários envolvidos na obra e permitir edifícios mais sustentáveis na certificação energética, no conforto e na segurança”, resume o professor Miguel Azenha, que está ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UMinho e ao centro de investigação ISISE.

“O método BIM é colaborativo, baseado num modelo digital que integra a informação de formas que eram impensáveis até há alguns anos e a sua utilidade na arquitectura/construção exprime-se de muitas maneiras”, frisa. No entanto, acrescenta, “há desafios importantes para os profissionais, pois exige novos modos de trabalhar e colaborar, obrigando a um processo de aprendizagem; e há também um conjunto de novas normas, como a ISO19650, às quais o tecido empresarial do sector se está a adaptar”.

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Epiroc apresenta a nova fresadora V

Com o seu design em V, a mais recente fresadora da Epiroc define um novo padrão em abertura de valas e pedreiras. Uma solução aparentemente simples com uma eficácia extraordinária que permite poupanças de energia até 40%

“Os problemas de eficiência relacionados com a abertura de valas foram resolvidos com soluções avançadas, mas dispendiosas. Apresentamos uma alternativa que irá poupar tempo e dinheiro em praticamente todos os aspectos, do investimento à energia e ao desgaste da máquina portadora. E tudo é conseguido pelos ângulos do tambor”, explica Gordon Hambach, global business manager de acessórios hidráulicos na Epiroc.

Graças ao design em V, que permite um corte com uma base plana, nenhum material é deixado intocável entre os tambores. Uma fresadora de tambor regular tem de deslocar-se lateralmente para criar uma vala uniforme, uma abordagem que causa desgaste adicional no braço da máquina portadora, o VC 2000 pode atingir o mesmo resultado simplesmente a direito. Basicamente, funciona como um balde, o que facilita a sua utilização, é mais agradável para a máquina portadora e é necessária menos energia e tempo. Tendo em conta a redução dos períodos de inactividade e da manutenção, os cálculos são ainda mais atractivos.

As características distintivas das fresadoras de tambor Epiroc clássicos, como as engrenagens rectas robustas, o motor de engrenagem de binário elevado adaptável e o sistema de retenção QuickSnap para uma troca rápida e fácil, podem ser encontradas no nova VC 2000. Também está equipado com o suporte Pro, que conduz todas as mangueiras hidráulicas através do centro da lança e para locais seguros, como padrão. Também estão disponíveis suportes mecânicos e hidráulicos giratórios, bem como um sistema de pulverização de água que previne as poeiras. O sistema HATCON que monitoriza as horas de funcionamento, a localização e os intervalos de assistência e apresenta esses dados em praticamente qualquer ecrã através de My Epiroc é outra opção que aumentará a eficácia geral.

“O fornecimento de soluções que podem ajudar os nossos clientes a atingir novos níveis é gratificante, não menos importante no que diz respeito à poupança de energia e à sustentabilidade. Inspiram-nos a repensar constantemente todos os aspectos da nossa oferta, e VC 2000 é certamente o resultado disso”, conclui Gordon Hambach.

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Instituto de Formação Vulcano estreia curso de instalação e manutenção de ar condicionado

Com a duração de dez dias, a formação será ministrada nos centros de Formação de Aveiro, em 2 a 31 de Maio, e em Lisboa, em duas sessões, de 23 a 31 de Maio e de 6 a 28 de Junho

O Instituto de Formação Vulcano (IFV), espaço de formação e certificação nas áreas de água quente, energia solar térmica e climatização, estreia o curso de Instalação e Manutenção de Ar Condicionado. Com a duração de dez dias, a formação será ministrada às segundas e terças-feiras nos centros de Formação de Aveiro e Lisboa. A sessão em Aveiro terá lugar de 2 a 31 de Maio. Em Lisboa, o curso irá decorrer de 23 a 31 de Maio e de 6 a 28 de Junho. Destina-se a instaladores, recém-licenciados, e técnicos que tencionam dar os primeiros passos na área ou aprofundar conhecimentos.

Com uma duração de 80 horas, este curso irá proporcionar aos formandos várias aprendizagens, como: conceitos básicos de termodinâmica, princípios da climatização e refrigeração, componentes dos sistemas de ar condicionado e também procedimentos de instalação, funcionamento e manutenção. Os inscritos ficarão capacitados para compreender conceitos fundamentais como circuito frigorífico, e diagrama psicométrico, assim como identificar, seleccionar e instalar o equipamento mais adequado de acordo com o perfil do consumidor e a legislação vigente. Além disto, os formandos irão desenvolver aptidão para executar os procedimentos de funcionamento e manutenção de ar condicionado e ainda adquirir conhecimentos úteis para colocar em prática uma negociação de sucesso.

O Curso de Instalação e Manutenção de Ar Condicionado comporta conteúdos programáticos com base teórica, apresentando em simultâneo uma componente prática. Mais informações aqui

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“Lisboa Circular” da Roca reflecte sobre Energia

Focado numa Lisboa mais sustentável, o Roca Lisboa Gallery lança a 5ª e última sessão do workshop ligado a esta área. O tema deste mês é a Energia

O Roca Lisboa Gallery lança a sua última sessão do Workshop “Lisboa Circular.” O tema será a energia e terá lugar no dia 3 de Maio no Roca Lisboa Gallery. “A energia é um recurso utilizado por todos nós mas nem sempre valorizado e reconhecido. O crescimento populacional contínuo e a maior procura de recursos, assim como os agravantes efeitos das alterações climáticas, exigem novas abordagens para as cidades com foco numa gestão de energia mais eficiente e sustentável”, justifica a empresa em comunicado.

Nesta sessão será analisado o sistema de energia da cidade, de forma holística, apresentando soluções sustentáveis e regenerativas, que possam contribuir para a descarbonização energética. Este workshop colaborativo contará com a presença de especialistas da área que irão apresentar projectos de referência, comunitários e de maior escala na cidade Lisboa.

A sessão dedicada ao tema da Energia vai contar com o contributo de Gonçalo Correia, da Sustainable Energy Youth Network (SEYN), e de Sara Freitas, da Lisboa E-Nova – Agência de Energia e Ambiente de Lisboa.

Organizado por Laura Korčulanin, consultora e fundadora do “Give a Shit Project”, “Lisboa Circular” é um ciclo composto por cinco workshops dedicados a temas essenciais da cidade e que definem o bem-estar para todos os cidadãos. O Roca Lisboa Gallery já contou com quatro sessões, a primeira focada no tema dos Resíduos Urbanos e a segunda na Mobilidade, Fevereiro foi o mês de falar na Alimentação, Março na Água e agora, por último, em Maio o foco é a Energia.

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CLS iMation optimiza processos intralogísticos

Simulation as a Service é o novo serviço da CLS iMation que permite, através da simulação, avaliar as condições existentes no ambiente industrial e apresentar soluções que permitem optimizar a fluidez dos processos

A CLS iMation introduziu mais uma adição ao seu portfólio de Soluções Inteligentes para a Automatização Logística. Trata-se do iMation SaaS (Simulation as a Service), um serviço que permite à CLS avaliar as condições existentes no ambiente industrial do cliente, a fim de apresentar, através do potencial da simulação, aspectos e soluções que podem ser optimizados para melhorar a fluidez dos processos.

A simulação é uma parte importante das soluções CLS para avaliar a interacção entre os sistemas existentes e os benefícios que podem ser obtidos pela introdução de soluções automatizadas, no caso dos armazéns tradicionais, ou pela reorganização dos fluxos de trabalho para uma optimização efectiva das tarefas e da produtividade.

Graças às possibilidades oferecidas pela simulação a CLS é capaz de apresentar uma “antevisão” de aspectos, soluções de armazém e processos optimizáveis. Ao analisar dados e variáveis, é possível avaliar a interacção entre os sistemas existentes e dispor de cenários e soluções alternativas desde as fases iniciais de desenvolvimento.
Este serviço de simulação, desenvolvido pela CLS iMation, acrescenta valor ao projecto do ponto de vista da consultoria e é, simultaneamente, integrador de sistemas especializado na optimização de processos de intralogística, o que permite desenvolver propostas flexíveis, modulares e escaláveis.

Desde a concepção de novas instalações de produção, à reengenharia de um ambiente existente, a CLS é capaz, através da definição de parâmetros e análises extremamente detalhadas, de mostrar concretamente como é possível digitalizar e automatizar os próprios processos da forma mais eficiente, integrando-os mesmo com sistemas ou máquinas tradicionais, de acordo com os inputs e necessidades reais do cliente, que é acompanhado passo a passo durante todas as fases de análise e consultoria.

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Lisboa eleita a melhor cidade para trabalhar remotamente, à frente de Miami

Lisboa ocupa o primeiro lugar da tabela dos melhores locais para um nómada executivo viver. Esta é a conclusão do Savills Executive Nomad Index. Clima favorável e qualidade de vida são factores essenciais para a escolha da capital portuguesa

À medida que a pandemia entra numa nova fase, com uma diminuição considerável das restrições que vigoraram nos últimos dois anos, o local de trabalho registou também uma mudança de paradigma: passou de um espaço de trabalho onde os colaboradores se sentam frente aos ecrãs para um novo modelo adaptável, que se centra na promoção da ligação humana, do bem-estar e da criatividade, gerando maior produtividade, novas oportunidades e novas experiências para os colaboradores.

No período pré-pandemia, Lisboa era já um destino de eleição para os nómadas digitais, atraídos pelo clima de sol e praia, associado a um custo de vida competitivo. Os novos dados do relatório da Savills demonstram igualmente que a capital portuguesa que apresenta níveis de poluição baixos, oferece também vantagens no que às acessibilidades e conexões de transportes diz respeito, com o Aeroporto de Lisboa muito próximo do coração da cidade.

“Os jovens profissionais alugam pequenos apartamentos no centro da cidade”, comenta Ricardo Garcia, residential director da Savills Portugal. “Por outro lado, as famílias procuram casas maiores em Lisboa ou Cascais, uma comunidade à beira-mar próxima das melhores escolas internacionais. Os empresários da área da tecnologia são também atraídos pelo estatuto florescente de Lisboa como um centro tecnológico. Os custos imobiliários são baixos e existe uma forte reserva de talentos locais, sendo que as empresas estão a mudar a sua sede para Portugal, estando a cidade a tornar-se cada vez mais internacional. Não vejo Lisboa ou Portugal a abrandar tão cedo”, sublinha o responsável.

Segundo o Savills Executive Nomad Index, existe outra região em Portugal que também dá cartas na realidade do trabalho remoto – o Algarve ocupa a 4ª posição, oferecendo muitos dos mesmos benefícios de Lisboa, nomeadamente o clima característico do sul de Portugal e as suas magníficas praias. O Index da Savills analisa e classifica 15 destinos para colaboradores que exercem funções de forma remota. Todos os que adoptam este modelo de trabalho usufruem de um programa de vistos de nómadas digitais ou, no caso dos EUA e países europeus, fazem já parte de um bloco económico que permite a livre circulação de pessoas para viver ou trabalhar.

“O nómada moderno executivo é proprietário de uma Villa no Algarve ou de um condomínio em Miami, assiste a chamadas Online a partir do seu home office e embarca num voo com destino a Londres, Nova Iorque, ou Genebra para participar na reunião trimestral de direcção”, refere Paul Tostevin, chefe da Savills World Research. “Desde que existam boas ligações em termos de viagens e que a Internet de alta velocidade seja fiável, os indivíduos e as famílias estão motivados para se relocalizarem e estão a priorizar a saúde, o bem-estar e o estilo de vida em geral”, acrescenta.

O panorama internacional

Em termos internacionais, Miami ocupa a 2ª posição deste ranking. O seu clima quente e as praias, atraem cada vez mais pessoas e fazem de Miami um apetecível destino de trabalho remoto nos EUA.
Já o Dubai, que regista o 3º lugar, está no topo do índice Savills no que respeita à conectividade aérea, alcançando mais de 100 países, com um total de mais de 240 destinos.

Mais uma vez um clima quente continua a ser um dos principais factores que levam à escolha de determinado local para viver. Prova disso é o 5º lugar ocupado por Barbados, destino que tem a Internet mais rápida das Caraíbas. Barcelona está em 6º lugar, beneficiando de uma forte conectividade global via aérea e ferroviária.

Este ranking termina com as Bahamas na 15ª posição com o clima, mais uma vez, a pesar bastante na escolha deste local.

“À medida que o local de trabalho evoluiu para um novo modelo mais flexível, os nómadas executivos estão a transformar o mercado de casas de férias ou segundas casas em mercados com uma duração anual. Alguns locais nas Caraíbas e no Mediterrâneo, assim como cidades como Lisboa, Miami e Dubai, oferecem uma óptima conectividade, climas favoráveis e uma elevada qualidade de vida”, conclui Tostevin.

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NewCold adquire antigas instalações da GCT e expande para Portugal

O activo tem com cerca de 42 800 m2 de construção é composto por duas naves logísticas, área de escritório, um restaurante e um terreno com mais 40 mil m2 para futuro desenvolvimento. A entrada em Portugal ocorre num momento da expansão da actividade da NewCold, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos da América e Austrália

As antigas instalações da GCT Logística, Grupo GCT, localizado em Palmela foi adquirido pelos holandeses da NewCold, empresa especializada na gestão de soluções de logística de frio.

O activo tem com cerca de 42 800 m2 de construção é composto por duas naves logísticas, área de escritório, um restaurante e um terreno com mais 40 mil m2 para futuro desenvolvimento. Sendo servido por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A2, encontrava-se no mercado há já alguns anos.

“Esta transacção reflecte o dinamismo do mercado logístico na Grande Lisboa e reforça a posição do grupo NewCold, empresa de referência no sector da logística de frio, em particular na margem sul, Palmela. Concluímos que as empresas continuam a optar por localizações com boas acessibilidades e exposição. A zona de Palmela, desde a criação da Autoeuropa tem tido uma forte aposta por parte de grandes investidores de outros sectores, que escolhem este ponto como um local estratégico para o seu investimento”, refere Sérgio Nunes, responsável do departamento de industrial, logística e terrenos da Cushman & Wakefield,

A especialista holandesa em logística de frio detém uma rede global de 11 plataformas, espalhados pelo globo, oferecendo perto de um milhão de posições de paletes. A entrada em Portugal ocorre num momento da expansão da actividade da NewCold, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos da América e Austrália.

A operação de aquisição do activo industrial foi mediada pela Cushman & Wakefield que assessorou a Caixa Geral de Depósitos na venda da propriedade.

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Ministro da Economia e do Mar ouve vários sectores da economia portuguesa

António Costa Silva reuniu com empresários para ouvir os diferentes sectores sobre a questão da diversificação dos instrumentos de capitalização das empresas e os problemas que se colocam ao seu desenvolvimento

O Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, reuniu esta semana com os representantes de vários sectores da economia portuguesa. Os encontros de trabalho, realizados no norte do País, tiveram por objectivo ouvir sectores como a metalurgia e metalomecânica, passando pela fundição, indústria automóvel, sector eléctrico, cortiça, indústria extractiva, moldes, calçado, cerâmica e conservas de peixe.

Numa altura em que as empresas portuguesas enfrentam várias dificuldades, decorrentes do aumento dos preços da energia, o Ministro da Economia e do Mar quis ouvir os diferentes sectores sobre a questão da diversificação dos instrumentos de capitalização das empresas, os problemas de cada sector que se apresentem como entraves ao crescimento e ao aumento das exportações e os impactos da subida da energia nos custos de produção das empresas nacionais.

António Costa Silva encontrou agentes motivados, mas apreensivos com o actual contexto económico, tendo demostrado o total apoio do Governo em promover uma economia mais capacitada e resiliente, capaz de fazer face aos principais factores que preocupam as empresas nacionais.

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AGEAS Portugal: Mais do que escritório, uma comunidade de trabalho

Com a sua fachada em diferentes volumes e que permite um constante jogo de sombras, ao qual dificilmente se consegue ficar indiferente, fruto do desenho de Capinha Lopes, o edifício AGEAS marca a paisagem urbana do Parque das Nações

O novo edifício-sede do Grupo AGEAS Portugal, no Parque das Nações, já se encontra a funcionar. A nova sede não será apenas um escritório ou um espaço físico de trabalho, mas sim uma comunidade de trabalho, um espaço onde se pode estar, alimentar novas ideias e construir o futuro da empresa. O edifício distingue-se, também, pela inovação tecnológica, preocupação ambiental, eficiência e flexibilidade privilegiando a qualidade de acabamentos, conforto e bem-estar dos colaboradores para quem a seguradora pretende criar condições de trabalho alicerçadas na partilha e comunidade.

Com um total de 17.400 m2 e distribuído por 12 pisos, com um rooftop com vista para o rio Tejo, uma horta solidária, uma brand room, uma área de espólio de material histórico da Axa e do Grupo AGEAS Portugal e ainda um posto de abastecimento para carros eléctricos.
De referir, que os pisos 3 e 4 não serão ocupados pelos serviços da AGEAS, através do arrendamento a outras empresas, não sendo conhecidas quais até ao momento.

Com projecto de arquitectura de Eduardo Capinha Lopes, o edifício permite “um jogo constante de sombras”. No interior, o fit-out dos escritórios coube à Broadway Malyan, que preparou o edifício de acordo com as novas premissas do trabalho híbrido.

Visão de cidade e de futuro
Partindo da premissa dos promotores para que o edifício AGEAS fosse um “objecto marcante, elegante, sustentável e ambicioso” e que transmitisse uma visão muito própria de cidade e de futuro. “Fruto de opções pessoais, julgo, quiçá erradamente, ter conseguido, parcialmente, o objectivo”, afirma Capinha Lopes, o que de certa forma terá resultado num volume “egoísta”, pelas opções de desenho tomadas.

Não obstante, a sua localização “excepcional” possibilita a sua integração, “assumindo toda essa responsabilidade”, bem como “uma descoberta constante, através de múltiplos e ocasionais olhares”. Por outro lado, “a sua fachada, através dos seus volumes, permite um jogo constante de sombras, em constante mutação”.

Se o trabalho conceptual do edifício foi desenvolvido muito antes de sequer ouvirmos falar em Covid-19, já o mesmo não se pode dizer da sua construção, cuja parte considerável decorreu nos períodos mais complicados da pandemia. Ainda assim, todo o edifício foi concebido segundo o princípio de que os funcionários devem poder trabalhar em qualquer lugar e de que nenhum espaço tem uma única função e poucos são os que devem ser fixos e rígidos.

Para Capinha Lopes, houve aqui necessidade de “cumprir um programa”, ainda que pessoalmente, esta não seja, ainda, uma realidade que se reflicta nos seus projectos e que “demorará algum tempo a “assimilar” e a correctamente concluir sobre a total abrangência dessas novas necessidades, por exemplos, espaciais ou mecânicas”.

Espaços de trabalho colaborativos
Embora ainda profundamente enraizado na prática, o local de trabalho também se está a tornar um lugar que responde não apenas às necessidades dos seus utilizadores, mas também aos seus valores e aspirações. Ocupando vários edifícios em Lisboa, a seguradora belga Ageas consolidou as suas operações num novo edifício sede e contratou a Broadway Malyan para criar um espaço que respondesse às tendências de trabalho actuais e futuras, ao mesmo tempo que reflectisse a forte cultura e propósito da empresa. Este foi um conceito que a AGEAS já havia antecipado antes do surgimento do Covid-19 e que já vinha a implementar internamente desde 2018 para que quando o edifício estivesse concluído fosse possível incorporar na filosofia da empresa este conceito de trabalho híbrido.

Subjacente à abordagem de design para o novo edifício da sede da Ageas está o princípio de que os funcionários devem poder trabalhar em qualquer lugar. Nenhum espaço tem uma única função e poucos são os espaços que devem ser fixos e rígidos. Pelo contrário. A fluidez das práticas e expectativas de trabalho em evolução é totalmente incorporada nos layouts e na atmosfera.
O lobby principal evoluiu além do tradicional espaço de boas-vindas para colegas e visitantes para se tornar algo mais experiencial, desafiando sua função preconcebida e proporcionando aos utilizadores uma gama de experiências.
O design contemporâneo, luminárias e móveis como poltronas, mesas baixas e sofás transmitem uma atmosfera diferente e onde é possível ficar e trabalhar com uma informalidade mais próxima de um hotel. Essa informalidade e o reconhecimento de que momentos importantes de trabalho podem acontecer em qualquer lugar de um espaço de trabalho significam que questões como a acústica e manter um ambiente confortável são essenciais e essa foi uma abordagem manifestada em todo o projecto.

A outra área comum principal é um restaurante com cafetaria e zona de buffet no 2º piso que liga a uma esplanada exterior de 470m2. O restaurante tem uma variedade de áreas de estar diferentes, desde mesas quadradas e redondas tradicionais até mesas altas, áreas de sofá e uma grande mesa comum que funciona como um ponto central do espaço.

Essas áreas são demarcadas por diferentes elementos de tecto e luminárias, criando uma gama de experiências para os usuários. Essa importante sensação de familiaridade e a autenticidade acentua-se neste espaço e em todo o edifício pela sua materialidade natural e orgulhosamente portuguesa. Isso inclui azulejos tradicionais portugueses, cortiça e burel, o tecido tradicional português usado pelos pastores para suas capas.

Na maioria das áreas do edifício existe uma solução moderna de tecto aberto com M&E exposta que é visualmente estimulante e facilita o acesso para manutenção. Os tectos são tratados acusticamente juntamente com materiais absorventes de som, como carpetes e acabamentos de parede para criar espaços que melhoram a experiência de trabalho.
Em todo o edifício há uma variedade de diferentes áreas privadas e semi-privadas, cada uma adaptável às necessidades de mudança do espaço, cada espaço de trabalho uma peça que pode ser movida para atender às circunstâncias.
O design das áreas de trabalho mais focadas inclui uma gama de soluções, incluindo bancos tradicionais com assentos de tarefas, mesas altas, salas de reuniões e áreas de lounge para trabalho informal e reuniões. Também não há escritórios fechados no andar executivo com uma uniformidade de abordagem em todo o edifício, ampliando o espírito de colaboração.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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