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    Arquitectura

    FAUP inicia “Conferências Brancas” a 3 de Maio

    De acordo com a FAUP, o nome de conferências brancas deveu-se ao facto de “estarem abertas a múltiplas interpretações arquitectónicas”

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    “Matéria: conferências brancas [Matter: the white conferênces]” é um ciclo que começa no próximo dia 3 de Maio, promovido por dois professores da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) e dedicado “às várias formas de ver e entender hoje a arquitectura, nas quais a abstração é uma matéria fundamental necessária à expressão de uma mundividência particular que sente na sua obra e no seu pensamento”.
    De acordo com a FAUP, o nome de conferências brancas deveu-se ao facto de “estarem abertas a múltiplas interpretações arquitectónicas que pensamos distribuir ao longo deste e do próximo ano académico. É, igualmente, um ciclo que pretende lembrar os 60 anos passados sob a reforma de 1957 ano em que, institucionalmente, o ensino moderno da arquitectura é reconhecido na Arquitectura Portuguesa”.
    O ciclo inicia a 3 de Maio, com uma conversa de apresentação de Matéria: conferências brancas, na galeria de exposição da FAUP, com o filósofo João Lemos, como convidado.
    A 16 de Maio teremos a primeira conferência com Sergison Bates Architects.”Legacy”  é o título da conferência realizada em parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa e onde Stephen Bates dará a ver o legado dos Smithson e a sua interpretação do Novo Brutalismo. Stephen Bates e Jonathan Sergison, autores do restauro do Solar Pavilion, em 2004, têm a sua obra escrita reunida em três antologias intituladas “Papers[on architecture]”.
    Seguir-se-ão, no início do próximo ano lectivo, as conferências de Robbrecht en Daem architecten e de Giuliani.Hönger.
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    Lã Mineral com alta resistência térmica Volcalis ALPHA PLUS 32

    Respondendo ao desafio “a melhor energia é a que não se gasta”, o Grupo Preceram, reforçou a sua gama de produtos de isolamento Volcalis com uma nova referência, ALPHA PLUS, ainda mais eficiente, com uma condutibilidade térmica muito baixa: 0,032 W/(m.K)

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    ALPHA PLUS é uma lã mineral com alta resistência térmica, semirrígida, incombustível, resistente ao fogo e hidrorrepelente, fornecida em painel ou rolo, disponível também com barreira de vapor em papel Kraft, para aplicação em sistemas de construção e reabilitação.

    As suas características técnicas de excelência, fruto de um extenso trabalho de investigação e desenvolvimento, possibilitam soluções construtivas de elevado isolamento térmico, tanto no interior como no exterior dos edifícios.

    Aplicações

    A sua utilização permite a aplicação de sistemas de isolamento, ocupando menos espaço com a mesma eficiência. Adequada para a utilização em obras de construção e reabilitação, tais como: revestimento de paredes, tetos, coberturas e fachadas ventiladas.

    Vantagens

    • Excelente comportamento térmico com menor espessura.
    • Fácil de manusear e com toque suave.
    • Excelente isolamento acústico.
    • Resistente ao fogo, não é combustível nem conduz o calor.
    • Processo sustentável. Produto 100% reciclável.

    A preocupação da Volcalis é disponibilizar ao mercado uma ampla gama de soluções ecológicas e de alta qualidade, que contribuam para o conforto e a eficiência térmica e acústica dos edifícios.

    A lã mineral Volcalis é fabricada em Portugal, à base de areia, um recurso natural abundante, e a sua produção está otimizada para minimizar o impacto ambiental. Para além de ser um ótimo isolamento térmico e acústico, é incombustível.

    A lã mineral Volcalis não liberta poluentes voláteis pelo que é inócua para a saúde. Volcalis tem classificação A+ na qualidade do ar interior, significando emissões muito baixas ou nulas de substâncias no ar interior.

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    8.º Workshop PNUM associa-se ao projecto europeu ‘Greenincities’

    O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem

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    A Universidade Portucalense (UPT) vai realizar, entre os próximos dias 26 e 29 de Junho, o 8.º Workshop da Rede Lusófona de Morfologia Urbana (PNUM), organizado pelo Departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia (DAMG).

    O ‘Workshop PNUM 2024: Resiliência e Forma Urbana’ (WPNUM24) abordará as formas urbanas a partir da respectiva relação com os sistemas naturais que estruturam, metabolicamente, o território, com o propósito de explorar métodos de análise morfológica que conduzam a leituras cruzadas, qualitativas e quantitativas, sobre o território e os seus sistemas.

    “O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem, visando a convergência do ambiente natural com o ambiente construído. A modificação de ambos, à luz da resiliência urbana, exige o aprofundar de soluções de base natural para as formas urbanas, almejando cidades de base natural”, explicou David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

    No contexto do projecto europeu GreenInCities (EU Research and Innovation Funding Programme “Horizon Europe”), no qual o município de Matosinhos participa, pretende-se desenvolver uma nova abordagem cocriativa, integrada e colaborativa para o planeamento e regeneração climática urbana, em áreas desfavorecidas e disfuncionais, através do desenvolvimento de ferramentas e metodologias inovadoras.

    A área do Parque de Real e sua envolvente, que apresenta vulnerabilidades em aspectos relativos à sua integração e articulação urbana e paisagística, foi seleccionada para área de estudo e proposta no projecto GreenInCities.

    Devido à componente metodológica a ser explorada, bem como às problemáticas morfológicas e de resiliência a serem endereçadas, justifica-se trazer esta área também para o WPNUM24, enquanto área sobre a qual aprofundar o conhecimento e respectivas opções de projecto na interdependência entre forma urbana e resiliência urbana.
    “Pretende-se que do WPNUM24 resulte a consolidação de soluções urbano-ambientais, que tenham como referência uma matriz comum entre o ambiente construído e os sistemas naturais, assentes em processos de estudo e de projecto que partilhem visões relacionais das cidades, das pessoas, do ambiente, seus recursos e condições eco sistémicas, sendo expectável que se construa um chão comum capaz de responder aos inerentes desafios societais e urbano-ambientais.”, acrescentou ainda David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

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    Portugal vence concurso internacional de estudantes de arquitectura Saint-Gobain

    Portugal venceu, pela primeira vez, a fase internacional do Concurso de Estudantes de Arquitectura Saint-Gobain com o projecto “SIENI PARK” apresentado por alunos da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

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    Mais de 224 universidades de 29 países participaram na 19.ª edição do Concurso de Estudantes de Arquitectura Saint-Gobain. Estudantes de todo o mundo pensaram num projecto arquitectónico para transformar um espaço urbano/rural pertencente à Universidade de Helsínquia, localizado na zona de Viikki, nos arredores da cidade de Helsínquia, na Finlândia. Os vencedores foram agora revelados durante um evento realizado esta semana pela Saint-Gobain na capital finlandesa. Comemoraram-se ainda os 20 anos de realização deste Concurso Internacional, que se realizou pela primeira vez em 2004, na Sérvia.

    O projecto “SIENI PARK”, proposto pela equipa portuguesa, composta por Francisco Peneda Ferreira, Pedro Tiago Gaspar e João Pedro Henriques da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, está enraizado na cultura finlandesa e no seu sentido de comunidade. O projecto oferece um refúgio tranquilo em Viikki, ligando casas, locais de trabalho e o Campus Universitário nas proximidades. Combina estruturas antigas e novas num design coerente que assenta em três pilares fundamentais: sustentabilidade, inovação e conforto. Assim, cria-se um projecto futurista, duradouro, de baixa energia incorporada, que honra e desenvolve a tradição local de práticas de construção ecológicas.

    O painel de jurados que avaliou os projectos na fase internacional do concurso justificou a escolha do projecto português declarando: “Em termos de planeamento urbano, detalhes arquitectónicos e qualidade geral, a solução é abrangente e de alto nível. O edifício apresenta uma proposta de fachada interessante, possivelmente ainda aperfeiçoável devido às condições climáticas adversas do local. A composição urbana é inovadora e a estrutura em madeira é sofisticada. Importa referir que a integração do edifício antigo na arquitectura geral foi perfeita, e as soluções de sustentabilidade foram integradas na proposta desde o início, em vez de serem uma consideração posterior.”

    “É com enorme satisfação que ano após ano recebemos projectos de estudantes de arquitectura de todo o mundo, que honram o compromisso da Saint-Gobain com a promoção da arquitectura sustentável. Particularmente este ano, verificar que um projecto português vence este concurso atesta a qualidade e a diferenciação dos nossos estudantes a nível mundial”, sublinha Vasco Pereira, director da Academia Saint-Gobain e gestor do concurso em Portugal.

    A 20ª edição decorrerá no próximo ano, em Nord-Isère, França. Durante a cerimónia de entrega de prémios foi lançado um primeiro esboço do desafio arquitectónico a propor aos concorrentes.

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    Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos

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    Arquitectos apresentam estratégia de actuação para a próxima década

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que obras como o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo e a Alta Velocidade vão ter em diferentes sectores

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    Tendo em conta os desafios que Portugal vai enfrentar na próxima década em termos de intervenções no território, onde se incluem o novo aeroporto, a terceira travessia sobre o Tejo ou o comboio de Alta Velocidade, os arquitectos defendem uma “estratégia conjunta de actuação”, que envolva especialistas, universidades e centros de investigação.

    Num documento intitulado Plano 2034, a Ordem dos Arquitectos define um conjunto de acções que antecipam o impacto que as obras vão ter em diferentes sectores e que foi já entregue a Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação.

    Criar equipas especializadas de arquitectos com experiência relevante em matérias como infraestruturas, urbanismo, planeamento e instrumentos de gestão territorial, mobilidade urbana, transportes ou interfaces é um dos primeiros pontos do documento.

    No âmbito da arquitectura, criar um ‘Think Tank’ com diferentes personalidades que permita reflectir e desenvolver “pensamento estratégico” sobre as diferentes implicações na sustentabilidade urbana e do território nacional.

    Envolver as universidades nacionais de arquitectura e respectivos centros de investigação na introdução imediata de conteúdos para que os seus alunos, os seus docentes e os seus investigadores produzam conhecimento e reflexão já a partir do ano lectivo de 2024/2025 é outro dos pontos em destaque.

    O documento agora apresentado ao Governo será também entregue às entidades públicas envolvidas nestes projectos e aos partidos políticos.

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    (@Ricardo Gonçalves)

    Arquitectura

    City Cortex desce à cidade (c/ galeria de imagens)

    De um programa de pesquisa que assume a cortiça como “paradigma de matéria-prima sustentável” nasce o City Cortex, onde um grupo de arquitectos e designers de renome internacional, desenvolveram um conjunto de projectos originais à escala urbana desenhados para as cidades do presente e do futuro. Esses projectos tomaram, finalmente, forma e poderão ser vivenciados, até Novembro, num circuito que começa em Belém e atravessa o Tejo até à Trafaria

    O City Cortex tem a chancela da Corticeira Amorim e já leva uns bons anos de desenvolvimento. Lançado em 2019 o projecto teve como objectivo central explorar o uso da cortiça em contexto urbano, tendo na altura sido lançado um desafio a vários gabinetes internacionais. A pandemia atravessou-se no caminho e a apresentação do projecto foi adiada, mas o trabalho de desenvolvimento ganhou um novo impulso.

    Seis anos volvidos, o City Cortex irá fez a sua apresentação, em Lisboa, num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas. Um contexto onde a cortiça ganha, naturalmente, protagonismo.

    Através do contributo de seis arquitectos e estúdios de design, com nome reconhecido internacionalmente –  Diller Scofidio + Renfro, Eduardo Souto de Moura, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Sagmeister & Walsh  e Yves Béhar – o City Cortex cria e oferece oito projectos originais para espaços públicos e semi-públicos, os quais exploram a relação deste material natural e sustentável com o design e a arquitectura.

    O programa encara a cidade como um organismo vivo e dinâmico, respondendo aos desafios urbanos do século XXI, onde questões como fruição, protecção, intergeracionalidade, coesão social, conforto, sustentabilidade e gestão de recursos são essenciais. Propondo, simultaneamente, uma experiência lúdica ao cidadão, transformando espaços urbanos comuns um espaço de interacção multidisciplinar e multicultural.

    O City Cortex é concebido e comissariado pela experimentadesign e tem o apoio à produção da ArtWorks.

    Uma proposta de circuito para experimentar a cortiça na cidade

    O proposto por City Cortex é colocar “a cortiça como mote para repensar a experiência do espaço público urbano, despertando o interesse para uma utilização de materiais sustentáveis, que possam fazer parte de uma economia circular e tenham um papel fundamental na activação participada e lúdica do espaço”, descreve a organização.

    Esta “experiência” propriamente dita arranca a 6 de Junho e irá unir, num circuito, a freguesia de Belém, em Lisboa, à Trafaria, em Almada. Arrancamos neste percurso com a “Life Expectancy”, que tem a assinatura de Sagmeister & Walsh, localizada na passagem pedonal, por baixo da via férrea, para o Padrão dos Descobrimentos. A proposta explora as propriedades de isolamento sonoro e térmico da cortiça, através da colocação de painéis deste material no tecto do túnel, “proporcionando uma melhor atmosfera sonora e experiência estética”.

    A segunda participação da equipa de designers da Sagmeister & Walsh neste projecto poderá ser vista no Museu de Arte Popular e transforma a cortiça em garrafas onde as rolhas são vidro. Abordando, com sentido de humor, os ruídos num espaço de lazer e a flexibilidade da manipulação deste material. Também com assinatura deste gabinete o “Humpbacks”, um colchão flutuante ecológico produzido a partir de esferas de cortiça, estará localizado no Espelho d’Água, na Av. Brasília.

    Avançamos um pouco mais adiante e na mesma margem do Tejo, junto dos jardins do MAAT, encontramos a instalação “Port_ALL”, do designer Yves Béhar, que tem como inspiração a Torre de Belém e a histórica ligação do local como ponto de chegada e partida da capital portuguesa.

    Do ponto de reflexão que “Port_ALL” oferece passamos, ainda nos jardins do MAAT, à paisagem sensorial que as esculturas urbanas que o estúdio de arquitectura e design nova iorquino Leong Leong criou, inspirado pela ideia da cidade como espaço lúdico e de recreio. O arquitecto recorre de um aglomerado natural de cortiça para criar elementos esculturais que definem uma nova paisagem micro‑urbana.  Uma reflexão sobre a utilização da cortiça nos equipamentos urbanos, como “forma de amenizar a dureza da paisagem da cidade, tendo em conta as diferentes exigências de cada corpo para se sentir confortável nos espaços urbanos”, justifica Leong Leong.

    Com assinatura do arquitecto Souto de Moura, a “Conversadeira”, surge do lado Oeste do MAAT, entre este e o Museu de Electricidade. Souto de Moura utiliza a cortiça “para criar um ambiente de calma e refúgio, possibilitando o encontro entre duas pessoas, quase privado originando um espaço quase privado, num local onde passam centenas de pessoas. O ângulo relativamente ao rio e as duas alturas dos assentos fazem com que cada uma das pessoas tenha uma perspectiva distinta sobre a mesma vista, promovendo também uma proximidade física invulgar entre as duas”. A cortiça não é um material estranha ao arquitecto que desde o início de actividade a usa. “Este protótipo vai funcionar como um teste para vermos o seu comportamento, que já sabemos que é altamente resistente e isolante, contra o tempo e o uso”, sublinha.

    Ainda na mesma margem do Tejo, no pequeno jardim público junto à Biblioteca Municipal de Belém, que integra também o projecto, encontramos a “Second Skin”. A peça criada pelo estúdio de design nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro foca-se na importância da leitura e da literacia, bem como na relevância dos espaços verdes nas cidades.

    “Second Skin” utiliza a cortiça como principal material para a construção de uma pequena biblioteca comunitária ao ar livre. O projecto cria uma segunda pele de cortiça que envolve o tronco das árvores, desenhando estantes e bancos.

    Quase a terminar este percurso precisamos de atravessar o Tejo, para a Trafaria, onde está localizada a intervenção do arquitecto e engenheiro Gabriel Calatrava e do colectivo CAL. A “Onda” utiliza a cortiça como componente central de um sistema de ocupação, temporário ou permanente, com o objectivo de criar um novo espaço colectivo num terreno público na Trafaria, a sul do Tejo.  “Onda” premeia o encontro e o convívio da comunidade local e dos visitantes da Trafaria e em parceria com uma associação local, a comunidade da Trafaria participa na instalação, trazendo de suas casas para o espaço expositivo cadeiras já sem uso que serão renovadas através de uma membrana de cortiça, não só numa óptica de reutilização e reciclagem, mas também com o intuito de que a população local se relacione emocionalmente com o espaço, criando as suas próprias referências.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Openbook cria ‘workplace design strategy’ para novo hub do BNP Paribas

    O gabinete de arquitectura é responsável pela criação do conceito “highlighted workplace” que servirá de mote ao novo hub do BNP Paribas em Lisboa. Espaços de contacto e comunicação, que surgem intercalados com espaços de foco e concentração e dão ritmo e compartimentação aos 30 000 m2 de escritório

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    Openboook é responsável pelo projecto de arquitectura de interiores e workplace design strategy do novo hub do BNP Paribas, o qual abrange dois dos três edifícios do complexo EXEO, o Aura e o Echo, no Parque das Nações em Lisboa. O novo hub do BNP Paribas, com uma área total aproximada de 30.000 m2, é um projecto que nasce da vontade do grupo em centralizar num único local a maioria das suas equipas, até agora dispersas por diversas zonas de Lisboa. Esta estratégia permitirá criar um espaço desenvolvido à medida da empresa e que será adaptado às necessidades em constante evolução dos colaboradores, promovendo a inovação, a colaboração, o dinamismo e o bem-estar no local de trabalho.

    O desenvolvimento da workplace design strategy, a cargo da Openbook, teve como principal objectivo a criação de um ambiente funcional e inspirador que prioriza o bem-estar dos colaboradores e que optimiza a produtividade, com base na diversidade, flexibilidade, conforto e inovação. Num estudo que envolveu todos os colaboradores do BNP Paribas, a empresa quis que este espaço fosse desenhado tendo em máxima conta as necessidades de quem todos os dias utiliza o escritório. Num dia a dia em que tudo acontece a uma velocidade vertiginosa, é fundamental garantir a adaptação à mudança e o foco no que é importante. Foi este o mote que serviu de base ao conceito highlighted workplace, criado pelo escritório de arquitectura para o novo hub do BNP Paribas. Com base neste conceito, as zonas highlighted são espaços de contacto e comunicação, que surgem intercalados com espaços de foco e concentração e dão ritmo e compartimentação ao escritório no seu todo.

    Neste contexto, “o espaço de trabalho assume a dinâmica do mundo em que vivemos, com uma arquitectura criteriosa que irá permitir focar e destacar o que realmente interessa, por forma a ir ao encontro das necessidades e expectativas dos colaboradores do BNP Paribas”, explica Paulo Jervell, partner do Grupo Openbook.

    Como reforço e garantia do foco nas pessoas e em práticas sustentáveis, foi também definida a meta de obtenção de certificações LEED e WELL Gold, dois estatutos que podem ser complementares para criar uma união mais eficaz entre o ambiente físico e o colaborador, optimizando recursos para garantir a protecção do meio ambiente.

    “Para o BNP Paribas Portugal este projecto significa muito mais do que apenas novos escritórios. É sobre como nós, enquanto indivíduos, enquanto instituição, e enquanto parte da sociedade, vivemos, trabalhamos e evoluímos, tanto dentro, como fora deles. Assim, era crucial não apenas que este projecto fosse totalmente centrado nas pessoas, como também que conseguíssemos materializar estes valores e ambições nos nossos espaços, e é muito entusiasmante para nós ver o resultado deste alinhamento perfeito a começar agora a ganhar forma”, justifica Xavier Jombart, COO do BNP Paribas Portugal”.

    Nos diversos espaços que serão criados, o novo HUB do BNP Paribas contará ainda com um auditório, salas de formação, salas multiusos, centro médico, cafetarias, terraços e um piso dedicado a eventos.

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    Portimão vai converter Casa Manuel Teixeira Gomes em núcleo museológico

    Desde há alguns anos, parte do edifício já era propriedade da Câmara de Portimão e servia a comunidade como centro de exposições e local para pequenas conferências, tendo a autarquia adquirido recentemente a parte restante do imóvel

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    A casa de Manuel Teixeira Gomes, situada em Portimão, será convertida num núcleo museológico dedicado ao ilustre portimonense, que se notabilizou como comerciante, diplomata, escritor e Presidente da República, num investimento estimado em 3,6 milhões de euros.

    Desde há alguns anos, parte do edifício já era propriedade da Câmara de Portimão e servia a comunidade como centro de exposições e local para pequenas conferências, tendo a autarquia adquirido recentemente a parte restante do imóvel, onde funcionou uma loja de antiguidades, o que permitirá a expansão do espaço disponível.

    O projeto, desenvolvido pelo arquiteto local Marco Rodrigues, foi apresentado no final de Maio, data que assinalou o 164º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes, tendo na ocasião a chefe da Divisão de Museus, Património e Arquivo Histórico do Município, Isabel Soares, explicado que, para a concretização do futuro núcleo, o arquiteto “teve em linha de conta o acervo existente e a narrativa que se pretende contar.”

    O futuro Núcleo Museológico contará com uma exposição permanente, uma área para exposições temporárias no edifício recém-adquirido, um espaço dedicado aos frutos secos (produto que gerou a riqueza da família de Teixeira Gomes), dois pátios internos, uma área para serviços educativos e gabinetes de investigação, além de espaços técnicos e administrativos.

    Marco Rodrigues explicou que o objetivo é prestar homenagem a Manuel Teixeira Gomes, para o que foi necessária a compra de edifícios contíguos pela Câmara, entretanto demolidos, o que possibilitou a criação de uma nova rua e a abertura da cidade ao rio, proporcionando também um novo acesso para a Casa.

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    ©jgphoto.graphy – João Guimarães

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    Openbook reconhecida internacionalmente com projecto ‘Ritz Pool Bar’

    Projecto no Hotel Ritz Four Seasons Lisboa foi distinguido com o prémio Architizer A+Awards, na categoria de Bares e Adegas. O espaço foi desenhado para “trazer uma nova experiência e vivência do espaço a todos os visitantes do hotel”, afirma Rita Piçarra, arquitecta associada na Openbook Architecture

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    O projecto da Openbook para o Ritz Pool Bar, no Hotel Ritz Four Seasons Lisboa, foi distinguido com o prémio Architizer A+Awards, na categoria de Bares e Adegas. Com mais de cinco mil participações de mais de 80 países, o Architizer A+Awards é uma competição global que celebra “a melhor arquitetura do ano”.

    É por isso, um “orgulho” receber esta distinção, relativamente a um espaço que foi desenhado para “trazer uma nova experiência e vivência do espaço a todos os visitantes do hotel”, afirma Rita Piçarra, arquitecta associada na Openbook Architecture.

    O Ritz Pool Bar em Lisboa é parte integrante do projecto de renovação do terraço e galerias do Hotel Ritz Four Seasons Lisboa. Um projecto desenvolvido sob a premissa de respeitar a traça arquitectónica existente do edifício, bem como o seu significativo valor histórico e patrimonial.

    O Bar da Piscina, de forma circular, foi desenhado para ser um elemento integrado no conceito de resort urbano desenvolvido para o terraço. Com um design orgânico e uma total abertura para o terraço, o bar convida a desfrutar de uma bebida ou refeição ligeira.

    Os azulejos de terracota em tons verde e castanho, desenhados pela Openbook e produzidos pela Viúva Lamego, misturam-se com o verde do jardim circundante.

    Este projecto contou, ainda, com peças de mobiliário exclusivas desenhadas pela NOBK, marca pertencente à Openbook Studio, nomeadamente as mesas do bar, que foram pensadas para conviverem harmoniosamente com a arquitectura existente, numa abordagem complementada pela selecção e design das restantes peças de mobiliário e por um esquema de cores que realça e unifica o conceito.

    Este projeto inspirou ainda a criação da peça Bugio, uma luminária em bronze maciço, lançada recentemente pela NOBK.

    Para além deste prémio agora conquistado, o Bar da Piscina do Ritz foi já anteriormente premiado nos Loop Design Awards e IDA Design Awards.

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    Rock in Rio Lisboa: Um festival que não é só música

    Para celebrar os 20 anos de Rock in Rio Lisboa e também o novo local, agora no Parque Tejo, a organização vai contar com um dos “pontos altos da nova Cidade do Rock: o ALL Experience”, um espaço que visa “dar voz aos jovens para manifestarem as mudanças que querem ver concretizadas e incentivá-los a dar o exemplo”

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    20 anos depois do primeiro Rock in Rio em Portugal, a forma de trazer música e entretenimento também mudou e isso aquilo que entendemos normalmente como um ‘festival de música’.

    Para celebrar a data e também o novo local, agora no Parque Tejo, a organização do Rock in Rio Lisboa, vai contar com um espaço inovador que será um dos “pontos altos da nova Cidade do Rock: o ALL Experience”.

    A icónica pala que acolheu o Papa Francisco nas Jornadas Mundiais da Juventude de 2023, o novo espaço, dedicado ao projecto “Por Um Mundo Melhor”, vai ser um epicentro de inspiração que representa o movimento ALL Experience.

    Criado pelo colectivo ‘Jovens do Rock in Rio’, do qual fazem parte Ana Carolina Jucá Moreira Dias, Ana Leonor Bento, Anna Luisa Marotti, Carlota de Noronha Vieira, Carolina Martins Rainho, Diogo Robledo, Ericson Pereira Macedo, Eva Rua, Gabriela Cunha, Helena Segura, Isabella Passalacqua, Joana Jorge, Larissa Maia, Mafalda Baptista, Margarida Graça, Maria Costa, Maria Domingues, Mariana Leitão, Nicole Ferreira, Patrícia Santos, Pedro Borges, Ricardo Pinheiro, Rita Pires, Steven Ferreira, Victoria de Almeida dos Passos e Vitória Montijo Medina, o projecto nasce da vontade da organização do festival e do Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC) de “dar voz aos jovens para manifestarem as mudanças que querem ver concretizadas e incentivá-los a dar o exemplo”.

    “Feito de jovens para jovens”, este movimento materializa-se numa “experiência imersiva e sensorial”, localizada no ALL Experience na Cidade do Rock. “Mais do que um espaço físico, o ALL Experience é um catalisador de mudança que pretende sensibilizar o público para a importância de uma cidadania activa”, explica a organização.

    Nesse sentido, os jovens envolvidos no movimento foram desafiados a reflectir sobre os principais temas a serem trabalhados em sociedade, de acordo com a sua própria visão, e identificaram oito pilares fundamentais, considerados prioritários, que estarão representados no ALL Experience. Cada um desses pilares está associado a uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha o respectivo tema no seu dia a dia e que são “All for Planet” (clima): Quercus; “All for Peace” (paz): AMI; “All for Respect” (respeito/migração): CPR; “All for Love” (pobreza/dignidade): Banco Alimentar; “All for Rights” (direitos humanos / igualdade): FENACERCI; “All for Education” (educação): SIC Esperança; “All for Dreams” (empreendedorismo/prosperidade): Dress for Success e “All for the Future” (consumo e produção sustentável): EntreAjuda/Banco de Bens Doados.

    Assim, o ALL Experience vai ter uma zona lounge com backdrops com grafismos que representam os pilares e que permitem que os visitantes criem conteúdos atractivos, pulseias coleccionáveis, desenhadas pelo Colectivo, com frases inspiradoras associadas a cada um dos oito pilares fundamentais do movimento, com o objectivo de incentivar o público a comprometer-se activamente com esses temas e demonstrar, de forma leve e divertida, o seu apoio ao movimento. As pulseiras podem ser levantadas gratuitamente no espaço ALL Experience na Cidade do Rock ou numa das ONGs associadas ao movimento, com um custo simbólico de 1 euros, revertido integralmente para a ONG correspondente.

    Outro dos destaques é o espaço Box ALL Experience, uma activação imersiva que acontece dentro do ALL Experience que apresenta conteúdos audiovisuais que estimulam a reflexão e a conexão com os oito pilares fundamentais do movimento.

    “Pensámos muito no que colocar na Pala depois da passagem do Papa e, numa altura em que tanto se discute a evasão dos jovens talentos de Portugal para o mundo, achámos que seria uma ótima oportunidade de inverter a fala e deixar que fossem eles a dizer o que é importante para estas gerações. E foi bom ver como a proposta do festival de ser “ALL” e para “ALL” tem total afinidade com o mundo que eles desejam ter. O ALL Experience é mais do que uma atração de jovens para jovens, é um convite para assumirmos a responsabilidade pela construção do Mundo Melhor onde tanto queremos viver”, comenta Roberta Medina, vice-presidente Executiva do Rock in Rio.

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    Arquitectos europeus assinam manifesto por um “ambiente de qualidade para todos”

    Tendo como missão alcançar, através da arquitectura, “ambientes com qualidade de vida para todos”, os arquitectos alertam para a forma como se tem “habitado o planeta”, num documento subscrito pela Ordem dos Arquitectos portugueses

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    ‘Time to Act: for high–quality architecture and living environment for all’ é o título do Manifesto pelo ACE-CAE – Conselho dos Arquitectos Europeus, que representa a posição conjunta das associações de arquitectos europeus para as próximas eleições europeias apelando aos eurodeputados para que actuem em prol de uma “arquitectura e de um ambiente de vida de alta qualidade para todos”.

    “O ambiente de vida que criámos e a forma como o governámos utiliza uma parcela significativa do nosso território, consome matérias-primas e energias de combustíveis fósseis e gera quantidades significativas de resíduos e provoca emissões de gases com efeito de estufa. Por outro lado, assistimos, com demasiada frequência, a uma perda de qualidade no ambiente construído das nossas cidades, evidenciado a banalização da construção, a falta de valores e qualificação no desenho do edificado, dos espaços públicos e na deterioração do património histórico”, lê-se no documento.

    A Ordem dos Arquitectos portugueses subscreveu esta posição conjunta que sublinha aspectos essenciais da profissão no espaço comum da Europa. Tendo como missão alcançar, através da arquitectura, “ambientes com qualidade de vida para todos”, os arquitectos alertam para a forma como se tem “habitado o planeta”, que é “determinante para o contexto da crise climática que se vive”.

    Para mudar a forma como os espaços de vida são concebidos, construídos, mantidos, renovados, geridos e regulamentados, torna-se necessário adoptar uma atitude que “favoreça o bem comum e a qualidade de vida” e coloque “as pessoas e a natureza no centro” de todos os desenvolvimentos urbanos e paisagísticos.

    Neste sentido, o Conselho dos Arquitetos da Europa estabeleceu como objectivos promover os “mais elevados padrões de educação e garantir a qualificação dos profissionais, estabelecer um “quadro regulamentar favorável às PME e apoiar a inovação” no sector e privilegiar “soluções arquitectónicas e de planeamento” no ambiente construído.

    “Em colaboração com outras partes interessadas do sector da construção, os arquitectos contribuem para esta mudança de paradigma, para uma construção de ambientes mais bonitos, sustentáveis e inclusivos”, afirmou a presidente da ACE – CAE, Ruth Schagemann.

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