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Flores & Prats: Participação na Bienal de Veneza assinala “grande marco na carreira” do gabinete

“Liquid Light” é uma répica da Sala Beckett – o clube de trabalhadores dos anos 1920 convertido num teatro –, à escala 1:1, onde Ricardo Flores e Eva Prats aproveitaram uma janela voltada para Sul na Corderie, para simular a maneira como a luz entra no edifício original

Ana Rita Sevilha
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Flores & Prats: Participação na Bienal de Veneza assinala “grande marco na carreira” do gabinete

“Liquid Light” é uma répica da Sala Beckett – o clube de trabalhadores dos anos 1920 convertido num teatro –, à escala 1:1, onde Ricardo Flores e Eva Prats aproveitaram uma janela voltada para Sul na Corderie, para simular a maneira como a luz entra no edifício original

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Ana Rita Sevilha
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“Liquid Light”, Bienal de Veneza © Adrià-Goula
O gabinete de arquitectura Flores & Prats Architects, com sede em Barcelona, participa na 16ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza com duas obras, confirmando assim, como referem em nota de imprensa enviada ao CONSTRUIR, “o seu papel no debate internacional” e assinalando um “grande marco na sua carreira”.

Convidados por Yvonne Farrell e Shelley McNamara, curadoras desta edição, em resposta ao tema FREESPACE, a dupla de arquitectos conseguiu transportar até Veneza, “um fragmento do seu trabalho de reabilitação e renovação, muito aplaudido em Barcelona, adaptando-o às condições específicas de luz no Arsenale”, explicam em nota de imprensa.

“Liquid Light” é uma répica da Sala Beckett – o clube de trabalhadores dos anos 1920 convertido num teatro –, à escala 1:1, onde Ricardo Flores e Eva Prats aproveitaram uma janela voltada para Sul na Corderie, para simular a maneira como a luz entra no edifício original.

A dupla Flores & Prats foi também seleccionada pelo Vaticano, que participa na Bienal pela primeira vez e que convidou dez gabinetes para projectarem 10 capelas que, após a Bienal, serão colocadas em diferentes partes do mundo.  As dez capelas juntam-se a uma décima primeira projectada pelo escritório MAP Architects, que reflecte sobre o projecto de Gunnar Asplund para a Capela Woodland, construída em 1920. A proposta do Vaticano é que os visitantes visitem as dez capelas que simbolizam os  Dez Mandamentos,.

O tema dado – “a capela como local de orientação, encontro e saudação”-, foi reinterpretado por Flores & Prats através de uma meditação sobre o uso da luz. Os arquitectos criaram uma capela – a “Capela da Manhã”-, construída na parte Leste da ilha, que capta os primeiros raios do dia através de um buraco circular nas paredes, “estabelecendo um lugar tranquilo, um convite para sentar, sozinho ou em grupo”, explicam.

Esta é a terceira vez que o gabinete participa no evento, tendo feito parte do Pavilhão Catalão em 2014 e do Pavilhão Espanhol em 2016. A 16ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza decorre até 25 de Novembro.
“Public Without Rhetoric” é o projecto selecionado para representar Portugal na 16ª Exposição Internacional de Arquitectura La Biennale di Venezia. Nuno Brandão Costa e Sérgio Mah, os Curadores da representação portuguesa, “propõem um percurso pelo ‘Edifício Público’ de autoria portuguesa, através de 12 obras criadas num momento em que a Europa Ocidental se confronta com os seus limites e possibilidades e a arquitectura acentua o seu inconformismo, reforçando o seu papel na intervenção política e social”, explica a DGArtes.

 

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Ordem dos Arquitectos do Norte prepara 4ª edição do Seminário Norte 41°

Intitulada “2051: Odisseia dos Espaços. (Eco)Ficções do ambiente construído”, a iniciativa compreende a realização de quatro painéis temáticos, em Póvoa de Varzim, Guimarães, Vila Real e Porto, que se realizarão nos dias 10, 17 e 24 de Setembro e 1 de Outubro de 2022, respectivamente

CONSTRUIR

A Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte (OASRN) realiza a 4ª edição do Seminário Norte 41°, intitulada “2051: Odisseia dos Espaços. (Eco)Ficções do ambiente construído”. Organizada em articulação com a plataforma Architects Declare, esta iniciativa pretende “abordar noções de sustentabilidade a partir da paisagem construída”.

O seminário compreende a realização de quatro painéis temáticos, em diferentes cidades da área geográfica afecta à OASRN, nomeadamente, Póvoa de Varzim, Guimarães, Vila Real e Porto e que se realizarão nos dias 10, 17 e 24 de Setembro e 1 de Outubro de 2022,  respectivamente. Todas as actividades serão de frequência gratuita, embora com inscrição obrigatória.

Compreendendo os Objectivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, este seminário “promoverá o encontro interdisciplinar para discutir sustentabilidade ambiental, económica, e social, no percurso do ambiente construído”, explica a organização

“Pretende-se lançar o mote para imprimir na consciência colectiva a urgente necessidade de repensar as práticas do sector da construção e instigar uma análise futurológica do European Green Deal, que permita reflectir sobre o território após o cumprimento das metas de 2050. Procura-se deste modo pensar as realidades que poderemos ter em 2051 e os passos que a elas nos conduzirão”, acrescenta a OASRN em comunicado.

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Antiga LUFAPO ‘renasce’ como “Hub criativo e inovador”

O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro pretende recuperar a memória da antiga fábrica de cerâmica, com base nos conceitos arquitectónicos New European Bauhaus. O espaço vai recuperar, ainda, o espólio da antiga LUFAPO, que se encontra na Universidade de Coimbra

Cidália Lopes

No ano em que se assinalam 35 anos sobre a sua criação, o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV), em Coimbra, pretende transformar aquele que foi um dos maiores complexos industriais cerâmicos do país, num Hub criativo e empreendedor de cocriação, coworking, startups e scaleups. Actualmente sede do CTCV, a LUFAPO prepara-se, quase 100 anos depois do seu aparecimento, para ganhar uma nova vida.

O futuro LUFAPO Hub, além da componente de empreendedorismo industrial, tem como finalidade ser “um centro de indústrias criativas e um local inspirador que concilie arte, inovação, sustentabilidade e inclusão”, ao mesmo tempo que pretende “atrair criadores mundiais, privilegiando a cocriação e o desenvolvimento de ideias de negócio, aproveitando o conhecimento existente e reforçando as sinergias entre as indústrias tradicionais, criativas e tecnológicas”, destacou Jorge Marques dos Santos, presidente do Conselho de Administração do CTCV, por ocasião do lançamento do projecto, numa cerimónia que contou também com a presença de Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial.

Segundo a CTCV, para o efeito será desenvolvido um projecto de reabilitação do edifício, que ainda não se encontra concluído, contudo sabe-se já que as premissas terão como referência o conceito New European Bauhaus, assente na utilização de materiais inovadores e que consiste na criação de uma Europa mais sustentável e mais inclusiva. A administração da CTCV avançou, ainda, que prevê a conclusão do projecto dentro de cinco anos, sendo que após esta reabilitação, o LUFAPO Hub prevê a criação de mais 400 postos de trabalho.

Actualmente estão já em funcionamento 25 projectos neste espaço, entre empresas de base tecnológica, startups ou scaleups e criadores, que empregam mais de 80 pessoas, maioritariamente jovens qualificados, tendo-se estabelecido um protocolo com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património – escola de ofícios essencialmente dedicada à cerâmica, com vista à instalação de um atelier de cocriação para ceramistas neste espaço.

Adicionalmente vai ser introduzida uma forte componente tecnológica, com impressão de cerâmica em 3D, sem esquecer os novos materiais e a economia circular.

Outra das ideias para atrair novos projectos inspiradores para o LUFAPO Hub passa por criar uma residência criativa, em regime de ‘co-living’, na cobertura do edifício-sede, que possa atrair nómadas digitais e criadores de todo o mundo, preferencialmente ligados ao sector cerâmico.

O LUFAPO Hub não esquece a perspectiva cultural e económica das cerâmicas e vai constituir um espaço dedicado a essa memória histórica. Neste sentido, o espaço vai recuperar, ainda, o espólio da antiga LUFAPO, que se encontra na Universidade de Coimbra, no âmbito de uma recolha efectuada na década de 70, pelo físico Mário Silva, para integrar as colecções do Museu Nacional da Ciência e da Técnica e estudar a possibilidade de revitalizar a produção de algumas peças inspiradas nos desenhos e moldes antigos.

O edifício está equipado com um auditório para 120 pessoas, um refeitório, seis salas de reunião, que podem ser também convertidas em salas de formação, e um espaço de coworking para 15 pessoas que já se encontra em funcionamento.

Unidade fabril chegou a ser “uma das maiores do Pais”

A história da LUFAPO começará talvez nos primórdios do século XX, mas ainda com outra denominação. Todavia, sabe-se com exatidão que, em 21 de junho de 1923, já existiria como “A Cerâmica Limitada”, uma vez que os sócios-gerentes Francisco Ferreira e Ezequiel dos Santos Donato, representantes da empresa, escrituraram um terreno situado no Vale Paraíso, no Loreto, freguesia de Eiras, onde já estaria construído o edifício principal do que mais tarde viria a ser um dos maiores complexos industriais cerâmicos do país!

Julga-se que surgiu neste local, junto à linha do caminho-de-ferro, em consequência da necessidade de se deslocalizarem as inúmeras cerâmicas que abundavam na baixa de Coimbra durante o século XIX, impedidas de se desenvolverem por se encontrarem estranguladas pela própria cidade.

Considera-se que esta unidade fabril iniciou a época da grande indústria cerâmica em Coimbra, tendo registado um crescimento rápido nos primeiros anos de produção, “chegando a empregar cerca de 1000 operários e a ser, no seu género, uma das maiores do país”.

Esta indústria, localizada num terreno com cerca de 9 hectares, foi também inovadora para o seu tempo, tendo construído algumas casas para operários, um campo de futebol, laboratórios, escolas e creches para os filhos dos trabalhadores, entre outras inovações. A fábrica era constituída por múltiplos edifícios ligados entre si e construído em vários patamares.

Em 1929, a Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia adquiriu este complexo industrial, à semelhança da fábrica de Massarelos, no Porto.

A designação e a marca LUFAPO é construída a partir das palavras LUsitânia, FAianças e POrcelanas, tendo surgido em meados da década de 1940, no âmbito da reconversão da indústria cerâmica portuguesa após a II Guerra Mundial.

Sabe-se que a marca LUFAPO foi usada em louças domésticas e decorativas, louças sanitárias, louças eletrotécnicas, azulejos lisos e decorados, mosaicos cerâmicos, ladrilhos hidráulicos, grés para canalizações e produtos refratários, estando a maioria dos seus produtos intrinsecamente ligados ao modernismo e ao movimento Bauhaus em Portugal.

À semelhança das outras indústrias cerâmicas de Coimbra, este complexo industrial entrou em declínio culminando na sua insolvência e, em 1977, o município de Coimbra fica com a sua penhora.

Entretanto, nos anos 80 foi construído o loteamento do Loreto, demolindo todos os edifícios do antigo complexo industrial da LUFAPO, incluindo as inúmeras chaminés tão marcantes da paisagem local. Daí, sobreviveram apenas o edifício principal e a antiga escola primária, os únicos que chegam aos nossos dias.

Em 1987, o edifício principal passa para a gestão do CTCV, onde até hoje se mantém a sede, embora quase toda a actividade do Centro esteja actualmente localizada no iParque.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Open Call ‘Casas no Alentejo’ com candidaturas até 15 de Setembro

Para o efeito, podem concorrer as obras com programa de habitação unifamiliar, seja nova construção ou reabilitação, concluídas nos últimos 10 anos na região

CONSTRUIR

Até 15 de setembro, encontra a decorrer a Open Call Casas no Alentejo. A iniciativa da Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos (OASRALT), pretende, através de uma exposição local e de uma publicação internacional impressa, dar visibilidade a obras de habitação unifamiliar de referência na região e respectivos arquitectos, contribuindo para a promoção da qualidade arquitectónica, como legado cultural.

Para o efeito, podem concorrer as obras com programa de habitação unifamiliar, seja nova construção ou reabilitação, concluídas nos últimos 10 anos na região do Alentejo.

A divulgação dos resultados será feita de 1 a 30 de Outubro, que irá coincidir com uma exposição pública dos trabalhos no mesmo período.

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Plano de urbanização da Estação Coimbra-B vai ser revisto

A Infraestruturas de Portugal (IP) celebrou um contrato com o ateliê catalão BAU, liderado por Joan Busquets, para rever o plano de urbanização da estação de Coimbra, elaborado por este atelier há mais de dez anos

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De acordo com a notícia avançada esta semana pelo semanário de Coimbra “Campeão” o ajuste directo foi celebrado a 29 de Julho entre a IP e a B.Landscap Arquitectura y Urbanismo SL (BAU), com sede em Barcelona, por um montante de 262 mil euros e um prazo de execução de 224 dias.

O arquitecto e urbanista Joan Busquets, foi o autor do “Plano de Urbanização da Entrada Poente e Nova Estação Central de Coimbra”, realizado em 2012. Doze anos depois, o plano de urbanização que agora será revisto estará também integrado no projecto que o actual Governo tem para a linha de alta velocidade, inscrito na primeira fase, correspondente ao troço Porto-Soure, com obras entre 2026 e 2028.

A objectivo é um novo desenho que “dignifique e requalifique a cidade”. “Precisamos de construir finalmente uma estação intermodal, que integre de forma articulada todos os modos de transporte e que potencie uma nova centralidade urbana, catapultando o desenvolvimento urbanístico, económico e social do espaço envolvente e de todo o município. Depois do diálogo que desenvolvemos com a IP, e com as mudanças introduzidas, estamos crentes que assim vai ser, o que nos apraz registar”, afirmou José Manuel Silva, presidente da Câmara de Coimbra, citado pelo semanário.

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2ª edição do Prémio de Arquitetura do Algarve recebe candidaturas

Nesta 2ª edição, poderão concorrer todas as obras concluídas entre o dia 1 de Janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021

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No sentido de divulgar a importância da arquitectura da região algarvia e consequentemente reconhecendo o mérito dos seus membros, a Secção Regional do Algarve da Ordem dos Arquitectos encontra-se lançou a segunda edição do Prémio de Arquitectura do Algarve. As candidaturas decorrem até 31 de Agosto.

Esta distinção consiste na atribuição de um prémio anual à melhor proposta apresentada a concurso, em cada uma das categorias propostas, nomeadamente Habitação unifamiliar ou bifamiliar, Habitação coletiva, Equipamentos, serviços e indústria, Reabilitação e Arquitectura e paisagem.

Apenas podem candidatar-se obras da autoria de membros da Ordem dos Arquitectos, com inscrição e situação regularizada e as mesmas deverão estar concluídas e localizadas na área geográfica dos 16 municípios da região do Algarve, com alvará de utilização emitido, ou no caso de obras públicas, com documento da respectiva recepção provisoria emitida, entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2021.

O prémio será entregue em Outubro de 2022, por ocasião da cerimónia do Dia Mundial do Arquitecto.

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Exposição “Prisma” de Vhils vista por 90 mil visitantes

‘Prisma’ é uma obra composta por imagens que representam o quotidiano de nove metrópoles: Cidade do México, Cincinnati, Hong Kong, Lisboa, Los Angeles, Macau, Paris, Pequim e Xangai. A exposição foi inaugurada no dia 30 de Março e termina a 5 de Setembro. Até ao momento já contou com mais de 90 mil visitantes

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A exposição “Prisma” de Vhils, já conta com mais de 90 mil visitantes até ao momento. Pode ainda ser visitada até ao dia 5 de setembro na Galeria Oval do maat – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, em Lisboa.

Nesta exposição, Vhils mostra uma proposta monumental e inesperada realizada em vídeo, uma das linguagens que tem vindo a aprofundar recentemente. Prisma guia os visitantes por uma interacção imediata com realidades e situações do dia-a-dia de nove cidades estrangeiras – Cidade do México, Cincinnati, Hong Kong, Lisboa, Los Angeles, Macau, Paris, Pequim e Xangai. O artista transforma a Galeria Oval do museu num labirinto urbano e proporciona uma experiência imersiva, onde efeitos de escala, tempo e luz são manipulados.

O processo criativo para a exposição começou há alguns anos, mas teve o seu culminar durante o pico da pandemia, momento em que toda a humanidade foi afectada por um acontecimento global. Com esta obra, o autor pretende reflectir sobre o avanço das forças da globalização, que nem a estagnação da pandemia conseguiu travar. Além disso, permite uma reflexão sobre a homogeneização das sociedades e um apelo à unidade.

Também até 5 de Setembro pode ser visitada a exposição Interferências – Culturas Urbanas Emergentes, que afirma diferentes expressões da cultura urbana, explorando itinerários narrativos da cidade através de um diálogo que privilegia o museu enquanto espaço crítico e lugar de encontro entre várias comunidades e sensibilidades.

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9M€ e um concurso de arquitectura para reabilitar Fábrica do Arquinho

A Câmara Municipal de Guimarães vai lançar um concurso de arquitectura para reabilitar a Fábrica do Arquinho, adquirida pela autarquia em 2020. O espaço irá acolher os laboratórios de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho e a Fibrenamics

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A Câmara Municipal de Guimarães adquiriu, em Julho 2020, a antiga Fábrica do Arquinho, localizada na área citadina, envolvida pela Avenida D. Afonso Henriques, pela Rua da Caldeiroa e pela Rua Colégio Militar.
Depois de terminado o levantamento topográfico e geométrico do imóvel, o Município de Guimarães está agora em condições de receber propostas para o espaço que irá acolher os laboratórios de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho e a Fibrenamics.

As obras de requalificação e adaptação da Fábrica do Arquinho serão realizadas com recurso a verbas do Município de Guimarães e da Universidade do Minho. Serão necessários entre 7,5 a 9 milhões de euros para executar o projecto na totalidade. O executivo municipal está já a preparar uma candidatura para conseguir o apoio de fundos comunitários de modo a assegurar o financiamento necessário.

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Alentejo: “A Ordem está agora mais próxima dos problemas locais”

A presidente da recém-criada Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos fala dos desafios daquele organismo num território que, estando longe de ser pobre, é disperso e obriga a uma maior ‘unidade’ entre os profissionais. Cláudia Gaspar adianta ainda que o PRR não será tábua de salvação na região mas, qualquer que seja o caminho, os arquitectos querem fazer parte do processo de encomenda

Ricardo Batista

“Os princípios da Ordem mantêm-se, com as preocupações naturais da arquitectura e do momento, e de um modo transversal. A Ordem continua a ser uma, mas está agora mais próxima das entidades locais, da sociedade, mais próxima dos problemas locais”.

Dois anos depois de tomar posse como a primeira presidente do Conselho Directivo do Alentejo da Ordem dos Arquitectos, Cláudia Gaspar traça um balanço positivo da nova organização daquele organismo, sublinhando que entre as prioridades da nova secção esteve sempre “o reconhecimento das mais valias existentes localmente, dos saberes locais”.

“Estamos hoje mais próximos das dificuldades que os arquitectos têm na sua prática quotidiana, sejam os que trabalham na Administração publica, os que trabalham nos seus gabinetes privados ou os que são trabalhadores independentes, uma grande maioria da realidade do Alentejo”, salienta Cláudia Gaspar, à margem de um painel dedicado ao Território e que reuniu, no Archi Summit, os presidentes de algumas das novas secções regionais da Ordem dos Arquitectos.

Para a responsável pela estrutura do Alentejo, naquela região, extensa, os arquitectos têm a particularidade de trabalhar num território disperso, de forma dispersa e muitas vezes de costas voltadas uns para os outros.

“Uma das nossas premissas tem sido conseguir colocar os arquitectos a dialogar entre eles mas, acima de tudo, fazer a ponte entre a arquitectura e a sociedade, com uma série de actividades de divulgação da arquitectura, conferências, mesas redondas”, assegura, sublinhando que têm sido iniciativas “muito bem acolhidas”. Cláudia Gaspar destaca, essencialmente, o trabalho institucional que tem sido feito junto das 47 autarquias e das quatro comunidades inter municipais, trabalho que “tem sido um trabalho longo e será extenso, num ano particularmente difícil em que temos o PRR e as câmaras numa logica de contra relógio para conseguir alguns fundos no âmbito do Programa para, sobretudo habitação”.

“Queremos ser intervenientes do processo de encomenda e da contratação publica de arquitectos para um melhor ambiente construído, para uma melhor arquitectura e, com isso, para uma melhoria da qualidade de vida no Alentejo”, acrescenta ao CONSTRUIR a presidente da secção regional do Alentejo dos Arquitectos. “Estamos numa região em que boa parte dos municípios nunca reuniu com a Ordem dos Arquitectos, que começa agora a ser notada. E esse tem, também, de ser o nosso papel”, garante Cláudia Gaspar.

Território “riquíssimo”
Remetendo para uma imagem pré-concebida do Alentejo como território pobre, a arquitecta logo contraria essa ideia, assumindo que estamos a falar de um território “riquíssimo”. “E tem dificuldades como todos têm”, acrescenta. No entender de Cláudia Gaspar, “o Alentejo sofre, desde logo, com a diferenciação entre o que é o rural e o urbano. Temos um território com uma grande área de propriedade rural mas não é de todo pobre. A questão da paisagem, e entenda-se a paisagem cultural, urbana e rural, é altamente dinâmica. Não é agora, que existem fundos e que tanto se fala no famoso PRR, com fundos que chegam de forma transversal a todo o País, que o Alentejo vai dar o salto no seu desenvolvimento”, garante a arquitecta, que assegura que o Alentejo já está em franco desenvolvimento há muito tempo. “O Pólo tecnológico de Sines é apenas um exemplo dessa atractividade”, garante, sublinhando que os arquitectos já estão no terreno a acompanhar essas dinâmicas. Há, no entanto, desafios. Cláudia Gaspar salienta que “o Planeamento no Alentejo nem sempre é feito a pensar no longo prazo ou num ordenamento de território sustentável mas sim, muitas vezes, a pensar no benefício rápido”.

Não sendo uma prioridade, a representante dos arquitectos no Alentejo alerta para um fenómeno crescente que importa ser olhado com atenção e que merece a melhor resposta. Há, em virtude da aposta numa agricultura intensiva, um aumento considerável de população – essencialmente proveniente de países asiáticos – para trabalhar nas estufas, fenómeno que obriga a uma resposta habitacional que hoje ainda não existe. “O papel da Ordem é, mais uma vez, articular todos os agentes, colocar a sociedade em contacto com a arquitectura e desmistificar a ideia de que a arquitectura é uma disciplina para as elites”, conclui.

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Já são conhecidos os 10 finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa. E há um atelier português!

Segundo o júri, “entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade”

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Já são conhecidos os dez finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp. Indo ao encontro do tema da 6ª edição da Trienal em 2022 – Terra –  a selecção apresenta uma maior diversidade geográfica, com práticas dos dois hemisférios do globo. São eles o atelier Tiago Antero – ATA (Portugal), o atelier Tropical – Valerie Mavoungou (Congo), Ben-Avid (Argentina), messina/rivas architecture office (Brasil), Nana Zaalishvili (Georgia), Rohan Chavan (Índia), Savinova Valeria (Rússia), Spatial Anatomy (Singapura), vão (Brasil) e Vertebral (México).

Sobre a diversidade desta lista, o júri considera que “se as primeiras obras de um percurso em arquitectura apontam o caminho posterior de quem as projecta, a partir dos dez finalistas Début é possível imaginar o trabalho futuro de toda uma geração. Entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade. Uma dezena de finalistas que prova não só o que a arquitectura pode fazer, mas, mais relevante, o que deve fazer no presente ao serviço do nosso futuro.”

O Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp é atribuído após uma selecção independente com duas fases distintas. Primeiro, é aberta uma chamada à apresentação de candidaturas auto-propostas. Simultaneamente, algumas dezenas de individualidades da área da arquitectura a nível internacional são convidadas pela Trienal a nomear quem considerem merecer esta distinção. Depois, o conjunto das propostas é disponibilizado ao júri, que selecciona a lista de finalistas e a prática vencedora.

A Trienal de Lisboa recebeu para esta edição 95 candidaturas de 38 países.

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LINA: Open Call procura propostas que promovam “um mundo mais sustentável e equilibrado”

Até 12 de Setembro, estão abertas as candidaturas à rede internacional LINA – Learning, Interacting and Networking in Architecture para profissionais emergentes de arquitectura e planeamento urbano da Europa. Em Portugal, faz-se representar pela Trienal de Arquitectura de Lisboa

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Até 12 de Setembro, estão abertas as candidaturas à rede internacional LINA – Learning, Interacting and Networking in Architecture para profissionais emergentes de arquitectura e planeamento urbano da Europa que desejem internacionalizar trabalhos em desenvolvimento, ou apresentar novas propostas, que lidem com desafios espaciais, territoriais, climáticos e sócio-políticos.

A rede LINA congrega 28 organizações, incluindo a Trienal de Arquitectura de Lisboa em representação de Portugal, e pretende apoiar talentos emergentes e mobilizar esforços e ideias com potencial de transformação do mundo num lugar mais sustentável e circular.

Em Portugal, a participação da Trienal de Arquitectura de Lisboa combina duas vertentes, o acolhimento anual de evento de um dos membros desta plataforma no pólo cultural do Palácio Sinel de Cordes, em Lisboa, e a selecção de emergentes para a criação de um ensaio e um podcast a partir de uma travessia até à capital portuguesa.

Nesta primeira abertura de candidaturas, LINA convida a participar num programa de arquitectura europeu que vai reunir os esforços do sector para abordar a crise ambiental e climática numa perspectiva de intercâmbio de visões e abordagens.

Podem candidatar-se, individual ou colectivamente, pessoas que operam na área da arquitectura, planeamento urbano, arquitectura paisagista, design, artes, curadoria, investigação e outras profissionais transdisciplinares com propostas ligadas aos desafios territoriais, espaciais, climáticos e sócio-políticos.

Como profissionais emergentes, a LINA considera quem tenha já criado trabalho independente não relacionado com a sua formação académica ou instituições associadas à arquitectura ou ao planeamento urbano, nos últimos dois anos, não tenha apresentado publicamente, ou publicado, a nível internacional esse trabalho independente ou ainda não tenha obtido reconhecimento do seu corpo de trabalho por parte da crítica e/ou em instituições ou editoras importantes e estabelecidas.

As candidaturas seleccionadas são convidadas a participar em um ou mais eventos do programa de arquitectura organizado pelas instituições membro da LINA entre Outubro de 2022 e Maio de 2023, como conferências, exposições, ensaios, workshops, entre outros formatos.

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