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Arquitectura

“The Caveman” de Tiago do Vale distinguido nos Global Architecture & Design Awards

O projecto teve como ponto de partida uma sapataria construída no final dos anos 90

Ana Rita Sevilha
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“The Caveman” de Tiago do Vale distinguido nos Global Architecture & Design Awards

O projecto teve como ponto de partida uma sapataria construída no final dos anos 90

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Ana Rita Sevilha
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© João Morgado

Depois de em 2017 ter sido distinguido como vencedor nos prémios American Architecture Prize 2017, na categoria de Interior Design/Retail, com o projecto “The Caveman”, o projecto de Tiago do Vale volta a conquistar o júri, desta vez dos Global Architecture & Design Awards de 2018, com uma Menção Honrosa.

O projecto teve como ponto de partida uma sapataria construída no final dos anos 90 e que foi transformada numa loja para um “mercado-alvo muito específico (e exigente) com uma gama alargada de produtos que implicou um desenho capaz de resultar uma grande flexibilidade na apresentação, gerar um espaço com uma imagem forte, reconhecível e reproduzível, e fazendo-o com custos muito controlados”, explica o arquitecto.

Para o efeito, continua, “demoliram-se os tectos falsos pré-existentes em gesso cartonado, removeu-se o papel de parede e, levantando o degradado pavimento flutuante, revelou-se um piso de betão afagado em óptimo estado. Uma coluna em betão aparente escondia-se detrás de quatro espelhos de chão a tecto”.

De acordo com a descrição do projecto, a proposta foi ao encontro de “reverter o espaço ao seu estado mais elementar expondo as suas características mais fortes: um redescoberto pé-direito e uma transparência notável para a rua”.

“Para que se atingissem os seus objectivos, a aproximação ao projecto foi pragmática, baseada num gesto simples capaz de organizar o espaço na sua totalidade e recorrendo a soluções económicas e eficientes, dispensando acabamentos ou manutenção dispendiosos. O desenho resultante constitui um tributo ao valor dos materiais tal como eles são: à sua franqueza, à sua imagem natural e às suas qualidades intrínsecas”.

Sobre os Prémios
Os GADA são organizados pela Rethinking the Future, uma organização que procura olhar para a arquitectura como solução para as necessidades das próximas gerações, focando-se especialmente nas alterações climáticas e na introdução de conceitos de sustentabilidade na construção.

A distinção foi atribuída por um Júri composto por académicos das mais prestigiadas escolas de arquitectura do mundo (como Stephanie Marie Bayard, do Pratt Institute de Brooklyn) e por figuras charneira da prática arquitectónica (como Angela Lee, da HKS Architects de Singapura).

Sobre o autorAna Rita Sevilha

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Arquitectos: Revisão do CCP é “lesiva do interesse público”

A redacção da iniciativa legislativa, no entender dos responsáveis da Ordem, “é francamente lesiva do interesse público por uma arquitectura de qualidade, qualidade essa que o legislador propõe passar a desconhecer, pois a escolha do melhor projecto que serve o interesse público não será, em primeira instância, feita pelo Estado”

Ricardo Batista

O projecto de Decreto-Lei 32/XXIII/2022, relativo às novas alterações propostas para o Código dos Contratos Públicos (CCP), cuja consulta pública decorreu até ao passado dia 16 de Agosto, continua a gerar críticas por parte dos arquitectos.

Em comunicado, a Ordem dos Arquitectos (OA), através do seu Conselho Directivo Nacional (CDN), considera que o actual documento “vem na senda da inicial Proposta de Lei n.º 41/XIV/1.ª (GOV)”, cuja gravidade sublinhámos em sede de audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação (CEIOPH), no dia 29 de Setembro de 2020″, por se pretende estabelecer como regra um regime que é de excepção. Essa proposta viria então a ser retirada em favor de um texto de substituição, que recuava na alteração proposta ao regime de concepção-construção. Deste modo, a OE encara com “redobrada apreensão” as consequências do actual diploma, nomeadamente, “as suas graves implicações para o território e a paisagem edificada, bem como para o exercício da profissão de arquitecto, estando em causa questões da maior relevância para a salvaguarda da Arquitectura e do interesse público”, na medida em que a nova leitura volta a propor um procedimento dito especial face àquilo que é regra, de acesso excepcional à modalidade de concepção-construção. “Verificamos que, na verdade, não existe excepção, mas antes a possibilidade do encomendador, de forma livre, arbitrária, generalizada e definitiva, recorrer ao regime de concepção-construção, hoje consagrado como excepcional e de âmbito claramente (e bem) restringido. E por que razão? Possibilitar a eliminação de dispêndios de tempo e recursos desnecessários, por parte da entidade adjudicante, nos casos em que esta considere que o mercado está em melhor posição de elaborar um projecto de execução de determinada obra, concluindo que tal prerrogativa concorrerá para uma pretendida agilização procedimental”, explica a OE no mesmo comunicado.

Desburocratizar sim, mas…
Ainda que se entenda a necessária “desburocratização e flexibilização”, estas “não podem justificar preterir os mecanismos que melhor protegem o interesse e os recursos públicos”. “Ora, a solução que se apresenta é especialmente gravosa e fortemente limitadora do acesso à encomenda de projecto, sendo preteridos serviços de dezenas de milhares de projectistas – arquitectos e engenheiros – em favor de construtoras de maior dimensão e de maior capacidade técnica e financeira”, salienta. Considerando que “o projecto não é um dispêndio desnecessário”, mas antes um investimento elementar na boa aplicação do dinheiro público, a Ordem considera que “através da solução que agora se discute, abre-se a porta, mais do que à simplificação e à eliminação de tempos e recursos desnecessários, à própria extinção de procedimentos, e fecham-se as janelas à transparência e livre concorrência”. “Insistimos na defesa da solução que separa a actividade de projecto da actividade da construção e da preservação do livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”, já que “com a proposta que agora se apresenta não descortinamos qualquer passo em frente no que toca ao bom uso dos dinheiros públicos e combate à corrupção”, nem que a mesma “assegure um benefício efectivo para a generalidade dos trabalhadores de toda a fileira económica da construção, mas apenas e tão só para alguns (poucos) dos seus actores”, assim como “não se antecipa que resulte numa contribuição positiva para a paisagem do país e, nessa medida, para a futura qualidade de vida dos portugueses”. Neste sentido, a Ordem solicita nova alteração do Projecto de Decreto-Lei “em favor de uma redacção que garanta o interesse público por uma arquitectura de qualidade e mantenha as condições de livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”.

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Ricardo Batista

Director Editorial
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Candidaturas ao Prémio Concreta UNDER 40 prorrogadas até 3 de Outubro

A inciativa pretende avaliar e premiar obras construídas em território nacional, da autoria de arquitectos portugueses, com idade média de 40 anos

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Promovida pela Exponor – Feira Internacional do Porto e com o apoio técnico do conselho directivo regional do Norte (CDRN) da Ordem dos Arquitectos encontra-se a decorrer mais uma edição dos Prémio Concreta UNDER 40. Em fase de apresentação de candidaturas, o prazo foi prorrogado até ao dia 3 de outubro de 2022.

A 3ª edição do Prémio Concreta UNDER 40 é lançada com o objectivo de promover e reconhecer o trabalho desenvolvido pelas novas gerações de arquitectos, cujo patamar de idades não ultrapassará, em média, os 40 anos.

Pretende-se avaliar e premiar obras construídas em território nacional, da autoria de arquitectos portugueses que, com criatividade, profissionalismo e mestria, se adaptaram à realidade da sua época, e desenvolveram projectos que se destacam pela capacidade criativa e de inovação, aliadas à qualidade técnica.

Será atribuído um prémio, de natureza pecuniária, ao concorrente classificado em primeiro lugar, no montante de dois mil euros e ao concorrente classificado em segundo lugar, no montante de mil euros.

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Arquitectos da ‘Geração de 22’ em colóquio dia 24 de Setembro

Organizado pelo Colégio de Património Arquitectónico (CPA), o colóquio “Geração de 22”, decorrer na Escola António Damásio, em Lisboa e conta com a apresentação de Diana Roth e João Appleton, assim como de outros inúmeros arquitectos portugueses

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O Colégio de Património Arquitetónico (CPA) organiza no próximo dia 24 de Setembro o colóquio “Geração de 22”, a decorrer na Escola António Damásio, em Lisboa. À conversa com dois dos membros da organização do evento, Diana Roth e João Appleton, do CPA, procuramos explicar as razões da importância dos arquitectos da Geração de 1922, responsáveis por uma abordagem à arquitectura que ainda hoje é pertinente e que temos todo o interesse em reforçar.

A ideia do CPA é que todos possam conhecer não só a obra de alguns arquitectos que marcaram a “Geração de 22”, mas também os seus muitos interesses por saberes de outras esferas do conhecimento.

Assim, cada um dos quatro arquitectos escolhidos para abordar neste colóquio, a saber: Nuno Teotónio Pereira, Manuel Tainha, Victor Palla e Francisco da Conceição Silva, terá pelo menos duas pessoas a explanar o seu legado, não só no campo da arquitectura, mas também noutros campos onde cada um deles multiplicou o seu trabalho e saber.

Desta forma, sobre Nuno Teotónio Pereira estarão os oradores Gonçalo Byrne e José Pedro Croft, sobre Manuel Tainha, Alexandre Marques Pereira e Manuel Botelho, sobre Victor Palla os convidados serão João Palla e Henrique Cayatte e sobre Francisco Conceição Silva  as arquitetas Ana Tostões, Inês Marques e Suzana Barros Querubim.

Haverá igualmente espaço para um debate moderado por Fernando Sanchez Salvador, membro da Comissão Executiva do CPA, um momento dedicado à ligação entre a Arquitetura e o Cinema, proposto por Luís Urbano, estando a sessão de encerramento a cargo de Pedro Alarcão, presidente da Mesa da Assembleia do CPA.

O colóquio “Geração de 22” termina com uma visita à Escola António Damásio, projectada e requalificada por Manuel Tainha e que será guiada por Alexandre Marques Pereira.

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Concurso: Município de Aveiro procura ideias para recuperar antigo Colégio Alberto Souto e antiga Lota

Para o concurso do Colégio, as propostas devem ser entregues até às 16 horas do 18 de novembro de 2022. Já as propostas para a Antiga Lota podem ser entregues até às 16h00 do dia 20 de novembro

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A Câmara Municipal de Aveiro lançou dois Concursos Públicos de Ideias para a elaboração do Estudo Urbanístico da zona da Antiga Lota de Aveiro e Conceção da Reconversão do edifício do antigo Colégio Dr. Alberto Souto.

As propostas, anónimas, devem ser entregues em papel no Gabinete de Atendimento Integrado da Câmara Municipal de Aveiro. Para o concurso do Colégio devem ser entregues até às 16 horas do 18 de novembro de 2022. Já as propostas para a Antiga Lota podem ser entregues até às 16h00 do dia 20 de novembro.

O procedimento para a Antiga Lota tem por objetivo a apresentação do conceito de ocupação e respetivo desenho urbano, que permita não só valorizar a imagem urbana dos terrenos, como promover as vivências urbanas, apostando na diversidade de funções, numa perspetiva de gerar um espaço dinâmico, com forte cariz cultural, com espaço de relevo para os desportos náuticos e a náutica de recreio, tudo alicerçado numa aposta de sustentabilidade ao nível ambiental, social e económico.

Estes terrenos com cerca de 10 hectares, são abordados numa perspetiva de área piloto para teste da incorporação dos desafios da “New European Bauhaus”, que deverá contar com o envolvimento cívico e com a exploração de novas abordagens na relação da urbanidade com os valores ambientais em presença, focando-se na sustentabilidade do ambiente urbano, em energias limpas, na construção da Cidade com neutralidade carbónica e nos objetivos da economia circular.

Estes objetivos vão também tomar forma num equipamento único, o Living Places Lab, que congregará diversas valências e funções permanentes de dinamização cultural e comunitária, integrando-se toda esta operação na Candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura 2027.

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Novos modelos de habitação e de trabalho em debate no Festival Maracujália

“Habitar o futuro by iad” é o tema que a iad Portugal leva ao Festival Maracujália, que decorre entre os dias 3 e 4 de Setembro no Terminal de Cruzeiros de Matosinhos

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O debate, que se realizará no dia 4 contará com a participação do CEO da iad Portugal, Alfredo Valente, do arquitecto Rodrigo Vilas Boas (OODA) e do investidor e empresário Luís Sousa (Emerge Real Estate).

“O tema do imobiliário é algo que preocupa cada vez mais os jovens, por isso faz todo o sentido para a iad estar presente neste festival para podermos reflectir sobre o futuro da habitação e o que os jovens podem esperar”, refere Alfredo Valente. Por outro lado, o responsável acrescenta ainda que “pretende-se discutir neste debate novos modelos de trabalho e de habitação, novas dinâmicas sociais como os nómadas digitais, trabalho remoto, natalidade, turismo… e de que forma estão a moldar as cidades e, consequentemente, a habitação”, refere.

Do lado do Maracujália, Pedro Sousa, director do festival sublinha que “a oportunidade que a iad criou é realmente muito enriquecedora para o nosso evento”. “Discutir e sonhar com as cidades, as casas e o trabalho do futuro num evento e num contexto descontraído será certamente inspirador para os participantes. O nosso festival fica também mais rico e dinâmico pela experiência que estamos a proporcionar”, sustenta.

Com um modelo disruptivo, a iad Portugal pretende, desta forma, aproximar-se do público mais jovem e mais digital, num contexto informal e dedicado à cultura.

A segunda edição do Festival Maracujália vai dar palco a 20 artistas de 10 nacionalidades, destacando várias dimensões culturais distintas, desde a música à arte visual, passando pelo cinema e pela moda. As portas do evento abrem às 16 horas e a festa decorre até à meia-noite.

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Rocagallery.com explora abordagens sustentáveis para reconfigurar cidades

O Rocagallery.com reuniu nove especialistas internacionais para idealizarem como as inovações em mobilidade e espaços públicos podem contribuir para a criação de cidades sustentáveis e centradas no ser humano

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O Rocagallery.com, plataforma on-line da Roca dedicada à investigação e ao debate na área da arquitectura, do design e da sustentabilidade, apresenta um conjunto de artigos relativos ao tema: “Perspectivas em Mobilidade e Espaço Público”. Os artigos, escritos por profissionais e académicos do sector, exploram as abordagens sustentáveis ao planeamento urbano que colocam as comunidades e os cidadãos em primeiro lugar. O Roca Gallery já publicou os primeiros cinco artigos sobre este tema, sendo que os restantes poderão ser consultados em breve na plataforma.

A rua moderna foi concebida para facilitar o fluxo de veículos privados, alimentados a combustíveis fósseis. A diminuição do papel destes veículos apresenta novas oportunidades, mas também levanta questões importantes: “como queremos que sejam as nossas cidades?”, “Como deveriam funcionar?”, “A quem deveriam servir?” Para dar resposta a estas questões, o Roca Gallery convidou nove profissionais e académicos para escreverem sobre o tema “Perspectivas sobre Mobilidade e Espaço Público”. Embora cada autor explore um conceito único, os artigos apresentam um ponto em comum que diz respeito à insistência na importância de quebrar os modelos urbanísticos do passado que já se provaram ser tão destrutivos, tanto a nível social como ambiental. Estes autores apresentam caminhos alternativos para idealizar os transportes, o espaço público e o planeamento urbanístico, mencionando experiências inspiradoras e estudos de caso fascinantes.

Em “Landscape, Nature and Mobility” (Paisagem, natureza e mobilidade), Carlos Ferrater, arquitecto galardoado e cofundador do Office of Architecture in Barcelona (OAB), explica como a configuração do jardim botânico de Barcelona transformou a área de Montjuïc, nos anos 80 do século XX, e as ideias para criar uma passagem entre esta área e o porto no futuro. Em “Cities Transforming” (Transformar cidades), Lance Jay Brown, presidente do Consortium for Sustainable Urbanization, fala sobre a evolução das nossas concepções de espaço público, e insiste em que uma transição para veículos eléctricos, por mais positiva que seja, não elimina a necessidade de devolver as ruas aos pedestres. Em “BUS:STOP Krumbach Revisited” (BUS:STOP Krumbach revisitada), a curadora e autora Katharina Ritter conta a história de uma pequena localidade austríaca que, desafiando a noção demasiado comum de que as áreas de baixa densidade merecem baixo investimento, convidou arquitectos de todo o mundo para redesenharem as paragens de autocarro locais, com resultados muito positivos. “The One-Minute City” (A cidade de um minuto), o artigo mais recentemente publicado, da autoria do designer e urbanista Dan Hill, defende o planeamento urbano, não no sentido descendente, mas no sentido ascendente, a partir da rua, mencionando estudos de caso na Suécia e noutros locais.

Em breve serão publicados os restantes artigos da autoria de diferentes especialistas na área sobre o tema da mobilidade e do espaço público. Em “Fleeting Moments in Time” (Momentos passageiros), Roberto Converti, vice-presidente da Association for the Collaboration between Ports and Cities (RETE), explora as funções das zonas costeiras e dos portos, tanto nos respectivos contextos locais como internacionais. O arquitecto e professor na Universidade de Calgary Francisco Alaniz Uribe apresenta um caso de estudo sobre mobilidade e espaço público em “Zurich’s Public [Realm] Mobility” (Mobilidade (da esfera) pública de Zurique). Em “Drawing Outside the Lines” (Desenhar fora das linhas), Angus Bruce, responsável de arquitectura paisagista na HASSEL, em Londres, defende a criação de novos espaços verdes em áreas densamente povoadas e reflecte sobre de que forma o plano-director dos jardins da Catedral podem ligar esta nova e dinâmica área com a cidade de Belfast. Anna Zivarts, directora de programa da iniciativa de mobilidade em caso de incapacidade, em Seattle, defende sistemas de mobilidade mais inclusivos em “Nondrivers: America Excludes Us” (Não-condutores: a América exclui-nos). Por último, em “The Right to a Playful City” (O direito a uma cidade lúdica), Iain Borden, professor e vice-reitor de educação em The Bartlett, usa a prática de skate como um ponto de partida para apresentar ideias sobre como reconfigurar espaços públicos onde o bem-estar, a liberdade de expressão e a participação da comunidade são uma prioridade.

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Festival Fuso está de volta ao Palácio Sinel de Cordes

Com sessões gratuitas, o festival apresenta 38 obras de videoarte exibidas em espaços de Lisboa (MAAT, Museu da Marioneta, MNAC, Castelo de São Jorge, Palácio Sinel de Cordes e NowHere)

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O Festival FUSO está de volta ao Palácio Sinel de Cordes e é já hoje, às 22 horas, que se dá a apresentação de cinco peças de video-arte. Sob o nome “A Utopia da Paz”, esta sessão gratuita junta obras dos artistas Susana Gaudêncio, Jan Fabre, Maria Lusitano, Daniel Barroca e Salomé Lamas. No final haverá ainda tempo para uma conversa moderada pelo jornalista Vítor Belanciano.

A utopia da paz tem sido uma “ilha” que flutua, desafortunada, no mapa da história humana de todas as guerras. Susana Gaudêncio parte das zonas habitacionais do Porto chamadas “ilhas” para uma reflexão sobre a questão colonial, que Maria Lusitano, por sua vez, trata com humor crítico e documentação abundante no filme Nostalgia. Em tom manifestamente mais negro, Daniel Barroca fragmenta a percepção do corpo e dos territórios da guerra até à abstracção que os dissolve, Salomé Lamas dá voz à experiência de um mercenário bastante jovem cuja profissão foi matar a comando de grupos corruptos e Jan Fabre filma a representação de uma luta interior, por um cavaleiro medieval que combate os seus próprios demónios. A luta parece ser uma condição humana, mas o objecto dos seus combates denota, quase sempre, um desvio lamentável ao que poderia ser pensado como propósito essencial da experiência da vida: a consciência ligada à autodescoberta, à compreensão do universo e à construção colectiva.

Ao final da sessão sucede-se uma conversa moderada pelo jornalista Vítor Belanciano.

Em 2022, o FUSO questiona como a criação de conhecimentos pode ser ferramenta de reflexão crítica e de mudança colectiva e realça a possibilidade de a arte ser um gesto de resiliência e esperança.

Com sessões gratuitas, o festival apresenta 38 obras de videoarte exibidas em espaços de Lisboa (MAAT, Museu da Marioneta, MNAC, Castelo de São Jorge, Palácio Sinel de Cordes e NowHere). Uma das principais vertentes é a promoção da nova criação nacional com atribuição de dois prémios – Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT e Prémio Incentivo Ar.Co – a partir de uma Open Call aberta a artistas de nacionalidade portuguesa e residentes em Portugal de nacionalidade estrangeira.

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IHRU lança concurso para projecto habitacional em Freamunde

Destinado a habitação a custos controlados, o concurso tem um preço de base de cerca de 588 mil euros, As propostas podem ser apresentadas até dia 2 de Novembro

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O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), com o apoio técnico do CDRN da Ordem dos Arquitectos, lançou esta quinta-feira, dia 25 de Agosto, um concurso de concepção para a elaboração de um projecto para um conjunto habitacional em Freamunde, Paços de Ferreira.

Com um custo base de cerca de 558 mil euros (+ Iva), a data limite de apresentação de propostas é 2 de Novembro de 2022.

Seguindo a estratégia que o IHRU tem vindo a desenvolver em vários pontos do País, este projecto destina-se “a desenvolver um empreendimento que se revele como uma referência de boas práticas no sector da habitação a custos controlados”.

O objectivo passa por procurar “dar resposta à necessidade de habitações para arrendamento a preços inferiores ao actualmente praticado no mercado, contribuindo para facilitar o acesso à habitação por um maior número de famílias que, presentemente, não encontram resposta às suas necessidades no mercado imobiliário”.

Para a concretização desta proposta será necessário controlar de modo decisivo o custo final das habitações, procurando maximizar a área de construção, dentro dos parâmetros da Habitação a Custos Controlados.

Este empreendimento deve inserir-se de forma harmoniosa na malha urbana existente e constituir-se como elemento estruturante, reforçando a qualidade do espaço público envolvente, garantindo uma imagem bem integrada do ponto de vista arquitectónico e um impacto público positivo.

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Confirmados primeiros oradores do World Architecture Festival 2022

Cristina Veríssimo e Diogo Burnat, do atelier CVDB, irão juntar-se a Ole Scheeren, da Büro Ole Scheeren e Jean Mah, da Perkins & Will

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É esperado que o World Architecture Festival (WAF) aconteça em Lisboa entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro deste ano, depois de ter sido adiado por duas vezes devido à covid-19 e que nas últimas duas edições apenas se realizou em formato online, e entretanto a organização já confirmou os primeiros quatro oradores, entre quais estão dois portugueses.

Cristina Veríssimo e Diogo Burnat, do atelier CVDB, irão juntar-se a Ole Scheeren, da Büro Ole Scheeren e Jean Mah, da Perkins & Will no debate de diferentes palestras previstas no evento de três dias.

Com o tema “Together”, o encontro será uma oportunidade para explorar um conjunto de temas relacionados com o uso colectivo da arquitectura e o espaço público em diferentes contextos.

Descobrir como a arquitectura através do Planeta está a responder às exigências da vida colectiva no pós-pandemia e no compromisso em ter um papel no combate às alterações climáticas será também um ponto de debate no WAF 2022.

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Helsínquia reflecte sobre o papel do design no desenvolvimento urbano das cidades

Seminário ‘Design and the City: Learning from a 10-Year Journey’, promovido pela Câmara Municipal de Helsínquia, acontece a dia 6 de Setembro

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Dez anos depois de ter sido a Capital Mundial do Design, em 2012, Helsínquia, na Finlândia, faz o balanço de uma década em que o design passou a ter um uso mais amplo na organização da cidade. Actualmente, a cidade já possui uma rede de cerca de 200 especialistas em design e, no ano passado, mais de 130 projectos de design foram implementados, tendo o design ganho um lugar como uma das principais funções da cidade.

Para marcar esta data e reflectir sobre o papel do design no desenvolvimento urbano, a Câmara Municipal de Helsínquia vai realizar, a 6 de Setembro, o seminário ‘Design and the City: Learning from a 10-Year Journey’.

A decorrer em formato presencial, na Câmara Municipal, e online, o seminário será aberto a todos os interessados ​​em design e que pretendam aprofundar as lições aprendidas no passado e perspectivar o futuro, tanto através do exemplo de Helsínquia como, também a partir da perspectiva de outras cidades do design e profissionais da área.

Os palestrantes principais serão o designer e arquitecto Indy Johar, cofundadora e directora do Project00 e Dark Matter Laboratories, e a autora e ilustradora Linda Liukas, conhecida pelos seus livros de histórias Hello Ruby que apresentam o mundo da programação para crianças.

Mas a iniciativa conta, também, com a participação de Päivi Hietanen, da cidade de Helsinki, Anni Orttenvuori-Ganter de Espoo e Sara Ikävalko, de Lahti, que irão abordar o papel do design e os seus desafios nas cidades. Neste painel será, ainda, apresentada a perspectiva da cidade de Valência, Capital Mundial do Design em 2022, através de Xavi Calvo Lopez.

Para discutir as futuras perspectivas do design, o seminário conta com Anna Valtonen, da Universidade de Aalto, Kaarina Gould, que irá falar sobre o projecto Museu da Nova Arquitectura e Design e Mikko Koivisto do Digitalist Group.

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