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Crowdfunding imobiliário: uma nova alternativa de financiamento para promotores?

Uma das principais vantagens (do crowdfunding) para o promotor é ter acesso direto a grandes quantidades de capital sem a necessidade de passar por autorizações e burocracias de credores tradicionais, permitindo uma maior agilidade no processo de empréstimo

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Crowdfunding imobiliário: uma nova alternativa de financiamento para promotores?

Uma das principais vantagens (do crowdfunding) para o promotor é ter acesso direto a grandes quantidades de capital sem a necessidade de passar por autorizações e burocracias de credores tradicionais, permitindo uma maior agilidade no processo de empréstimo

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O levantamento de capital ou captação de financiamento através de plataformas de crowdfunding tem conquistado o setor imobiliário rapidamente, sobretudo do lado de quem investe e procura alternativas mais rentáveis. No entanto, representa este modelo também uma revolução na própria angariação de capital ou obtenção de financiamento por parte dos promotores imobiliários?

A obtenção de financiamento é talvez um dos desafios mais frequentes para pequenos promotores imobiliários e até para alguns maiores, em determinados projetos. A burocracia, o excesso de documentação e o tempo de espera característicos de quando recorrem a métodos tradicionais de financiamento podem ser um entrave no acesso ao capital. Como tal, é expectável que o crowdfunding imobiliário, ou financiamento colaborativo, comece a ser visto com bons olhos pelas entidades do setor que precisam de capital de uma forma simples e rápida, em comparação com os métodos tradicionais de financiamento.

Nesta modalidade de empréstimo, são investidores individuais que concedem um empréstimo a um promotor para um projeto específico, sendo que este remunera os investidores através do pagamento de juros. Uma das principais vantagens para o promotor é ter acesso direto a grandes quantidades de capital sem a necessidade de passar por autorizações e burocracias de credores tradicionais, permitindo uma maior agilidade no processo de empréstimo.

Simultaneamente, são as plataformas de crowdfunding que tratam de toda a relação e comunicação com o investidor, permitindo ao promotor concentrar-se apenas no projeto, e são também elas um canal de publicidade à própria entidade imobiliária, aumentando a sua reputação e reconhecimento entre os investidores.

No entanto, o crowdfunding imobiliário não tem que ser um substituto radical aos instrumentos financeiros tradicionais. Pelo contrário, é o modelo indicado para o promotor poder complementar o seu financiamento – reduz a necessidade de capitais próprios e é útil em determinadas situações em que a banca não está disposta a fazer o empréstimo ou não tem um produto preparado para o tipo de projeto pretendido. Com o mesmo capital próprio, um promotor pode assim colocar em curso diferentes projetos.

Para pedir um empréstimo através das plataformas de crowdfunding, não há propriamente uma tipologia de projeto ideal. Uma taxa de rentabilidade atrativa e a duração do projeto são os fatores que mais influenciam a rapidez com que o promotor irá obter o capital. Além disso, apesar das plataformas terem alguns critérios na escolha dos projetos que acolhem, o processo é sempre mais imediato. Em qualquer projeto apresentado por um promotor, será feita uma avaliação individual da sua experiência e capacidade financeira, do risco para os investidores, das previsões de mercado e dos mapas de cash-flow. Quanto mais forte for a análise financeira, mais atrativo será o projeto para uma plataforma de crowdfunding.

A nível internacional, os promotores imobiliários já começam a recorrer a esta nova alternativa de financiamento. Em Espanha, por exemplo, o mercado é mais dinâmico e os promotores estão mais despertos para o crowdfunding, quer sejam de grande dimensão e com experiência internacional que se aproximam por questões de marketing e inovação, ou promotores mais pequenos, que atuam a nível local e têm dificuldade em obter capital através da banca.

Já em Portugal, as plataformas de crowdfunding ainda precisam de se dar a conhecer aos promotores e consciencializá-los para o potencial deste modelo e para as portas que podem abrir no presente e no futuro.

 

NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

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Mafra com nova plataforma digital para procedimentos urbanísticos

A Câmara de Mafra disponibiliza uma nova plataforma digital que permite a desmaterialização dos procedimentos urbanísticos, que substitui a tramitação em papel

“O Município de Mafra alterou o Regulamento Municipal de Edificação e Urbanização (RMEU), o qual inaugura uma nova forma de trabalhar, orientada para a desmaterialização administrativa. Abolindo a tramitação dos processos urbanísticos em papel e instituindo o recurso aos meios electrónicos, são definidos os procedimentos adequados à correcta recepção dos pedidos em formato digital”, refere a página oficial da autarquia.

A alteração visa, se acordo com o município “promover a modernização administrativa e reforçar o processo de transformação digital, prestando um serviço público mais simples, mais directo e mais eficiente e evitando ainda deslocações”.

De realçar que o RMEU é o regulamento que estabelece as normas de concretização e de execução do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, desenvolve os princípios legais aplicáveis na área do Município de Mafra e tem como objectivo contribuir para a defesa e preservação dos valores ambientais, bem como para o ordenamento do território de forma sustentada.

Poderá aceder à nova plataforma aqui

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Norfin vende dois activos logísticos na grande Lisboa

Localizadas em zonas consolidadas de logística, as unidades foram adquiridas pela Bedrock Capital e pelo sueco Europi Property Group, que inaugura com este negócio a sua entrada em Portugal

A Norfin, SGOIC alienou dois activos logísticos anteriormente integrados no Ibéria FEIF. Um dos imóveis está localizado no Cartaxo e integralmente arrendado por uma empresa do Grupo Sonae. O outro activo, localizado na Quinta do Adarse em Alverca do Ribatejo, também se encontra totalmente ocupado, tendo como inquilino uma empresa nacional líder no seu sector de actividade.

Os activos foram adquiridos em conjunto pela Bedrock Capital, que celebra o seu primeiro investimento em logística, e pelo Europi Property Group (EPG), um investidor internacional que estabelece o seu primeiro investimento em Portugal através desta parceria.

“Estamos muito satisfeitos com a aquisição destes dois activos, que marca a nossa primeira operação em parceria com o Europi Property Group. Estamos optimistas em relação ao mercado logístico português, o qual tem vindo a registar uma procura crescente por parte dos operadores, sendo que os armazéns se encontram localizados em dois importantes hubs logísticos de Lisboa”, explica João Tenreiro Gonçalves, Executive Partner da Bedrock Capital.
“O segmento de Industrial e Logística segue em franca expansão em toda a Europa, muito impulsionado pelo crescimento das vendas online e novas tendências de consumo. Em Portugal, no ano de 2020, o segmento alcançou um recorde de take-up, e estima-se que os números em 2021 venham a superar os do ano anterior”, assegura a consultora imobiliária internacional Savills que assessorou a Norfin neste negócio.

“Ao longo de quatro anos, a Norfin trabalhou no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados aos arrendatários, na renovação e melhoria da qualidade dos edifícios. Desta forma, potenciámos o valor de mercado dos activos e, tendo vendido na altura certa, maximizámos o retorno dos nossos investidores”, explica Daniel Lopes, Manager da Norfin.

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2021 foi o ano mais forte de sempre no mercado imobiliário português

É o que referem os dados gerados pela Plataforma Alfredo, especializada em inteligência artificial para o mercado imobiliário. A plataforma lançou o “índice de Preços Alfredo”, que todos os meses apresentará uma análise do mercado residencial para os municípios capitais de distrito em Portugal

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A Alfredo, empresa especializada em inteligência artificial para o mercado imobiliário, lançou o “Índice de Preços Alfredo”. Segundo o relatório da Alfredo, até Setembro de 2021 foram vendidos 153.076 imóveis, o que representa um aumento de 25,4% relativamente a Setembro do ano anterior, período até ao qual foram vendidos 122.066 imóveis. Estes valores traduziram-se numa capitalização de mercado de 24,9 mil milhões de euros até Setembro deste ano, comparativamente aos 18,7 mil milhões de euros registados no período homologo, fazendo de 2021 o ano mais forte de sempre no mercado imobiliário português.

Segundo o “Índice de Preços Alfredo”, o preço médio dos imóveis subiu 5,7% nos últimos 12 meses, tendo Aveiro sido o município com o maior crescimento, com um aumento de 20% nos preços, e que o município com o crescimento mais baixo foi Castelo Branco, com um decréscimo de -6,6% nos preços. O município onde os imóveis demoram menos tempo a ser vendidos é Viana do Castelo, com uma média de 96 dias para serem vendidos, sendo que o município onde os imóveis demoram mais tempo a ser vendidos é Castelo Branco.

Lisboa, com um preço médio de 3.486 Euros por m2, seguido do Porto, com um preço médio de 2.164 Euros por m2 e Faro, com um preço médio de 1.953 Euros por m2, são os municípios capital de distrito com o preço médio por m2 mais elevado.

No lado oposto, Guarda, com um preço médio de 431 Euros por m2, Portalegre, com um preço médio de 483 Euros por m2 e Santarém, com um preço médio de 567 Euros por m2, são os municípios capital de distrito com os valores mais baixos por m2. O “Índice de Preços Alfredo” revela também que em Dezembro, o preço médio foi de 2.580 Euros por m² para apartamentos este mês e o preço médio para moradias foi de 1.037 Euros por m².

Segundo o “Índice de Preços Alfredo”, Lisboa foi o município com a taxa de esforço mais elevada, com um valor de 2,3, e registou um aumento de 2,8% no preço da habitação. O município com a taxa de esforço mais baixa foi Guarda, com um valor de 0,8, registando um decréscimo no preço da habitação de -4,9%. [A taxa de esforço é a relação entre a avaliação bancária mediana (por m²) e o rendimento médio mensal dos habitantes em cada município].

Mercado Residencial de Compra e Venda – Apartamentos

O Relatório da Alfredo indica que no mês de Dezembro de 2021, Lisboa foi a capital de distrito com o maior número de apartamentos no mercado, 11.321, enquanto que Évora, com 61, foi a capital com o número mais baixo. Relativamente aos preços médios, Lisboa foi o município com o valor mais elevado, 390 mil Euros, em contraste com o preço médio de 68 mil Euros para Portalegre, a capital de distrito com o preço médio mais baixo.

Durante o último ano predominou um aumento do preço médio para apartamentos em Portugal. Aveiro foi o município que registou o maior aumento, tendo-se observado uma variação de 19% e Ponta Delgada foi o município com o crescimento mais baixo, tendo sido a variação nesta zona de -4% no último ano.

Mercado Residencial de Compra e Venda – Moradias
No mês de dezembro de 2021, Porto foi a capital de distrito com o maior número de moradias no mercado, 1.659, enquanto que Portalegre, com 178, foi a capital com o número mais baixo. Relativamente aos preços médios, Lisboa foi o município com o valor mais elevado, 641 mil Euros, em contraste com o preço médio de 44,7 mil Euros para Castelo Branco, a capital de distrito com o preço médio mais baixo.
Durante o último ano predominou um aumento do preço médio para moradias em Portugal. Aveiro foi o município que registou o maior aumento, tendo-se observado uma variação de 22% e Castelo Branco foi o município com o crescimento mais baixo, tendo sido a variação nesta zona de -8% no último ano.

A Alfredo
A Alfredo é uma plataforma digital que pretende trazer a inteligência para o mercado imobiliário. O projecto foi lançado no início de 2019, devido à falta de dados imobiliários online estruturados, num cada vez mais próspero mercado residencial. Posicionando-se como uma plataforma digital para profissionais do sector imobiliário, procura estabelecer-se enquanto parceiro de confiança no espaço da informação de mercado.

“Vimos uma oportunidade de recorrer às mais recentes técnicas de inteligência artificial de última geração, trazendo novas formas de criar informação gerada por dados no mundo imobiliário. O processo resultou numa plataforma inteligente de negócios, alimentada por Inteligência Artificial para os stakeholders imobiliários, dinamizando os seus processos de recolha de dados e inteligência, e colocando-os à frente da concorrência. Os nossos clientes incluem correctores de imóveis, agentes, analistas, avaliadores e as outras instituições deste mercado, e temos parcerias com entidades tão reputadas como a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, a MaisConsultores, a Remax Siimgroup ou a plataforma Doutor Finanças”, defende Gonçalo Abreu, co-fundador da Alfredo.

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‘Azul Boutique Hotel” arranca em Vila Nova de Gaia

Com um investimento de 11,5 M€, o Grupo Fortera arranca com as obras já em Fevereiro. A sua conclusão está prevista para 2023

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O Grupo Fortera vai arrancar em Fevereiro com a construção do Azul Boutique Hotel, em Vila Nova de Gaia. Com um investimento de 11,5 milhões de euros para o seu desenvolvimento, o ficará concluído em 2023.

O novo hotel de 4 estrelas, a 50 metros da Ponte D. Luis I, na Rua General Torres, será constituído por 64 quartos com vista sobre o rio Douro, contando ainda com restaurante, esplanada e solário com piscina no piso 4, perfazendo uma área total de 4200 m2.

“Tomamos partido desta localização para trazer a paisagem para quase a totalidade dos quartos. Também a zona de restauração e o solário aproveitam essa paisagem com vistas completamente desimpedidas”, explica Hélder Agostinho, arquitecto e gestor imobiliário do projecto.

Também por isso, este poderá ser “o projecto mais promissor que Porto e Gaia já viram”, considera o Grupo.

“Apesar da difícil conjuntura pandémica para o sector do turismo, os próximos meses deverão permitir-nos reunir boas condições para efectuarmos perspectivas mais consolidadas, o que nos leva também a crer que estamos a prever esta inauguração para um momento de franca recuperação do sector, com o Porto e Gaia a voltaram a apresentar-se como importantes pólos de procura turística em Portugal”, conclui Elad Dror, CEO do grupo Fortera.

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Preço da venda de casas cresce e arrendamento estabiliza ao longo de 2021

Lisboa, Porto, Setúbal e Faro registaram ao longo do ano um aumento dos preços de venda entre 5% e 10%, enquanto arrendamento estabilizou ou desceu em algumas localidades, revela o último relatório apresentado pela plataforma CASAFARI

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Ao longo de 2021, apesar da situação de pandemia, os preços médios de venda de apartamentos continuaram a trajectória ascendente praticamente em todos os distritos de Portugal, com Faro, Lisboa e Évora a registarem as maiores subidas (entre 8,4 e 9,4%), seguindo-se Aveiro e Madeira, com os mesmos 8,2%. Os números foram apresentados pela plataforma CASAFARI, no seu mais recente relatório de análise do mercado imobiliário relativo ao ano de 2021,
Os dados da CASAFARI apontam para o crescimento mais acentuados nos preços de venda de moradias. Évora e Lisboa lideram o aumento com variações entre os 13.2% e 11.8%, respectivamente, enquanto Guarda regista o maior decréscimo com -1.6%

No entanto, no mercado de arrendamento, a oferta de casas para arrendar levou a uma estabilização dos preços nos principais distritos do país. Os dados de 2021 revelam o impacto da pandemia no preço de venda de apartamentos, moradias e arrendamento ao longo de todo o ano. Aqui seguem as principais conclusões:

Distrito de Lisboa:
No que diz respeito à venda de imóveis, em geral, os preços médios de venda de apartamentos e moradias continuam o seu caminho ascendente, com Alenquer e Cascais a liderarem esta subida (13,8% e 11,9%, respectivamente). Cascais, Lisboa e Oeiras destacam-se como os concelhos mais caros do distrito de Lisboa, com preços médios de venda de apartamentos na ordem dos 300 e 400 mil euros.
No arrendamento, o ano foi marcado por um aumento generalizado da oferta disponível, decorrente da crise do sector do Turismo devido à pandemia, o que levou a uma estabilização dos preços, já que nenhum dos concelhos de Lisboa registou uma subida do preço médio de arrendamento superior a 2,9%. Lisboa, Cascais e Oeiras são os concelhos onde é mais caro arrendar uma casa, com Lisboa a registar um preço médio de 1070€, Cascais 1204€ e Oeiras 960€.

Distrito do Porto:
A norte, todos os concelhos do distrito do Porto registaram um crescimento do preço de venda de apartamentos e moradias no último ano, com a variação mais acentuada do preço médio de venda de apartamentos a verificar-se em Vila do Conde (12%), enquanto Santo Tirso, Felgueiras e Vila Nova de Gaia foram os concelhos com maior aumento do preço de venda de moradias – 15,1%, 13,1% e 12,2%, respectivamente.
Já no mercado de arrendamento, Matosinhos é o concelho que apresenta preços médios mais elevados, na ordem dos 750€.

Distrito de Faro:
A sul, no distrito de Faro, todos os concelhos demonstraram um crescimento contínuo dos preços médios de venda tanto de apartamentos, como de moradias, com Vila Real de Santo António e Silves a liderarem com aumentos dos preços médios de venda de apartamentos entre os 12% e 14%.
Na venda de moradias, o maior aumento observado foi no concelho de Castro Marim, com os preços de venda das moradias a subirem até 16.2% ao longo de 2021, seguindo-se Lagos com 14.9%. O preço médio mais alto de venda de moradias continua a registar-se nos concelhos de Loulé e Lagos, com valores a rondar os 620 e 670 mil euros.
A nível de arrendamento, os concelhos de Faro mostraram algumas variações, com uma tendência de estabilização ou, até, de diminuição dos preços médios. Loulé foi o único concelho a ter um crescimento residual, de 0,8%, mantendo-se como o concelho mais caro do distrito de Faro, onde arrendar uma casa custa em média 750€, enquanto Albufeira e Tavira registaram uma diminuição do preço médio de arrendamento na ordem dos 3% e Vila Real de Santo António arrecada a maior diminuição com -5,8%.

Distrito de Setúbal
Já no Distrito de Setúbal, nenhum concelho registou diminuição de preços ao fechar o ano, sendo a Moita o concelho a registar o maior aumento do preço médio de venda de apartamentos (10,9%). Por outro lado, a cidade de Setúbal foi a que registou uma maior quebra de preços entre o 3º e 4º trimestres (1,4%). Grândola regista o preço médio mais caro de um apartamento (praticamente 328 mil euros), e o Barreiro demonstra um maior aumento do preço por m2 entre o 3º e o 4º trimestre (4,7%).

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Promoção residencial travou 17% em 2021

Até Novembro de 2021, foram sujeitos a processo de licenciamento municipal em Portugal Continental um total de 15.250 novos projectos de habitação que perfazem 35.000 fogos, de acordo com os dados do Pipeline Imobiliário. Esta carteira apresenta uma quebra de 17% face a 2020

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O número de fogos submetidos a licenciamento em Portugal teve uma quebra de 17% até Novembro de 2021. Entre Janeiro e Novembro do ano passado, foram sujeitos a processo de licenciamento municipal em Portugal Continental um total de 15.250 novos projectos de habitação que perfazem 35.000 fogos, de acordo com os dados do Pipeline Imobiliário.
Esta carteira apresenta uma quebra em torno dos 17% quer em número de projectos quer em número de fogos, face à actividade registada em igual período de 2020, quando o pipeline residencial no país ascendeu a 18.250 projectos num total de 42.250 unidades.

“Em termos absolutos isto significa que foram projectados menos 7.250 fogos do que em 2020, um número que se deverá acentuar mais com os apuramentos relativos a Dezembro. É uma situação que começa a preocupar o mercado, de acordo com o último inquérito de confiança realizado, o PHMS. A falta de oferta não só é apontada pelos operadores como um dos principais motores da subida de preços, como começa a constar como um potencial travão à actividade transaccional do mercado a prazo”, sublinha Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

A principal quebra sentiu-se na obra de reabilitação, onde os actuais 2.670 projectos e 5.400 fogos contabilizados apresentam contracções de 26% e 34%, respectivamente, face ao ano passado. No acumulado de 2020 até Novembro a carteira de reabilitação registava 3.600 projectos e 8.200 fogos. A actividade na construção nova comprimiu cerca de 13% (em número de projectos e de fogos), contabilizando em 2021 cerca de 12.600 novos projcetos num total de 29.600 unidades, em contraste com os 14.600 projectos e 34.000 fogos submetidos a licenciamento em 2020. A construção nova representa agora 85% dos fogos em carteira, reforçando a sua quota face a 2020, quando aglomerava 81% do pipeline.

Em termos geográficos, apenas o Alentejo apresentou uma evolução positiva da actividade face a 2020, com uma carteira de fogos 13% superior (1.210 vs 1.070), embora seja a região com menor quota no total do país (3%). Na Área Metropolitana de Lisboa, com 25% dos fogos em carteira em Portugal, a quebra foi de 18% (8.720 vs 10.570), enquanto na Área Metropolitana do Porto (21% do total nacional), a carteira reduziu 11% (7.200 vs 8.100). No Algarve, a actividade caiu outros 11% (2.540 vs 2.870), numa região que mantém o seu peso em 7% do total nacional.

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Fundo do BPI adquire Galerias Saldanha Residence por 27 M€

A consultora Worx actuou enquanto assessor exclusivo do Novimovest, fundo de investimento fechado, gerido pela Santander Asset Management, ao BPI Imofomento, fundo de investimento imobiliário aberto gerido pela BPI Gestão de Activos

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A Worx Real Estate Consultants actuou enquanto assessor imobiliário exclusivo do Santander Asset Management, na venda das Galerias Saldanha Residence, em Lisboa. O comprador, o BPI Imofomento, fundo de investimento imobiliário aberto gerido pela BPI Gestão de Activos comprou por cerca de 27 milhões de euros o activo ao Novimovest, fundo de investimento fechado, gerido pela Santander Asset Management.

Segundo Pedro Rutkowski, CEO da Worx, esta é uma “mais uma transacção de referência assessorada pela Worx, devido à sua excelente localização, sendo esta uma zona consolidada tanto de serviços/escritórios como residencial”.

A aquisição deste imóvel insere-se na “estratégia de gestão do Fundo Imobiliário BPI Imofomento, com um foco em ativos prime localizados nas zonas mais consolidadas de Lisboa do ponto de vista imobiliário”, afirma Manuel Puerta da Costa, administrador da BPI Gestão de Activos. “É nas alturas de algumas dificuldades e incertezas como as que se viveram nos últimos meses, que se encontram imóveis com um potencial de crescimento e valorização superior à média das valorizações de longo prazo no imobiliário”, acrescenta.

Com 6.900 m2 de ABL e 40 lojas, as Galerias Saldanha Residence, localizadas junto à Avenida Fonte Pereira de Melo, em Lisboa, abriram as portas ao público em 1999. Nas suas imediações encontramos os escritórios de diversas empresas nacionais e multinacionais de referência, como a KPMG, PLMJ, Altice e BPI entre outras, cujos colaboradores contribuem para os cerca de 2,5 milhões de visitantes que frequentam a Galeria anualmente.

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Nova Vila Retail Park inaugura em 2023 em Portimão

Portimão irá ter um novo espaço de retalho, o Nova Vila Retail Park, pretende dar uma resposta adequada à procura que existe na cidade por um conjunto comercial contemporâneo com as últimas tendências de design, oferta comercial e experiência para o consumidor

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O novo espaço é promovido pela Mitiska REIM, investidor europeu líder no segmento do imobiliário de conveniência, irá contar com cerca de 22 mil metros quadrados de área bruta locável, distribuída por 18 lojas. O projecto de arquitectura tem assinatura da Broadway Malyan. A abertura deste novo espaço comercial está prevista para o primeiro semestre de 2023.

Segundo Jan Du Bois, Investment Director Iberia da Mitiska REIM, embora o sector do retalho enfrente uma série de desafios, continua a existir uma elevada procura por retail parks por parte de retalhistas e consumidores, incluindo projectos que sejam modernos, bem pensados e com boas localizações. “O que distingue os retail parks do comércio de rua e dos centros comerciais é o seu fácil acesso combinado com baixos custos de ocupação para os operadores (rendas e encargos comuns mais reduzidos). Além disso, oferecem lojas com áreas mais amplas e estacionamento gratuito, permitindo aos retalhistas maximizar as suas vendas online através do serviço ‘Click & Collect’”, sublinha.

Ao longo dos últimos quatro anos, a Mitiska REIM construiu uma plataforma de retail parks em Portugal, somando mais de 135.000 m² de área bruta locável, tanto em funcionamento como em desenvolvimento. “A promoção deste novo retail park representa um passo significativo no aumento da nossa posição no mercado e presença em Portugal. Com a economia portuguesa e a confiança dos consumidores em forte crescimento, surgem também novas marcas de retalho no mercado. A nossa especialização no segmento dos retail parks e retalho de conveniência, combinado com a nossa forte relação com retalhistas locais e internacionais, coloca-nos numa boa posição para tirar vantagem dessa oportunidade”, refere Enzo Guidez, responsável pela actividade da Mitiska REIM.

O Nova Vila Retail Park ficará localizado a escassos três minutos do centro da cidade de Portimão, junto à Estrada Nacional 125, e com um acesso rápido e fácil de e para a Autoestrada A22.

“Portimão é uma das cidades com acentuado crescimento no Algarve e tem já uma das maiores populações residentes, o que associado ao elevado número de turistas que a visitam, constituiu um universo de potenciais clientes muito interessante. A aposta nesta classe de activos faz todo o sentido na cidade, e em particular numa localização como esta, com acessos fáceis e capacidade para introduzir um projecto altamente qualificado e inovador para o seu público-alvo. Além disso, o mercado de retalho em Portugal continuará numa trajectória de recuperação e consolidação, que felizmente temos aproveitado em projectos ao longo do país e seguramente que este não será uma excepção no trabalho que a equipa de retalho da CBRE tem desenvolvido nos últimos anos na comercialização de activos neste segmento”, sublinha Carlos Récio, Director de Retail Advisory & Transaction Services da CBRE, consultora que terá a seu cargo a comercialização do espaço.

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Expansão das operações logísticas à boleia do comércio electrónico

Portugal é um dos mercados europeus mais apetecíveis para a expansão de operações de logística. Segundo uma análise da Savills, a pandemia de COVID-19 reconfigurou as necessidades de armazenamento e fez crescer o comércio electrónico, dois factores que estão a influenciar o sector Logística na Europa

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Portugal encontra-se na lista dos cinco países europeus que conseguem atrair mais investimento para o sector logístico, ficando apenas atrás de França, Alemanha, Espanha e Itália. A conclusão é da análise European Real Estate Logistics Census da consultora imobiliária internacional Savills, que evidencia, também, o papel que a pandemia Covid-19 exerceu no aumento da dinâmica de procura desta classe de activos.

A maioria dos promotores, investidores e agentes considera que, nos últimos meses, o sector logístico registou um impacto positivo, em muito devido à reconfiguração das necessidades de armazenamento originadas pelos confinamentos e pelo consequente crescimento do e-commerce, que obrigou a uma redefinição das necessidades das capacidades de armazenamento. No entanto, os operadores consideram que os obstáculos levantados pelo combate à pandemia, a par das incertezas quanto ao futuro, vieram condicionar a disponibilidade dos consumidores para efectuar despesas.
Este sentimento negativo face aos impactos da pandemia foi mais fortemente sentido por retalhistas, especialmente aqueles que têm uma menor presença online, e que, por isso, não têm capacidade para navegar devidamente a trajectória de crescimento do comércio electrónico.

“Desde o início da pandemia de COVID-19, a procura por espaço de armazenamento aumentou dramaticamente, ao passo que a disponibilidade continuou a diminuir. O forte desempenho do mercado ocupacional, por sua vez, intensificou o interesse dos mercados de capitais no sector, com volumes de investimento anuais que atingiram os 35 mil milhões de euros e prime yields que caíram para -3% em muitos mercados prime”, refere Marcus De Minckwitz, Head of EMEA Industrial and Logistics,

Face à reconfiguração dos padrões de comportamento no sector logístico, prevê-se o reshoring de algumas operações. Desta forma, estima-se que 68% dos operadores adoptarão posturas mais cautelosas e procurarão reduzir a exposição aos riscos ainda associados à incerteza do panorama pandémico, como disrupções no transporte marítimo e o aumento do preço dos combustíveis. Esta abordagem pode verificar-se também na reorientação das atenções de muitos investidores para mercados de capitais mais core, como França, Alemanha e Reino Unido, um fenómeno que se tem observado um pouco por todo o continente europeu.

Os operadores deverão também aumentar a sua capacidade de armazenamento para acomodar o crescimento da procura através de plataformas online. Por outro lado, a escassez de activos representa o maior obstáculo ao crescimento do sector logístico na Europa.

Cerca de 95% dos operadores logísticos antecipam que precisarão de mais ou do mesmo espaço de armazenamento ao longo dos próximos três anos, sendo que 47% afirma que é muito provável que venha a expandir a sua capacidade de armazenamento. Os operadores 3PL são os que mais deverão expandir os seus armazéns, seguidos dos retalhistas e da manufactura. Assim, 36% dos ocupantes deverão expandir as suas instalações logísticas em mais de 40 mil m2, e 44% entre os 10 mil e os 40 mil m2.

Para os operadores logísticos, França (44%), Alemanha (43%), Espanha (39%), Itália (26%) e Portugal (24%) são os mercados que figuram no topo das preferências dos ocupantes que pretendem aumentar a sua capacidade de armazenamento na Europa, sendo mercados capazes de atrair cada vez mais investimento em logística.
“Existe uma oferta de armazéns deficitária em toda a Europa, mas com França, Alemanha e Espanha a continuarem a ser os mercados mais atractivos para os ocupantes que queiram aumentar a sua capacidade, devido ao crescimento das vendas de retalho online, significa que poderemos esperar o aumento dos valores das rendas nestes mercados ao longo dos próximos 3 a 5 anos”, avança Mike Barnes, European Research Associate da Savills

O que procuram os investidores em logística?

A localização dos imóveis continua no topo da lista das preocupações dos investidores, com 89% dos respondentes ao inquérito da Savills a considerá-lo o factor mais importante. Também a segurança dos acordos de arrendamento (83%) e da futura obsolescência do edifício (75%) podem ser decisivos nas escolhas de investimento. Ainda, 74% dos investidores considera a sustentabilidade dos imóveis de grande importância e a quase totalidade já incorpora os princípios ESG nos seus processos de investimento ou pretende integrá-los nos próximos três anos.
Do lado dos promotores de activos logísticos, 66% considera que a automatização dos armazéns irá ter um impacto significativo nas cadeias de fornecimento durante os próximos 12 meses. A robotização dos armazéns e a transformação de frotas de veículos para acomodar a ascensão da mobilidade eléctrica estão também entre os factores mais influentes na captação de investimento.
Mais de metade dos promotores elenca os custos de aquisição de terrenos e de construção como alguns dos grandes desafios dos próximos cinco anos.

Procura em Logística deverá continuar a aumentar em 2022

A transformação a que se assiste nas cadeias de distribuição motivou um crescimento do mercado nacional, que gerou um recorde de take-up em 2021, acima dos 290.000 m2.

Os fundamentos de mercado subjacentes a este crescimento prendem-se com a necessidade de aumento dos níveis de oferta de qualidade, motivados em grande parte pelo crescimento exponencial do e-commerce e pela imprescindível adaptação a novas tecnologias. No panorama internacional, Portugal afirma-se cada vez mais como um destino para operações logísticas transfronteiriças para servir os mercados ibérico e europeu. Por outro lado, o fenómeno do nearshoring e o potencial do mercado português para atrair investimento para a industrialização contribuem positivamente para que este segmento cresça e seja cada vez mais apetecível para os operadores e investidores.

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Feitoria prepara lançamento de plataforma digital para gestão de imóveis

A empresa prepara o lançamento de uma plataforma digital que vai permitir acompanhar a gestão de toda a actividade do imóvel em real time

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A Feitoria, empresa do Grupo Himo especializada na gestão de activos imobiliários, oferece um processo integral de gestão de arrendamento, intervenientes e processos relacionados com o património. A empresa prepara o lançamento de uma plataforma digital que vai permitir acompanhar a gestão de toda a actividade do imóvel em real time. A partir de um só local e à distância de um clique, a plataforma tem como missão assegurar uma gestão rigorosa, onde a proximidade e a transparência com proprietários e arrendatários, são prioritárias.

“A forte presença no mercado imobiliário, nas mais diversas vertentes, permite-nos reconhecer as particularidades e necessidades de cada património, sejam elas físicas, jurídicas ou sociais. Aliamos três variáveis que consideramos determinantes para uma gestão exemplar – transparência, conhecimento e tecnologia, assumindo, diariamente, o compromisso de assegurar as várias actividades neste complexo processo de gestão de activos. Na Feitoria o cliente poderá encontrar uma gestão cuidada e profunda, onde nenhum detalhe ou etapa é esquecido”, justifica André Tengarrinha, Director Geral do Grupo Himo e responsável pela operação da Feitoria.

Os diversos pontos de gestão e de representação que a empresa abarca nos seus serviços, passam por diferentes áreas de actuação: a Gestão Administrativa, que garante a execução de todos os procedimentos inerentes à operação; a Gestão do Edificado, fundamental no acompanhamento e manutenção do estado do activo, para que este mantenha o seu valor; e a Gestão da Rentabilidade, que assegura a maximização do retorno do património.

O investimento na transformação digital do negócio da gestão de património, com o objectivo de assegurar uma melhoria contínua do serviço e reforço no acompanhamento da gestão do património dos seus clientes, é assim uma prioridade incontornável para a empresa, conferindo eficiência e valor ao processo.

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