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“Pink House” faz a “síntese entre tradição e modernidade”

A “Pink House”, da autoria do MEZZO ATELIER, foi a obra vencedora do Prémio de Arquitectura Paulo Gouveia, que visa distinguir obras de reabilitação na Região Autónoma dos Açores

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“Pink House” faz a “síntese entre tradição e modernidade”

A “Pink House”, da autoria do MEZZO ATELIER, foi a obra vencedora do Prémio de Arquitectura Paulo Gouveia, que visa distinguir obras de reabilitação na Região Autónoma dos Açores

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© Fernando Guerra

A “Pink House” da autoria do gabinete de arquitectura MEZZO ATELIER, de Joana Garcia de Oliveira e Giacomo Mezzadri, foi a vencedora do Prémio de Arquitectura Paulo Gouveia, por “fazer a síntese entre tradição e modernidade, tornando clara a relação da construção com a pré-existência envolvente e a sua função”, referiu o júri.
O Prémio, instituído pelo Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional de Cultura, visa distinguir “obras de recuperação, reabilitação, reconstituição e reinterpretação na Região Autónoma dos Açores, cujo projecto mereça destaque por respeitar o património edificado, e privilegiar o uso de materiais endógenos, sem excluir o uso de linguagem contemporânea”. Recorde-se que, o Prémio Regional é dedicado ao arquitecto açoriano Paulo Gouveia, considerado o expoente do pós-modernismo nos Açores e que faleceu em 2009.

Adaptar mantendo o carácter
Localizado na ilha de São Miguel, nos Açores, aquela que é hoje a Pink House, era, no início do século XX, um estábulo.
Segundo a descrição do projecto a que o CONSTRUIR teve acesso, o objectivo da proposta do MEZZO ATELIER, foi “manter o carácter, as linhas e a atmosfera rural da construção, ao mesmo tempo em que adaptava a estrutura anexa a uma tipologia completamente nova – guesthouse – e aos regulamentos contemporâneos”. Para Joana Garcia de Oliveira e Giacomo Mezzadri, história e contemporaneidade tinham de coexistir em equilíbrio.
Para isso, contam os arquitectos na memória descritiva do projecto, “foram cuidadosamente rasgadas aberturas nas fachadas coloridas, bem como no muro de pedra e um novo volume foi adicionado à construção principal, permitindo que uma segunda residência, menor, surgisse integrada no todo”.
A residência maior, explicam, “desenvolve-se em dois níveis: o piso térreo abre-se para os espaços exteriores circundantes e atinge alturas diferentes criando um pavimento semi-nivelado onde um espaço social dá acesso às suítes e área de serviço privada”. Já o pavimento superior, “contém os espaços sociais e foi projectado como uma ‘planta livre’ para que possa ser aproveitado na altura total”.

Reinterpretar a arquitectura local
Para dignificar o projecto, era importante fazer reinterpretações da arquitectura vernácula açoriana, explicam os arquitectos. Nesse sentido, foram introduzidos novos elementos, “como as escadas exteriores, que ligam ao terraço ao ar livre ou o uso de madeira de cor branca nos interiores”. “Os tons envelhecidos de cor-de-rosa e ocre são a identidade principal da área onde fica a edificação”.
Joana Garcia de Oliveira e Giacomo Mezzadri explicam que “o ocre era tradicionalmente usado para enquadrar janelas e portas e no projecto foi utilizado nas mesas interiores dos dormitórios e da cozinha, adicionando um novo tipo de relação entre vistas interiores e exteriores”.
A dupla de arquitectos refere ainda os interiores e os móveis personalizados, que foram, “cuidadosamente desenhados para criar um ambiente neutro e pacífico, permitindo que as vistas do jardim sejam proeminentes nos espaços interiores”. Ao nível da materialidade, destaque para o uso da madeira, nomeadamente a criptoméria local (cedro japonês), que de acordo com os mesmos, “foi usada abundantemente na construção e no mobiliário” e para as “antigas vigas de madeira de pinho e acácia, encontrados no local, que foram convertidas em mesas feitas por encomenda”.

Menção honrosa
O Júri, constituído pelos arquitectos Ângelo Regojo dos Santos (indicado pela Direcção Regional da Cultura), João Mendes Ribeiro (convidado pela Direcção Regional da Cultura), Manuel Fernandes Dinis (indicado pela Delegação dos Açores – Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitectos), Vanda Laurémia Meneses de Oliveira Aguiar (indicada pela Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores) e pelo Dr. Pedro Marques (indicado pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas dos Açores), deliberou ainda atribuir uma menção honrosa à obra “Adega da Baía da Arruda”, na Ilha do Pico, da autoria de Ivo Mendes Barão Teixeira (Atelier Barão – Hutter), por a mesma se destacar pela “clara referência à arquitectura pontual e delicada de Paulo Gouveia na sua relação com a paisagem”.

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Mangualde: Ad Quadratum desenha requalificação do Largo das Carvalhas

O gabinete Ad Quadratum é responsável por um dos projectos de referência no contexto da regeneração urbana de Mangualde. O Largo das Carvalhas, considerado como “um espaço nobre, central e significante para a cidade, indutor da vivência e dinâmicas urbanas, nas valências sociais e económicas” está a ser alvo de uma profunda transformação, com vista… Continue reading Mangualde: Ad Quadratum desenha requalificação do Largo das Carvalhas

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O gabinete Ad Quadratum é responsável por um dos projectos de referência no contexto da regeneração urbana de Mangualde. O Largo das Carvalhas, considerado como “um espaço nobre, central e significante para a cidade, indutor da vivência e dinâmicas urbanas,
nas valências sociais e económicas” está a ser alvo de uma profunda transformação, com vista à “melhoria das condições para os seus
habitantes e para quem visita o centro urbano”.

Segundo explicam os responsáveis do gabinete, “a intervenção prossegue com rigor e respeito por um desenho urbano cuidado em contexto de cidade histórica. A proposta tem como objectivo principal a beneficiação e qualificação de um dos mais emblemáticos e significantes espaços públicos de Mangualde, numa perspectiva de verdadeiro usufruto público, em condições de segurança, conforto, usabilidade e acessibilidade por todos.», refere José António Lopes, um dos arquitectos responsáveis por este trabalho.

O projecto em curso dotará a cidade de condições para uma utilização mais qualificada, que enquadre diversas valências, nomeadamente pela regulação do parqueamento automóvel, possibilidade de acolher a montagem de exposições e feiras urbanas e enquadrar equipamentos de lazer e usufruto de todos, constituindo-se também como uma “sala de visitas” dos grandes eventos de que o município é palco.

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Studyou inaugura no Porto

O gabinete de arquitectura Ventura + Partners projectou o edifício, que conta com 216 suites e zonas comuns como sala de estudo, sala de cinema, bar e jardim com barbecue

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A STUDYOU, a mais recente residência universitária do Porto, está pronta para receber os estudantes no arranque do novo ano lectivo. Localizada no pólo universitário da Asprela, a residência foi projectada pela Ventura + Partners, o atelier liderado pelo arquitecto Manuel Ventura. O seu conceito familiar “é a pedra angular do projecto, cujo principal objectivo é oferecer um ambiente acolhedor e seguro, que permita a melhor integração possível dos estudantes no mundo universitário”, como explica o gabinete.

Estruturado verticalmente em oito pisos e dividido em alas, o edifício integra 220 suítes, totalmente equipadas com casa de banho privativa, cama de casal, frigorífico, secretária, roupeiro e espaço para arrumação.

Além de sete cozinhas e uma lavandaria, a residência universitária distingue-se pelas suas zonas comuns, como a sala de estudo ou os espaços lounge, bar, jardim com barbecue e sala de cinema. Através de diferentes regras cromáticas e grafismos, as alas assumem identidades distintas, de forma a incentivar os estudantes a exprimirem-se, formarem laços e desenvolverem estilos de vida próprios dentro das suas comunidades.

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10ª Open House House Lisboa segue “Os Caminhos da Água” até Almada

Duas cidades, 68 espaços, oito percursos urbanos e dois passeios sonoros, onde não faltam concertos, dança, exposições, workshops e actividades para crianças e visitas acessíveis. Assim serão os dias da Open House

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No fim-de-semana de 25 e 26 de Setembro descobrem-se os “Caminhos da Água” que moldam as paisagens de Lisboa e Almada. Duas cidades, 68 espaços para visita gratuita, 49 dos quais em estreia absoluta, oito percursos urbanos acompanhados por especialistas e dois passeios sonoros. A iniciativa conta, ainda um conjunto de concertos, performance de dança, percursos, exposições e workshops, integrados no Programa Plus, actividades júnior e visitas acessíveis.

Se é a água que une estes dois territórios, também é esse o elemento essencial escolhido pelo colectivo de arquitectura paisagista Baldios como fio condutor para o comissariado deste ano.

Para melhor compreender esta relação, e como a construção as acompanha, os Baldios organizaram os locais em oito percursos urbanos que ajudam a desvendar oito linhas de água de Lisboa e Almada. Da Linha de Costa que prova que o rio Tejo é um território, à Ribeira da Ajuda que definiu Alcântara e Algés, até aos eixos que deram origem às Avenidas da Liberdade e Almirante Reis, sem esquecer o Vale de Porto Brandão ou a linha de água em que Cacilhas, Almada, Pragal, Monte da Caparica e Trafaria cresceram. São estes os percursos naturais que se vão descobrir com a ajuda, entre outros e outras, de especialistas como Catarina Rebelo de Sousa e Gilberto Oliveira, João Ventura Trindade ou Francisco Silva.

Do cemitério do Alto de S. João ao Hub Criativo do Beato – Antigas Fábricas de Manutenção Militar, dos antigos Estaleiros da Lisnave, ao Lazareto – Asilo 28 de Maio. Das casas particulares às fábricas, dos cinemas aos jardins, dos conventos a espaços icónicos de diferentes épocas das duas cidades, nesta nova edição, o Open House alarga o território, mas sem se dispersar minimamente no seu compromisso maior: aproximar de Lisboa e Almada quem nela habita através da descoberta de uma ecléctica selecção de espaços.

No seguimento da estreia, em 2020, do novo formato de passeio sonoro, a edição deste ano tem também previstos dois passeios guiados ao ouvido. É o caso de “Conhecer a Água”, o passeio que leva o ouvinte numa viagem sonora ao leito do rio Tejo, e da sua importância, através de uma viagem de barco entre Cais do Sodré e Cacilhas e o passeio que dá a conhecer o Vale de Chelas.

Por questões de segurança, e por forma a evitar grandes aglomerados em contexto de pandemia, vão existir mais espaços a obrigar reserva prévia e será implementado um sistema de registo de entradas que permite dar informação sobre a afluência de cada espaço em tempo real, orientando as escolhas do visitante.

Como é habitual, estão ainda previstas oito iniciativas independentes que acontecem nos espaços do roteiro. Este ano, o Programa Plus conta com concertos, performance de dança, percursos, exposições e workshops.

Como tem vindo a acontecer desde 2017, o Open House continua também comprometido com a inclusão. Este ano, as visitas acessíveis para pessoas cegas ou com baixa visão e pessoas com deficiência cognitiva estão conciliadas com as actividades do Programa Júnior. Estão previstos passeios, visitas e oficinas criativas, Colina Acima, Colina Abaixo, com descrição visual e materiais tácteis. E uma visita guiada aos Antigos Estaleiros da Lisnave com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

Com co-produção da Trienal de Lisboa e da EGEAC, o Open House Lisboa 2021 conta com a parceria estratégica da Câmara Municipal de Lisboa e cooperação da Câmara Municipal de Almada.

O programa pode ser consultado em https://www.trienaldelisboa.com/ohl

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Igreja de São José dos Carpinteiros / Casa dos Vinte e Quatro vence Prémio Gulbenkian Património

A reabilitação da Igreja e da Casa dos Vinte e Quatro, situada no Largo da Anunciada, foi levada a cabo pelo Atelier RA Rebelo de Andrade Studio. Foi ainda distinguida, com uma menção honrosa, a intervenção no edifício do gaveto da Rua dos Douradores com a Rua de Santa Justa

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A reabilitação da Igreja de São José dos Carpinteiros/Casa dos Vinte e Quatro, situada no Largo da Anunciada, em Lisboa, levada a cabo pelo Atelier RA Rebelo de Andrade Studio, foi distinguida com o Prémio Gulbenkian Património – Maria Teresa e Vasco Vilalva.

A igreja, um monumento com grande peso histórico, que data de meados do século XVI, albergou, após o terramoto de 1755, a Casa dos Vinte e Quatro, um órgão deliberativo cuja origem remonta a 1384.

Na sua deliberação para a atribuição do prémio, no valor de 50 mil euros, o júri, composto por António Lamas (presidente), Raquel Henriques da Silva, Gonçalo Byrne, Santiago Macias e Rui Vieira Nery, destacou a localização do edifício, “um bairro que mantém ainda hoje uma vivência muito particular”, a abertura do espaço “à comunidade de que o monumento faz parte”, a “tenacidade dos promotores” e a “pluridisciplinaridade e elevado nível de qualificação da equipa” responsável pela intervenção. “Finalmente, mas não menos importante”, salientou ainda “a tocante exposição de homenagem, patente ao público, a Gonçalo Ribeiro Telles, morador no bairro, recentemente desaparecido”, referiu ainda o júri.

“Com este prémio, a Fundação reafirma, ano após ano, o seu compromisso com a conservação, recuperação, valorização ou divulgação de património privado de inquestionável valor cultural”, que desde 2007, distinguiu “dezenas de intervenções exemplares, em bens móveis e imóveis, de Norte a Sul do País”, afirmou Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nesta edição do prémio, atribuído anualmente pela Fundação Calouste Gulbenkian, foi ainda distinguida, com uma menção honrosa, a intervenção no edifício do gaveto da Rua dos Douradores com a Rua de Santa Justa, também em Lisboa, realizado por José Adrião, Arquitectos. O júri realçou a “coerência e sensibilidade do projecto, destinado a habitação”, o facto de o arquitecto ter sabido “tirar partido das pré-existências, fazendo-o com rigor conceptual e encontrando soluções adequadas à realidade dos nossos dias”, e o “trabalho de recuperação (sem restauro) de pinturas a fresco nas paredes”.

Para esta 13ª edição foram recebidos 16 projectos, de Norte a Sul do território continental. O Prémio Gulbenkian Património – Maria Teresa e Vasco Vilalva foi criado em 2007 “com o intuito de distinguir um projecto de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património cultural português, imóvel ou móvel”.

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Novo Bauhaus Europeu vai ter 85 milhões de euros para projectos em 2021-2022

CE anuncia também a criação de um laboratório e de um grupo de reflexão e de acção para o desenvolvimento do projeto que “visa acelerar a transformação de vários setores económicos”

Ricardo Batista

O Novo Bauhaus Europeu, iniciativa lançada em Janeiro deste ano, que visa enquadrar a transição climática com uma mudança cultural, vai dispor de 85 milhões de euros destinados a projectos, no período 2021-2022, anunciou esta quarta-feira a Comissão Europeia.

O valor é adiantado pela Comissão, no âmbito da comunicação sobre o conceito do Novo Bauhaus Europeu, e na qual anuncia igualmente a criação de um laboratório e de um grupo de reflexão e de acção para o desenvolvimento do projecto que “visa acelerar a transformação de vários sectores económicos, como os da construção e dos têxteis, a fim de facilitar o acesso de todos os cidadãos a bens circulares e com menor intensidade de carbono”.

A iniciativa foi lançada pela Comissão, em Janeiro, com o objectivo de enquadrar a transição climática com um movimento cultural e estético, através da mobilização de ‘designers’, arquitectos, engenheiros e cientistas, que possam “reinventar um modo de vida sustentável”.

“O Novo Bauhaus Europeu introduz uma dimensão cultural e criativa no Pacto Ecológico Europeu a fim de demonstrar de que modo a inovação sustentável se pode traduzir, no nosso dia-a-dia, em experiências concretas e positivas”, escreve esta quarta-feira a Comissão.

No âmbito do financiamento previsto, muitos programas da União Europeia (UE) irão contribuir para “o Novo Bauhaus Europeu como elemento de contexto ou prioritário, sem um orçamento específico predefinido”, adianta esta quarta-feira a Comissão.

O financiamento provirá assim “de diferentes programas” europeus, “incluindo o Horizonte Europa, um programa de investigação e inovação (e, em especial, as missões Horizonte Europa), o programa LIFE, para o ambiente e a acção climática, e o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional”.

A Comissão convidará igualmente os Estados-membros a incluir “os valores fundamentais do Novo Bauhaus Europeu nas respectivas estratégias de desenvolvimento territorial e socioeconómico e a mobilizar os elementos pertinentes dos seus planos de recuperação e resiliência, bem como dos programas relacionados com a política de coesão, a fim de criar um futuro melhor para todos”.

Entre as medidas anunciadas esta quarta-feira pela Comissão está a criação de “um laboratório do Novo Bauhaus Europeu”, assim como de “um grupo de reflexão e de acção que se destine a co-criar, desenvolver protótipos e a testar ferramentas, soluções e acções que permitirão facilitar a transformação no terreno”.

“O laboratório retomará o espírito colaborativo que está na base deste projecto, a fim de harmonizar diferentes perspectivas, estabelecer ligações com a sociedade, a indústria e a política entre os cidadãos, e inventar novas formas de criação conjunta“, especifica a Comissão.

As medidas agora anunciadas têm em conta os mais de 2000 contributos, provenientes dos 27, recebidos durante a fase de concepção conjunta, que decorreu de Janeiro a Julho, e que foi aberta a todos os cidadãos do espaço da União.

“O Novo Bauhaus Europeu combina a grande visão do Pacto Ecológico Europeu com mudanças concretas no terreno: mudanças que contribuam para tornar o nosso quotidiano mais aprazível e que as pessoas possam ver e sentir nos edifícios e espaços públicos, bem como artigos de moda ou mobiliário. O Novo Bauhaus Europeu visa criar um novo estilo de vida que combine sustentabilidade e design de qualidade, que exija menos carbono e que seja inclusivo e acessível para todos”, disse hoje a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, citada pelo comunicado sobre a iniciativa.

A comissária Elisa Ferreira, da Coesão e Reformas, destacou por seu lado o impacto local do Novo Bauhaus Europeu, com “a abordagem transdisciplinar e participativa”, uma vez que “contribui para reforçar o papel das autoridades locais e regionais, das indústrias, dos inovadores e das mentes criativas que colaboram entre si, a fim de melhorar a qualidade de vida”.

“A política de coesão transformará ideias novas em acções locais”, garantiu Elisa Ferreira.

A comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, sublinhou “as pontes entre ciência e inovação e arte e cultura, ao adoptar uma abordagem holística”. Assim, concluiu, “o Novo Bauhaus Europeu desenvolverá soluções não só sustentáveis e inovadoras, mas também acessíveis e enriquecedoras para todos”.

Em Abril, quando o Novo Bauhaus Europeu foi apresentado em Lisboa, durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, o primeiro-ministro, António Costa, destacou “a importância crucial” do projecto para a UE atingir os objectivos climáticos.

Recordou igualmente o movimento estético Bauhaus, fundado em 1919 na Alemanha e que dá o nome à iniciativa, para referir que o projecto actual “volta a dar à arte e à arquitectura a sua missão social, ao adaptar as cidades às necessidades humanas e ao trazer o Pacto Ecológico Europeu” para as “vidas e as casas” das pessoas.

Ursula von der Leyen afirmou então, na intervenção em Lisboa, que “o novo Bauhaus Europeu é sobre esperança, inspiração e novas perspectivas. É sobre acções concretas contra as alterações climáticas”, garantiu a presidente da Comissão.

Na quinta-feira, serão anunciados os vencedores do primeiro concurso do Novo Bauhaus Europeu, que distingue projectos locais e estéticos já desenvolvidos, em dez categorias, de “produtos e estilo de vida” à “reinvenção dos locais de encontro e partilha”.

Serão também distinguidas “estrelas em ascensão do Novo Bauhaus Europeu”, que envolve jovens com menos de trinta anos.

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Nómada Chiado na shortlisted FRAME e Restaurant & Bar Design Awards

Com assinatura do Spacegram Studio, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado é finalista em dois prestigiados concursos internacionais

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Com a assinatura do Spacegram Studio, de Ana Ferrão, Bruno Pereira e Gilberto Pedrosa, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado, em Lisboa, é finalista em dois concursos internacionais. O projecto integra a shortlisted da edição de 2021 dos FRAME Awards, na categoria Hospitality/Restaurant of the Year. A nomeação coloca o Nómada Chiado entre os cinco melhores projectos de interior em todo o mundo, na sua categoria. Distribuídos nas categorias de retail, hospitality, work, living, institutions e shows, os vencedores serão anunciados a 14 de Outubro.

O Nómada Chiado integra também a shortlisted do prestigiado Restaurant & Bar Design Awards 2021. Entre projectos de design oriundos de cerca de meia centena de países o Nómada Chiado concorre na categoria Multiple.

Na categoria Hotels o CURA, restaurante do icónico hotel Ritz em Lisboa, cuja renovação tem a assinatura do arquitecto Miguel Câncio Martins, é o outro espaço português entre “os restaurantes e bares mais criativos e influentes do mundo”.

Os resultados serão conhecidos também a 14 de Outubro, finalizando uma semana de debates e encontros que começa a 12 de Outubro.

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Carlos Dias Coelho reeleito presidente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa

Arquitecto e professor universitário, Carlos Dias Coelho foi reeleito esta segunda-feira, dia 13 de Setembro. Após a audição pública do programa eleitoral, o Conselho de Escola elegeu o professor para um novo mandato, que decorrerá no biénio 2021-2023

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Carlos Dias Coelho, arquitecto e professor universitário, foi reeleito, esta segunda-feira, dia 13 de Setembro, para o cargo de presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Após a audição pública do programa eleitoral, o Conselho de Escola elegeu novamente o professor para um novo mandato, que decorrerá no biénio 2021-2023.

Carlos Dias Coelho, licenciou-se em Arquitectura em 1984, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, onde também se doutorou em Planeamento Urbanístico em 2002, com a tese intitulada “A Complexidade dos Traçados”.

É, desde 1988, docente de Projecto da área de urbanismo da Faculdade de Arquitectura (que em 2013 integrou a actual Universidade de Lisboa), onde coordena uma equipa de investigação sobre a temática da Forma Urbana. É desde 2008 professor visitante da École Supérieure d’ Architecture Paris-La Villette e Fellow da Tokyo University.

Com diversos trabalhos distinguidos, entre quais se destaca o Premio José de Figueiredo 2008, conferido pela Academia Nacional de Belas Artes, o Prémio Internacional Inácio de Lecea 2007/2008, conferido pelo Public Art and Urban Design Observatory da Universitat de Barcelona e a Distinção por Mérito, conferida pelo reitor da Universidade Técnica de Lisboa em 2009. Coordenou variados projectos editoriais, destacando-se o da “Praça em Portugal – Inventário Morfológico”, obra em quatro volumes publicada pela Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, os primeiros dois volumes da colecção “Cadernos de Morfologia Urbana e “Estudos sobre a cidade portuguesa”, publicados pela Argumentum.

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“Memórias” da Piscina de Marés de Álvaro Siza em debate

Encontro online, no âmbito do projecto “Keeping It Modern – Piscina de Marés”, decorre esta quinta-feira, entre as 14h e as 18h no canal Youtube FAUPlive

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A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Casa da Arquitectura, organiza esta quinta-feira, dia 9 de Setembro, entre as 14 horas e as 18 horas, o encontro online “Piscina de Marés – Sharing Memories | Partilhar Memórias”, no âmbito do projecto “Keeping It Modern – Piscina de Marés” financiado pela Fundação Getty. O encontro terá lugar através do canal Youtube FAUPlive.

A piscina de Marés assinalou este ano 55 anos desde a sua inauguração e foi, recentemente, alvo de um profundo e minucioso trabalho de reabilitação, que incluiu a construção de novos espaços de apoio e um aumento da área de permanência ao ar livre. As obras de reabilitação foram realizadas pela Câmara Municipal de Matosinhos, sendo o processo de gestão e conservação da obra objecto de estudo pela FAUP integrado no projeto “Keeping It Modern – Piscina de Marés”, financiado pela Fundação Getty.

Com diversas experiências disciplinares, ligadas à prática do projecto, à teoria, à curadoria ou à docência, os vários convidados, na maioria arquitectos, vão evocar a sua relação e olhar sobre o projecto e obra da piscina. Alguns dos convidados escreveram já, em momentos distintos, sobre a obra de Álvaro Siza e em especial sobre a Piscina de Marés, o encontro permitirá não só revisitar, questionar ou reafirmar essas reflexões, como,  proporcionar a partilha de testemunhos inéditos.

Além do arquitecto Álvaro Siza, de João Pedro Xavier, director da FAUP, de Fernando Rocha, vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, de Nuno Sampaio, director da Casa da Arquitectura e de Susan Macdonald que representará a Fundação Getty, participam na iniciativa Alexandre Alves Costa, Ana Tostões, Brigite Fleck, Carlos Machado, Christian Gänshirt, Dominique Machabert, Eduardo Fernandes, Filipa Guerreiro, Giovanni Chiaramonte, Graça Correia, Joaquim Moreno, Jonathan Sergison, José Cabral Dias,Juan Domingo Santo, Kenneth Frampton (a confirmar), Luis Martínez Santamaría, Luís Urbano, Michel Touissant, Nuno Brandão Costa, Nuno Grande, Pedro Leão Neto, Peter Testa, Pierluigi Nicolin, Roberto Cremascoli, Rui Póvoas, Teresa Cunha Ferreira, Teresa Novais e Wilfred Wang.

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HOMEING regressa de 7 a 9 de Outubro

A mostra de design e decoração de interiores instala-se agora no Pavilhão Carlos Lopes

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A Homeing – Interior Design and Home Living está de volta a Lisboa, de 7 a 9 de Outubro, agora com uma nova casa: o emblemático Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Este será o palco do evento que reúne as principais marcas e profissionais de design e decoração de interiores, para apresentação de novas tendências e novidades, vocacionadas para projectos residenciais e de hotelaria e turismo.

Com o mote “Regresso à natureza”, numa alusão à necessidade de voltar à essência e às origens, a Homeing apresenta uma selecção cuidada de expositores, entre fabricantes e marcas, divididos por seis segmentos: mobiliário, iluminação, acessórios, tecidos de decoração, revestimentos e tapeçarias. O objectivo desta edição é perceber o mercado, reunir as condições que permitam fomentar o networking e a partilha de conhecimento, potenciar e concretizar volume de negócios.

Segundo Amélia Estevão, directora da Homeing – Interior Design and Home Living, “os períodos de confinamento fizeram com que as pessoas valorizassem mais o espaço interior, não só a nível de conforto e comodidade, como também a vertente mais emocional, de tornarmos as casas em ambientes que nos transmitem boas sensações e que expressem personalidade”.

Esta sexta edição aponta holofotes às soluções “Taylor-made”, uma procura crescente destes dois segmentos de mercado, em que se busca a personalização como expressão de identidade e diferenciação.c

“A par do segmento residencial, o turismo, que vinha a registar um crescimento sem precedentes, enfrenta agora o desafio de um mercado muito competitivo, onde a diferenciação se torna o factor crítico de sucesso. É por isso importante, mais do que nunca, entender as novas dinâmicas do mercado e a Exponor Exhibitions quer voltar a ser o parceiro de negócio do sector neste processo de retoma”, acrescenta a responsável.

Para garantir a máxima segurança dos visitantes, a Exponor Exhibitions irá implementar um rigoroso plano de prevenção COVID-19.

Dirigido a profissionais, o evento terá ainda um horário alargado, entre as 11 horas e as 20 horas, dias 7 e 8 de Outubro, e das 11 horas às 19 horas, no dia 9 de Outubro.

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CCB recupera programas de Manuel Graça Dias com sete sessões triplas de arquitectura

Ao longo dos dias 10 e 11 de Setembro, o CCB / Garagem Sul vai apresentar 21 episódios, intercalados com apresentações e conversas por sete convidados

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Entre 1992 e 1996, em quatro temporadas consecutivas de programação, Graça Dias, que faleceu em 2019, entrevistou arquitectos, mostrou edifícios, falou de cidades, apresentou obras e discutiu ideias. De forma a celebrar a “alegria, irreverência e entusiasmo” de Manuel Graça Dias e, a partir do arquivo dos programas retransmitidos pela RTP, o Centro Cultural de Belém / Garagem Sul vai apresentar 21 episódios, numa sessão contínua ao longo dos dias 10 e 11 de Setembro.

As sessões de visionamento terão lugar no Pequeno Auditório do CCB, com entrada gratuita, e serão intercaladas com apresentações e conversas por sete convidados que seleccionaram os episódios.

Na sexta-feira, dia 10 de Setembro estão previstas três apresentações. A primeira às 17 horas, com a arquitecta Alexandra Areia, que irá recuperar os programas sobre Manuel Vicente (13 janeiro 1993), AAP/Banhos de São Paulo (29 junho 1995) e Um dia na feira (18 julho 1996).

As 19 horas, Susana Menezes, directora artística da LU.CA, recupera os programas Qualquer semelhança é inevitável (1 dezembro 1994), Dois designers (18 de maio 1994) e Portugal dos Pequenitos (9 de maio 1996).

O dia fecha com Carrilho da Graça, que a partir das 21h30 dá apresenta Eduardo Souto de Moura (16 junho 1993), Hotel Ritz (5 abril 1995) e Clandestinos Urbanos/1.ª parte (6 junho 1996).

O segundo dia das sessões triplas de arquitectura, dia 11 de Setembro, inicia mais cedo, pelas 15 horas. A arquitecta Ana Vaz Milheira é convidada a recordar os programas Três Lugares da Noite (3 novembro 1993), Mulheres na Arquitectura (29 dezembro 1993) e Cova do Vapor (6 abril 1994).

Logo de seguida, pelas 17 horas, o arquitecto Ricardo Pedroso traz-nos de volta ao debate Distinguir Arquitectura e Construção (15 dezembro 1992), O Desenho dos Pratos (17 novembro 1993), Quinta da Malagueira (22 fevereiro 1996).

Mariana Salvador, é a arquitecta convidada para a apresentação das 19 horas, e que irá passar os programas sobre Sergio Fernandez (31 março 1993), Lisboa/1.ª parte (22 setembro 1993) e Palavras na Cidade (1 junho 1995).

O cineasta João Botelho conclui o ciclo de episódios e, com início às 21h30, leva-nos pelos Mistérios da Cidade (15 junho 1995), A Cor na Arquitectura (16 fevereiro 1994) e Roulottes (27 julho 1995).

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