Setúbal. Futuro parque urbano contará com 19 hectares

Por a 26 de Novembro de 2018

Um lago artificial, uma quinta pedagógica, campos desportivos e de aventura, parques infantis, miradouros, quiosques, jardins e áreas de recreio são alguns dos 17 equipamentos e usos distintos previstos para os 19 hectares do futuro Parque Urbano da Várzea, em Setúbal.

O investimento estimado de 4,5 milhões de euros, para o qual a Câmara Municipal de Setúbal (CMS) procura apoio de fundos comunitários, contempla ainda a criação de mais bolsas de estacionamento automóvel e a expansão da Avenida de Moçambique, que passa a estar ligada à Avenida dos Ciprestes.

“Estas são as ideias gerais deste projecto, um parque da cidade, para o futuro, com uma forte componente de inovação”, destacou Maria das Dores Meira, presidente da CMS, por ocasião da apresentação pública do projecto esta sexta-feira, que decorreu no Fórum Luísa Todi, em Setúbal.


A autarca adiantou ainda que este “é apenas um anteprojeto do futuro Parque Urbano da Várzea, com um conjunto de equipamentos e usos pensados, que podem não ser definitivos”, ainda sem especificidades “que permitam a dinamização de um debate mais alargado para a recolha de contributos”.

O desenho do parque inclui acessos e caminhos, eixos pedonais integrados na estrutura urbana da cidade, áreas temática e equipamentos mobilizadores de vários públicos e uma forte componente de consciencialização ambiental direccionadas para a sustentabilidade e a energia.

No Parque Urbano da Várzea está ainda prevista a criação do “Jardim das Geminações”, um espaço a ser criado nas proximidades da rotunda dos vasos instalada na Avenida da Europa. “Vai ter espécimes das várias cidades com as quais Setúbal é geminada”, revelou Maria das Dores Meira.

No âmbito deste projecto está igualmente prevista a requalificação da Rua Engenheiro Henrique Cabeçadas, o que inclui a possível relocalização da entrada da Escola Básica Barbosa du Bocage para esta via, que ganha uma bolsa de estacionamento para cerca de três centenas de automóveis.

Na vertente paisagista, o projecto aposta em três áreas essenciais, concretamente linhas de água, zonas naturalizadas e um sistema de circulação de água, este último através do dimensionamento e da reutilização de águas pluviais em espelhos e jogos de água recreacionais.

Já as linhas de água constituem um elemento estruturante e focalizador da paisagem, de riqueza, de diversidade paisagística e de valorização cénica, constituindo redes que interligam espaços diversificados e que potenciam a própria sustentabilidade do parque urbano.

As zonas naturalizadas são criadas através da instalação de uma galeria ripícola ao longo das linhas de água e de espécimes autóctones nos taludes intervencionados. Neste caso, o objectivo passa por interligar os espaços urbanos e rurais e, em simultâneo, criar áreas de lazer e acessíveis a todos.

Embora as obras destinadas à vertente de lazer estejam previstas apenas para iniciar no primeiro trimestre de 2020, as primeiras intervenções ao nível da bacia hidrográfica que ali se encontra já estão em curso.


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