Lisboa integra lista de cidades emergentes para investir em hotéis

Por a 22 de Maio de 2019

De acordo com o mais recente relatório da Savills sobre as tendências dos hotéis na Europa, cidades turísticas emergentes como Dublin, Lisboa e Madrid, e estruturas operacionais alternativas, como estruturas operacionais não arrendadas, oferecem oportunidades de maior rendimento para investidores dispostos a assumir mais riscos.

De acordo com a Savills, enquanto cidades turísticas bem estabelecidas como Londres e Paris respondem por uma parcela considerável das chegadas internacionais, são as cidades emergentes mais pequenas que registam o maior crescimento. Lisboa, Bucareste, Budapeste e Praga registaram um forte crescimento nas chegadas de aeroportos nos últimos três anos, aliado ao aumento dos níveis de interesse, conforme indicado pelas pesquisas do Google relacionadas com viagens. Isso tem sido amplamente reflectido no desempenho operacional, embora o forte desempenho operacional em 2017 e o subsequente crescimento de stock em alguns mercados tenha gerado alguns ventos desfavoráveis ao desempenho do RevPAR em 2018. Mercados turísticos maiores como Madrid e Amesterdão, que figuram nos 20 maiores mercados em crescimento, também beneficiaram de níveis de interesse contínuos e melhor conectividade. Para os investidores, esse crescimento e os rendimentos mais altos em relação a cidades mais maduras, poderá ser atractivo no que diz respeito a oportunidades de maior rendimento.

Portugal contabilizou, no ano de 2018, mais de 21 milhões de turistas nacionais e internacionais com os proveitos a contabilizarem cerca de 3.6 mil milhões de euros, o que significa um crescimento de 6% face ao ano anterior. Ainda em 2018, a cidade de Lisboa arrecadou mais um prémio tendo sido eleita pela World Travel Awards a Melhor Cidade Destino do Mundo e Melhor Destino de City Break.


Para Alexandra Gomes, senior analyst do departamento de Research da Savills Portugal, “a aposta de investimento no sector reflecte-se não só ao nível da abertura de novos hotéis, como também numa aposta crescente na requalificação e modernização das unidades hoteleiras existentes, com o objectivo de continuar a elevar a qualidade da oferta turística e criar novos conceitos diferenciadores”.

No sector de investimento, o destaque vai para a venda dos hotéis Intercontinental Palácio das Cardosas, e do Penha Longa Hotel & Golf Resort num total de 155 milhões de euros, que vieram estabelecer um novo recorde histórico de valor por quarto superior a 500 mil euros, confirmando o elevado grau de atractividade do mercado português hoteleiro e o seu potencial de crescimento.”


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