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Trienal desafia emergentes a pensar sobre “Landscapes of Care”

Até 6 de Janeiro de 2021 podem ser enviados os trabalhos compostos por projectos finalizados ou propostas teóricas ou conceptuais

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Até 6 de Janeiro de 2021 podem ser enviados os trabalhos compostos por projectos finalizados ou propostas teóricas ou conceptuais

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Nesta nova edição, o desafio é lançado a profissionais e investigadores emergentes (arquitectura, design, urbanismo, engenharia, arte e curadoria) a apresentar propostas multidisciplinares transformadoras. A ideia é explorar a dinâmica da solidariedade e da auto-organização colectiva, as redes de confiança que trabalham à escala da vizinhança, os espaços comuns transitórios e suas actividades. Este call pretende ainda desencadear diálogos em torno dos desafios de uma sociedade que enfrenta os mitos do crescimento sem fim, a glorificação das fronteiras e da identidade nacional, assim como as dificuldades rotuladas como austeridade do capitalismo.
As candidaturas podem ser feitas até 6 de Janeiro de 2021, individualmente ou em conjunto, e devem ser compostas por projectos finalizados ou propostas teóricas ou conceptuais que pensem inovações espaciais, sociais ou culturais. Serão privilegiados projectos que abordem a mudança sistémica (protótipos e sistemas), site specific ou que promovam novas interacções, ou seja, que sejam inter, trans e multidisciplinares e explorem novos processos de concepção e metodologias.
Os talentos emergentes seleccionados farão parte do circuito europeus de eventos organizados por museus, galerias, festivais e editoras que integram a FAP.
A Trienal irá seleccionar duas candidaturas para participar numa exposição de arquitectura que fará parte do Programa Europeu de Arquitectura 2021.
O primeiro momento em que o total das 25 candidaturas mais votadas são convidadas a apresentar a sua ideia acontece em Fevereiro, na conferência Creative Exchange. Tendo em conta as actuais restrições à mobilidade, nesta edição o momento de encontro online terá lugar na Common Room da plataforma virtual Future Architecture Rooms, e não na cidade de Liubliana, como habitualmente. O custo de preparação e entrega dos conteúdos vídeo das candidaturas seleccionadas é assegurado pela Future Architecture Platform, assim como os custos de produção, viagem (dentro da Europa) e alojamento para a participação nos eventos públicos do Programa Europeu de Arquitectura 2021.
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TUU responsável pelo projecto de arquitectura do RESA

O antigo Estabelecimento Prisional de Santarém vai albergar uma residência de estudantes. O projecto de reabilitação e reconversão do edifício, classificado de monumento nacional, já arrancou, tendo a TUU – Building Desing Management sido seleccionada para executar o projecto de arquitectura

Desactivado desde 2006 e dado como abandonado em 2009, o antigo estabelecimento prisional, agora sob a alçada da ESTAMO – Participações Imobiliárias, vai dar lugar a uma residência de estudantes. O RESA, Residências ESTAMO de Santarém, terá capacidade para albergar 200 alunos. O edifício construído na segunda metade do século XIX, tem uma área aproximadamente de 7000 m2.

“Podermos estar envolvidos num projecto de reabilitação e reconversão do antigo estabelecimento prisional de Santarém, não só nos desafia como profissionais, mas também como equipa. Temos o compromisso de nos envolvermos neste trabalho com toda a dedicação por forma a conseguirmos criar uma atmosfera positiva num edifício que albergou tantas histórias de vida difíceis e onde se sente uma carga bastante negativa. Este é talvez o maior desafio de todos”, sublinha Hugo Tocha de Carvalho, fundador da TUU e director do departamento de Arquitectura. Fundada em 2016, a TUU é uma empresa de serviços de Arquitectura, Engenharia e Gestão de Projecto, especialista em modelação e serviços de arquitectura BIM.

Para a empresa um dos principais desafios será o de manter “a identidade única” do monumento localizado no centro da cidade de Santarém.

O RESA é um dos projectos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Dos 131 projectos contratualizados pelo PNAES em setembro e novembro de 2022, estão já em curso 54 projectos, num valor total de 158 332 133 milhões de euros, que permitirão a intervenção em 7271 camas, das quais 3765 são novas e 3506 são renovações de residências de estudantes em funcionamento.

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Revigrés e Archi Summit apresentam ArchiRevi Talks + Challenge

Iniciativa conjunta pretende debate abordar a temática da sustentabilidade e promover a apresentação de propostas que demonstrem como a inclusão de revestimentos e pavimentos cerâmicos nos edifícios contribuem positivamente para a qualidade do meio ambiente e dos seus utilizadores

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Em 2023, a Revigrés e o Archi Summit unem-se no projecto ArchiRevi Talks + Challenge, uma iniciativa com que as duas entidades vão marcar presença nas faculdades das áreas de Arquitectura, Design e Engenharia Civil, em todo o País.

As “ArchiRevi Talks” vão acontecer em formato roadshow, para falar sobre sustentabilidade e convidar os futuros profissionais do sector a responder aos desafios da construção sustentável através da sua participação num desafio. Os contactos com as faculdades estão ainda a ser realizados e o agendamento das Talks dependerá da disponibilidade de cada uma das instituições.

Já o “ArchiRevi Challenge” propõe a realização de um projecto de intervenção num espaço existente, sob uma perspectiva inovadora e com um impacto real e visível, integrando produtos e materiais da Revigrés.

O objectivo é demonstrar como a escolha dos revestimentos e pavimentos cerâmicos contribui positivamente para a qualidade do meio ambiente e qualidade de vida dos utilizadores, para prolongar o ciclo de vida dos edifícios e, consequentemente, para a descarbonização das cidades.

Os projectos podem ser submetidos até 14 de Junho de 2023, sendo que os 20 finalistas serão conhecidos a 1 de Julho através das redes sociais da Revigrés e do Archi Summit e expostos durante o evento Archi Summit 2023, que irá acontecer de 5 a 7 de Julho, na Casa da Arquitetura, no Porto. Os três melhores projectos serão premiados, com anúncio durante o evento.

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Trienal acolhe kick-off da Representação Oficial Portuguesa

Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português. A apresentação da representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, acontece nos dias 28 e 29 de Janeiro no Palácio Sinel de Cordes

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa acolhe o lançamento de Fertile Futures, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, no Palácio Sinel de Cordes, no fim-de-semana de 28 e 29 de Janeiro. Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português.

As cinco assembleias de pensamento que compõem Fertile Futures são momentos de debate, sensibilização e mediação abertos ao público e de acesso gratuito que se realizam em Lisboa, Veneza, Braga, Faro e Porto Santo. Estas visam alimentar a reflexão em torno da água doce como elemento vital às espécies humana e não-humana, funcionam como espaços de (re)aprendizagem recíproca assente na coexistência entre saberes.

Fertile Futures convida equipas de arquitectura, em colaboração com especialistas de outras áreas, para problematizar e desenhar soluções especulativas que procuram inverter a memória recente de sobreposição e imposição de modelos, interesses e formas de actuação.

Os casos em estudo exemplificativos da acção antropocêntrica sobre recursos hídricos, naturais e finitos são: o impacto da Gigabateria na bacia do Tâmega; a quebra da convenção no Douro Internacional; a extração mineira no Médio Tejo; a imposição de interesses na Albufeira do Alqueva; a anarquia no perímetro de rega do Rio Mira; a sobrecarga das lagoas na Lagoa das Sete Cidades e o risco de aluviões nas Ribeiras Madeirenses.

Nesta primeira sessão, que decorre sábado (entre as 10h20 e as 13h30 e as 15h00 e 17h30) e domingo (das 10h20 às 13h30), participam, como consultores, Álvaro Domingues, Ana Salgueiro Rodrigues, Ana Tostões, Andres Lepik, Aurora Carapinha, Eglantina Monteiro, Érica Castanheira, Francisco Ferreira, João Mora Porteiro, João Pedro Matos Fernandes, Luca Astorri, Margarida Waco, Marina Otero, Patti Anahory, Pedro Gadanho e Pedro Ignacio Alonso.

Organizada e comissariada pela Direcção-Geral das Artes, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023 propõe-se discutir e apresentar estratégias para a gestão, reserva e transformação da água doce e contribuir para uma discussão que é comum e global, em resposta directa à convocatória de Lesley Lokko, curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitectura – La Biennale di Venezia, que tem como título e tema “O Laboratório do Futuro”.

Expandindo a existência efémera de uma representação nacional na Bienal, Fertile Futures envolve as novas gerações no desenvolvimento de soluções para reservatórios de futuro e pretende defender, entre Portugal e Veneza, a pertinência do contributo da arquitectura no redesenho do futuro descarbonizado, descolonizado e colaborativo.

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Segunda vida do icónico Edifício Cruzeiro começa agora

72 anos depois da inauguração daquele que foi o primeiro centro comercial do país, o antigo Edifício Cruzeiro, agora designado Academia de Artes, vai ser apresentado ao público dia 28 de Janeiro

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O icónico edifício, desenhado em 1947 pelo arquitecto Filipe Nobre de Figueiredo e renascido agora pelo traço do arquitecto Miguel Arruda será o ponto de partida da Vila das Artes, que inclui um conjunto de equipamentos municipais no perímetro envolvente, como o Museu da Música Portuguesa, o Auditório Fernando Lopes-Graça, no Parque Palmela, o Conservatório de Música e Dança de Cascais, o Teatro Municipal Mirita Casimiro e o Auditório Sra. da Boa Nova, entre outros.

Mantida a histórica fachada, o seu interior foi totalmente remodelado, resultando em diferentes espaços dedicados à área educativa, uma sala de espectáculos com capacidade para 312 pessoas, um palco com 150 m2, três camarins e uma sala de projecção.

A Escola Profissional de Teatro de Cascais vai ter 10 salas para as diversas disciplinas leccionadas, assim como o Conservatório de Música e Dança de Cascais vai ocupar oito salas. Esta será também a casa da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e da Companhia de Dança Paulo Ribeiro.

A biblioteca é outra das novidades já que é totalmente dedicada às artes performativas, a partir da colecção doada por José de Matos Cruz, especializada em cinema.

Ao longo dos anos, o espaço que chegou a dispor de 40 estabelecimentos, um rinque de patinagem, um cinema, dancings, um salão de fado e outro de jogos, foi-se degradando, chegando a um estado de autêntica inutilização. Devoluto durante vários anos, o edifício Cruzeiro esteve para ser demolido. Chegou a ter um projecto habitacional previsto pelo banco BPI, proprietário do imóvel.

Foi adquirido pela Câmara Municipal de Cascais em Novembro de 2016 ao Fundo de Pensões do BPI pelo valor simbólico de 100.000 euros, sendo que a autarquia só obteve luz verde do Tribunal de Contas para a realização de obras de requalificação em 2019.

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OASRN recebe encontros “The Future Design of Streets”

Entre Janeiro e Maio de 2023, a OASRN acolhe as sessões de debate que propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”

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Entre Janeiro e Maio de 2023, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) acolhe os encontros mensais organizados pela plataforma “The Future Design of Streets”. Em formato presencial e de webinar, estas iniciativas propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”.

O objectivo passa por “definir o compromisso para o desenho urbano, na implementação de novas ruas assim como na adaptação de existentes, reconhecendo a diversidade e a complexidade da vida urbana”, indica a organização.

As sessões têm lugar a 18 de Janeiro, 15 de Fevereiro, 15 de Março, 19 de Abril e 17 de Maio deste ano, sempre às 17 horas. As apresentações pelos oradores serão feitas em inglês, seguidas de sessões de debate em português com o público presente na sede da OASRN.

A primeira sessão, sob o tema “Changing Streets”, conta com a presença de Rita CastelBranco, arquitecta do Município de Lisboa, Patrick Bernard, fundador La Republique des Hyper Voisins, em Paris e de David Sim, director criativo Gehl, em Copenhaga
A 15 fevereiro tem lugar a segunda sessão, sobre “Play & Sports”, com a participação de Cidália Silva, arquitecta e investigadora Lab2PT, Laska Nenova, BG Be Active Association, Placemaking Europe e José Llopis, UPV – Universitat Politècnica de València.
“New/Old Approaches” é o tema escolhido para 15 de Março. Holly Lewis, co-founder We made that, de Londres, Rodrigo Coelho, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e Jasmijn Lodder, Strassen befreien (“Free the streets”), de Berlim abrem o debate.

A 19 de Abril, Joan Caba, urbanista do Barcelona Metropolitan, Niklas Aalto-Setälä, urbanista da cidade de Helsínquia e Juan Luis Rivas, da Universidade de Granada, abordam o tema “Big Streets”.

“Outside Suburbia” encerra este ciclo de sessões, com a presença de Sébastien Rolland, urbanista do Urbalyon, Helena Amaro, investigadora da CEAU-FAUP e João Leite, da Faculdade de Arquitetura Unidade de Lisboa.

The Future Design of Streets’ é uma iniciativa de Daniel Casas Valle (CEAU-FAUP), em colaboração com Ivo Oliveira (EAAD-UM), e resulta de uma parceria entre o grupo ‘Morfologias e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo’ da FAUP, da EAAD – Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e do departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia, da Universidade Portucalense.

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Casa da Arquitectura antecipa documentário sobre a vida e obra do fotógrafo Luís Ferreira Alves

A anteestreia do documentário “Luís Ferreira Alves: Um Olhar Construído” é exibida, em parceria com a RTP2, na CA no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30

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A Casa da Arquitectura, em parceria com a RTP2, acolhe no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30, a antestreia do documentário “Luis Ferreira Alves: Um Olhar Construído”, “um trabalho sobre a vida e obra do fotógrafo portuense que oferece um olhar incisivo sobre uma personagem poliédrica da cultura arquitectónica portuguesa, fotógrafo, cineasta e amante da vida”.  

Após a exibição do documentário, terá lugar uma conversa em torno da obra e da pessoa de Luis Ferreira Alves com Teresa Paixão, directora da RTP2, Ricardo Gonçalves, realizador do documentário, Victor Neves, autor do documentário e Pedro Leão Neto, investigador em comunicação de arquitectura e fotografia. A moderação ficará a cargo da arquitecta Joana Azevedo.

A projecção do documentário na Casa da Arquitectura antecipa a sua exibição em antena na RTP2 na grelha do próximo dia 26 de Janeiro.

Luís Ferreira Alves, falecido em 2022, com uma obra que atravessa a fronteira entre o analógico e o digital, doou todo o seu espólio à Casa da Arquitectura (CA) em Novembro de 2021, tendo-lhe sido atribuída pelo Ministério da Cultura a Medalha de Mérito Cultural numa cerimónia que decorreu nesse mesmo ano na CA.

Nascido em Valadares, em 1938, Luís Ferreira Alves era um apaixonado pelo cinema, tendo sido seccionista activo do Cineclube do Porto nos anos 50 e cofundador da Secção de Formato Reduzido e Cinema Experimental. Em 1962, foi preso pela PIDE e julgado no Tribunal Plenário do Porto, tendo sido compulsivamente afastado do Banco Ferreira Alves & Pinto Leite onde até então trabalhava junto do pai.

No início dos anos 80 retomou, como amador, intensa actividade fotográfica, tendo sido convidado pelo amigo arquitecto Pedro Ramalho a apresentar num seminário da Escola Superior de Belas Artes do Porto um diaporama sobre a sua obra arquitectónica, tornan-se esse o seu ponto de partida para a actividade como fotógrafo profissional.

Especializou-se na fotografia de arquitectura, património e território tendo sido publicado regularmente em revistas de todo o mundo. Colaborou intimamente com arquitectos da chamada Escola do Porto nomeadamente Eduardo Souto Moura cuja obra tem sistematicamente acompanhado.

Realizador de vídeos de arquitectura e culturais, tem dezenas de livros editados e realizou inúmeras exposições, algumas delas em coautoria, dentro e fora do País.

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A ‘viagem’ de Souto de Moura em exposição em Seul

A partir de 17 de Janeiro, a Seoul Hall of Urbanism & Architecture, na Coreia do Sul, recebe a exposição “Journey of an Architect” sobre os 12 projectos mais representativos do arquitecto português

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“Journey of an Architect” é o título da exposição dedicada à obra de Eduardo Souto de Moura que abre portas no dia 17 de Janeiro em Seul, na Coreia do Sul, no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura e o Seoul Hall of Urbanism & Architecture, com o apoio da embaixada de Portugal em Seul.

A exposição sobre a obra de Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, irá incidir sobre uma selecção de doze projectos representados através de maquetes originais, reproduções autenticadas de desenhos, esquissos, estudos de concepção e desenhos técnicos e também fotografias das obras da autoria do fotógrafo Luis Ferreira Alves, cujo acervo de fotografia de arquitetura se encontra na Casa da Arquitectura.

O Seoul Hall of Urbanism & Architecture é uma instituição cultural, focada na divulgação e promoção de Urbanismo e Arquitectura que vai acolher, de 1 de Setembro a 29 de Outubro, a 4ª Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul 2023, dedicada ao tema “City of Mountain Ranges, Waterways, and Wind Breezes – Drawing of the Seoul’s next 100 years”.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Arquitecto catalão aborda temática das cidades relacionais na Casa da Arquitectura

No âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’, Miquel Lacasta procura “gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano”

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A 16 de Janeiro, entre as 11 e as 13 horas, o arquitecto Miquel Lacasta é o orador convidado da conferência “A Cidade Relacional”, que decorrerá na Casa da Arquitectura, no âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ promovido pelo Instituto Padre António Vieira (IPAV) e pela Gaiurb.

Miquel Lacasta é uma referência entre o corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade Internacional da Catalunha, onde se distinguiu na área de Arquitectura Biodigital no âmbito da investigação académica, contando com um vasto percurso de prémios e distinções internacionais, entre os quais se destaca o Prémio de Urbanismo Espanhol 2021, o primeiro lugar no concurso Quartiers Fertiles 2021 para a Agrociudad Gagarine Truillot, assim como foi vencedor da edição 2021 do concurso Réinventer Paris 3 com Scène des Loges e finalista do Troféu EPL 2021, na categoria “Cidade de amanhã – Cidade inteligente”, para a ZAC Rouget -de-Lisle.

Com inscrição gratuita mas obrigatória, a conferência aborda um modelo de urbanismo mais orientado para as pessoas, procurando gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano, à semelhança do que é já aplicado noutras geografias como Inglaterra, França ou Estados Unidos.

Recorde-se que o ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ foi apresentado publicamente em Novembro e está actualmente sedeado na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, decorrendo de uma articulação entre a Gaiurb e o IPAV

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Casa da Arquitectura anuncia mostra dedicada a Paulo Mendes da Rocha

A 26 de Maio arrancam duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro: “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva”, onde é dado a conhecer o “imenso” acervo entregue à CA e “Paulo”, na Galeria da Casa, que oferece ao visitante “a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima”

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2023 será o ano do arquitecto Paulo Mendes da Rocha na Casa da Arquitectura (CA), anunciou aquela entidade. Para o efeito arrancam, a 26 de Maio, duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro.

Percorrendo sete décadas de actividade, a imensa obra de Paulo Mendes da Rocha vai-se revelar na exposição “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva” com uma amplitude inédita extraída do imenso acervo entregue à Casa da Arquitectura. Com curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman, o projecto expositivo é de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, na Nave Expositiva.

Na Galeria da Casa, a exposição intitulada “Paulo”, oferece ao visitante a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima, permitindo-lhe ouvir a sua visão do mundo e as suas reflexões sobre tantos temas que o ocuparam e que no fundo, explicam a sua obra. Com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira, o projecto expositivo é de Ricardo Bak Gordon.

Paralelamente a estas duas exposições vai decorrer um programa de actividades, com curadoria do arquitecto Nuno Sampaio, director-executivo e comissário-geral da CA, e da arquitecta Catherine Otondo, responsável pela organização do acervo de Paulo Mendes da Rocha, e que irá contar com debates, conferências e visitas de obra.

O Prémio Pritzker 2006, que foi primeiro associado honorário da Casa da Arquitectura em Setembro de 2018 e o mais recente galardoado com a medalha de ouro do Congresso da UIA – União Internacional de Arquitetos, faleceu a 23 de Maio de 2021.

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Residência de Estudantes é o ponto de partida para uma nova centralidade no Porto

O escritório de arquitectura Masslab venceu concurso público para desenhar a nova residência de estudantes com cerca de 5 mil m² no antigo Quartel do Monte Pedral. Este é um ponto de partida para a reabilitação do quarteirão e criação de uma nova centralidade na cidade

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“Esta fase será o desenvolvimento do projecto de reconversão e ampliação de uma parte do actual edifício do quartel, voltado para a Rua Serpa Pinto, que iremos parcialmente manter, como é vontade do projecto regulador urbano da câmara municipal do Porto. O nosso trabalho envolve o desenho da residência de estudantes”, explica o atelier.

Em 2019 a Masslab ganhou o concurso de ideias para o quarteirão do Quartel ao propor transformar o Monte Pedral num “Arquipélago” em plena cidade, tendo como elemento diferenciador o facto de ter sido pensado o espaço público antes do espaço privado. O resultado da proposta vencedora apresentava “uma ideia de cidade contemporânea apoiada na diversidade morfológica, tipológica e programática, garantindo a continuidade e a articulação com o espaço adjacente”.

Após o terreno do antigo Quartel ter sido “devolvido” à câmara municipal do Porto por parte do Estado português e depois de um plano de loteamento concluído, o projecto finalmente tem luz verde para avançar. Pedro Baganha, vereador do Urbanismo da CMP, considera que “este terreno é a grande oportunidade para a criação de uma nova centralidade na cidade”.

O projecto regulador urbano foi, assim, elaborado pelo departamento de urbanismo do Município do Porto com inspiração no projecto vencedor do Concurso de Ideias de 2019. Pela facto da MASSLAB ter ganho o 1º prémio no concurso de ideias, a câmara municipal do Porto convidou este atelier e três outros gabinetes de arquitectura do Porto a apresentar uma proposta e respectiva equipa técnica para a elaboração do projecto no âmbito de um concurso público.

O desenho da nova residência de estudantes será desenvolvido pela Masslab e pela equipa de engenharia MOQ, e contará com a reconversão e a ampliação do actual edifício do quartel voltado para a Rua Serpa Pinto.

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