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APCMC lança plataforma digital sobre produtos e materiais da construção

O APCMC Datacheck garante a qualidade da informação sobre os produtos, que será diretamente carregada e actualizada pelos fornecedores, num formato e com estrutura standard a nível europeu

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A Associação dos Materiais de Construção (APCMC ) acaba de lançar no mercado a plataforma de gestão que permite aceder a toda a informação sobre os produtos do sector dos materiais de construção.

Designada de APCMC Datacheck, a ferramenta insere-se no projecto “Speed Up – Materiais de Construção 4.0”, que compreende um conjunto de iniciativas de promoção e divulgação dos produtos deste sector.

Segundo a APCMC, nos próximos dias será disponibilizado a todos os associados, distribuidores e fornecedores, a estrutura de dados em Excel e o respectivo guia para que possam desde já começar a adaptar os respectivos sistemas internos de informação para tirar partido deste novo serviço.

Esta plataforma de gestão é o garante da qualidade da informação sobre os produtos, informação que será diretamente carregada e actualizada pelos fornecedores, num formato e com estrutura standard a nível europeu. A partir daí os comerciantes, clientes desses fornecedores, poderão fazer de forma simples o download de toda a informação sobre os produtos, incluindo preços, imagens e fichas técnicas, etc., bem como as respectivas atualizações, numa vulgar folha de Excel.

O facto de ser usado um modelo standard europeu é um elemento facilitador importante, sobretudo para as empresas exportadoras nacionais, mas também para quem importa.

José de Matos, secretário geral da APCMC, refere que “a concretização, em cada uma das empresas e na cadeia de valor, das enormes vantagens em termos de economia de recursos, redução de erros e tempo, bem como as oportunidades que se abrem no domínio da automação de processos e da comunicação e marketing, só vai depender do grau de utilização. Podemos garantir, desde já, que é mais simples do que parece”.

“Speed Up”

A plataforma APCMC Datacheck está inserida num projecto mais abrangente que a Associação dos Materiais de Construção tem em curso e que vai permitir às empresas do sector a digitalização dos seus processos administrativos, logísticos e comerciais, bem como a comunicação com clientes e fornecedores, de forma mais célere, fiável e facilitada.

Trata-se do projecto designado por “Speed Up – Materiais de Construção 4.0”, apoiado pelos fundos do Portugal 2020-COMPETE, que compreende um conjunto de iniciativas de promoção e divulgação mais abrangente.

O projeto Speed Up tem como principal objetivo acelerar a transição dos materiais de construção para uma nova realidade de adoção tecnológica e digital nos processos de negócio das PME, condições essenciais ao desenvolvimento de uma abordagem integral e integrada na fileira da construção nacional.

“Este é um projecto estratégico e estruturante para a fileira dos materiais de construção, para a actividade de projecto e para a própria construção, em particular para as PME, que irá facilitar a digitalização dos processos internos e a comunicação entre os diversos agentes, propiciando maior eficiência, aumentando a produtividade, dinamizando as vendas pelos canais digitais, impulsionando a utilização das ferramentas BIM e o EDI entre fornecedores e clientes”, acrescenta José de Matos.

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Quadrante fiscaliza construção do Parque Solar de Morgavel

O Parque Solar, em Sines, com mais de 91 mil painéis solares, será ligado à central termoelétrica através de uma linha existente de 60kV. Para a construção serão usados módulos bifaciais de alto desempenho, o que permite a absorção de radiação solar de ambos os lados

A Quadrante foi escolhida para a gestão da construção e fiscalização do Parque Solar da RWE 44MWac de Morgavel, em Sines. Em comunicado, a empresa explica que os serviços incluem, também, controlo de planeamento e custos, controlo de qualidade, coordenação de segurança e controlo ambiental.

O Parque Solar do Morgavel, com mais de 91 mil painéis solares, irá localizar-se numa área de 100 hectares na Herdade do Morgavel, e será ligado à central termoelétrica de Sines através de uma linha existente de 60kV, com capacidade para abastecer o equivalente a aproximadamente 42 mil casas em Portugal.

Naquele que “tem todas as condições para se tornar num parque solar de excelência”, André Coelho, responsável pela Unidade de Negócio de Gestão da Construção e Fiscalização da Quadrante, acrescenta que “esta obra vai permitir  reforçar a acção da empresa na área da Gestão da Construção e Fiscalização no âmbito das Energias Renováveis e cumprir os objectivos que traçou ao nível da sustentabilidade”.

Para a construção do Parque Solar serão usados módulos bifaciais de alto desempenho, uma solução que permite a absorção de radiação solar de ambos os lados dos módulos.

Foi também preparado um plano para a continuidade ecológica, integrando um conjunto de medidas de minimização do impacto ambiental articuladas com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Entre as medidas destaca-se a criação de passagens para fauna, corredores ecológicos e a implementação de uma cortina visual arbórea que tornará a central invisível a partir da estrada N-120-1.

Com construção da Omexom, uma marca do Grupo VINCI, a obra conta, ainda, com a CME, que é responsável pelas linhas de transmissão, posto de seccionamento e edifício de controlo.

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Safak Nervo e Vicent Escalas

Imobiliário

Grupo Optylon Krea anuncia dois novos partners em Portugal

Safak Nervo e Vincent Escalas são os mais recentes ‘reforços’ do grupo de promoção e gestão imobiliária, e que irão assumir os cargos de chief commercial officer (CCO) e chief investment officer (CIO), respectivamente

A Optylon Krea, grupo PAN mediterrânico de promoção e gestão de investimentos imobiliários, acaba de anunciar dois novos partners, Safak Nervo e Vincent Escalas. O Grupo que conta com mais de 500 investidores de 35 países e possui, actualmente, 20 projectos em Portugal, pretende, desta forma, reforçar a sua expansão em Portugal e na esfera internacional.

Com 16 anos de experiência no mercado imobiliário, nomeadamente no mercado turco, Safak Nervo é a nova chief commercial officer (CCO) da Optylonkrea, após três anos bem-sucedidos como head of Sales Department na empresa. Antes disso trabalhou na CBRE Turquia durante sete anos, na liderança de diferentes departamentos, antes de se mudar para Portugal. Tem provas dadas no mercado de Imigração de Investimento em Portugal, lidando com High-Net-Worth Individuals (HNWI), principalmente na angariação de fundos e venda de apartamentos turísticos desde 2016. É licenciada em City and Urban Planning pela Instanbul Technical University, na Turquia.

Vicent Escalas, na companhia desde 2019, assume o cargo de chief investment pfficer (CIO) da Optylonkrea. Tem quatro anos de experiência na relação com a banca de investimentos, através da Natixis Corporate, em Nova Iorque, e outros quatro anos na gestão de activos e investimento imobiliário em Lisboa. Mestre em Financial Economics pela Columbia Business School, nos Estados Unidos, e em Mathematical Finance, Mathematics and Computer Science pela École Nationale des Ponts et Chaussées, em França, Vicent possui uma vasta experiência na liderança e gestão de analistas.

O Grupo Optylon Krea tem reforçado a sua presença em Portugal, tendo anunciado no início do ano o objectivo de 300 milhões de euros de investimento para 2022/2023. Além da parte imobiliária, a LovelyStay, empresa do grupo que actua no mercado de alojamento local, prevê fechar 2022 com um portfólio de mais de 850 propriedades e um rendimento bruto para os seus clientes de mais de 19 milhões de euros.

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Siza Vieira assina novo terminal do Cais do Cavaco

O premiado arquitecto português vai assinar o novo terminal para embarcações marítimo-turísticas do Cais do Cavaco, a Gare Fluvial do Cavaco, na margem sul do Rio Douro em Vila Nova de Gaia

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo anunciou que “está a desenvolver um projecto de construção de um Terminal de embarcações marítimo-turísticas na margem sul do Rio Douro, no limite poente do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, local designado como Cais do Cavaco”.

A infraestrutura deverá dispor de quatro postos de acostagem com capacidade para acolher quatro navios-hotel e a possibilidade de acostagem de um navio extra para efeitos de pequena manutenção, cargas ou outros. O terminal contempla ainda a instalação de um pequeno núcleo de recreio náutico com capacidade para cerca de cinco dezenas de embarcações de recreio. Peça central da nova infraestrutura, o “Edifício do Terminal” será integrado de forma natural na paisagem, procurando minimizar o seu impacto na marginal do rio Douro, “permitindo uma vista da encosta a tardoz”.

O projecto está a ser desenvolvido pela APDL, em consonância com a câmara municipal de Vila Nova de Gaia no que à “escolha do local, projecto, arquitecto e enquadramento urbanístico” diz respeito. Com o objectivo de dotar “esta área de novas valências no apoio às operações dos navios-hotel que cursam a Via Navegável do Douro e na dinamização turística, económica e urbanística do território”, sublinha nota da APDL.

Nesta fase, está em curso o estudo de impacte ambiental, processo de AIA coordenado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), sendo que no final deste processo a APDL fará a apresentação pública do projecto da responsabilidade do mais premiado arquitecto português, Álvaro Siza Vieira.

“A APDL, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e o Pritzker Siza Vieira procuram que a Gare Fluvial do Cavaco se relacione com a paisagem natural e com os demais edifícios, de forma a integrar-se ao local, sem perder o protagonismo e o carácter público que um edifício desta natureza deve ter”, refere a mesma nota.

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Ordem dos Engenheiros “congratula-se” com introdução de medidas especiais no CCP

A transparência dos custos, a qualificação profissional dos intervenientes e distinção entre as partes de concepção e de construção são algumas das alterações introduzidas com o Decreto-Lei nº 78/2022

A recente publicação do decreto-lei nº 78/2022, onde se inclui um conjunto de medidas especiais de contratação pública, foi recebida pela Ordem dos Engenheiros (OE) com “satisfação” que se “congratula” pela incorporação das suas sugestões.

Em comunicado, a OE refere que o novo diploma inclui “a larga maioria das sugestões apresentadas em Agosto Passado”, nomeadamente no que se refere “a medidas especiais de contratação pública e à simplificação de procedimentos administrativos”.

O ponto relacionado com os custos do trabalho, tão importante na execução de qualquer contrato a celebrar, é uma das reivindicações em destaque, nomeadamente através de “medidas que promovem a prevenção e interdição de práticas conducentes a situações de dumping salarial”.

A Ordem dos Engenheiros reitera, ainda, que não obstante a concordância em relação ao referido documento, onde está prevista a transparência dos custos e a qualificação profissional dos intervenientes, seja salvaguardada a “clara distinção entre as partes de concepção e de construção, conforme previsto neste diploma”, já anteriormente reivindicada pela Ordem.

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Imobiliário

Casavo lança novo portal

Novo portal do programa “Casavo for Agents” permite aos agentes imobiliários receberem ofertas pelos seus imóveis, venderem as casas da Casavo e publicarem os seus próprios anúncios gratuitamente numa única solução digital integrada

A plataforma digital Casavo lançou um novo portal integrado no seu programa Casavo for Agents, que tem como missão apoiar o negócio das agências e dos consultores imobiliários. A nova plataforma permite que estes recebam ofertas pelos imóveis que estão a gerir, vendam casas da plataforma ou publiquem gratuitamente o seu portefólio através de uma única interface digital que integra todos os serviços.

Através da plataforma, os agentes podem preencher alguns dados sobre os imóveis sob sua gestão e conseguir uma oferta justa e adequada à média do mercado, em menos de 24 horas e com apenas alguns cliques. Por ser um comprador directo, a Casavo possibilita uma conclusão rápida do negócio, responsabilizando-se ainda pela gestão de todo o processo burocrático.

O novo portal oferece ainda a opção de venda em colaboração, na qual as agências e os consultores imobiliários podem aceder a todas as informações das casas renovadas pela Casavo, tendo a possibilidade de participar na respectiva revenda e ganhar comissões competitivas e bónus extra. Aos interessados nestes imóveis, a Casavo partilha o valor público anunciado para cada casa e a oferta mínima aceitável, com total transparência, permitindo-lhes ainda realizar o agendamento online das visitas.

Por fim, a Casavo passa agora a permitir que as agências imobiliárias parceiras possam publicar os seus anúncios gratuitamente na sua plataforma dedicada à venda de imóveis, sendo a qualidade dos anúncios previamente verificada pela equipa da Casavo. Através do novo portal, os agentes imobiliários podem assim divulgar, de forma simples, rápida, gratuita e sem limites, as casas que têm sob gestão, alargando o alcance e aumentando as probabilidades de venda.

“A Casavo tem como missão transformar o sector imobiliário, tornando-o mais eficiente, simples e transparente, sendo necessário criar novas soluções quer para clientes finais quer

para outros profissionais do sector. Neste sentido, acreditamos que as agências e os consultores também precisam de novas ferramentas que permitam trazer maior fluidez e eficiência ao mercado e contribuir para o aumento da sua transparência. Com esta oferta renovada, estamos a profissionalizar a nossa relação com as agências e com os consultores e acreditamos que juntos podemos oferecer uma solução mais forte, holística e completa ao mercado e responder melhor às necessidades dos clientes”, afirma Duarte Ferreira dos Santos, City Manager da Casavo em Lisboa.

A Casavo chegou a Portugal no início de 2022 e já realizou diversas transacções de compra e venda na cidade de Lisboa. A plataforma está também presente em Espanha, Itália e França e, no total dos quatro territórios, já realizou mais de mil milhões de euros em transacções. Conta com cerca de 4.000 agências parceiras espalhadas pela Europa, das quais 100 se situam em Portugal. O novo portal do programa “Casavo for Agents” será apresentado num evento dedicado a agências parceiras que decorrerá durante o mês de Novembro.

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Pedro Lancastre, director geral JLL

Imobiliário

Investimento imobiliário no 3º trimestre soma mais de 1.100 M€

Investimento imobiliário no acumulado do ano ascende a 1.920M€, dos quais 57% gerados no 3º trimestre. A actividade está apenas 100M€ abaixo do registado na totalidade de 2021, revela o estudo Market Pulse da JLL

Apesar do agravamento das condições macroeconómicas e da maior incerteza a nível internacional, o mercado imobiliário português continuou a exibir um forte desempenho no 3º trimestre de 2022, registando subidas em praticamente todos os segmentos, revela o estudo Market Pulse da JLL.

Depois de um arranque de ano mais tímido, o investimento imobiliário comercial disparou no 3º trimestre, ao longo do qual foram transaccionados 1.100 milhões de euros, elevando para 1.920 milhões de euros o volume total investido entre Janeiro e Setembro. O acumulado do ano fica 43% acima do registado no mesmo período de 2021 e vem reforçar as boas perspectivas traçadas para 2022, já que a três meses do final está a apenas 100 M de igualar dos €2.020 milhões investidos na totalidade do ano passado. As expectativas são para que a actividade supere em, pelo menos, 25% o resultado de 2021, apesar de se antecipar alguma revisão no valor dos activos nos próximos meses e consequentes ajustes em alguns preços.

O turismo também continuou a recuperar a bom ritmo, sendo que no final do 3º trimestre de 2022 os principais indicadores de performance não só superam largamente os níveis de actividade registados nos dois últimos anos como, na maioria dos casos, já tinham recuperado para patamares muito próximos de 2019, ano que marcou novos recordes neste mercado.

Sustentado pelo continuado desajuste entre a oferta disponível e a procura, também o mercado residencial continuou a exibir um desempenho resiliente no 3º trimestre, com preços que continuam a subir e uma estabilização nas vendas. A procura está activa, quer por parte dos nacionais quer dos internacionais, absorvendo rapidamente a oferta nova que vai chegando, patente no número crescente de unidades pré-reservadas no momento do lançamento dos projectos. Atendendo aos desenvolvimentos macroeconómicos, nos próximos meses é expectável que possa vir a acontecer alguma retracção natural neste mercado quer em termos de absorção quer no que respeita a um ajustamento de preços, sendo que este último deverá ocorrer sobretudo em zonas secundárias e onde o produto é menos diferenciado.

No mercado de escritórios, a actividade ocupacional soma mais de 293.000 m² nos primeiros nove meses do ano, no conjunto de Lisboa e Porto. Na capital, a um trimestre do final do ano já foi superado o recorde histórico de absorção registado em 2008, com os actuais 248.000 m² a confirmarem que 2022 será um ano sem precedentes para o sector. No Porto, a absorção até ao final de Setembro atingiu 45.230 m². A procura por grandes áreas, superiores a 1.000 m², continua fortemente activa, com muitas empresas a optarem por pré-arrendar os seus futuros escritórios entre os projectos actualmente em construção, de modo a garantir a ocupação de espaços mais qualificados e em conformidade com os seus critérios de sustentabilidade.

Fortemente alavancado pela recuperação do turismo, o retalho continua a fortalecer a sua actividade de forma transversal a todos os formatos, patente num footfall vigoroso quer nos centros comerciais quer no comércio de rua. Retomando os seus planos de expansão, as marcas mostram-se focadas em garantir espaços nas principais localizações do mercado, enfrentando, contudo, alguns constrangimentos impostos pela escassez de oferta disponível. E, apesar do aumento dos preços no consumidor, as perspectivas para as vendas a retalho mantém-se optimistas até ao final do ano, com destaque para os centros comerciais prime, retail-parks e stand alones, que estão a registar uma performance positiva sustentada pela chegada da época festiva.

No mercado industrial & logístico, a falta de oferta nova e de qualidade continua a travar um maior crescimento da actividade ocupacional que, ainda assim, já soma 323.000 m². O 3º trimestre foi especialmente dinâmico neste sector, contribuindo com cerca de 50% para a área ocupada no acumulado do ano, cerca de 163.000 m². O volume de procura por satisfazer continua, no entanto, a ser substancial nesta fase, fazendo com que continuem a ser anunciados novos projectos de promoção, onde é clara uma aposta na qualificação da oferta e na sustentabilidade ambiental. Contudo, a subida dos custos de construção tem vindo a impactar negativamente a calendarização inicial prevista para a conclusão do novo stock, o que continuará a dificultar a resposta à procura existente.

“O mercado imobiliário português continua a evoluir de forma muito positiva, apesar da conjuntura e condições macroeconómicas, registando crescimentos significativos em praticamente todos os segmentos transaccionais, comprovando não só a sua resiliência, mas também porque é uma das classes de activos preferidas para o investimento. O 3º trimestre não foi excepção e, tendo em conta todos os processos actualmente em curso e os contactos que diariamente chegam até à JLL, não há dúvida que 2022 poderá ser um dos melhores anos de sempre para o sector”, sublinha Pedro Lancastre, CEO da JLL Portugal. O responsável acrescenta que, “é evidente que temos muitos desafios pela frente devido ao contexto económico. Sem dúvida que prevemos um abrandamento de absorção e revisão de preços em diversos segmentos, mas o principal impacto deverá ser sentido sobretudo ao longo do próximo ano. Isto porque, apesar da crescente inflação e do aumento das taxas de juro, com a correspondente queda no poder de compra das famílias e capacidade financeira das empresas, a taxa de desemprego está em mínimos históricos e os níveis de poupança estão elevados. Além disso, mesmo com estes factores a afectarem potencialmente a dinâmica da procura, estamos num momento de mercado onde a oferta é claramente insuficiente nos mais diversos segmentos. Ou seja, mesmo sendo bastante adverso, o contexto macroeconómico não será, para já, suficiente para travar a procura de tal forma que os volumes de oferta existentes sejam suficientes para lhe responder”, defende.

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Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho (arqº Álvaro Fernandes Andrade)

Arquitectura

50 obras integram primeira fase do projecto Tours – ‘Turismo e Arquitectura’

O programa proposto atravessa o território nacional de Norte a Sul, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, numa iniciativa conjunta da Casa da Arquitectura e do Turismo de Portugal. Para 2023 está previsto que mais 100 obras integrem o projecto

A primeira fase da plataforma Tours – “Turismo e Arquitectura” conta com 50 espaços de referência da arquitectura nacional. Uma iniciativa conjunta da Casa da Arquitectura (CA) e do Turismo de Portugal, que se juntaram para criar um programa de visitas que seja uma referência no domínio do turismo dedicado à arquitectura.

O programa proposto atravessa o território nacional de Norte a Sul, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, através das obras de arquitectos como Gonçalo Byrne, Siza Viera, Souto de Moura, Carlos Castanheira, Teotónio Pereira, Carrilho da Graça, Luis Pedro Silva, Aires Mateus, entre tantos outros.

Para já, “esta selecção é o ponto de partida de um levantamento que ser representativo e que será desenvolvido no futuro”, afirmou Nuno Sampaio, director-executivo da CA, por ocasião da apresentação da plataforma, adiantando que “em 2023 mais 100 obras serão disponibilizadas”.

O programa está dividido em dois eixos programáticos. O Visite Connosco, com visitas orientadas a edifícios seleccionados em sete regiões de Portugal, acompanhadas por monitores especializados preparados pela equipa da Casa da Arquitectura. O programa inaugural destas visitas orientadas gira em torno do tema Mestres da Arquitectura Portuguesa,​ uma selecção de quatro percursos – Legado do Porto; Património nortenho; Lisboa em Continuidade; Lisboa, Monumental Ribeirinha – que marca o início de um conjunto em contínuo desenvolvimento passível de ser vendido em articulação com os promotores turísticos que operam no mercado nacional e internacional. 

E o Visite por Si, visitas livres e autónomas, apoiadas por um mapa interactivo com a 50 obras acompanhadas das informações fundamentais sobre os projectos seleccionados.

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UCI Portugal assina manifesto ambiental

No âmbito do compromisso da Unión de Créditos Inmobiliarios com a sustentabilidade, patente na adesão a 9 dos 16 ODS da ONU. “Na nossa área traduz-se numa estratégia de estímulo à aquisição de casa com elevada eficiência energética e à renovação do parque habitacional”, refere Pedro Megre, CEO da UCI.

A Unión de Créditos Inmobiliarios (UCI) Portugal acaba de assinar o manifesto promovido pelo BCSD Portugal, uma associação empresarial, sem fins lucrativos, que agrega mais de 140 empresas de referência em Portugal e as ajuda na sua jornada para a sustentabilidade. O manifesto foi elaborado no âmbito do COP27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que decorre no Egipto até 18 de Novembro.

“A assinatura deste manifesto ocorre no âmbito do compromisso da UCI Portugal com a sustentabilidade, que fica patente na adesão a 9 dos 16 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, entre os quais estão o contributo para a criação de cidades e comunidades sustentáveis e um alinhamento com a acção climática. O que na nossa área se traduz numa estratégia de estímulo à aquisição de casa com elevada eficiência energética e à renovação do parque habitacional”, refere Pedro Megre, CEO da UCI.

O manifesto lembra que “até 2030, será necessário reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em 45%, em comparação com os níveis de 2010 – o que implica uma redução anual até 2030 superior à que ocorreu em 2020 devido ao confinamento provocado pela pandemia COVID-19, agora sem as nossas vidas e economias confinadas”.

Os signatários do manifesto pedem, ainda, a consolidação de um sistema de comércio de licenças de emissão global, nomeadamente através do alargamento dos mercados e sistemas de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa a nível global e o aprofundamento e concretização da Lei Europeia do Clima, incluindo a adopção de um esquema de incentivos mais robusto e de uma fiscalidade mais verde.

A UCI é uma instituição financeira, que resulta de uma joint-venture participada em 50% pelo grupo BNP Paribas e Banco Santander, sendo uma instituição financeira registada junto do Banco de Portugal com 30 anos de experiência, presente em Portugal, Espanha, Grécia e Brasil contando com mais de 600 colaboradores. O seu objectivo é apoiar a procura de habitação e contribuir para a renovação do parque habitacional para alcançar cidades mais sustentáveis através da concessão de crédito para aquisição e obras.

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LIDL investe 17 M€ na modernização de mais quatro lojas

Macedo de Cavaleiros, Ermesinde, Almada e Cascais são as lojas que foram alvo de modernização, no âmbito da estratégia de sustentabilidade da marca

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No âmbito da estratégia de modernização da sua rede de lojas em Portugal, o Lidl inaugura esta sexta-feira, dia 11 de Novembro quatro lojas: Macedo de Cavaleiros, Ermesinde, Almada e Cascais.

Integradas no “actual e inovador” conceito de loja, que tem vindo a ser implementado de Norte a Sul do país, as novas lojas visam “proporcionar à população uma melhor experiência de compra, mais conveniente, bem como o acesso a serviços inovadores e produtos de máxima qualidade ao melhor preço”.

Estas remodelações, avaliadas em cerca de 17 milhões de euros, reforçam igualmente a economia local através da criação de quase 30 novos postos de trabalho.

Com localizações de excelência, as novas lojas apresentam áreas de vendas entre os 1200m2 e os 1440m2, com corredores mais largos e fachadas inteiramente em vidro, que conferem uma maior luminosidade.

No âmbito da estratégia de sustentabilidade do Lidl, as lojas privilegiam o uso de iluminação LED, e a loja de Ermesinde está equipada com pré-instalação para painéis solares. Todas as lojas disponibilizam ainda um posto de carregamento rápido, que permite o carregamento de 80% da bateria de viaturas eléctricas em apenas 30 minutos. A loja de Almada inclui, ainda, estacionamento para bicicletas.

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Construção metálica e mista bate recorde de exportações

As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2,3MM em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior. O sector está em franco crescimento como revelam também o aumento dos postos de trabalho directos e o volume de negócios

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“As exportações portuguesas de construção metálica somaram 2.3 mil milhões de euros em 2021, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior”, anuncia em comunicado a Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, CMM.

Responsável por cerca de 35 mil postos de trabalho directos, “a construção metálica atingiu o valor recorde de 5,6 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 5,2% face a 2020. O aumento de volume de negócios, com um crescimento de 30% em relação a 2020, representa 2,6% do PIB”. Este crescimento é influenciado, sobretudo, pela forte procura externa. Segundo a CMM as exportações em 2021 cresceram 37%, face ao ano transacto, representando já 3,8% do tal das exportações nacionais.

“Os números do sector da Construção Metálica de 2016 a 2020 demonstram a evolução continua deste sector com crescimentos médios do volume de negócios de cerca de 5% ao ano e do volume de exportações de cerca de 1,5% ao ano”, sublinha Luís Simões da Silva presidente da CMM.

O mesmo responsável sublinha que o ano de 2021 “apresentou valores históricos, com crescimento de 30% do volume de negócios e 37% das exportações, em relação ao ano anterior. Estes dados demonstram a capacidade, o dinamismo e a resiliência do sector em enfrentar e ultrapassar os constantes desafios que a conjuntura internacional lhe tem colocado”.

Os resultados apresentados destacam-se, assim, pelo “crescimento histórico do sector da construção metálica em todas as vertentes, nomeadamente no número de postos de trabalho directos, no volume de negócios e no valor das exportações”.

Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.  Nos últimos anos o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil, a 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela CMM, e que + tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

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