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Traçado Regulador assina projecto premium em Soltróia

A moradia insere-se num lote com cerca de 1.600 m2 e destaca-se pela sua “forte horizontalidade”, palas com mais de 30 metros e onde o elemento água tem uma forte presença

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Traçado Regulador assina projecto premium em Soltróia

A moradia insere-se num lote com cerca de 1.600 m2 e destaca-se pela sua “forte horizontalidade”, palas com mais de 30 metros e onde o elemento água tem uma forte presença

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A moradia, com cerca de 700 m2, insere-se num lote, com uma área aproximada de 1.600 m2 e com uma morfologia e posição privilegiadas, proporciona à habitação vastas áreas de implantação e de construção, com uma exposição solar a sul/poente.

O mais recente projecto caracteriza-se pela sua “volumetria simples, mas variada, que cria uma sucessão de cheios e vazios, geradores de sombras, que associadas às transparências e ao uso de materiais naturais se ajustam a uma integração paisagística eficaz”.

A moradia em questão destaca-se pela sua “forte horizontalidade, marcada por palas com mais de 30 metros, e a multiplicidade de situações de estar e lazer exteriores, onde o elemento água tem uma forte presença, bem como uma espacialidade interior muito rica, com uma relação com o exterior franca e variada. A sua localização, numa das urbanizações mais interessantes de Troia, garante ao projecto um desafio único para a Traçado Regulador, que certamente nos fará sentir realizados e orgulhosos com o resultado final.”, explica João de Sousa Rodolfo, arquitecto e CEO da Traçado Regulador.

A moradia terá cinco  suites com grandes áreas, com destaque especial para a master suite com cerca de 50m2. O conjunto sala/cozinha tem uma área aproximada de 120 m2. A casa possui ainda, escritório, adega, ginásio e sala multiusos. Todos os espaços têm uma forte ligação ao jardim e zonas de lazer exteriores. Destacam-se ainda os amplos terraços e o rooftop com jacuzzi, que complementam as áreas de estar exteriores ao nível da piscina e jardim.

Estrategicamente colocado no seio do complexo do Soltroia, este projecto terá uma grande visibilidade no percurso de acesso à praia, posicionando-se como um marco de referência na paisagem urbana deste conjunto.

Para a elaboração deste projecto, a Traçado Regulador contou com uma equipa especializada composta por 12 arquitectos e 10 engenheiros.

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A ‘viagem’ de Souto de Moura em exposição em Seul

A partir de 17 de Janeiro, a Seoul Hall of Urbanism & Architecture, na Coreia do Sul, recebe a exposição “Journey of an Architect” sobre os 12 projectos mais representativos do arquitecto português

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“Journey of an Architect” é o título da exposição dedicada à obra de Eduardo Souto de Moura que abre portas no dia 17 de Janeiro em Seul, na Coreia do Sul, no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura e o Seoul Hall of Urbanism & Architecture, com o apoio da embaixada de Portugal em Seul.

A exposição sobre a obra de Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, irá incidir sobre uma selecção de doze projectos representados através de maquetes originais, reproduções autenticadas de desenhos, esquissos, estudos de concepção e desenhos técnicos e também fotografias das obras da autoria do fotógrafo Luis Ferreira Alves, cujo acervo de fotografia de arquitetura se encontra na Casa da Arquitectura.

O Seoul Hall of Urbanism & Architecture é uma instituição cultural, focada na divulgação e promoção de Urbanismo e Arquitectura que vai acolher, de 1 de Setembro a 29 de Outubro, a 4ª Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul 2023, dedicada ao tema “City of Mountain Ranges, Waterways, and Wind Breezes – Drawing of the Seoul’s next 100 years”.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Arquitecto catalão aborda temática das cidades relacionais na Casa da Arquitectura

No âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’, Miquel Lacasta procura “gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano”

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A 16 de Janeiro, entre as 11 e as 13 horas, o arquitecto Miquel Lacasta é o orador convidado da conferência “A Cidade Relacional”, que decorrerá na Casa da Arquitectura, no âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ promovido pelo Instituto Padre António Vieira (IPAV) e pela Gaiurb.

Miquel Lacasta é uma referência entre o corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade Internacional da Catalunha, onde se distinguiu na área de Arquitectura Biodigital no âmbito da investigação académica, contando com um vasto percurso de prémios e distinções internacionais, entre os quais se destaca o Prémio de Urbanismo Espanhol 2021, o primeiro lugar no concurso Quartiers Fertiles 2021 para a Agrociudad Gagarine Truillot, assim como foi vencedor da edição 2021 do concurso Réinventer Paris 3 com Scène des Loges e finalista do Troféu EPL 2021, na categoria “Cidade de amanhã – Cidade inteligente”, para a ZAC Rouget -de-Lisle.

Com inscrição gratuita mas obrigatória, a conferência aborda um modelo de urbanismo mais orientado para as pessoas, procurando gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano, à semelhança do que é já aplicado noutras geografias como Inglaterra, França ou Estados Unidos.

Recorde-se que o ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ foi apresentado publicamente em Novembro e está actualmente sedeado na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, decorrendo de uma articulação entre a Gaiurb e o IPAV

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Casa da Arquitectura anuncia mostra dedicada a Paulo Mendes da Rocha

A 26 de Maio arrancam duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro: “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva”, onde é dado a conhecer o “imenso” acervo entregue à CA e “Paulo”, na Galeria da Casa, que oferece ao visitante “a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima”

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2023 será o ano do arquitecto Paulo Mendes da Rocha na Casa da Arquitectura (CA), anunciou aquela entidade. Para o efeito arrancam, a 26 de Maio, duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro.

Percorrendo sete décadas de actividade, a imensa obra de Paulo Mendes da Rocha vai-se revelar na exposição “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva” com uma amplitude inédita extraída do imenso acervo entregue à Casa da Arquitectura. Com curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman, o projecto expositivo é de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, na Nave Expositiva.

Na Galeria da Casa, a exposição intitulada “Paulo”, oferece ao visitante a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima, permitindo-lhe ouvir a sua visão do mundo e as suas reflexões sobre tantos temas que o ocuparam e que no fundo, explicam a sua obra. Com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira, o projecto expositivo é de Ricardo Bak Gordon.

Paralelamente a estas duas exposições vai decorrer um programa de actividades, com curadoria do arquitecto Nuno Sampaio, director-executivo e comissário-geral da CA, e da arquitecta Catherine Otondo, responsável pela organização do acervo de Paulo Mendes da Rocha, e que irá contar com debates, conferências e visitas de obra.

O Prémio Pritzker 2006, que foi primeiro associado honorário da Casa da Arquitectura em Setembro de 2018 e o mais recente galardoado com a medalha de ouro do Congresso da UIA – União Internacional de Arquitetos, faleceu a 23 de Maio de 2021.

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Residência de Estudantes é o ponto de partida para uma nova centralidade no Porto

O escritório de arquitectura Masslab venceu concurso público para desenhar a nova residência de estudantes com cerca de 5 mil m² no antigo Quartel do Monte Pedral. Este é um ponto de partida para a reabilitação do quarteirão e criação de uma nova centralidade na cidade

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“Esta fase será o desenvolvimento do projecto de reconversão e ampliação de uma parte do actual edifício do quartel, voltado para a Rua Serpa Pinto, que iremos parcialmente manter, como é vontade do projecto regulador urbano da câmara municipal do Porto. O nosso trabalho envolve o desenho da residência de estudantes”, explica o atelier.

Em 2019 a Masslab ganhou o concurso de ideias para o quarteirão do Quartel ao propor transformar o Monte Pedral num “Arquipélago” em plena cidade, tendo como elemento diferenciador o facto de ter sido pensado o espaço público antes do espaço privado. O resultado da proposta vencedora apresentava “uma ideia de cidade contemporânea apoiada na diversidade morfológica, tipológica e programática, garantindo a continuidade e a articulação com o espaço adjacente”.

Após o terreno do antigo Quartel ter sido “devolvido” à câmara municipal do Porto por parte do Estado português e depois de um plano de loteamento concluído, o projecto finalmente tem luz verde para avançar. Pedro Baganha, vereador do Urbanismo da CMP, considera que “este terreno é a grande oportunidade para a criação de uma nova centralidade na cidade”.

O projecto regulador urbano foi, assim, elaborado pelo departamento de urbanismo do Município do Porto com inspiração no projecto vencedor do Concurso de Ideias de 2019. Pela facto da MASSLAB ter ganho o 1º prémio no concurso de ideias, a câmara municipal do Porto convidou este atelier e três outros gabinetes de arquitectura do Porto a apresentar uma proposta e respectiva equipa técnica para a elaboração do projecto no âmbito de um concurso público.

O desenho da nova residência de estudantes será desenvolvido pela Masslab e pela equipa de engenharia MOQ, e contará com a reconversão e a ampliação do actual edifício do quartel voltado para a Rua Serpa Pinto.

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Arquitectura e design portugueses distinguidos internacionalmente

A arquitectura portuguesa volta a estar em destaque em mais uma edição da Architecture & Design Collection Awards,. Os vencedores da edição de 2022 foram conhecidos no penúltimo dia do ano. Entre os 56 vencedores, distribuídos pelas categorias de arquitectura, design e design de comunicação encontrámos vários projectos nacionais

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A arquitectura portuguesa volta a estar em destaque em mais uma edição da Architecture & Design Collection Awards, uma plataforma internacional aberta à criatividade e ao talento. Os vencedores da edição de 2022 foram conhecidos no penúltimo dia do ano. Entre os 56 vencedores, distribuídos pelas categorias de arquitectura, design e design de comunicação encontrámos vários projectos nacionais.

Com assinatura do atelier A2OFFICE, a Casa da Vilarinha arrecadou o prémio “Gold Winner” na categoria “Private Residence Medium Architecture Built”, enquanto que o já premiado Apartamento CR.IS, também com assinatura deste gabinete, foi distinguido com o prémio “Silver Winner” na categoria “Residential Interior Design Built”.

Também no domínio da Arquitectura o gabinete Paulo Martins Arquitectura & Design viu dois dos seus projectos residenciais distinguidos com o prémio “Gold Winner”, o primeiro atribuído a Madalena House, na categoria “Private Residence Large Architecture Built”, o segundo para a RC House, na categoria Private Residence Small Architecture Concept”.

O terceiro nome que destacamos nesta edição é o de Rui Leão arquitecto português e co-fundador, juntamente com Carlotta Bruni, do gabinete LBA Arquitectura e Planeamento, com sede em Macau , que viu o seu edifício de serviços integrados, construído na zona antiga de Macau distinguido com o prémio “Silver Winner”, na categoria “Industrial Architecture Built”. O mesmo edifício recebeu, em Novembro, o prémio “Conservação do Património Cultural na Ásia-Pacífico”, na categoria de Inovação em Construção, atribuído pela UNESCO.

Na área do Design Portugal também teve em destaque arrecadando três “Gold Winners”. O primeiro na categoria “Facade Lighting Design Built”, atribuído à arquitecta Diana Del Negro da Lightware Architecture, pelo projecto de iluminação de fachadas de dois postos de gasolina da BP.

O segundo, na categoria “Art and Luxury Design Built”, a António Adauta pelos seus Quadros a ponto de Arraiolos baseados em mosaicos de Conínbriga. Por fim, na categoria “Pop-ups Design Built”, à equipa da Impactplan art productins pelo seu projecto Umbrella Sky “Flower Power”.

A Architecture & Design Collection Awards é uma competição anual presidida por um júri internacional que distingue projectos de arquitectura e design que se destacam pela sua “inovação, originalidade, valor estético, funcionalidade e integração espacial”, seleccionados entre centenas de candidaturas oriundas de todo o mundo.

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Fórum da Maia recebe exposição de candidaturas ao prémio João Álvaro Rocha

Os projectos das candidaturas admitidas para a 1ª edição do Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha vão estar em exposição de 10 a 31 de Janeiro

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No seguimento da primeira edição do Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha, a Câmara Municipal da Maia promove, de 10 a 31 de Janeiro, no Fórum da Maia, a exposição de projectos das candidaturas admitidas.

Organizado pela APJAR – Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha, com o apoio da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte, o prémio, não pecuniário, de iniciativa autárquica e com periodicidade bienal, “destina-se à valorização, reconhecimento e promoção de Edificações e Espaços Públicos, localizados no Município da Maia, que se destaquem não só pela sua qualidade arquitectónica e urbanística, mas sobretudo pela sua função social, cultural e inserção urbana”. Neste sentido, é dado relevância ao período pós-construção e à capacidade de resposta demonstrada pela obra.

A Câmara Municipal da Maia atribuiu o nome do arquitecto João Álvaro Rocha (1959 – 2014) ao Prémio Municipal de Arquitectura como reconhecimento do seu trabalho em prol da qualidade da arquitectura e do urbanismo, uma parte significativa realizada no concelho da Maia, e com o objectivo da integridade e autenticidade da sua obra servir como referência ao Prémio.

Os resultados desta primeira edição serão anunciados no acto de inauguração da exposição dos trabalhos, ou seja, no dia 10 de Janeiro, na qual estarão presentes para a apresentação o júri, constituído por António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, José Gigante, em representação da APJAR, Teresa Fonseca, designada pela Ordem dos Arquitectos, José Miguel Rodrigues e pelo curador José Maia, pela Câmara Municipal da Maia.

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Ala Pediatrica do Hospital São João no Porto com Arquitectura ARG Studio do Arquitecto Ricardo Guedes ,Ilustração Francisca Ramalho e fotografias de Ivo Tavares Studio

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‘Vamos lançar o papagaio?’ ou o ‘pacto’ entre a arquitectura e a ilustração

O “ambiente imersivo” do projecto de interiores de Ricardo Guedes, cuja cor ‘invade’ cada sala da nova Ala Pediátrica do Hospital de São João, no Porto, combina com o desenho de Francisca Ramalho, onde o papagaio se torna o protagonista da história

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A nova Ala Pediátrica do Hospital de São João do Porto, após anos de mediatismo e expectativa, surge como modelo de renovação e inovação do Sistema Nacional de Saúde. Nesse sentido, a Administração Hospitalar teve a visão da importância de garantir os serviços de tratamento mais avançados, mas também o bem-estar, conforto e alegria do utente. Procurou assim uma equipa multidisciplinar que pudesse conceber uma imagem, um cenário e um ambiente para os espaços sociais, de circulação e lazer da nova Ala. Neste sentido, o desafio de Ricardo Guedes, do atelier ARG Studio, “foi criar um vínculo entre a linguagem arquitectónica da área lúdica e a narrativa ilustrada ao longo do percurso do edifício”.

“A arquitectura escolheu a cor, a cor procurou a ilustração e a ilustração encontrou o protagonista: o papagaio. O papagaio saiu do desenho e voou em direcção à entrada da nova Ala Pediátrica – o lugar onde começa esta história”, refere o arquitecto.

Ambiente imersivo

A área lúdica é um lugar essencial na recuperação, conforto e bem-estar das crianças. O projecto concebe uma sequência de espaços com programas diversos desde área de estudo, biblioteca, zona de actividades físicas, jogos virtuais, ou simplesmente de brincadeira. Cada sala apresenta uma cor criando um ambiente imersivo que no seu conjunto, através de uma paleta variada, concede ao espaço dinamismo e serenidade. Esta solução permite tanto a um bebé como a um adolescente sentir-se estimulado, com o cuidado de criar zonas de comunhão e partilha, mas também espaços de maior reclusão. Resultando num ambiente que permite a inevitável amplitude de estados de espírito dos utentes.

O voo do papagaio

Uma instalação em forma de papagaio que se evidencia pelo jogo de formas elementares salpicadas ao longo do tecto do corredor da entrada principal, como um brinquedo de criança. “Entre a imaginação e a figuração, esta peça faz a descolagem de um percurso lúdico e curioso”.

O projecto de ilustração, de Francisca Ramalho, é o passeio do papagaio ao longo da Ala por paisagens recheadas de plantas misteriosas e animais escondidos. Um percurso ilustrado por grandes painéis que propõe lugares de brincadeira, lugares de riso onde é possível questionar, imaginar ou apenas contemplar as formas coloridas. Esta narrativa procura um pouco de fantasia num lugar que guarda, também ele, histórias muito diferentes: umas mais tristes outras mais felizes.

Ficha Técnica:

Ano de conclusão da obra: 2022

Área total construída (m2):  350m2

Atelier de Arquitectura: ARG Studio

Arquiteto responsável: Ricardo Guedes

Designer: Francisca Ramalho

Fotógrafo: Ivo Tavares Studio

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O culto de Souto Moura ao Mosteiro de Alcobaça [c/galeria imagens)

: O arquitecto Eduardo Souto de Moura assina o projecto de reconversão da sétima unidade hoteleira da Visabeira: o Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, localizado na ala sul do icónico Mosteiro. Trata-se de um projecto no qual o arquitecto privilegiou a estética depurada da arquitectura cisterciense, estendendo o conceito também ao mobiliário que decora os 91 quartos da nova unidade, também ele assinado por Souto de Moura

No agora baptizado Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, o arquitecto Eduardo Souto de Moura fez o que já havia feito noutros projectos de reconversão como no Convento das Bernardas, em Tavira, ou no Convento de Santa Maria do Bouro, em Braga: libertou-o das inúmeras intervenções mais recentes e recuperou-lhe o espírito e a história que estiveram na sua origem, há muitos séculos atrás. Uma visão de arquitectura que conseguiu destacar o virtuosismo e qualidade de materiais nobres como a pedra, a madeira, as peles, o aço, o betão e o vidro, em perfeita união com as seculares raízes do edifício e o irrepreensível respeito pelas pré-existências e pela história do Mosteiro.

O conceito subjacente ao projecto foi inspirado no minimalismo e no desapego da vida conventual. O Mosteiro constitui uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, tendo-se tornado a principal casa desta Ordem religiosa. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitectura portuguesa. O conjunto, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e na Lista do Património Mundial da Unesco desde Dezembro de 1989, constitui um dos mais notáveis e bem conservados exemplos da arquitectura e filosofia espacial cisterciense.

Colégio, aposentos, biblioteca e agora hotel
Inaugurada há escassas semanas, o novo hotel foi edificado no Claustro do Rachadouro, na ala sul do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça que albergou o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, os aposentos dos abades gerais da Congregação Autónoma e onde, inclusive, chegou a funcionar a Biblioteca Municipal, tendo sido, no final do século XX, objecto de uma profunda intervenção assinada pelos arquitectos Gonçalo Byrne, João Pedro Falcão de Campos e pelos engenheiros João Appleton e João Caetano Gonçalves. Estes seguiram as linhas da arquitectura cisterciense, optando por uma estética depurada, que surge também privilegiada no projecto de reconversão assinado por Souto de Moura.
“Este projecto é um exemplo de como a articulação entre a actividade privada e o património público dá respostas à recuperação e manutenção de espaços, tendo a intervenção constituído uma responsabilidade incomensurável, dadas as condições de degradação em que se encontrava aquela ala do monumento”, sublinha a Visabeira, em comunicado.
“Ao mesmo tempo, foi um enorme desafio à capacidade de engenharia e de adaptação do espaço ao conforto e segurança que contemplam a experiência hoteleira contemporânea, numa intervenção que valorizasse a existência social e cultural do património, integrando-o harmonicamente nas necessidades funcionais da unidade hoteleira, sem perder o espírito do edificado”.

O design é uma extensão da arquitectura
Para além do projecto, o arquitecto Eduardo Souto Moura é, também, o responsável pelo design do mobiliário, especialmente desenvolvido para o hotel e pela decoração do espaço. Onde se destaque o branco sublime, o uso da madeira e linhas direitas, cumprindo a função, sem subterfúgios. Desta simbiose, resultou um hotel de categoria 5 estrelas, dotado com 91 unidades de alojamento, distribuídas por quartos singles e duplos, quartos familiares, suites e uma master suíte.

24,5M€ na reconversão do novo Montebelo

A inauguração do Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel contou com a presença de dois Presidentes de Estado, de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, e de Moçambique, Filipe Filipe Nyusi. Uma presença justificada, não só pela importância do Monumento, mas também pelo facto da nova unidade fazer agora parte do universo Visabeira, um grupo português com fortes investimentos, no turismo e não só, em Portugal e em Moçambique. A reconversão do Claustro do Rachadouro pelo grupo Visabeira resulta de um investimento de 24,5 milhões de euros. O Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel é o sétimo hotel com chancela Montebelo em Portugal, que detém ainda seis hotéis e resorts em Moçambique. Em Janeiro de 2023, a marca volta a crescer em território nacional com uma oitava unidade hoteleira no Chiado, em Lisboa.
A cerimónia contou ainda com a presença do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, em representação do Primeiro-ministro, do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, do Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, para além do arquitecto Eduardo Souto Moura, autor do projecto.
O governo moçambicano esteve representado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, ministra da Justiça e Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, e da ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Candidaturas ao Prémio Gulbenkian Património Maria Tereza e Vasco Vilalva terminam a 31 Janeiro

O Prémio Vilalva foi criado em 2007 e distingue anualmente um projecto de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património cultural português, imóvel ou móvel

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O Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, destina-se a assinalar “intervenções exemplares e de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património português”, designadamente em bens imóveis ou móveis de valor cultural, de modo a incentivar a preservação e recuperação do património.

A fase de submissão de candidaturas termina a 31 de Janeiro de 2023. A decisão de atribuição do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva é da responsabilidade do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, com base numa proposta elaborada pelo Júri do Prémio. A avaliação das candidaturas terá em conta, entre outros, as intervenções que valorizem e salvaguardem um bem de reconhecido valor cultural e/ou que tenham um efeito demonstrativo que permita estimular o interesse pela recuperação do património português.

Na edição de 2022, a 14º do Prémio Vilalva, o Júri distinguiu o projecto de conservação e restauro dos Tectos Mudéjares da Sé do Funchal, promovida pela Paróquia da Sé do Funchal. Foram ainda entregues duas menções Honrosas: ao projecto de reabilitação estrutural e restauro da Igreja da Misericórdia de Coruche, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Coruche; e ao projecto de recuperação da Moradia Marques da Silva, localizada na Rua Álvares Cabral, nº 103, no Porto, proposta pelo atelier Franca Arquitectura.

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INAIN: 30 anos de arquitectura de interiores em crescendo [c/galeria imagens]

A completar três décadas de actividade, o gabinete de arquitectura de interiores deverá fechar o ano com um volume de negócios superior a dois milhões de euros. Um número que revela o forte dinamismo do gabinete liderado pelo arquitecto Mário Azevedo. O mais recente trabalho em carteira é o centro desportivo e administrativo do Sporting Clube de Braga, um projecto de 30 mil m2, que inclui uma unidade hoteleira

(na imagem: Mário Azevedo e Paula Ferreira Alves, fundadores do atelier)

Arquitectura de interiores, mobiliário indoor e outdoor, decoração e iluminação, a completar 30 anos muitos projectos e desafios passaram pelas mãos da dupla dos arquitectos Mário Azevedo e Paula Ferreira Alves, fundadores do INAIN, o gabinete de arquitectura de interiores e decoração nasceu a norte, mas o seu trabalho não conhece fronteiras. Mais do que seguir tendência, o atelier habituou-nos a um cunho, e uma identidade, próprios, nascido de uma “gramática de sintaxe moderna” e da influência “da pintura, do artesanato” ou de “peças de época escolhidas a rigor”. Irreverencia com um cunho clássico, que confere uma leitura muito própria aos espaços. Daí às parcerias nacionais e internacionais foi um passo. Finibanco, Smartenergy (Matosinhos, Porto, Milão, Valencia), Banco de Fomento de Angola (Luanda), Ecorede, Iperplano, Tania Heath Paris, Fundo Soberano de Angola (Luanda), Lusitânia Seguros, Cerealis, Barbosa & Almeida, Amorim Revestimentos e Beldi Lab (Rio de Janeiro) fazem parte do percurso criativo do gabinete portuense.

Às mãos da equipa criativa da INAIN chegou recentemente o projecto de interiores das instalações desportivas e administrativas do Sporting Clube de Braga, numa intervenção que se distribuirá por cerca de 30 mil m2, onde se inclui os balneários das equipas A e B, zonas de lazer, restauração, exteriores e, também, um hotel com 50 quartos. Este não é o primeiro trabalho do género desenvolvido pelo INAIN, pelo gabinete já passaram o centro de estágios (do Olival) do Futebol Clube do Porto, bem como no Estádio, Museu e Casa do Dragão são exemplos paradigmáticos.
Mário Azevedo não tem dúvidas: “estamos a atravessar aquele que poderá ser o nosso melhor ano”, refere em conversa com o CONSTRUIR. A INAIN prevê ultrapassar em 2022 o que, até agora, tinha sido o melhor ano (2003), altura em que facturou 1,7 milhões de euros. “Esperamos atingir este ano os dois milhões de euros em projectos”, avança, falando de uma facturação acumulada nos dois últimos anos que ultrapassa os 2,5 milhões de euros.

30 anos de actividade em arquitectura de interiores. Escusado será perguntar se é paixão para a vida. O que vos fascina nesta vertente da arquitectura?
O mais fascinante nesta actividade é conseguir conjugar a arquitectura que nos dão, respeitá-la, e ao mesmo tempo satisfazer os clientes com ambientes que vão ao encontro dos seus anseios. É por isso que continuamos a desenvolver esta actividade, não há um interior igual ao outro.

Consideram que é dada hoje à arquitectura interior um maior reconhecimento e valorização do que há uns anos? Foi uma conquista?
Sim, claramente. A arquitectura de interiores é o resultado da conquista das liberdades, da evolução cultural e do aumento da capacidade económica.

Que papel ocupa a arquitectura e o design de interiores na valorização de um activo?
É uma mais-valia na valorização dos imóveis quer nos novos quer na reabilitação!

Quais os momentos ou projectos mais marcantes desta vossa história?
Todos são e foram importantes, quer os residenciais quer os institucionais, sendo que para mim o mais marcante foi fazer parte da construção de um banco e a criação de toda a sua rede nacional, para além da grande paixão que foi tratar a “caverna do Dragão”, FCPorto.

Quais as marcas com quem trabalham habitualmente e como se desenvolve essas parcerias?
As marcas são internacionais e várias, sendo que a opção recaiu sempre pelas que adicionam algo ao culto do design de autor.

Têm em mãos o desenvolvimento de mais um centro desportivo. Quais os maiores desafios que estes projectos colocam? Pode desvendar-nos um pouco o trabalho que está a ser desenvolvido para as instalações desportivas/hotel de Braga?
Normalmente, o maior desafio é a dimensão vs a uniformidade da linguagem. Quanto ao novo centro desportivo só poderemos adiantar que é um projecto que se desenvolve numa área de 30.000m2 e tem várias vertentes, desde zonas administrativas, lazer, desportivas e um espaço privado destinado ao alojamento dos atletas em estágio e à formação.

Quais são as principais tendências, actuais, de design que influenciam o vosso trabalho? A sustentabilidade é assumidamente uma tendência?
É claro que o mainstream social e o momento delicado que o mundo atravessa marcam a forma como nos vestiremos e vestiremos as nossas casas. Cada vez mais escolhemos materiais e marcas que respeitam a pegada ecológica e fugimos como gato da água do chamado “greenwash”, de que o mercado agora se trasvestiu. Cada vez usamos mais o que já existia, reabilitando e evitamos colocar nos nossos trabalhos elementos que não tenham função, excluindo obviamente os trabalhos plásticos.

2022 foi um ano de crescimento exponencial para a INAIN. Um crescimento que se deveu a que factores? E qual a vossa perspectiva para 2023?
Foi sem dúvida um ano muito positivo. A primeira razão prende-se com a vontade que os nossos clientes (pós-pandemia) sentiram de se virar para dentro das suas habitações e fazer remodelações, aproveitar espaços exteriores que estavam ao Deus dará, assim como toda uma nova vaga de estrangeiros que descobriram esta “jangada de pedra”! A sudoeste nada de novo é uma frase que já passou à história. Estamos nos confins da Europa, é certo, mas a Europa e outros povos estão a descobrir este cantinho à beira-mar plantado e como é bom e seguro aqui viver. Para além disso, e mais importante do que tudo, a parceria com a UN-ICON trouxe-nos um pulmão (e que pulmão) jovem, altamente qualificado que na pessoa da arquitecta Joana Azevedo, que tem sido um upgrade e um abrir de caminho para um futuro que se prevê ganhador.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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