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Smart Cities Summit adiado para Novembro

O certame dedicado às cidades inteligentes estava inicialmente agendado para 14 a 16 de Setembro

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Smart Cities Summit adiado para Novembro

O certame dedicado às cidades inteligentes estava inicialmente agendado para 14 a 16 de Setembro

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A Fundação AIP anunciou, esta segunda-feira, que determinou o adiamento da realização do Portugal Smart Cities Summit, o único evento do país exclusivamente dedicado ao debate das temáticas das cidades inteligentes, para o mês de Novembro.

“Face à proximidade das eleições autárquicas e depois de ouvidos os Parceiros e Stakeholders, a Direcção da Fundação AIP entendeu alterar a data de realização deste evento de forma a maximizar a participação e o envolvimento de todos os municípios nacionais, bem como empresas e as comunidades académica e científica”, asseguram os responsáveis desta iniciativa em comunicado.

Assim, o Portugal Smart Cities Summit terá lugar entre 16 e 18 de Novembro, na FIL – Feira Internacional de Lisboa, numa edição com muitas novidades e soluções tecnológicas que fazem deste evento um Marketplace único dedicado às cidades e aos cidadãos.

O certame dedicado às cidades inteligentes estava inicialmente agendado para 14 a 16 de Setembro.

O Portugal Smart Cities Summit aborda questões de mobilidade, sustentabilidade, utilização de recursos energéticos, poupança de água e exemplos de soluções que os municípios do país já colocaram – ou irão colocar em prática – no que toca à acção social (vida activa, envelhecimento activo) e dinamização dos espaços verdes, todas soluções que pretendem proporcionar mais e melhor qualidade de vida aos cidadãos.

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Acervo de Álvaro Siza doado à Fundação Serralves

Cerca de sete mil fotografias, 50 novas maquetes de projectos de obras construídas na Ásia, 128 esquissos originais de projectos asiáticos e o depósito de mais de 90 objectos também com valor documental fazem parte da colecção

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São uma centena de desenhos e sete mil fotografias do acervo do arquitecto Álvaro Siza que foram doados à Fundação de Serralves. Os protocolos que consubstanciam a doação foram  assinados na Casa de Serralves pela presidente daquela fundação, Ana Pinho, e pelos arquitectos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, que coassinou com Siza vários projectos na Ásia, numa cerimónia na qual também participou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

A colecção de sete mil fotografias regista a evolução da obra de Siza e documentam projectos e construções. Integram também esta doação o depósito de 50 novas maquetes de projectos de obras construídas na Ásia, assinadas em parceria por Álvaro Siza e Carlos Castanheira, de 128 esquissos originais de projectos asiáticos e o depósito de mais de 90 objectos também com valor documental.

Foi também assinado entre as partes um acordo que prevê o alargamento do prazo de depósito, que passou dos cinco anos inicialmente previstos para 25 anos, do arquivo constituído pelos projectos assinados conjuntamente pelos dois arquitectos, que já se encontrava depositado em Serralves desde Janeiro de 2020.

A cerimónia decorreu na renovada Casa de Serralves, cujo projecto de recuperação e adaptação dotou-a de melhores condições para acolher visitantes e em particular pessoas com mobilidade reduzida.

Assegurando a total integridade deste icónico edifício, o projecto envolveu a recuperação e renovação de estruturas e revestimentos que permitem alcançar o ambiente museológico necessário para acolher importantes exposições, como as da Colecção Miró, propriedade do Estado Português, à guarda do Município do Porto e em depósito em Serralves.

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Portuenses UNUM assinam novo Metyis Campus

A importância do ambiente construído e simultaneamente ao não construído ou espaço “natureza envolvente” foi o ponto de partida para um projecto que se pretendia que fosse “um modelo de construção de saúde e sustentabilidade

Cidália Lopes

O novo Centro Tecnológico da Metyis em Portugal pretende marcar de forma positiva o panorama da construção sustentável e ambiciona um novo planeamento atractivo e ecológico, trazendo ao ambiente de trabalho lógicas de ambientes verdes, centradas na sustentabilidade e no bem-estar. Localizado numa zona emergente do concelho de Gondomar, o Metyis Campus conta com assinatura do gabinete de arquitectura portuense UNUM. Neste que é o seu “primeiro grande centro tecnológico na Europa”, a Metyis solicitou à equipa de projecto da UNUM a garantia que este seu novo complexo fosse precisamente “um modelo de construção de saúde e sustentabilidade, mas também na abordagem a um novo paradigma de trabalho centrado no bem-estar dos seus utilizadores”. O investimento nesta primeira fase rondará os 10 milhões de euros e estará pronto já no final deste ano.

Nas primeiras reuniões de trabalho com a Metyis, nomeadamente com o CEO Yogen Singh, a UNUM percebeu a importância dada ao ambiente construído e simultaneamente ao não construído ou espaço “natureza envolvente”. Também como referência surgem as lógicas “Vastu e Vaastu” que na arquitectura remete para uma ciência milenar sobre o ambiente construído que explica, por exemplo, a orientação e a organização de todos os elementos modificados pela acção do homem. “A regularidade e as simetrias que surgem no projecto são decorrentes deste pensamento conceptual arquitectónico e podemos verificar, por exemplo, que a implantação dos edifícios acontece num desdobramento matemático desde o centro do terreno que, sinteticamente, define quatro eixos e a partir destes desenvolve uma matriz que desenha as formas regulares propostas. Construir um conjunto de edifícios com estes princípios potenciam um ambiente benéfico para o bem-estar, numa conceptualização de materiais de construção, orientação solar, relações espaciais e espaços exteriores, todos pensados para esse propósito”, explica Miguel Ibraim da Rocha, fundador da oficina de arquitectura UNUM.

Importância das vivências
As vivências assumem, também, um carácter importante em todo o projecto com destaque na procura pela escala humana, “num ambiente de trabalho muito humanizado, mas sempre muito interligado com o espaço natureza exterior, grande transparência e espaços multidisciplinares de apropriação”.

Pensado para um total de 1.000 trabalhadores, o projecto prevê, ainda, a plantação de cerca de 2.000 árvores no Campus que irão “abraçar os diversos edifícios projectados”. “Este é um ponto positivo do projecto e pouco usual”, refere Miguel Ibraim, já que “além de embelezarem toda a área” permitem, também, “absorver o carbono da atmosfera, transformando-o”.

Todo o Metyis Campus está pensado para peões e não circularão carros, excepto num pequeno espaço reservado a visitas, pelo que se pretende um conjunto de edifícios com zero emissões de carbono. Além de dispor de diversos serviços, tais como ginásio, zonas de estar e de convívio interno e externo, bem como outros espaços verdes, terá também transportes eléctricos de deslocação interna.
O novo centro será, também, baseado em tecnologias de inteligência artificial (IA) e equipamento de baixo impacto de carbono, alimentado quase na totalidade por energia renovável.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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RocaGallery promove discussão “Repensar os espaços”

O RocaGallery.com, o espaço virtual da Roca Gallery, coloca em discussão, durante todo o mês de agosto o tema “Repensar os espaços”, com o contributo de um painel de renome

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O RocaGallery.com, o espaço virtual da Roca Gallery, coloca em discussão, durante todo o mês de agosto o tema “Repensar os espaços”. Uma discussão que pretende ajudar a repensar as cidades, os bairros e as casas, “abrindo caminho para um futuro mais sustentável”.

“A mudança é cada vez mais rápida e constante, devido à velocidade a que a tecnologia avança. Este ritmo frenético repercute-se profundamente no dia a dia, no estilo de vida e no modo como as pessoas se relacionam. Por essa razão, é fundamental olhar para as cidades, bairros e habitações, no sentido de considerar uma nova forma de projectar e construir os espaços domésticos e públicos. Por sua vez, a pandemia, as alterações climáticas e as respetivas consequências forçaram a repensar os diferentes espaços em que o ser humano habita, em todo o mundo”, justifica a marca em comunicado.

Em “Repensar os espaços”, o Roca Gallery explora novas formas de avançar neste debate actual, apresentando a visão de um painel de especialistas multidisciplinar através de uma série de artigos publicados todas as semanas na plataforma digital.

Byron George, Ramon Bosch e Bet Capdeferro, os dois últimos receptores do UE-Premio Mies van der Rohe, são alguns dos arquitectos convidados a debater o tema, cujos os artigos já estão disponíveis. Tal como as contribuições de Sarah Ichioka, consultora, curadora de arte e escritora, Somi Kim, diretora sénior de soluções de cuidados de saúde da Johnson & Johnson, e Paul Priestman, designer e diretor da PriestmanGoode

Nas próximas semanas serão publicados novos artigos, como o de Xavier Torras, director de comunicação e marca corporativa da Roca, que escreve sobre o futuro da casa, colocando ênfase nas tecnologias que permitem conservar a água, gerar energia e promover a saúde dos seus habitantes. Angelo Bucci, professor e fundador da SPBR Arquitetos, explora o design do espaço doméstico como uma interface entre a natureza, a casa e o ambiente urbano.

A temática contará, também, com a participação de Leilani Farha, relatora especial das Nações Unidas pelo direito a uma moradia digna e Diretora do The Shift, movimento internacional que zela pelo direito à habitação. Da mesma forma, Rafael de Balanzo Joue, arquitecto e fundador do Urban Resilience Thinking Design Studio, irá falar sobre o programa Hábitat lançado pelos Arquitectos Sem Fronteiras, uma iniciativa que coordena e luta pela criação de redes colaborativas para as comunidades.

Para completar o debate, o designer e urbanista Dan Hill escreve um artigo sobre a Suécia na qualidade de pioneira do conceito “one-minute city”, que reinventa o desenvolvimento urbano através da descentralização de serviços e cria comunidades exuberantes onde os moradores podem andar e encontrar praticamente tudo o que precisam a poucos minutos de distância. Hill é diretor estratégico de design da Vinnova, a agência de inovação do governo sueco.

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Porto: Câmara discute projecto do futuro Parque da Alameda de Cartes

A construção do Parque da Alameda de Cartes “vai coser o que está fragmentado, responder às necessidades da população, e preparar o território para os desafios climáticos”

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Estão reunidas as condições para a materialização do projecto de criação Parque da Alameda de Cartes. É desta forma que a Câmara do Porto classifica a última reunião do executivo, onde foi discutida a criação de um espaço verde que nascerá na zona oriental da cidade, naquela que é encarada como uma aposta na consolidação das necessidades das pessoas, tanto ao nível da mobilidade pedonal, como de intervenção na infraestrutura verde, dando prioridade a soluções de base natural.

A construção do Parque da Alameda de Cartes “vai coser o que está fragmentado, responder às necessidades da população, e preparar o território para os desafios climáticos”.

O projecto do Parque da Alameda de Cartes, um investimento estimado em 1,2 milhões de euros e que já tinha sido abordado anteriormente, foi apresentado em pormenor aos vereadores, tendo merecido rasgados elogios.

Num território que tem merecido atenção particular – estão em curso ou serão lançados projectos como o Matadouro, o Terminal Intermodal de Campanhã, a Corujeira – o futuro Parque da Alameda de Cartes será mais uma peça para completar este puzzle. “Estamos a falar do território-chave da fragmentação urbana. É neste território que temos as grandes infraestruturas viárias, como a VCI, a A43, a linha ferroviária, que fazem com que para muitos dos portuenses este território não pertencesse sequer ao Porto. Estas são as muralhas do século XX que acabam por gerar esta distância física, mas também esta distância psicológica”, começou por notar o arquitecto José Miguel Lameiras, na apresentação que fez aos vereadores.

“Neste território, muito motivado pelas suas características socioeconómicas, e apesar das condicionantes topográficas, anda-se muito a pé. O que torna as questões da mobilidade, e da mobilidade pedonal, absolutamente estratégicas neste contexto”, destacou o arquitecto, indicando que “um quarto da mobilidade pedonal é feita sobre a forma de caminhos de pé posto. A consolidação das necessidades das pessoas é o garante do sucesso desta proposta”.

A população colaborou em todo o processo, salientou José Miguel Lameiras: “A proposta da criação de um parque tem como característica diferenciadora a rede de caminhos ser consequência directa de todo este trabalho. Para além de ser um espaço onde as pessoas podem recrear-se, tem esta característica de coser, ligar a malha urbana. Cose grande parte destas unidades que foram surgindo de forma desconexa. É um novo tipo de espaço público da cidade do Porto, um parque de proximidade, que vai ser utilizado diariamente pelas pessoas nos seus trajectos. Isso é qualidade de vida.”

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Odivelas: “Casa da Quinta” vale prémio de Arquitectura a Catarina Alves

“Para além de ser uma obra com uma enorme simbologia pessoal e familiar, a Casa da Quinta representa tudo aquilo em que eu acredito do ponto de vista da arquitectura e do design de interiores”, explica a arquitecta

Ricardo Batista

O projecto Casa da Quinta, em Caneças, assinado pela arquitecta Catarina Alves, foi o grande vencedor do galardão municipal de arquitectura do concelho de Odivelas, uma iniciativa promovida pela autarquia e que procura “honrar construções novas, ou que estejam em recuperação, que privilegiem a qualidade arquitectónica e o enquadramento urbanístico do projecto, e que contribuam para a valorização do património arquitectónico e urbanístico do Concelho de Odivelas.

Segundo a organização, o projecto da Casa da Quinta “surge com o intuito de elevar as características de uma zona rural, em Caneças. Da sua narrativa fazem parte as linhas tradicionais e o telhado de duas águas, as fachadas lisas brancas, pontualmente rasgadas por vãos de alto a baixo, com as suas portadas de ar rústico inspiradas nos antigos celeiros”.

Inserida numa envolvente de 2 hectares de campo, a área onde hoje surge a Casa da Quinta, constituiu no passado um conjunto de construções das quais faziam parte: casas de caseiros e de animais. ​

Com cerca de 200m2 de implantação a Casa da Quinta desenvolve-se num único piso térreo, desenhado e pensado para um contacto constante com o exterior, repleto de oliveiras centenárias.​

No design de interiores adoptou-se uma linha que alia antigo e moderno, seja através dos revestimentos, texturas, cores, mobiliário ou elementos decorativos utilizados.

“Ver o projecto da Casa da Quinta distinguido com o prémio municipal de arquitectura do concelho de Odivelas é para mim motivo de grande orgulho e emoção”, começa por revelar Catarina Alves. “Para além de ser uma obra com uma enorme simbologia pessoal e familiar, a Casa da Quinta representa tudo aquilo em que eu acredito do ponto de vista da arquitectura e do design de interiores”, sustenta.

“Este prémio é também um passo muito importante para a marca que criei. A Casa da Quinta foi o pretexto, o começo e a engrenagem para a concepção da CATE, que pretende dar alma às casas portuguesas”, concluiu a arquitecta, citada em comunicado. Recorde-se que Catarina Alves é fundadora da marca CATE que está vocacionada para a arquitectura, design de interiores e lifestyle.

Sobre o autorRicardo Batista

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Concurso para nova ponte no Douro recebeu 27 propostas

Fruto de um investimento de 50 milhões de euros, a nova ponte, que será executada entre 2023 e 2025, em simultâneo com a segunda linha de Gaia, vai nascer a cerca de 500 metros a nascente da Ponte da Arrábida

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O concurso público de concepção da nova ponte sobre o Douro que servirá a rede de metro, ligando a Casa da Música, no Porto, a Santo Ovídio, em Gaia, recebeu 27 propostas provenientes de todo o Mundo.

Fruto de um investimento de 50 milhões de euros, a nova ponte, que será executada entre 2023 e 2025, em simultâneo com a segunda linha de Gaia, vai nascer a cerca de 500 metros a nascente da Ponte da Arrábida. De acordo com informação divulgada pela Metro do Porto, “sendo parte fulcral da nova linha de Metro que servirá também a Estação das Devesas e impulsionando uma interface modal com os comboios, a nova ponte (tal como a linha) está inscrita no PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e tem que estar concluída até 31 de Dezembro de 2025”.

Após verificação e validação das propostas aceites a concurso, o júri vai seleccionar as três candidaturas mais valorizadas. Esta equipa é composta por 11 elementos, entre eles o arquitecto Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker de 2011, em representação da Câmara do Porto. Integra ainda o painel Lúcia Leão Lourenço, que preside, Joana Barros, Victor Silva e Miguel Osório de Castro (os quatro representantes da Metro do Porto); Inês Lobo e Alexandre Alves Costa, (ambos em representação da Ordem dos Arquitectos); Rui Calçada e Júlio Appleton (indicados pela Ordem dos Engenheiros); Amândio Dias (da Direcção Regional de Cultura do Norte) e Serafim Silva Martins (pela Câmara de Gaia). O projecto vencedor será conhecido no segundo semestre de 2021, depois da realização do concurso para a construção, sendo previsível que o arranque das obras aconteça nos primeiros meses de 2023.

Recorde-se que o concurso público internacional de concepção foi lançado em 16 de Março, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa.

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Abrantes anuncia projecto de reconversão do antigo Mercado

Vai agora avançar o projecto de execução, propondo a reconversão parcial e ampliação do edifício para funcionar como multiusos

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Localizado no centro histórico de Abrantes, o edifício do antigo Mercado Municipal de Abrantes, da autoria do engenheiro Bernardo Moniz da Maia, foi construído em 1932. Em 1948, face ao mau estado de conservação do edifício, foi realizada uma intervenção de reabilitação geral e ampliação, da autoria do arquitecto António Varela e do engenheiro Jorge de Sena. O edifício foi objecto de intervenções pontuais de conservação mantendo-se, porém, na generalidade, com fragilidades do ponto de vista funcional e estrutural.

Em 2015, foi inaugurado o novo edifício do Mercado Municipal, localizado também no centro histórico da cidade de Abrantes, com linguagem contemporânea. Importava, pois, reconverter o antigo edifício do Mercado. O objectivo é que este seja transformado num espaço multiusos.
A proposta vencedora, ganha pelos arquitectos José Maria Cumbre e Nuno Sousa Caetano, mantém e preserva as duas fachadas principais do edifício, em linha com o compromisso assumido pelo actual Executivo Municipal e de acordo com o que estava expresso no programa preliminar do concurso.

O trabalho de concepção classificado em primeiro lugar será agora desenvolvido para a concretização do projecto de execução, propondo a reconversão parcial e ampliação do edifício para funcionar como multiusos. Prevê-se para o primeiro andar, um espaço aberto (open space) vocacionado para a realização de eventos destinados a iniciativas dirigidas para o público jovem, mas também para eventos expositivos, colmatando a ausência em Abrantes de um espaço com essas condições. Esse espaço poderá acolher eventos como a Feira Nacional de Doçaria, feiras de artesanato e outras iniciativas para promoção das tradições da região ou eventos de cariz económico. Uma praça exterior, confinante com a subida/descida da Avenida 25 de Abril, zonas pedonais acessíveis em redor do edifício, linguagem arquitectónica consentânea com o parque do Vale da Fontinha, facilitando a mobilidade no acesso ao edifício (elevadores) e a entrada no centro histórico da cidade, dotando-a de uma identidade urbana, são outras propostas do projecto vencedor.

Foram 53 projectos apresentados ao concurso internacional para elaboração do projecto. O júri, composto por Manuel Valamatos, presidente da Câmara Municipal, pelo arquitecto convidado, Victor Mestre e pelo arquitecto Luís Pedro Pinto, indicado pela secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos, entidade técnica parceira da Câmara neste processo, congratulou a qualidade e diversidade das soluções apresentadas.

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Cosentino vai abrir City Center de Lisboa em 2022

Lisboa junta-se assim a 14 cidades a dispor de um espaço dinâmico e social exclusivamente criado por arquitectos e designers, inspirado no ADN Cosentino

Ricardo Batista

O Grupo Cosentino, multinacional especialista na produção e distribuição de superfícies para arquitectura e design, está a trabalhar para abrir o Cosentino City em Lisboa, o que poderá ser uma realidade já no próximo ano. Isso mesmo adiantou, em primeira mão, à TRAÇO, o Regional Director da Cosentino Iberia, assegurando que o objectivo, depois de vários anos a crescer a dois dígitos no mercado nacional, é “continuar a dar o melhor serviço aos nossos clientes e prescritores”. Para Miguel Silveira, “a sustentabilidade, a inovação, a digitalização e a expansão internacional centram as linhas e os investimentos estratégicos do Grupo para continuar a crescer no futuro”. O conceito do Cosentino City passa por um espaço dinâmico e social exclusivamente criado por arquitectos e designers, onde o utilizador poderá descobrir, explorar e inspirar-se pelo ADN Cosentino enquanto trabalha. A Cosentino tem uma rede global de Cosentino Cities, cada uma imbuída da energia, história e dinamismo dos centros urbanos mais cosmopolitas do mundo. Cada espaço oferece ideias, experiências e actividades diferentes que o ajudarão a posicionar-se na vanguarda do seu sector. Lisboa junta-se assim a Miami, Nova Iorque, Tel Aviv, Dubai, Milão, Amesterdão, Barcelona, Sydney, Toronto, Singapura, San Francisco, Montreal, Madrid e Londres.

Transformações internas e externas
Esta operação é anunciada numa altura em que a Cosentino está a promover a primeira colecção neutra em carbono da indústria de superfícies de quartzo e pedras compostas. Miguel Silveira explica que a designada Sunlit Days é a primeira colecção de cores lançada no mercado e que é resultado de um conjunto de transformações internas e externas que estão a ser implementadas na marca Silestone, “depois de mais de 30 anos de liderança no sector as superfícies decorativas destinadas à arquitectura e design”. A nível externo, o responsável da Cosentino Iberia destaca a adopção de uma nova imagem corporativa, “que reivindica valores como a essência, a inovação, a responsabilidade ou o humanismo, e que enaltece a importância de viver os distintos espaços de casa, aproximando-nos das novas gerações através de novos códigos de comunicação”. No entender de Miguel Silveira, a nova identidade visual está alinhada com a transformação interna que está a ser implementada na Silestone, “que se traduz na exclusiva e pioneira tecnologia HybriQ, onde a responsabilidade enquanto empresa, a sustentabilidade e a economia circular assumem um maior protagonismo”.

Nova colecção
“Sunlit Days é o resultado de tudo isto e é também a primeira colecção neutra em carbono no sector das superfícies de quartzo e em qualquer variante de pedra artificial. Com este novo marco, estamos mais uma vez a demonstrar o nosso compromisso com a sustentabilidade. Sunlit Days é uma colecção de cinco cores que nos leva numa viagem ao Mediterrâneo e nos liga à natureza. Um aspecto chave desta colecção é a cor, esse ponto diferenciador que tem feito da Silestone um líder na indústria desde o seu início. Os tons Faro White, Cincel Grey, Arcilla Red, Cala Blue y Posidonia Green, são também inspirados por quatro histórias reais que são incríveis, emocionantes, e que convido todos a conhecer. Sunlit Days é essência na sua forma mais pura”, considera Miguel Silveira.

Inovação alargada
Questionado sobre a possibilidade de a tecnologia HybriQ+ ser replicada a outras colecções, à imagem do que acontece agora com a Sunlit Days, o responsável da Cosentino Iberia confirma que a tecnologia é, desde há alguns meses, “o presente e o futuro do Silestone”. “As próximas colecções a serem criadas para a marca, bem como toda a sua actual gama de cores, serão fabricadas com HybriQ. Dentro de alguns meses, 100% da sua produção será realizada utilizando esta nova tecnologia com a qual criámos um novo padrão no mercado de superfícies para arquitectura e design, e com a qual mudámos o paradigma da categoria conhecida como superfícies de quartzo”, refere. No que respeita à composição, Miguel Silveira salienta que HybriQ para Silestone utiliza uma nova formulação híbrida de matérias-primas minerais com desempenho igual ou melhor que o quartzo, e materiais de origem reciclada.

Isto torna possível reduzir uma alta percentagem da utilização de sílica cristalina na sua composição. Em termos de produção, HybriQ é um dos marcos ambientais da empresa, tal como a utilização de 99% da água reutilizada dos processos de produção e 100% da energia eléctrica renovável”, diz

COLECÇÃO NEUTRA

De acordo com a Cosentino, Faro White, Cincel Grey, Arcilla Red, Cala Blue e Posidonia Green são mais do que apenas os nomes de cinco cores. “Representam histórias, experiências e expressões. Um tributo a um estilo de vida de pessoas reais, que encontraram o seu propósito através da essência do mediterrâneo”, assegura a empresa. Faro White representa o branco do Mediterrâneo e suas paredes ensolaradas, transmitindo pureza, simplicidade e serenidade. Inspirada nos faróis que apontam o caminho dos navios, essa cor também se caracteriza por uma textura sedosa e macia. “Faro White é um hino para as pessoas que amam a vida”, asseguram os responsáveis da Cosentino, que acrescenta que Cincel Grey é um cinza sedoso de grão fino, um tom que tem o melhor desempenho quando banhado pela luz. É neutro e versátil, equilibrado entre quente e frio. “A sua textura macia é cativante”, acrescentam. “O Mediterrâneo respira fogo e o seu sangue parece fluir em diferentes partes de sua geografia. É isto que representa Arcilla Red, um tom de terra avermelhada que nos faz apaixonar, com o gosto do melhor vinho e o cheiro a terra molhada… Essência, explosão de cor, força, paixão e muito carácter. Sua textura macia combina harmoniosamente com sua beleza”, explicam, acrescentando que Cala Blue é um azul profundo e sofisticado que vibra com o resto dos elementos que o rodeiam. “A sua textura reproduz a suavidade do mar”, concluem.

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“Inestimável contributo” no urbanismo valeu prémio Viana Praxis a Távora

O arquitecto Fernando Távora foi agraciado a título póstumo, numa iniciativa que terminou com a inauguração de uma exposição dedicada ao Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo

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A Câmara Municipal entregou os prémios da primeira edição Viana Práxis – Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo, tendo distinguido com o Prémio Carreira, a título póstumo, o arquitecto Fernando Távora, pelo inestimável contributo para o desenvolvimento urbanístico de Viana do Castelo.

O Prémio Carreira foi seleccionado, por unanimidade, pelo júri constituído pela Câmara Municipal, a Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Protecção do Património, a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico, a Ordem dos Arquitectos, a Ordem dos Engenheiros, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Escola Superior Gallaecia e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Na categoria “Reabilitação de Edifícios”, foi distinguido com Menção Honrosa o Edifício Melo Alvim, situado na Avenida Conde da Carreira.
No âmbito do programa da cerimónia de atribuição de prémios, foi também promovida uma conferência com comunicações sobre o tema “Cidade, Património e Reabilitação” pelos membros do júri e uma tertúlia com os membros da comissão científica, sobre a reabilitação urbana e património.

O programa terminou com a inauguração de uma exposição dedicada ao “VIANA PRÁXIS – Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo”, que está patente nos Antigos Paços do Concelho. A mostra pretende destacar as obras candidatas ao prémio Reabilitação de Edifícios e o Prémio Carreira, onde estarão patentes alguns esquissos, desenhos, e maquete da autoria do arquitecto Fernando Távora, em colaboração com a Fundação Marques da Silva.

Integrada na exposição está também uma experiência virtual de modelação 3D em holograma, de alguns edifícios da Avenida dos Combatentes, da autoria do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. No mesmo espaço poderá ainda ver-se imagens de obras municipais em curso, designadamente projecção do novo Mercado Municipal e da futura Praça Viana.

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Quatro portugueses na corrida ao World Architecture Festival

Os representantes portugueses figuram entre as 292 obras nomeadas, de 47 países. Os autores das obras nomeadas vão, ao longo dos três dias, defender as suas criações perante um júri

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São quatro os projectos portugueses que figuram na lista de nomeados aos prémios do Festival Mundial de Arquitectura (World Architecture Festival), um dos mais conceituados eventos mundiais dedicados à divulgação da arquitectura e as suas boas práticas e cuja entrega de troféus vai acontecer em Lisboa, entre 1 e 3 de Dezembro.

Na categoria “Saúde”, a ampliação da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, assinada pelo atelier Ventura + Partners é um dos projectos candidatos ao troféu, a que se junta a Eco-House Monte Caliça, nomeada na categoria “Natureza” e assinada pelo atelier A+Architecture. Na categoria de “Edifícios de Habitação”, o atelier liderado por Manuel Ventura volta a ser reconhecido, desta feita pelo edifício Essenza (Porto), enquanto que na categoria “Educação” figura o nome de Capinha Lopes, autor do projecto da United Lisbon International School, em Lisboa.

Os representantes portugueses figuram entre as 292 obras nomeadas, de 47 países. Os autores das obras nomeadas vão, ao longo dos três dias, defender as suas criações perante um júri.

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