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Engenharia

PRR canaliza 62 M€ para a produção de hidrogénio

Estão abertas as candidaturas aos fundos do Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR) dedicados a investimentos em produção de gases de origem renovável

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Estão abertas as candidaturas aos fundos do Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR) dedicados a investimentos em produção de gases de origem renovável.

Com uma dotação de 62 milhões de euros, este é o primeiro de três avisos do PRR para projectos de produção de hidrogénio e de outros gases de origem renovável para autoconsumo e/ou injecção na rede. As candidaturas serão realizadas através do Fundo Ambiental, entidade responsável pela gestão do aviso.

Os projectos apresentados, cujo prazo de candidatura termina a 30 de Dezembro, podem compreender investimentos com armazenamento, transporte e distribuição de gases renováveis. Os projectos podem ter diversas aplicações (ex.: transportes, indústria), desde que visem aumentar a contribuição das renováveis no consumo de energia, reduzir as emissões de Gases com Efeito de Estufa, reduzir a dependência energética e melhorar a segurança do aprovisionamento de energia.

Ao abrigo deste aviso são elegíveis as despesas de investimento correspondentes ao sobrecusto de um projecto de produção de gases de origem renovável, face a uma instalação convencional.

O financiamento por beneficiário e por operação terá uma dotação máxima de cinco milhões de euros. Este valor pode ascender a 10 milhões de euros, caso os projectos abranjam mais elementos da cadeia de valor, ou seja, incluam a integração da produção, distribuição e o consumidor final. São beneficiárias as pessoas colectivas, públicas ou privadas, que pretendam desenvolver projectos industriais de produção de hidrogénio renovável e outros gases renováveis.

Aviso do POSEUR financia 13 projectos

Concluída a avaliação às candidaturas ao aviso do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), também relativo à produção de gases renováveis, foram aprovados 13 projectos, que mobilizam um total de 34 milhões de euros do Fundo de Coesão.

Os 13 projectos de produção de gases a partir de fontes renováveis representam um investimento total de 62,3 milhões de euros e uma capacidade instalada de 34 megawatts.

Os beneficiários são entidades privadas e vão desenvolver projectos de produção de hidrogénio verde, produção e enriquecimento de bio metano, entre outros. Os projectos estão dispersos pelo território nacional – Monforte, Ílhavo, Águeda, Rio Maior, Paços de Ferreira, entre outros. O maior projecto, de 10,6 milhões de euros (beneficiário de um apoio de 5 milhões de euros), localiza-se em Setúbal.

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Edifício Berna 54 vendido por 15 M€

Edifício foi adquirido por um investidor institucional português ao fundo CCP 5 da Tristan Capital Partners. Operação foi assessorada pela Worx e JLL

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Um investidor institucional português adquiriu ao fundo CCP 5 da Tristan Capital Partners o edifício situado no número 54 da Avenida de Berna, em Lisboa. Com uma área bruta de 3.825 m2 e 124 lugares de estacionamento, o edifício está actualmente ocupado a 100% pela Cofidis e Prosegur. Localizado em frente à Fundação Calouste Gulbenkian, este activo encontra-se entre o Campo Pequeno e a Praça de Espanha, beneficiando de boas acessibilidades viárias e de transportes.

Para o sucesso da transacção, a Tristan Capital Partners, que havia adquirido o edifício em 2019, com a assessoria da JLL, contou com o apoio da Norfin, o seu parceiro operacional em Portugal. “Inicialmente, o objectivo para este edifício era realizar uma obra de reabilitação dos espaços comuns e de outras áreas e lançar no mercado de arrendamento. No entanto, surgiu uma excelente oportunidade de alienação que acabou por concretizar-se com sucesso”, explica Daniel Lopes, manager da Norfin.

Neste transacção, a Tristan Capital Partners, foi assessorada pela Uría Menendez e novamente pela JLL nas vertentes jurídica e comercial, respectivamente. Por parte do comprador, a operação contou com a assessoria da Worx Real Estate Consultants, naquele que é considerado “um dos negócios de maior relevo no sector dos escritórios em Lisboa, no primeiro trimestre do ano”.

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Rendas das casas sobem 9,2% em lisboa e 6,0% no porto no último ano

Trata-se de uma forte recuperação das rendas, considerando que há um ano atrás, no 1º trimestre de 2021, as rendas em Lisboa estavam a descer 18,0% em termos homólogos, enquanto no Porto essa descida era de 8,0%

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No último ano, terminado no 1º trimestre de 2022, as rendas das casas aumentaram 9,2% em Lisboa e 6,0% no Porto, conforme a taxa de variação homóloga apurada pela Confidencial Imobiliário para o Índice de Rendas Residenciais. Em qualquer das cidades trata-se de uma forte recuperação das rendas, considerando que há um ano atrás, no 1º trimestre de 2021, as rendas em Lisboa estavam a descer 18,0% em termos homólogos, enquanto no Porto essa descida era de 8,0%.

Em Lisboa, a variação homóloga de 9,2% observada no 1º trimestre de 2022 é mesmo a mais expressiva desde o final de 2018, resultando da forte recuperação trimestral das rendas observada desde meados do ano passado. As rendas na capital entraram em terreno negativo ainda antes da pandemia, no final de 2019, exibindo a primeira descida trimestral em anos. Só desde meados do ano passado voltaram ao crescimento, aumentando agora há três trimestres consecutivos a um ritmo trimestral próximo de 3,0%. No 1º trimestre deste ano, a variação trimestral foi de 3,3%.

No Porto, a variação homóloga de 6,0% coloca este indicador em terreno positivo pela primeira vez no último ano e meio, refletindo igualmente o forte desempenho de curto-prazo das rendas nos últimos dois trimestres. Assim, depois de vários trimestres de descida, apuraram-se variações trimestrais de 3,5% no 4º trimestre de 2021 e de 4,8% no 1º trimestre de 2022, esta última sendo mesmo a maior subida trimestral desde meados de 2018.

No agregado nacional (Portugal Continental), as rendas contratadas na habitação exibiram um aumento de 7,2% no 1º trimestre face ao mesmo período do ano passado e de 1,3% face ao trimestre anterior.

Não obstante a forte recuperação dos últimos meses, as rendas em Lisboa e no Porto mantêm-se em níveis inferiores aos praticados no pré-Covid (1ºtrimestre de 2020). Concretamente, no 1º trimestre deste ano, em Lisboa as rendas permaneciam 10,5% abaixo do 1º trimestre de 2020, enquanto no Porto esse diferencial era de -2,5 %. No conjunto do país, pelo contrário, as rendas no 1º trimestre do ano já recuperaram para os níveis pré-Covid, dos quais estão atualmente 0,8% acima. No 1º trimestre de 2022, a renda média contratada foi de 14,3€/m2 em Lisboa e de 11,7€/m2 no Porto, fixando-se em 11,0€/m2 no país, de acordo com os dados do SIR-Arrendamento.

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Lançado concurso público para reabilitar a EN114

O investimento de 6M€ pretende incrementar as condições de acessibilidade, circulação e de segurança do tráfego com origem e destino na zona industrial de Rio Maior, bem como do tráfego de passagem vindo da A15

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Foi publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada da EN114 – Ligação da A15 a Rio Maior, uma intervenção no âmbito do “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, na vertente das Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE) – Acessibilidades Rodoviárias. Com um investimento estimado de seis milhões de euros e um prazo de execução de 420 dias, o objectivo da empreitada é o de incrementar as condições de acessibilidade, circulação e de segurança do tráfego com origem e destino na zona industrial de Rio Maior, bem como do tráfego de passagem vindo da A15, que utiliza o eixo da EN114 como acesso a Rio Maior.

Esta intervenção, que se inicia junto à intersecção da Estrada Nacional com a Rua do Matadouro e se desenvolve até à rotunda de acesso à A15, ao km 50,838, vai incluir a construção de intersecções giratórias ao longo do traçado, de modo a reduzir as velocidades praticadas. A faixa de rodagem será ladeada por passeios, ciclovias e percurso mistos.

Serão igualmente reforçados e/ou substituídos os equipamentos de sinalização, balizagem e segurança, e realizados trabalhos ao nível do pavimento e dos órgãos de drenagem existentes.

Na empreitada serão ainda melhoradas as características de algumas intersecções de estradas e ruas secundárias na EN114, que terão intervenções a nível de traçado, pavimentação, drenagem, sinalização, limpeza e, ou substituição de colectores de passagem sob serventia.

Esta empreitada destaca-se de um conjunto de nove obras já lançadas no âmbito do PRR, que correspondem a um investimento de cerca de 75 milhões de euros. Até à data a Infraestruturas de Portugal já assinou os três contratos de financiamento com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, num total de 394,8 milhões de euros.

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Athena Advisers vende Palacete Benformoso por 3,4 M€

A consultora destaca a sua localização como “um dos bairros mais pulsantes da cidade de Lisboa, atraindo uma nova vaga de empreendedores e artistas e novas oportunidades de investimento”

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O Palacete Benformoso, no bairro do Intendente, em Lisboa, encontra-se à venda pelo valor de 3,4 milhões de euros. O imóvel está a ser comercializado pela consultora Athena Advisers que destaca a sua localização como “um dos bairros mais pulsantes da cidade de Lisboa, atraindo uma nova vaga de empreendedores e artistas e novas oportunidades de investimento”.

Construído em meados do século XIX e classificado como Imóvel de Interesse Público, conta com uma área total de 831 metros quadrados (m2), distribuída por três pisos e ainda sótão e terraços.

De estilo romântico com fachada revestida a azulejo, o palacete foi alvo de obras de beneficiação ao longo dos anos, mantendo em bom estado os seus interiores e bem preservados os elementos originais, como os tectos altos decorados com motivos florais, os pisos em soalho e o imponente hall de entrada. Da arquitectura do imóvel sobressaem ainda outros elementos característicos da época, entre os quais as janelas em arco com guardas de ferro, a varanda corrida ondeante e a grande porta frontal com brasão.

“O Palacete Benformoso é um bom exemplo do potencial que a zona apresenta em termos de requalificação e valorização. É um edifício cheio de charme, com características que tanto podem atrair grandes famílias que queiram instalar aqui a sua habitação, como investidores que pretendam transformar o imóvel e rentabilizá-lo, por exemplo, enquanto residência turística associada a espaços de cowork”, destaca David Moura-George, director geral da Athena Advisers em Portugal.

Composto por três pisos, o Palacete Benformoso apresenta um impressionante hall de entrada no nível térreo ladeado por duas grandes salas, com potencial para serem transformadas em espaços de cowork. No piso 1 existem 4 quartos, uma suite e uma sala adjacente e, no piso 2, encontram-se um quarto adicional e as principais áreas sociais, incluindo uma enorme sala de estar, cozinha, escritório, biblioteca e uma sala mais pequena e recolhida.

A partir deste último piso, pode aceder-se ao primeiro terraço com uma potencial área de bar, que liga a outro terraço mais elevado com vista sobre a cidade e uma zona de cozinha exterior.

Um sótão espaçoso tipo mezzanine, que tanto pode ser usado para arrecadação, para uma sala de estar ou transformado em quartos, completa o imóvel, que dispõe ainda nas traseiras de um espaço exterior com acesso direto à rua.

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A+A apresenta caderno de arquitectura de Carrilho da Graça

Editado pela TC Cuadernos, o livro contém as principais obras realizadas pelo arquitecto desde 1995 até à actualidade. O lançamento é esta quinta-feira, na sede da Ordem dos Arquitectos

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Reconhecido essencialmente pela “dimensão territorial, radical e ainda artística da sua obra”, João Luís Carrilho da Graça, define a sua arquitetura como “possibilidade artística que tem sempre como referência a construção”. É esta perspectiva que a A+A Books dá a conhecer através das 446 páginas da mais recente edição da TC Cuadernos e que pretende observar este aspecto menos estudado da sua obra. Esta edição, que percorre as suas principais obras realizadas desde 1995 até à actualidade, ao longo de uma selecção de 18 obras, situadas maioritariamente em Portugal, é apresentada dia 5 de Maio, pelas 18h30, no auditório da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa.

Ao longo das suas páginas descobrimos as diferentes sensibilidades que integram a ampla trajectória de Carrilho da Graça. A sua sensibilidade estrutural, com a defesa de propostas arriscadas, e também a sua sensibilidade em relação ao património nas suas diferentes intervenções. Destacamos também a sua defesa da autonomia do arquitecto, a incorporação ou criação de materiais que vão para além das soluções disponíveis no mercado, e assim responder à problemática de cada projecto.

Carrilho da Graça, arquitecto desde 1977, vive e trabalha em Lisboa. À sua obra foram atribuídos diversos prémios e distinções, nomeadamente o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (1992); Prémio Secil de Arquitectura (1994); Prémio Valmor (1998, 2008, 2010, 2017, Menção em 1993, 2007, 2013); Prémio FAD Ibérico (1999); Ordem de Mérito da República Portuguesa (1999); Prémio Bienal Internacional da Luz – Luzboa (2004); Prémio Pessoa (2008); Prémio Piranesi – Prix de Rome (2010); Ordre des Arts et des Lettres – República Francesa (2010); Medalha da “Académie d’Architecture”, Paris (2012); Prémio Internacional de Arquitectura Sacra Frate- Sole (2012); Prémio Bienal Ibero Americana de Arquitectura e Urbanismo (2012); International Fellowship do Royal Institute of British Architects (2015); Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos (2015); Prémio Bienal Internacional de Arquitectura de Buenos Aires (2018); Prémio Leon Battista Alberti do Politecnico di Milano, Mantova (2018); Prémio arpaFil, Guadalajara, México (2018); Ordem da Instrução Pública da República Portuguesa (2019). Nomeado e/ou finalista para o prémio de arquitectura Mies Van der Rohe em diversas edições. Participou na representação oficial de Portugal à 12a, 13a e 16a Bienal de Arquitectura de Veneza e na exposição central da 15a Bienal. Professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa entre 1977 e 1992 e, posteriormente, entre 2014 e 2019; Universidade Autónoma de Lisboa entre 2001 e 2010; Universidade de Navarra entre 2005 e 2015; Cornell University, New York, em 2015; Haute École du Paysage, d’Ingénierie et d’Architecture de Genève, em 2019. CátedraUnesco Leon Battista Alberti do Campus de Mantova do Politecnico di Milano de 2017 a 2019, e actualmente da Accademia di Architettura da Università della Svizzera Italiana,em Mendrisio. Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.

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IP com lucros de 14M€ em 2021

IP termina 2021 com resultado líquido de 14 milhões de euros e EBITDA positivo de 497 milhões de euros, o que reflecte a redução do impacto da covid-19 nas receitas de utilização das infraestruturas rodoferroviárias

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A Infraestruturas de Portugal (IP) registou em 2021 um resultado líquido positivo de +14 milhões de euros (2020: -56 milhões de euros) e um EBITDA de +497 milhões de euros verificando-se um aumento de 12% face ao valor registado em 2020 (+445 milhões de euros).

Esta evolução deveu-se principalmente “ao aumento do rendimento com as principais receitas, designadamente: da Contribuição do Serviço Rodoviário (+52 milhões de euros) e da Tarifa de Utilização da Infraestrutura Ferroviária (+5 milhões de euros)”. Segundo a empresa, “a redução do impacto da pandemia COVID-19 sobre o nível de utilização da infraestrutura rodoferroviária sob gestão da IP durante ano de 2021, face a 2020, foi determinante para o aumento daqueles rendimentos, apesar de ainda não se terem atingido os níveis de utilização de 2019”.

Já relativamente à receita de portagens, verifica-se uma diminuição de -5% (-15milhões de euros), apesar do aumento da utilização da infraestrutura, em resultado da introdução nas AE ex-SCUT, em 1 de Julho de 2021, do novo regime de descontos previsto nos artigos 425.º e 426.º da LOE (50% nas tarifas de portagem).

Destaque positivo para o facto da IP ter incrementado o nível de intervenções na infraestrutura face ao registado em 2020. Com efeito, em 2021, o gasto com as actividades de conservação das redes rodoviária e ferroviária ascendeu a 196 milhões de euros, mais 5% do que o registado em 2020.

Relativamente ao resultado financeiro verificou-se uma melhoria de 24 milhões de euros, cujo principal contributo se deve à redução de -21 milhões de euros na componente dos juros afectos às subconcessões, em virtude da descida do passivo associado, a que acresce a redução do impacto dos encargos financeiros associados à dívida sob gestão directa da IP em -5 milhões de euros. Esta evolução positiva apenas é contrariada pelo aumento dos outros gastos financeiros, de que se destacam os associados à obtenção de garantias bancárias para processos fiscais, em +2milhões de euros.

O resultado líquido da IP regressa assim a terreno positivo, fixando-se em +14 milhões de euros, reflectindo, fundamentalmente, a redução do impacto extraordinário, global e não previsível da COVID-19 face a 2020, e que contrasta com o resultado líquido negativo de -56 milhões de euros verificado nesse ano.

De destacar ainda o crescimento do investimento, com particular ênfase o desenvolvimento do programa Ferrovia 2020, e que permitiu atingir os 278 milhões de euros de execução no ano, significando um crescimento de 36% face a 2020, seguindo assim a forte tendência de crescimento já verificada nos anos anteriores.

A IP manteve, ao longo do ano, a aceleração da liquidação da respectiva facturação, sempre que possível. Esta medida veio permitir que em 2021, o prazo médio de pagamentos (PMP) da IP se tenha fixado em 15 dias.
Em 2021, assistiu-se à redução do stock de dívida financeira da IP em 640 milhões de euros, fixando-se este agregado no final de Dezembro de 2021 em 4.145 milhões de euros. As amortizações realizadas respeitaram essencialmente à amortização do Eurobond 0621 (500 milhões de euros) e às amortizações dos empréstimos contraídos junto do BEI (129 milhões de euros).

Por fim, destaca-se a manutenção da política de financiamento prosseguida pelo accionista de capitalização da Empresa através de operações de aumento de capital que, em 2021, ascenderam a 1.613milhões de euros.

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Mercado de escritórios no Porto absorveu 5.818 m2 no 1º trimestre de 2022

Segundo a Predibisa, comparativamente ao período homólogo, verificou-se um crescimento de 98% no volume de área colocada, o que se traduz em mais 2.878 m² e um aumento de 25% no total de operações registadas

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Apesar destes últimos dois anos extremamente desafiantes e um actual cenário de incerteza marcado pelo contexto de conflito internacional, o mercado de escritórios do Grande Porto, no primeiro trimestre registou uma maior dinâmica comparativamente ao período homólogo, registado um crescimento tanto ao nível de área colocada, operações registadas e área média contratualizada.

“O mercado de escritórios do Porto e Grande Porto iniciou o ano de 2022 com um total de 5.818 m² contratualizados, num total de 12 operações registadas no primeiro trimestre. Comparativamente ao período homólogo, verificamos um crescimento de 98% no volume de área colocada, o que se traduz em mais 2.878 m² e um aumento de 25% no total de operações registadas (mais quatro operações face ao mesmo período de 2021), explica João Leite de Castro, director do departamento “corporate” da Predibisa.

Ao longo dos primeiros três meses do ano, a Predibisa foi responsável por mais de metade das operações registadas (7 em 12), o correspondente a 58% do total de operações apuradas, onde três das doze transacções registadas são operações com áreas brutas locáveis superiores a 500 m², o correspondente a cerca de 55% da área colocada.

“O Porto mantém a elevada tendência de procura de área de escritórios, absorvendo cerca de 2/3 da área total colocada no trimestre, num total de 3.883 m².

O Central Business District da Boavista continua a ser a zona com maior dinâmica na região, sendo responsável pela maior absorção, com mais de 54% da área total colocada na cidade (2.107 m²) e por mais de metade das operações registadas (cinco em nove).

Segue-se a zona Oriental com 998 m² e duas operações registadas, a zona “Outros Porto” com 526 m² e também duas operações e, por fim, o CBD Baixa com 252 m² e apenas uma operação.

Fora da cidade do Porto é a zona da Maia aquela que capta maior volume de área com um total de 1.935 m², sendo também responsável pela maior transação operada no trimestre com 1.562 m²”, explica João Leite de Castro.

No que diz respeito à procura e número de operações, são as empresas de “TMT’s & Utilities” que representam a maior quota de mercado, com seis das doze operações (50%). O setor destas empresas foi também responsável pela maior taxa de ocupação (61%), seguindo-se os “Serviços a Empresas” com 24%, as “Farmacêuticas e Saúde” com 8% e as empresas ligadas aos “Outros Serviços” com 7%.

“Mais de metade da área absorvida (3.122 m²) e 1/3 das operações registadas prende-se com a necessidade de expansão de área, sendo este o principal factor de motivação para a procura de novos espaços de escritórios na região ao longo do primeiro trimestre. Segue-se o motivo de mudança de instalações com 29% e quatro operações registadas e, por último, o motivo da chegada de novas insígnias à região com 17% e também quatro operações”, conclui.

De salientar, ainda, o aumento na procura por parte de novas empresas que pretendem instalar-se no Porto, prevendo- se um crescimento nos níveis de ocupação ao longo dos próximos meses, uma vez que, os novos projectos cumprem com os requisitos actuais da procura, através de espaços com implantações superiores a mil metros quadrados, que denotam uma atenção especial à temática ambiental e à certificação energética.

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AICCOPN: Concursos de obras públicas caem 8% no primeiro trimestre

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021

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O volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos no primeiro trimestre deste ano baixou 8% face aos primeiros três meses de 2021, atingindo os 892 milhões, divulgou esta quinta-feira a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN)

Segundo a associação, e de acordo com o Barómetro das Obras Públicas, a variação entrou em terreno negativo depois de uma variação nula no mês anterior.

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021, “prolongando-se uma variação negativa em termos homólogos acumulados que se regista desde Dezembro”.

Os contratos de empreitada celebrados no âmbito de concursos públicos, neste período de análise, por sua vez, situaram-se em 315 milhões de euros, valor inferior em 52% ao observado em igual período do ano anterior.

Já os contratos celebrados através de ajustes directos e consultas prévias recuaram 36% em termos homólogos, para 79 milhões de euros, conclui a associação do sector.

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Braga recebe congresso sobre digitalização da indústria da construção

“Até aqui fazíamos desenhos para construir casas, pontes e outros edifícios, mas a tendência internacional é fazê-lo através de modelos, navegáveis por realidade virtual, onde se vê muito além das paredes, como as redes hidráulicas e até as propriedades dos materiais

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Braga recebe, entre 4 e 6 de Maio, o 4º Congresso Português de Building Information Modelling (ptBIM), iniciativa promovida pelas Escolas de Engenharia e de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, com o apoio das universidades do Porto e de Lisboa. A meta é debater, divulgar e adequar directrizes sobre construção virtual, em especial nos países lusófonos, que vão estar bem representados no evento que se realiza no Espaço Vita.

A sessão de abertura realiza-se no dia 4, às 9h, com intervenções previstas do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, do vereador do Urbanismo de Braga, João Rodrigues, dos directores da Região Norte da Ordens dos Arquitectos e dos Engenheiros, respectivamente Conceição Melo e Bento Aires, e do coordenador do congresso, Miguel Azenha.

O programa inclui sessões plenárias e paralelas, seminários, reuniões e um prémio a melhor tese de mestrado na área, entre outros. Os oradores principais são o norte-americano Patrick MacLeamy (BuildingSMART International), a canadiana Susan Keenliside (House of Commons), o francês Christophe Castaign (European Federation of Consulting Associations), o esloveno Veljko Janjic (Bexel Consulting) e o português Décio Ferreira (Foster+Partners). As inscrições estão abertas em www.ptbim.org. Neste site também se pode ver, por curiosidade, a representação 3D ou BIM dos espaços do congresso.

“Até aqui fazíamos desenhos para construir casas, pontes e outros edifícios, mas a tendência internacional é fazê-lo através de modelos, navegáveis por realidade virtual, onde se vê muito além das paredes, como as redes hidráulicas e até as propriedades dos materiais. Esses benefícios vão reduzir muitas despesas de mau planeamento, aproximar os vários envolvidos na obra e permitir edifícios mais sustentáveis na certificação energética, no conforto e na segurança”, resume o professor Miguel Azenha, que está ligado ao Departamento de Engenharia Civil da UMinho e ao centro de investigação ISISE.

“O método BIM é colaborativo, baseado num modelo digital que integra a informação de formas que eram impensáveis até há alguns anos e a sua utilidade na arquitectura/construção exprime-se de muitas maneiras”, frisa. No entanto, acrescenta, “há desafios importantes para os profissionais, pois exige novos modos de trabalhar e colaborar, obrigando a um processo de aprendizagem; e há também um conjunto de novas normas, como a ISO19650, às quais o tecido empresarial do sector se está a adaptar”.

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JLL instala nova flagship store da Salsa Jeans na Baixa de Lisboa

Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL, salienta que “esta operação é um óptimo exemplo do renovado vigor do comércio de rua que, embora tenha sofrido bastante o impacto da pandemia, parece ter saído bastante fortalecido dela

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A Salsa Jeans abriu a sua nova flagship store na Baixa de Lisboa, que se estende por uma área de 221 m² em plena rua Augusta, localizada no nº147 daquela que é uma das principais artérias do comércio de rua lisboeta.

Concluída em pleno confinamento, esta operação de arrendamento contou com a intervenção do departamento de Leasing Markets Advisory da JLL em todo o processo, que assumiu não só a comercialização exclusiva do imóvel, como também apresentou o espaço à marca de moda portuguesa, tomando a dianteira de um processo de procura que estava activo no mercado.

Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL, salienta que “esta operação é um óptimo exemplo do renovado vigor do comércio de rua que, embora tenha sofrido bastante o impacto da pandemia, parece ter saído bastante fortalecido dela. Neste novo ciclo do mercado pós-Covid, em que as vendas online ganharam um peso acrescido para a maioria dos retalhistas, o comércio de rua tornou-se numa espécie de ponto de encontro entre as marcas e os seus clientes, no âmbito das suas estratégias omnicanal”. Rosa acrescenta que “mais do que um mero ponto de venda, tal como o conhecíamos no passado, nesta nova realidade, as lojas de rua são espaços privilegiados para as marcas apresentarem os seus novos conceitos, ao mesmo tempo que proporcionam uma experiência de compra mais cómoda e interactiva, disponibilizando serviços de click & collect, vendas omnicanal”.

Hugo Martins, director executivo da Salsa Jeans, comenta: “Esta flagship store é a loja Salsa que Lisboa há muito merecia, com o conceito ‘Jeans Studio’, que já levámos com sucesso a Paris e a Madrid. É um espaço onde celebramos a experiência de compra, potencializada pelo serviço de excelência e aconselhamento personalizado das nossas equipas, experts em denimwear”.

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