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World Architecture Festival anuncia edição de 2021 totalmente digital

Organização justifica decisão com restrições nas viagens em alguns países devido à Covid-19. Edição de 2022 mantém formato híbrido em Lisboa

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World Architecture Festival anuncia edição de 2021 totalmente digital

Organização justifica decisão com restrições nas viagens em alguns países devido à Covid-19. Edição de 2022 mantém formato híbrido em Lisboa

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Em resposta às contínuas restrições de viagens do Covid-19, a organização do World Architecture Festival (WAF) anunciou que o evento de 2021 que se irá realizar em Dezembro irá passar para um formato totalmente digital, a par do evento INSIDE World Festival of Interiors.

Para já, fica confirmado o regresso do festival a Lisboa em 2022 num formato híbrido e com datas previstas de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, na FIL, no Parque das Nações.

O evento digital WAF 2021 consistirá em três dias de programas de conferência, prémios e eventos paralelos, com palestras dos principais pensadores da arquitectura global e personalidades da indústria transmitidas em live stream exclusivamente para os participantes no festival.

Além das conferências e palestras, o WAF inclui, também, a entrega de prémios de arquitectura, considerado um dos mais conceituados do Mundo e que conta uma equipa de jurados de renome internacional. A avaliação das categorias online será a pedra angular da edição digital WAF de 2021, com os finalistas para ‘Construção Mundial do Ano’, ‘Projeto Futuro do Ano’, ‘Interior do Ano’ e ‘Paisagem do Ano’ julgados ao vivo e transmitido em streaming para os delegados do festival em todo o mundo.

Os juízes confirmados para o Super Júri deste ano incluem Jeanne Gang, fundadora e sócia, do Studio Gang; Abdelkader Damani, director artístico, Frac Centre-Val de Loire | Biennale d’Architecture d’Orléans; Kim Herforth Nielsen, cofundador e direcctor, 3XN Architects e Christina Seilern, director, Studio Seilern.

Com 18 salas de crítica digital e 18 trios de jurados internacionais, o evento digital WAF 2021 pretende oferecer o acesso mais amplo da história do festival, lançado em Barcelona em 2008.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Casa da Arquitectura discute “Sustentabilidade do Património e das Cidades”

O seminário vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura, no âmbito do 5º aniversário da CA

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“Sustentabilidade do Património e das Cidades” é o tema do seminário que vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura (CA) – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos.

Este evento, que integra a programação do 5º aniversário da CA, acontece no âmbito da parceria entre o Estado português e a Casa da Arquitectura e corresponde a uma linha de acção articulada com o Ministério do Ambiente e Acção Climática.

O encontro pretende reflectir sobre o modo como a arquitectura pode e deve adaptar-se às políticas que contribuem para uma melhoria da prestação ambiental e da qualidade e sustentabilidade do território. Através de apresentações de casos de políticas e acções concretas, procura-se pensar sobre a intervenção no património, no território e na arquitectura das cidades.

O seminário, que conta com Duarte Cordeira, ministro do Ambiente e da Acção Climática, na abertura da sessão, tem como participantes Alexandra Carvalho, secretária-geral do Ministério do Ambiente, Finn Mortensen, director executivo  da State of Green, José Carlos Bessa, director do Departamento Bens Culturais DGPC, Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios, Nélson Lage, presidente do Conselho Administração ADENE e Paula Santos , vice-presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos.

 

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Trienal de Lisboa inaugura os dois últimos ‘Projectos Independentes’

Ambas as exposições, ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’ nas Galerias Municipais, na Av. da Índia, e ‘River Somes’ nas Carpintarias de São Lázaro, inauguram esta quinta-feira, dia 17 de Novembro

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A Trienal de Lisboa 2022 inaugura esta semana os dois últimos ‘Projectos Independentes’ que se reúnem aos restantes já inaugurados no passado 5 de Novembro para este que é o último mês da passagem de mais uma edição da Trienal de Lisboa pela capital.

Neste sentido, esta quinta-feira, 17 de Novembro, inaugura às 16 horas, nas Galerias Municipais – Galeria da Av. da Índia,  ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’, com a presença dos artistas e curadores envolvidos na exposição. Este projecto aborda o “emaranhado” entre arquitectura e energia no século XX, utilizando Portugal como exemplo e tendo em conta as transformações actuais.

“Na era do Antropoceno, quando a humanidade actua sobre os ciclos e sistemas globais e num momento de crise climática, a arquitectura tem um papel de mediação para lá de soluções activas ou passivas, através de uma reflexão sociocultural”, explica a curadoria.

No mesmo dia, a partir das 17 horas, nas Carpintarias de São Lázaro, tem lugar a inauguração de ‘River Somes’. Este ‘Projecto Independente’ propõe a regeneração e renaturalização fluvial para interligar as diversas comunidades que habitam a cidade de Cluj-Napoca, na Roménia, e relacioná-las com a fauna e flora locais, já muito afastadas do seu habitat natural nas margens do rio Somes. “Através da arquitectura, uma equipa multidisciplinar une esforços para um novo quadro de diálogo e interacção que encontre novas respostas para o problema do crescimento urbano”, indica o atelier responsável.

A Trienal de Lisboa 2022 encerra a 5 de Dezembro mas alguns projectos continuarão patentes até 2023.

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Ventura + Partners na lista das “melhores firmas de arquitectura do mundo”

O atelier conquistou, assim, a segunda presença nesta que é a quarta edição da A+ List, promovida pela
Architizer e que resulta dos A+Awards, que dá a conhecer os projectos mais inovadores e recém-concluídos

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Depois de em 2020 já ter conquistado este reconhecimento, a Ventura + Partners está presente, mais uma vez, na lista das melhores firmas de arquitectura do mundo. “The A+List: 196 Architecture and Design Firms to Watch”, promovida pela Architizer, é construída anualmente com base nos resultados do programa A+Awards que dá a conhecer os projectos mais inovadores e recém-concluídos em todo o mundo.

A Ventura + Partners conquistou, assim, a segunda presença nesta que é a quarta edição da A+ List, e dá provas da sua força nacional e internacional. Depois de ter sido distinguido em 2020, o gabinete de arquitectura sediado no Porto recebe, em 2022, a distinção que faz referência ao projecto de ampliação do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vencedor do prémio Public Vote Winner, 10th Annual A+Awards, Architecture +Health.

A par da Ventura + Partners fazem parte da A+ List nomes de referência da arquitetura mundial: Skidmore, Owings & Merrill (SOM), Zaha Hadid Architects, MVRDV, Mecanoo e Kengo Kuma & Associates.

“Este é mais um reconhecimento internacional que consolida o trabalho da Ventura + Partners, posicionando-a entre os melhores escritórios de arquitetura do mundo e empresas com visão de futuro, com projectos desafiantes e que respondem às necessidades dos clientes de uma forma diferenciada”, considera o atelier.

A Ventura+Partners foi fundada em 1994, no Porto, mas já tem presença em Lisboa e a nível internacional, contando com escritórios em Paris e Nova Iorque. Actualmente já emprega cerca de 140 colaboradores espalhados pelos vários gabinetes. Em 2021 venceu a distinção de “Empresa do Ano 2021”, pela Architecture Masterprize, sendo o único gabinete de arquitectura português na lista de 18 empresas distinguidas nas várias categorias. A este prémio juntam-se, também no ano passado, a distinção pela Architizer com uma menção honrosa na categoria de “Melhor Empresa de Grande Dimensão” e o destaque pela Deezen como um dos “Gabinetes de Arquitectura do ano”.

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Siza Vieira assina novo terminal do Cais do Cavaco

O premiado arquitecto português vai assinar o novo terminal para embarcações marítimo-turísticas do Cais do Cavaco, a Gare Fluvial do Cavaco, na margem sul do Rio Douro em Vila Nova de Gaia

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A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo anunciou que “está a desenvolver um projecto de construção de um Terminal de embarcações marítimo-turísticas na margem sul do Rio Douro, no limite poente do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, local designado como Cais do Cavaco”.

A infraestrutura deverá dispor de quatro postos de acostagem com capacidade para acolher quatro navios-hotel e a possibilidade de acostagem de um navio extra para efeitos de pequena manutenção, cargas ou outros. O terminal contempla ainda a instalação de um pequeno núcleo de recreio náutico com capacidade para cerca de cinco dezenas de embarcações de recreio. Peça central da nova infraestrutura, o “Edifício do Terminal” será integrado de forma natural na paisagem, procurando minimizar o seu impacto na marginal do rio Douro, “permitindo uma vista da encosta a tardoz”.

O projecto está a ser desenvolvido pela APDL, em consonância com a câmara municipal de Vila Nova de Gaia no que à “escolha do local, projecto, arquitecto e enquadramento urbanístico” diz respeito. Com o objectivo de dotar “esta área de novas valências no apoio às operações dos navios-hotel que cursam a Via Navegável do Douro e na dinamização turística, económica e urbanística do território”, sublinha nota da APDL.

Nesta fase, está em curso o estudo de impacte ambiental, processo de AIA coordenado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), sendo que no final deste processo a APDL fará a apresentação pública do projecto da responsabilidade do mais premiado arquitecto português, Álvaro Siza Vieira.

“A APDL, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e o Pritzker Siza Vieira procuram que a Gare Fluvial do Cavaco se relacione com a paisagem natural e com os demais edifícios, de forma a integrar-se ao local, sem perder o protagonismo e o carácter público que um edifício desta natureza deve ter”, refere a mesma nota.

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Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho (arqº Álvaro Fernandes Andrade)

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50 obras integram primeira fase do projecto Tours – ‘Turismo e Arquitectura’

O programa proposto atravessa o território nacional de Norte a Sul, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, numa iniciativa conjunta da Casa da Arquitectura e do Turismo de Portugal. Para 2023 está previsto que mais 100 obras integrem o projecto

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A primeira fase da plataforma Tours – “Turismo e Arquitectura” conta com 50 espaços de referência da arquitectura nacional. Uma iniciativa conjunta da Casa da Arquitectura (CA) e do Turismo de Portugal, que se juntaram para criar um programa de visitas que seja uma referência no domínio do turismo dedicado à arquitectura.

O programa proposto atravessa o território nacional de Norte a Sul, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, através das obras de arquitectos como Gonçalo Byrne, Siza Viera, Souto de Moura, Carlos Castanheira, Teotónio Pereira, Carrilho da Graça, Luis Pedro Silva, Aires Mateus, entre tantos outros.

Para já, “esta selecção é o ponto de partida de um levantamento que ser representativo e que será desenvolvido no futuro”, afirmou Nuno Sampaio, director-executivo da CA, por ocasião da apresentação da plataforma, adiantando que “em 2023 mais 100 obras serão disponibilizadas”.

O programa está dividido em dois eixos programáticos. O Visite Connosco, com visitas orientadas a edifícios seleccionados em sete regiões de Portugal, acompanhadas por monitores especializados preparados pela equipa da Casa da Arquitectura. O programa inaugural destas visitas orientadas gira em torno do tema Mestres da Arquitectura Portuguesa,​ uma selecção de quatro percursos – Legado do Porto; Património nortenho; Lisboa em Continuidade; Lisboa, Monumental Ribeirinha – que marca o início de um conjunto em contínuo desenvolvimento passível de ser vendido em articulação com os promotores turísticos que operam no mercado nacional e internacional. 

E o Visite por Si, visitas livres e autónomas, apoiadas por um mapa interactivo com a 50 obras acompanhadas das informações fundamentais sobre os projectos seleccionados.

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MASS Lab projecta comunidade sustentável na Quinta da Freixeira [c/galeria imagens]

O gabinete de arquitectura apresenta-nos a Quinta da Freixeira, um projecto urbano que assenta na criação de uma comunidade sustentável, inclusiva e com reduzida pegada ecológica. Uma proposta em que o gabinete assume também o seu papel, e responsabilidade, na criação de cidades mais acessíveis e habitáveis

O projecto urbano da Quinta da Freixeira, desenhado pelo gabinete de arquitectura MASS Lab parte de uma premissa: “estima-se que em 2030, uma em cada cinco pessoas que vivem em ambiente urbano vão querer morar no campo”. “Então, como podemos viabilizar uma experiência de vida radicalmente diferente fora da cidade, que agrade aos actuais moradores urbanos?” questionou o gabinete. Desta reflexão nasceu a Quinta da Freixeira, um projecto que conta com a promoção da ADDSolid, e que tem por base um conceito de sustentabilidade ambiental, ecológico e social.

Este novo empreendimento está localizado em Lousa, no concelho de Loures, na fronteira com o município de Mafra, no centro de um triângulo montanhoso compreendido entre as serras da Atalaia, Carregueira e Serves, o que lhe confere um tipo de paisagem distinta da habitual paisagem dos municípios da grande Lisboa. A Quinta da Freixeira remonta à primeira metade do século XVIII, num período marcado pela fixação de diversas actividades industriais, associadas às actividades agrícolas e pecuárias da região. Esta envolvência e património histórico são recuperados e fazem parte integrante do projecto delineado pelo atelier para a construção de uma “Comunidade”.

“A proposta integra a manutenção de elementos do ambiente industrial, como os fornos e chaminés, aos quais são associados diferentes papéis na materialização de um imaginário de regeneração, associados à caracterização do espaço público, assim como de alguns edifícios afectos a lotes privados que deverão ser respeitados, regenerados e integrados com o novo edificado a construir”, lê-se na proposta do projecto.

A construção de uma comunidade
Mais do que a oferta residencial esta é uma proposta de criação de uma comunidade “centrada nas pessoas”, que aproveita “a envolvente natural para funções complementares à urbanização”, quer na vertente social quer na vertente de lazer e desporto.

Numa área com mais de 55 000 m2, apenas 11 000m2 estão previstos para habitação, distribuídos por 45 moradias e 38 apartamentos. Cerca de 7600 m2 estão destinados ao comércio, serviços, restauração, estando prevista ainda a criação de um pólo tecnológico. O projecto integra ainda uma residência sénior com capacidade para 120 utentes e uma unidade de cuidados continuados. Os diferentes programas de serviços, oferecem novos postos de trabalho, agregadores de espaços com opções de lazer, cultura e educação.

O projecto de arquitectura contempla ainda a criação de uma rede de espaços comunitários, zonas de hortas, desporto e parques infantis, bem como de uma rede pedonal de aproximação à natureza. “Toda a área da proposta está dotada de espaços de convívio do mais diferente ao mais específico: diferentes zonas de estar estão espalhadas pelo terreno, porém zonas mais específicas como zonas de horta, zona de exercício físico informal e parques infantis estão estrategicamente localizadas para que os utilizadores com interesses comuns possam usufruir e partilhar estes espaços”.

O pilar da sustentabilidade
O projecto assume desde a primeira hora o compromisso com a sustentabilidade, ambiental, mas também social e económica, com a redução de emissões e com a circularidade dos materiais. Em suma, “recorremos a estratégias que tornam a proposta sustentável do ponto de vista social, económico, hídrico e ambiental, de forma a tornar esta zona o menos dependente de outras centralidades. A presente solução enfatiza o sentido de comunidade e circularidade através de um conjunto auto-suficiente envolvendo e integrando os seus residentes”.

Afinal, “uma comunidade verde e resiliente tem de ser planeada, projectada e operada de forma a minimizar as emissões ao longo do ciclo de vida do seu desenvolvimento e da sua operação. O objectivo é atender às necessidades dos seus residentes, trabalhadores e visitantes, sendo capaz de criar um ambiente e lugar que responda às exigências contemporâneas de pessoas e negócios permitindo que a comunidade prospere”, justifica a equipa de arquitectos no documento de apresentação da Quinta da Freixeira.

Face à preocupação com as alterações climáticas, o projecto introduz um tipo de construção “com o mínimo impacto possível, considerando a impermeabilização do solo e facilitando o ciclo natural da água. Além disso, promove-se a criação de sistemas de armazenamento de águas da chuva que podem ser canalizados para o sistema de rega ou depósitos relativos a sistemas de segurança de contra incêndios”.

Na Quinta da Freixeira, o gabinete MASS Lab substitui o conceito de fim-de-vida da economia linear por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado. “É um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Inspirando-se nos mecanismos dos ecossistemas naturais, que gerem os recursos a longo prazo num processo contínuo de reabsorção e reciclagem, este conceito promove um modelo económico reorganizado, através da coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados. Caracteriza-se como um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica, mas que também requer igualmente enquadramento social e institucional”. A proposta pretende promover a utilização de materiais provenientes desta economia circular, mas também a própria recolha de materiais e resíduos selectiva. Alcançar o “net zero” é assumidamente uma meta a cumprir.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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A sublime integração com a Natureza [c/galeria de imagens]

Vencedor do concurso de arquitectura Concreta Under 40, o projecto do atelier Inês Brandão Arquitectura representa um elogio à natureza envolvente do montado alentejano e à sua arquitectura tradicional

O projecto da autoria do atelier da arquitecta Inês Brandão tem como pano de fundo a paisagem alentejana, inserido numa propriedade com 70 hectares, onde os carvalhos, as azinheiras, os sobreiros e as giestas povoam os diversos montes e criam uma paisagem idílica. Um projecto que privilegia o contacto com a natureza e que buscou na arquitectura tradicional alentejana um segundo foco de inspiração.

“Os clientes não sabiam ao certo o que é que queriam, para além de que queriam uma casa onde se usufruíssem ao máximo desta qualidade de vida de campo. Esse foi o nosso ponto de partida: privilegiar e, simultaneamente, explorar ao máximo a natureza envolvente”, conta Inês Brandão. Uma tarefa facilitada, ou não, pelo facto deste terreno estar isento de construções pré-existentes o que permitiu a escolha do lugar certo para este projecto, no alto de uma colina, com vista privilegiada para a lagoa e colinas circundantes.

A sua forma, em cruz, surge da adaptação da construção ao local e às suas preexistências naturais, contornando as árvores à sua volta, sem cortar nenhuma. A arquitecta recorre à imagem de uma bailarina para justificar a escolha da forma da construção, moldada, em torno das árvores. Desta forma, “permitiu-se que cada um dos seus quatros braços fosse inteiramente rodeado pela paisagem envolvente que penetra no interior de cada espaço, criando a ilusão de uma construção de escala mais reduzida”, descreve.

Os 400 m2 de casa estão, assim, repartidos, comungando com a natureza sem a ela se sobrepor, enquanto a alusão à arquitectura típica alentejana ganha relevo. “A nível formal uma das imagens de referência que tínhamos era a típica casa branca, com grandes chaminés, mas de dimensão mais pequena. Esta forma em cruz permite-nos uma ilusão quanto à real dimensão do projecto”, conta Inês Brandão.

Quase que escondida pela natureza, chega-se à Casa por um caminho que serpenteia o terreno desde a entrada da propriedade, situada a um nível mais baixo, “permitindo a quem aqui chega absorver a envolvente da região, não revelando de imediato toda a paisagem e a casa”, o que reforça a imagem de um refúgio/oásis.

O refúgio
O hall de entrada é o ponto de intersecção dos dois eixos que definem a organização espacial da casa, e a partir do qual se acede aos restantes espaços. “No volume adjacente à entrada, encontramos o espaço de refeições e a sala de estar, que se abre generosamente para a extensa vista sobre o montado de sobro. No final deste braço está o escritório, um espaço mais intimista separado do resto por um alpendre, e com uma relação mais “serena” com a paisagem.

No volume perpendicular ao anterior, a cozinha surge, a um nível inferior, com uma relação mais próxima com a piscina, que dela se avista, conferindo a este espaço um carácter lúdico e convivial. Uma vez que consideramos que a casa e a paisagem se fundem num único elemento, foi fundamental pensar o desenho paisagístico de forma coerente, escolhendo plantas adaptadas ao clima, com pouca manutenção e resistentes à seca, com o objectivo de criar ambientes de cada área (..)”, descreve.
Por fim, no lado oposto da cozinha, desenvolve-se, a um nível superior, o volume dos quartos, acessível através de uma escada, que se prolonga até ao corredor que dá acesso aos quartos e que é pontuado por um conjunto de aberturas que permitem a iluminação natural do espaço, mas que mantêm a privacidade desta área. Cada quarto tem uma relação independente com a paisagem, usufruindo de uma vista mais controlada, dada a topografia que os acolhe. Lavanda e outras pequenas espécies formam a fronteira junto aos alpendres dos quartos, reforçando a tranquilidade inerente a estes espaços.

Ao longo de toda a Casa foram criados alpendres, antecâmeras que funcionam como espaços de transição entre interior e exterior e que delimitam os diferentes espaços. “Esses espaços podem ser ocultados por persianas de aço corten perfuradas, uma reinterpretação do “muxarabi” – elemento da arquitectura vernacular árabe, que controla passivamente a temperatura dentro da casa, pois permite a ventilação constante desses espaços”.
Da varanda ao interior, as vigas de madeira e a materialidade do piso reforçam a continuidade espacial. O betão afagado foi o material escolhido para o pavimento de toda a casa, pela sua simplicidade e robustez. Em toda a casa, o armazenamento foi embutido nas paredes e escondido através de portas com núcleo de palha. Este sistema permite que os espaços interiores dos armários sejam permanentemente ventilados.

Ficha Técnica

Nome do Projecto: Casa no Crato
Ano de conclusão do projecto: 2021
Área bruta construída: 394m2
Localização do projecto: Crato, Alentejo, Portugal
Programa: Habitação Unifamiliar
Arquiteto Líder: Inês Brandão
Equipa de projecto: Ana Filipa Santos, Olivier Bousquet
Escritório de Engenharia: Equação PTV
Paisagismo: Inês Brandão Arquitectura
Empreiteiro Geral: Jorge Félix dos Santos
Director de Obra: Rui Chorinca
Serralharia: Proençafer – Indústria De Serralharia
Carpintaria: Carpintaria Alagoense
Equipa de jardinagem: Tiago Dias e João Mário Dias

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Decoração do novo Mosteiro de Santa Clara com assinatura da Vilaça Interiores

“Acreditamos que entrelaçar a história e a tradição ao requinte e contemporaneidade que nos caracteriza é a melhor forma de respeitar a nobreza do monumento”, afirma Rui e Tiago Vilaça

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A Vilaça Interiores, empresa de design e arquitectura de interiores, inserida no mercado de luxo, assume a decoração do novo Hotel e Spa de 5 estrelas, nascido da recuperação de um dos mais icónicos monumentos nacionais, o Mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Uma operação que contou com um investimento entre os dois e os três milhões de euros.

A reconstrução do antigo Convento é um projecto do Grupo Arliz, que actua em várias áreas de negócio, nomeadamente a construção civil e a gestão hoteleira, e conta com a colaboração do arquitecto Carvalho Araújo, que liderou a componente estrutural e de renovação da obra.

De acordo com Rui e Tiago Vilaça, a dupla da Vilaça Interiores, “foi uma enorme honra em participar num projecto desta dimensão”. “Acreditamos que entrelaçar a história e a tradição ao requinte e contemporaneidade que nos caracteriza é a melhor forma de respeitar a nobreza do monumento”, afirmam.

Ocupando os primeiros três pisos estão os cerca de 90 quartos, sendo que o último é composto por quartos temáticos, pelos quais atravessa a magia das águas-furtadas. Responsável por torná-los requintados e confortáveis, a Vilaça Interiores recorreu quase integralmente a móveis de design próprio e fabricados em exclusivo para o hotel, deixando as paredes narrar a história do edifício através de fotografias e ilustrações do Mosteiro.

Além de um sofisticado serviço de alojamento, o hotel integra múltiplos espaços socias e culturais.

De acrescentar, ainda, que, no decorrer da obra, foi descoberto um piso subterrâneo sem registos anteriores, no qual está previsto um Centro Interpretativo, a abertura de um restaurante de luxo, não só para os hóspedes, mas também aberto ao público, acompanhado pela garrafeira onde irão habitar os vinhos a ser servidos aos clientes.

Paralelamente, numa construção em separado que avizinha o hotel, idealizou-se a concepção daquela que virá a ser a sua atracção primordial, o Spa e Wellness Center, que garante diversos serviços de lazer, entre os quais a sauna e a piscina interior.

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“The Clothed Home” ou como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados

A exposição de origem polaca “The Clothed Home: Tuning In To The Seasonal Imagination” evoca rituais de relação com o mundo natural e reflexão do ritmo das mudanças sazonais

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A exposição ‘The Clothed Home: Tuning In To the Seasonal Imagination’ está patente até ao final do mês de Novembro na Trienal de Arquitectura de Lisboa e explora as formas como os têxteis têm sido utilizados para reflectir o ritmo das mudanças sazonais nos interiores domésticos.

A ideia da exposição polaca, criada em 2021, revela uma surpreendente actualidade. Cada vez mais se começa a procurar formas de adaptar os interiores ao inverno que se aproxima – não só no contexto decorativo, mas também para fornecer isolamento adicional. Assim, a atenção volta-se para a sazonalidade, até há pouco tempo considerada parte marginal da vida, mas que agora se sente cada vez mais o seu impacto.

Enraizada nas antigas tradições têxteis polacas e nos rituais domésticos, a exposição procura restabelecer e cultivar uma relação mais atenta com o mundo natural e as suas contínuas mudanças. Na era pré-elétrica, antes que a acessibilidade do aquecimento central e do ar condicionado tornasse os moradores acostumados às condições externas, as casas funcionavam como ressoadores, ajudando-os a sentir o ritmo cíclico do ano.

Inspirações e soluções para as casas podem ser encontradas na tradição polaca dos têxteis, que é explorada e exibida pela “The Clothed Home”. A exposição recorda como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados, utilizando as tradições dos desenhos têxteis polacos anteriores à era da electricidade.

Os criadores de kilins tecidos à mão, revestimentos de parede e tecto, tapetes e outros têxteis utilizados para design de interiores, usam o significado e a temperatura das cores para recriá-los. Assim, indicam o ritmo que outrora foi marcado pelo ciclo das estações. A visualização destas salas “vestidas”, executadas por Alicja Bielawska, uma artista que cria obras espaciais com tecidos, inspira a re-sintonizar os ciclos da natureza e a refletir sobre o seu lugar no presente.

Małgorzata Kuciewicz e Simone De Iacobis do grupo Centrala – um estúdio de arquitectura e pesquisa de Varsóvia que lida com reinterpretações e intervenções espaciais destinadas a renovar a linguagem da arquitectura – são responsáveis pelo conceito e design da exposição. A curadora da exposição é Aleksandra Kędziorek, e a identidade visual foi desenhada por Anna Kulachek.

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As instalações dos Aires Mateus para a Bienal de Veneza em livro

A apresentação do livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations” é uma iniciativa da Livraria A+A e da editora Architangle e tem lugar no CCB no próximo dia 15 de Novembro

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A Livraria A+A e a editora Architangle apresentam, no próximo dia 15 de Novembro, o livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations”. A iniciativa terá lugar na Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém e será apresentada por Delfim Sardo.

Esta edição, que apresenta as cinco instalações de arquitectura criadas para a Bienal de Veneza pelos arquitectos Aires Mateus durante a última década, está dividida em cinco volumes singulares. Cada um dos quais dedicado a uma das cinco instalações e que reflectem como nelas o espaço é retratado de uma forma sensitiva, poética e até matemática.

Cada instalação possui um pequeno ensaio, escrito por filósofos, arquitectos e um crítico de arte, nomeadamente Ricardo Carvalho, Nuno Crespo, Sofia Pinto Basto, Paulo Pires do Vale e ainda Delfim Sardo. Inclui, ainda, textos introdutórios de Francisco e Manuel Aires Mateus.

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