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ASAVAL reúne em congresso para discutir os desafios do sector

A revisão da Lei que regula o sector e os desafios que se colocam ao sector nos curto e médio prazos vão estar em foco no congresso anual da ASAVAL, que se realiza a 19 de Novembro

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A revisão da Lei que regula o sector e os desafios que se colocam ao sector nos curto e médio prazos vão estar em foco no congresso anual da ASAVAL, Associação Profissional das Sociedades de Avaliação. Sob o lema Avaliações para o Sector Financeiro – Desafios no Curto e Médio Prazos, a iniciativa, realiza-se dia 19 Novembro em formato webinar, através da plataforma Zoom.

“Sendo as avaliações realizadas para o sector financeiro, uma das maiores componentes do número de avaliações realizadas anualmente pelos peritos avaliadores e considerando que já passaram 6 anos sobre a publicação da Lei 153/2015 de 14 de Setembro, que regula a actividade dos peritos avaliadores responsáveis por estas avaliações, entendemos ser pertinente discutir o tema da revisão da Lei e dos desafios que se colocam ao sector no curto-médio prazo. Desta forma, para além da necessidade de revisão da lei, serão abordados temas relacionados com as alterações climáticas e a forma como os regulamentos comunitários sobre este tema irão afectar a valorização dos imóveis. Discutiremos ainda o crescimento dos Métodos de Avaliação Automáticos (AVM) no nosso País e os desafios que esta situação traz para o sector”, adianta Paulo Barros Trindade, presidente da direcção da ASAVAL.

O evento irá contar com a participação de representantes dos principais Bancos e Fundos Imobiliários que actuam no nosso país, bem como de muitos profissionais ligados ao sector da Avaliação Imobiliária, bem como de oradores nacionais e estrangeiros.

Confirmados estão, à data, os nomes de Nuno Gaspar, coordenador funcional do Departamento de Supervisão Prudencial e Autorizações da CMVM, Michael McBrien (Assessor do Board do TEGOVA), George Matysiak, docente da University of Reading Business School, Susana Fernandes, directora de Avaliações do Santander, em representação da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Manuel Puerta Costa da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), Élio Rodrigues, Coordenador de Avaliações de Due Diligence da sociedade gestora DoValue e o Paulo Barros Trindade REV, membro do Board do TEGOVA e presidente da direcção da ASAVAL.

A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, incluindo não associados da ASAVAL, mas necessita de inscrição prévia aqui.

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Investimento imobiliário na baixa e centro histórico do porto aumenta 30% para 197,1M€

As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados

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As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados. Trata-se de uma recuperação de 30% no montante investido nestes territórios face a 2020, ano em que o investimento tinha totalizado 147 milhões de euros.

A Baixa e Centro Histórico do Porto contribuíram com 48% de todo o investimento imobiliário concretizado no território composto pelas nove ARUs da cidade, conforme os dados do SIR-Reabilitação Urbana, apurados pela Confidencial Imobiliário.

Assim, no conjunto das nove ARUs da cidade, foram transaccionados em 2021 um total de €408,9 milhões de euros em 2021, montante que supera em 12% os 366,7 milhões de euros transaccionados em 2020. Esta evolução positiva é reflexo sobretudo da retoma verificada na Baixa e Centro Histórico, já que nas sete restantes ARUs da cidade do Porto a nota dominante foi de estabilização do investimento imobiliário. Em 2021 contabilizaram-se 211,8 milhões de euros investidos em imobiliário nas outras sete ARUs, quando em 2020 a actividade nesse território tinha ascendido a 219,7 milhões de euros.

A retoma do investimento foi acompanhada pela forte recuperação dos preços na Baixa e Centro Histórico. Em 2021, os preços de venda da habitação neste território aumentaram 13,7%, quebrando dois anos consecutivos de descidas, de acordo com o Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto. No final de 2020, os preços apresentavam um decréscimo de 4,8%.

De acordo com os dados do SIR-Reabilitação Urbana, em 2021 o preço médio de venda da habitação na ARU do Centro Histórico atingiu os 4.558€/m2, liderando em relação a todas as outras ARUS. Na ARU da Baixa, o preço médio de venda fixou-se em 3.763€/m2 em 2021.

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Zome realiza primeira escritura pública em criptoactivos na Europa

A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga que custou ao comprador quase 3 bitcoins, cerca de 110 mil euros

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A Zome montou, em conjunto com a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA e outros parceiros do Crypto Valey, na Suíça, a primeira operação de venda em criptoactivos, sem necessidade de conversão para euros antes do acto da escritura. A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga.

“A ligação do digital ao físico tangível é um marco incrível, e o primeiro passo da ligação do físico ao digital em áreas tão opostas como uma casa e uma peça de software. Estamos empenhados em continuar a apostar na tecnologia e posicionar-nos na linha da frente no mundo web 3.0, para acompanhar a tendências do sector e, acima de tudo, conseguirmos oferecer o melhor serviço aos nossos clientes. Sabemos que o futuro da mediação passará pelos criptoactivos, por isso acreditamos que esta transacção dará início a todo um novo mundo de possíveis negócios”, destaca Carlos Santos, Chief Technology Officer da Zome.

O processo contou com a assessoria jurídica da Antas da Cunha ECIJA, que ficou a cargo da construção da operação, do enquadramento fiscal, e da conformidade do negócio no que diz respeito às regras preventivas de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O processo integrou todos os passos necessários, desde a identificação dos intervenientes, ao processo de compliance e à rastreabilidade da origem dos criptoactivos, de modo a assegurar a legitimidade dos bens digitais antes da transacção imobiliária.

“Não acreditamos em bons advogados, sem bons clientes. A Zome permitiu-nos ter a certeza de que podemos ser ainda melhores, e ir além do que imaginámos. Este tipo de negócios terá um incremento exponencial e Portugal está a dar sinais muito promissores em termos de economia digital, por isso consideramos que esta operação pode ser uma grande oportunidade de crescimento e de criação de valor”, acrescenta Nuno da Silva Vieira, advogado e sócio responsável pela área de prática de Legal Intelligence da Antas da Cunha ECIJA.

O formato em que a escritura pública decorreu, teve por base o recém-aprovado Código Notarial, liderado pelo Bastonário dos Notários em Portugal, Jorge Silva, que realizou esta primeira escritura pública em Portugal e, em rigor, na Europa.

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Município de Bragança alarga Áreas de Reabilitação Urbana ao meio rural

Desta forma, o alargamento do processo de delimitação das ARU aos aglomerados rurais faz com que todas as freguesias do concelho sejam abrangidas por um conjunto de benefícios e incentivos que irão contribuir para estimular o envolvimento do sector privado no processo de reabilitação do edificado

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O Município de Bragança vai alargar a delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) aos aglomerados habitacionais do meio rural. A proposta do executivo, aprovada na Assembleia Municipal, possibilitará a quem pretenda reabilitar património no meio rural o acesso ao mesmo tipo de benefícios fiscais que outros empreendimentos localizados em zonas delimitadas e prioritárias para o efeito.

Apenas seis meses após a tomada de posse, o executivo municipal levou e aprovou em Reunião de Câmara, e submeteu à Assembleia Municipal, uma proposta para promover a reabilitação do património edificado do concelho, através do alargamento do processo de delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana. A criação destas ARU, que passarão a abranger os aglomerados do meio rural, pretende possibilitar o acesso aos mesmos benefícios fiscais inerentes às zonas prioritárias para reabilitação urbana já existentes na cidade [três zonas: Centro Histórico (64 ha), Cantarias (225 ha) e S. João de Deus (138,5 ha)] e estimular a recuperação do património edificado no meio rural.

Em relação aos incentivos fiscais para as Áreas de Reabilitação Urbana, estes passam pela isenção de IMI por um período de 3 anos, passível de prorrogação por mais 5 anos a contar da data de conclusão da acção de reabilitação; pela isenção de IMT na aquisição e na 1ª transmissão do imóvel, desde que reabilitado no prazo máximo de três anos e destinado, exclusivamente, a habitação própria e permanente; assim como pela aplicação de taxa reduzida de 6% de IVA em empreitadas de reabilitação urbana, em empreitadas de reabilitação urbana realizadas em imóveis ou em espaços públicos localizados em Área de Reabilitação Urbana, ou no âmbito de operações de requalificação e reabilitação de reconhecido interesse público nacional ou em empreitadas de beneficiação, remodelação, renovação, restauro, reparação ou conservação de imóveis ou partes autónomas destes afectos à habitação, com excepção dos trabalhos de limpeza, de manutenção dos espaços verdes e das empreitadas sobre bens imóveis que abranjam a totalidade ou uma parte dos elementos constitutivos de piscinas, saunas, campos de ténis, golfe ou minigolfe ou instalações similares.

Destaque igualmente para os fundos de Investimento Imobiliário que ficam isentos os rendimentos de qualquer natureza obtidos por fundos de investimento imobiliário que operem de acordo com a legislação, desde que parte dos seus activos sejam bens imóveis sujeitos a acções de reabilitação realizadas nas áreas de reabilitação urbana.

Desta forma, o alargamento do processo de delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana aos aglomerados rurais faz com que todas as freguesias do concelho sejam abrangidas por um significativo conjunto de benefícios e incentivos que irão contribuir, de forma concertada, para estimular o envolvimento do sector privado no processo de reabilitação do edificado.

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Vila Franca de Xira assume-se como eixo logístico

É um dos mais recentes negócios envolvendo o sector logístico na região: um terreno em Vila Franca de Xira, com uma área total de 100.560 m2 foi adquirido por 2 M€ por uma empresa nacional de referência no sector da logística. Um negócio intermediado pela doValue Portugal

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A doValue Portugal, gestora de créditos e activos imobiliários, intermediou a venda de um terreno com uma área total de 100.560 m2 a um operador logístico nacional de referência por um valor superior a 2 milhões de euros, numa operação que foi concluída em Março.

O terreno localiza-se em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, um local de excelência para uso logístico, com acesso directo à EN1 e junto dos nós da AE1 de Castanheira do Ribatejo e do nó da AE1 e AE10 do Carregado.

“O sector da logística apresenta um forte dinamismo, com os operadores e promotores empenhados nas oportunidades de investimento e expansão em Portugal”, refere João Ribeiro, Director de Real Estate da gestora de créditos e activos imobiliários.

“O potencial desenvolvimento de um projecto logístico neste terreno trará maior dinamismo económico, consolidando esta zona como referência logística em Portugal”, acrescenta o responsável.

A doValue Portugal, ex-Altamira Portugal, pertence à companhia de serviços financeiros italiana doValue (anteriormente doBank), cotada na Bolsa de Milão. O Grupo doValue Altamira é um dos maiores servicer do sul da Europa, com uma carteira de activos financeiros e imobiliários superior a 160.000 milhões de euros, distribuída por Portugal, Espanha, Itália, Chipre e Grécia.

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CBRE ganha gestão e comercialização do LeiriaShopping

Inaugurado em 2010, o centro comercial conta com dois pisos, 116 lojas e 7 salas de cinema

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Ao portefólio de centros comerciais e retail parks já gerido e comercializado pela CBRE, junta-se agora o LeiriaShopping. Inaugurado em 2010, o centro comercial conta com dois pisos, 116 lojas e 7 salas de cinema.

Com os novos e recentes mandatos de gestão e comercialização, a plataforma ibérica da CBRE chega aos 53 centros comerciais e retail parks na Península Ibérica, dos quais 18 em Portugal, ultrapassando assim os 2 milhões de metros quadrados de área bruta locável. Desta forma, a consultora inicia 2022 com o reforço da sua posição de liderança na gestão imobiliária em Portugal, nomeadamente no sector de retalho e grandes espaços comerciais.

A CBRE gere activos de retalho há cerca de 10 anos em Portugal e, em vários centros comerciais, foi levado a cabo um trabalho de reposicionamento no sentido de garantir que os activos se mantinham relevantes na sua zona de influência, garantindo assim uma experiência de visita única através de processos de reforma e rebranding, repensando a estratégia de comercialização dos centros.

“É um orgulho continuar a ampliar a carteira de activos sob gestão. Esta nomeação revela confiança na CBRE e nas suas equipas e é, acima de tudo, o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em estreita parceria com os nossos clientes. O nosso objectivo para o futuro passa por garantir a implementação da nossa estratégia focada em ESG (Environmental, Social & Governance) e hospitality e criar experiências realmente diferenciadoras maximizadas pela melhores ferramentas tecnológicas e, claro, pelo expertise das nossas pessoas no terreno”, sublinha Luís Arrais, Property Management Director para a Península Ibérica.

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Savills coloca UON Consulting no CCB

O novo espaço, correspondente a duas salas, tem uma área total superior a 1.400 m2

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A consultora imobiliária internacional Savills assessorou a Fundação CCB no arrendamento da nova sede da UON Consulting. Os espaços, inseridos no Centro Cultural de Belém (CCB), são duas salas uma com 1.232 m2 e outra com 226 m2 e dispõem de acesso privilegiado a um pátio interior com 242 m2 e de lugar de estacionamento coberto.

Os novos escritórios da UON situam-se numas das zonas mais emblemáticas da cidade de Lisboa, permitindo uma sinergia única entre os novos escritórios e a sua actividade. O CCB é uma das maiores referências culturais a nível nacional e internacional, que proporciona uma dinâmica cultural a todos aqueles que ali se encontram.

Luísa Noronha, offices senior Consultant da Savills Portugal, refere que “esta é uma empresa que valoriza particularmente a interacção entre as suas equipas e as áreas generosas, iluminação aprazível, contacto com arte, criando um ambiente de trabalho onde todos se sintam parte de uma grande equipa. O CCB proporciona e potencia todas estas sensações, seja pelo que representa do ponto de vista da oferta cultural, seja pelo espaço arquitectónico em si mesmo. Este é, pois, o local certo para o desenvolvimento da sua actividade, permitindo, assim, uma simbiose natural entre ambos”.

Após dois anos de pandemia, em que o mote foi o teletrabalho, a UON está já plenamente instalada no novo espaço no CCB, disfrutando das condições que considera privilegiadas para o desenvolvimento das suas diversas actividades. Segundo a UON Consulting, trata-se de “um excelente local para retomar em pleno o trabalho presencial. Localização desafogada, espaço interior amplo, rodeados de beleza, história, jardins, arte. Poderemos assim dar continuidade ao desenvolvimento do nosso grupo, proporcionando aos nossos colaboradores condições de excelência”.

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CML cria comissão para simplificar e acelerar licenciamento urbanístico

A criação da Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo é a primeira medida concreta do novo executivo para travar o problema do licenciamento na autarquia

A Câmara Municipal de Lisboa criou a Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo, para dar resposta ao volume de processos de licenciamento que carecem de pareceres internos dos vários Serviços Municipais. O objectivo é simplificar e desburocratizar os procedimentos internos e assegurar uma resposta concertada e mais célere, através da maior articulação dos serviços na obtenção de uma decisão final, “com ganhos para os requerentes em termos de melhoria dos prazos de resposta da autarquia, assim como de maior qualidade e objectividade da apreciação”.
“O principal objectivo é simplificar e desburocratizar os procedimentos internos e assegurar uma resposta concertada e mais célere aos requerentes. Para isso, esta Comissão vai sentar à mesma mesa os vários Serviços que têm de se pronunciar sobre os processos urbanísticos e garantir a comunicação de uma forma célere e eficaz inter-serviços, com impacto na redução dos prazos de apreciação”, assegura Joana Almeida, Vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa.
Assim, irá ser da competência desta comissão a “ponderação e compatibilização da análise técnica das propostas de pareceres internos, garantindo a coerência, clareza e objectividade necessárias às propostas de decisão.”
Consoante o tipo de processo, e as suas especificidades, são convocados para reunião de concertação representantes de diferentes unidades orgânicas do município, desde a área do ambiente à gestão patrimonial, ao ambiente e/ou desporto, entre outros. A primeira reunião está agendada para 6 de Maio.
A criação desta equipa interdepartamental é o primeiro passo para resolver o problema do licenciamento na câmara municipal de Lisboa. Mas a estratégia para acabar com o atraso e os problemas nos processos de licenciamento incluem ainda a digitalização dos processos e, por fim, a criação da figura do ‘gestor do processo’.

Pela transparência e o fim da corrupção
Também em marcha está já em curso a segunda fase do “urbanismo digital”, um trabalho interno e “profundo” no seio da autarquia, que irá resultar na desmaterialização dos processos, permitindo que os seus requerentes possam, a qualquer momento, consultar em que fase está o seu processo e quais os entraves que estão a bloquear que o processo decorra no tempo contratado.
O presidente da autarquia falou recentemente sobre este processo perante uma plateia de especialista e reconheceu que é preciso imprimir uma maior transparência no processo.
A digitalização dos procedimentos irá concorrer para uma maior accountability e transparência do processo. Com o presidente a assumir que esta “é uma marca que queremos deixar”. Para isso a actual vereadora do Urbanismos conta com todo o apoio de Carlos Moedas e “passou a deter também o pelouro do combate à corrupção. A melhoria digital é um passo gigantesco e é preciso tempo. É algo que não se resolve em dois dias, sendo necessário implementar estruturalmente na camara municipal todos os novos procedimentos. A transparência digital é a capacidade de ter as nossas próprias feridas expostas e isso significa que os nossos erros passam a estar visíveis e que nos podem criticar. Significa assumirmos as culpas e resolvermos. É duro ter a ferida exposta, mas é a única luta que conheço para trazer a transparência”, sublinhou Carlos Moedas.
Neste que é o primeiro ano de mandato o foco recai em dois grandes eixos: na melhoria da fase de instrução dos processos e, segundo, na maior clarificação das normas do PDM que mais entraves colocam nos processos gerando indeferimentos. Nesse sentido, as medidas a implementar compreendem a melhoria da informação disponível no site da Câmara, criação de uma “academia de urbanismo” que irá, entre outras tarefas, organizar sessões de esclarecimento para instrução e submissão de processos, e o lançamento de um guia de boas práticas.

2000 fogos para recuperar “Já!”
Outro dos eixos de actuação da política de Habitação está relacionado com a criação do que Carlos Moedas chamou de “malha social equilibrada”. E este será o princípio base da política de Habitação da autarquia ao nível, por exemplo da habitação acessível, um problema para o qual “não há uma solução, há várias e é da responsabilidade de todos, públicos e privados”, reiterou Carlos Moedas. De acordo com o presidente do município nestes primeiros meses a sua equipa identificou cerca de dois mil fogos, não atribuídos ou em estado devoluto em Lisboa. “Temos que os reabilitar e resolver o problema imediatamente e temos que continuar a fazer novos e a construir novos. E só conseguirmos se olharmos para o problema desta maneira: juntos. Seja em cooperativa, seja em parcerias público privadas, seja com investimento privado”, sublinhou o responsável.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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AM|48 conclui Promenade [com galeria de imagens]

O empreendimento, que representou um investimento no valor de 50 M€ foi alvo de grande procura de investidores estrangeiros, que representam 80% das vendas do edifício localizado na avenida 24 de Julho em Lisboa

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Encontra-se concluído o empreendimento Promenade, um dos projectos da promotora imobiliária AM|48. Localizado em plena Avenida 24 de Julho, na frente ribeirinha de Lisboa o edifício representou um investimento total na ordem de 50 milhões de euros, tem cinco pisos pelos quais estão distribuídos apartamentos de tipologias T1 a T3 e penthouses de tipologias T3 a T6, e ainda espaços comerciais no piso térreo.

Com a maioria dos apartamentos já comercializados, encontrando-se neste momento a aguardar a emissão da licença de utilização pelas autoridades competentes, o edifício, que conta com a assinatura do premiado arquitecto Frederico Valsassina e construção pela Mota-Engil, foi alvo de grande procura por parte de investidores estrangeiros, que representam 80% dos compradores.

No âmbito de uma aposta na criação de oferta residencial de nova construção numa das zonas mais trendy da cidade, oferta esta muito pouco expressiva até então, o Promenade veio abrir novos horizontes com as suas linhas de modernidade inseridas num contexto citadino tradicional. Integra-se esteticamente na sua localização, com uma fachada marcada por lâminas horizontais de betão branco, com planos de vidro recuados, num estilo de arquitectura contemporânea.

Os amplos vãos permitem que todos os apartamentos disponham de generosas varandas com vistas para o rio Tejo ou para a colina de Santa Catarina. Os apartamentos apresentam soluções, materiais, acabamentos e equipamentos de elevada qualidade, que permitem uma experiência de conforto, modernidade e excelência, sem igual.

No último piso encontram-se as quatro exclusivas penthouses (com tipologias de T3 a T6). Com acesso directo à cobertura do edifício, terraços privativos com piscina e vista panorâmica sobre Lisboa e o Tejo, cada uma das penthouses é dotada de elevador dedicado e ainda de box de estacionamento com características únicas, equipadas com uma pequena copa, casa de banho e carregador para veículos elétricos. Os restantes 36 apartamentos de tipologia T1 a T3 encontram-se distribuídos pelos quatro pisos inferiores.

A sua localização é privilegiada pela centralidade que ocupa e proximidade a locais de interesse, além de se adaptar a uma vivência urbana atual numa zona requalificada, com ciclovias, amplos passeios e ofertas variadas de lazer e comércio. O empreendimento dispõe ainda de um exclusivo SPA e ginásio.

A AM|48 é responsável pela promoção de vários empreendimentos não só a nível de nova construção, mas também de reabilitação urbana. Do seu portfólio fazem parte o empreendimento “Ópera Lx”, em plena Avenida da Liberdade, o “Focus Lx” na Avenida António Augusto Aguiar, o “The Boulevard”, na Praça dos Restauradores, entre outros que se encontram em desenvolvimento em Lisboa, mas também em Aveiro e no Algarve.

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Yotel chega ao World Trade Center Lisboa

Com uma área superior a 35 mil m2 e 127 quartos, o novo Yotel Lisboa WTC tem abertura prevista para 2024

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A marca de hotelaria Yotel acaba de anunciar a abertura de uma unidade em Lisboa. Com abertura prevista para 2024 e com 127 quartos, numa área superior a 35 mil m2, a nova propriedade fará parte do World Trade Center (WTC), promovido pelo FVC Group.

O hotel contará com um restaurante, um espaço para eventos e um bar panorâmico no telhado, todos os serviços de catering tanto para os trabalhadores de escritórios locais como para os hóspedes internos, ao lado terá um Grab+Go, áreas de trabalho, e um centro de fitness 24/7 com equipamento de última geração.

Além do hotel, o novo empreendimento conta com uma área de escritórios, espaços comerciais e recreativos, com o propósito de promover o bem-estar físico e emocional, através de soluções inteligentes, acessíveis e sustentáveis. Tal como o Yotel, o WTC foi concebido com espaços flexíveis, adaptáveis e evolutivos, encorajando a colaboração, o trabalho em rede e a produtividade, assegurando o conforto e a tecnologia que permitem poupar tempo.

O WTC Lisboa faz parte da rede World Trade Center, a maior plataforma mundial de negócios e investimentos, abrangendo 322 cidades, em 90 países. O Yotel Lisboa WTC será o primeiro de duas propriedades Yotel a fazer parte do ecossistema internacional do WTC, sendo o segundo a ser anunciado ainda este ano.

“Lisboa sempre foi uma prioridade para a expansão da Yotel, particularmente após a abertura da Yotel Porto no ano passado”, afirmou Rohan Thakkar, chefe de Desenvolvimento da marca. “O YotelL Lisboa WTC irá promover a nossa estratégia de expansão em toda a Europa do Sul, tanto em Portugal como nos mercados mais próximos, como Espanha e França”, reforçou.

Segundo Vasco Fonseca, COO do FVC Group, “o Yotel vem complementar o espaço do WTC, oferecendo um conceito perfeitamente alinhado com a nossa visão, que dá prioridade, acima de tudo, à inovação e tecnologia, à sustentabilidade e ao bem-estar das pessoas. Os espaços do Yotel são pensados para criar uma experiência única a cada estadia, capaz de envolver e ligar os hóspedes. O seu auditório servirá, ainda, de palco para grandes eventos, em particular, para receber a programação que prevemos para o WTC Business Club, que pretende ser um espaço de eleição para o networking empresarial e para a discussão de temas estratégicos para as empresas e projetos, de âmbito nacional e internacional”.

Actualmente, a marca Yotel opera 19 hotéis em todo o mundo e tem outros 13 em desenvolvimento.

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Zona prime de Lisboa mantém-se como primeira opção das empresas para sediar operações

Locais centrais com bons acessos, assim com uma rede de serviços complementares continuam a ser factores que ditam a tendência. No primeiro trimestre de 2022, Lisboa continuou a ser a primeira escolha para empresas que pretenderam estabelecer escritórios em Portugal ou relocalizar as suas instalações

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A conclusão é avançada pelo “Where do Companies Want to Be?”, um estudo elaborado pela consultora imobiliária internacional Savills, que analisou a performance do mercado ocupacional de escritórios, assim como os movimentos migratórios das empresas durante o 1º trimestre do ano.

No final deste período, o mercado de escritórios de Lisboa registou um total de 64.289m2 – um volume de absorção semelhante aos níveis pré-pandemia – o que representa um acentuado aumento de 120% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, e um aumento significativo de 46% em comparação com o período homólogo de 2020.
Foram 45 as operações fechadas, das quais 70% representam uma mudança de instalações de empresas e 17% correspondem à abertura de novas empresas na região de Lisboa. Um sinal claro de uma procura muito activa por parte das empresas, o que pode evidenciar a recuperação do mercado.

A zona Prime CBD (zona 1) é aquela que regista uma maior percentagem de instalação de novas empresas (56%). A zona Prime CBD (zona 1) e o Parque das Nações (Zona 5) foram as zonas de mercado que atraíram as percentagens mais elevadas em termos de volume de absorção por parte de Novas Empresas, com 63% e 52% respectivamente. Os sectores de actividade de Serviços a Empresas, Serviços Financeiros e Consultoria são os sectores que lideram a procura.
Na zona Prime CBD (zona 1) é importante referir ainda que 91% da área ocupada pelas novas empresas teve origem espaços operacionalizados de forma flexível, demonstrando assim a preferência por locais centrais com bons acessos e uma rede de serviços complementares para a implementação deste modelo de espaços de escritórios que se assume como uma forte tendência, impulsionada pelo pós-pandemia, de Lisboa enquanto cidade destino dos novos nómadas digitais.

O Corredor Oeste (zona 6) e a Zona Prime CBD (zona 1) detêm as maiores Loyalty Rates com 69% e 25%, respectivamente. As empresas sedeadas nestas zonas do mercado de Lisboa demonstram maior propensão para permanecer na mesma zona aquando da tomada de decisão de relocalização ou de expandir as suas instalações.

“Tendo em conta os dados do 1º trimestre de 2022 verifica-se uma trajectória de recuperação do mercado de escritórios, que se encontra hoje perto dos níveis pré-pandemia. Por outro lado, é também possível concluir que existe um aumento gradual de novas empresas a fixar-se em Lisboa, que continua a ser um dos destinos globais mais procurados. Sendo a capital portuguesa uma das cidades mais inovadoras da União Europeia, com políticas ambientais e de mobilidade apelativas, é expectável que Lisboa continue a ser um local muito procurado por empresas, seja para mudança de instalações ou para estabelecimento de novos espaços.”, justifica Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal.

Porque procuram as empresas novos espaços?
Este estudo elaborado pela Savills conclui que a grande maioria dos negócios efectuados (64%) se deveu, sobretudo, à necessidade de mudança de instalações das empresas, o que representou um volume de absorção de aproximadamente 44.140m2. A expansão de área foi o factor responsável por 20% dos negócios e tem associado um volume de absorção de quase 9.000m2. Já o estabelecimento de novas empresas em Lisboa representa cerca de 11.150m2 de parque empresarial e 16% dos negócios fechados.

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