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Arquitectura

Openbook cria estúdio NOBK [c/ galeria de imagens]

A nova marca é o resultado da integração do ateliê de Diana Noronha Feio na Openbook e a intenção é a de criar um diálogo permanente entre o design e a arquitectura

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Openbook cria estúdio NOBK [c/ galeria de imagens]

A nova marca é o resultado da integração do ateliê de Diana Noronha Feio na Openbook e a intenção é a de criar um diálogo permanente entre o design e a arquitectura

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A OPENBOOK anunciou a integrou na sua estrutura do ateliê de Diana Noronha Feio, criando desta forma uma nova marca no mercado de design e arquitetura: a NOBK. Uma nova marca especializada em design de interiores, que oferece um serviço personalizado para o desenvolvimento de soluções únicas para os clientes das mais diversas áreas: do turismo, residencial, restauração ou hotelaria.

De acordo com a empresa de arquitectura multidisciplinar, a integração e a criação da NOBK acontece de forma natural, no seguimento de um período longo, desde 2018, de colaboração com o ateliê de Diana Noronha Feio. O desenvolvimento conceptual para o remodelado bar do Ritz Four Seasons Hotel Lisboa ou, ainda, o conceito de interiores do novo hotel que nascerá no Convento do Carmo, em Moura, são apenas alguns dos exemplos de colaborações.

Este lançamento vem responder a uma tendência cada vez mais visível no mercado da arquitectura: a crescente ligação entre as disciplinas da arquitectura e do design de interiores. “Queremos fortalecer a estrutura de talento da OPENBOOK, numa altura em que estamos com um visível crescimento de mercado, oferecendo um serviço especializado e holístico, colocando a arquitectura e o design de interiores em pleno diálogo. Esta comunicação bidirecional entre exterior e interior, forma e conteúdo, é fundamental para o sucesso num mercado cada vez mais exigente”, reforça Paulo Jervell da OPENBOOK.

A OPENBOOK tem desenvolvido, desde 2007, um amplo e variado portfólio nas áreas residencial, turismo e lazer, equipamentos de logística, retalho e indústria, realizando ainda projectos urbanísticos e corporativos. A criação da NOBK é o reforço de uma aposta da OPENBOOK na área de design de interiores e consultoria de arte.

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Quadrante cria Centro de Excelência BIM

O novo Centro de Excelência “posiciona a Quadrante ao nível dos grandes grupos internacionais ao nível da digitalização”. Além disso irá permitir, também, aumentar a produtividade das equipas e integrar processos e novas ferramentas

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A Quadrante anunciou a criação de um Centro de Excelência dedicado à digitalização na construção, que vai permitir aumentar o peso do BIM na facturação global do grupo e criar cerca de 70 novos postos de trabalho no prazo de três anos, com tarefas diárias de produção com ferramentas BIM (Building Information Modelling).

O novo Centro de Excelência “posiciona a Quadrante ao nível dos grandes grupos internacionais ao nível da digitalização. Além disso, também, aumentar a produtividade das equipas e integrar processos e novas ferramentas para oferecer aos clientes edifícios e infraestruturas inteligentes e mais sustentáveis”, refere João Costa, administrador e responsável pela digitalização do Grupo. 

Os novos desenvolvimentos vão permitir integrar ferramentas de medição e monitorização da eficiência energética de edifícios e infraestruturas, gerir e medir a pegada de carbono de forma automática desde fases iniciais dos projetos, potenciar a economia circular em obras de elevada complexidade técnica, integrar simuladores de tráfego e inovar na gestão da construção e fiscalização, designadamente através de consultoria em serviços de Digital Twins, gestão e supervisão de obra, com as dimensões BIM do 4D e 5D.

 O novo Centro de Excelência BIM tem um gestor global dedicado totalmente ao BIM, que é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, com uma equipa focada e especializada em cada uma das unidades de negócio do Grupo. “Será feito um aumento significativo de recursos humanos distribuídos pelas diversas unidades de negócio, que se traduzem em investimento em software de última geração, formação contínua e especializada e novos processos de trabalho”. Neste momento, a Quadrante já conta com os primeiros técnicos em Portugal, nesta indústria, com certificado BIM profissional da buildingSMART International.

A Quadrante é membro da Comissão Técnica de Normalização CT197-BIM, em Portugal e sócio fundador e membro do Concelho Consultivo da Building Smart Portugal. Foi também distinguida com a menção honrosa do Prémio de Excelência BIM “Maturidade BIM” em 2021, pelo Built CoLAB, com o trabalho desenvolvido no projecto do Estádio de Bouaké, na Costa do Marfim. Entre outros projectos desenvolvidos destaca-se a Linha Rubi do metro do Porto, que vai ligar a Casa da Música e Santo Ovídio, o Mercado Central de Kumasi, a Subestação eléctrica 110/13.8kV de Panquehue no Chile, o Edifício Técnico de Apoio ao Novo Telescópio da ESO, entre outros.

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Bebedouro inclusivo da Larus entre o melhor design ibero-americano

A Larus, marca portuguesa de mobiliário urbano, foi distinguida na 8ª edição da Bienal Internacional de Diseño – BID, que reuniu o melhor design ibero-americano, em Madrid

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Os bebedouros “Hydra”, da autoria de Daniel Sousa e Pedro Gonçalves, foram distinguidos no certame internacional.

Estes equipamentos distinguem-se por serem bebedouros inclusivos, na medida em que uma das quatro versões, foi desenhada para pessoas com mobilidade condicionada, e, também, sustentáveis, uma vez que incentivam o consumo da água da rede, o uso e reutilização de vasilhames próprios não descartáveis e o reaproveitamento da água para animais. Os bebedouros “Hydra” são fabricados em aço e ferro fundido e estão disponíveis em quatro versões (S, L, Wash e Refill).

Os equipamentos premiados encontram-se em exposição na capital espanhola, no Museo Nacional de Artes Decorativas e na Central de Diseño de Matadero.

A Larus mobila cidades como Porto (Serralves e Avenida dos Aliados), Madrid (parque do Museu do Prado), Luanda (Baía de Luanda e Ilha do Cabo), Casablanca (Antiga Medina), Santiago de Compostela (Cidade da Cultura), Versalhes, Innsbruck ou Bruxelas.

A investigação em design é uma aposta estratégica da empresa, que tem como missão humanizar o território. Diariamente, o Gabinete de Investigação e Desenvolvimento desenvolve soluções técnicas que antecipam as necessidades urbanísticas.

A Larus foi considerada a melhor empresa europeia na implementação do Design pelo Centro Europeu de Design, em 2011. A originalidade e a diversidade das suas soluções resultam de uma estreita colaboração com os maiores nomes da arquitectura e design nacional. Siza Vieira, Souto Moura, Daciano da Costa, Alcino Soutinho, João Nunes, Carrilho da Graça, Henrique Cayatte ou Francisco Providência.

A LARUS conta 35 anos de história e tem hoje uma presença internacional na Europa, África e Médio-Oriente.

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Cushman&Wakefield assessora venda de unidade industrial na Marinha Grande

A unidade industrial é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A8 e A17, e é composta por duas naves com cave, onde constam dois armazéns, sendo que em uma delas também existem espaços destinados à fabricação e serviços administrativos

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A Cushman & Wakefield, consultora líder global em serviços imobiliários, anuncia que assessorou a Caixa Geral de Depósitos na venda de uma unidade industrial, com cerca de 10.000 m2 de construção, na Marinha Grande. O imóvel foi comprado pela Inipol, empresa portuguesa especializada em investimentos imobiliários e construção civil.

A unidade industrial é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A8 e A17, e é composta por duas naves com cave, onde constam dois armazéns, sendo que em uma delas também existem espaços destinados à fabricação e serviços administrativos.

O novo proprietário irá iniciar um processo de reabilitação no imóvel, uma vez que este está desocupada há, aproximadamente, 10 anos – altura em que a anterior ocupante, Grandupla, abandonou o espaço devido a insolvência.

Para Bruno Neves, consultor do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield Portugal, “esta transação demonstra o forte dinamismo que se sente no setor industrial e logístico em Portugal. Fruto da escassa construção de ativos que cumpram os requisitos da maioria das empresas, temos vindo a verificar um aumento na compra de imóveis para reabilitação, tornando-se assim, mais rápido o início da operação no espaço, quando comparado com um processo de licenciamento standard. O distrito de Leiria, é um dos que, dado à sua localização geográfica e face aos acessos existentes, tem conseguido atrair e reter empresas dos mais diversos setores, consolidando cada vez mais a região e posicionando-se assim como um dos principais eixos nacionais para a logística e indústria. A indústria em Portugal está viva e recomenda-se!”

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Renováveis: Eurowind Energy quer investir 400M€ em Portugal

Responsável da empresa alertou para dificuldades que o setor das renováveis enfrenta no país e que estão relacionadas com a morosidade na emissão e pareceres e licenças, incoerências legislativas

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A multinacional dinamarquesa Eurowind Energy, que inaugurou o segundo parque solar de produção de eletricidade do país, quer investir até ao fim desta década mais de 400 milhões de euros em Portugal. Pedro Pereira, diretor da empresa para a Europa do Sul, disse aos jornalistas que, “até ao final desta década, [serão investidos] 400 milhões” na construção de parques fotovoltaicos de pequena produção na Covilhã, Castelo Branco, Mafra, Vouzela e Bragança, com uma potência total instalada de 50 megawatts (MW).

“Metade vai arrancar em breve e a outra metade até ao final deste primeiro semestre para entrarem em exploração para o ano”, adiantou. A empresa dinamarquesa tem ainda três outros projetos previstos para Castelo Branco, dois parques eólicos e solares e um projeto de hidrogénio verde. “Temos o objetivo de hibridizar os nossos projetos com solar e eólico, juntando tecnologia para armazenar energia quando esta não está a ser produzida”, explicou.

O responsável alertou para diversas dificuldades que o setor das renováveis enfrenta em Portugal e que estão relacionadas com a morosidade na emissão e pareceres e licenças, incoerências legislativas, falta de recursos humanos” em diversos organismos como a Direção-Geral de Energia e Geologia e subdimensionamento da Rede Elétrica Nacional por insuficiência e incapacidade de pontos de injeção elétrica.

“Há uma grande morosidade no despacho de processos, o que explica que, para chegar à exploração de um parque, se tenha demorado seis anos, o que afasta o investimento”, disse, referindo-se ao Parque Solar de Triana, inaugurado no concelho de Alenquer, no distrito de Lisboa. Contudo, reconheceu o esforço de simplificação por parte do Governo para o cumprimento da agenda verde.

Na inauguração do investimento de 18 milhões de euros, o CEO da empresa, Jens Rasmussen, afirmou que estão “empenhados em construir mais parques no país”. O parque tem uma potência instalada de 22 MW, distribuídos por mais de 41 mil módulos fotovoltaicos ao longo de 30 hectares. Os promotores estimam uma produção de 41,5 gigawatts por ano, capazes de fornecer eletricidade a mais de 14 mil famílias.

Na inauguração, a secretária de Estado da Energia e do Clima, Ana Fontoura Gouveia, disse que 57% da eletricidade produzida em Portugal já provém de fontes renováveis e o objetivo é aumentar para os 80% até 2026. O país já dispõe de uma potência instalada de 2,5 GW e a meta é aumentar 1 a 1,2 GW este ano. Para simplificar os processos de licenciamento, foi lançado o programa ‘Simplex Ambiental’.

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Ponta Delgada recebe 16º congresso da Ordem dos Arquitectos

Repensar os recursos, a resiliência, a inclusividade e saúde e colaborar pelo compromisso com a qualidade da arquitectura são alguns dos temas em destaque. Antes disso, nos dias 9, 16 e 23 de Fevereiro, o programa “Warm Up” convoca as escolas de arquitectura para o debate

Cidália Lopes

“Qualidade e Sustentabilidade: construir o [nosso] futuro” é o tema do 16º congresso da Ordem dos Arquitectos que, pela primeira vez, vai acontecer fora de Portugal Continental. Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, é o local escolhido, para receber as temáticas ligadas à arquitectura, construção e sustentabilidade, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Março de 2023.

Um local que não foi escolhido por acaso, mas porque sendo “um ecossistema frágil e diverso representa um exemplo daquilo que importa conservar”, sendo por isso a “escolha perfeita” para reflectir sobre questões incontornáveis que a todos afectarão no futuro próximo”.

O 16º congresso pretende, assim, investigar e reflectir sobre novas formas de intervenção como meio de promover a consciência colectiva sobre o impacto social e ambiental da arquitectura, tendo em conta que arquitectos e projectistas assumem o papel de mediador e gestor de recursos, promovendo a integração de conhecimentos e capacidades interdisciplinares e transdisciplinares.

Com um programa que inclui vários painéis de debate, dedicados a “Repensar os recursos e adaptar a casa comum”; “Planear para a resiliência, inclusividade e saúde da casa comum”; ou “Colaborar pelo compromisso com a qualidade da casa comum”, o congresso contará, também, com a participação e contributos de vários convidados nacionais e internacionais, nomeadamente Iñaqui Carnicero Alonso-Colmenares, director general de Agenda Urbana y Arquitectura do Governo de Espanha.

Destaque também para o Programa Paralelo, onde teremos o “Warm Up” a 9, 16 e 23 de Fevereiro, através do qual o comité organizativo do congresso convoca as escolas de arquitectura para o debate e a construção de uma agenda da prática da arquitectura de jovens arquitectos com atenção à necessária sustentabilidade ambiental, social, económica e cultural.

De 1 a 5 de Março tem lugar o “Debater a Mudança”, uma exposição dos trabalhos vencedores dos quatro concursos de arquitectura organizados pela Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitectos, pela promoção das boas práticas de encomenda e defesa do interesse público por uma arquitectura de qualidade.

Nos dias 1, 2 e 3 de Março terá lugar o “Mudar Film Festival”, um ciclo de filmes de uma nova geração de autores e colectivos, em Portugal continental e nos arquipélagos do Atlântico, que desenvolve um trabalho de investigação e exploração do impacto, e tomada de consciência colectiva, das manifestações no território de fenómenos que recentemente articulamos como transição ecológica, digital e carbónica. Este projeto constitui-se em parceria com Jonathan Levine (Grémio dos Arquitectos) e Tiago Bartolomeu Costa (projecto FILMar), operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e com o apoio do Mecanismo Financeiro Europeu EEAGrants 2020-2024.

Haverá, também, lugar ao programa “Escola da Mudança”, que consiste na exibição de artes performativas sob os conceitos que se reflectem no quotidiano de estudantes do ensino secundário sobre o tema da sustentabilidade, tendo por base a especificidade do seu território – os Açores.

A fechar o programa paralelo “Climas Paralelos”, onde terão lugar duas conversas locais, com diferentes agentes da região, para debate das especificidades locais no âmbito da sustentabilidade social, ambiental e económica, e o “Roteiro pela Mudança”, que consiste em três itinerários organizados em articulação com a Anda&Fala, associação cultural que promove novas centralidades para a criação contemporânea no campo expandido das artes visuais.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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IHRU premeia reabilitação e trabalhos científicos

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica. Com periodicidade bienal, a próxima edição está prevista para 2024

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Foi a propósito de mais uma edição do Prémio Nuno Teotónio Pereira que o Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) premiou arquitectos, entidades promotoras, engenheiros e construtores.

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica.

Considerado um dos mais antigos concursos do sector imobiliário em Portugal, com o objectivo de “distinguir e incentivar as boas práticas nas áreas de actuação do IHRU”, o Prémio NTP tem periodicidade bienal, pelo que a próxima edição está prevista para 2024.

A entrega dos prémios, que decorreu no dia 30 de Janeiro, no Museu da Electricidade, contou a presença de Isabel Dias, presidente do IHRU e de Fernanda Rodrigues, secretária de Estado da Habitação.

No que diz respeito aos trabalhos de Produção Cientifica, os premiados são o arquitectos João Santa Rita, pela tese “Projectar com o Clima em Portugal: entre o Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa e a Revolução de Abril, 1955-1974” e a arquitecta Mariana Antunes, pela dissertação “Lugar Comum: Habitar (n)a cidade do Porto. Princípios de intervenção para uma área de habitação municipal”.

Já na vertente de Reabilitação Urbana foram atribuídos quatro prémios e três menções honrosas. Sobre reabilitação de edifícios de habitação, o primeiro lugar coube à recuperação do nº 339 na rua Álvares Cabral, com assinatura de Inês da Silva Pimentel. A promoção é de Daniel Lamas e Sónia Martins e a obra foi executada pela Rielza. O júri atribui, ainda, um Prémio Especial ao projecto que reabilitou a antiga sede do Diário de Notícias, na avenida da Liberdade. Promovido pela Avenue, a arquitecto teve a assinatura da Contacto Atlântico e a HCI executou a obra.

A reabilitação de edifícios para renda acessível na Rua Infante D. Henrique recebeu, ainda, uma menção honrosa nesta categoria. O projecto promovido pela Domus Social, contou com projecto de André Eduardo Tavares e execução da Expoentinédito.

Na variante de reabilitação de equipamentos, o prémio foi para o arquitecto Carrilho da graça pelo projecto do Convento de São Domingos, em Abrantes. Promovido pela Câmara Municipal, a obra foi executada por Teixeira, Pinto & Soares.

Por fim, a reabilitação de conjunto urbano ou de requalificação de espaço público coube à avenida Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Uma obra promovida pela Câmara Municipal de Tomar e cujo projecto é de Paulo Tormenta Pinto. Carlos Gil foi o responsável pela obra.

Para esta variante o júri atribui, ainda, duas menções honrosas. Uma delas foi para o Centro de Artes e Criatividade (CAC), como projecto e promoção do Município de Torres Vedras. A obra foi da responsabilidade das Construções Pragosa. A outra menção honrosa coube ao projecto de Nuno Lopes e Sofia Mota pela requalificação do Bairro do Sobreiro, na Maia. Promovida por Espaço Municipal – Renovação Urbana e Gestão do Património e executada por Pascoal & Veneza.

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NEC desenvolve tecnologia com impacto nos custos de construção

A japonesa NEC desenvolveu uma nova tecnologia de reconhecimento de imagem para digitalizar uma grande variedade de actividades de trabalho. Passível de ser utilizada pela indústria de construção, permite melhorar a precisão do planeamento das actividades, com impacto no seu tempo de execução e no custo. Ao CONSTRUIR, o director geral da NEC Portugal avançou que a nova tecnologia estará disponível para o mercado já este ano

A NEC Corporation desenvolveu uma tecnologia que reconhece em tempo real uma grande variedade de actividades de trabalho realizadas por diversas pessoas, a partir de imagens captadas por câmaras. Com uma alta precisão é possível, de acordo com a tecnológica japonesa, reconhecer de forma estável várias actividades de trabalho ao mesmo tempo. A eficácia ficou recentemente comprovada nos testes realizados nos estaleiros de construção da Daiwa House Industry.
João Paulo Fernandes, director-geral da NEC Portugal explica o impacto que esta tecnologia pode ter na actividade das empresas em áreas críticas, como seja o planeamento das actividades.

Há quanto tempo está a NEC no mercado português e que actividade desenvolve?
A NEC Portugal é uma subsidiária detida a 100% pela NEC Corporation do Japão, posicionando-se como uma empresa fornecedora de soluções TIC essenciais para a sociedade, criando valor para o país e apresentando as melhores soluções TIC aos seus clientes. Nesse sentido, a NEC Portugal tem a sua actividade focada no fornecimento de soluções nas áreas das infraestruturas para tecnologias de informação e comunicação, IoT e Big Data, segurança pública e identificação biométrica, sendo um bom exemplo da aposta de empresas Japonesas no nosso país, dado que ao longo dos 27 anos que marcam a sua presença em Portugal, o centenário grupo japonês NEC tem conseguido manter uma posição cimeira no mercado nacional das TIC, através da adaptação do seu posicionamento à evolução das tendências tecnológicas e do mercado.

A tecnologia desenvolvida em conjunto com a Daiwa House Industry está já presente em Portugal?
Esta tecnologia está na fase de testes de conceito, prevendo-se a sua disponibilização comercial durante o ano de 2023.

Quais os impactos da sua utilização pela indústria da construção?
Esta tecnologia permite reconhecer de forma automática a actividade humana num ambiente laboral, mesmo quando um grande número de pessoas está presente, tal como acontece frequentemente em estaleiros de construção. Isto permite reconhecer simultaneamente uma grande variedade de actividades de trabalho, tais como “escavação”, “compactação”, “nivelamento”, “nivelamento de betão”, “derrame de betão”, “transporte de carrinhos” e “montagem de barras”, realizadas em estaleiros de construção.
A utilização desta nova tecnologia permite estimar com menos de 10% de erro o tempo de trabalho gasto, para cada actividade, pelos trabalhadores no local, o que permitirá melhorar a precisão do planeamento das actividades de construção, quer em termos de cadeias de abastecimento, quer em termos de recursos humanos e materiais.
O planeamento de actividades é um elemento crítico da actividade de construção, pelo impacto que tem no seu tempo de execução e nos seus custos tanto de aprovisionamento como de implementação. Assim, a estimação fidedigna, com base em dados de campo até agora difíceis de obter, do tempo efectivamente consumido com a realização de cada actividade laboral, irá permitir um melhor planeamento das actividades de construção e, consequentemente, uma melhor definição dos recursos humanos e materiais efectivamente necessários, com a sua obtenção na quantidade e momento ideais e a redução de perdas por desperdício, o que se prevê virá a ter um impacto muito positivo ao nível da redução de custos e cumprimento de prazos.

O sector/indústria da Construção é um dos mais atrasados no que à adopção de tecnologia e à digitalização diz respeito. O processo acelerou nos últimos dois anos, como é que a NEC vê o “estado da arte” deste sector e o seu potencial, no que à adopção de novas tecnologias diz respeito?

O sector da Construção tem vindo a actualizar-se em termos de adopção de tecnologias de informação, mas mais naquilo que diz respeito às suas operações de BackOffice, o que se entende pela dificuldade de implementação e utilização de sistemas tecnológicos em ambientes hostis do ponto de vista de equipamentos TIC, como é o caso dos estaleiros de construção. O recente despontar de novas tecnologias, como o IoT, a IA e a analítica Big Data, passiveis de serem usados neste tipo de ambientes exteriores, introduz um novo paradigma de utilização e aproveitamento das novas tecnologias no sector da Construção, nomeadamente nos estaleiros de obras, de que a solução agora apresentada é um bom exemplo.

A NEC desenvolveu, para a Câmara de Lisboa, uma plataforma tecnológica. Pode falar-me um pouco deste projecto e dos impactos esperados do mesmo para a cidade de Lisboa?
Em colaboração com a Câmara de Lisboa e utilizando a sua solução Cloud City Operations Center (CCOC), a NEC implementou a partir de 2017 a Plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa (PGIL), que agrega, gere e disponibiliza dados relevantes obtidos a partir de sistemas de informação municipais e de mais de 30 instituições públicas e privadas.

Este inovador projecto faz parte da iniciativa da Camara Municipal de Lisboa de tornar a cidade um local mais aprazível e sustentável através da evolução para uma gestão urbana inteligente por via da utilização de dados. Pretende-se com isso melhorar os serviços disponibilizados aos seus cidadãos e aos seus visitantes, e contribuir para introduzir novos níveis de segurança pública, mobilidade, poupança de energia, gestão de resíduos e eficiência operacional.

Pode dar um exemplo prático de utilização desta tecnologia?
Um exemplo de resultados já obtidos por via da PGIL, é a melhor e mais rápida gestão das ocorrências críticas da cidade, no sentido de assegurar um melhor e mais coordenado endereçamento dos eventos e incidentes que requerem intervenção por parte da Polícia, dos Bombeiros ou da Protecção Civil. Isto mesmo ficou evidenciado no endereçamento e coordenação da resposta às múltiplas ocorrências simultâneas ocorridas durante as recentes inundações do passado mês de Dezembro de 2022, em Lisboa.

Caixa
Como funciona a nova tecnologia?


A tecnologia desenvolvida pela NEC analisa as relações entre várias características dos seres humanos e dos objectos, com diferentes representações. Além das características visuais dos seres humanos e dos objectos, também analisa as relações entre características das poses humanas, informações de classe para objectos como ferramentas e maquinaria pesada, a posição de humanos ou objectos, e ainda as características visuais do ambiente circundante. Além disso, esta tecnologia pesa de forma adaptativa características importantes através da aprendizagem profunda, à medida que reconhece cada actividade de trabalho. Isto permite reconhecer com precisão uma grande variedade de actividades de trabalho, mesmo em ambientes congestionados onde muitas pessoas interagem, como os estaleiros de construção.
Para além da construção, a NEC avançará com a verificação desta tecnologia em várias operações realizadas em diferentes locais, incluindo fábricas, logística e retalho, visando a comercialização durante o ano fiscal de 2023.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Um momento de viragem para a Construção Metálica e Mista

Os últimos 10 anos têm sido de crescimento e 2023 não deverá ser uma excepção, não obstante as dificuldades de fazer previsões num ano que é, vários níveis, imprevisível. Mas Luís Simões da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, sublinha as virtudes e conquistas que tornam este sector resiliente à conjuntura

Os últimos números do sector da construção metálica e mista traduzem um crescimento “histórico” do sector. Em 2021 as exportações portuguesas de construção metálica somaram 2.3 mil milhões de euros, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior. O sector, que emprega 35 mil postos de trabalho directos atingiu nesse ano um volume de negócios de 5,6 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 5,2% face a 2020. O presidente da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, CMM, Luís Simões da Silva, relembrou o crescimento e a evolução continua do sector e sublinhou os factores que lhe dão resiliência para viver com as incertezas da conjuntura. Este será um ano, também, de realização do Congresso promovido pela Associação. Já na sua 14ª edição, o encontro terá como temos a Construção Modular e a Manufactura Aditiva, dois temas disruptivos e decisivos para o futuro do sector.

As últimas estatísticas mostram uma grande resiliência do sector. É assim?
Começando por uma série mais longa desde 2010 que nós temos aqui claramente dois períodos. Um período inicial até 2015-2016 em que houve um efeito da recessão significativo, mas em que, ainda assim, o sector se comportou muito bem. E depois, a partir de 2016, em que se nota uma recuperação sistemática e contínua que conduziu a que em 2021 tivéssemos números recordes. Estamos a falar em 5,6 mil milhões de euros de volume de negócios, o que representa um aumento de 30%, face a 2020, um peso de 2,6% do PIB nacional e exportações que cresceram 37% relativamente ao ano anterior. Atingindo 3,8% do total das exportações nacionais, com valor recorde de 2,3 1000 milhões de euros. O sector é responsável por cerca de 35 mil postos de trabalhos directos.

Quais têm sido os principais drivers desse crescimento?
Julgo que este dinamismo é o resultado das estratégias que as empresas têm implementado de forma muito consistente ao longo desta última década. Houve, em primeiro lugar, uma aposta clara no mercado europeu, como um mercado de longo prazo muito mais previsível e que conduziu, e suportou, investimentos de médio e longo prazo. Depois, existe uma aposta muito clara das empresas em estarem equipadas de forma a promoverem uma melhoria contínua da produtividade e também, devo dizer, um foco interessante no desenvolvimento de soluções inovadoras que aumentam o valor acrescentado dos produtos que passam a incorporar conhecimento próprio e não apenas especificações de terceiros. Eu penso que estes factores são responsáveis por este contínuo crescimento e a esta boa performance do sector

É expectável que os números referentes a 2022 tenham essa boa performance?
Pelas indicadores que temos o ano de 2022 foi excepcional, ainda que tenha sido um ano turbulento, com uma pandemia, uma guerra e uma situação internacional global complexa e imprevisível. O que é que conseguimos apurar nesta fase sobre 2022, e vou ter que dividir em duas partes: a parte da fabricação de estrutura e a parte do material. E o que vemos é que há uma diminuição, não posso quantificar de quanto, espera que pequena, do ponto de vista da matéria-prima que reflecte as oscilações de preço que ocorreram e que foram brutais e que colocaram em stand by muitas coisas. Agora do ponto de vista da fabricação aí eu penso que o ano 2022 ainda vai ser melhor, em reflexo dos contratos que não pararam e estavam consolidados.

Não vê aí uma contradição?
É uma questão do escalonamento do tempo dos contratos. Os que estavam em curso sofreram com esse aumento, mas a parte mais, digamos, final dos contratos continua pujante. Houve alguma contenção em criar contratos novos agora se o valor global vai reflectir muito ou pouco não consigo dizer neste momento. Esta é uma percepção que temos do feedback dado pelas que já começaram a apurar os seus resultados de final do ano.

E qual a perspectiva para 2023, tendo em conta que o cenário de imprevisibilidade dos mercados e alguns factores de instabilidade se vão manter?
Há alguns sinais que nos dão confiança, mas não é fácil prever 2023.

Este sector é mais ou menos resiliente às imprevisibilidades do mercado?
Estamos a falar de um sector que tipicamente tem um ciclo contratual de um a dois anos desse ponto de vista é muito dependente das oscilações da economia global mundial. Agora, a forma como está organizado e a saúde financeira das empresas têm permitido que haja aqui uma base muito resiliente para permitir continuar a fazer investimentos e a acomodar estas flutuações do mercado e da economia mundial.

Um sector que está vivo e dinâmico

Como é que o tecido empresarial do sector tem evoluído e acompanhado este dinamismo do mercado?
A grandes empresas representam 17% do volume de negócio, o que significa que há uma distribuição equilibrada. Vemos muitas empresas a aparecer naturalmente a aparecer com pequenas ou microempresas e que vão trabalhar com produtos próprios de nicho ou como subempreiteiros das outras. Temos assistido a um dinamismo muito interessante de renovação. Se tivéssemos variações muito grandes nos quatro grandes grupos, Grande, Média, Pequena e micro empresas, haveria aqui um desequilíbrio significativo e iria haver consequências rápidas a três/quatro anos, e isso não acontece. A resiliência do sector também se deve a isso. O volume de negócios por cada um destes grupo mantem-se mais ou menos, com as flutuações normais. Significa que há empresas que conseguem evoluir e compensar eventuais piores performances de outras mas há uma estabilidade significativa relativamente a esta distribuição por dimensão eu acho que isso é uma chave para ter um desenvolvimento que perdure no tempo de forma equilibrada.

O Portugal Steel também tem sido responsável por esta evolução do sector?
O Portugal Steel tem a missão de promover o sector junto dos vários stake holders, obviamente com uma grande ênfase na formação. E qual é a nossa aposta neste momento? O Portugal Steel tem estado muito virado para a promoção no mercado interno, mas este ano estamos a tentar também fazer promoção no mercado externo, nomeadamente com Espanha. Estamos a aliar ao Portugal Steel um pouco da componente de internacionalização num mercado que irá beneficiar as empresas portuguesas.

Espanha foi escolhida pela proximidade?
Sim pela proximidade porque este trabalho do Portugal Steel é um trabalho muito de proximidade. Obviamente temos outros projectos de internacionalização que têm outro cariz, mas aqui é mais este contato próximo com as pessoas, com os vários grupos de interesse para tentar aumentar a quota de mercado que tem que aumentar, mostrando a esse mercado as práticas e soluções em construção metálica que podem ser competitivas e dar, assim, resposta a necessidades.

Que acções é que tem previstas neste âmbito aproximação a Espanha?
Estamos a falar em participação em feiras e eventualmente na realização de seminários em instituições de ensino espanholas, no sentido de criar uma rede mais forte em Espanha. Depois, queremos trabalhar mais a região transfronteiriça, para facilitar a relação com as empresas locais e que estas não sintam esta aproximação como um ataque ao mercado.

Quais os principais mercados alvo da vossa estratégia de internacionalização?
Primeiro temos que nos perguntar quais os nossos mercados de exportação mais pujantes e perceber quais os mercados internacionais que temos que reforçar. Aqui vamos seguir, uma vez mais, uma lógica de internacionalização que privilegia os mercados europeus, incluindo aqui o Reino Unido. A nossa prioridade o será a de reforçar a presença nestes mercados. Depois, naturalmente, que há acções de exploração de mercados onde temos ainda pouca participação e aí o Canadá é um desses mercados. Um mercado onde Portugal tinha pouca exportação neste sector e fomos tentar abrir as portas. Portanto «, temos por um lado uma estratégia de consolidação no mercado europeu, mas não queremos desprezar mercados onde existe potencia de crescimento e onde as empresas portuguesas ainda não têm uma presença consolidada.

Os temos disruptivos em Congresso

O Congresso da Construção Metálica realiza-se em Novembro. Quais os temas que estarão em destaque?
A Construção Modular e a Manufactura Aditiva serão os temos em destaque e que foram escolhidos pelo seu potencial de disrupção. Temos que ajudar a desmistificar, ajudar a incorporar o fabrico e a produção aditiva nos processos normais, o que no sector da construção não é muito fácil.
A produção aditiva é a junção de dois processos num processo único, que tem o potencial primeiro de aceleração os processos e de optimização e ganho de produtividade, porque conseguimos fazer peças optimizadas, caso a caso, por medida num processo integrado e digitalizado e esse é um grande potencial de crescimento. É esse o desafio que está neste momento a acontecer em todos os sectores e que trará maior competitividade ao sector da construção metálica.

Que alterações vamos assistir nos próximos anos?

Há aqui uma mudança de paradigma da forma de funcionamento que implica com toda a organização do processo produtivo, que vai desde a concepção até à execução e montagem. E esta é uma parte extremamente complexa e um percurso que precisa ser feito prejudicar o que é o funcionamento normal das empresas que não podem, de repente, transformar os processos.
Aliás, não há nenhuma solução que seja uma panaceia universal e temos é que incorporar o que há de bom em novos procedimentos, naquilo que já fazemos bem. Acho que vamos assistir progressivamente as empresas a adoptar componentes de produção aditiva, que vão ser integradas com o resto da produção normal.

A construção modular é outro tema em análise.

A construção metálica tem por trás esta ideia de industrialização e de tentar que um produto complexo, como é um edifício ou qualquer outro produto da construção, possa beneficiar de ser produzido em massa. Isto é um desafio, que já existe há alguns anos, mas o que sabemos é que só conseguiremos dar resposta aos problemas da sociedade se aumentarmos a produtividade do sector e a industrialização é a chave para conseguir isso e a construção modular é a sua concretização. Este é um tema que casa muito bem com o fabrico e produção aditiva. Estes dois temas são muito relevantes no momento actual e queremos mostrá-los demonstrá-los de forma muito prática e trazer soluções inovadoras e fora da caixa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Savills antecipa um “optimismo moderado” para o sector imobiliário em 2023

A consultora imobiliária apresentou os resultados de 2022 e as suas previsões para 2023 do mercado imobiliário. “Optimismo moderado” foi a expressão mais usada pelos analistas. A conjuntura é marcada pela incerteza mas a procura dos investidores estrangeiros pelo mercado português permanece em alta

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A palavra-chave escolhida, por unanimidade, para 2023 foi ‘optimismo moderado’. Apesar da conjuntura económica de inflação e da instabilidade política, da falta de oferta de activos e da previsão de aumento do valor das rendas do sector residencial, as perspectivas mantêm-se optimistas influenciadas pela procura de investimento estrangeiro no país, que continua forte em todos os segmentos.

“O mercado imobiliário tem grande visibilidade e é responsável por grande parte da atracção de investimento internacional no nosso país. Estamos confiantes e com um sentimento positivo para 2023”, sublinhou Patrícia Melo e Liz, CEO da Savills Portugal.

Com uma breve introdução de Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal, que contextualizou esta análise conjuntural do sector, a apresentação e moderação ficou a cargo da Head of Research & Communications, Alexandra Gomes, que partilhou dados dos vários mercados, desde o industrial & logística, escritórios, retalho, a residencial e investimento, contando ainda com a participação dos respectivos directores de agência, Pedro Figueiras, Frederico Leitão de Sousa, José Galvão, Miguel Lacerda e Alberto Henriques.

As questões de ESG e sustentabilidade também foram destacadas, dada a sua relevância para os investidores que procuram cada vez mais activos que cumprem os seus requisitos.

Análise do mercado de investimento
Após dois anos de pandemia, 2022 foi a confirmação da recuperação com uma nota muito positiva do mercado nacional de investimento imobiliário. No final de 2022, o volume de investimentos imobiliários comerciais atingiu 3,3 mil milhões de euros. Em contraste com um cenário de forte incerteza económica e política europeia, o mercado interno continuou a revelar-se um porto seguro e resiliente para os investidores. Após um primeiro semestre instável e a um ritmo mais lento, onde apenas 830 milhões de euros foram transacionados, durante o segundo semestre do ano o mercado acelerou, testemunhando as vendas de carteiras importantes.

Crow Portfolio (Hospitality), Connect Portfolio (Industrial & Logistics) e Move Portfolio (Student Housing) somaram mais de 1.200 milhões de euros no volume total de investimento contabilizado em 2022. No total, as vendas de várias carteiras em 2022 foram responsáveis por 50% do volume total de investimento em 2022 e demonstraram a confiança e o empenho dos investidores no mercado doméstico. Os investidores norte-americanos foram os principais atores em 2022, através da compra de activos nos segmentos Hospitality, Industrial & Logistics e Residential.

Em 2022, os sectores da Hotelaria, Escritórios e Logística destacaram-se, liderando a preferência dos investidores. A Hotelaria, através da venda da Crow Portfolio, registou uma quota de mercado de 37%, seguida de activos de escritório com 21% e logística com 13%. Os chamados segmentos tradicionais, o sector dos escritórios atingiu um total de 710 milhões de euros, um ligeiro decréscimo de 9% em relação a 2021. O ponto alto foi a venda da sede do Novo Banco na Zona Prime CBD ao promotor Merlin Properties, num total de 15.477 m2 pela soma de 112 milhões de euros. Em 2022, foram vendidos outros activos emblemáticos de escritórios, nomeadamente a antiga sede do Banco Popular e o edifício Liberdade 242, sede da Fidelidade, demonstrando o forte desejo dos investidores de ativos essenciais nas zonas prime, ou de imóveis com elevado potencial de reabilitação, correspondendo às actuais exigências da procura, tanto em termos de dimensão, como de especificações técnicas e sustentáveis, visando inquilinos de qualidade e contratos a longo prazo.

Mas o grande destaque pertence ao sector industrial & logístico. Após vários anos de estagnação total tanto no mercado de investimento como no mercado ocupacional, em 2022 este sector foi responsável por um investimento recorde de 567 milhões de euros no total através da venda de carteiras. Dos 15 negócios fechados ao longo do ano, 5 eram portfólios. O ano de 2022 foi também um ano de resultados positivos para segmentos alternativos, que ascendeu a mais de 300 milhões de euros. A venda da Portfolio Move to Round Hill Capital por 200 milhões é a prova de que os segmentos alternativos se tornaram uma peça fundamental no mercado imobiliário português. À medida que este tipo de activos começa a progredir em Portugal e a consolidar a sua posição, atrairá cada vez mais capital internacional de players que queiram alargar a sua carteira a outros mercados geográficos.

O capital transfronteiriço permanece dominante no investimento imobiliário no mercado português, com nacionalidades a alargarem-se ano após ano. Em 2022, para além da operação de Hospitalidade do Crow Portfolio, 38% do investimento internacional foi direccionado para os ativos de escritório e industriais & logísticos.

Em 2022, os investidores norte-americanos foram responsáveis por investir mais de mil milhões de euros. No entanto, este resultado deve-se inteiramente à transacção da Crow Portfolio adquirida pelo americano Davidson Kempner. Se retirarmos esta operação extraordinária da equação, os investidores dos mercados europeus lideram a tabela. Espanha foi responsável por 18% do volume de investimento com a aquisição de ativos no valor aproximado de 600 milhões de euros, seguida pelos investidores franceses, com um valor de investimento ligeiramente superior a 350 milhões de euros.

Os investidores nacionais representam uma quota de mercado de 15%, correspondente ao encerramento de 48 transações e um volume total de investimento de mais de 450 milhões de euros relacionado com a aquisição de activos de escritório e hotelaria, com um investimento médio de 10 milhões de euros. O pool nacional de investidores em 2022 foi liderado por Fundos de Gestão Imobiliária, Bancos, Promotores e também incluiu investidores privados.

As tendências para 2023

Para 2023, o cenário delineado pela actual situação económica deverá continuar durante todo o ano, com o aumento das taxas de juro a fim de equilibrar as taxas de inflação e os elevados custos de construção. Com a Euribor a aumentar as taxas e os spreads de risco de crédito mais elevados, as decisões de investimento a serem tomadas com mais cautela, com uma estratégia mais pronunciada de ‘esperar para ver’. O aumento dos custos de financiamento, afetando os valores de retorno esperados dos investidores, determinará se há espaço para a reprincing dos preços.

Será um ano de maior cautela e pensamento estratégico, altamente influenciado pela evolução da inflação e das taxas de juro. Uma maior diversificação das carteiras pode ser a estratégia adotada pelos investidores que desejem equilibrar o seu grau de exposição, tais como o investimento em segmentos residenciais e alternativos, nomeadamente os de senior living, health care e student housing, uma vez que existe uma falta de oferta existente no mercado. Os activos de escritórios vão sempre permanecer no topo das preferências dos investidores.

As classes de activos que evoluem em torno das tendências demográficas, beneficiarão também de alterações nos perfis geracionais e nos fundamentos do mercado que permanecem relevantes durante um longo período. Por outro lado, temos um mercado ocupacional que bate recordes históricos nos sectores de escritórios e logística, que são apoiados por uma procura que não mostra sinais de enfraquecimento e vai contra as previsões de declínio do mercado ocupacional.

Além disso, uma das principais tendências em 2023 será uma maior preocupação com as questões do ESG e da descarbonização. Portugal tem um parque imobiliário que necessita urgentemente de renovação a fim de se alinhar com os objectivos ambientais estabelecidos para 2030.

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Câmara de Portel investe 7,5 milhões de euros em saneamento

Com a conclusão de todas estas intervenções, o Município de Portel ficará dotado de todos os sistemas de abastecimento, drenagem e tratamento de águas residuais preconizados para o Município no Contrato de Concessão da Águas de Vale do Tejo (AdVT)

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Está em marcha um conjunto importante de empreitadas de abastecimento e saneamento no Concelho de Portel, cujo valor ultrapassa os 7,5 milhões de euros. Em termos de abastecimento iniciaram-se, em outubro de 2022, os trabalhos da “Empreitada de ampliação e reabilitação do sistema de abastecimento do concelho de Portel”, adjudicada pelo valor de 3,2 milhões de euros.

Presentemente estão a decorrer os trabalhos de construção do reservatório de São Bartolomeu do Outeiro (2 células de 200 m3) e respetiva estação elevatória, bem como a reabilitação das captações e reservatório de Santana e mais de 5 km de condutas adutoras.

Ao nível do saneamento, estão a decorrer, desde fevereiro de 2022, os trabalhos da empreitada que irá assegurar a construção das ETAR de Monte do Trigo, Santana, Vera Cruz e São Bartolomeu do Outeiro, a que corresponde um investimento de 2,4 milhões de euros.

Está ainda em fase de lançamento de concurso a empreitada de execução dos emissários dos subsistemas de Monte do Trigo e Santana, no valor de 350.000€ e em fase de cabimentação orçamental a empreitada de execução das estações elevatórias e sistemas de drenagem associados, a construir nos subsistemas de Monte do Trigo, Santana, Vera Cruz e São Bartolomeu do Outeiro, com um preço base de 1.500.000€.

Com a conclusão de todas estas intervenções, o Município de Portel ficará dotado de todos os sistemas de abastecimento, drenagem e tratamento de águas residuais preconizados para o Município no Contrato de Concessão da Águas de Vale do Tejo (AdVT), sendo garantida a excelência do serviço de abastecimento de água potável à população, bem como a proteção da saúde pública e do ambiente.

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