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Venda do malparado triplica para 3500 M€ em 2021

Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transacção de portfólios de crédito malparado acelerou em Portugal, mas fica, ainda assim, abaixo (-56%) dos 8.000M€ registados em 2019

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Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transacção de portfólios de crédito malparado acelerou em Portugal, mas fica, ainda assim, abaixo (-56%) dos 8.000M€ registados em 2019

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A Prime Yield lançou uma nova edição do estudo “Investing in NPL in Iberia”, onde analisa o desempenho do mercado transacional de Non-Performing Loans em Portugal e Espanha.

Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transacção de portfólios de crédito malparado (na sigla inglesa, Non-Performing Loans, NPL) acelerou em Portugal, estimando-se a conclusão de operações no valor de €3.500 milhões em 2021, considerando os negócios já concluídos e os processos actualmente activos e com conclusão prevista até final do ano.
Este valor triplica face aos menos de €1.000 milhões transaccionados no total de 2020, mas fica ainda assim abaixo (-56%) dos €8.000 milhões registados em 2019, no pré-Covid. Contudo, as expectativas para 2022 são bastante optimistas, prevendo-se um crescimento acentuado nas transacções à medida que o mercado continue a acelerar a sua reactivação ao longo dos próximos meses e novas carteiras surjam em oferta.

Esta é uma das principais conclusões da edição de 2021 do estudo anual “Investing in NPL in Iberia”, produzido pela Prime Yield, parte da Gloval, e divulgado, por ocasião do maior evento ibérico desta indústria, o “NPL Iberia 2021”. Organizado pela Smith Novak e realizado em Madrid, o evento debate esta semana os principais desafios deste sector.

“Não temos dúvidas que a actividade transaccional de carteiras de malparado irá aumentar de forma sustentada em 2022 quer em Portugal quer em Espanha, confirmando que este é um sector que continua a atrair investidores”, começa por dizer Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield. “Há a clara evidência de que as quebras na actividade em 2020, que em Portugal foram de 90%, resultaram da paralisação pandémica. Este ano há uma reactivação muito forte do mercado, ainda que em níveis inferiores ao pré-Covid, e 2022 deverá trazer um novo impulso a este mercado no nosso país”, nota.

Em linha com a tendência europeia, o volume de malparado na posse da banca portuguesa continuou a reduzir ao longo do último ano, diminuindo cerca de €5.400 milhões entre Junho de 2020 e Junho de 2021, o que significa ter passado de €14.200 milhões para €8.800 milhões nesse período de 12 meses. Da mesma forma, o rácio de NPL (isto é, o peso do malparado no conjunto do volume total de crédito concedido) também continuou a comprimir, reduzindo de 5,7% para 4,2% no período em análise. Ainda assim, e apesar destas melhorias, o nosso país continua a deter o 5º rácio de NPL mais elevado da Europa, sendo apenas superado pela Grécia (14,8%), Chipre (9,1%), Bulgária (6,4%) e Polónia (5,2%), e quase duplicando os 2,3% da média europeia.

No que respeita à colocação de carteiras de NPL para venda, o estudo conclui que não é para já possível avaliar o real impacto do final das moratórias no sistema financeiro português e em que medida isso irá resultar, ou não, numa nova vaga massiva de malparado no mercado. De qualquer forma, ainda que o impacto do final das moratórias deva ser mais claro apenas no próximo ano, Portugal mantinha no 2º trimestre de 2021 cerca de €27.000 milhões de crédito sob moratória, o que representa 13% do total dos empréstimos concedidos pela banca nacional. Este volume apresenta, não obstante, uma redução de 37% face aos €42.900 milhões contabilizados em igual período do ano passado.

Nesta fase, além de ainda não ser evidente qual será a extensão do impacto das moratórias ao nível do aumento do malparado na posse da banca; persiste também um conjunto de factores macroeconómicos – que tem na base a actual crise no fornecimento e na cadeia de produção de matérias-primas, bens e serviços, e cujo final não se avizinha para breve – que deverá ter um impacto negativo neste cenário, resultando numa maior dificuldade quer de pessoas quer de empresas em cumprir os compromissos financeiros e, consequentemente, a um aumento do malparado.

Estes indicadores mostram que há ainda um longo caminho a percorrer em direcção à melhoria da qualidade das carteiras de crédito na posse da banca portuguesa, e que uma das soluções mais eficazes continuará a ser, precisamente, através da venda de carteiras de NPL. As estimativas para 2022 são que que o mercado acelere consideravelmente na transacção deste tipo de carteiras, provando que 2020 foi um ano atípico e fortemente afectado pela conjuntura pandémica. Em paralelo às vendas concluídas e em processo estimadas para 2021, é evidente uma corrida ao mercado nesta recta final do ano, com vários processos de venda a serem lançados e que colocam as expectativas em alta para o próximo ano, em que se estima que os níveis de transacção possam retomar ou até superar os padrões pré-Covid.

“A dinâmica observada nesta recta final do ano é um sinal dessa possível aceleração. Nestes últimos dois meses, temos registado muitos portfólios de NPL a entrar ou a estudar entrada no mercado para venda, sendo evidente um esforço da Banca portuguesa em alienar o NPL que ainda tem em stock, legado do pré-Covid. Esta estratégia permitirá aos bancos prosseguir as suas metas de redução de malparado, mas funciona também como prevenção para uma eventual nova vaga de NPL que possa surgir nos próximos dois anos devido à moratória e ao enfraquecimento das condições económicas. Posto isto, em 2022 antecipamos um forte aumento no volume de vendas de NPL em Portugal, que poderão atingir os níveis observados no pré-Covid ou mesmo superá-los”, conclui Nelson Rêgo.

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O ano de arranque da Logística

Em 2022, o investimento imobiliário no sector logístico e industrial deverá disparar, impulsionado pela entrada de novos players no mercado e acompanhando o crescimento do sector a nível europeu, assim haja activos para comercializar

O segmento de Indústria e Logística na Europa recebeu, no ano passado, um volume de investimento de 62 mil milhões de euros, um valor 79% acima da média dos últimos cinco anos. De acordo com o estudo da Savills European Logistics Outlook, de Fevereiro, o ano passado terminou com a absorção de 40 milhões de m2 na Europa, um valor sem precedentes que se coloca 40% acima da média da área absorvida nos últimos cinco anos.

Em Portugal, o sector segue a tendência de crescimento, mas esbarra com a falta de activos para comercializar. “Ao contrário do que se verificou em diversos países europeus nos últimos anos, o investimento em activos de logística teve uma reduzida expressão em Portugal, não pela falta de interesse por parte dos investidores, mas principalmente por não existir produto disponível para venda”, refere Michael Costa Gabriel, consultor de Industrial e Logística da CBRE Portugal. Segundo o responsável, “efectivamente, em 2021, o investimento no sector Industrial & Logístico totalizou apenas 65 milhões de euros, ou seja 3% do investimento total em imobiliário comercial em Portugal (no conjunto dos países europeus representou 17% do investimento total)”. Contudo, este especialista não tem dúvidas: “Em termos de volume transaccionais, Portugal parte de uma posição abaixo dos níveis europeus, no entanto, acompanha efectivamente a tendência europeia em termos de crescimento e interesse no segmento, registando já um investimento acelerado em 2022, directamente associado à grande procura de activos logísticos”.

A opinião tende a ser unanime ao sector. “O mercado imobiliário tem vindo a sofrer mudanças bastante positivas, nomeadamente no sector logístico e já em 2021 verificámos um recorde nos valores de ocupação na ordem dos 700 000 m2”, sublinha Sérgio Nunes. O responsável, Head of Industrial, Logistics & Land da Cushman & Wakefield, afirma que “neste momento Portugal está a acompanhar a tendência de crescimento da Europa no sector. Contudo ainda existe um longo caminho pela frente para que possamos acompanhar o investimento dos outros países europeus no segmento logístico”.

O ano de 2022 arrancou da melhor forma para o segmento I&L, com um volume de investimento de aproximadamente 170 milhões de euros. Em apenas três meses mais do que duplicou o valor do investimento total do segmento registado o ano passado. “Encontram-se actualmente em negociação diversos outros activos, incluindo portefólios, e a CBRE estima que no total do ano serão canalizados para esta classe de activos mais de 750 milhões de euros, o que será certamente um valor recorde em Portugal”, avança Michael Costa Gabriel.

Os drivers do crescimento

O crescimento do segmento de I&L em Portugal tem sido impulsionado pelo aumento do comércio do e-commerce, mas também pela necessidade de as empresas aumentarem os seus stocks, de forma a poderem cumprir o normal funcionamento da sua cadeia de distribuição. Uma preocupação especial depois das dificuldades sentidas no transporte e distribuição internacionais nos anos de pandemia. “O e-commerce foi um dos principais drivers que contribui para o crescimento da indústria logística em Portugal, visto que os players necessitaram procurar espaços e armazéns que garantissem a disponibilidade dos seus produtos, no menor tempo possível, aos clientes. Contudo, este crescimento tenderá a ser influenciado, e impactado, pela guerra na Europa, uma vez que este acontecimento veio alterar trocas comerciais, as necessidades das empresas e, sobretudo, suscitar alguma preocupação nos investidores”, justifica Sérgio Nunes.

Nesse sentido, “há uma procura robusta por diversos produtos logísticos, desde naves logísticas a distribution centres. Perspectiva-se a contínua penetração do e-commerce no mercado nacional, aumentando consequentemente o interesse em activos dedicado a este segmento”, refere Michael Costa. “Registamos um maior número de operadores logísticos no panorama nacional, associado à expansão da actividade e reorganização de empresas, que inclui a restruturação de activos. Consequentemente, existe um flee to safety, com a procura de activos modernos que oferecem melhores condições de segurança e conforto aos colaboradores, com impacto na produtividade dos mesmos”, continua o mesmo especialista.

Um mercado alimentado por players internacionais
A Cushman & Wakefield perspectiva um ano com muitas transacções – desde a aquisição de terrenos para desenvolvimento de novos parques logísticos, à compra de armazéns activos com rendimento e de armazéns vazios para serem ocupados nos principais eixos, de Lisboa e Porto. “A par disso, a aposta em novos parques logísticos irá traduzir-se em mais oferta aos ocupantes, bem como um mercado mais estruturado para os players do sector logístico”, sustenta Sérgio Nunes. Para o Head of Industrial, Logistics & Land da consultora os principais “players que têm vindo a investir no mercado logístico nacional são, essencialmente, internacionais, de grande dimensão, com um perfil value-added e, cujo objectivo, consiste em reposicionar e acrescentar valor aos activos, bem como apoiar parceiros locais”.

Para Michael Costa Gabriel a procura e o interesse é partilhada tanto por investidores nacionais como internacionais alimentados, e muito, pela “grande margem de progressão do sector logístico. Para o Consultor de I&L há ainda “muito a fazer em termos de novos e melhores activos logísticos. O sucesso registado por parte destes investidores na colocação e venda de activos traduz-se numa renovada vontade de investir no sector. Há novos players que estão em Portugal para ficar, e que procuram aumentar a sua oferta.

Mas nem tudo é fácil, persiste a escassez de produto disponível uma vez que existe um grande volume em pipeline que não deverá estar concluído antes de 2023. Pelo que a escassez de oferta disponível deverá alimentar a tendência de adaptação dos espaços já existentes. O aumento de custos, quer dos combustíveis, mas também da energia e dos materiais de construção tenderão a impactar o segmento de I&L em Portugal. “Diria que a lentidão burocrática, associada a atrasos nos licenciamentos, representa a maior ameaça à expansão do sector logístico em Portugal. Em paralelo, as indefinições dos custos de construção levam a cuidados acrescidos, que podem limitar o crescimento”, alerta Michael Costa Gabriel.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Projecto da Vanguard na Comporta avança para nova fase

As vendas da componente residencial e hoteleira do condomínio Dunas deverão arrancar a partir de Julho e as primeiras moradias deverão estar concluídas em 2024. Ainda este ano, o campo de Golfe pode começar a receber os primeiros jogadores

Cidália Lopes

Um dos mais emblemáticos projectos da Vanguard Properties, o Terras da Comporta, está prestes a entrar numa nova fase. Com as infraestruturas do condomínio Dunas concluídas no Verão deste ano, a promotora “estima dar início às vendas em planta da parte residencial e hoteleira a partir do segundo semestre de 2022”. Ao Construir, Duarte Zoio, head of corporate communications da Vanguard Properties, confirmou, ainda, “que até 2024 estão previstas terem dezenas de moradias prontas a habitar”. Os preços esses rondam os 1,7 e os 20 milhões de euros.

Também no Dunas, o campo de golfe com 18 buracos, par 72, desenhado por David McLay-Kidd, “que já está na fase final de growing, estará apto a ser jogado em Setembro deste ano”.

Refira-se que o condomínio Dunas inclui hotelaria e condomínios turísticos, uma componente comercial e cultural bem como um conjunto de serviços, entre os quais uma clínica médica, assim um Clubhouse com capacidade para eventos.

Já o condomínio Torre deverá ter as suas infraestruturas concluídas entre o final do ano e início de 2023. Também neste, inserido num pinhal com 365 hectares, estão previstas moradias, hotelaria e condomínios turísticos bem como campo de golf de 18 buracos par 72. Desenhado por dois campeões do US Open este percurso terá um Clubhouse dimensionado para eventos desportivos, culturais e corporativos.

Quanto à componente hoteleira, a Vanguard Properties “estima ter um ou dois hotéis prontos entre 2024 e 2025”.

Com um investimento global superior a três mil milhões de euros, este é um projecto para desenvolvimento a médio e longo prazo. O projecto de arquitectura dos lotes esteve a cargo da AO – LX e da OODA, tendo o atelier Saraiva + Associados assinado o Clubhouse do Dunas e da Torre, assim como a coordenação geral do restante projecto. O paisagismo do Clubhouse do Dunas coube a PB ARQ e da Torre foi da responsabilidade de Hipólito Bettencourt. A empreitada está a cargo da DST e a fiscalização é da Tecnoplano. A TPF assume os trabalhos de projectista das infraestruturas dos condomínios.

Sustentabilidade

A preocupação ambiental tem sido uma das bandeiras da promotora para este projecto que, desde que concluiu o negócio para a sua aquisição, sempre se quis distanciar de um tipo de construção massiva e abusiva. É nesse sentido, que a aposta ao nível da sustentabilidade, da economia circular e respeito das tradições locais são alguns dos pilares do Terras da Comporta.

Ao nível da qualidade e eficiência das infraestruturas, a Vanguard Properties optou por um método construtivo inovador e menos invasivo, em madeira, NZEB e C02 negativas, integradas numa Comunidade Energética.

Neste sentido, e por forma a permitir “uma autonomia energética de pelo menos 80% através da produção própria a partir de fontes renováveis”, a Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram, recentemente, uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o Terras da Comporta. Todos os edifícios que serão construídos no projecto estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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“Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”

Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Cidália Lopes

Em entrevista ao CONSTRUIR, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, destaca a resiliência do sector e o facto de, “apesar de todos os constrangimentos”, o Salão nunca se ter deixado de realizar. Mesmo com a incerteza provocada, actualmente, pela guerra na Ucrânia, com reflexos nas presenças internacionais, a responsável considera que esta edição superou todas as expectativas e, em menos de seis meses da última edição, conta já com um maior número de expositores e uma maior área de exposição. Outro “ponto alto” são as conferências, um espaço que permite aos profissionais do sector o debate dos temas da actualidade, organizadas em conjunto com a APPII.

A participação do Salão foi antecipado para Maio. Qual o motivo dessa decisão e de que forma isso poderá significar uma mais valia para o SIL?
A Fundação AIP decidiu antecipar o SIL para o primeiro semestre do ano, considerando que há uma maior apetência nesse período para aquisição de activos imobiliários. Para além disso, esta nova data alarga as potencialidades do Salão em segmentos específicos do sector, designadamente no sector Residencial Turístico. Este segmento, retirará maior retorno da participação no SIL, apresentando os seus activos quer para venda quer para aluguer temporário (Verão).
De referir que se mantém a simultaneidade com a Tektónica, salão líder da Construção em Portugal. Sendo os dois eventos complementares, existe um incremento de sinergias que irão beneficiar expositores e visitantes. O bilhete de acesso ao SIL é válido para a Tektónica e vice versa.

Quais as expectativas para a edição deste ano, depois de dois anos muito atípicos?
As nossas expectativas são que o SIL continue a ser o marketplace do sector, o ponto de encontro de investidores, empresários, técnicos, organismos públicos e público potencial comprador. Esperamos que, como salão líder do Imobiliário em Portugal, proporcione network, concretização de negócios e debate sobre as tendências e o futuro do imobiliário.
Estamos confiantes, na medida em que os indicadores do inquérito de satisfação realizado aos expositores da edição anterior foram muito gratificantes para a organização. Assim, 91,7% afirmaram ter atingido ou ultrapassado os seus objectivos e 83,3 % consideraram que a sua participação no SIL gerou retorno ou perspectivava que gerasse retorno nos próximos seis meses.

Qual o número de presenças esperado?
Nesta edição vamos ocupar os dois pavilhões da FIL, o Pavilhão Multiusos, a área exterior entre pavilhões e ainda o PT Meeting Center, onde vão decorrer as Conferências do SIL, iremos ocupar mais de 30.000 m2, num total superior a duzentos e cinquenta expositores, que mais uma vez voltam a juntar-se: Tektónica – Feira Internacional da Construção e SIL – Salão Imobiliário de Portugal.
Que temas vão estar em destaque nas conferências, que são sempre um ponto forte do Salão?
As conferências do SIL Investment Pro, são um dos pontos altos do salão, dedicadas aos profissionais do sector, teremos dois dias de reflexão e debate sobre os novos desafios que o sector enfrenta. No dia 12 de Maio iremos debater temas dedicados às Cidades, com a presença dos presidentes da Câmara de Lisboa, Porto, Funchal, Vila Nova de Gaia, Santarém e Alenquer. O 1º painel será sobre “O passado, o presente e o futuro das cidades” e o 2º painel sobre o “Business plan para uma cidade sustentável”. Teremos a participação cidades com características diferentes, mas que partilham as mesmas preocupações.
No dia 13 de Maio, no SIL Investment Pro powerd by APPII, serão debatidos os seguintes temas: “Como está o Imobiliário a lidar com as novas Directivas Europeias no desempenho energético?” e “ O Impacto geopolítico no imobiliário e o aumento dos custos na construção”.

Considera que esta edição poderá ser, de certa forma, a prova de fogo para que o SIL volte a acontecer de forma autónoma? Estamos ainda numa fase de transição, tendo em conta a fase pandémica recente?

O SIL nunca deixou de se realizar apesar de todos os constrangimentos gerados pela Pandemia. E já em 2021 o SIL se realizou de forma autónoma e foi considerado pelos participantes um grande sucesso. Vamos acompanhando edição a edição a evolução no mercado, somos resilientes, o sector continua dinâmico, e sabe que pode contar connosco para contribuir para a recuperação rápida da economia. Estamos optimistas com esta capacidade do sector imobiliário, que se reflectirá por certo no SIL, e podemos desde já destacar o incremento de expositores face à edição anterior, que se realizou há menos de seis meses.

Os recentes acontecimentos da guerra na Ucrânia e todos os efeitos que dela têm advindo em termos de instabilidade económica tem-se reflectido, pelos menos naquilo que poderiam ser um maior numero de presenças internacionais?
Este novo contexto geopolitico, tem efeitos na maioria dos sectores da economia e obviamente também se reflecte no sector e nas presenças internacionais, não estando assim o SIL imune aos efeitos da guerra na Ucrânia. Mas importa igualmente considerar que este cenário de guerra também gera novas oportunidades de investimento no sector imobiliário nacional por via da deslocalização de investimentos de outras geografias mais expostas ao conflito.

Sobre os vossos Prémios do Imobiliário quantos projectos estão a concurso, quais as categorias e quais as categorias a concurso este ano?
A adesão aos Prémios SIL do Imobiliário 2022 superou as nossas expectativas. Ultrapassámos a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando o mérito que os profissionais reconhecem a esta iniciativa do Salão.
Mantemos as categorias, na medida em que consideramos que são as que se inserem no mercado imobiliário actual. Assim temos as categorias da “Construção Sustentável e Eficiência Energética”, do “Melhor Empreendimento Imobiliário”, nas sub – categorias Comércio, Serviços e Logística, Habitação e Turismo, da “Reabilitação Urbana”, nas sub – categorias de Habitação, Turismo, Espaços Públicos, Escritórios e Comércio e Serviços. Iremos ainda atribuir o Prémio Personalidade e o Prémio Excelência.
Podemos, ainda, adiantar que atendendo à qualidade dos projectos apresentados iremos ainda entregar duas menções honrosas. No dia 12, serão revelados os vencedores na Cerimónia de Entrega de Prémios SIL do Imobiliário 2022.

Logo a seguir ao SIL irá acontecer o SIL Paris 2022. Pode falar-me um pouco deste evento? Como surgiu esta oportunidade, em que moldes vai acontecer, quais as expectativas?
A organização do SIL Paris decidiu adiar o mesmo para Setembro face ao contexto internacional e criando um intervalo de tempo mais confortável com o SIL em Lisboa que, sendo habitualmente em Outubro, foi antecipado para Maio. A próxima edição do SIL Paris será de 23 a 25 de Setembro próximo e é ainda possível as empresas interessadas reservarem o seu espaço na exposição.
O SIL sempre investiu na internacionalização do sector imobiliário português em diversos mercados, tais como Brasil, República Popular da China, Reino Unido, Angola e França. E, desde 2012, que apostamos no mercado francês, sendo parceiros na organização do evento em Paris.
O Salão em Paris, é um evento internacional exclusivamente português, criado em 2012, direccionado para o público francófono que quer residir, investir, empreender, estudar ou visitar Portugal. Na bagagem tem já um portfólio extenso de sucessos, tendo contribuído fortemente, desde a sua formação, para o ‘boom’ da procura francófona de bens imobiliários e de investimento em Portugal. Os franceses continuam no topo da lista de compradores de activos imobiliários em Portugal.

A nona edição do Salão vai contar com três dias de exposição, para um público de particulares e de profissionais. Desde 2012, o Salão já reuniu 75 mil pessoas e pretende receber nesta nona edição cerca de 10 mil visitantes. Com uma área de 5.000 metros quadrados, contará com a presença de cerca de 150 expositores. Além dos expositores, o Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris terá ainda um programa composto por 40 conferências e apresentações, com temas que vão do investimento às novas tendências do imobiliário, passando pela saúde, empreendedorismo, fiscalidade, sustentabilidade e turismo.

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Coldwell Banker promove talks para debater futuro do sector

A sustentabilidade, tecnologia como benefício para os proprietários ou o papel da formação no desenvolvimento profissional são alguns dos temas, que terão lugar no SIL 2022

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A Coldwell Banker está presente, pela primeira vez, no Salão Imobiliário de Portugal (SIL), de 12 a 15 de maio, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações e uma das suas principais iniciativas é um ciclo de talks onde serão abordados temas actuais para o sector.

A sustentabilidade na construção, tecnologia como benefício para os proprietários ou o papel da formação e dos líderes no desenvolvimento profissional são alguns dos temas destas conversas, que terão lugar no stand da Coldwell Banker.

A última talk, que contará com a presença de Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPI) e de Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal fará um balanço do mercado imobiliário a nível nacional e perspectivará o que poderá ser 2022.

Durante os dias em que vai decorrer o Salão, os visitantes terão acesso a uma vasta oferta de imóveis e serviços. Os melhores empreendimentos imobiliários, os palacetes mais exclusivos, as quintas mais procuradas e outras novidades a nível nacional – de Norte a Sul e nos Açores – podem ser encontradas no stand da Coldwell Banker.

Graças à parceria com a ComparaJá, todos clientes Coldwell Banker poderão ainda simular ofertas de crédito à habitação de todas as instituições de crédito a operar em Portugal, sem qualquer custo ou compromisso, e ter acesso às melhores ofertas, com spreads a partir de 0,85%.

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O retorno do investimento ao sector hoteleiro

Este aumento foi impulsionado pelo aumento da actividade transaccional em vários dos principais mercados europeus, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, onde os volumes de investimento aumentaram 211%, 122% e 84%, respectivamente. A tendência manteve-se no primeiro trimestre deste ano, sendo que os volumes europeus totalizaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, mais… Continue reading O retorno do investimento ao sector hoteleiro

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Este aumento foi impulsionado pelo aumento da actividade transaccional em vários dos principais mercados europeus, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, onde os volumes de investimento aumentaram 211%, 122% e 84%, respectivamente.

A tendência manteve-se no primeiro trimestre deste ano, sendo que os volumes europeus totalizaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, mais 29,9% comparativamente ao primeiro trimestre de 2020.

Embora a taxa de variação homóloga para o primeiro trimestre deste ano tenha sido muito positiva, a mesma reflecte um abrandamento com os 2º e 4º trimestres de 2021 a atingirem uma média de 141% de crescimento comparativamente ao ano anterior. A Savills atribui estes resultados, em parte, à incerteza dos compradores e fornecedores que se fez sentir em Janeiro, devido à prevalência da variante Ómicron associada à Covid-19.

Os volumes de investimento registados em 2021 foram 14,8% inferiores à média anual pré-pandémica de 18,9 mil milhões de euros, o que indica uma trajectória positiva para a recuperação do mercado, factor que está em linha com o aumento do número de turistas internacionais em vários mercados europeus. Por exemplo, o número de visitantes internacionais que viajaram para Espanha em Fevereiro de 2022 estava 28% abaixo dos níveis equivalentes de 2019.

No que respeita aos principais negócios concluídos na Europa nos últimos 12 meses, estes incluíram:
– O Holiday Inn Kensington Forum que, com 906 quartos, é o maior negócio single asset vendido por £135 milhões;
– O Grand Hotel em Estocolmo vendido por 355,4 milhões de euros;
– O projeto Conrad (12 hotéis da marca Hilton do Reino Unido), vendido por £555 milhões;
– O Selenta ESP Hotel Portfolio 2021 (uma cadeia de quatro hotéis espanhóis), transacionado por 440 milhões de euros.

“Em Portugal, no ano 2021 foram transaccionados 297 milhões de euros em activo hoteleiros, o que representa uma descida de 30% face ao ano 2020 e de 34% comparativamente a 2019, período pré-pandemia. O mercado mantém-se na trajectória de recuperação, com os resultados dos principais KPI´s a aproximarem-se de valores pré-pandemia, dando força a Portugal como um destino internacional para reconhecidas marcas hoteleiras, atraindo investidores institucionais com perfil core e estratégias de longo prazo”, afirma Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal.

Richard Dawes, Director, Hotels team, Savills EMEA refere que “é expectável que a actividade de investimento continue a experimentar compressão de yields em algumas partes do mercado, enquanto alterações nos custos de financiamento, os custos crescentes dos serviços públicos e de pessoal assim como a crise na Ucrânia, possam abrandar a actividade noutras regiões”.

“Apesar destes factores, 2022 parece ser o ano em que a recuperação operacional se tornará mais evidente nos principais mercados de destino da Europa, à medida que os turistas internacionais regressam, o que foi demonstrado por alguns destinos que já ultrapassaram a performance do período homólogo de 2019. Associada aos fundamentos a longo prazo que impulsionam a procura, esta situação poderá significar que o interesse dos investidores pelos hotéis europeus perdurará, apesar das actuais perspectivas adversas”.

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Multinacional alemã instala centro tecnológico no Latino Coelho 152

A multinacional vai ocupar um total de mil metros quadrados e é o primeiro inquilino deste edifício de escritórios no Porto. Nesta operação, a CBRE assessorou o proprietário do imóvel, a NIPA Capital

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tagsCBRE

Uma multinacional alemã de transportes e logística acaba de instalar o novo centro tecnológico no Edifício Latino Coelho 152, no Porto. Nesta operação, a CBRE assessorou o proprietário do imóvel, a NIPA Capital.

A multinacional vai ocupar um total de mil metros quadrados e é o primeiro inquilino deste edifício de escritórios localizado no centro do Porto, muito próximo da estação de Metro do Marquês, a poucos minutos da baixa e com bons acessos à VCI.

Este centro tecnológico destina-se ao desenvolvimento de soluções digitais e vai receber novos colaboradores da empresa, expandindo assim a sua actividade no País.

“A cidade do Porto é um destino cada vez mais atractivo para empresas internacionais que optam por entrar no País pela região Norte ou simplesmente expandir as suas operações. Não é por acaso que o Porto compreende já uma elevada concentração de startups, centros de Investigação & Desenvolvimento e especialistas em novas tecnologias de computação e informação, o que torna a cidade um verdadeiro polo tecnológico de dimensão internacional”, destaca André Almada, senior director Offices Advisory & Transaction Services da CBRE Portugal.

A CBRE já tinha assessorado a NIPA Capital, uma sociedade de investimentos imobiliários originária dos Países Baixos, na operação de financiamento para aquisição e reabilitação do imóvel, assim como no desenvolvimento do design e projectos do novo edifício, e na Gestão de Projecto, que permitiu dotá-lo de inúmeras características, transformando-o num atractivo e moderno edifício de escritórios no Porto.

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B. Prime comercializa loja em Santos

Integrada num edifício pombalino completamente reabilitado, a loja de 326m2 pode ser subdividida em três espaços, completamente autónomos, ou em alternativa acolher uma só marca

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A B. Prime comercializa, em regime de exclusividade, uma loja Rua Calçada do Marquês, entre o Time Out Market e o Largo de Santos, em Lisboa.

Integrada num edifício pombalino completamente reabilitado, a loja de 326m2 pode ser subdividida em três espaços, completamente autónomos, ou em alternativa acolher uma marca num espaço amplo com três frentes distintas caracterizadas por amplas vitrines.

Segundo Paula Costa, responsável pela área de retalho da B. Prime “Esta loja com uma localização ímpar está integrado num edifício residencial e desenvolve-se ao nível do rés do chão. As amplas vitrinas que a rodeiam, dão lhe uma luminosidade única e oferecem uma óptima visibilidade do exterior. Tem licença para qualquer ramo, incluindo restauração”.

Resultado da variedade de oferta de serviços, restaurantes e bares, a zona onde se encontra a loja tem um intenso tráfego pedonal, tanto turístico como de residentes. Além disso está servida de uma boa rede de acessibilidades, nomeadamente autocarro, metro, comboio e barco, assim como de vários parques de estacionamento públicos.

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Proptech lança Casavo for Agencies em Portugal

A plataforma imobiliária lança em Portugal o serviço destinado a apoiar os profissionais do sector. A “Casavo for Agencies” já conta com mais de 4500 empresas parceiras na Europa e contribuiu para gerar cerca de 7,5M€ em comissões de mediação

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A plataforma imobiliária lança um serviço destinado a apoiar os profissionais do sector
Com o objectivo de acrescentar valor ao sector imobiliário e promover a colaboração entre profissionais, a Casavo, plataforma digital para o mercado residencial, lança a “Casavo for Agencies” em Portugal. Esta ferramenta, disponível através do website da proptech, permite que os agentes imobiliários vendam as casas dos seus clientes à plataforma, de forma mais transparente, simples e rápida.

Para acompanhar as mudanças impulsionadas pela pandemia e as novas exigências dos clientes, a Casavo pretende ser uma solução para as agências que procuram dar o salto para o digital e complementar o seu negócio com as vantagens de ter um comprador instantâneo (iBuyer) como parceiro. A plataforma apresenta avaliações imediatas das propriedades, depois procede com uma oferta de compra em 48 horas e adquire os imóveis em apenas alguns dias, garantindo processos de compra e venda mais ágeis.

“A nossa missão é transformar a compra e venda de casas na Europa e, como tal, não podemos actuar sozinhos, procuramos acrescentar valor a todos os stakeholders do mercado. Neste sentido, ambicionamos não só estar ao lado de vendedores e compradores particulares, mas também dos agentes e agências.”, explica Duarte Ferreira dos Santos, Vice President of Investments da Casavo em Lisboa. “Queremos ser parceiros de inovação e apoiar os profissionais do sector através da nossa tecnologia, tornando os processos mais eficazes e vantajosos para todos os envolvidos”, acrescenta.

A “Casavo for Agencies” já conta actualmente com mais de 4500 empresas parceiras na Europa e contribuiu para gerar cerca de 7,5 milhões de euros em comissões de mediação. Até ao final do ano, a plataforma planeia disponibilizar outras ferramentas que permitam aos agentes imobiliários portugueses tornar as suas operações mais eficientes e fazer crescer o seu negócio.

Fundada em 2017, em Milão, a Casavo já realizou mais de 142.000 avaliações de imóveis através do seu website, concretizou mais de 2.700 transacções com um valor superior a 715 milhões de euros e angariou mais de 450 milhões de euros em equity e dívida. Actualmente, opera em Milão, Roma, Turim, Florença, Bolonha, Madrid, Barcelona, Málaga e Lisboa, planeando expandir-se para outros mercados europeus em breve.

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Um ecossistema verde em edifício multifamiliar

Uma proposta ecológica do gabinete Trama Arquitetos para o investimento da Competro – Investimentos. A construção Green Plaza Apartments arrancou em Abril e o novo edifício estará pronto a habitar em Junho de 2024

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O empreendimento Green Plaza Apartments vai inaugurar 56 novos apartamentos em Vila Nova de Famalicão. Um projecto que se distingue pelo verde proporcionado pelas floreiras nas varandas. Uma proposta ecológica do gabinete Trama Arquitetos para o investimento da Competro – Investimentos. A construção arrancou em Abril e o novo edifício estará pronto a habitar em Junho de 2024.

“A verticalização de plantas na fachada do Green Plaza Apartments, com floreiras em todas as varandas, permite a regulação natural da temperatura e da humidade. As plantas proporcionam a humanização do ambiente e têm um impacto na redução de ruídos. Em todas as varandas está incluído um sistema de rega automática”, refere a Pedro Fernandes director comercial da Medium, uma das agências que comercializará os imóveis.

O Green Plaza Apartments terá unidades das tipologias T1, T2 e T3, com preços que oscilam entre os 149.500€ e os 289.000€. “Quem escolher o Green Plaza para morar irá viver num jardim vertical. Este empreendimento será um verdadeiro ecossistema em Famalicão”, destaca Pedro Fernandes.

As 56 habitações do Green Plaza Apartments ficarão situadas na Rua Lino José de Sousa Ferreira, na zona residencial de Talvai, na zona norte da cidade de Vila Nova de Famalicão, a centenas de metros de um hipermercado, do hospital da cidade (Centro Hospitalar do Médio Ave), de dois parques verdes (Parque de Sinfães e Parque da Devesa) e de dois espaços culturais (a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, cuja programação é reconhecida em todo o país, e a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco).

É um lugar tranquilo, servido por espaços comercias e diversos serviços e com acesso rápido à rede de autoestradas (A3 e A7) em direcção a cidades como Porto, Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde, as quais são praticamente equidistantes em relação a Vila Nova de Famalicão.

“Famalicão é uma cidade muito bem localizada, com acesso a todos os serviços que uma família precisa, com parques verdes bem planeados e com impacto na qualidade de vida”, afirma Pedro Fernandes.

Os apartamentos estão divididos em dois blocos de oito pisos, com garagem e lugares de garagem para cada apartamento e ainda uma sala para bicicletas.

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Mercado imobiliário apresenta trajectória de recuperação

No primeiro trimestre de 2022 foi registado um volume de investimento na ordem dos 191M€. Um valor que não reflecte a dinâmica da actividade registada em todos os segmentos

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O mercado imobiliário registou, no primeiro trimestre de 2022 um volume de investimento de 191 milhões de euros. Este valor, estando 27% abaixo do registado no mesmo período de 2021, não reflecte a crescente actividade que o mercado tem demostrado, com várias transacções em processo de negociação. Esta é uma conclusão do “Real Estate Market Overview”, um estudo elaborado pela consultora imobiliária internacional Savills, que analisou o panorama actual e as tendências de mercado em Portugal durante o primeiro trimestre de 2022.


Perspectivas e tendências actuais

Este trimestre registou um aumento mais acentuado do que inicialmente esperado da inflação (5,5% em Março) e dos custos dos materiais e da mão de obra na construção (8%), em parte motivado pelo conflito na Ucrânia, e um decréscimo no indicador de confiança do consumidor. No entanto, e com base no desempenho registado nos dois primeiros meses de 2022, a economia não parou de crescer, tendo o PIB registado uma variação homóloga de 11,9%.

Os resultados apontados pelo estudo com autoria da Savills demonstram que, em termos de distribuição de volume de investimento, aproximadamente 70% do mesmo se concentrou no mercado de Escritórios. Indústria e Logística está na segunda posição e regista 13% do total de investimentos, seguida da Hotelaria com 12%.
74% das transacções, equivalentes a 134 milhões de euros, foram realizadas por investidores estrangeiros provenientes da Suíça (35%), Espanha (26%), Suécia (9%) e China (4%) e tiveram como principal target os sectores dos Escritórios, Indústria e Logística e de Retalho. Quanto aos investidores nacionais, que representam 26% do total do investimento, durante o primeiro trimestre de 2022 apostaram preferencialmente nas áreas de Hotelaria, Escritórios e de Retalho.

As expectativas quanto ao investimento residem, neste momento, nos factores geopolíticos uma vez que o conflito na Ucrânia poderá reforçar a atractividade de Portugal relativamente a investimentos nos sectores da Hotelaria, Escritórios e Industrial e Logístico, mas igualmente no crescimento de sectores como o Residencial e Industrial e Logístico com base numa procura que excede a oferta. Importa referir que os vários segmentos estão a recuperar, mas a ritmos diferentes.

“Será agora mais seguro dizer que o mercado imobiliário português superou com nota distinta os desafios dos últimos dois anos. Ainda que pairem algumas incertezas motivadas pelo conflito Rússia-Ucrânia, Portugal ocupa uma posição cada vez mais competitiva e aliciante no mercado ocupacional e assume-se como um safe heaven para investidores que valorizam segurança e estabilidade. Nos primeiros três meses do ano, os resultados alcançados abrem portas para um fecho de ano em que poderão ser retomados valores pré- pandemia e, em alguns setores, deverão ser mesmo ultrapassados“, refere Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal

Quais as tendências para os diversos mercados?

O sector do Retalho, severamente atingido pelos efeitos da pandemia tem vindo adaptar-se gradualmente, tendo alguns subsetores como o High-street, Retail Parks e supermercados melhorado o seu desempenho. O e-commerce em Portugal deverá seguir a tendência de 2021, período em que registou um total de aproximadamente 4.2 mil milhões de dólares americanos em receitas sendo que grande parte do volume destas proveio do sector da moda e equipamentos de media e tecnologia. O primeiro trimestre de 2022 continuou a provar-se como um desafio para os centros comerciais, cuja recuperação continua a ritmo menos célere, mercê de uma redução no footfall.

Quanto ao sector Industrial e Logístico, que registou o melhor resultado de sempre em 2021, no primeiro trimestre de 2022 apresentou valores de absorção substancialmente superiores ao mesmo período do ano passado, acima dos 56.000 m2. Tendo em conta a elevada procura por parte de operadores logísticos, da Indústria e de Retalho, e os projectos que serão concluídos ainda durante 2022, augura-se um resultado bastante satisfatório para este sector. Importa referir que existe uma crescente preocupação com a sustentabilidade, optimização e qualidade dos equipamentos que estão a ser desenvolvidos.

O mercado Residencial começou o ano com um impulso positivo, em continuidade com o final de 2021, impulsionado pelo clima económico e financeiro favorável, uma vez que taxa de desemprego, inflação e taxas de juro se mantinham baixas e a concessão de novos empréstimos para a habitação continuava a aumentar. No entanto, as alterações que se verificaram nas taxas Euribor e na inflação a partir do final de Fevereiro tiveram algum impacto, ainda que reduzido, neste trimestre podendo, futuramente, implicar outras alterações nomeadamente um ajuste das taxas de juro de referência por parte do Banco Central Europeu.

No que se refere a performance do mercado, o preço médio por metro quadrado em Lisboa é de 4.113 euros, valor que representa um crescimento de 6% quando comparado com o 1º trimestre de 2021. Os valores de renda no mercado de arrendamento continuam igualmente a subir, sendo que este mercado poderá ganhar maior destaque neste ano, por tendência e/ou necessidade, devido às alterações demográficas que o tornam mais apetecível, mas igualmente à incerteza no âmbito financeiro dos núcleos familiares, devido ao aumento das taxas de juro, inflação e restrições na atribuição de crédito.

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