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Portal da Construção Sustentável: Novo apoio à eficiência energética é “passo de gigante, mas para trás” 

Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis conta com nova categoria e reforço de15 M€. Contudo, “o recurso a materiais convencionais provenientes do petróleo”, quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”

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Portal da Construção Sustentável: Novo apoio à eficiência energética é “passo de gigante, mas para trás” 

Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis conta com nova categoria e reforço de15 M€. Contudo, “o recurso a materiais convencionais provenientes do petróleo”, quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”

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Portugal, recorrendo ao PRR e através do Fundo Ambiental, acaba de reforçar o Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, em 15 milhões de euros, incluindo uma nova categoria que visa a melhoria da eficiência energética e ambiental dos edifícios, recorrendo a materiais convencionais para isolamento.

Uma decisão que não foi bem recebida pelo Portal da Construção Sustentável (PCS), já que recorrer a materiais “convencionais para isolamento” quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”. Aline Guerreiro, CEO do PCS, considera que “este é um passo de gigante, mas para trás, na imperativa corrida a um desenvolvimento mais sustentável”.

Sendo o ambiente construído um dos mais poluentes, desde a extracção de matérias-primas até ao fim de vida útil de um edifício, o que significa mais de 40% das emissões, mais de 50% de resíduos, o consumo de cerca de 60% de recursos naturais e mais de 40% de energia, no mundo, “a forma de tornar os edifícios mais sustentáveis é começar pelo início, ou seja, pelas matérias-primas, que têm de deixar de ser provenientes do petróleo”, afirma a responsável pelo PCS.

“Todo o material proveniente deste combustível fóssil já poluiu o bastante. Não esquecer que o CO2 liberado durante a queima de petróleo é o principal responsável pelo aquecimento global. O dióxido de enxofre, um dos poluentes também libertados na mesma combustão, é a causa principal da chuva ácida”.

A construção deve, por isso, optar por pré-fabricados, na medida em que esta opção pode representar uma poupança de 80% de energia, já que a eficiência energética não se refere apenas ao funcionamento de um edifício, mas também ao uso e aplicação de recursos materiais. “Os materiais convencionais e as técnicas tradicionais de construção são grandes consumidores de energia e geram resíduos sólidos que, na maioria das vezes, não são reciclados, como por exemplo, os materiais plásticos ou derivados de combustíveis fósseis. Construções modulares podem reduzir a produção de resíduos até 90%, (Waste & Resources Action Program) já que são realizadas em ambiente controlado”.

Isolar convenientemente os edifícios é outro aspecto fundamental e, também aqui, o tipo de isolamento escolhido deve ser tido em conta. “Os isolamentos devem ser naturais e não provenientes de petróleo, por todas as razões já descritas. No nosso País já temos produção e bons aplicadores de outro tipo de isolamento que não os combustíveis fósseis, como por exemplo, as lãs e a cortiça. Isolar um edifício diz também respeito às caixilharias: optar sempre por materiais duráveis e, mais uma vez, não provenientes de petróleo. Estes, aplicados a caixilharias tendem a deteriorarem-se, a alterarem a sua forma com o tempo sendo, mais uma vez, altamente poluidores”.

“Construir para desconstruir é o novo mote para uma construção mais sustentável. Se ao invés de aplicarmos colas e outros aglutinantes que dificultam a reciclagem e reutilização de materiais e optarmos por sistemas mecânicos de encaixe, estaremos a possibilitar novas vidas aos materiais quando o edifício atingir o seu fim de vida. É por isso que os projectos devem conter também as “instruções” de desconstrução”.

No mesmo sentido, “o edifício deve, no final da sua vida útil, ser desconstruído selectivamente”. Utilizando aqui, também, a regra do 3R’s – reduzir, reutilizar, reciclar – “todos os materiais devem ser separados por tipologias, os aptos a serem reutilizados e os aptos a serem reciclados. Só uma ínfima parte, senão nenhuma, deve ser considerada para aterro”.

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Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia

Inserido no Troia Resort, a renovação teve como objectivo o reposicionamento da oferta para o segmento de luxo. O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra. Já as obras de arte contemporânea, com assinatura de Tamara Alves, envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino

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A Sonae Capital investe na renovação do The Editory by The Sea, inserido no Troia Resort, com objectivo de reposicionar a oferta para o segmento de luxo. A unidade, com 132 apartamentos, contou com um investimento de cerca de 1,5 milhão de euros, e inclui a transformação dos espaços e o investimento em arte contemporânea, sabe o Construir.

O novo cinco estrelas, o antigo Tróia Lagoa numa, conta com 16 pisos, onde a natureza é a anfitriã dos recantos, influenciando as intervenções artísticas e interferindo na conceptualização de espaços de fruição natural que se expressam para lá das janelas. Entre tons neutros, madeiras claras e plantas, a decoração é sofisticada ao mesmo tempo que aconchega cada pausa numa espécie de jardim interior que inspira a relaxar.

O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra.

São nove tipologias que se dividem entre 65 estúdios e 67 suites de linhas modernas e funcionais, com kitchenette equipada, varanda privada, room service disponível 24 horas, wifi e chromecast.

Com piscina interior aquecida e piscina exterior, The Editory by The Sea dispõe ainda de um ginásio aberto 24 horas por dia, Wellness Center e duas salas de reunião com capacidade até 100 pessoas. Programas de passeio, aluguer de bicicletas, observação dos golfinhos, trilhos pedestres, entre tantas outras propostas, são uma declaração de amor à Península e a todos os seus segredos naturais.

À chegada, é impossível ficar indiferente ao mural da artista plástica Tamara Alves que, em parceria com a Underdogs, desenvolveu três trabalhos para The Editory by The Sea. “Eco de um corpo na cal viva” é o título de uma obra emblemática que faz o acolhimento em pleno lobby, transmitindo a perspectiva de que o hotel é uma montra do paraíso natural que é Tróia: “a vegetação cobre este local onde cresce, o silêncio ocupa-nos, pássaros pernoitam no nosso coração melancólico e percorremos pela última vez com o olhar o quarto de hotel, sobre aquilo que deixamos para trás”, destaca Tamara Alves.

A artista desenvolveu ainda as aguarelas Troia I e II, enquanto interpretação da experiência de Tróia, “trazendo um pouco do que deixamos ao entrar no hotel, um pouco do que podemos observar e reconhecer, guardar na memória, não só as cores, mas os cheiros. Uma pequena experiência imersiva que sensibiliza o observador a ficar mais consciente do que tem a sua volta”, refere.

Com assinatura de Tamara Alves, as obras de arte contemporânea envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino e em toda a sua herança de ecossistema único, preservado e para respeitar. Ao longo do ano, exposições temporárias reforçam a mensagem de pacto sustentável, presente em todo o hotel.

O foco na sustentabilidade posiciona The Editory by The Sea como embaixador do combate ao desperdício, da redução dos consumos energéticos, passando pela alteração de procedimentos para melhores certificações energéticas. Destaca-se a aposta numa maior integração da economia circular e em pequenas acções diárias que, em articulação com cada Cliente, influenciam consciências e atitudes que contribuem para um projecto conjunto de protecção ambiental.

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Alentejo: “A Ordem está agora mais próxima dos problemas locais”

A presidente da recém-criada Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos fala dos desafios daquele organismo num território que, estando longe de ser pobre, é disperso e obriga a uma maior ‘unidade’ entre os profissionais. Cláudia Gaspar adianta ainda que o PRR não será tábua de salvação na região mas, qualquer que seja o caminho, os arquitectos querem fazer parte do processo de encomenda

Ricardo Batista

“Os princípios da Ordem mantêm-se, com as preocupações naturais da arquitectura e do momento, e de um modo transversal. A Ordem continua a ser uma, mas está agora mais próxima das entidades locais, da sociedade, mais próxima dos problemas locais”.

Dois anos depois de tomar posse como a primeira presidente do Conselho Directivo do Alentejo da Ordem dos Arquitectos, Cláudia Gaspar traça um balanço positivo da nova organização daquele organismo, sublinhando que entre as prioridades da nova secção esteve sempre “o reconhecimento das mais valias existentes localmente, dos saberes locais”.

“Estamos hoje mais próximos das dificuldades que os arquitectos têm na sua prática quotidiana, sejam os que trabalham na Administração publica, os que trabalham nos seus gabinetes privados ou os que são trabalhadores independentes, uma grande maioria da realidade do Alentejo”, salienta Cláudia Gaspar, à margem de um painel dedicado ao Território e que reuniu, no Archi Summit, os presidentes de algumas das novas secções regionais da Ordem dos Arquitectos.

Para a responsável pela estrutura do Alentejo, naquela região, extensa, os arquitectos têm a particularidade de trabalhar num território disperso, de forma dispersa e muitas vezes de costas voltadas uns para os outros.

“Uma das nossas premissas tem sido conseguir colocar os arquitectos a dialogar entre eles mas, acima de tudo, fazer a ponte entre a arquitectura e a sociedade, com uma série de actividades de divulgação da arquitectura, conferências, mesas redondas”, assegura, sublinhando que têm sido iniciativas “muito bem acolhidas”. Cláudia Gaspar destaca, essencialmente, o trabalho institucional que tem sido feito junto das 47 autarquias e das quatro comunidades inter municipais, trabalho que “tem sido um trabalho longo e será extenso, num ano particularmente difícil em que temos o PRR e as câmaras numa logica de contra relógio para conseguir alguns fundos no âmbito do Programa para, sobretudo habitação”.

“Queremos ser intervenientes do processo de encomenda e da contratação publica de arquitectos para um melhor ambiente construído, para uma melhor arquitectura e, com isso, para uma melhoria da qualidade de vida no Alentejo”, acrescenta ao CONSTRUIR a presidente da secção regional do Alentejo dos Arquitectos. “Estamos numa região em que boa parte dos municípios nunca reuniu com a Ordem dos Arquitectos, que começa agora a ser notada. E esse tem, também, de ser o nosso papel”, garante Cláudia Gaspar.

Território “riquíssimo”
Remetendo para uma imagem pré-concebida do Alentejo como território pobre, a arquitecta logo contraria essa ideia, assumindo que estamos a falar de um território “riquíssimo”. “E tem dificuldades como todos têm”, acrescenta. No entender de Cláudia Gaspar, “o Alentejo sofre, desde logo, com a diferenciação entre o que é o rural e o urbano. Temos um território com uma grande área de propriedade rural mas não é de todo pobre. A questão da paisagem, e entenda-se a paisagem cultural, urbana e rural, é altamente dinâmica. Não é agora, que existem fundos e que tanto se fala no famoso PRR, com fundos que chegam de forma transversal a todo o País, que o Alentejo vai dar o salto no seu desenvolvimento”, garante a arquitecta, que assegura que o Alentejo já está em franco desenvolvimento há muito tempo. “O Pólo tecnológico de Sines é apenas um exemplo dessa atractividade”, garante, sublinhando que os arquitectos já estão no terreno a acompanhar essas dinâmicas. Há, no entanto, desafios. Cláudia Gaspar salienta que “o Planeamento no Alentejo nem sempre é feito a pensar no longo prazo ou num ordenamento de território sustentável mas sim, muitas vezes, a pensar no benefício rápido”.

Não sendo uma prioridade, a representante dos arquitectos no Alentejo alerta para um fenómeno crescente que importa ser olhado com atenção e que merece a melhor resposta. Há, em virtude da aposta numa agricultura intensiva, um aumento considerável de população – essencialmente proveniente de países asiáticos – para trabalhar nas estufas, fenómeno que obriga a uma resposta habitacional que hoje ainda não existe. “O papel da Ordem é, mais uma vez, articular todos os agentes, colocar a sociedade em contacto com a arquitectura e desmistificar a ideia de que a arquitectura é uma disciplina para as elites”, conclui.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional, este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

Os últimos dois anos mudaram a forma como nos relacionamos, como trabalhamos ou prestamos serviços e nem a construção escapou a essa revolução e ainda bem. Vários dados apontam para que o crescimento anual da produtividade do sector nos últimos 20 anos tenha sido apenas um terço da média total da economia. A digitalização do sector é a mais baixa do que em quase todas as outras indústrias. E este é um desafio premente que o sector tem que enfrentar de forma a poder acelerar a sua industrialização, inovação e sustentabilidade. Mas este não é um desafio que se irá colocar no futuro, antes pelo contrário é algo que já está em atraso e que o sector tem hoje que enfrentar. Afinal, a revolução do sector já está em marcha. Em Portugal o Built CoLAB, o laboratório colaborativo para a digitalização da construção, está a liderar esta revolução. O Laboratório foi criado para aproximar a indústria dos centros de investigação e das universidades e tem focado o seu trabalho na transição digital e na transição verde – a Twin Transition – ou seja, na necessidade de acelerar a digitalização e sensibilizar a indústria para a sustentabilidade.

Um dos projectos em curso no Built CoLAB é o processo de tradução de normas internacionais BIM para Portugal. A normalização é um dos “pilares dos processos de implementação do BIM e uma chave para melhorar a colaboração entre todos os actores da indústria”. Nesse âmbito, o laboratório assumiu o papel de Organismos de Normalização Sectorial, sendo a entidade que coordena a Comissão Técnica de Normalização BIM 197, a CT 197, a qual inclui dezenas de outros intervenientes, entre universidades e indústria.

“A CT 197 tem aqui um trabalho de normalização que é desafiante porque a nível europeu nos últimos anos foram produzidas dezenas de normas. Estamos a falar de normas BIM e não só o âmbito do trabalho desta comissão é mais amplo”, afirma António Aguiar Costa Director de Investigação, desenvolvimento e Inovação Built CoLAB.

Se é verdade que a digitalização e inovação da indústria levou à adoptação de novas tecnologias e softwares, de que o BIM é o exemplo mais comum, também é verdade que criou novos desafios “Como é que organizo os dados? Como é que se transmitem esses dados de forma que os outros percebam? Como é que se gere a qualidade desses dados ou dessa informação? Ou do lado da entidade contratante, como é que eu contrato essa informação? Porque de repente não tenho só um projecto ou só uma obra eu tenho isso e mais um modelo digital de informação que vai crescendo ao longo do ciclo de vida do empreendimento”, explica o director de investigação, desenvolvimento e inovação do Built CoLAB.
A normalização do sector é a chave para descodificar e facilitar todo este ‘novo mundo’. “A nível internacional há várias normas, mas uma das mais relevantes é a EN ISO 19 650, que tem várias partes e que foi assumida como norma europeia e é essa família de normas que temos estado a traduzir para Portugal”, sublinha António Aguiar Costa. As normas estão traduzidas e aguardam pela publicação pelo Instituto Português de Qualidade, o que poderá acontecer já no próximo mês de Setembro.

“A norma NP EN ISO 19 650 será um referencial que no fundo vem mudar o paradigma. A adopção da norma, que é um processo voluntário, vem facilitar o processo de gestão da informação pela utilização de standards e guide lines para gerir o fluxo de informação que os novos softwares criaram. No fundo diz-nos como é que vamos comunicar e que informação partilhamos online e que obriga também a ter um ambiente comum de dados para aquele projecto ou para aquele empreendimento”, refere António Aguiar Costa.

Portugal só agora está a dar passos na introdução deste referencial, mas a nível internacional há países, entre eles o Reino Unido, a condicionar o acesso a concursos a entidades que já o adoptem.
Mas o processo de normalização de dados para produtos de construção é em si um desafio, á que é preciso definir o que é informação relevante “não gráfica” e que essa nomenclatura seja entidade por todos e “partilhável”. “A definição destas informações de uma forma normalizada pode ser realizada através da utilização de Modelos de Dados de Produtos ou Product Data Templates”.
Paralelamente à tradução da família de normas BIM a comissão CT197 está a desenvolver dois outros projectos de investigação o SECCLASS e o [email protected]

O primeiro introduz um Sistema de Classificação de Informações sobre Construção. Este sistema será orientado para a metodologia BIM e servirá não só a componente de sustentabilidade, mas também os restantes usos BIM, como a gestão do processo BIM, quantificação, compatibilização de especialidades ou planeamento de obra. “Este sistema vai ser usado por profissionais de projecto, construção e responsáveis pela gestão e manutenção de edifícios. Permitirá unificar a terminologia a todas as escalas, facilitando a comunicação, selecção de materiais e componentes, bem como uma avaliação precisa dos impactos dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida”.

Já o [email protected] é um projecto com um financiamento de 8 milhões de euros que envolve mais de 20 entidades, entre universidades e indústria, cujo trabalho de I&D está orientado para o desenvolvimento de ferramentas digitais que facilitarão a introdução do conceito de Digital Twin na indústria de construção. Uma dessas ferramentas é a criação de uma “biblioteca” de objectos BIM. “Uma espécie de plataforma online disponível para que a indústria possa ter o seu objecto de BIM e que arquitectos e projectistas possam usar nos seus projectos”, simplifica António Aguiar Costa.

Um sector a várias velocidades
Quão envolvida está a indústria em Portugal nesta revolução? E quão preparada está para passar de 2.0 a 4.0, em menos do nada? Num país onde as pequenas e médias empresas ainda são a maioria, estas não são questões fáceis de responder. “Acredito que há aqui dois movimentos: há empresas PME, que serão a maioria, que estarão mais alheadas do investimento em tecnologia e inovação, mas há outras que nasceram neste meio e que hoje em dia fazem consultoria BIM, pré construção virtual e noto que essas empresas estão envolvidas em projectos de investimento estrangeiro associado ao sector imobiliário”, arrisca o especialista.

A “obrigatoriedade” de adopção do BIM pode ser um caminho para acelerar o processo de transformação, mas por enquanto “o Governo não quer assumir essa responsabilidade. Contudo, o que acontece é que cria desequilíbrios porque há entidades que têm força e capacidade de investimento para mudar e há outras não e ninguém se responsabiliza por estes que não têm capacidade para fazer a mudança. Uma grande parte das PME não está dentro do processo sequer, e a obrigatoriedade levava a que houvesse um movimento para criar as bases desta mudança, que tem que ser faseada, progressiva e adaptada ao contexto”, defende António Aguiar Costa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Já são conhecidos os 10 finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa. E há um atelier português!

Segundo o júri, “entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade”

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Já são conhecidos os dez finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp. Indo ao encontro do tema da 6ª edição da Trienal em 2022 – Terra –  a selecção apresenta uma maior diversidade geográfica, com práticas dos dois hemisférios do globo. São eles o atelier Tiago Antero – ATA (Portugal), o atelier Tropical – Valerie Mavoungou (Congo), Ben-Avid (Argentina), messina/rivas architecture office (Brasil), Nana Zaalishvili (Georgia), Rohan Chavan (Índia), Savinova Valeria (Rússia), Spatial Anatomy (Singapura), vão (Brasil) e Vertebral (México).

Sobre a diversidade desta lista, o júri considera que “se as primeiras obras de um percurso em arquitectura apontam o caminho posterior de quem as projecta, a partir dos dez finalistas Début é possível imaginar o trabalho futuro de toda uma geração. Entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade. Uma dezena de finalistas que prova não só o que a arquitectura pode fazer, mas, mais relevante, o que deve fazer no presente ao serviço do nosso futuro.”

O Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp é atribuído após uma selecção independente com duas fases distintas. Primeiro, é aberta uma chamada à apresentação de candidaturas auto-propostas. Simultaneamente, algumas dezenas de individualidades da área da arquitectura a nível internacional são convidadas pela Trienal a nomear quem considerem merecer esta distinção. Depois, o conjunto das propostas é disponibilizado ao júri, que selecciona a lista de finalistas e a prática vencedora.

A Trienal de Lisboa recebeu para esta edição 95 candidaturas de 38 países.

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APCMC quer acelerar a digitalização na indústria dos materiais de construção

Parte central do projecto Speed up: Materiais de Construções a nova plataforma da APCMC já arrancou. A Datacheck vai colocar a indústria dos materiais de construção e as empresas distribuidoras a comunicar com base nos mesmos standards, acelerando a digitalização da indústria dos materiais de construção

Designado “Speed Up: Materiais de Construção 4.0” o projecto da Associação Portuguesa dos Materiais de Construção tem como principal objectivo “acelerar a transição dos materiais de construção para uma nova realidade de adopção tecnológica e digital nos processos de negócio das pequenas e médias empresas. Estas são condições essenciais ao desenvolvimento de uma abordagem integral e integrada na fileira da construção nacional. A criação de uma plataforma nacional de produtos para a construção – a datacheck – é o elemento central deste projecto. A plataforma está pronta agora é preciso a adesão da indústria como afirma José Matos, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção.

O que é a APCMC Datacheck?
É uma plataforma de gestão que será o garante da qualidade da informação sobre os produtos, a qual será directamente carregada e actualizada pelos fornecedores, num formato e com estrutura standard a nível europeu. A partir daí os comerciantes e distribuidores poderão, de forma simples fazer o download de toda a informação sobre os produtos, incluindo preços, imagens, fichas técnicas, etc, etc..

Qual o ponto de situação da implementação da Datacheck?
Este é um projecto que está a ser desenvolvido há cerca de 2 anos. Registou algum atraso devido à pandemia, mas não do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico e deverá estar totalmente operacional até ao final do ano. É parte integrante de um projecto mais amplo o “Speed Up: Materiais de Construção 4.0”, que compreende várias componentes e acções no sentido de informação sobre processos e de capacitação das empresas de forma que estas possam tirar maior partido da digitalização nos seus processos internos, sejam eles logísticos, marketing, entre outros.

Qual é a referência base deste projecto?
O elemento mais importante do ponto de vista instrumental e prático é a criação de uma plataforma nacional, um percurso idêntico ao que o resto da Europa, em especial Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália ou Áustria tem vindo a fazer ao longo dos anos. Seguindo um movimento voluntário, quer das várias associações do sector dos distribuidores quer também da associação europeia de fabricantes que está neste momento em processo formal de criação de um guia europeu que permita standardizar e harmonizar todas estas plataformas nacionais. Este é um trabalho que tem sido feito nos últimos anos e neste momento está a ser criado o standard europeu destas plataformas para que haja uma interoperabilidade entre elas e para que os fabricantes e comerciantes europeus possam receber os dados nos mesmos formatos e não estar cada país a usar formatos diferentes e estruturas de dados diferentes.

Mas há uma obrigatoriedade do ponto de vista legal ou é uma mobilização da indústria/distribuidores?
É um processo voluntário não é obrigatória, mas que está a ser ajustado face às novas regras que estão a ser propostas nesta revisão de regulamento dos produtos de o qual prevê a criação de uma base de dados europeia sobre os produtos de construção, o que por sua vez está ligado à criação de um passaporte europeu de produtos de construção… mas todo este trabalho está a ser feito com base no que já existe na indústria. Não é algo absolutamente novo. Está-se a aproveitar algo que na Europa já é comum que são estas estruturas de dados que estão a ser comunicados dentro do sector por processos deste género e era muito importante que Portugal acertasse o passo com o resto da europa porque vêm aí as obrigações regulamentares.

Em que fase do processo é que estamos?
A plataforma está a funcionar. Obviamente que há ajustamentos que estamos a fazer de funcionalidade e de adaptação do funcionamento que se mostrem necessário que vão surgindo durante a sua utilização, mas neste momento já está a funcional. Temos entre 50 a 60 distribuidores registados na plataforma nacionais e 35 fabricantes registados, embora nem todos eles tenham ainda disponibilizado todos os dados. Este está a ser um processo lento porque apesar da informação existir nas empresas estas, em especial as de média e pequena dimensão, não têm recursos humanos suficientes para tratar os dados que têm em diferentes plataformas e em diferentes formatos ou em departamentos diferentes. A Datacheck tem cerca de 150 campos de informação que podem ser actualizadas permanentemente. Mas estamos a trabalhar com as empresas no sentido de as ajudar a fazer essa adaptação e acelerar esse trabalho.

Com quantas empresas estão a trabalhar?
Estamos a trabalhar com trinta e tal empresas nacionais e internacionais. Aliás, para estas últimas este é um processo mais fácil porque estão habituados a trabalhar desta forma nos mercados europeus e entendem a necessidade de harmonização.

Mas do ponto de vista nacional esta já é uma indústria exportadora…
E por isso também é importante para a indústria nacional, que esta a ter as solicitações noutros mercados e precisa de enviar os seus dados para data pools diferentes em formatos diferentes e, portanto, digamos que se fizer o processo a nível nacional fica com uma estrutura de dados europeia, o que lhe facilita o envio da informação para os seus clientes internacionais. Além disso, este trabalho de harmonização inclui a harmonização com o sistema de classificação de produtos internacional, o eTime.

O que está interligado com recolha de informação que é pedida pela Datacheck.
Exactamente. Tudo isso está integrado na plataforma se for indicado o sistema de classificação e a classe do produto automaticamente são indicadas as características técnicas do produto na própria plataforma. Se o fabricante não utilizar um sistema de classificação vai ter que identificar as características técnicas do produto na plataforma, o que também é possível.
É preciso não esquecer que a jusante desta indústria, estão os projectistas, arquitectos, construtores para quem esta informação e estes dados são importantes e que podem passar a ter acesso a informação estandardizada e que pode ser usada por outras ferramentas e software designadamente o BIM. Um dos elementos que pode acompanhar a informação produto é o objecto BIM que passa a estar disponível logo no artigo.

Quantas empresas já completaram o processo?
Como lhe disse temos registados entre 35 a 40 empresas, mas disponíveis a ser utilizados estão cinco, as restantes estão em diferentes fases do processo e algumas estão quase em fase de arranque outras têm o seu processo interno mais atrasado. Até ao final do contamos ter em funcionamento estas 35 a 40 empresas.

Face ao universo das empresas do sector este número representa quanto?
Em termas de empresas não representará mais de 20% das empresas fabricantes, mas representará em termos de volume de negócios se calhar 80%.

Para as empresas mais pequenas tem sido fácil explicar a importância e fazê-las aderir ao projecto?
É mais complicado porque as empresas têm poucos recursos humanos e estão mais limitadas, mas a aceitação e a adesão das empresas têm sido enormes, demora é tempo a concretizar-se.

Num mundo que já é globalizado só agora a indústria dos materiais de construção está a despertar para esta necessidade de harmonização?
O sector da construção está atrasado. Todos nós gostávamos de estar como o sector automóvel. Isto é um trabalho de fundo que na Europa se está a fazer há 30 anos e nós estamos a começar agora. Claro que aproveitamos tudo o que a Europa já produziu e todo o seu processo de aprendizagem. Hoje é mais fácil porque temos as ferramentas, a experiência, temos as empresas internacionais a trabalhar nos mesmos moldes e temos standards europeus que antes não existiam.
A implementação torna-se mais rápida, mas, ainda assim, é um trabalho que irá demorar meses, devemos atingir um patamar mínimo no final deste ano e depois esperamos que em dois a três anos se complete.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Grândola: Investidores comprometem-se a reduzir número de camas turísticas e a proteger recursos hídricos

A redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos empreendimentos turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento

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O Município de Grândola reuniu com os promotores dos empreendimentos turísticos das áreas programadas da faixa costeira, com o intuito de sensibilizar os mesmos para a necessidade de repensarem os seus projectos, com vista à redução do número de camas turísticas, bem como à implementação de medidas que contribuam para o crescimento sustentável da região, em respeito pela população, a natureza e o ambiente.

A participação e os importantes contributos de todos os presentes, revelaram-se unanimes, resultando num compromisso conjunto, com vista à redução significativa do número de camas turísticas, bem como à defesa dos recursos hídricos e à implementação de soluções de dessalinização da água do mar, para utilização das regas dos campos de golfe e áreas verdes.

“O investimento turístico e imobiliário tem de ser assente no crescimento sustentável do nosso concelho, por forma a beneficiar os munícipes e a sua qualidade de vida, tem de respeitar o ambiente, os recursos hídricos, a paisagem e prevenir os riscos das alterações climáticas”, afirmou António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola, salientando a importância da reunião e dos consensos estabelecidos.

Revelámos aos promotores turísticos as nossas prioridades e preocupações a aceitação foi plena. Todos garantiram que tudo farão para o desenvolvimento sustentável do concelho de Grândola”.

A autarquia esclarece que, a redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos Empreendimentos Turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento, abrangidos por áreas programadas em Planos Territoriais de Âmbito Municipal aprovados antes da entrada em vigor do Plano Regional de Ordenamento do Território do Litoral Alentejano (PROTA – 2010).

Actualmente, está em curso e em fase de finalização o processo de alteração do Plano Diretor Municipal, aprovado em Assembleia Municipal, o qual irá definir regras mais apertadas para o investimento turístico e imobiliário.

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Revive lança concurso sobre Paço Real de Caxias

É hoje lançado o novo concurso público para a concessão do Paço Real de Caxias, em Oeiras, imóvel construído em meados do século XVII. Estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros

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O imóvel será, no âmbito deste novo procedimento, concessionado por 50 anos, por uma renda anual mínima de 174.912 euros, estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros. A área de construção total é de 5.817 m2. Os investidores interessados terão agora um prazo de 48 dias para apresentação de propostas no novo concurso, em condições idênticas às do concurso anterior.

O Paço Real de Caxias é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do Revive, que neste momento integra já 52 imóveis, sendo este um programa conjunto das áreas governativas da economia, da cultura, das finanças e da defesa, desenvolvido em estreita articulação com as autarquias locais e que tem por principal objectivo recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atractividade dos destinos regionais.

Recorda-se que este imóvel já fora anteriormente concessionado, em Março de 2020, à IMOBIMACUS, Sociedade Administradora de Imóveis SA, do Grupo Hotéis Turim. A celebração do contrato coincidiu com o início da pandemia COVID-19, que originou inesperadas transformações e que tiveram um impacto decisivo no sector do turismo e, em concreto, na actividade, planeamento e capacidade de execução da concessionária. Já este ano, e reconhecendo a inviabilidade da execução dos termos do contrato pela concessionaria, as partes acordaram na sua revogação, sendo agora lançado novo concurso que pretende dar uma nova vida a este imóvel histórico, com uma localização excepcional, em frente à linha de costa, no concelho de Oeiras, no qual se destacam as esculturas nos jardins, os tectos pintados e os azulejos azuis e brancos na fachada do edifício principal.

“O Paço Real de Caxias é um activo estratégico, que merece ser valorizado e divulgado. O Programa Revive ajudará a que este património seja requalificado, passando a acolher um projecto turístico de qualidade tal como se impõe”, sublinha a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

Actualmente, no âmbito do Revive estão abertos os concursos para a concessão da Casa Grande, em Pinhel, e da 7.ª Bateria do Outão, no Parque Natural da Arrábida, concelho de Setúbal, estando ainda a decorrer os concursos lançados para concessão dos Fortes de S. João e de S. Pedro, em Cascais.

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Habita assessorou negócios de mais de 10 M€ em Torres Vedras

Entre os negócios está a aquisição da Escola Internacional de Torres Vedras (EITV), para um grupo de investidores institucionais de nacionalidade alemã e libanesa, tendo ainda mediado, faseadamente, a operação de aquisição de vários activos localizado no loteamento da Portela da Vila

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A Habita, empresa especializada em mediação imobiliária, integrada no Grupo Himo, firmou, recentemente, um conjunto de negócios na região de Torres Vedras, que representaram um valor total de mais de 10milhões de euros.

Entre os negócios está a aquisição da Escola Internacional de Torres Vedras (EITV), para um grupo de investidores institucionais de nacionalidade alemã e libanesa, tendo ainda mediado, faseadamente, a operação de aquisição de vários activos localizado no loteamento da Portela da Vila.

Segunda a Habita, a região do Oeste “é uma das geografias actuais mais emergentes, dadas as múltiplas oportunidades imobiliárias que têm surgido” e que “reúne todas as condições para que investidores nacionais e internacionais estejam atentos e ambicionem investir”. 

Segundo José Pedro Pinto, CEO do Grupo Himo e Partner Habita, “este negócio vem reforçar a nossa presença estratégica na zona do Oeste, uma das prioridades geográficas para a habita e para o Grupo Himo, de forma transversal. Pretendemos compreender e incorporar na gestão dos negócios as dinâmicas sociais, económicas, demográficas e tecnológicas desta região, oferecendo uma resposta assertiva a clientes que procurem alargar o seu investimento nesta zona. É este o propósito do Grupo. Sempre atento a novas dinâmicas e oportunidades de negócio e em total relação de proximidade com os clientes”.

O negócio da EITV foi uma oportunidade detectada pela Habita e trata-se de um activo composto por um edifício, com cerca de 11 mil m2, que integra vários equipamentos desportivos, totalmente circundados por uma vasta área de espaços verdes. O primeiro objectivo, na EITV, mantendo a mesma direcção, é a educação, com investimentos para qualificar tecnologicamente e apostar no desporto de forma a fazer crescer a escola. Este negócio, desde a identificação de investidores, até à gestão transversal de toda a operação, foi possível graças à criação de uma parceria entre a Habita e a Leapassets.

A Portela da Vila é um empreendimento localizado a 5 minutos de Torres Vedras e a 30 minutos de Lisboa, cuja aquisição, parcialmente em parceria com Alvarez Marinho, visa a consolidação urbana de toda a urbanização praticamente contigua à EITV.

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Setúbal: Antiga estação rodoviária dá lugar a supermercado Continente

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla a área onde esteve instalada a gare, assim como os restantes quatro andares superiores. Em cima da mesa está a hipótese da demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo

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O antigo edifício na Avenida 5 de Outubro, em Setúbal, onde durante mais de cinco décadas funcionou a estação rodoviária vai receber um futuro supermercado Continente. De acordo com o jornal regional o Setubalense, que avança a notícia, o local está a ser alvo de estudos e escavações há cerca de uma semana, com o objectivo de abrir o espaço do Grupo Sonae.

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla não só a área onde esteve instalada a gare, popularmente conhecida como ‘os Belos’, cuja designação se deve ao nome de um dos seus primeiros proprietários, como também os restantes quatro andares, alguns ainda utilizados como habitação. Concluída a fase de estudos, sabe O Setubalense que estão em cima da mesa duas hipóteses: a demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo.

A antiga estrutura fechou portas em Fevereiro de 2021 por se encontrar “em avançado estado de degradação e subdimensionada para a prestação do serviço público de transporte rodoviário de passageiros”, tendo sido substituída, entretanto, pelo novo Interface de Transportes de Setúbal, já inaugurado, na Avenida dos Ciprestes, junto à Estação Ferroviária, na Praça do Brasil.

Foi em 1949 que a empresa A Transportadora Setubalense deu entrada na autarquia um pedido para a construção de “uma estação terminal e intermediária, privativa das suas carreiras”, que viria a ser inaugurada 10 anos depois, em 1959.

Além da gare foram, ainda, construídos mais quatro pisos. Na época, o primeiro andar acolhia instalações para o público, além do gabinete do chefe de estação, espaço para o pessoal, e, ainda, uma agência de viagens e turismo. Na divisão de cima estava disponível “um gabinete para a gerência”, a par de uma “sala de estar, salão de festas, escritórios e o depósito de bagagens”, enquanto o “terceiro e quarto pavimentos” estavam “reservados a residências”, escreve o O Setubalense.

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Athena Advisers comercializa Alecrim 51

Promovido pela Vivium Properties, o projecto residencial Alecrim 51 recupera um antigo edifício do século XVIII com o objectivo de colocar no mercado 15 novos apartamentos

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Promovido pela Vivium Properties, o projecto residencial Alecrim 51 encontra-se, actualmente, em fase de comercialização, a cargo da Athena Advisers.  A sua conclusão está prevista para o último trimestre de 2023.

Em resultado da reabilitação de um antigo edifício do século XVIII, situado na Rua do Alecrim, que liga o Chiado e o Bairro Alto ao Cais do Sodré, a promotora visa colocar no mercado 15 novos apartamentos num dos bairros mais cosmopolitas e mais procurados para a compra de casa na capital portuguesa.

A comercialização teve início em meados de Julho, e desde então a consultora considera que “a procura registada tem superado todas as expectativas”, tendo despertado bastante interesse por parte de “norte-americanos, britânicos e holandeses”, entre outras nacionalidades.

Com projecto de arquitectura assinado pelo atelier Fragmentos, cada apartamento tem um carácter muito próprio e a remodelação combina elementos restaurados com um design contemporâneo e funcional. Os T1 têm uma divisão extra que tanto pode ser usada como quarto de hóspedes, escritório ou sala de jogos; algumas unidades T2 têm acesso a um pátio exclusivo; e o sótão dos T3 duplex é inteiramente ocupado por uma espaçosa suite com acesso a um jardim de inverno. A luz natural, potenciada pelos tectos altos e amplas janelas, predomina nos interiores e os andares superiores usufruem de vistas de rio em ambas as fachadas (Rua do Alecrim e Rua das Flores).

O loft do piso térreo – que tomou o nome de Archos – é um espaço aberto e multifuncional de 245 m², que tanto pode ser usado como residência ou local de trabalho. A sua renovação combina os tectos abobadados, colunas e arcos originais com influências de estilo industrial que se manifestam na escada flutuante, na cantaria exposta e na grelha metálica preta no mezzanino.

Outro espaço de destaque é o imponente átrio de entrada – que será mobilado e decorado – o qual irá manter o chão ladrilhado em desenho geométrico, o arco que precede a escadaria e os azulejos que acompanham os degraus.

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