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Open House Lisboa acontece mais cedo em 2022

A 11ª edição da OP House está prevista para o fim de semana de 7 e 8 de Maio de 2022 e será comissariado pelo atelier lisboeta Aurora Arquitectos

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Em 2022, será o ano da 6ª edição da Trienal e, também, da 11.ª edição do Open House Lisboa que regressa mais cedo e já tem data marcada para os dias 7 e 8 de Maio. O tema que irá orientar a selecção dos espaços do roteiro e os percursos urbanos, bem como a escolha de especialistas que acompanham a descoberta das diferentes “arquitecturas’ ainda não está escolhido, mas sabe-se já que será comissariado pelo atelier lisboeta Aurora Arquitectos, informou a Trienal de Arquitectura de Lisboa.

Se o exterior dos edifícios está limitado pelas normas urbanísticas para preservação da identidade colectiva, os interiores são do domínio privado, um património invisível que evolui de forma mais livre. Formam uma segunda linha, um campo de criatividade e transformação do espaço mais expressivo, criando edifícios gradualmente mais ambíguos, fruto dessa dualidade entre a intervenção interior e exterior.

As fachadas “da continuidade” são mudas relativamente às novas formas de habitar, apenas visíveis no interior – edifícios modestos transformados numa única residência ou subdivididos em apartamentos, palacetes convertidos em hotéis, escritórios, ginásios, lares de idosos ou restaurantes. Todas estas transformações interiores, vistas em conjunto, de que cidade são reflexo? Que identidade invisível é essa? Se retirássemos as fachadas, que Lisboa ficaria à vista? Onde começa e acaba a identidade da cidade? são algumas das questões que podem ser de ponto de partida para o programa da próxima Open House.

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‘Manuel Botelho – Projecto e Obra’ em exposição na FAUP

Mostra integra o programa do 40.º aniversário da FAUP e propõe um olhar alargado sobre a obra do arquitecto, antigo professor da FAUP. Inaugura a 26 de Janeiro e encerra a 9 de Março

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A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), em parceria com a Escola de Arquitectura, Arte e Design, o Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) da Universidade do Minho e a Fundação Marques da Silva, inaugura no dia 26 de Janeiro, às 18h30, a exposição ‘Manuel Botelho. Projecto e Obra’. Encerra a 9 de Março.

A sessão de inauguração vai contar com introdução de João Pedro Xavier (director da FAUP) e intervenções de Álvaro Siza e dos comissários António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia, Filipa Guerreiro e Duarte Belo (Território Manuel Botelho).

A exposição ‘Manuel Botelho. Projecto e Obra’ integra o programa do 40.º aniversário da FAUP e propõe um olhar alargado sobre a obra do arquitecto Manuel Botelho, antigo professor da FAUP. Reúne uma selecção de projectos de diferentes escalas, programas e enquadramento, bem como de objectos e escritos que integram o corpo de trabalho de Manuel Botelho. Para além de desenhos e maquetes originais, a exposição apresenta um registo fotográfico documental de um percurso pelo território de espaços construídos e de objectos do arquitecto, bem como pelos espaços do seu quotidiano, produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquitecto e antigo aluno de Manuel Botelho).

Com um longo percurso como docente que teve início em 1980 na Escola Superior de Belas Artes do Porto e que continua na FAUP até à sua aposentação em 2010, Manuel Botelho desenvolveu um percurso único no contexto da Escola do Porto, em grande parte devido à singularidade da sua formação. Nascido em 1939 em Rua, Viseu, Manuel Botelho cresce num ambiente rural e profundamente religioso. Prossegue estudos em Itália, primeiro no curso de Teologia Sacra, na Pontificia Università Gregoriana de Roma, onde também frequenta o curso de Filosofia, e só mais tarde – já com 32 anos de idade – se licencia em Arquitectura,  na Universidade La Sapienza de Roma A sua formação foi marcada pelo contacto com os professores Leonardo Benévolo, Bruno Zévi, Achille Bonito Oliva e em especial Ludovico Quaroni, personagens internacionalmente muito relevantes no contexto da história da arquitectura do século 20.

A par da docência, Manuel Botelho fundou o seu próprio atelier em 1984 onde desenvolve uma obra singular que inclui não só projectos de habitação e equipamentos, como também o desenho de mobiliário e objetos, entre os quais báculos para vários Bispos e Arcebispos portugueses.

A singularidade da sua obra é fruto de um particular equilíbrio entre a sua desenvoltura intelectual e um espírito instintivo e intuitivo, reflexo também da sua postura profundamente humanista e emotiva.

Esta iniciativa assinala a salvaguarda dos registos do trabalho de Manuel Botelho através do seu depósito em acervo na Fundação Marques da Silva, entidade instituída pela Universidade do Porto (na qual exerceu a carreira docente entre 1980 e 2010) e da entrega da sua biblioteca à Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho. Decorre de um trabalho de identificação e inventarização da obra do Arquitecto Manuel Botelho levada a cabo pelos comissários com o apoio dos bolseiros da Universidade do Minho: Bruno Castro, João Costa e Rui Ferreira.

A mostra na FAUP dá início a um ciclo que seguirá em itinerância nas instituições parceiras e será acompanhada por mesas redondas e visitas às obras. Este processo inclui ainda o lançamento de duas publicações: uma monografia, editada pela Circo de Ideias, e um registo das visitas às obras, editado pelo Museu da Paisagem.

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Luxury Lifestyle Awards 2021 premeia Hotel Casino Chaves

Prémio distingue o atelier de arquitectos RDML na categoria “Best Luxury Hotel Architecture”, pelo projecto de arquitectura do hotel

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O Comité Organizativo dos Luxury Lifestyle Awards 2021 acaba de distinguir o atelier de arquitectos RDML na categoria “Best Luxury Hotel Architecture”, pelo projecto de arquitectura do Hotel Casino Chaves.

A partir de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, estes prémios globais, que vão já na sua 13.ª edição anual, seleccionam e promovem os melhores produtos e serviços de luxo em todo o mundo. O objectivo destes prémios é reconhecer a excelência em toda a gama de sectores da indústria e manter os mais altos padrões da indústria imobiliária em todo o mundo.

O Hotel Casino de Chaves é uma estrutura que não se reduz ao espaço de jogo, mas a outras condições que se complementam, formando um todo, onde o estar e a diversão se misturam. Situa-se numa das entradas da cidade de Chaves, como se de uma porta de entrada se tratasse. Implantado no ponto mais alto do terreno, desenvolve-se em vários níveis, alguns enterrados, abrindo em diferentes sentidos, assumindo-se como muros definidores de espaços e de contenção de terras. O conjunto molda-se ao terreno, fundindo-se com a paisagem, aparecendo e desaparecendo, perfurando-a ou assumindo-se.

Segundo o responsável pela RDML, “o Hotel e o Casino tinham de ser implantados e desenhados tornando-se uma valência entre o uso urbano e o distanciamento do lugar, referencial tanto para quem entra na cidade, como para quem o vê a partir da mesma. Era importante manter o diálogo com a cidade. A ideia fundamental desta obra são as fronteiras físicas criadas pelas linhas geométricas, que se tornam muros que definem espaços distintos, mas que podem ser vividas sequencialmente, onde a surpresa acontece ao transpor um vão. Permitir o sentir de atmosferas distintas, mas sequenciais. A pedra, o zinco e o concreto são o suporte material que solucionam a integração ao meio e ao valor cromático da paisagem.”

Durante todo o ano, o Casino Chaves abre portas à diversão com uma enorme diversidade de jogos e slot machines, a melhor gastronomia e um cartaz cultural do qual fazem parte diversos espectáculos de artistas nacionais e internacionais. A sala de jogos está equipada com mais de 200 slot machines e com 4 jogos de mesa diferentes.

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Ateliermob: “Estarmos na shortlist do prémio EUMiesaward já é uma distinção muito importante”

Tiago Mota Saraiva revela que o que está a ser feito, desde 2017, no Palácio Marquês de Abrantes “é um processo de reabilitação urbana participada, e a partir de um edifício público que estava, praticamente, desabitado e à espera de ser alienado”

Ricardo Batista

O Palácio Marquês, em Abrantes, que está a ser alvo de trabalhos de recuperação desenhados pelo ateliermob e pela cooperativa Trabalhar com os 99%, está na lista das 40 obras seleccionadas pela Comissão Europeia e pela a Fundació Mies van der Rohe candidatas ao Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia – Prémio Mies van der Rohe 2022.

A escolha, revelada esta terça-feira pelos promotores do galardão, contempla igualmente o projecto das Portas do Mar, em Lisboa, concebido pelos arquitectos Carrilho da Graça e Victor Beiramar Diniz.

Ao CONSTRUIR, o sócio fundador do ateliermob revela que a presença na shortlist do Prémio Mies van der Rohe 2022 já é, por si mesma, “uma distinção muito importante”. Tiago Mota Saraiva revela que o que está a ser feito, desde 2017, no Palácio Marquês de Abrantes “é um processo de reabilitação urbana participada, e a partir de um edifício público que estava, praticamente, desabitado e à espera de ser alienado”. No entender do arquitecto, “a intervenção realizada no seu interior, com espaços de exposição, discussão/participação e de trabalho do gabinete local, procura ensaiar outras formas de trabalho e concepção da arquitectura”, assegurando acreditar que “é essa tentativa de esticar os limites da disciplina da arquitectura que está a ser distinguida, que estamos num momento em que se começa a valorizar outras formas de fazer arquitectura e cidade”.

Os cinco finalistas serão anunciados a 16 de Fevereiro de 2022. Os vencedores do Prémio de Arquitetura e Emergente serão anunciados em meados de abril em Bruxelas. O EU Mies Award Day, que contará com a Cerimónia de entrega dos Prémios, terá lugar a maio de 2022 noPavilhão Mies van der Rohe em Barcelona.

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Um novo centro empresarial vai nascer em Matosinhos com assinatura de Paulo Merlini Architects

Antiga fábrica da Lactogal em Matosinhos vai dar lugar a um novo centro empresarial. O novo pólo, com cerca de 18 000 m2, já tem nome – SPARK – Smart Park Matosinhos

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O Castro Group, empresa que se dedica ao investimento imobiliário, anunciou o resultado do concurso para a reabilitação daquela que foi a antiga fábrica da Lactogal, localizada em Matosinhos – Leça do Balio.

O concurso contou com as propostas de seis gabinetes de arquitectura nacionais, sendo que a vencedora pertence ao gabinete Paulo Merlini Architects. Motivados pelo lema Us Is More, este gabinete é conhecido por desenvolver projectos que “dão às pessoas os estímulos certos influenciando positivamente os seus níveis homeostáticos”.

Este concurso de ideias tinha como objectivo encontrar a melhor solução arquitectónica para a adaptação dos edifícios existentes a novos usos destinados a escritórios e serviços, mantendo a sua arquitectura industrial.
Segundo: “Neste concurso tivemos propostas de grande qualidade, onde o projecto apresentado pelo Paulo Merlini se destaca, uma vez que vai ao encontro daquilo que são os valores do Grupo e dos projectos onde queremos deixar a nossa marca. Realçamos ainda a qualidade da proposta de intervenção, onde foi privilegiada a reabilitação do existente e onde a nova construção surge enquadrada de forma harmoniosa. O gabinete escolhido foi capaz de apresentar uma abordagem onde se destaca o cuidado pela idealização de espaços que conciliam a qualidade do trabalho com a qualidade de vida e bem-estar dos seus utilizadores. Simultaneamente, encontraram na natureza o mote para potenciar e dinamizar a zona envolvente através da criação de praças abertas à comunidade e de serviços que criam um ambiente fluído e sinérgico entre o interior e o exterior”, refere Paulo Castro, CEO do Castro Group.

O novo pólo já tem nome – SPARK – Smart Park Matosinhos, e foi desenhado de forma integrada numa área total de cerca de 18 mil metros quadrados. O nome SPARK Matosinhos reflecte o conceito idealizado para este empreendimento: um edifício mais inteligente, voltado para as pessoas que o ocupam – “smart buildings” – e que, simultaneamente, está conectado com o planeta.

De acordo com “Desde a primeira visita ao edifício tornou-se imediatamente claro para nós que qualquer intervenção deveria manter e idealmente potenciar a energia da edificação pré-existente, deste que já foi um símbolo da região. Esta, tornou-se uma das premissas base de todo o projecto. Ainda que uma das directrizes do concurso fosse a ampliação da área de construção para o dobro da original, procuramos que a nossa intervenção fosse o menos invasiva possível, dando destaque a este gigante adormecido. Desenvolvemos uma solução que, se por um lado pretende potenciar a presença da edificação original, por outro procura tornar-se uma expressão do que entendemos que deverá ser o escritório do futuro, da realidade pós-pandémica. Um espaço que responda às necessidades biológicas enraizadas no nosso genoma, um edifício que se expressa numa nova fusão entre a casa e o edifício de escritórios”, explica Paulo Merlini, CEO & Founding Member do gabinete vencedor.

Este empreendimento procura manter vivo o ícone arquitectónico central e todas as suas forças e características. Esta obra tem, assim, como foco uma das primeiras unidades industriais da empresa Lactogal, tendo a sua construção iniciado em 1964 e concluída em 1967. A unidade fabril era utilizada para a produção e armazenamento de leite, tendo sido descontinuada a partir de 2009.

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Openbook assina renovação do escritório da SPS Advogados

O projecto de interiores foi “redesenhado a pensar nas pessoas, na sua comodidade e bem-estar, privilegiando o trabalho de equipa, a socialização corporativa e o sentido de grupo e comunidade”

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O atelier de arquitectura Openbook assinou o projecto de renovação do escritório de advogados SPS. Localizado em Lisboa, a empresa transformou o espaço num novo paradigma “redesenhado a pensar nas pessoas, na sua comodidade e bem-estar, privilegiando o trabalho de equipa, a socialização corporativa e o sentido de grupo e comunidade”.

“Este projecto de arquitectura de interiores teve por base a reabilitação do local de trabalho pré-existente, num novo desenho que reflecte o modelo de trabalho híbrido adoptado. Um escritório que se assume como um ponto de encontro para u novo normal, de forma despretensiosa e informal, mas ao mesmo tempo moderna e inovadora. Um local de trabalho com foco na colaboração e bem-estar dos colaboradores, que vai ao encontro das tendências dos escritórios pós-pandemia”, refere a Openbook.

Com uma vista de 360º sobre Lisboa, foi salvaguardado e aproveitado ao máximo a luz natural através de uma planta sem barreiras físicas opacas. “Todos os gabinetes têm divisórias de vidro com cortinados, conferindo privacidade sem criar barreiras à luz natural”.

O desenho privilegiou as áreas comuns e colaborativas, como é disso exemplo a fusão da recepção com o hub, detalha a Openbook: “O cuidado com o conforto visual e acústico foi tido em conta, em especial nas zonas de trabalho, com a presença de painéis acústicos e o uso de plantas e vegetação como elemento arquitectónico.

A portugalidade está, também, presente na escolha de materiais como a pedra, a cortiça e o burel, com a sustentabilidade a assumir também protagonismo“.

Este novo conceito tem ainda presente uma redução da área de escritório, face a uma nova política de trabalho que permitirá o regresso ao trabalho presencial, mantendo contudo, parcialmente, o teletrabalho. Assim, o paperfree, a cleandesk e o freesitting marcam o novo modelo de trabalho da SPS.

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Exposição “Radar Veneza” prolongada até 30 de Janeiro

A mostra, patente na Casa da Arquitectura, propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos 46 anos representação nacional em Veneza, desde 1975 até aos nossos dias, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia

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A exposição “Radar Veneza – Arquitetos Portugueses na Bienal 1975-2021″, que propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos 46 anos representação nacional em Veneza, desde 1975 até aos nossos dias, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia, e que se encontra na casa da Arquitectura, foi prolongada até 30 de Janeiro de 2022.

A exposição conta, também, com um programa paralelo no âmbito do qual será também lançado o catálogo homónimo, com ensaios de Joaquim Moreno, Alexandra Areia e Léa-Catherine Szacka (arquitecta, crítica e especialista na Bienal de Veneza).

Trata-se de um volume de 336 páginas com 32 entrevistas transcritas aos protagonistas das participações portuguesas na Bienal entre 1975 e 2021, 24 desenhos dos 24 objectos/grandes modelos apresentados na exposição e uma linha temporal – espaço para uma visão panorâmica das transformações, capaz de comunicar ideias e contextos gerais de cada Bienal e as circunstâncias específicas de cada representação nacional.

A exposição “Radar Veneza – Arquitetos portugueses na Bienal 1975-2021” resulta da parceria entre o Estado português e a Casa da Arquitectura enquanto Centro Português de Arquitectura. Concretiza-se em torno do depósito no Arquivo da Casa do acervo das representações nacionais desde a sua estreia em Veneza até aos dias de hoje, avançando para o futuro. A Casa da Arquitectura vai continuar a ser o destino dos futuros acervos resultantes da presença portuguesa naquele que é o maior festival contemporâneo de cultura do mundo.

“Radar Veneza” propõe, através da mostra e do catálogo, uma análise crítica das muitas formas como o Portugal democrático expôs e se expôs lá fora. Procuramos ver-nos pelos olhos dos outros através dos convites que a Bienal foi fazendo a arquitectos, gabinetes e artistas, sem perder de vista a análise e a reflexão que o conjunto das representações oficiais, pela primeira vez reunidas num só espaço, permite e convida a fazer.

A multiplicidade de leituras possíveis esteve na base do desafio lançado pela Casa da Arquitectura aos curadores Joaquim Moreno e Alexandra Areia, a quem coube organizar este voo de longo curso sobre décadas de presença portuguesa em Veneza e desenhar o retrato dos protagonistas dessas representações.

À radiografia da presença oficial junta-se o olhar reflexivo sobre os conteúdos das propostas e as soluções encontradas para a sua apresentação no espaço de Portugal em Veneza, que, em várias ocasiões, nem sequer existia formalmente.

“Não é possível ignorar a forma criativa e no geral bem-sucedida como Portugal se apresentou na Bienal, muitas vezes com orçamentos limitados e sem uma ‘casa’ física, afirmando-se a cada edição através das propostas dos arquitectos nacionais.  A exposição permite também abarcar a leitura dupla que oferecem as representações portuguesas e as propostas resultantes dos convites endereçados pela curadoria da Bienal”, refere a Casa da Arquitectura.

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Revisitar Eileen Gray E.1027 no Museu Nacional de Arte Contemporânea

‘Eileen Gray. E.1027. Arte Total’ é a nova exposição do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado dedicada não só à obra de Eileen Gray, como pretende também aproximar a arquitectura, a arte e o design do público geral. A exposição estará aberta ao público até ao dia 27 Fevereiro

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A mostra dá a oportunidade aos visitantes de mergulhar num espaço com o qual podem interagir, experimentando directamente a síntese de proporções espaciais, materiais, cores e peças de mobília, adquirindo assim uma perspectiva única das ideias arquitectónicas da multifacetada Eileen Gray. A Saint-Gobain Portugal contribuiu para a realização desta exposição ao fornecer soluções que ajudaram a materializar a instalação à escala real do quarto principal da casa E.1027, localizada no Sul de França, e que relembra a figura desta pioneira arquitecta e designer através do que foi o seu primeiro – e um dos mais importantes – trabalhos.

Entre as diversas soluções que contribuíram para esta instalação, que contou com o apoio da Saint-Gobain Portugal, destacam-se a aplicação de soluções construtivas para a base do pavimento (placas RIGIDUR SOLERA) da Placo ®, bem como a colagem e betumação do pavimento cerâmico com as soluções webercol duorapid e webercolor premium. Foi também aplicado um acabamento nas paredes interiores através das soluções weberprim universal e webercal decor da Weber.

As soluções adoptadas tiveram como objectivo cimeiro recriar o quarto principal da casa E.1027. Ao nível do pavimento, o quarto original tinha revestimento cerâmico e, atendendo às necessidades de secagem rápida e eficaz dos materiais, optou-se por uma solução de colagem com estas características (webercol duorapid). No que concerne às paredes, pretendeu-se recriar o seu aspecto original com recurso a acabamentos alisados à base de cal, razão pela qual se optou pela solução com webercal decor.

Esta será a quinta edição da exposição que pode ser visitada de quinta-feira a domingo, entre as 10h e as 18h, surgindo agora como um momento de balanço após cinco anos de trabalho em torno do projecto. Em Lisboa vão ser apresentados conteúdos que dão a conhecer o extenso processo de investigação que resultou nesta exposição e que realçam a sua importância.

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Turismo de Portugal aposta na arquitetura nacional para “promover o País”

No Atlas da Arquitectura, digital e interactivo, vão estar 50 edifícios de referência, com a possibilidade de pesquisa por autores, categorias ou itinerários, quer através do Visit Portugal, quer no site da Casa da Arquitectura

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Criar itinerários pelas obras dos mestres da arquitetura em Portugal, como Álvaro Siza Vieira, Souto de Moura e Carrilho da Graça, promover a arquitectura portuguesa em eventos nacionais e internacionais e divulgar um atlas digital e interactivo da arquitectura nacional, são alguns dos objectivos do “Programa Turismo & Arquitectura”, apresentado hoje pela Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em parceria com o Turismo de Portugal.

A apresentação deste novo produto turístico teve lugar na Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura e contou com as presenças da Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro e da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Além dos itinerários pelas obras dos grandes mestres vai ser também criado um itinerário por regiões, com conjuntos de visitas que abrangem edifícios icónicos, reabilitações, edifícios premiados, obras de arte em espaço público e referências a obras contemporâneas de arquitetos reconhecidos e em ascensão.

No Atlas da Arquitectura em Portugal, digital e interactivo, vão estar 50 edifícios de referência, com a possibilidade de pesquisa por autores, categorias ou itinerários, quer através do Visit Portugal, quer no site da Casa da Arquitectura.

O programa completa-se com a promoção de uma série de eventos nacionais e internacionais de promoção da arquitectura. Em Portugal destaque para as Casas Abertas no Porto e em Lisboa, a Trienal de Arquitectura de Lisboa, exposições e um Encontro de Turismo Cultural, entre outras iniciativas.

A nível internacional, o objectivo passa pela participação em eventos como a Bienal de Veneza, Bienal de São Paulo, Bienal de Chicago, Congresso UIA e Festival Internacional de Arquitetura (“Entretanto | Meanwhile 2022”), entre outros, de modo a dar a conhecer “o estado da arte da arquitectura” portuguesa.

O património arquitectónico é, há muito, um dos principais activos turísticos dos vários países e um dos mais promovidos por cada destino para atrair visitantes e turistas. A produção arquitectónica espelha a evolução e a capacidade de inovação das sociedades e daí a forte cumplicidade que sempre existiu entre a arquitetura e o turismo.

Este programa, desenvolvido no âmbito do protocolo assinado entre a Associação Casa da Arquitectura e diversas áreas governativas, envolvendo o Turismo de Portugal, contribui para concretizar os objectivos da ET27 e do Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro, nomeadamente no que toca à promoção de uma oferta de produtos diferenciadores, que permite novos motivos de visita, que agrega mais valor à viagem, aos destinos regionais e às empresas.

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A2OFFICE distinguido no International Residential Architecture Awards 2021

O A2OFFICE venceu o International Residential Architecture Awards 2021, na categoria “Housing Up to 5 Floors – Built” com o projecto “Estúdios São Victor”

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O projecto de reabilitação de um edifício do século XIX, situado na rua de São Victor, na cidade do Porto, valeu ao gabinete de arquitectura A2OFFICE o prémio do International Residential Architecture Awards 2021, na categoria “Housing Up to 5 Floors – Built”. Este prémio, promovido pelo The Architecture Community (E.U.A.), distingue anualmente o bom trabalho realizado por arquitectos e gabinetes de arquitectura de todo o mundo.

O projecto teve como ponto de partida “um edifício que se situa apenas à entrada da rua, assumindo dela um papel introdutório. O edifício apresenta uma planimetria invulgar, em forma de triângulo, com uma implantação de apenas 52m² e possui apenas uma fachada. Estes factores foram os principais condicionantes de todo o projecto e são o principal elemento distintivo deste edifício perante os seus congéneres, conduzindo a uma solução arquitectónica igualmente única que procurou tirar o máximo partido destes constrangimentos”, pode ler-se na descrição do projecto.

Entre as opções arquitectónicas escolhidas para o interior destaque para a construção de uma nova escada que “assume um papel cénico junto com a altura tripla no canto do edifício, sobre a qual repousam as plataformas intermediárias”. Nesta intervenção, para além da volumetria, as cores originais da fachada foram restauradas com o intuito de transmitir uma continuidade histórica.

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“Porto 2021, 20 anos depois”: FAUP reflecte sobre os desafios urbanos contemporâneos

Organizado pelos docentes e investigadores Álvaro Domingues, Teresa Calix e Patrícia Reis, a iniciativa evoca a memória recente da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura e tem lugar dia 15 de Dezembro, no Auditório Fernando Távora (FAUP)

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A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), através do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo, organiza esta quarta-feira, dia 15 de Dezembro, entre as 9h00 e as 18h30, o seminário “Porto 2021, 20 anos depois”. As sessões decorrem no Auditório Fernando Távora (FAUP).

Com organização dos docentes e investigadores Álvaro Domingues, Teresa Calix e da investigadora e estudante de doutoramento da FAUP Patrícia Reis, a iniciativa evoca a memória recente da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura para reflectir, com um conjunto alargado de convidados de diferentes áreas, sobre os desafios hoje existentes nos modos de pensar, viver e transformar a condição urbana do presente vistos a partir do Porto.

A par da vertente da programação cultural, a renovação urbana constitui-se como um dos eixos de orientação estratégica da Porto 2001 CEC, motivando intervenções que alteraram significativamente a feição de parte da cidade, como o redesenho dos espaços públicos na Baixa do Porto e os novos ou renovados equipamentos culturais como a Casa da Música na Boavista, modificando a paisagem urbana e reforçando a nova centralidade. Tendo reconfigurado radicalmente a vida cultural e artística da cidade, a Porto 2001 contribuiu significativamente para a sua internacionalização, simbolicamente iniciada com o reconhecimento do Porto como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1996, e que prosseguiu nos anos seguintes, nomeadamente, com a intensificação do turismo na última década.

Na actualidade, cultura e desenvolvimento urbano estão, como sempre, associados, particularmente nos casos de maior investimento e visibilidade como são o restauro criterioso do Mercado do Bolhão que mantém sua função, ou o apelo da arquitectura icónica como promotora de desenvolvimento do sector oriental da cidade com o projecto para o Matadouro em Campanhã.

A abertura do seminário “Porto 2021, 20 anos depois” vai contar com intervenções de João Pedro Xavier, director da FAUP, e Fátima Vieira, vice-reitora da Universidade do Porto.

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