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Produção de hidrogénio em Sines avança

O consórcio de 13 empresas, GreenH2Atlantic, foi o escolhido pela Comissão europeia para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde

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“Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi seleccionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines”, pode ler-se no comunicado da EDP.

O consórcio terá o nome GreenH2Atlantic, e além da EDP, Galp e Martifer incorpora empresas como a Engie, Bondalti, Vestas, McPhy e Efacec, bem como “parceiros académicos e de investigação como ISQ, INESC-TEC, DLR e CEA, e do cluster público-privado Axelera”.

“O GreenH2Atlantic foi um dos três projectos seleccionados no âmbito do Horizon 2020 – Green Deal para demonstrar a viabilidade do hidrogénio verde numa escala de produção e aplicação tecnológica sem precedentes”, indica o comunicado.

De acordo com o texto, “o fundo de 30 milhões de euros irá contribuir para financiar a construção da unidade de hidrogénio, localizada na central termoelétrica de Sines”.

“A construção deverá arrancar em 2023 e a operação deverá começar em 2025, datas essas sujeitas às devidas autorizações pelas autoridades”, indica o comunicado.

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Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade

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A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Economistas assinaram, esta sexta-feira, uma posição pública sobre os investimentos previstos em Alta Velocidade, defendendo, desde logo, uma “aprofundada reflexão” sobre a ligação entre Lisboa e Madrid por alta velocidade, considerando que “não está garantido que o traçado atualmente pensado seja o que melhor serve os interesses do País”.

A iniciativa conjunta defende como “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa”, considera “fundamental, aproveitando o eixo central da Alta Velocidade Portuguesa, ligá-lo à Europa através de verdadeira(s) linha(s) de Alta Velocidade para escoamento internacional” e sustenta a necessidade de aprofundar estudos que sustentem as alterações necessárias para viabilizar o investimento.

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade. Até chegar a Évora, o comboio não irá superar os 220 km/h; entre Lisboa e o Pragal não poderá superar os 60 km/h por causa da travessia da ponte 25 de Abril.

Do lado espanhol, apenas está pronto um troço de 150 quilómetros entre Badajoz e Plasencia – embora sem eletrificação. Para que a ligação entre as duas capitais ibéricas demore menos tempo, será preciso construir a terceira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa e ainda que Espanha ponha em funcionamento os troços Madrid-Oropesa e Oropesa-Plasencia, que só devem ser totalmente postos ao serviço em 2030.

Para as entidades lideradas por Fernando de Almeida Santos e António Mendonça, “a rede ferroviária de Alta Velocidade deve assegurar prioritariamente as ligações de interesse nacional que concorram para uma maior coesão territorial, tornando-a competitiva quando comparada com outras formas de mobilidade, nomeadamente a rodoviária”, ao mesmo tempo que defendem que é “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa, o eixo das grandes cidades portuguesas de negócios, que serve cerca de 8 milhões de habitantes, o que permitirá impulsionar e dar escala à economia nacional, privilegiando o máximo de ligações diretas”.

No entender das Ordens dos Engenheiros e dos Economistas, “a ligação de Alta Velocidade Ferroviária prevista entre Porto – Braga – Vigo deve ter o mesmo tratamento de traçado exclusivo, cujos tempos médios não devam ser prejudicados face aos restantes traçados”.

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Ordem dos Engenheiros apresenta projecto “Future World Vision”

Hoje em Lisboa e amanhã no Porto, a Ordem dos Engenheiros e a Sociedade Americana de Engenheiros Civis apresentam o projecto “Future World Vision” e a sua criação a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070

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A Ordem dos Engenheiros, em parceria com a Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE), promove, hoje, dia 24, e amanhã 25 de Janeiro, em Lisboa e no Porto, respectivamente, a apresentação do projecto “Future World Vision”, uma iniciativa que resulta da congregação de algumas das melhores ideias de engenharia tendo em vista uma projecção realística do futuro.

No âmbito deste projecto, foi criada a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070, cujos detalhes serão apresentados aos engenheiros portugueses pela Presidente da ASCE, Maria C. Lehman. Trata-se de um modelo digital 3D imersivo que coloca o utilizador no coração de uma cidade do futuro, a “Mega City”. Através dessa lente virtual, é possível idealizar as possibilidades de como uma megacidade irá suportar uma população de 50 milhões de pessoas, preservando o carácter histórico da cidade, conservando os seus recursos naturais, promovendo os espaços verdes e permitindo a coexistência de diversos estilos de vida e economias.

Esta ferramenta foi projectada com o objectivo de despoletar discussões entre engenheiros e outros profissionais sobre o futuro do ambiente construído e sobre como as escolhas de hoje condicionam as cidades que encontraremos no futuro, tendo o seu desenvolvimento considerado seis tendências principais – energias alternativas, veículos autónomos, alterações climáticas, cidades inteligentes, construção de alta tecnologia e política e financiamento.

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Linha Violeta estende Metro a Odivelas e Loures

O projecto da Linha Violeta que irá ligar, à superfície, os concelhos de Loures e Odivelas está em consulta pública até meados de Fevereiro. Fomos conhecer os detalhes desta linha que terá 13 km de extensão e 19 estações, representando um investimento global de 400 milhões de euros. A linha deverá inaugurar no final de 2025

A nova linha de metro ligeiro, Linha Violeta, irá ligar, à superfície, os concelhos de Loures e Odivelas. O projecto é liderado pelo Metropolitano de Lisboa em articulação com os municípios de Loures e Odivelas. A Linha Violeta apresenta um desenvolvimento com cerca de 13 km de extensão, predominantemente à superfície (8,6km), mas também com troços em trincheira (0,4km), em viaduto (0,4km) e quatro troços em túnel (aproximadamente 3,7km).

O traçado proposto tem como objectivo servir os grandes núcleos populacionais de Loures e Odivelas, fazendo a ligação entre as freguesias com maior densidade urbana e ligando os mais importantes polos de serviços e comércio. Estendendo-se num corredor em “C”, ligando o Hospital Beatriz Ângelo ao Infantado, com ligação a Lisboa na estação de Metro de Odivelas (actual Linha Amarela), esta Linha de metro ligeiro engloba das 19 estações, sendo três estações subterrâneas, duas em trincheira e 14 à superfície. Onze estações serão no concelho de Loures e oito no concelho de Odivelas.

O percurso
A Linha Violeta irá começar à superfície junto ao Hospital Beatriz Ângelo, com uma estação mesmo ao lado deste equipamento hospitalar e que será compatibilizada com o chamado Plano de Pormenor da Quinta do Correio-Mor. Deste ponto, a linha segue em trincheira e túnel para vencer uma área de relevo mais acentuado em direcção à Ramada. A estação seguinte será a do Planalto da Caldeira, à superfície. A linha prossegue à vista de todos com a estação Torres da Bela Vista, onde estão previstos cerca de 150 lugares de estacionamento, aí entra em túnel com as estações Jardim da Radial, numa área predominantemente residencial e com uma elevada densidade de ocupação no norte do concelho de Odivelas, e Ramada Escolas, que servirá uma zona também densamente povoada. Daqui seguirá para a Estação Ribeirada, em trincheira, para onde está previsto parque com 98 lugares de estacionamento. Está prevista ainda a requalificação do espaço de implantação através da criação de um espaço público verde na envolvente à estação que permitirá uma efectiva ligação entre os vários espaços urbanos. Após a Estação Ribeirada, o traçado desenvolve-se em trincheira sobre área de matos sem construções, até à estação seguinte, a Estação Jardim do Castelinho que se desenvolve a cerca de 10m de profundidade. O último troço do traçado da Linha Violeta em túnel NATM desenvolve-se entre a Estação Jardim do Castelinho até à Odivelas Estação, fazendo a ligação à Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa.

Daqui o traçado sai em trincheira e segue sempre pela estrada nacional N8 onde estão localizadas as estações Heróis de Chaimite, Chafariz d’el-rei e, num canal paralelo à nacional N8, a estação da Póvoa de Santo Adrião. Estando prevista a demolição das oficinas aí existentes. Daqui o traçado da Linha de metro ligeiro atravessa terrenos livres de edificações do concelho de Loures, onde se implanta em viaduto de reduzida altura com uma extensão total de 184 metros. A sua ligação à N8 obrigará à demolição do alinhamento de edifícios aí existentes, seguindo-se a Estação Flamenga e a Estação Santo António dos Cavaleiros. Aqui a linha segue, em túnel para atravessar uma área urbana residencial, comercial e de serviços, o traçado volta de novo à superfície para a estação Quinta do Almirante, segue-se estação Conventinho, Loures, Várzea de Loures, Infantado, terminando na Quinta de São Roque.

A Linha Violeta deverá custar 250 milhões de euros, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adicionalmente estima-se que o reordenamento urbano e as expropriações necessárias custem às autarquias de Loures e de Odivelas entre 80 e 70 milhões de euros, respectivamente.
Neste momento, estão concluídas as fases de diagnóstico e de viabilidade do projecto, bem como o Estúdio Prévio, tendo sido analisadas alternativas de traçado e de localização das estações. O projecto está agora em Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) que decorre até 14 de Fevereiro em consulta pública.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Engenheiros e Economistas adoptam posição conjunta sobre Alta Velocidade

A Ordem dos Engenheiros, em articulação com a Ordem dos Economistas, organiza no próximo dia 27 de Janeiro a Conferência “Portugal e a Alta Velocidade Ferroviária”. A iniciativa visa avaliar o impacto dos investimentos na Alta Velocidade

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O encontro, que decorrerá no Porto, no Auditório da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, contará com a presença do novo Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, para além do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, e do Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça. No final da conferência, as duas Ordens assumirão uma posição conjunta sobre o tema.

A iniciativa conjunta vai avaliar o impacto nacional da execução dos investimentos em Alta Velocidade, tal como está previsto na proposta de Plano Ferroviário Nacional (PFN). O PFN prevê a ligação por Alta Velocidade das 10 maiores cidades a nível continental – Lisboa, Porto, Leiria, Aveiro, Coimbra, Braga, Guimarães, Viseu, Évora e Faro, estando ainda previstas ligações ferroviárias de qualidade a 28 centros urbanos com tempos de percurso e frequência que permitirão concorrer com o automóvel.

Estes investimentos terão uma forte componente técnica a nível das competências em Engenharia, bem como um significativo investimento financeiro por parte da República Portuguesa, pelo que se justifica um olhar crítico sobre decisões políticas que vão influenciar a coesão territorial e o desenvolvimento económico e social do país.

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Dstgroup integra programa empresarial ‘FEUP Prime’

O programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”, lançado em 2009, tem como objectivo aproximar empresas e a universidade e facilitar a realização de projectos conjuntos, em particular de investigação e inovação

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A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) integrou o dstgroup no programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”. Numa cerimónia pública de homenagem e reconhecimento que decorreu na FEUP e que contou com a presença de José Machado, director de Recursos Humanos, “a faculdade reconhece assim a relação duradoura do dstgroup com os seus departamentos de engenharia, o seu contributo para a missão da FEUP e para a sua aproximação com a realidade empresarial”.

Cada empresa nomeada foi chamada a receber o diploma de “FEUP Affiliate”, ou seja, o reconhecimento enquanto empresa com fortes relações com os departamentos da FEUP, através da colaboração em dissertações, estágios, projetos, projetos de I&D, entre outros.

O programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”, lançado em 2009, tem como grande objectivo aproximar empresas e a universidade e facilitar a realização de projectos conjuntos, em particular de investigação e inovação. Da mesma forma, permite às empresas estabelecer uma ligação directa às fontes de talento e conhecimento, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva.

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IP lança concurso de 12M€ para empreitada Via do Tâmega – Variante à EN210

A Infraestruturas de Portugal, IP, lançou concurso para a empreitada de construção da Via do Tâmega – Variante à EN210 em Celorico de Basto. Um investimento de 12 milhões de euros promovido no âmbito do PRR

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A Infraestruturas de Portugal, IP, lançou o concurso público para a execução da empreitada de construção da Via do Tâmega – Variante à EN210 em Celorico de Basto, no distrito de Braga. Com um preço base de 12 milhões de euros, este investimento é desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na vertente Acessibilidades Rodoviárias a Áreas de Acolhimento Empresarial.

O lanço a construir é parte integrante da designada Via do Tâmega e inicia-se na EN210 perto da localidade do Corgo, desenvolvendo-se genericamente no sentido Norte-Sul, até à rotunda de Lordelo, construída aquando da ligação a Mondim de Basto (2020), numa extensão de 3,282 km.

As ligações à rede viária actual serão garantidas com a construção de três rotundas: ao quilómetro 9,200 da EN210 para a ligação ao Corgo e Canedo de Basto; ao quilómetro 127,200 da EN304 para a ligação a Fermil e Veade; e em Lordelo para ligação a Celorico e a Mondim de Basto. Serão ainda construídos dois viadutos, a Ponte sobre o Rio Veade, duas passagens agrícolas, uma passagem inferior e uma superior.
A conclusão deste lanço vai contribuir para que o tráfego pesado deixe de circular nas estradas nacionais (EN210 e EN304), e que deixe de atravessar o centro urbano de Fermil de Basto, reduzindo assim os impactes ambientais negativos por eles produzidos, melhorando a qualidade de vida das populações e a mobilidade urbana.

O investimento na Via do Tâmega – Variante à EN210 é uma das 8 empreitadas promovidas no âmbito do PRR em fase de concurso ou contratação. Além destas, outros quatro investimentos estão já em curso no terreno, designadamente a, EN14 – Maia (Via Diagonal) / Interface Rodoferroviário da Trofa, a Variante à EN248, em Arruda dos Vinhos; a IC35 – Penafiel/Rans e a empreitada de ligação à Área Industrial de Fontiscos e Reformulação do Nó de Ermida, em Santo Tirso.

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Efacec finaliza Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel

O novo Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel entra em funcionamento até ao final de 2022 enquanto o novo Centro de Tratamento Biológico, que lhe é complementar, deverá estar pronto em 2023

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O Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel foi concluído pela Efacec, líder do consórcio (53%), em parceria com a empresa de construção civil Marques S.A (47%).

A Central de tratamento de resíduos está em fase testes desde Novembro, prevendo-se que o serviço comece a funcionar em pleno até ao final deste ano, apresentando as condições para o cumprimento das exigentes metas europeias em matéria de valorização de resíduos.

O novo espaço da MUSAMI terá capacidade para processar cerca de 30 toneladas de resíduos valorizáveis, o que corresponderá a um processo anual de cerca de 55 mil toneladas onde se incluem o vidro, papel, cartão, filme plástico, embalagens de plástico ou de cartão.

Também a cargo o Consórcio Efacec/ Marques para este Novo Centro de Tratamento de Resíduos da MUSAMI, está o projecto correspondente ao Centro de Tratamento Biológico (CTB), instalação destinada ao tratamento de Resíduos Biodegradáveis provenientes do projecto agora finalizado e também ao tratamento de resíduos provenientes de recolha selectiva através de digestão anaeróbia para produção de biogás e de compostagem, para produção de composto (correctivo orgânico). Este projecto encontra-se em execução e a sua conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2023.
Segundo António Mendes, engenheiro da Efacec e responsável pela gestão do projecto, a nova instalação foi dimensionada para o tratamento de 55 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, por turno de 8 horas, separação de 11 mil toneladas de materiais valorizáveis destinados a reciclagem e separação de 13 mil toneladas de fração orgânica destinada à CTB (para digestão anaeróbia – com produção de biogás – e compostagem).

Há mais de uma década que a Efacec trabalha esta área, tendo desenvolvido projectos de referência em Portugal e em Malta, nomeadamente a Central de Tratamento Mecânico e Biológico, em Malta, e quatro em Portugal: CTA – Central de Triagem Automática – Suldouro, CTM – Reforço capacidade de Central de Tratamento Mecânico (CTM) – Valorsul, assim como CTA – Central de Triagem Automatizada – e CTM – Central de Tratamento Mecânico e Biológico, ambos para a Resulima.

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Iberdrola com ‘luz verde’ para inovador parque eólico na província espanhola de Burgos

Com um investimento de aproximadamente 72 milhões de euros, a construção deste parque eólico terá uma componente local significativa, já que empregará empresas de obras civis, tais como a Copsa, sediada em Burgos, mão-de-obra, transportadores, fornecedores de matéria-prima (agregados, betão, aço, produtos pré-fabricados, etc.), guindastes, meios auxiliares, etc., bem como a promoção de fornecedores industriais

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A Iberdrola obteve a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável para o desenvolvimento de um dos seus projectos eólicos na Espanha, o parque eólico Iglesias em Burgos, que terá os aerogeradores onshore mais potentes do mundo, fabricados pela Siemens Gamesa – o primeiro equipamento de plataforma 5.X na Espanha.

A empresa está a proceder à adaptação desta nova instalação de produção de energia eólica, que terá uma capacidade de 70 megawatts (MW), para atender a todas as exigências ambientais. Também gerará energia limpa suficiente para abastecer mais de 66.000 casas por ano e evitará a emissão de 32.000 toneladas de CO2 para a atmosfera por ano.

Com um investimento de aproximadamente 72 milhões de euros, a construção deste parque eólico terá uma componente local significativa, já que empregará empresas de obras civis, tais como a Copsa, sediada em Burgos, mão-de-obra, transportadores, fornecedores de matéria-prima (agregados, betão, aço, produtos pré-fabricados, etc.), guindastes, meios auxiliares, etc., bem como a promoção de fornecedores industriais. Espera-se que até 260 profissionais estejam envolvidos no projecto durante os períodos de pico de trabalho.

Também contará com uma visão regional: as nacelles serão montadas na fábrica da Siemens Gamesa em Ágreda (Soria) e as caixas de câmbio dos aerogeradores, de 6 MW e 170 metros de rotor, serão fabricadas em Lerma (Burgos). Vários fornecedores regionais e nacionais também serão responsáveis pela produção de diferentes componentes, tais como as torres dos aerogeradores em Avilés e Linares.

A Iberdrola integrou plenamente a conservação da diversidade biológica dos ecossistemas em sua estratégia, demonstrando que o fornecimento de energia competitiva, limpa e sustentável pode coexistir efectivamente com o equilíbrio ambiental. Desta forma, a empresa continua implementando soluções para promover a coexistência das instalações renováveis e dos habitats nos quais elas são desenvolvidas. A Iberdrola implementará várias iniciativas neste parque eólico para melhorar a visibilidade de seus aerogeradores e impedir a presença de certas espécies de aves na área, instalando equipamento de detecção de aves para evitar qualquer colisão.

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Governo cria Comissão de Acompanhamento do Plano de Poupança de Energia

Até Abril de 2024 a Comissão vai acompanhar, monitorizar e avaliar o cumprimento dos objectivos daquele plano, que será coordenada pela ADENE

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O Governo criou uma Comissão de Acompanhamento do Plano de Poupança de Energia 2022-2023, que até Abril de 2024 vai acompanhar, monitorizar e avaliar o cumprimento dos objectivos daquele plano.

Aquele plano de poupança de energia surge na sequência da crise geopolítica que se faz sentir actualmente na Europa, com consequências para o sector da energia, sendo um dos instrumentos criado para responder ao repto da redução voluntária de 15% do consumo energético lançado aos Estados-Membros da União Europeia.

Caberá à ADENE – Agência para a Energia monitorizar a implementação do plano nacional de poupança energética e de apresentar ao Governo relatórios mensais com a demonstração dos resultados obtidos, contemplando, se necessário, propostas de alteração das medidas adoptadas.

A Comissão de Acompanhamento é coordenada pela ADENE e é composta por representantes da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), Redes Energéticas Nacionais (REN), Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), E-Redes – Distribuição de Eletricidade, Galp, REN Portgás Distribuição, Sonorgás – Sociedade de Gás do Norte, Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e a Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Na comissão estão ainda representados a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Associação das Agências de Energia e Ambiente (RNAE), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

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Os planos da ferrovia

Linhas de alta velocidade, uma nova ponte sobre o Tejo e a melhoria do transporte urbano com mais linhas e serviços são algumas das propostas em estudo e que pretendem definir o desenvolvimento a médio e longo prazo da rede ferroviária nacional

A olhar a 2050, o Plano Ferroviário Nacional é o documento estratégico para o desenvolvimento a médio e longo prazo da rede ferroviária. O documento está desde o dia 17 de Novembro em discussão pública. “Precisamos de ter um Plano Ferroviário Nacional que sabemos levará décadas a executar, mas que deve ser uma bússola comum para sabermos o norte em matéria de investimento ferroviário”, justificou o Primeiro-Ministro, António Costa, na apresentação do plano.

António Costa sublinhou que “é fundamental que o país fique dotado de um desenho da ferrovia e, consoante as disponibilidades, a evolução do conhecido, a dinâmica de reinvenção do sector, o país vá adaptando, ao longo do tempo, a sua execução”, um desenho que transcenda o programa Ferrovia 2020, “em velocidade de cruzeiro”, e o próprio Programa Nacional de Investimentos 2030.

“O que aqui apresentamos não é uma proposta fechada”, afirmou, convidando todos a participar na sua discussão “para que tenhamos um plano mais reflectido, mais ponderado, mais consensualizado, o melhor passo para que possamos chegar à obra”.

Olhando a 2050, o Plano estabelece como objectivo atingir os 20% de quota modal no serviço de passageiros e os 40% nos transportes de mercadoria, o que, segundo as contas do coordenador do grupo de trabalho para o PFN, Frederico Francisco, significa que este plano irá multiplicar por seis o volume actual de tráfego ferroviário. Mas mais significativo que o seu volume é os efeitos na acessibilidade do território, para além de cobrir todas as 18 capitais de distritos, das quais quatro actualmente não têm cobertura ferroviária ou têm uma fraca ligação, o plano identifica 28 centros urbanos regionais, onde se incluem por exemplo as cidades de Sines, Elvas, Covilhã e Torres Vedras, onde a melhoria da cobertura ferroviária será melhorada, ou inaugurada, com as intervenções previstas no PFN.

Investimentos em curso

O documento está em linha com os planos já assumidos para a próxima década, para além da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, destaque para a nova Linha Évora-Elvas, que será determinante no transporte de mercadorias, mas que servirá também o transporte de passageiros e que permitirá prolongar o serviço de Intercidades de Évora a Elvas e criar novos serviços entre Lisboa e Madrid, com uma redução substancial do tempo de viagem, face ao que hoje existe. Ou, a norte a concordância da Mealhada, um pequeno troço com um forte impacto, que irá permitir, pela primeira vez, serviços directos do Porto para a Beira Alta, e a Linha Porto-Vigo. Uma vez estruturado o eixo atlântico onde se concentra a maior parte da população portuguesa e onde se concentra, também, a maior procura por serviços ferroviários o próximo passo é a cobertura do território. E uma das peças “mais importantes” é a construção de uma nova Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Aveiro e Vilar Formoso, passando em Viseu e na Guarda. A primeira “é a maior das cidades do país que não tem actualmente serviço ferroviário” e, provavelmente, uma das maiores cidades da Europa sem serviço ferroviário e “faz todo o sentido que ela esteja coberta com uma nova linha”. Esta nova linha irá permitir que o tempo de viagem de Lisboa a Viseu seja de de 1 hora e 20 e o tempo de viagem entre o Porto e Viseu será de cerca de 40 a 45 minutos. “Com a continuação desta linha até Vilar Formoso, passando na Guarda aproximamos todo o litoral centro/norte do país a Espanha e facilitamos as ligações internacionais a Espanha, ligando toda a nossa zona de maior concentração de população e de actividade económica a Espanha”, justifica Frederico Francisco.

Ainda no Norte, destaque para a nova linha que irá servir Vila Real e Bragança, em Trás-os-Montes. Duas capitais de distrito que deixaram de ter serviço ferroviário, no caso de Bragança, há 30 anos, e, no caso de vila real, há cerca de 10/12 anos. “Não faria sentido retomar as ligações anteriores devido aos tempos de viagem, Vila real ao Porto demoraria 3 horas e viagens entre Bragança e Porto levariam quase 5 horas, o que não é atractivo.  A única forma que faz sentido para ligar estas duas capitais de distrito com uma linha nova que garanta tempos de viagem competitivos com a rodovia e isso significa que a viagem de Vila Real-Porto deve demorar menos de 1 hora, a viagem Bragança-Porto deve demorar menos de 2 horas”, referiu o coordenador do grupo de trabalho.

Plano recupera eixo Chelas-Barreiro

Olhando para o Sul, a primeira grande infraestrutura estratégica que surge recupera um eixo já falado no passado que é o corredor Chelas-Barreiro com a criação de uma nova ponte ferroviária sobre o Rio Tejo. “o que permitirá ligar Lisboa a Évora em uma hora, Lisboa a Beja em menos hora e meia e Lisboa-Elvas em menos de 2 horas. Conseguindo ainda uma ligação ao Algarve num tempo de viagem que será claramente competitivo à rodovia, o que hoje não acontece”.

Mas para fazer do comboio um meio de transporte de eleição a sul do Tejo será preciso ligar Faro a Lisboa na ordem das 2 horas de tempo de percurso e, para além da nova ponte, isso pode ser conseguido de duas formas: com a modernização da linha actual, em particular no troço mais a sul, ou com a construção de uma nova linha, ou pelo pelos menos parcialmente nova “que poderia aproveitar partes importantes da Linha do Alentejo”. Ambas as opções estão em estudo.

Aposta no litoral centro e nas áreas metropolitanas

Outra das novidades apresentadas surge na região centro litoral, com um novo acesso da Linha do Oeste a Lisboa, em resposta às dificuldades actuais que colocam a ligação de cidades como Torres Vedras e Caldas da Rainha a Lisboa com tempos de viagem demasiado longos e pouco competitivos. “Esta linha poderia ser importante para reduzir cerca de meia hora em todas as viagens com destino à região Oeste e pode também ser importante para a área metropolitana de Lisboa”, servindo os concelhos de loures e Odivelas e permitindo ligar Loures ao centro de Lisboa em menos de 15 minutos. Mas esta é apenas uma peça de um conjunto de alterações que estão a ser pensadas para a Área Metropolitana de Lisboa, onde anualmente são feitas cerca de 135 milhões de viagens de comboios, de um total de 175 milhões anuais, e onde o desafio será passar de uma estrutura “radial” que torna difícil ligações que não tenham como destino Lisboa, para uma estrutura diametral com a criação do Eixo Sintra – Setúbal e Lisboa-Azambuja e ligação Torres Vedras – Setúbal, a partir da nova ligação à região Oeste.

O documento em consulta pública foi redigido por um grupo de trabalho, que recolheu um total de 318 contributos entre 18 de Abril e 30 de Setembro de 2021. Além de membros do Ministério das Infraestruturas, o grupo de trabalho conta com a participação de  representantes do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Infraestruturas de Portugal, CP, Direcção-Geral do Território e Associação Portuguesa de Empresas Ferroviárias.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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