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APREN e AP2H2 promoveram debate partidário dedicado à Transição Energética

Duarte Alves (CDU), João Galamba (PS), Jorge Costa (BE) e Salvador Malheiro (PSD) aceitaram o convite das duas associações e defenderam as posições dos seus partidos no que à Transição Energética diz respeito, em antevisão às eleições legislativas do próximo dia 30 de Janeiro

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Duarte Alves (CDU), João Galamba (PS), Jorge Costa (BE) e Salvador Malheiro (PSD) aceitaram o convite das duas associações e defenderam as posições dos seus partidos no que à Transição Energética diz respeito, em antevisão às eleições legislativas do próximo dia 30 de Janeiro

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A APREN – Associação de Energias Renováveis, em colaboração com a AP2H2 – Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio, convidou todas as forças políticas para um debate online sobre o tema da Transição Energética, que decorreu na tarde de quinta-feira, 20 de Janeiro.

Quatro forças políticas aceitaram o repto lançado e, da discussão entre os presentes, que contou com a moderação de Miguel Prado, jornalista do Expresso, percebeu-se que é mais aquilo que une do que aquilo que os separa.

O PS, representado por João Galamba, actualmente Secretário de Estado Adjunto e da Energia, defendeu a necessidade de acelerar a capacidade instalada de renováveis, sobretudo de solar, eólica onshore e offshore, em substituição do gás natural. “O eólico offshore parece ser uma área de grande potencial. Tem algo que o solar não tem e que o hidrogénio também traz associado: um enorme desenvolvimento industrial associado”, sublinhou.

Muito dos investimentos já são rentáveis e não carecem de apoios públicos, que podem ser destinados a outras matérias, como os gases renováveis. “Uma grande ou média empresa não precisa de apoios para instalar painéis fotovoltaicos. Pagam-se em três ou quatro anos ou ainda em menos tempo atendendo aos preços de electricidade que temos hoje no mercado”, garante.

O foco deve ser, por isso, a eficiência energética dos edifícios e dos processos produtivos. “Essa é uma área com payback mais longo, que nem sempre seria reforçada se não houvesse apoios públicos”, enfatiza.

Em representação do PSD, Salvador Malheiro, actual presidente da Câmara Municipal de Ovar, concorda. “Não há quilowatt mais barato do que aquele que conseguimos evitar”, sentencia. Por isso mesmo o PSD já propôs que se apostasse na eficiência energética com o apoio fundos europeus.

A CDU defende, igualmente, a aposta na eficiência energética, com o apoio do Estado, nomeadamente para proteger os consumidores mais frágeis. Duarte Alves, Deputado da CDU, lembra que este é um dos vectores principais no caminho para a transição energética. “Por ser um investimento com retorno a mais longo prazo exige investimento público mais determinado”, defende.

Para a CDU esta transição energética deve assegurar a segurança de abastecimento proporcionando ao mesmo tempo preços mais baixos de energia às empresas para que “não mexam nos salários com o argumento de que precisam de ser mais competitivas”.

Para ajudar a resolver o problema dos preços, nomeadamente junto da população mais desfavorecida, o Bloco de Esquerda sugere a instalação de sistemas de autoconsumo comunitários em edifícios do Estado, seguindo a lógica das empresas de serviços energéticos. “Esse modelo pode ser aplicado pelo próprio Estado com taxas de rentabilidade relevantes do ponto de vista da receita pública”, realçou o Deputado Jorge Costa.

Outra ideia do Bloco de Esquerda passa por aproveitar os edifícios públicos para instalação de sistemas fotovoltaicos. Esta seria outra forma de atingir os níveis de produção descentralizada previstos no PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima).

Mas há mais a fazer: para o PSD urge também desburocratizar. “A transição energética deveria ser acompanhada de uma transição digital e de eficiência administrativa, designadamente em instituições que são relevantes nesta matéria, como a DGEG. Temos dificuldades enormes ao nível dos recursos humanos, mas também ao nível dos procedimentos”, lamenta Salvador Malheiro. O PSD propõe um “portal único de licenciamento” para agilizar os processos que possa tirar partido da inteligência artificial.

Todos concordam que a transição energética é uma oportunidade de recuperação da economia com vantagens socioambientais. É também, sobretudo – e sem isso dificilmente teria sucesso – “uma enorme oportunidade de desenvolvimento económico, industrial e tecnológico para o nosso país”, frisou João Galamba.

O debate terminou com o tema da energia nuclear sobre a mesa. Esta é uma opção que a União Europeia trouxe para a praça pública enquanto possível opção limpa para catapultar a transição energética. Mas também aqui a opinião é unânime entre os quatro partidos representados. Nuclear? Não obrigado!

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Ordem responde a ciberataques com criação do cargo de especialista em Cibersegurança

Para esse efeito, a Ordem dos Engenheiros organiza na próxima quinta-feira, dia 10 de Novembro, às 11 horas, a sessão pública de apresentação da Especialização em Cibersegurança. O evento terá lugar na sede da Ordem, em Lisboa, em parceria com a Secretaria-geral do Ministério da Economia

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A Ordem dos Engenheiros organiza na próxima quinta-feira, dia 10 de Novembro, às 11 horas, a sessão pública de apresentação da Especialização em Cibersegurança. O evento terá lugar na sede da Ordem, em Lisboa, em parceria com a Secretaria-geral do Ministério da Economia.

Durante a sessão, serão apresentadas as propostas legais e administrativas, que partiram do Grupo de Trabalho instituído por Fernando de Almeida Santos, bastonário, necessárias à criação do cargo de Especialista em Cibersegurança, a saber, a criação da especialização no seio da Ordem, a definição da formação necessária, definição e certificação de competências, e actos de engenharia exigíveis. Esta iniciativa aproveitará, ainda, para apresentar o actual cenário da área em Portugal.

Na sessão pública, além do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, vão participar os peritos que fazem parte do grupo de trabalho criado para elaborar as propostas em causa, nomeadamente, João Rolo, secretário- geral do Ministério da Economia, Paulo Viegas Nunes, vogal do Conselho Nacional do Colégio de Engenharia Eletroctécnica e presidente do SIRESP, Nélson Escravana, director da Unidade de Cibersegurança da Inov e Gamito Pereira, vogal do Conselho Directivo da Região Sul e fundador do grupo Joyn (especialista em Cibersegurança).

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GesConsult expande-se para o Norte do País

Aproveitando a remodelação do Auchan na cidade da Maia como projecto de lançamento, a empresa volta-se para Norte e acompanhar a tendência de descentralização

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A GesConsult, empresa de gestão e fiscalização de obras, expande a sua actividade para o Norte do País, aproveitando a remodelação do Auchan na cidade da Maia como projecto de lançamento.

Responsável por projectos de marcas de referência na área do retalho, hotelaria e residencial, a GesConsult procura acompanhar a tendência de descentralização e abrir caminho para a construção em locais como Braga, Guimarães, Viseu, Vila do Conde, Espinho e Famalicão. Até ao final do primeiro semestre de 2023, a empresa pretende alcançar um volume de negócios entre os 200 mil euros e os 300 mil euros, o que se traduzirá numa carteira de obras capaz de alavancar o crescimento contínuo da equipa.

“Esta expansão é um passo estratégico que está a ser preparado há algum tempo. Acreditamos que existe muito potencial de negócio a Norte e queremos acompanhar a descentralização a que se assiste nesta fase. No fundo, queremos estar em todo o País e este é mais um passo importante nesse sentido”, afirma Nuno Garcia, director-geral da GesConsult.

Em termos de estratégia, o responsável adianta que a GesConsult vai ”numa primeira fase, investir no imobiliário comercial, por se tratar de uma área de negócio em crescimento e na qual já temos um primeiro projecto em fase de execução.”

Fundada em 2014, a GesConsult é especialista no sector da construção e disponibiliza serviços de gestão e fiscalização de obra, acompanhando todas as fases das empreitadas. Através de uma equipa experiente, a empresa coordena as áreas de qualidade e segurança, gestão de prazos e custos, além do serviço de due diligence, a análise técnica de riscos em oportunidades de investimento.

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dstelecom lança cabo submarino inteligente em Tróia

E se além de autoestradas de dados, os cabos submarinos tivessem capacidade de monitorização? A questão esteve na base do projecto do K2D – Knowledge and Data from the Deep to the Space, desenvolvido pela dstelecom, em colaboração com a Marinha Portuguesa e com o INESC-TEC. O primeiro protótipo foi lançado na Zona Livre Tecnológica Portuguesa Infante D. Henrique, em Tróia

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Com um sistema único no mundo, este cabo submarino inteligente vai permitir monitorizar os dados vitais da terra e validar a arquitectura do sistema, composto por um repetidor de sinal e nós de monitorização que permitem a instalação de um número alargado de sensores.

Neste protótipo foram instalados quatro sensores, para captar imagens e recolher dados de temperatura, pressão e acústica marítima, possibilitando a localização de cetáceos como baleias e golfinhos.

A aquisição de dados potenciados pelo sistema irá permitir criar modelos de análise baseados em geoinformática e inteligência artificial, de forma a ampliar o alcance da monitorização e do espectro do conhecimento até ao interior dos oceanos.
A dstelecom iniciou este projecto tendo em vista a criação do smartcable como um produto diferenciador e de valor acrescentado, que ainda não existe a nível mundial. “A nossa estratégia passa por aumentar o valor acrescentado dos cabos submarinos, convertendo-os não só em autoestradas de dados, mas também acrescentar a capacidade de monitorização, associando uma camada de sensorização a estes elementos que estão alojados no fundo do oceano. Isto vai permitir-nos apresentar uma solução única a este mercado e que esperamos uma disseminação global”, afirma Sérgio Fernandes, CTO da dstelecom.

A estrutura já foi instalada no início de Setembro e ficou submersa durante várias semanas para validar o conceito. “Já estamos a trabalhar num novo protótipo, com mais sensores, que poderá ser instalado a maiores profundidades, de forma a testar a resistência a condições mais adversas de profundidade e pressões elevadas. Adicionalmente, nesta segunda fase, o espectro de monitorização será alargado de forma a permitir a recolha de dados adicionais, nomeadamente da actividade sísmica”, conclui o mesmo responsável.

O projecto liderado pela dstelecom, em co-promoção com a Universidade do Minho e o INESC-TEC e em parceria com o CINTAL, o AIRCentre e a Universidade dos Açores, conta com um investimento de cerca de 1.4 milhões de euros e está a ser desenvolvido com o objectivo de monitorizar as condições físicas e biológicas das profundezas dos oceanos, dados que os actuais sistemas de previsão meteorológica – satélites, aviões e estações terrestres – não conseguem recolher. O projecto K2D, desenvolvido em parceria com o MIT – Massachusetts Institute of Technology, deverá estar concluído em Junho de 2023.

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Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD

O que começou por ser um spin-off da FEUP, cedo se tornou um caso sério de inovação e desenvolvimento. Depois do lançamento do sistema OPS e das pontes modulares MBS, a empresa prepara uma nova revolução na engenharia de pontes com a Bridge Intelligence

tagsBERD

A BERD, acrónimo para Bridge Engineering Research & Design, é uma empresa portuguesa que fornecesse soluções integradas de engenharia de pontes e actua na venda ou aluguer de soluções para a construção de pontes. A empresa entrou no mercado para revolucionar a indústria de construção e fê-lo à nascença com o lançamento comercial do Organic Prestressing System e da sua aplicação a cimbres autolançáveis.  “É uma tecnologia inspirada no musculo humano, é um sistema de controlo activo que envolve electrónica, engenharia mecânica e engenharia de estruturas. Mas desde então já registamos mais cinco patentes e tivemos vários ciclos de investimento”, explica Pedro Pacheco, CEO da BERD.

A criação do OPS deu novos limites à construção de tabuleiros de pontes e viadutos, antes desta tecnologia apenas era possível construir vãos até 78 metros, com este sistema já foi batido o recorde mundial com a construção do primeiro vão de 90 metros. Este método de construção in situ levou ao desenvolvimento de tecnologias adicionais e complementares ao sistema OPS. “Recentemente, em resultado de uma parceria, com a Faculdade de Engenharia, desenvolvemos um sistema que permite avaliar o endurecimento do betão e que elimina a necessidade de testes em obra. No fim do dia, a grande vantagem é que com este sistema os engenheiros recebem um SMS no telemóvel a informar que o betão está endurecido, sem outros custos industriais adicionais”, refere Pedro Pacheco.

A invenção, e inovação da BERD, desde cedo convenceu as empresas, de construção e as de venture capital, o que lhe permitiu arranjar financiamento para a área de investigação e desenvolvimento. Um modelo de crescimento que ainda hoje persiste.

Em 2016, a BERD criou uma nova área de negócio relacionada com as soluções de pontos modulares MBS, a qual veio, uma vez mais, revolucionar o mercado. Uma área que foi constituída como uma spin-in da BERD e que em 2018 conquistou o concurso internacional lançado pelo ministério dos Transportes e Comunicações do Peru para o fornecimento de pontes modulares, com vãos entre os 15 e os 60 metros, no valor de 17 milhões de euros com o objectivo de responder às necessidades das ocorrências do El Niño. O mesmo projecto que este ano conquistou o prémio internacional atribuído pela EECS European Steel Bridge Awards 2022, por representarem “uma grande evolução ao nível da engenharia”, permitindo uma poupança de 20% no consumo de aço, face aos projectos convencionais, com uma redição da pegada de carbono, tendo sido emitidas menos 3240 toneladas de CO2, comparativamente à média dos projectos tradicionais, a par da evolução estética.

“Este projecto já se encontra finalizado, mas esta é uma das áreas de negócio que mais cresceu, representando, desde 2019 mais de 50% da facturação da BERD. As pontes modelares foram essencialmente desenvolvidas por um engenheiro inglês, Donald Bailey, durante a segunda guerra mundial e eram usadas para fins militares. Esse modelo pelas suas múltiplas vantagens no tempo de montagem e na facilidade de adaptação a várias configurações começou a ser muito usado não só para fins militares, mas também para fins civis. E Este é o modelo adoptado por todos os nossos concorrentes, mas que obedece a um paradigma próprio do século XX, em que cada peça era pensada para ser transportada por quatro militares e isso condicionava o desenho, as ligações e a concepção da ponte.  Nós pegamos no tema e resolvemos pensar as pontes do zero, pensando no contexto do seculo XXI”, conta Pedro Pacheco.

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Um salto na Inteligência

Aos dois rounds de investimento a BERD acrescentou, recentemente, um terceiro. A entrada de um novo accionista no capital da BERD promete revolucionar a já inovadora empresa. “Há um novo investimento que vai dar origem a uma nova spin-in, mas que poderá dar origem a uma spin-off, que é a Bridge Intelligence. Esta é uma área nova que está ligada à inteligência artificial”, adianta Pedro Pacheco. O CEO da BERD prefere, para já, não desenvolver aquela que é a nova área de investigação e desenvolvimento da BERD e a qual promete ter efeitos, muito substanciais, no próximo ciclo de negócios da empresa que inicia no final de 2023.

“Fazemos as contas por triénio porque os nossos negócios são de natureza plurianual e, portanto, fazem sentido nessa logica.  Estamos a crescer desde a origem e este triénio, até ao momento, já temos um volume de negócios contratado que já ultrapassa o triénio anterior e ainda estamos a meio deste ciclo, 2021 – 2023. Acredito que o crescimento da BERD será expressivo no final de 2023”, refere o CEO da empresa.

Um resultado para o qual contribuem “apenas” aquelas que são as áreas de negócio actuais da empresa e ainda sem influência da Bridge Intelligence, a qual segundo Pedro Pacheco terá “um impacto expressivo, mas apenas no próximo triénio”.

Com actividade essencialmente internacional, a BERD é hoje uma marca premium a nível mundial, líder europeu no segmento onde actua.  Com projectos desenvolvidos em cinco continentes, com clientes e projectos em dezenas de países. Neste triénio destacam-se os mercados dos EUA, Alemanha, UK, França, Países Baixos, Eslováquia, Peru, Egipto e Moçambique. A actividade em Portugal arrancou este triénio, embora continue a representar menos de 5% da facturação.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Ministro da Saúde considera engenharia determinante para modernização do sector

Manuel Pizarro falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa

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Manuel Pizarro, ministro da Saúde, considera essencial o contributo da engenharia para a modernização do sector da saúde. O responsável falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa.

Na sessão de abertura, o ministro convocou o apoio dos engenheiros para a implementação do “mecanismo essencial de sustentabilidade ambiental e financeira” da transição energética e climática. O governante elencou os “100 milhões de euros de projectos aprovados para a eficiência energética”, frisando ser este “caminho que temos de acelerar”. Manuel Pizarro assinalou ainda o papel dos engenheiros nos investimentos nas tecnologias, nomeadamente, na digitalização e transição digital, mas também no “combate à infecção” nas infraestruturas do sector, “através da modernização das unidades de saúde”.

Por seu turno, Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE),  anunciou que a denominação de 2022 como Ano OE para a Engenharia e Saúde terá como resultados um “conjunto de conclusões e recomendações para Portugal no fim do ano, a 26 de Novembro”, a apresentar durante as cerimónias do Dia Nacional do Engenheiro.

“Interagir com a sociedade, é esse o nosso papel. Estamos do lado das soluções”, rematou o Bastonário. Já a comissária da Ordem para o “Ano OE Engenharia e Saúde” e presidente da Comissão Executiva do Grupo Luz Saúde, Isabel Vaz, classificou a Engenharia como o “alicerce escondido” de um hospital. E identificou os engenheiros como actores fundamentais na construção da “capacidade da Europa” para garantir a necessária “transição industrial” em curso.

A conferência serviu, ainda, para promover a divulgação de práticas e conhecimentos entre engenheiros e profissionais da saúde, reunindo cerca de 20 peritos. Durante o dia foram abordadas as inovações alcançadas e em curso na edificação de edifícios hospitalares sustentáveis verdes e inteligentes, foram apresentadas as infraestruturas de sistemas de informação e comunicações preparadas para enfrentar os desafios futuros, reveladas as aplicações da robótica e automação em medicina e a forma como a ciência de dados apoia os profissionais da saúde na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

A OE procura desta forma promover a visibilidade e o debate de temas de interesse para a sociedade e onde a engenharia tem um papel essencial. É sob esse espírito que surge a promoção do tema “Engenharia e Saúde”: a pandemia veio enfatizar o envolvimento e a necessária participação da engenharia na prestação de cuidados de saúde de qualidade, não só na digitalização e desenvolvimentos em torno das soluções e tecnologias digitais, mas também enquanto garante de condições sanitárias que concorram para o bem-estar social e ambiental.

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Oriente Green Campus aposta na sustentabilidade

O novo edifício de escritórios é de natureza sustentável e aposta na elevada eficiência energética, ambiental e de conforto para os colaboradores e irá receber o selo das certificações LEED Platinum e WELL Gold

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O novo edifício de escritórios que iniciou a construção na zona do Parque das Nações, em Lisboa, resulta da alteração de uma construção já existente, mas que será agora desenvolvida de acordo com um novo projecto de arquitectura que irá aplicar princípios de sustentabilidade, flexibilidade e integração no meio envolvente.

A gestão de projecto e obra do Oriente Green Campus foi entregue à Engexpor. Na gestão dos trabalhos, a Engexpor terá a cargo não só o acompanhamento e fiscalização da obra como também a coordenação BIM (Building Information Modeling), além de ter actuado anteriormente ao nível da gestão de projecto e de procurement.

A primeira fase da empreitada, que agora se iniciou, consiste na demolição parcial, reforço e adaptação da estrutura existente. Nas fases seguintes e, de acordo com a Engexpor, irá proceder-se à execução das fachadas, acabamentos, instalações especiais e paisagismo.

O Oriente Green Campus, propriedade do Orion European Real Estate Fund, que é gerido pela Norfin através do fundo Multiusos Oriente FEIIF, vai disponibilizar 41.100 m² de escritórios distribuídos por quatro pisos acima do nível do solo. O projecto contempla ainda 18.700 m2 de zonas exteriores e três pisos subterrâneos (55.820 m²) para estacionamento com um total de 1.667 lugares.

Com projecto de arquitectura dos ateliers Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) e Saraiva+Associados, os escritórios irão funcionar em open space com uma configuração totalmente flexível, quer na sua ocupação quer na rápida adaptação a futuras necessidades ou aos requisitos de novos inquilinos.

“O Oriente Green Campus é um edifício inovador, voltado para o futuro, quer na flexibilidade das novas formas de trabalho quer nas preocupações de ordem ambiental, energética e de bem-estar. É um desafio acrescido para a Engexpor fazer a gestão de projecto e de construção de uma obra com requisitos tão rigorosos e exigentes, tendo em conta as suas elevadas ambições de certificação, mas estou confiante que estaremos à altura desse desafio”, refere Nuno Alves, director da Engexpor em Portugal

No desenvolvimento deste projecto está prevista a obtenção da certificação LEED Platinum, a mais elevada classificação do sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental), que estabelece padrões para a criação de edifícios com base em princípios sustentáveis e de elevada eficiência energética e ambiental; e a certificação WELL Gold, o segundo mais alto nível de pontuação desta certificação que avalia os edifícios com base no bem-estar dos seus ocupantes.

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GreenVolt vai construir dois projetos na Polónia

A GreenVoltavança para a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023

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A GreenVolt – Energias Renováveis anunciou ter iniciado a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023.

“Em ambos os casos, é intenção da GreenVolt alienar os ativos ainda antes da fase de COD [Commercial Operational Date], dando resposta à procura existente no mercado, mas também no cumprimento do plano estratégico apresentado aos investidores”, avança a empresa em comunicado.

O primeiro projeto, denominado ‘Sompolno’, está localizado em Sompolno (no centro-oeste da Polónia) e terá uma capacidade instalada de 26 MW em eólica, 10 MW em solar e 3 MW em ‘storage’, sendo a COD estimada para o primeiro semestre de 2024. O segundo projeto — o ‘Opalenica’ — está localizado perto da cidade de Opalenica, também no centro-oeste da Polónia, e consiste em três parques solares com uma capacidade de 20 MW.

“Considerando o início da fase de construção, é esperado que a COD seja alcançada no terceiro trimestre de 2023”, refere a empresa de energias renováveis. Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Greenvolt afirma que a decisão de construir estes dois projetos na Polónia “está inteiramente alinhada com a estratégia de aproveitar oportunisticamente a procura mais elevada de ativos prontos a operar”.

João Manso Neto destaca ainda que a iniciativa confirma “a capacidade da equipa para desenvolver projetos até à fase de construção e de gerar valor através da estratégia de rotação de ativos”. No âmbito desta estratégia de gerar valor através da rotação de ativos, a primeira alienação desde a entrada da Greenvolt em bolsa ocorreu durante o terceiro trimestre deste ano, quando a empresa celebrou, através da Augusta Energy (uma ‘joint venture’ entre a sua subsidiária V-Ridium Power Group e a KGAL), um acordo de venda à Iberdrola, por 155 milhões de euros, de um portfólio de ativos em construção na Polónia.

A par da produção de energia a partir de biomassa, a partir de resíduos florestais e resíduos lenhosos urbanos, em Portugal e no Reino Unido, a GreenVolt é promotora de projetos eólicos e solares fotovoltaicos, atuando em vários mercados europeus e no mercado americano, com um ‘pipeline’ de 6,7 GW (Gigawatts), dos quais 2,9 GW “em estado avançado de desenvolvimento até ao final de 2023”.

No segmento estratégico da geração descentralizada de energia renovável, a GreenVolt atua nos mercados português e espanhol, tanto no segmento empresarial como no residencial.

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Iniciativa “Engenheiras por um dia” já vai na 6ª edição

Sessão de abertura decorreu esta terça-feira no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios

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No âmbito do Dia Internacional das Raparigas, que se assinala esta terça-feira, dia 11 de Outubro, arranca, também, a 6ª edição do “Engenheiras por um dia”, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
A iniciativa passa por promover, junto das estudantes dos ensinos básico e secundário, a opção pelas engenharias e tecnologias, desconstruindo a ideia de que estes são domínios masculinos e assim combatendo os estereótipos que ainda hoje condicionam as suas escolhas educativas e de carreira.
Para assinalar o dia, o “Engenheiras por um dia” organiza, em parceria com o Programa INCoDe.2030, o evento «Shaping the Digital Future: Dia Internacional das Raparigas», dedicado à partilha de práticas inspiradoras por parte de diversas organizações e da comunidade educativa no que diz respeito à igualdade de género e ao combate à segregação das profissões em razão do género.
A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios, que, em articulação, desenvolverão desafios de engenharia, visitas de estudo, acções de mentoria, de role model e workshops.
Este programa é coordenado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e pelo INCoDe.2030, em articulação com a Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), o Instituto Superior Técnico e a Ordem dos Engenheiros.
Promovido pelo Governo, o programa está integrado na Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação – Portugal Mais Igual, e desde a sua criação, em 2017, já alcançou 12 554 jovens do 3º ciclo e do ensino secundário, através de actividades práticas, sessões de role model e mentoria.
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Riportico projecta e fiscaliza novo Parque Verde Urbano da Vidigueira

O projecto, com um investimento de cerca de 2,3 M€, vai reabilitar a Horta de S. João e criar um espaço de lazer destinado às diferentes faixas etárias, como diversas infraestruturas, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias

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O concelho da Vidigueira, no distrito de Beja, vai ter um novo Parque Verde Urbano, cujo projecto 3D foi elaborado pela Riportico Engenharia. No âmbito do contrato adjudicado pelo município, a consultora é, ainda, responsável pela fiscalização e coordenação de segurança da obra de construção do parque, que teve início na passada segunda-feira, dia 3 de Outubro. O Parque Verde Urbano representa um investimento total de cerca de 2, 3 milhões de euros.

O projecto, que vai permitir reabilitar a Horta de S. João, prevê a criação de um espaço de lazer acessível a toda a população, com valências destinadas às diferentes faixas etárias, como infraestruturas adequadas ao bem-estar dos utilizadores, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias.

A empreitada de construção do parque tem um prazo de conclusão de 360 dias. “Estando o projecto aprovado, nesta nova fase a Riportico será responsável por fiscalizar os trabalhos e garantir um resultado final de excelência ao nível da qualidade da obra, bem como coordenar a segurança em obra, assegurando o cumprimento do dossier de segurança e o plano nele integrado”, afirma Anderson Aguiar, coordenador regional de Beja e Algarve da Riportico Engenharia.

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Câmara de Aveiro lança concurso para postos de carregamento de ferry por 1,3M€

Os sistemas de carregamento, que ficarão localizados em plataforma específicas instaladas em zona próxima aos Cais de atracação do navio, em São Jacinto e no Forte da Barra, poderão ser operados por sistema automático ou manualmente, factor por demais importante na operacionalidade das travessias e no cumprimento dos horários dos transportes fluviais de Aveiro

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O Executivo Municipal de Aveiro deliberou autorizar a abertura do Concurso Público que vai permitir a execução dos sistemas de carregamento para operação do novo Ferryboat 100% Elétrico, na ligação entre São Jacinto e o Forte da Barra, pelo valor base de 1.330.000€.

O lançamento do Concurso Público acontece depois de, na mesma Reunião, o Executivo Camarário ter aprovado o projeto de execução dos sistemas de carregamento para o novo Ferryboat que teve um custo de 130 mil euros.

O Projeto de Execução permitiu definir com exatidão as necessidades para construção dos sistemas de carregamento, nos dois cais de atracação. Esta decisão teve por base a informação técnica conhecida (que é escassa) sobre os carregadores elétricos a instalar em navios (em nada semelhante ao sistema utilizado em automóveis) e nas condições da Ria de Aveiro.

Os sistemas de carregamento, que ficarão localizados em plataforma específicas instaladas em zona próxima aos Cais de atracação do navio, em São Jacinto e no Forte da Barra, poderão ser operados por sistema automático ou manualmente, factor por demais importante na operacionalidade das travessias e no cumprimento dos horários dos transportes fluviais de Aveiro.

O novo Ferryboat 100% Elétrico, a primeira embarcação com esta característica a ser desenvolvida inteiramente em Portugal, está a ser construída pelo Grupo ETE para a CMA num investimento da Autarquia de 7.326.490,13€, para integrar a operação da Aveirobus.

O navio vai contribuir com zero emissões de CO2, o que permitirá a redução da emissão de cerca de 300 toneladas de CO2 libertadas pelo atual modelo, reduzindo igualmente em cerca de 30% o consumo energético. Aos baixos níveis de ruído e ao conforto para os passageiros introduzidos por esta embarcação alia-se ainda a capacidade reforçada para o transporte de viaturas (+ 30%) e de passageiros (+ 90%).

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