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“Promoção será crucial para combater a falta de oferta”

A consultora JLL divulga as conclusões do relatório anual “Market 360º”. Liderada pela habitação, que continua a bater recordes, a actividade deverá retomar níveis pré-Covid em 2022 em áreas como os escritórios, hotelaria ou investimento

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A consultora JLL divulga as conclusões do relatório anual “Market 360º”. Liderada pela habitação, que continua a bater recordes, a actividade deverá retomar níveis pré-Covid em 2022 em áreas como os escritórios, hotelaria ou investimento

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O mercado imobiliário terminou 2021 a superar muitas das expectativas traçadas no início do ano, revela a JLL no seu relatório anual de mercado Market 360º. No segundo ano da pandemia, a consultora assinala os desempenhos recorde na habitação, no imobiliário industrial & logístico, bem como nos segmentos alternativos, ao mesmo tempo que os sectores de escritórios, retalho e hotéis recuperaram face ao ano anterior. A promoção imobiliária também retomou a dinâmica e o investimento mostrou-se resiliente no contexto de constrangimentos que marcou boa parte do ano.

No documento hoje divulgado, a consultora imobiliária apresenta também as perspectivas para 2022, estimando que a actividade nas áreas ocupacionais, de investimento e promoção tenha uma trajectória de crescimento, regressando até aos níveis pré-pandemia. Ao mesmo tempo, os sectores-estrela em 2021 como a habitação, industrial & logística e o imobiliário de usos alternativos deverão continuar a registar desempenhos sem precedentes.

“Os resultados positivos do imobiliário em 2021 se devem, em grande parte, ao impulso da segunda metade do ano. Apesar das expectativas que todos tínhamos de que a pandemia não iria muito além de 2020, a verdade é que logo no início de 2021 fomos confrontados com um novo confinamento geral. Isso, associado a um processo de vacinação que não estava a fluir como era suposto, fez com que o arranque do ano fosse muito tímido para o imobiliário, especialmente no que toca ao investimento, onde a actividade comprimiu, não por falta de procura, mas pelo impacto da pandemia nos processos de negócio”, explica Pedro Lancastre, CEO da JLL.

Na sua perspetiva, ainda assim, e mesmo com o contexto adverso da primeira metade do ano, o “imobiliário voltou a surpreender, sendo um dos sectores da economia com melhor desempenho e com um grande contributo para a retoma económica do país. É um mercado com grande impacto no PIB, que atingiu níveis de actividade nunca vistos em alguns segmentos e que só não foi mais além noutros segmentos por questões estruturais, como a falta de oferta ou constrangimentos conjunturais trazidos pela pandemia. O mercado imobiliário português continua com uma procura saudável e diversificada, com fundamentos sólidos e uma boa projecção internacional”.

A habitação foi o sector estrela do imobiliário em 2021, superando todos os anteriores níveis de actividade, com a transação estimada de 190.000 casas e um volume de vendas de 30.000 milhões de euros, acompanhada por uma forte subida de preços (+12% face a 2019) motivada, sobretudo, pela falta de oferta. O mercado internacional continua bastante activo, protagonizando 11% das vendas, destacando-se a elevada dinâmica dos compradores nacionais, que garantem atualmente 89% das transações. Os fortes fundamentos de mercado deverão ter continuidade em 2022, esperando-se um novo ano de actividade em máximos, mantendo a diversificação das fontes de procura, de localizações e de conceitos. Não se prevê que as alterações aos Golden Visa afastem a procura internacional, uma vez que Portugal é já um destino residencial reconhecido no estrangeiro.

Outro segmento surpreendente foi o imobiliário de Industrial & Logística, no qual os níveis de ocupação passaram o patamar inédito de 700.000 m2. Marcada pelas operações de expansão, pré-arrendamento de espaços logísticos e lançamento de novos projectos, a actividade neste segmento não foi mais além devido à falta de oferta de espaços adequados à procura. 2022 deverá dar continuidade à forte procura por este tipo de imobiliário e ao aumento do capital direcionado para o desenvolvimento de novos projectos, embora esta possa enfrentar desafios devido à pressão sobre a cadeia de suprimentos, com o aumento de custos de combustíveis, matérias-primas e a crise dos contentores.

Em 2021 destacou-se também o segmento de Alternativos, com um desempenho sem precedentes. A alocação de capital foi a mais elevada de sempre, com 684 milhões de euros de investimento registados, e uma diversificação de classes de activos como foco de investimento. Os segmentos de Private Rented Sector (habitação para arrendamento) e de Saúde foram os mais dinâmicos, mas as residências Sénior têm registado uma atractividade crescente. Em 2022, os diferentes formatos residenciais – o segmento de Living, que inclui Residências de Estudantes, Habitações para Arrendamento e Residências Sénior – tendem a crescer, impulsionados por um volume elevado de procura e uma escassez de oferta em todos os segmentos. Nota ainda para o mercado de Data Centres, onde Portugal se poderá destacar dada a sua localização geográfica privilegiada.

No Investimento, a aquisição de imóveis comerciais somou 2.020 milhões de euros, dos quais 80% de origem internacional, com a entrada de vários operadores novos, o que comprova a atractividade do mercado nacional. Trata-se de um volume abaixo da média dos últimos três anos, mas isso deve-se sobretudo ao adiamento de importantes negócios para 2022. Este é precisamente um dos segmentos para o qual a JLL estima um forte crescimento face a 2021, uma vez que o ano “inicia com um conjunto de transacções e portfolios de grande dimensão e o pipeline é robusto. Os activos logísticos e operacionais serão um foco importante e os hotéis poderão também ressurgir como uma das classes de activos mais fortes. Os centros comerciais tenderão a recuperar ao longo do ano, o que poderá despertar o apetite dos investidores mais para o final do ano. Nos escritórios, a carência de produto adequado pode afectar a alocação de capital em 2022, mas as perspectivas são bastante positivas assim que os edifícios em pipeline entrem no mercado, uma vez que a procura por estes activos é muito forte. Lembremo-nos que foi o segmento com maior quota de mercado em 2021, de cerca de 40%”, diz Pedro Lancastre.

Os Escritórios somaram 162.000 m2 de ocupação em Lisboa e outros 57.000 m2 no Porto, ambos em crescimento, de respectivamente 17% e 5% face a 2020, e com uma procura sólida por áreas de grande dimensão. Também neste mercado, a procura permanece muito activa, apesar de ser cada vez mais motivada por novas necessidades, devido à generalização do trabalho remoto e à implementação dos modelos de trabalho híbridos. Não há dúvida de que os espaços procurados são distintos, com maior presença de áreas comuns de socialização, colaboração e aprendizagem, estimando-se, assim, um novo crescimento da ocupação em 2022, que deverá retomar os níveis de actividade pré-pandemia.

No Retalho verificou-se uma gradual retoma da actividade e o regresso dos consumidores aos espaços das lojas, sendo o Comércio de Rua um dos formatos que surpreendeu pela positiva, com uma forte aposta nas lojas de bairro e proximidade, colmatando a redução de fluxos turísticos. Esta tendência deverá ter continuidade este ano, embora se antecipe uma crescente polarização no desempenho de operadores e segmentos.

Na Hotelaria o ano também foi de recuperação, mesmo que tímida, quer em termos operacionais quer de investimento, onde a actividade somou cerca de 296 milhões de euros. As taxas de ocupação mantêm-se, contudo, baixas (em torno dos 27% em Lisboa e Porto) face ao pré-Covid, mas as expectativas são para que recuperem em 2022. Ainda assim, abriram 44 novos hotéis em Portugal num total de 4.100 novos quartos, estando actualmente em construção cerca de 70 novas unidades num total de 8.500 quartos. Para 2022, espera-se uma recuperação para níveis de operação próximos da pré-pandemia e que exista um aumento significativo do interesse dos investidores por este segmento.

A JLL sublinha ainda o desempenho da Promoção Imobiliária, um sector que teve um primeiro semestre muito condicionado pela pandemia, mas que ressurgiu na segunda metade do ano. O apetite para a aquisição de terrenos e activos de desenvolvimento está a crescer e a aproximar-se dos níveis pré-Covid, incluindo quer players nacionais quer internacionais, projectos em vários segmentos e com várias escalas, alicerçados numa elevada procura por parte dos utilizadores finais.

Para Pedro Lancastre, este será um dos sectores mais promissores em 2022, uma vez que “há uma falta estrutural de oferta que é transversal a todo o sector imobiliário e, por isso, necessário resolver para que o mercado cresça”.

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Rendas das casas sobem 9,2% em lisboa e 6,0% no porto no último ano

Trata-se de uma forte recuperação das rendas, considerando que há um ano atrás, no 1º trimestre de 2021, as rendas em Lisboa estavam a descer 18,0% em termos homólogos, enquanto no Porto essa descida era de 8,0%

No último ano, terminado no 1º trimestre de 2022, as rendas das casas aumentaram 9,2% em Lisboa e 6,0% no Porto, conforme a taxa de variação homóloga apurada pela Confidencial Imobiliário para o Índice de Rendas Residenciais. Em qualquer das cidades trata-se de uma forte recuperação das rendas, considerando que há um ano atrás, no 1º trimestre de 2021, as rendas em Lisboa estavam a descer 18,0% em termos homólogos, enquanto no Porto essa descida era de 8,0%.

Em Lisboa, a variação homóloga de 9,2% observada no 1º trimestre de 2022 é mesmo a mais expressiva desde o final de 2018, resultando da forte recuperação trimestral das rendas observada desde meados do ano passado. As rendas na capital entraram em terreno negativo ainda antes da pandemia, no final de 2019, exibindo a primeira descida trimestral em anos. Só desde meados do ano passado voltaram ao crescimento, aumentando agora há três trimestres consecutivos a um ritmo trimestral próximo de 3,0%. No 1º trimestre deste ano, a variação trimestral foi de 3,3%.

No Porto, a variação homóloga de 6,0% coloca este indicador em terreno positivo pela primeira vez no último ano e meio, refletindo igualmente o forte desempenho de curto-prazo das rendas nos últimos dois trimestres. Assim, depois de vários trimestres de descida, apuraram-se variações trimestrais de 3,5% no 4º trimestre de 2021 e de 4,8% no 1º trimestre de 2022, esta última sendo mesmo a maior subida trimestral desde meados de 2018.

No agregado nacional (Portugal Continental), as rendas contratadas na habitação exibiram um aumento de 7,2% no 1º trimestre face ao mesmo período do ano passado e de 1,3% face ao trimestre anterior.

Não obstante a forte recuperação dos últimos meses, as rendas em Lisboa e no Porto mantêm-se em níveis inferiores aos praticados no pré-Covid (1ºtrimestre de 2020). Concretamente, no 1º trimestre deste ano, em Lisboa as rendas permaneciam 10,5% abaixo do 1º trimestre de 2020, enquanto no Porto esse diferencial era de -2,5 %. No conjunto do país, pelo contrário, as rendas no 1º trimestre do ano já recuperaram para os níveis pré-Covid, dos quais estão atualmente 0,8% acima. No 1º trimestre de 2022, a renda média contratada foi de 14,3€/m2 em Lisboa e de 11,7€/m2 no Porto, fixando-se em 11,0€/m2 no país, de acordo com os dados do SIR-Arrendamento.

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ASAVAL organiza spring meeting internacional do Tegova em portugal

A conferência “EU Law on Financing Sustainable Growth – Big Bang for Bank Valuation”, terá lugar em Lisboa a 6 de Maio e irá debater as últimas alterações na legislação europeia sobre eficiência energética e sobre requisitos de capital dos bancos

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O Spring Meeting do Tegova, um dos grandes encontros europeus na área da Avaliação Imobiliária será promovido e coorganizado pela ASAVAL em Portugal, de 5 a 7 de Maio, em Lisboa. A conferência, iniciativa principal do evento, vai decorrer no dia 6, no Hotel Epic Sana, sob a temática: “EU Law on Financing Sustainable Growth – Big Bang for Bank Valuation” (Lei da UE sobre o financiamento do crescimento sustentável – Big Bang para a avaliação bancária).

Esta iniciativa já tinha decorrido em Portugal em 2013 e 2018, também em coorganização com a ASAVAL, visa a partilha das boas práticas, inovações, casos de sucesso, bem como o debate de temas críticos para o sector, nomeadamente o futuro da Avaliação.

“Este é um evento de grande importância para o universo da avaliação imobiliária Europeia, sendo que a conferência deste ano irá debater as últimas alterações na legislação europeia, quer ao nível da eficiência energética, quer ao nível dos requisitos de capital dos bancos (CRR), regulamento que introduzirá inovações ao nível das avaliações automáticas (AVM) que podem alterar substancialmente o paradigma da avaliação na Europa e, por inerência, em Portugal. Durante 3 dias teremos em Portugal representantes de 40 Países, incluindo os Estados Unidos da América, a debater os temas prementes para a avaliação imobiliária. O evento culminará no dia 7 com a Assembleia Geral de Primavera do TEGOVA”, avança Paulo Barros Trindade. O Tegova é o principal Grupo Europeu de Associações de Avaliadores e o Presidente da ASAVAL é membro do seu Board.

A conferência, “EU Law on Financing Sustainable Growth – Big Bang for Bank Valuation”, estará estruturada em torno de quatro temas: Eficiência Energética de Edifícios – Situação actual em Portugal e Impacto da Lei Green Deal da UE no Futuro; Impacto das Mudanças na Regulação de Requisitos de Capital (CRR) na Prática da Avaliação; Mudanças de CRR e Modelos de Avaliação Automatizada (AVMs) – O Fim Dos Avaliadores Residenciais? Avaliação Transfronteiriça – Problemas e Soluções.

A iniciativa contará com a presença de oradores, nacionais e estrangeiros, incluindo representantes da ASAVAL, Tegova, Associação Portuguesa de Bancos (APB) e European Valluers’ Alliance (EVA).

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Três cidades portuguesas na Missão Cidades

Lisboa, Porto e Guimarães fazem parte da lista das 100 cidades que foram seleccionadas, entre mais de 370 candidatas, para integrarem as “100 Climate-neutral and Smart Cities by 2030”

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A Missão Cidades é uma iniciativa da Comissão Europeia, que faz parte das cinco Missões Europeias lançadas no âmbito do programa europeu de investigação e inovação Horizonte Europa, e tem como objectivo tornar 100 cidades europeias inteligentes e climaticamente neutras até 2030.

A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, felicita a participação de Lisboa, Porto e Guimarães, tornando estas cidades portuguesas em centros de experimentação e inovação para colocar todas as cidades europeias em posição de se tornarem neutras até 2050. “A ciência e a tecnologia são fortes aliados para, com inovação, lidarmos com as alterações climáticas”, afirma Elvira Fortunato.

As cidades escolhidas terão acesso a diferentes oportunidades, como aconselhamento e apoio da Plataforma da Missão Cidades, que é operacionalizada através do projecto Europeu NetZeroCities no desenvolvimento do denominado Climate City Contract; acesso a oportunidades adicionais de financiamento e oportunidades de financiamento para a investigação e inovação; oportunidade de contactar, aprender e trocar experiências entre cidades; apoio ao envolvimento dos cidadãos na tomada de decisão; e visibilidade política e atractividade para o investimento e para trabalhadores qualificados.

Para além de cidades dos 27 Estados-Membros da União Europeia, foram também seleccionadas 12 cidades de países associados e em processo de negociação para integrar o Horizonte Europa, o programa de investigação e inovação da União Europeia (2021-2027).

No âmbito da rede PERIN (Portugal in Europe Research and Innovation Network), a Agência Nacional de Inovação dá apoio à participação da comunidade nacional nas oportunidades de Investigação e Inovação orientadas para as Missões Europeias, nomeadamente no âmbito do Pilar II do Horizonte Europa (Desafios Globais e Competitividade Industrial Europeia).

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Savills e JLL comercializam edifício adquirido pela Incus Capital ao Santander

Apesar de ter sofrido uma reabilitação recentemente, o actual proprietário irá investir numa remodelação profunda das zonas comuns, com obra a cargo da Tétris Portugal e com o apoio da Savills para a certificação BREEAM

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A Savills Portugal e a JLL foram mandatadas, em regime de co-exclusividade, para a comercialização do número 51 da Rua Ramalho Ortigão, junto à Praça de Espanha, um dos imóveis que se destaca no cenários do edifícios de escritórios de Lisboa e que foi totalmente reabilitado entre 2018 e 2019.

Intitulado por RO51, este edifício foi adquirido pela Incus Capital ao Santander no início de 2022. Apesar de ter sofrido uma reabilitação recentemente, o actual proprietário irá investir numa remodelação profunda das zonas comuns, com obra a cargo da Tétris Portugal e com o apoio da Savills para a certificação BREEAM. Esta obra considera novos espaços colaborativos e de lazer e em sustentabilidade, cumprindo as normas ESG com o objectivo de atingir a certificação BREEAM In-Use Excellent. Estes factores conferem ao espaço vantagens competitivas, tornando-o ainda mais environmental friendly.

Situado numa zona central da cidade, num do principais hubs de transportes, onde se cruza o metro, o comboio e autocarros, o edifício é constituído por 10 pisos acima do solo, com áreas acima dos 1.200m2. Adicionalmente, o imóvel conta ainda com 296 lugares de estacionamento com possibilidade de carregamento eléctrico.

No que respeita às principais caraterísticas do edifício, o espaço conta com uma excelente exposição solar devido à existência de janelas ao longo das duas fachadas. Com a recente reabilitação, o espaço dispõe de perfeitas condições e está disponível para entrada imediata.

Está a ser projectado para o edifício um conjunto de amenities que vão complementar o espaço do escritório, como auditório/espaços multiusos, ginásio e várias zonas colaborativas.

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Athena Advisers vende Palacete Benformoso por 3,4 M€

A consultora destaca a sua localização como “um dos bairros mais pulsantes da cidade de Lisboa, atraindo uma nova vaga de empreendedores e artistas e novas oportunidades de investimento”

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O Palacete Benformoso, no bairro do Intendente, em Lisboa, encontra-se à venda pelo valor de 3,4 milhões de euros. O imóvel está a ser comercializado pela consultora Athena Advisers que destaca a sua localização como “um dos bairros mais pulsantes da cidade de Lisboa, atraindo uma nova vaga de empreendedores e artistas e novas oportunidades de investimento”.

Construído em meados do século XIX e classificado como Imóvel de Interesse Público, conta com uma área total de 831 metros quadrados (m2), distribuída por três pisos e ainda sótão e terraços.

De estilo romântico com fachada revestida a azulejo, o palacete foi alvo de obras de beneficiação ao longo dos anos, mantendo em bom estado os seus interiores e bem preservados os elementos originais, como os tectos altos decorados com motivos florais, os pisos em soalho e o imponente hall de entrada. Da arquitectura do imóvel sobressaem ainda outros elementos característicos da época, entre os quais as janelas em arco com guardas de ferro, a varanda corrida ondeante e a grande porta frontal com brasão.

“O Palacete Benformoso é um bom exemplo do potencial que a zona apresenta em termos de requalificação e valorização. É um edifício cheio de charme, com características que tanto podem atrair grandes famílias que queiram instalar aqui a sua habitação, como investidores que pretendam transformar o imóvel e rentabilizá-lo, por exemplo, enquanto residência turística associada a espaços de cowork”, destaca David Moura-George, director geral da Athena Advisers em Portugal.

Composto por três pisos, o Palacete Benformoso apresenta um impressionante hall de entrada no nível térreo ladeado por duas grandes salas, com potencial para serem transformadas em espaços de cowork. No piso 1 existem 4 quartos, uma suite e uma sala adjacente e, no piso 2, encontram-se um quarto adicional e as principais áreas sociais, incluindo uma enorme sala de estar, cozinha, escritório, biblioteca e uma sala mais pequena e recolhida.

A partir deste último piso, pode aceder-se ao primeiro terraço com uma potencial área de bar, que liga a outro terraço mais elevado com vista sobre a cidade e uma zona de cozinha exterior.

Um sótão espaçoso tipo mezzanine, que tanto pode ser usado para arrecadação, para uma sala de estar ou transformado em quartos, completa o imóvel, que dispõe ainda nas traseiras de um espaço exterior com acesso direto à rua.

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MatosinhosHabit dá os primeiros passos para ser Positive Energy District

No âmbito do Projecto Atelier a MatosinhosHabit definiu as duas primeiras zonas a transformar Positive Energy District, num investimento de cerca 542 mil euros, sendo 372 mil suportados pelo município e 170 mil pela AdEPorto

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MatosinhosHabit integra o Projecto Atelier, uma parceria entre várias cidades europeias que tem como objectivo fazer a ligação das cidades inteligentes, rumo a um desenvolvimento urbano mais sustentável.

A empresa municipal esteve presente no encontro que reuniu os representantes das cidades que integram o projecto, Amesterdão e Bilbao (líderes), Budapeste, Riga, Copenhaga, Bratislava e Cracóvia (parceiras), e onde foi feita a apresentação PED (Positive Energy Districts) das cidades parceiras, possibilitando a troca de experiências com vista à implementação de medidas inovadoras que promovam a eficiência energética nas cidades e bairros, mobilidade e integração de renováveis nas cidades inteligentes.

O Projecto Atelier é financiado pela Comissão Europeia através do Horizon 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação. Este projecto tem uma duração de 60 meses. Pretende-se, com a sua implementação definir um plano de acção para a descarbonizarão do município até 2050. Esta primeira fase compreende a elaboração de estudos, que têm por base toda a informação que venha a ser partilhada pelo próprio projecto.

A AdEPorto apoia o município no acompanhamento dos estudos técnicos e na elaboração dos planos de replicação das iniciativas levadas a cabo pelas cidades líder, dando também apoio na gestão administrativa e financeira do projecto, incluindo na preparação dos relatórios intercalares.

Conjunto Habitacional da Custió é zona “Positive Energy District”

Foram, entretanto já definidas e caraterizadas duas zonas piloto PED (Positive Energy District) em Matosinhos, uma no Conjunto Habitacional de Custió, e outra no troço do Rio Leça, entre a Ponte da Pedra e a Ponte do Carro, que correspondem às duas primeiras fases da obra do “Corredor Verde do Leça”. No troço da primeira fase da obra, localiza-se o centro Empresarial da Lionesa e, na segunda fase, as ligações às estações de metro de Esposende, Araújo e Custió.

O financiamento do projecto em Matosinhos é de cerca de 542 mil euros, sendo 372 mil suportados pelo município e 170 mil pela AdEPorto.

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VIC Properties e Underdogs promovem novo circuito de arte no Prata Riverside Village

Esta parceria vem reforçar o compromisso da VIC Properties em apoiar e promover as diferentes expressões de arte e cultura, explorando o Prata Riverside Village e o espaço envolvente para dar visibilidade ao trabalho de vários artistas

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Uma exposição ao ar livre, totalmente gratuita e disponível para usufruto de todos. Nasce assim um novo circuito de arte urbana em Lisboa, fruto da parceria estabelecida entre o promotor imobiliário VIC Properties e a plataforma cultural Underdogs, e que tem como objectivo transformar e reactivar a zona de Marvila do ponto de vista artístico, em estreita relação com a comunidade local e o seu património edificado.

Os tapumes que circundam os edifícios ainda em construção do Prata Riverside Village transformam-se em telas de diversas expressões artísticas, murais de grandes dimensões que certamente irão impactar todos os que passem pela zona de Marvila, promovendo uma mudança estética de grande impacto no ambiente urbano.

Maria Imaginário, Jorge Charrua e Guga Liuzzi são os três artistas convidados pela Underdogs que vão imprimir uma nova estética ao espaço circundante do Prata Riverside Village, através do seu trabalho artístico e conceitos diferenciados.

Para os seus trabalhos, os artistas foram desafiados pelo Prata Riverside Village a inspirarem-se no conceito que o arquitecto Renzo Piano, vencedor do prémio Pritzker, criou para a sua única obra em Portugal.

Baseado e inspirado na forma da água e nos seus reflexos, o painel criado pela artista Maria Imaginário tem como objectivo criar uma experiência contínua e imersiva, complementando o movimento das pessoas.

O trabalho de Jorge Charrua assenta na representação de uma figura feminina a dormir a sesta num espaço acolhedor, sereno e intimista, sob uma paisagem de Lisboa, virada para o mar. o painel de Jorge Charrua promove uma ligação de embelezamento entre o espaço interior e o exterior.

Quanto a Guga Liuzzi, apresenta um painel composto por uma série de imagens criadas a partir do tema Lisboa. Com alma, histórias, água, num encontro entre rio, mar e luz solar.

“É com enorme satisfação que vemos, uma vez mais, o Prata Riverside Village ser palco de um importante e diferenciador projeto de expressão artística, uma parceria que permite promover o trabalho de artistas urbanos, proporcionando ainda a todos os que visitem esta zona, o contacto com manifestações de arte urbana impactante, um motor dinamizador da cidade de Lisboa, enquanto elemento transformador da paisagem urbana”, sublinha Luís Gamboa, COO da VIC Properties.

Esta parceria vem reforçar o compromisso da VIC Properties em apoiar e promover as diferentes expressões de arte e cultura, explorando o Prata Riverside Village e o espaço envolvente para dar visibilidade ao trabalho de vários artistas. Exemplos desse apoio é a exposição de letreiros comerciais do século XX “Brilha Rio”, patente no parque de estacionamento do Prata, espaço adjacente ao Mercado P’LA ARTE, uma inovadora experiência, que permite a mais de três dezenas de artistas apresentar e comercializar de forma criativa e atrativa o seu trabalho, ou ainda a parceria estabelecida com o projecto Lisbon Week, a decorrer a partir de 7 de maio e que tem o objetivo de realçar e dar a conhecer Marvila, quer pela sua história quer pelo futuro promissor.

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Vogue Homes lança comercialização da West House em Cascais

Com assinatura do gabinete RRA Project, o projecto conta com cinco unidades residenciais e jardins privativos. Estima-se que o empreendimento esteja concluído em 2024

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Um dos mais recentes empreendimentos da Vogue Homes, o projecto West House, em Cascais, já entrou em fase de comercialização. Com cinco unidades residenciais, três T3 duplex com áreas entre os 230m² e os 250m², que incluem jardins privativos, e dois T2 com áreas aproximadamente de 160m², também com áreas exteriores privadas, estima-se que o empreendimento esteja concluído em 2024.

Com assinatura do gabinete RRA Project, o projecto destaca-se pela eficiência do edifício, até a simbiose entre a riqueza plástica, bem como o desenho dos espaços exteriores, permite evidenciar a singularidade de cada uma das frações.

Localizada no centro de Cascais e apenas a 2 Km do Parque Natural Sintra-Cascais, a West House é um edifício de habitação colectiva com traços contemporâneos e urbanos, embora, cada um dos seus cinco apartamentos apresente uma personalidade intimista.

Cada habitação tem as suas particularidades, na medida em que, a configuração interior advém de uma estreita ligação com as áreas exteriores privativas adstritas a cada uma das unidades. A escala do edifício permite que todas as tipologias agreguem espaços exteriores de dimensões generosas, facto que diferencia este empreendimento, de outros tipologicamente semelhantes.

“A linguagem contemporânea adotada na West House é plasticamente rica ainda que muito depurada, tendo-se optado pela simplicidade da fachada principal e tardoz cujo contraponto com a variação volumétrica das fachadas laterais confere ao edifício uma notória harmonia e um inequívoco charme pela subtileza das formas” reforça Raul Reis, CEO do RRA Project.

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Mercado de escritórios no Porto absorveu 5.818 m2 no 1º trimestre de 2022

Segundo a Predibisa, comparativamente ao período homólogo, verificou-se um crescimento de 98% no volume de área colocada, o que se traduz em mais 2.878 m² e um aumento de 25% no total de operações registadas

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Apesar destes últimos dois anos extremamente desafiantes e um actual cenário de incerteza marcado pelo contexto de conflito internacional, o mercado de escritórios do Grande Porto, no primeiro trimestre registou uma maior dinâmica comparativamente ao período homólogo, registado um crescimento tanto ao nível de área colocada, operações registadas e área média contratualizada.

“O mercado de escritórios do Porto e Grande Porto iniciou o ano de 2022 com um total de 5.818 m² contratualizados, num total de 12 operações registadas no primeiro trimestre. Comparativamente ao período homólogo, verificamos um crescimento de 98% no volume de área colocada, o que se traduz em mais 2.878 m² e um aumento de 25% no total de operações registadas (mais quatro operações face ao mesmo período de 2021), explica João Leite de Castro, director do departamento “corporate” da Predibisa.

Ao longo dos primeiros três meses do ano, a Predibisa foi responsável por mais de metade das operações registadas (7 em 12), o correspondente a 58% do total de operações apuradas, onde três das doze transacções registadas são operações com áreas brutas locáveis superiores a 500 m², o correspondente a cerca de 55% da área colocada.

“O Porto mantém a elevada tendência de procura de área de escritórios, absorvendo cerca de 2/3 da área total colocada no trimestre, num total de 3.883 m².

O Central Business District da Boavista continua a ser a zona com maior dinâmica na região, sendo responsável pela maior absorção, com mais de 54% da área total colocada na cidade (2.107 m²) e por mais de metade das operações registadas (cinco em nove).

Segue-se a zona Oriental com 998 m² e duas operações registadas, a zona “Outros Porto” com 526 m² e também duas operações e, por fim, o CBD Baixa com 252 m² e apenas uma operação.

Fora da cidade do Porto é a zona da Maia aquela que capta maior volume de área com um total de 1.935 m², sendo também responsável pela maior transação operada no trimestre com 1.562 m²”, explica João Leite de Castro.

No que diz respeito à procura e número de operações, são as empresas de “TMT’s & Utilities” que representam a maior quota de mercado, com seis das doze operações (50%). O setor destas empresas foi também responsável pela maior taxa de ocupação (61%), seguindo-se os “Serviços a Empresas” com 24%, as “Farmacêuticas e Saúde” com 8% e as empresas ligadas aos “Outros Serviços” com 7%.

“Mais de metade da área absorvida (3.122 m²) e 1/3 das operações registadas prende-se com a necessidade de expansão de área, sendo este o principal factor de motivação para a procura de novos espaços de escritórios na região ao longo do primeiro trimestre. Segue-se o motivo de mudança de instalações com 29% e quatro operações registadas e, por último, o motivo da chegada de novas insígnias à região com 17% e também quatro operações”, conclui.

De salientar, ainda, o aumento na procura por parte de novas empresas que pretendem instalar-se no Porto, prevendo- se um crescimento nos níveis de ocupação ao longo dos próximos meses, uma vez que, os novos projectos cumprem com os requisitos actuais da procura, através de espaços com implantações superiores a mil metros quadrados, que denotam uma atenção especial à temática ambiental e à certificação energética.

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Hipoges com aumento de 150% no volume de vendas em Portugal no primeiro trimestre do ano

Lisboa, Faro, Setúbal e Santarém são as regiões que mais volume de vendas concentraram em Portugal: num total de mais de 60%

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O servicer de referência em Asset Management, Hipoges, com presença em Portugal, Grécia, Itália e Espanha, fechou o primeiro trimestre de 2022 com um aumento de 150% no volume de vendas face ao mesmo período homólogo. Este crescimento notável reflectiu-se também no número de operações encerradas com sucesso pela empresa, onde registou um aumento de 87%, comparativamente aos primeiros três meses do ano anterior.

Especificando por tipo, o sector terciário tem demonstrado um forte impulso de actividade com um aumento homólogo superior a 189% no volume de vendas e 106% das transacções fechadas, o que reflecte o compromisso da empresa com este segmento através do recente lançamento do Portal do Investidor para os mercados de Portugal e Espanha.

No que ao sector residencial diz respeito, a empresa registou também um aumento de 206% no número de operações fechadas com sucesso. Um crescimento que representou um volume de vendas 221% superior ao do mesmo trimestre de 2021 e colocou o sector residencial como o mercado que mais cresceu no primeiro trimestre de 2022.

Lisboa, Faro, Setúbal e Santarém são as regiões que mais volume de vendas concentraram em Portugal: num total de mais de 60%. A capital lisboeta representa 34% do total de vendas, Faro 12%, Santarém 12% e Setúbal 10%. Estes dados reflectem o crescimento exponencial que o servicer está a viver ano após ano.

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