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GrowingCircle: Trabalhar a economia circular a partir da informação e dos dados

O projecto Growing Circle pretende sensibilizar os agentes do sector da construção para o papel fundamental dos “Data Templates”e da digitalização. A ideia passa por ter mais conhecimento sobre os materiais, seja os que estão em fim de vida, seja os que estão agora a iniciar a sua utilização, e perceber de que forma é que, através do conhecimento desta informação, é possível melhorar a economia circular

Cidália Lopes
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GrowingCircle: Trabalhar a economia circular a partir da informação e dos dados

O projecto Growing Circle pretende sensibilizar os agentes do sector da construção para o papel fundamental dos “Data Templates”e da digitalização. A ideia passa por ter mais conhecimento sobre os materiais, seja os que estão em fim de vida, seja os que estão agora a iniciar a sua utilização, e perceber de que forma é que, através do conhecimento desta informação, é possível melhorar a economia circular

Cidália Lopes
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O sector da construção tem um papel fundamental para as economias dos países, mas carece de modernização de modo a ser mais eficiente e ter menores impactos no ambiente. Estas preocupações têm encontrado eco em documentos estratégicos para o sector que sistematizam duas grandes áreas de actuação: a digitalização e a sustentabilidade e, nomeadamente, a implementação de iniciativas que abordem as sinergias existentes entre ambas. O projecto Growing Circle é uma dessas iniciativas. Ao Construir, Pedro Mêda, engenheiro pela FEUP e com funções de investigador no Instituto da Construção (IC), fala-nos deste projecto e do caso de estudo que estão a acompanhar em conjunto com a Matosinhos Habit e que irá permitir cumprir critérios de eficiência através da melhor relação custo-preço, além de contribuir para o catálogo de produtos que o projecto também pretende desenvolver

Como é surgiu o projecto Growing Circle?

Este projecto surge no âmbito do programa que é o EEA Grants, um programa de financiamento bilateral que tinha como objectivo a melhoria e a implementação de práticas de economia circular no sector da construção. Um dos aspectos, uma das dinâmicas que nós identificamos como necessárias e que até estava no seguimento daquilo que são as preocupações da gestão de informação que nós temos é que a economia circular na construção só poderá existir na sua plenitude se nós tivermos uma circularidade da informação e dos dados da construção. A ideia surgiu na sequência de várias parcerias com outros países e outras entidades e do contacto com o professor Eilif Hjelseth, da NTNU, que na altura estava na Universidade de Oslo, na Noruega, e que actualmente trabalha na Universidade de Trondheim.

Digamos que vimos aqui uma oportunidade de trabalhar a economia circular, não do lado da reutilização dos materiais, mas do conhecimento, da informação e dos dados e de que forma é que esse conhecimento poderia alavancar práticas mais circulares. A nossa ideia é ter mais conhecimento sobre os materiais, seja os que estão em fim de vida, seja os que estão agora a iniciar a sua utilização, e perceber de que forma é que, através do conhecimento desta informação, conseguimos melhorar a economia circular.

De que forma é o projecto prevê transformar a informação através dos “data templates”?

Há muita pressão por parte da UE para que sejam adoptadas práticas mais ecológicas e a economia circular no sector da construção é uma parte dessas práticas. Por outro lado, existem as tendências da indústria 4.0 que se materializam na digitalização. Aquilo que fizemos no Growing Circle e uma vez que o objectivo era a sustentabilidade, ou seja, maiores práticas de economia circular, nos pegámos no sector da digitalização e dos dados e congregamos os dois para que produzissem sinergias e mais valias que pudesse acumular nos desideratos e os objectivos do sector da construção.

Como é que isso se faz?

Os “data templates” são estruturas, são esqueletos que podem ser interpretados por máquinas e, portanto, são interoperáveis e são verdadeiramente digitais. Basicamente o que se pretende é que através dessas estruturas de metadados se consiga caracterizar produtos de construção, que depois estabelecem uma ligação com softwares e com sistemas que me fazem uma análise de desempenho ambiental, uma análise de eficiência energética e outras. Por exemplo, no âmbito de um projecto de engenharia, quando faço uma análise para ter um certificado energético, tenho que dizer que tenho lá uma parede dupla. Na realidade, deixamos de ter esta inserção da informação, mas ela passa a estar ligada às características dos produtos. Portanto, a metodologia BIM, do lado da digitalização, permite-me fazer isso, ou seja, em vez de eu estar a fazer o modelo 3D e de estar a colocar a informação ‘à mão’, através dos “data templates”, eu consigo que exista uma comunicação entre o modelo tridimensional e o catálogo de produtos, que são os produtos que eu vou utilizar na construção.

Em que é que isto permite melhorar a economia circular?

Permite porque, além de fazer a análise da eficiência energética de uma forma mais rápida, consigo fazer outro tipo de análises, como por exemplo, a composição dos materiais, o potencial de reciclagem desses materiais logo no início. Ou seja, se eu escolher um cerâmico no final de vida esse produto vai para determinados usos ou até pode ser reutilizado. É esta ligação que quisemos estabelecer e estamos a estabelecer através dos “data templates”. Claro que o projecto, além de fazer esta ligação, tem uma componente que é fundamental, que é explicar isto às pessoas, explicar isto ao sector da construção.

A ideia é que quando se vai fazer o projecto em BIM, por exemplo, a informação dos materiais já esteja disponível e descarregada é isso?

É exactamente isso. Ou seja, hoje em dia quando estamos a iniciar um projecto temos que inserir as propriedades à mão dos produtos e as suas características. Do ponto de vista geométrico as aplicações já fazem isso porque ao desenhar eu já estou a ter as dimensões, mas depois há que caracterizar, ao nível do coeficiente de transmissibilidade térmica, da cor, entre outros. Há uma série de parâmetros que eu posso “arrumar” em vários sítios e descrever de várias formas, dependendo até da zona ou região do País. O facto de eu ter estes metadados interpretáveis por máquinas, organizados, permite-me fazer essa associação directa e sem qualquer perda de informação ou má interpretação dessa informação. Isto aplica-se na fase de projecto, mas também na fase de construção, se tiver que substituir alguma coisa, e até na fase de utilização da obra. Isto funciona como fonte de informação, algo que ainda não é comum em Portugal, mas que foi introduzido em Inglaterra depois do incêndio na Torre Grenfell, em Londres, em 2017 e que veio demonstrar a necessidade de existir aquilo a que os que os especialistas chamam de Golden Thread Information, que basicamente é assegurar que não se perde informação e que se consegue perceber ao longo do processo construtivo quando é que existe alterações de informação e como é que elas ocorreram e quem é o responsável.

Até agora que feedback é que tem sentido por parte das empresas em relação ao Growing Circle? Há uma maior preocupação em relação a estas matérias?

Há vários níveis de preocupações e de situações. Uma é que os agentes, independentemente de onde estão, e estou a falar de toda a fileira da construção, desde os produtos até a quem gere activos, todos têm a noção de que é preciso passar para a digitalização, por um lado, e implementar práticas mais circulares, por outro. Outra dificuldade tem a ver com outra componente tecnológica, que é facto de muitas vezes termos os sistemas em silos, ou seja, funcionam bem para um determinado tipo de obra, mas se tentamos generalizar não conseguimos. Mostrar também que tem que se optar por tecnologias que sejam abertas, interoperáveis e que permitam outra evolução. Ou melhor, outra escalabilidade. Depois há uma outra questão que é conhecimento, a formação e a disponibilidade para, digamos, de uma forma quase altruísta, abraçar estes desafios. Há agentes que já estão a perceber para onde é que isto vai e já estão a tomar decisões que têm que ser tomadas, há outros que ainda não. Não há milagres, isto é sempre um processo que obriga a dedicação, obriga a conhecimento e obriga a alteração de práticas.

A Growing Circle está a desenvolver um caso de estudo em conjunto com a Matosinhos Habit. No que é que consiste este processo?

Os produtos que iremos colocar nesse catálogo serão os que forem necessários à reabilitação de um conjunto habitacional que é da Matosinhos Habit. Portanto, a partir deste trabalho preliminar vamos fazer vários casos de estudo, com diferentes tipos de análises. Portanto, nós temos o catálogo de produtos e vamos carregar esse catálogo e depois vamos desenvolver uma serie de análises. Uma delas é perceber qual é a informação, outra é perceber quais são os “data templates” mais importantes do ponto de vista ambiental, do ponto de vista económico. Porque isso ajuda um dono de obra ou um projectista quando tem que escolher os materiais. Portanto, o que vamos fazer e de acordo com este documento e para cumprir com estes requisitos podemos fazer um edifício mais eficiente, mas isso vai ter um custo muito maior, e por isso o que vamos fazer através da melhor relação custo-preço atingir as metas de eficiência energética e de habitabilidade.

Por exemplo, se conseguirmos mudar o revestimento da cobertura, que representa 80% do valor do investimento, então se calhar é por aí que vamos começar a reabilitação. Se a cobertura tem esse ganho, ajuda-me a fazer as análises e eu consigo e ajuda-me a fazer só um “data template” porque é só um produto, eu vou então escolher esse produto, vou digitalizar esse produto e vou incorporar no meu projecto, em vez de estar a digitalizar um conjunto maior de produtos.

Neste caso, como é o dono de obra que está a fazer um processo de reabilitação e que depois vai gerir o edifício, é perceber de que forma é que ele consegue ficar com um maior conhecimento do edifício e para a longo prazo de essa informação para a própria gestão do seus activos. Por exemplo, saber quando é que é preciso fazer operações de manutenção ou substituição de materiais e saber que quando chegar a esse momento, aquele objecto ou produto que vai ser removido para onde é que pode ir e como é que é constituído. Isto é mais difícil nos edifícios, mas é mais fácil nas infraestruturas, nomeadamente nas ferrovias onde estão as ser feitas várias obras de reabilitação em várias linhas em todo o País. Nestes casos, os agregados podem ser reutilizados noutro sítio ou na própria obra, se for uma renovação de via. Da mesma forma é possível perceber em relação às travessas, em betão, em ferro ou madeira, que destino é que posso dar-lhes ou que reutilização é que podem ter. Este é um dos casos em que nós queremos demonstrar como uma infraestrutura pode ter elevadíssimos índices de reutilização ou de reciclagem.

Sendo este programa realizado com países do Norte da Europa, que normalmente são conhecimentos como sendo mais pioneiros neste tipo de práticas e de soluções no que diz respeito à construção e à sustentabilidade, em que medida é que Portugal pode aprender com estes países?

Eu diria que a principal diferença está no investimento nos sectores da construção dos diferentes países. Nós passamos por uma crise muito grande na construção e durante esse período este sector perdeu “gás” para inovar, enquanto outros países não. Por exemplo, países como a Noruega está muito mais organizada naquilo que diz respeito à digitalização e que está muito à frente de Portugal, até porque já têm um impulso e requisitos que o Governo coloca que nós cá não temos. Esse é um aspecto. Depois em termos de economia circular, como a Noruega está fora do perímetro europeu não recebe este empurrão que nós estamos a receber em termos de práticas de economia circular, embora sejam positivamente contaminados com esta influência, porque são um país periférico espaço europeu, mas têm uma presença dentro do espaço económico europeu que percebe que esta dinâmica é necessária.

De certa forma estes projectos são o olhar mais prático do lado mais teórico dos vectores….

As práticas de economia circular são como uma escadaria, ou seja, podemos galgar os degraus todos ou ir passo a passo e o nosso objectivo aqui é subir passo a passo de forma consistente e de forma que se perceba que há coisas muito simples que trazem um grande benefício. Não estamos aqui a entrar em disrupções, mas em evoluções que de forma muito simples permitem cumprir os objectivos. Depois estamos a tentar cumprir estes objectivos tendo como background uma das melhores universidades da Noruega, estamos sempre em contacto com os projectos que estão a decorrer a nível europeu que estão a trabalhar estas matérias. Temos estado, de certa forma, a acompanhar, dentro da Comissão Europeia, quais vão ser as políticas e já a tentar trazer essas directrizes e articulá-las e temos, também, estado a fazer alguma formação à própria CE no sentido de demonstrar que aquilo que têm sido os vectores da digitalização e da sustentabilidade têm que também estar consolidados e que os documentos que vêm emitidos têm que olhar para estas duas perspectivas.

Já conseguimos demonstrar que aquilo que é o vector da digitalização e o vector da sustentabilidade, sem prejuízo de poderem ser trabalhados de forma individual e em silo, que se cruzam e que são muito relevantes e que podem ajudar e muito na implementação de práticas mais circulares. Fizemos um trabalho científico que foi apresentado a algumas pessoas da CE e por isso a CE está também ela mais atenta que quando faz um documento que olha para a economia circular tem que conseguir colocar lá algumas coisas consistentes sobre digitalização.

Sobre o autorCidália Lopes

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Ordem propõe ao Governo revisão para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública

Apoiar o Governo na sua adesão a Centros de Arbitragem, a criação da figura do engenheiro-orçamentista certificado e, ainda, promover durante o mês de Junho um grande debate nacional sobre a dinamização do PRR e PNI2030 são algumas das medidas propostas

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A Ordem dos Engenheiros propôs ao Governo a revisão de algumas propostas com vista à para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública. Mas não só. Em reunião com Mariana Vieira da Silva, Ministra da Presidência, Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros, transmitiu “a disponibilidade da Ordem em colaborar com o Governo em áreas estratégicas para o desenvolvimento do País”, nomeadamente sobre o tema da Contratação Pública e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para ajudar a enfrentar o problema da litigância nos contratos, o Bastonário disponibilizou-se a apoiar o Governo na sua adesão a Centros de Arbitragem aquando de contratação pública através da integração de engenheiros. O Bastonário defendeu, também, a criação da figura do engenheiro-orçamentista certificado, como solução para uma maior responsabilização técnica dos preços-base. Foram, ainda, discutidas metodologias de concepção-construção.

Fernando Almeida Santos manifestou, ainda, a intenção de promover, durante o mês de Junho um grande debate nacional sobre a dinamização do PRR e Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030).

Na audiência, estiveram, igualmente, André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Lídia Santiago, vice-presidente da Ordem.

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Cluster ferroviário com foco nos investimentos a realizar

Marcado por um contexto de expectativa quanto ao futuro do sector ferroviário em Portugal e na Europa, “PORTUGAL RAILWAY SUMMIT” focou-se nos planos de investimento, nos desafios da sustentabilidade e em discutir as prioridades

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Em Matosinhos terminou hoje, 17 de Maio, o “PORTUGAL RAILWAY SUMMIT”, organizado pela PFP – Plataforma Ferroviária Portuguesa, Cluster da Ferrovia.

Marcado por um contexto de expectativa quanto ao futuro do sector ferroviário em Portugal e na Europa, o evento focou-se nos planos de investimento e nos desafios da sustentabilidade, proporcionando a discussão de prioridades e novas perspectivas de inovação ferroviária.

Este encontro assume particular importância para a discussão de prioridades, novas perspectivas de inovação ferroviária, para o desenvolvimento do sector e toda a sua cadeia de valor, focando os planos de investimento que se avizinham e os desafios ecológicos a enfrentar.

Foi proposto ao Governo […] que fosse antecipada a ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, e que os comboios de alta velocidade pudessem chegar mais cedo não só a Campanhã, mas depois a uma nova estação no aeroporto”, afirmou Carlos Fernandes. O Vice-Presidente da Infraestruturas de Portugal, IP, foi um dos oradores no Painel sobre Investimentos Nacionais, onde a empresa tem tido papel fundamental nos últimos anos, decorrente do Programa Ferrovia 2020, e que terá também futuramente, na concretização do investimento a realizar através do Programa Nacional de Investimento – PNI2030.

A proposta de antecipação, que o responsável anunciou, relaciona-se com a possível disponibilidade de verbas proveniente do adiamento de investimentos na ligação à estação do Oriente, em Lisboa. “Estavam previstas duas fases, a IP propôs ao Governo a constituição de uma terceira fase”, que corresponde ao troço Carregado – Lisboa, para que este “seja atrasado, provavelmente, para depois de 2040”, disse.

Segundo Carlos Fernandes, os dois ou três minutos de viagem perdidos com a não execução dessa obra até Lisboa permitiram alocar verbas para a ligação ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, que serve o Porto, o Norte do país e a Galiza.

O projecto de alta velocidade ferroviária está previsto ser finalizado até 2030, com a primeira fase, correspondente ao troço Porto – Soure (Coimbra), com obras entre 2026 e 2028. O aeroporto estava inicialmente previsto na segunda fase, envolvendo a ligação a Vigo, mas é agora pretensão da IP antecipá-la. A estação em Gaia será a primeira estação da Área Metropolitana do Porto.

Ao longo dos dois dias de encontro tiveram lugar seis painéis, tendo o primeiro dia sido dedicado ao tema “Investimentos Nacionais e Internacionais” e às “Inovações e Desafios Tecnológicos”. No dia 17 de Maio a “Intermodalidade” e o “Fórum de Clusters” dominaram os trabalhos.

O PORTUGAL RAILWAY SUMMIT, é o fórum de discussão anual das tendências do sector Ferroviário. Pontos de encontro privilegiados para a criação de oportunidades de negócio e parcerias estratégicas focadas nos tópicos definidos pelo European Rail Research Advisory Council e pela Agenda Estratégica de Investigação e Inovação Ferroviária, “RAIL 2030 – Research and Innovation priorities”: Digitalização, Automação, Nova Mobilidade Soluções, Mobilidade Mais Verde e Sustentável. Ferrovia, a espinha dorsal da Mobilidade 2030.

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Riportico Engenharia certificada em Gestão de Saúde e Ambiental

As certificações agora conquistadas reforçam o compromisso da Riportico Engenharia com a responsabilidade ambiental e a preservação do meio ambiente, a melhoria da sustentabilidade social e a garantia da saúde e integridade física dos colaboradores, otimizando processos de trabalho e uma melhoria do desempenho organizacional

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A Riportico Engenharia acaba de receber as certificações ISO 14001, respeitante ao Sistema de Gestão Ambiental, e ISO 45001, referente ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, resultado de uma auditoria externa realizada pela APCER – Associação Portuguesa de Certificação. Estas duas normas juntam-se à norma ISO 9001, conquistada pela Riportico Engenharia em 2008, quando a consultora viu ser
certificado o seu Sistema de Gestão da Qualidade. A entrega formal das certificações ISO 14001 e ISO 45001 decorreu na tarde de sexta-feira, dia 13 de maio, na sede da Riportico, em Cabanas de Viriato, pelas mãos de Carla Pereira, Technical Manager da APCER Portugal, e Rui Oliveira, COO da APCER Brasil.

“O reconhecimento desta certificação integrada, do Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, pelas normas ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2019, revela-se muito importante em termos de competitividade e melhoria contínua dos serviços a que a Riportico se propõe perante os seus Clientes, respondendo de uma forma mais eficaz às pressões competitivas e concorrenciais, e incrementando a confiança e a criação de valor para todas as partes interessadas”, afirma Maria Oliveira, responsável Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança no Trabalho, da Riportico Engenharia.

As certificações agora conquistadas reforçam o compromisso da Riportico Engenharia com a responsabilidade ambiental e a preservação do meio ambiente, a melhoria da sustentabilidade social e a garantia da saúde e integridade física dos colaboradores, otimizando processos de trabalho e uma melhoria do desempenho organizacional.

A certificação ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental é uma norma internacional que atesta o compromisso das empresas com a proteção do meio ambiente, mediante uma gestão eficaz dos riscos ambientais associados à sua atividade. A norma identifica os requisitos para uma gestão mais eficaz destes riscos, tendo em consideração a prevenção da poluição, a proteção ambiental, o cumprimento legal e as
necessidades socioeconómicas.

Por sua vez, a ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional é a norma internacional responsável pelas especificidades do contexto organizacional, com foco na melhoria do desempenho de uma organização no âmbito da gestão da saúde, segurança do trabalho e prevenção de acidentes.

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IP investe 108 M€ em conservação da rede rodoviária

IP vai investir mais de 108 milhões de euros em Conservação Corrente da Rede Rodoviária Nacional, abrangendo mais de 14 mil quilómetros de estradas a nível nacional. A empresa assinou em Maio os novos acordos para o triénio

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No início de maio de 2022 a Infraestruturas de Portugal consignou 18 contratos, no valor global de 108,5 milhões de euros, para a execução de trabalhos de Conservação Corrente da Rede Rodoviária Nacional (RRN) que terão lugar ao longo dos próximos três anos. De acordo com a empresa estes contratos, um por cada distrito, “asseguram a realização de trabalhos regulares de manutenção nos mais de 14 mil quilómetros de estradas a nível nacional, que estão sob gestão directa da IP e têm por objectivo a promoção da manutenção e conservação de todos os elementos/componentes constituintes das Estradas objecto do contrato e Obras de Arte nelas integradas”.

Nestes contratos incluem-se todas as actividades rotineiras de conservação, tanto de carácter curativo como preventivo, de forma a oferecer aos utentes da rede melhores condições de conforto na circulação, agradabilidade de percursos nos itinerários percorridos, e maiores condições de segurança rodoviária.

A maior percentagem dos contratos continua a estar afecta à gestão de pavimentos, 38,2 milhões de euros, correspondendo a cerca 35%), 22, 9 milhões de euros serão afectos às actividades ambientais (21%), sendo que o investimento em conservação de pavimentos subiu cerca de 3% face ao triénio anterior.

Nos presentes contratos o investimento em actividades de Segurança mantém-se em cerca de 10,4%, enquanto as actividades de operação, fiscalização e assistência têm um acréscimo de 2% face ao anterior triénio, sendo agora a quarta actividade com maior investimento.

No âmbito destes contratos está prevista a execução de diversos tipos de trabalhos de manutenção, entre outros: reparação e beneficiação de pavimentos; reposição e adequação da sinalização horizontal e vertical; reparação e adequação de guardas de segurança e outros equipamentos de protecção; estabilização de taludes; conservação de vedações; tratamento dos sistemas de drenagem; limpeza das bermas e zonas adjacentes à faixa de rodagem; reparações e manutenção de obras de arte.

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Riportico fiscaliza restauro das muralhas da Fortaleza de Juromenha

A Riportico Engenharia ganhou o contrato de fiscalização e coordenação de segurança da empreitada de consolidação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no Alandroal

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A Riportico Engenharia ganhou o contrato de fiscalização e coordenação de segurança da empreitada de consolidação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no Alandroal. A empreitada de fiscalização foi adjudicado pela câmara municipal do Alandroal.

A empreitada de consolidação e restauro das muralhas da Fortaleza de Juromenha envolve um investimento de cerca de cinco milhões de euros, e conta com financiamento do programa operacional regional Alentejo 2020. Prevê-se que a obra termine em Outubro de 2023.

Para além da consolidação e reforço estrutural dos paramentos, sobretudo nas zonas mais degradadas, está também prevista a reconstrução de diversos tipos de alvenaria, como pedra, tijolo e taipa. A fortificação acolhe no seu interior um conjunto de edificações em estado de ruína, com destaque para as igrejas da Misericórdia e Matriz, a cadeia e os antigos paços do concelho.

A Fortaleza de Juromenha está classificada como Imóvel de Interesse Público e, em Julho de 2019, foi integrada na segunda edição do Programa Revive, “que promove e agiliza os processos de reabilitação e valorização de património público devoluto, tornando-o apto para afectação a uma actividade económica com finalidade turística”. Segundo a Câmara Municipal de Alandroal, perspectiva-se que, após a conclusão da empreitada, a Fortaleza de Juromenha venha a ser afecta ao turismo e à criação de unidades hoteleiras, “com vista à geração de riqueza e postos de trabalho, transformando-se num polo turístico de referência nacional”.

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Arranca em Sines a construção do megacentro de dados

O projecto SINES 4.0 “será 100% verde e quando estiver terminado, em 2027, terá 495 MW de capacidade total, sendo composto por nove edifícios”, acrescentou

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A empresa responsável pelo megacentro de dados SINES 4.0 iniciou hoje a construção do primeiro dos nove edifícios do futuro campus, localizado em Sines (Setúbal), cuja conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2023.

Em comunicado, a empresa Start Campus revelou que o edifício NEST – New & Emerging Sustainable Technologies, que corresponde à primeira fase do projecto, terá “uma capacidade de 15 MW [megawatts]” e “representa um investimento de 130 milhões de euros”.

O edifício NEST é a primeira infraestrutura do SINES 4.0, localizado na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) e que “será um dos maiores campus da Europa” de centros de dados, referiu o promotor.

O projecto SINES 4.0 “será 100% verde e quando estiver terminado, em 2027, terá 495 MW de capacidade total, sendo composto por nove edifícios”, acrescentou, no comunicado.

A Start Campus anunciou, em Abril do ano passado, a construção do megacentro de dados, num investimento global estimado em 3,5 mil milhões de euros. Além do edifício NEST, com 15MW, a concluir até ao primeiro trimestre de 2023, está ainda prevista a construção de “mais oito edifícios com 60 MW de capacidade cada”, indicou.

Segundo a Start Campus, apesar de ser um modelo mais pequeno dos restantes, “o primeiro edifício terá um total de 5 mil metros quadrados”, disponibilidade para “um a seis clientes”, com “seis salas de 2,5MW” e “contará com energia verde e refrigeração sustentável, além de serviços de suporte”.

Na primeira fase, segundo a empresa, serão criados entre 70 e 100 novos postos de trabalho directos em Sines, com “uma forte componente de funções altamente qualificadas, como engenheiros de telecomunicações, mecânicos e eletrotécnicos”, assim como 400 postos de trabalho indirectos. “Desde o ano passado, já foram investidos no projecto 20 milhões de euros”, um montante que representa “a primeira parcela” do investimento global estimado em 3,5 mil milhões de euros “até 2027”, acrescentou.

Para o director executivo da Start Campus, Afonso Salema, “o SINES 4.0 começa agora a ser implementado no terreno e isso é um marco importante” para o projecto, cujo investimento “responde a duas tendências” confirmadas “nos últimos anos: transformação digital e sustentabilidade”.

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Directores de obra e encarregados com forte procura e escassez de oferta

Um estudo elaborado pela consultora Michael Page permite constatar que o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas

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A Michael Page, especialista em recrutamento especializado, acaba de publicar os resultados da análise “Como Atrair Talento no Sector de Engineering & Manufacturing”, segundo a qual o recrutamento das empresas no sector da construção e engenharia “está em alta”.

Falta de talento com tendência a aumentar
Segundo a consultora, a falta de talento no sector da construção, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, tem tendência a aumentar e a generalizar-se a todas as áreas de engenharia directamente ligadas ao sector da Construção, nomeadamente, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Engenharia Electrotécnica. De acordo com o estudo, onde são abordadas as competências mais valorizadas, as soft skills relevantes e as estratégias mais adequadas para atrair talento num mercado com poucos profissionais especializados disponíveis, o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas. A procura por profissionais qualificados para a área da Construção tem-se sentido, sobretudo, nas zonas urbanas de Lisboa e Porto.

As profissões mais procuradas, no segmento onde a Michael Page actua, são os directores de obra, encarregados gerais, preparadores e engenheiros orçamentistas para a construção. A intenção de contratação faz-se sentir também no sector imobiliário, sendo o perfil mais procurado o de project manager.

Guerra também dificulta
Apesar do dinamismo no recrutamento que se faz sentir, factores como a guerra na Ucrânia, o elevado aumento dos preços dos materiais e a crescente falta de mão de obra qualificada, poderão ter impacto significativo no sector. Para António Costa, senior associate manager da Michael Page , “os sectores da construção e imobiliário vivem nesta fase ainda momentos de alegria e saúde, contudo começam a surgir indicadores, principalmente devido à guerra na Ucrânia que impactam directamente estes negócios e que podem alterar completamente o panorama.

Os preços das matérias-primas continuam a aumentar significativamente, sendo praticamente impossível cumprir obras em construção com os valores previamente orçamentados. Por sua vez fica difícil para os promotores imobiliários assumirem directamente estes custos, sob pena do produto final ficar com valores insuportáveis para o mercado”. Também a Engenharia é uma área de forte procura por talento pelo mercado. De forma idêntica, a área de Engenharia Civil, em grande escala absorvida pelo sector de Property & Construction, tem-se mostrado resiliente, registando e mantendo níveis de actividade de recrutamento muito activos.

Perfis ‘em alta’
A procura de engenheiros com diferentes backgrounds académicos, como mecânica, química, gestão industrial, eletrotécnica, tem-se verificado sobretudo na indústria. Os perfis de Electrotecnia e áreas afectas à Energia são cada vez mais valorizados e procurados, dada a sua relevância, nomeadamente na conversão e transição energética, e no papel das energias renováveis em termos de investimento e recuperação económica para Portugal. “Num sector em que o talento é limitado, as empresas procuram profissionais com competências que acompanhem os processos operacionais tecnológicos em curso e que possam contribuir para a transformação e aumento dos resultados financeiros. Assim, são valorizados conhecimentos de metodologias lean, como Six Sigma Black Belt, desenvolvimento de novos produtos, realização de processos e gestão de múltiplos projectos, aliados a abordagens focadas no cliente, com elevado sentido de responsabilidade e atenção ao detalhe, que se destacam, entre as qualificações mais procuradas”, revelam os responsáveis da Michael Page. Ao nível das soft skills, as empresas valorizam a capacidade de comunicação (essencial para explicar informações técnicas), liderança, pensamento criativo, capacidade de influência e resolução de problemas, essenciais tanto no sector da Construção como de Engenharia. No entender de Joana Reis, senior consultant da Michael Page, “a área técnico-comercial, revela um aumento de procura por perfis cada vez especializados em produtos específicos.

O mercado valoriza o facto de os candidatos conseguirem aportar valor comercial e de negociação, mas também apoio técnico e consultivo aos clientes que gerem. Este aumento de procura de perfis cada vez mais técnicos e especializados, aliado ao mercado de trabalho com níveis relativamente baixos de desemprego, contribui para a escassez de candidatos”. O desafio de atrair profissionais que se faz sentir no mercado de trabalho no sector da construção e engenharia e o aumento da concorrência pelo talento, tem contribuído para importantes aumentos na remuneração salarial. Como indicação, na indústria, um director- geral pode auferir o salário máximo de 170 mil euros, se trabalhar em Lisboa, e a mesma função, na mesma zona geográfica, na área da Construção, até 110 mil euros brutos anuais.

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Prospectiva reconhecida pelo seu “Desempenho e Solidez Financeira” em 2020

Distinção da SCORING incidiu nas categorias Top10+ Sectores – Portugal 2021 e Top10+ Regiões – Portugal 2021 (Lisboa)

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A Prospectiva, empresa de consultoria em engenharia com mais de 40 anos de experiência no mercado, foi distinguida pela SCORING ao nível do seu ‘Desempenho, Solidez Financeira e Notação de Sustentabilidade’ em 2020, em duas categorias: Top10+ Sectores – Portugal 2021 e Top10+ Regiões – Portugal 2021 (Lisboa).

Segundo a SCORING, a Prospectiva apresenta “uma autonomia financeira alta em termos estruturais”. Também no curto prazo, “a liquidez geral é positiva”.

Tendo em conta todos os Índices avaliados pela SCORING, “a Prospectiva está inserida num grupo de empresas que apresentaram os 10 melhores valores de Qualidade Económica de Vendas (Índice de Desempenho e Solidez x Volume de Negócios) no ano de 2020, no total das regiões portuguesas e em Lisboa”, refere, ainda, a empresa de engenharia em comunicado.

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CH Consulting desenvolve projecto de RH no sector hidroeléctrico nos Camarões

A CH Business Consulting ganhou um contrato internacional nos Camarões, com uma intervenção na área de recursos humanos para o desenvolvimento do sector hidroeléctrico

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O projecto, no valor de 365 mil dólares, será financiado pelo Banco Mundial e promovido pelo Ministério da Água e Energia e terá a duração de 12 meses com o objectivo de definir a estratégia de planeamento e desenvolvimento de competências, no sector da energia hidroeléctrica nos Camarões para os próximos 20 anos.

Após a fase de diagnostico, o projecto irá incidir sobre a situação dos recursos humanos e focar-se na avaliação da cadeia de valor do ecossistema educativo, de qualificação e formação de forma a adequá-lo ao sector hidroeléctrico. Na fase seguinte será estudada a viabilidade do país avançar com projectos de investimento que conduzam à modernização de infraestruturas existentes para assegurar um aumento da capacidade produtiva do sector e uma estratégia de valorização dos recursos humanos.

“Este projecto terá um forte impacto na modernização no sector hidroeléctrico camaronês, bem como na própria reestruturação do sistema de ensino do país, dotando-o de uma oferta a nível formativo, mesmo ao nível universitário, alinhada com as reais necessidades do sector”, sublinha Miguel Peixoto, director técnico do projecto.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a Luxan Engineering, empresa local, e conta com a coordenação técnica do professor Carmona Rodrigues da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

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Efacec inaugura projecto de “maior central de energia solar” de Moçambique

O projecto com 121.500 módulos fotovoltaicos, localizado em Metoro, no Norte de Moçambique, permitirá uma capacidade de produção de 69 GWh por ano, garantindo o consumo de energia verde a mais de 140.000 pessoas

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O projecto com 121.500 módulos fotovoltaicos, localizado em Metoro, no Norte de Moçambique, permitirá uma capacidade de produção de 69 GWh por ano, garantindo o consumo de energia verde a mais de 140.000 pessoas, o que corresponde a cerca de 75% da população de Pemba, província de Cabo Delgado. Considerada a “maior central de energia solar de Moçambique”, a Efacec realizou o projecto de engenharia, fornecimento e construção, ficando também responsável pela operação e manutenção desta central, instalada numa área de cerca de 65 hectares.

Com a entrada em produção do central solar de Metoro, fica preenchido um dos pressupostos fundamentais para se acelerar o desenvolvimento desta região, com impacto directo na economia local, e na vida das populações, assim como a promoção do acesso à energia a 100% da população moçambicana.

“Com o desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras e sustentáveis, a Efacec está há mais de 20 anos a promover o desenvolvimento da evolução energética do país. Agora reforça a sua posição com este projecto, que aumentará a capacidade de produção e diversificará as fontes de energia, aproveitando o elevado potencial do recurso da energia solar, muito consistente ao longo do território e estável durante o ano. Adicionalmente, é um projecto que evidencia a capacidade de execução da equipa Efacec, que demonstrou para lá das competências técnicas, uma resiliência física, social e humana que permitiu concretizar, com sucesso, este projecto, apesar das condições altamente inóspitas, como as que nos acompanharam ao longo do mesmo”, afirma Ângelo Ramalho, CEO da Efacec.

Neste projecto de interesse nacional, onde o apoio e a cooperação com a comunidade e autoridades locais foram uma prioridade desde o primeiro dia, foram criados mais de 400 postos de trabalho durante a etapa de construção. Os empregos locais representaram mais de 90% do total de trabalhadores, mantendo-se padrões extremamente elevados ao longo do período de construção.

A inauguração do projecto contou com a presença de Filipe Nyusi, presidente da República de Moçambique, acompanhado por Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia e Marcelino Gildo Alberto, presidente do Conselho de Administração da Eletricidade de Moçambique.

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