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Grupo suíço prevê investir até 180 M€ em novo empreendimento no Barreiro

Promovido pela Solid Sentinel, o projecto pretende “redefinir o Barreiro, criando um novo estilo de vida” a apenas 20 minutos do centro de Lisboa através da ligações fluviais. Com desenho de Miguel Saraiva, Nooba, teve como inspiração a sua localização, à beira-rio e reflecte essa proximidade com o Tejo e aproveita a luz natural. A história do Barreiro, muito ligado ao mar, aos Descobrimentos e, mais tarde à indústria, também está patente no projecto

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Promovido pela Solid Sentinel, o projecto pretende “redefinir o Barreiro, criando um novo estilo de vida” a apenas 20 minutos do centro de Lisboa através da ligações fluviais. Com desenho de Miguel Saraiva, Nooba, teve como inspiração a sua localização, à beira-rio e reflecte essa proximidade com o Tejo e aproveita a luz natural. A história do Barreiro, muito ligado ao mar, aos Descobrimentos e, mais tarde à indústria, também está patente no projecto

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A promotora imobiliária Solid Sentinel, acaba de anunciar um novo projecto imobiliário no Barreiro. NOOBA é o mais recente empreendimento residencial no distrito de Setúbal, que “pretende ajudar a posicionar o Barreiro num local de excelência para se viver”. Mais do que um projecto imobiliário, Nooba pretende ser uma “revolução” ao mostrar a ambição do promotor em “redefinir o Barreiro, criando um novo estilo de vida para quem queira fugir da azáfama da cidade, mantendo a proximidade necessária”, explica Alain Gross, CEO e membro do conselho da Solid Sentinel.

Com uma área bruta total de 98.360m2, este projecto residencial conta com 518 apartamentos e apresenta tipologias que variam de T1 a T5, com preços a partir de 189.000 euros e tendo como alvo o mercado nacional. A cinco minutos da Estação Fluvial, o empreendimento oferece uma vista desobstruída sobre o rio e o Parque da Cidade, encontrando-se a menos de 20 minutos da Praça do Comércio, para quem opte pela travessia de ferry.

A primeira fase de construção, correspondente a 127 apartamentos, deverá ter início em Maio deste ano e tem duração prevista de 24 meses.

Por seu turno, Miguel Saraiva, arquitecto responsável por este projecto, partilha que “criámos um edifício em harmonia com a paisagem envolvente. Para o projeto NOOBA, inspirámo-nos na sua localização, à beira-rio e repleto de luz. O desenho reflecte essa proximidade com o Tejo e aproveita a luz natural típica do Barreiro e de Lisboa. A história do Barreiro, muito ligado ao mar, aos Descobrimentos e, mais tarde à indústria, também está patente no projecto. Os materiais à base de ferro, vidro e betão, dão um carácter único aos edifícios e, na minha perspectiva, conseguem perpetuar-se no tempo com muita qualidade”.

Todos os apartamentos dispõem de varandas privadas ou terraços, e partilham um terraço com piscina e uma pista de jogging panorâmica de 100m, com o objetivo de criar um sentido de comunidade e união entre os seus residentes. As plantas dos andares são diversas, no sentido de preencher as várias necessidades familiares, seja um escritório ou quarto extra, ou layouts internos flexíveis e modelares que permitem que um corredor seja também um escritório, seguindo a tendência do teletrabalho.

Fundada pelo The Capvest Group, um promotor imobiliário suiço com sede em Genebra, e a pela Sogefonds, que em conjunto desenvolveram quatro projectos de luxo em Lisboa (Actor Tasso, Vale Pereiro, Desterro e Viriato), a Solid Sentinel expande-se agora para projectos urbanos maiores, mais inovadores e transformadores fora do centro de Lisboa. Além do Nooba, Alan Gross confirma a intenção de “continuar a apostar no Barreiro” localização que considera “ter muitas possibilidades” de investimento.

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Os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 471

A lista completa dos vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022, numa edição especial onde lhe mostramos o que reserva o plano ferroviário para o próximo ano ou o projecto do atelier Oitoo em Marvila. Mas há muito mais para ler

Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022

Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural
O CONSTRUIR, em parceria com a Publituris Hotelaria e com o apoio da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promoveram um conjunto de conferências, na Exponor, dedicadas à Sustentabilidade e Inovação na hotelaria. Considerando que nem sempre as transformações necessárias implicam um grande esforço financeiro, importa uma transformação cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, assegurou um dos convidados

Cascais vai dedicar 162M€ à habitação pública
Destes 2.869 fogos, 929 vão ser construídos de raiz (800 em terrenos camarários já existentes e 129 em terrenos que a autarquia vai adquirir) e os restantes 1940 são ser alvo de total requalificação

752M€ de investimento em ferrovia a executar em 2023
O próximo ano deverá ficar marcado pelo acelerar da execução dos projectos das infraestruturas de transporte, em especial ferroviários. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que nenhuma das obras do programa Ferrovia 2020 ficará por fazer e que serão poucos os projectos que irão transitar para além de 2023

Oitoo desenham complexo habitacional para Marvila
O júri considerou que, dos quatro trabalhos apresentados no concurso a proposta vencedora da autoria dos Oitoo destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano, e na sua articulação com o espaço público envolvente.” O Júri refere ainda que a proposta demonstra um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima onde se insere, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbano próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”

Porto: Imolote reabilita edifício no centro histórico a pensar nos jovens
Inserido na aposta da promotora “em produtos exclusivos, sustentáveis e em harmonia com o património existente”, Dom Hugo faz a fusão entre o passado e o futuro, num projecto com assinatura da OODA

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Concurso público para requalificar Martim Moniz aprovado

Concurso para a elaboração do Projecto de Requalificação da Praça do Martim Moniz será lançado em Janeiro de 2023, o concurso de empreitada em 2025 e a nova Praça deverá ser inaugurada em Março de 2026

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou o concurso público internacional para a elaboração do Projecto de Requalificação da Praça do Martim Moniz que deverá será lançado em Janeiro do próximo ano.

O lançamento do concurso de ideias foi aprovado com os votos a favor dos sete vereadores dos Novos Tempos e de cinco do PS, votos contra do PCP (dois), BE (um) e do Cidadãos Por Lisboa (um) e a abstenção do Livre (um). A aprovação incluiu as peças, os detalhes, o orçamento e o júri do concurso público a ser lançado em Janeiro.

A votação que permitiria desbloquear o lançamento do concurso esteve originalmente agendada para uma reunião de Câmara no final de Julho, mas, depois da discussão, foi adiada. Com a demora na aprovação do concurso de ideias, todo o calendário da Praça do Martim Moniz foi alterado. O lançamento do concurso, que estava previsto para o passado mês de Setembro, deverá acontecer agora em Janeiro de 2023 e as diferentes propostas deverão ser conhecidas numa exposição pública em Julho, quando também deverá já estar escolhida a equipa vencedora. Segue-se uma apresentação detalhada de um primeiro rascunho do projecto vencedor, a finalização desse projecto, uma nova apresentação pública e só em 2025 será lançado concurso de empreitada da obra que deverá estar concluída em Março de 2026.

A mesma reunião de Câmara definiu “critérios essenciais” para as propostas a apresentar no concurso público internacional, que devem ser cumpridos para encontrar a solução vencedora, nomeadamente o aumento das áreas verdes, a melhoria das vivências e uma maior diversidade de actividades, a melhoria da circulação rodoviária, estipulando o limite de 30 KM/H de velocidade na futura praça, a redução de ruído, o investimento no acesso pedonal, o aumento da segurança e a requalificação do edificado, o que implica a adopção de soluções de espaço público que promovam a integração e valorização paisagística do Centro Comercial do Martim Moniz, do Centro Comercial da Mouraria, do Hotel Mundial e de outro edificado da Praça, com a inclusão da Torre da Pela na área de intervenção.

Estes desígnios têm como base os resultados da auscultação pública dos cidadãos, que foram, posteriormente, analisados pelos serviços da Câmara Municipal de Lisboa.

“Todas as necessidades identificadas são coroadas pelo desejo de criação de um jardim que garanta uma vivência multicultural, ‘Um Jardim do Mundo’, que proporcione um chão comum a todas as culturas, tal como hoje acontece e que responda ainda às necessidades de recreio e encontro da população residente”, lê-se na proposta.
A proposta aprovada pelo executivo camarário define, também, o júri do concurso, que inclui especialistas em arquitectura, arquitectura paisagista, engenharia civil e geografia.

“O preço base para o projecto de requalificação é de 462 mil euros (mais IVA) e neste total está já incluído o valor correspondente ao prémio atribuído à proposta classificada em primeiro lugar [30 mil euros]”, refere a proposta.

Além do projecto vencedor, serão atribuídos prémios monetários a outros quatro candidatos do concurso, designadamente 25 mil euros para o segundo lugar e 18 mil euros a cada uma das propostas que fiquem entre o terceiro e o quinto lugar, de acordo com a proposta.

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Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural

O CONSTRUIR, em parceria com a Publituris Hotelaria e com o apoio da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promoveram um conjunto de conferências, na Exponor, dedicadas à Sustentabilidade e Inovação na hotelaria. Considerando que nem sempre as transformações necessárias implicam um grande esforço financeiro, importa uma transformação cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, assegurou um dos convidados

*Cidália Lopes e Carla Nunes (Publituris Hotelaria)

A inovação e a sustentabilidade em torno do Turismo foram os temas centrais de duas conferências conjuntas promovidas pelo jornal CONSTRUIR e pela revista Publituris Hotelaria, apoiadas pela Associação de Hotelaria de Portugal e no âmbito da Decor Hotel, a feira profissional de projecto, construção, decoração, equipamentos, produtos e serviços para hotelaria que decorreu na Exponor.

Os processos postos em prática pelos hotéis, principalmente durante o período inicial da pandemia, bem como o percurso que ainda falta percorrer nesta área, foram alguns dos pontos debatidos nesta sessão que juntou Rui Martins, CEO SmartLinks e responsável pelo Gabinete Digital da AHP; Jaime Quesado, economista e professor na Faculdade de Economia do Porto; Pedro Serra, director-geral de operações do The Editory Hotels; João Rodrigues, Technological Advisor e ex-Country Manager da Schneider Portugal e Miguel Velez, CEO da Unlock Boutique Hotels.

Começando pelos exemplos práticos, Pedro Serra afirma que o período da pandemia foi aproveitado para colocar em prática projectos que já tinham em mente, como o check-in automático, pagamentos contactless e robotização de alguns projectos, “mesmo no backoffice”: “Não é totalmente novo, mas nós não tínhamos”, admite.

Já na Unlock Boutique Hotels, Miguel Velez aponta para a conquista do selo Biosphere em todos os hotéis do grupo, conseguido através de, entre outras medidas, check-in online e concierges digitais.

“Nem sempre a inovação obriga a grandes investimentos financeiros. No nosso caso fizemos o ciclo completo de operações e experiência do cliente, todos os pontos de contacto, para ver onde poderíamos ser mais eficazes e eficientes. [Com base nisso] fizemos um manual para cada um dos hotéis, onde fomos tocando ponto a ponto onde é que poderíamos fazer melhor” explica Miguel Velez, afirmando que esta pode não ser “a inovação no modelo tradicional, mas é um processo contínuo”.

Sobre este assunto, Rui Martins afirmou que, de facto, é necessário “cada vez mais que os competidores de hotéis centralizem dados e extraiam deles padrões”, nos quais devem basear-se para tomar decisões.

“Existem silos de informação, mas depois não existe uma visibilidade sobre os dados, de forma que estes possam ser [utilizados] para tomar decisões. Isto é inovação para nós, mas de inovação não tem nada. É inovação para nós porque não a fazemos”, declara.

A inovação ao serviço dos recursos humanos

Na sua intervenção, Rui Martins aponta ainda que a inovação “acontece muitas vezes por necessidade”. Aportando-se à questão da falta de recursos humanos “nos últimos anos no sector hoteleiro” – não só na “dificuldade de obter bons recursos”, como também em “mantê-los fidelizados” –, o responsável pelo Gabinete Digital da AHP relembra que “a digitalização e a transformação digital ajudam a compor essa necessidade”.

“Ao substituir pessoas por processos automatizados, permitimos que as pessoas façam o que fazem melhor, que é ligar-se a outras pessoas” afirma.

Sobre a possibilidade que a inovação tecnológica possa retirar trabalho no sector, o profissional deixa apenas uma questão: “Quando as pessoas deixaram de usar velas e passaram a usar lâmpadas houve uma transformação do sector, certo?”.

Se “não é possível uma máquina transmitir uma emoção ao ser humano”, por outro lado, é possível “resolver problemas de processos que são contínuos, permitindo que essas pessoas sejam desviadas para funções muito mais impactantes”.

“Não há que ter medo da inovação. É absolutamente incorrecto e desnecessário, porque ela vai acontecer à mesma”, afinca.

Os passos para o futuro

Numa nota final, os intervenientes apontam processos de inovação que ainda estão em falta na hotelaria. Se para Jaime Quesado é “muito importante” criar expectativas em relação ao cliente, apostando no customer experience, para Miguel Velez “é fundamental trazer a escala” para os hotéis.

“[É necessário] transportar a inovação para os hotéis independentes, pequenos, que [caracterizam] a maior parte dos hotéis em Portugal. Praticamente um terço são hotéis de cadeia, dois terços são hotéis independentes. É a mesma história que é no vinho e noutros sectores que estavam muito disseminados e foi necessário juntar para ganhar dimensão”, explica o CEO da Unlock Boutique Hotels.

Já Rui Martins é da opinião de que “sem uma boa experiência para o hóspede e centralização de dados, é muito difícil para um hotel sobreviver”, acrescentando ainda que as unidades têm de apostar na diferenciação, em serem únicas, oferecendo algo que só se possa encontrar ali – dando, para isso, o exemplo do H2otel Congress & Medical Spa, em Unhais da Serra.

“As pessoas estão dispostas a ir se a experiência for satisfatória”, defende.

Também João Rodrigues partilha da mesma opinião no que respeita à diferenciação dos hotéis, explicando que estes devem “identificar no seu business plan o que tem de ser feito e fazê-lo”. Por fim, Pedro Serra aponta que a inovação no sector passa pela preocupação com a “pegada que os hotéis deixam no sítio em que estão”.

Sustentabilidade

Já no painel promovido pelo CONSTRUIR, o foco foi a sustentabilidade. E uma nota sobressaiu: é necessária uma mudança cultural. Realidade “incontornável” e “uma variável decisiva” no processo negocial, o conceito de sustentabilidade entrou definitivamente no vocabulário dos promotores, dos donos de obra e dos operadores. Apesar do conjunto de regulamentos já existentes, “estamos ainda muito longe de atingir o nível de maturidade do sector imobiliário e da construção”. A conferência contou a participação de André Fernandes, arquitecto e vogal da secção regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, Mercês Ferreira, engenheira e coordenadora do conselho regional do Colégio de Engenharia do Ambiente, da secção regional Norte da Ordem dos Engenheiros, Julião Pinto Leite, arquitecto e partner atelier OODA e Miguel Gonçalves, engenheiro e professor do departamento de engenharia da FEUP e a moderação esteve a cargo de Ricardo Batista, director editorial do jornal CONSTRUIR.

Efectivamente, não se trata de um conceito actual mas que foi “reavivado” em 2015, quando as Nações Unidas decretaram os 17 OCS, contudo, “ainda estamos muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, segundo Mercês Ferreira. Para a engenheira, é preciso não esquecer que a “cidade é como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio” e como tal há que planear a forma como fazemos cidade e envolver todos os stakeholders, incluído a sociedade civil”.

Economia circular e inovação

Mercês Ferreira aponta, ainda, a importância da economia circular e da inovação na construção e que estes dois conceitos devem “trabalhar” em conjunto.
Considerando que estamos ainda “muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, a engenheira considera que “há que acelerar” este processo. Mas para isso há que envolver todos os stakeholders todos, incluído a sociedade civil.
Partindo do pressuposto de que a cidade é “como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio e temos que olhar para ela quando planeamos de uma outra forma”. Para que isto seja possível é necessário “perceber a dinâmica de como é que vai ser construída uma cidade, como é que essa cidade vai ser planeada e como a mesma pode ser eficiente”.
Também André Fernandes reforçou a necessidade de se entender “a sustentabilidade como um ponto de equilíbrio”. Mais do que a legislação, “que por si só não resolve tudo”, é necessária uma mudança cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, reforçou.

Fazendo um paralelismo com o CCP, que obriga à materialização de muitos projectos para a construção e, portanto, é necessário que os técnicos se entendam e que rapidamente se interliguem e sejam coerentes entre eles, também a sustentabilidade “deve ser um elemento agregador de tudo o resto, a começar pela indústria, e passando por todos os stakeholders na cadeia de produção”, considera Miguel Gonçalves.
Por outro lado, acredita, “as alterações futuras neste âmbito serão lideradas pelo vector económico, que no fundo é o que vai permitir que esta mudança aconteça mais cedo ou mais tarde”, ressalva.

Quando o custo pesa mais

Seja no turismo ou em qualquer outro projecto imobiliário, as premissas de sustentabilidade não se resumem apenas a um determinado projecto. “Há todo um trabalho que é preciso realizar a montante e que deve ser analisado de muitas maneiras diferentes”, seja num projecto em concreto, ou em todas as actividades satélite a esse edifício, considera Julião Pinto Leite que não tem dúvidas que “fazer sustentabilidade” actualmente ainda é “remar um pouco contra a corrente”. No final das contas, o orçamento mais baixo ainda é o que tem mais peso de decisão e também por este motivo o arquitecto aponta o dedo à “questão cultural muito forte” ainda muito enraizada e que tem de ser trabalhada desde muito cedo, a começar pelas nossas casas. “Há efectivamente tecnologia para conseguirmos edifícios totalmente verdes, mas o mercado ainda não responde na íntegra e o resultado é alguma resistência e inércia em conseguir um edifício altamente sustentável porque isso acarreta custos. O caminho está montado, a tendência é convergir estes dois mundos, no meu entender, mas há ainda um caminho longo a percorrer, exequível, mas longo”, conclui.

Incentivos e ‘osmose’

Já André Ferreira coloca o ‘dedo na ferida’ quando refere o exemplo tem que vir do Estado, o que “na maioria das vezes não acontece”. Muito embora a legislação assim o obrigue, “muitos são os concursos públicos que privilegiam o preço mais baixo”. “Temos efectivamente um problema de legislação e começa precisamente no Estado que muitas vezes enche a boca com a palavra sustentabilidade, com ambiente com alterações climáticas, continua no seu CCP a considerar como elemento principal da escolha o preço”, afirma. “Isto é grave, porque sabemos que muitas vezes o preço mais baixo significa qualidade inferior e associada naturalmente a produtos menos sustentáveis”.

Julião Pinto Leite aponta, ainda, quatro pilares que podem dar um impulso importante para que a sustentabilidade entre definitivamente no sector da construção e da promoção: educação, informação, legislação e competição. A começar em casa, a educação tem definitivamente um peso geracional e depois, através das universidades e com currículos cada vez mais direccionados para estas questões. A informação e a forma como esta é transmitida aos investidores é talvez um dos pontos principais, na medida em que “do ponto de vista do negócio os clientes querem acabar uma obra  e começar a facturar. O que nem sempre é possível. Temos que passar uma série de informação para que consiga perceber que o tal break even não se vai conseguir logo neste ponto”.

Por último, a competição. Para o arquitecto esta será aquela que mais influência poderá exercer. “Felizmente isto funciona um pouco como moda e edifícios acabam, por osmose, por contagiar outros edifícios e por aí afora e arquitectos outros arquitectos e clientes outros clientes”, conclui.

Incentivos como a certificação e benefícios fiscais são, também, apontados como uma alavanca para o aumento de projectos mais sustentáveis. Se por um lado já existente diferentes tipos de cerificação que incentivam e “contagiam” o sector, Mercês Ferreira considera que há muito que o Governo já deveria ter optado por atribuir benefícios fiscais a este tipo de projectos. “Esta seria uma opção não só de reduzir custos para quem promove, como de ter, de facto, um projecto diferenciado”. Por outro lado, “também o próprio consumidor, através de uma informação fidedigna, vai ser, cada vez mais, exigente e procurar projectos mais sustentáveis”.

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CBRE GWS renova contrato para gestão dos edifícios do BBVA em Espanha e Portugal

A CBRE GWS será, uma vez mais, responsável pela optimização do funcionamento dos edifícios e sucursais do BBVA no centro e sul de Espanha e em todo o território português, num total de 745.163 m2 de escritórios e sucursais

A CBRE Global Workplace Solutions (GWS) renovou parte do contrato de serviços de manutenção técnica e Facility Management (FM) com a multinacional de serviços financeiros. O acordo abrange os edifícios corporativos e sucursais BBVA em Espanha (zona central, zona sul e Ilhas Canárias) e Portugal. A renovação deste contrato significa que a CBRE GWS continuará a ser responsável por assegurar o óptimo estado e funcionamento de um total de 745.163 metros quadrados de escritórios e sucursais do BBVA em toda a Península Ibérica.

O BBVA ampliou o catálogo de serviços solicitados à empresa de FM, acrescentando elementos como a gestão do seu património histórico, serviços logísticos em escritórios e edifícios, serviços de apoio em edifícios, assistência e manutenção de locais fechados, serviços de central telefónica, recepção e acompanhamento, gestão de eventos e serviços de mailroom. Todos estes serviços são adicionais aos já cobertos pela CBRE GWS nos últimos dez anos (primeiro como Johnson Controls e depois como CBRE GWS), tais como serviços de manutenção, limpeza, jardinagem, controlo de pragas, destruição de documentação confidencial, gestão planeada de resíduos, gestão de energia e consultoria ambiental.

Em Portugal, a empresa de manutenção técnica e FM será responsável pela manutenção, limpeza e higiene, jardinagem, controlo de pragas, destruição de documentação confidencial, gestão de resíduos planeada e serviços de Help Desk para todos os espaços de escritórios e sucursais da entidade no país.

“A relação com o BBVA ao longo dos últimos dez anos tem sido muito frutuosa. É uma empresa empenhada na digitalização e sustentabilidade em todas as áreas e que nos permite explorar plenamente o potencial da FM. Estamos muito orgulhosos por terem decidido continuar a trabalhar connosco e empenharem-se na inovação como uma marca distintiva na manutenção das suas instalações”, afirma Vicente Redondo, CEO da CBRE GWS Espanha e Portugal.

“Nos últimos anos, adquirimos uma profunda compreensão de como o BBVA funciona, pelo que estamos satisfeitos por terem, mais uma vez, depositado a sua confiança na experiência dos nossos funcionários para a manutenção técnica e Gestão de Instalações dos seus espaços de trabalho. O nosso objectivo é continuar a ajudá-los a maximizar os seus resultados e a inovar para levar a eficiência económica, energética e hídrica da gestão ao próximo nível”, comenta Iván Gómez, director da conta do BBVA na CBRE GWS.

O FM – a ferramenta para aumentar a sustentabilidade

Ao longo dos anos em que a CBRE GWS tem prestado serviços ao BBVA, aumentou a exigência com a poupança de energia nos seus edifícios. Para o efeito, a empresa de manutenção técnica e FM implementou várias estratégias já consolidadas no mercado, tais como a utilização de iluminação LED, painéis fotovoltaicos para autoconsumo ou gestão remota de sistemas climáticos. Mas mais importante ainda, contribuiu para a optimização das instalações através da aplicação da IoT e da análise de edifícios. A utilização da tecnologia e da inovação, juntamente com a sensorização das instalações, proporciona a dupla vantagem de detectar ineficiências no consumo energético dos equipamentos, bem como, o mau funcionamento das instalações. Quando tudo isto é identificado numa fase inicial, proporciona, não só, economias de energia, mas também, um aumento da vida útil das instalações.

Esta é uma área em crescimento no mundo inteiro, a CBRE GWS aumentou em aproximadamente 30% a carteira de clientes que exigem a implementação de estratégias nos seus activos para a optimização da eficiência energética, poupança de água, gestão de resíduos ou a certificação dos activos das empresas, entre outros.

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‘Reynaers Act’ representa o compromisso com o Acordo de Paris

O Grupo Reynaers lança Reynaers Act, o seu relatório estratégico para a sustentabilidade que revela um conjunto de objectivos que o Grupo pretende atingir até ao seu 60º aniversário, em 2025

O Grupo Reynaers apresenta os seus ambiciosos objectivos de sustentabilidade até 2025. Os objectivos contidos no Pacto de Sustentabilidade concorrem para aquela que é a grande meta mundial de conter o aumento das temperaturas médias globais a menos de 2ºC, idealmente a 1,5º, acima dos níveis pré-industriais até 2030, conforme estabelecido no Acordo Climático de Paris.

A estratégia subjacente a Reynaers Act foi traduzida em acções concretas baseadas em quatro pilares: produtos circulares, edifícios sustentáveis onde os seus produtos actuam, pessoas e sociedade e as operações da organização, e surge na forma de apelo à acção a todos os colaboradores, subsidiárias, fornecedores e clientes em todo o mundo.

Dirk Bontridder, CEO do Grupo Reynaers, está entusiasmado com o futuro do Grupo e os compromissos assumidos em Reynaers Act. “Este relatório estratégico é um marco para o nosso negócio, uma vez que nos comprometemos publicamente a fazer mais pelo nosso planeta. Como a maioria das coisas que valem a pena, não será fácil. Vai exigir que cada um de nós faça a sua parte. É por isso que o convidamos a agir, juntos pelo melhor”, afirma o responsável.

Em primeiro lugar o grupo baseia a sua estratégia na Science Based Targets (SBTi) uma parceria fundada pela ONU e pela WWF, entre outras organizações, que conduz acções climáticas ambiciosas no sector privado, permitindo às organizações estabelecer objectivos de redução de emissões com base científica. Estes objectivos proporcionam uma via para as empresas reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa a fim de se cumprirem os objectivos do Acordo Climático de Paris.

Nos termos do Acordo de Paris, cada país é solicitado a delinear e comunicar as suas acções climáticas, conhecidas como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC). De todos os países que apresentaram NDC, um terço não abrange os edifícios e apenas um quarto dos países participantes menciona a eficiência energética. É aqui que o Grupo Reynaers acredita que é possível fazer melhor.

Em matéria de eficiência energética está em expansão o número de sistemas certificados Passive House e Minergie. Estas certificações facilitam a selecção de produtos eficientes do ponto de vista energético. Em matéria de sustentabilidade e descarbonização dos edifícios guiar parceiros para a obtenção de certificação BREEAM ou LEED. BREEAM e LEED são duas certificações ambientais reconhecidas em todo o mundo que certificam os projectos de construção sustentável, comprovando a eficiência energética e simultaneamente a redução da pegada de carbono.

Nos últimos três anos, a Reynaers Aluminium certificou nove sistemas Cradle-to-Cradle Bronze, representando mais de 40% do seu volume de negócios anual. Cradle-to-Cradle, que em português significa “Do berço ao berço”, é a mais exigente certificação de produto quanto ao seu impacto ambiental. A ambição é certificar mais nove sistemas até 2024, aumentando a quota de produtos certificados Cradle-to-Cradle para 60% do volume de negócios Reynaers Aluminium e alcançar o nível Prata em oitos sistemas. “O maior desafio para obter o certificado de nível Prata é o cumprimento dos rigorosos requisitos de saúde do material. Por exemplo, as substâncias cancerígenas, mutagénicas e tóxicas para a reprodução são proibidas pelo que está em curso uma auditoria para investigar a sua existência em componentes complementares utilizados, por exemplo, nas rupturas térmica”, explica o grupo em comunicado.
Especificamente em Portugal, a maioria dos produtos Reynaers Aluminium já enverga o rótulo ecológico Sustainable Value ISO 14024 que cumpre a norma internacional para a obtenção de rótulos ecológicos.

Até 2050, a economia circular pode reduzir globalmente as emissões de CO2 de quatro grandes grupos de materiais de construção (plástico, aço, alumínio e cimento) em 40% à escala global e em economias desenvolvidas como a da União Europeia pode atingir os 56%; Ora, o alumínio é 100% reciclável sem perda de valor, ou seja de velhas janelas geram-se novas janelas. Em 2019, por cada quilograma de alumínio extraído, o grupo emitiu 5,16 kg de CO2. Em 2021, reduziu esse número para 4,81 kg de CO2, utilizando mais alumínio primário de baixo carbono. Até 2030, antecipa valores tão baixos como 2,81 kg de CO2/kg. O compromisso é reduzir as emissões directas em 46% até 2030 e as emissões indirectas em 55%. Para tal, o maior desafio que se enfrenta é a oferta limitada de alumínio reciclado, devido aos 50 anos de vida útil do alumínio nos projectos. Com mais edifícios em construção do que em fim de vida, a procura excede em muito a oferta do mercado. É por isso que o foco está tanto no aprovisionamento de alumínio primário de baixo carbono, como no alumínio reciclado. O Grupo Reynaers já utiliza toda a sua quota-parte de alumínio reciclado disponível. A opção é distribuir o alumínio reciclado disponível em toda a gama de produtos, independentemente do segmento. Actualmente, o alumínio reciclado representa 41% de todo o alumínio utilizado. A ambição é aumentar a quantidade reciclada em todos os produtos para 56% até 2030.

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Paulo Caiado reeleito para novo mandato à frente da APEMIP

No programa da lista eleitoral constam como pontos importantes de actuação o arranque do Portal CasaYes, a integração na APEMIP dos agentes e profissionais imobiliários sem associação que os represente e a criação de um Conselho Estratégico Internacional

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) realizou eleições para os seus corpos sociais para o triénio 2023-2025, tendo Paulo Caiado, sido reeleito para o novo mandato.

“Ter a generalidade dos associados interessados nos destinos da sua Associação”, foi o mote da lista única apresentada a sufrágio e que, segundo Paulo Caiado, “é o principal desafio da APEMIP, para os próximos três anos”.

A direcção executiva da associação presidida por Paulo Caiado, do Siimgroup, integra, ainda, Reinaldo Teixeira, da Garvetur, Patrícia Barão, da JLL, Domingos Silva, da Predial Parque, Ana Paula Marques da Goldentree e José Paraíso da Exitcasa, como vice-presidentes. Teresa Fernandes, da Europredial, é a vogal.

A Mesa da Assembleia Geral é presidida Por João Pessoa e Costa, da Preserotel, e o Conselho Fiscal por Eduardo Luís em representação da Futurama.

No programa da lista eleitoral constam como pontos importantes de actuação para os três próximos anos, o arranque do Portal CasaYes, uma plataforma de referência exclusiva para profissionais do sector; a integração nos seio da APEMIP dos agentes e profissionais imobiliários que, actualmente, estão sem associação que os represente, e a criação de um Conselho Estratégico Internacional, órgão consultivo cujo objectivo será a procura global de tendências, de práticas, de modelos relevantes ao progresso dos associados e do sector.

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Investimento imobiliário nas ARUs do Porto cresce 34% no 1º semestre do ano

O investimento imobiliário nas nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) do Porto ascendeu a 322,1 milhões de euros no 1º semestre de 2022, aumentando 34% face aos €240,9 milhões de euros transaccionados no semestre anterior. Em número de operações, o crescimento é de 33%, totalizando 1.140 transacções concretizadas

O investimento imobiliário nas nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) do Porto ascendeu a 322,1 milhões de euros no 1º semestre de 2022, aumentando 34% face aos €240,9 milhões de euros transaccionados no semestre anterior. Em número de operações, o crescimento é de 33%, comparando-se as 1.140 transacções concretizadas nos primeiros seis meses do ano com as 850 do semestre anterior. Os dados resultam do SIR-Reabilitação Urbana, apurado pela Confidencial Imobiliário .

A aquisição de fogos residenciais concentrou a maioria deste investimento, gerando 53% do montante transaccionado, num total de 169,9 milhões de euros, seguindo-se a aquisição de prédios completos, que representaram 33% da actividade, num total de 107,2 milhões de euros. Os imóveis de retalho representaram outros 12%, num total de 37,1 milhões de euros, ficando os restantes 7,9 milhões de euros (2%) alocados à aquisição de imobiliário de serviços.

As ARUs da Baixa e Centro Histórico agregaram 44% do montante transaccionado no semestre, registando um investimento de 141,8 milhões de euros, mais 28% do que os 111,1 milhões de euros movimentados no semestre anterior. Este núcleo central soma 370 operações, o equivalente a 33% do total.

O investimento imobiliário aumentou de forma muito expressiva nas restantes ARUs, com excepção da Lapa, onde o montante investido apresentou uma quebra semestral de 11% para 37,9 milhões de euros. Esta ARU agrega 12% do investimento total, praticamente o mesmo que a ARU de Campanhã (13%), na qual o investimento imobiliário cresceu 32%, atingindo 42,7 milhões de euros.

Depois da Baixa e Centro Histórico, a Campanhã é o destino com maior volume de investimento. O crescente interesse dos investidores neste eixo oriental do Porto é também visível na dinâmica registada na ARU de Corujeira, a que registou maior crescimento, mais que duplicando o investimento atraído entre os dois semestres, passando de 3,9 milhões para 10,4 milhões de euros. A Corujeira (quota de 3%) aproxima-se, agora, da actividade nas ARUS de Lordelo do Ouro (quota de 4%) e Massarelos (quita de 5%), onde o investimento ascendeu a, respectivamente, 14,0 milhões e 16,8 milhões de euros. Em Lordelo do Ouro este volume representa um aumento semestral de 62% e em Massarelos de 42%.

Outra ARU com forte crescimento foi o Bonfim, onde o investimento ascendeu a 26,7 milhões de euros, duplicando face aos 13,1 milhões de 2021 e conferindo-lhe uma quota de quota de 8% no total. A ARU da Foz Velha atraiu 31,8 milhões de euros de investimento imobiliário, montante que representa 10% do total investido nas áreas de reabilitação urbana e que aumentou 82% face ao semestre anterior.

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Reveja mais uma noite de glória com a entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022 (c/galeria)

Noite de festa, boa disposição e glória, para vencedores e vencidos. Veja os melhores momentos da entrega de Prémios CONSTRUIR 2022

Casa cheia no emblemático Cine-Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, para assistir à cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022.

O Porto esteve em destaque na cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022, evento que reuniu centenas de convidados no renovado Parque Mayer, em Lisboa para uma noite memorável. É assim há, pelo menos, 15 anos a esta parte. A Invicta foi distinguida pelos leitores do CONSTRUIR com o ‘Prémio Cidade’, num galardão que reconhece o caminho que a cidade e a região têm feito em matéria de urbanismo, ordenamento do território, sustentabilidade ou habitação, tornando-a num pólo de atractividade por excelência não apenas para investidores como para turistas.

Como exemplo desse dinamismo está o facto de o Terminal Intermodal de Campanhã ter recebido o troféu de ‘Melhor Projecto Público’ de ‘Arquitectura’, distinção entregue a Nuno Brandão Costa enquanto autor do projecto ou mesmo o renovado Mercado do Bolhão, que permitiu ao arquitecto Nuno Valentim receber o troféu para ‘Melhor Projecto de Reabilitação’, e ao Município do Porto, enquanto promotor, receber o galardão de ‘Melhor Espaço de Comércio e Serviços’ na área de ‘Imobiliário’. A M2CE viu também o seu trabalho ser reconhecido na área da ‘Engenharia’, daí a atribuição, por parte dos leitores do CONSTRUIR, do troféu pelo melhor trabalho de ‘Fiscalização e Coordenação’. Mas a lista de distinções para o Porto não termina aqui. O Porto Office Park, promovido pelo Grupo Violas Ferreira e desenhado pela Broadway Malyan, foi eleito como ‘Melhor Edifício de Escritórios’ na categoria ‘Imobiliário’.

Na área da Engenharia, destaque também para a Quadrante, merecedora dos troféus ‘Internacionalização’ e ‘Melhor Gabinete’. A Casais volta a ser distinguida como ‘Melhor Construtora’ enquanto que o OPENBOOK foi eleito “Melhor Atelier’ na categoria ‘Arquitectura’.

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector. Este ano, o prémio ‘Excelência’ na área da ‘Arquitectura’ foi entregue a Miguel Saraiva, principal obreiro dessa inegável marca internacional que é hoje o traço da Saraiva + Associados. Na ‘Engenharia’, a escolha recaiu sobre o antigo bastonário da Ordem. Carlos Mineiro Aires, hoje presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, teve, nos dois mandatos que cumpriu, um papel de inegável excelência para o reconhecimento da Ordem enquanto organização fundamental junto dos centros de decisão. Na ‘Construção’, a escolha recaiu este ano sobre a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. O CONSTRUIR reconhece, neste troféu, o papel da Confederação na dignificação da Construção enquanto um dos principais sectores da Economia, sendo que é, claramente e por manifesto mérito da Confederação, uma voz activa nas questões relacionadas com o Sector.

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Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector

O Porto esteve em destaque na cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022, evento que reuniu centenas de convidados no renovado Parque Mayer, em Lisboa para uma noite memorável. É assim há, pelo menos, 15 anos a esta parte. A Invicta foi distinguida pelos leitores do CONSTRUIR com o ‘Prémio Cidade’, num galardão que reconhece o caminho que a cidade e a região têm feito em matéria de urbanismo, ordenamento do território, sustentabilidade ou habitação, tornando-a num pólo de atractividade por excelência não apenas para investidores como para turistas.

Como exemplo desse dinamismo está o facto de o Terminal Intermodal de Campanhã ter recebido o troféu de ‘Melhor Projecto Público’ de ‘Arquitectura’, distinção entregue a Nuno Brandão Costa enquanto autor do projecto ou mesmo o renovado Mercado do Bolhão, que permitiu ao arquitecto Nuno Valentim receber o troféu para ‘Melhor Projecto de Reabilitação’, e ao Município do Porto, enquanto promotor, receber o galardão de ‘Melhor Espaço de Comércio e Serviços’ na área de ‘Imobiliário’. A MC2E viu também o seu trabalho ser reconhecido na área da ‘Engenharia’, daí a atribuição, por parte dos leitores do CONSTRUIR, do troféu pelo melhor trabalho de ‘Fiscalização e Coordenação’. Mas a lista de distinções para o Porto não termina aqui. O Porto Office Park, promovido pelo Grupo Violas Ferreira e desenhado pela Broadway Malyan, foi eleito como ‘Melhor Edifício de Escritórios’ na categoria ‘Imobiliário’.

Na área da Engenharia, destaque também para a Quadrante, merecedora dos troféus ‘Internacionalização’ e ‘Melhor Gabinete’. A Casais volta a ser distinguida como ‘Melhor Construtora’ enquanto que o OPENBOOK foi eleito “Melhor Atelier’ na categoria ‘Arquitectura’.

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector. Este ano, o prémio ‘Excelência’ na área da ‘Arquitectura’ foi entregue a Miguel Saraiva, principal obreiro dessa inegável marca internacional que é hoje o traço da Saraiva + Associados. Na ‘Engenharia’, a escolha recaiu sobre o antigo bastonário da Ordem. Carlos Mineiro Aires, hoje presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, teve, nos dois mandatos que cumpriu, um papel de inegável excelência para o reconhecimento da Ordem enquanto organização fundamental junto dos centros de decisão. Na ‘Construção’, a escolha recaiu este ano sobre a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. O CONSTRUIR reconhece, neste troféu, o papel da Confederação na dignificação da Construção enquanto um dos principais sectores da Economia, sendo que é, claramente e por manifesto mérito da Confederação, uma voz activa nas questões relacionadas com o Sector.

ARQUITECTURA
MELHOR PROJECTO PÚBLICO
Terminal Intermodal de Campanhã // Nuno Brandão Costa Arquitectos

MELHOR PROJECTO PRIVADO
Ageas Tejo // Capinha Lopes

MELHOR PROJECTO DE REABILITAÇÃO
Renovação do Mercado do Bolhão // Nuno Valentim Arquitectura

MELHOR ATELIER
OPENBOOK

ENGENHARIA
MELHOR PROJECTO PÚBLICO
Reabilitação da Ponte do Guadiana // JLCM

MELHOR PROJECTO PRIVADO
Parque Solar de Alqueva // Isigenere / EDP

PRÉMIO FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO
Renovação do Mercado do Bolhão // MC2E

PRÉMIO INTERNACIONALIZAÇÃO
Quadrante

MELHOR GABINETE
Quadrante

CONSTRUÇÃO
MELHOR CONSTRUTORA
Casais

PRÉMIO INTERNACIONALIZAÇÃO
Mota-Engil

PRÉMIO CIDADE
Porto

PRÉMIO SUSTENTABILIDADE
Lumnia // HCI Construções

IMOBILIÁRIO
MELHOR EDIFÍCIO DE ESCRITÓRIOS
Porto Office Park // Grupo Violas Ferreira

MELHOR ESPAÇO COMERCIO E SERVIÇOS
Mercado do Bolhão // CM Porto

MELHOR EDIFÍCIO RESIDENCIAL
ValRio Terrace Apartments // Solyd + Habitat Invest

MELHOR EMPREENDIMENTO TURÍSTICO
W Algarve // W Hotels

MELHOR CONSULTORA
JLL

PRÉMIO EXCELÊNCIA
Arquitectura
Arq. Miguel Saraiva
Engenharia
Eng. Carlos Mineiro Aires
Construção
CPCI

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Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas

No decorrer da assinatura do protocolo, Rui Moreira revelou que “existe a expectativa que sejam oito as ilhas privadas da cidade que possam vir a ser reabilitadas, no âmbito do PRR, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”

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Já foi assinado o protocolo que permite avançar com a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na ordem dos 7,7 milhões de euros.

O acordo, assinado pelo vereador do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, Pedro Baganha, e a presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, pressupõe a reabilitação de 47 habitações, qualificadas através de um projecto dos arquitectos Maria Souto de Moura, Francisco Pina Cabral, Francisco Amoedo Pinto e Luís Vitorino Caleiro. O investimento é de aproximadamente 7,7 milhões de euros e vai reconfigurar o edificado actualmente existente, adequando a oferta de tipologias às necessidades dos inquilinos. O projecto prevê que o novo complexo habitacional disponha de 34 T1, 10 T2 e 3 T3.

Para Rui Moreira, a assinatura do protocolo é “um importante passo, na estratégia do município do Porto, para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. Já para Pedro Nuno Santos, “este é um dia histórico. Este é um bom exemplo do que é responsabilidade da administração central para com os municípios”.

Rui Moreira revelou que “existe a expectativa de, das 954 ilhas privadas da cidade, oito poderem vir a ser reabilitadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”.

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